Soros manipula políticos. Obama é exemplo.

25 out
Soros e a CIA agora investem em Neves-neto tentando derrotar Rousseff
 
 
 

Adital


Imagem: http://www.paginasimoesfilho.com.br

Por Wayne Madsen*

Depois que manipuladores na imprensa-empresa brasileira, a CIA e empregados de George Soros tentaram inventar Marina Silva, candidata-de-Partido-Verde- convertida-em-socialista- repentina, para concorrer à presidência do Brasil, depois de um acidente aéreo clássico “de manual” da CIA, em que morreu o candidato do verdadeiro Partido Socialista, Eduardo Campos, todas essas mesmas forçar voltam a atacar, favorecendo agora o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves.

Embora Neves estivesse em 2º lugar, atrás só da atual presidenta brasileira Dilma Rousseff, antes do 1º turno das eleições de outubro, a comoção gerada pela morte de Campos e de vários de seus assessores, dia 13 de agosto de 2014, empurrou Neves para o 3º lugar nas pesquisas.

Depois de afastado Eduardo Campos, Marina Silva, favorita de Soros e de sua rede internacional de dinheiro para ONGs, foi então catapultada para o 2º lugar. Felizmente, graças ao trabalho de inúmeros jornalistas blogueiros investigativos, as conexões de Marina Silva com Soros e sua equipe de intervencionistas e magnatas operadores de hedge funds foram descobertas e expostas.

Com os eleitores brasileiros já cientes dos cordões de marionete que ligavam Marina Silva a Soros e a outros banqueiros brasileiros e globais, ela afinal apareceu em 3º lugar nas urnas, dia 5 de outubro de 2014, fora, portanto, do segundo turno eleitoral. Adiante, a mesma Marina “socialista” Silva, derrotada nas urnas, declarou apoio ao neoliberal Neves – segunda aposta de Soros para tentar assumir as rédeas do poder presidencial no Brasil.

O principal conselheiro econômico de Neves e o homem que seria ministro das Finanças numa eventual presidência de Neves é Armínio Fraga Neto. Amigo próximo e ex-sócio de Soros e de sua empresa Quantum, de hedge funds . Fraga conta com a presidência de Neves para abrir o Brasil às “forças de mercado”, as mesmas que declararam guerra econômica à Venezuela e estão tentando derrubar a Argentina servindo-se de amigos de Soros que comandam fundos-abutres em Wall Street . Fraga, freqüentador habitué do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, é também ex-empregado de Salomon Brothers e ex-presidente do Banco Central do Brasil. Fraga também é ligado a Goldman Sachs, através de uma corretora imobiliária em Manhattan.

Armínio Fraga e George Soros

Fraga é também membro do elitista Conselho de Relações Exteriores [orig. Council on Foreign Relations ] e do Grupo dos 30 [orig. Group of 30 ], o que o põe no mesmo campo que outros vilões de Wall Street como Alan Greenspan, David Rockefeller, Jacob Frenkel, ex-presidente do Banco de Israel e o colunista Paul Krugman, apologista de Wall Street [e colunista da Folha de S.Paulo , onde no começo da semana em curso escreveu que "O que o mercado está dizendo, na verdade, é que o Fed está imprimindo dinheiro de menos ” (sic)] e do ex-secretário da Fazenda dos EUA, Larry Summers.

A vitória fácil de Rousseff no primeiro turno das eleições de 5 de outubro de 2014 pôs em modo de propaganda frenética toda Wall Street e seus operadores-jornalistas no Brasil que fazem oposição aos planos de Rousseff de ampliar o banco de desenvolvimento Banco dos BRICS) que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, para competir com o Banco Mundial.

Pesquisas muito questionáveis sugerem que Rousseff e Neves estariam correndo pescoço a pescoço (em “empate técnico”, como se diz no Brasil) agora que se aproxima o 2º turno das eleições, dia 26 de outubro de 2014. Mas esses resultados só são apresentados como confiáveis e rigorosos pelos sempre patéticos “estenógrafos” de Wall Street fantasiados de jornalistas, cujos textos enchem as páginas de The Wall Street Journal , Financial Times , Bloomberg News e Forbes.

Presidente Getúlio Vargas trabalhando…

O avô de Aécio Neves, Tancredo Neves [foi ministro da Justiça de Getúlio Vargas de junho de 1953 até o suicídio do presidente, tempos de extrema dificuldade; foi primeiro-ministro no final da ditadura; e] foi eleito presidente do Brasil dia 15/3/1985, em eleições ainda indiretas, depois de derrotada no Parlamento a campanha histórica pelas “Diretas Já”. Mas Tancredo foi eleito nas primeiras eleições que elegiam presidente civil , depois de já 20 anos de ditadura no Brasil. Na véspera de tomar posse, solenidade marcada para o dia 15/3/1985, Tancredo Neves caiu gravemente doente. Com a doença do presidente eleito, foi empossado o vice-presidente, bem mais conservador, José Sarney. Tancredo nunca se recuperou e morreu, ao que se sabe, de diverticulite, dia 21/4/1985. Depois se divulgou que Tancredo sofreria de um câncer não descoberto, senão depois de já se ter alastrado. Essa semana, dia 16 de outubro corrente (2014), na saída de um debate televisionado com o candidato Aécio Neves, a presidenta Dilma teve um ligeiro mal-estar, o que muito assustou muitos brasileiros, que lembraram do que acontecera a Tancredo Neves.

O que se sabe com certeza é que na CIA havia gente, além dos que sabiam preparar convenientes acidentes de avião , como os que mataram o primeiro-ministro português Francisco Sá Carneiro, o líder panamenho Omar Torrijos e o presidente do Equador Jaime Roldós, todos num período de seis meses, entre dezembro de 1980 e abril de 1981 [depois da eleição de Ronald Reagan à presidência dos EUA e da volta para dentro da CIA dos pistoleiros infames que haviam trabalhado para George H W Bush e William Casey], que servia na Divisão de Serviços Técnicos, que continuava a desenvolver armas químicas, inclusive agentes cancerígenos, para assassinar alvos políticos.

Néstor Kirchner e Hugo Chávez assassinados?

Em anos recentes, vários líderes latino-americanos foram atingidos ou por cânceres ou por ataques cardíacos. As duas vítimas mais notáveis foram os presidentes da Venezuela Hugo Chávez, e da Argentina, Nestor Kirchner. Noticiou-se que a esposa de Kirchner e atual presidenta da Argentina Cristina Fernandez de Kirchner teria um câncer na tireoide, o que adiante foi desmentido por seus porta-vozes. Mas uma “onda” de cânceres em diferentes graus atingiu vários outros líderes latino-americanos, como o ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo (que foi deposto por golpe arquitetado pela CIA ); o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (depois de haver assinado um acordo de paz com o movimento guerrilheiro revolucionário das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, FARC); o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; e o recentemente re-eleito presidente da Bolívia, Evo Morales.

O presidente da Guiana, Forbes Burnham, morreu de câncer na garganta; e o presidente de Nauru , Bernard Dowiyogo, morreu de um ataque cardíaco fulminante, quando eram atendidos em hospitais em Washington. Muitas suspeitas cercaram essas duas mortes, acontecidas nos hospitais da Georgetown University e George Washington , respectivamente.

Sidney Gottlieb O macabro cientista-chefe da CIA , o judeu húngaro Dr. Sidney Gottlieb , desenvolveu várias armas biológicas para o programa MK-ULTRA da CIA , durante os mais de 20 anos de serviços que prestou à agência. Uma delas foi uma toxina biológica metida no tubo de pasta de dentes a ser usado pelo primeiro-ministro do Congo, Patrice Lumumba; outra, um lenço contaminado com bactérias de botulismo, a ser oferecido ao líder iraquiano general Abdul Karim Kassem.

Mas o movimento de Aécio Neves distanciar-se das credenciais democráticas do avô, é manifestação de outro aspecto das operações da CIA para influenciar governos estrangeiros. Aécio Neves representa os interesses de Wall Street , o que se vê claramente pela presença de Fraga como conselheiro econômico.

Os abutres de Wall Street , inclusive outros sócios de Soros e Fraga em New York , querem privatizar a empresa estatal de petróleo brasileira, Petrobras. Por isso, Aécio Neves foi imediatamente “encampado” pelos mesmos interesses financeiros globais que tentaram inventar Marina Silva para pô-la na presidência do Brasil. Com ela derrotada nas urnas, aquelas mesmas forças rapidamente se realinharam para tentar eleger o Neves-neto [desfrutável]. Para a CIA , o sangue não é mais espesso que a água.

Mas tampouco parece fazer qualquer diferença, também aos olhos do Neves-neto, que haja alta probabilidade de a CIA ter tido parte ativa no assassinato de seu avô. Um filho de Omar Torrijos, Martin Torrijos, tornou-se presidente do Panamá, exclusivamente para assinar um acordo de livre-comércio pró- Wall Street entre seu país e Washington. Martin Torrijos também obedeceu festivamente as ordens dos banqueiros globais, para que aumentasse a idade mínima para aposentadorias no Panamá e reformasse toda a seguridade social. E esse Torrijos-filho também foi aliado íntimo do presidente George W. Bush, sem se incomodar com o fato de o Bush-pai, presidente George H W Bush, ter, muito provavelmente, autorizado a operação da CIA que assassinou o Torrijos-pai.

A líder asiática de oposição preferida de George Soros, Aung San Suu Kyi, tampouco parece incomodada pelo fato de amigos de Soros no Gabinete de Serviços Estratégicos/ CIA terem ordenado à inteligência britânica que assassinassem o pai dela, Aung San.

Aung San Suu Kyi à frente do retrato de seu pai

Aung San, fundador do Partido Comunista da Birmânia foi escolhido para tornar-se o primeiro presidente de Burma independente, imediatamente depois da independência. Mas Aung San foi assassinado por terroristas a serviço do ex-primeiro ministro pró-Grã Bretanha, U Saw. As armas para os assassinos chegaram diretamente pelo capitão do exército britânico David Vivian, que conseguiu, com “ajuda” de alto nível dentro do governo de Burma, escapar de uma prisão local, em 1949.

O líder do Partido Liberal do Canadá Justin Trudeau, filho do ex-primeiro-ministro Pierre Elliott Trudeau, sempre agradou muito, ao contrário de seu pai, aos EUA, a Wall Street e à causa da globalização.

Justin Trudeau e Aécio Neves são claros exemplos de como águia da CIA opera tentando tomar debaixo da asa, para usar como seus instrumentos, filhos e netos de políticos populares importantes e representativos em todo o mundo, mas filhos e netos já esvaziados de qualquer conteúdo efetivamente histórico representativo de forças da maioria da população.

Dilma Rousseff vitoriosa!

As políticas da presidenta Rousseff criaram-lhe inimigos poderosos por trás das paredes da CIA em Langley, Virginia, e nas salas de reunião de Wall Street e das mais poderosas empresas do ocidente. No primeiro turno de 5 de outubro de 2014, a presidenta Rousseff conseguiu provar que pesquisas e “especialistas” erraram. Mas 26 de outubro de 2014 é outra eleição.

Dia 26 de outubro de 2014, o povo brasileiro votará pela própria vida.

Para os pobres do Brasil e para a emergente classe média, uma vitória de Neves destruirá os meios que afinal encontraram, para viver melhor, sim, mas também destruirá a própria vida que, afinal, conheceram, nos governos Lula-Dilma.

*Jornalista investigativo, autor e colunista. Tem cerca de vinte anos de experiência em questões de segurança. Como oficial da ativa projetou um dos primeiros programas de segurança de computadores para a Marinha dos EUA. Tem sido comentarista frequente da política de segurança nacional na Fox News e também nas redes ABC, NBC, CBS, PBS, CNN, BBC, Al Jazeera , Strategic Culture e MS-NBC. Foi convidado a depor como testemunha perante a Câmara dos Deputados dos EUA, o Tribunal Penal da ONU para Ruanda, e num painel de investigação de terrorismo do governo francês. É membro da Sociedade de Jornalistas Profissionais (SPJ) e do National Press Club. Reside em Washington, DC.

A última tacada de Fábio Barbosa e da Editora Abril

24 out

Luis Nassif

O amigo liga em pânico: “A imprensa vai acabar com a democracia no Brasil”. Respondo: “É a democracia que vai acabar com a imprensa e implantar o jornalismo”.

A aventura irresponsável de Veja – recorrendo a uma matéria provavelmente falsa para pedir o impeachment de um presidente da República – não se deve a receios de bolivarianos armados invadindo a Esplanada. Ela está sendo derrotada pelo mercado, pelo fato de que, pela primeira vez na história, a Internet trouxe o mercado para o setor fechado, derrubando as barreiras de entrada que permitiram a sobrevida de um jornalismo anacrônico, subdesenvolvido, a parte do país que mais se assemelha a uma republiqueta latino-americana.

É um caso único, de uma publicação que se aliou a uma organização criminosa – de Carlinhos Cachoeira – e continuou impune, fora do alcance do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

A capa de Veja não surpreende. Há muito a revista abandonou qualquer veleidade de jornalismo.

Acusa a presidente da República Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de conhecerem os esquemas Petrobras com base no seguinte trecho, de uma suposta confissão do doleiro Alberto Yousseff:

- O Planalto sabia de tudo – disse Youssef.

- Mas quem no Planalto? – perguntou o delegado.

- Lula e Dilma – respondeu o doleiro.

Era blefe.

Na sequência, a reportagem diz:

“O doleiro não apresentou – e nem lhe foram pedidas – provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o depoente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades”.

Na primeira fase da delação premiada tem-se o criminoso falando o que quer. Enquanto não apresentar provas, a declaração não terá o menor valor. E Veja tem a fama de colocar o que quer nas declarações de fontes.

Ligado ao PSDB do Paraná, o advogado de Yousseff desmentiu as informações. Mas não se sabe ainda qual é o seu jogo.

As apostas erradas da Abril
Golbery do Couto e Silva dizia que a mentira tem mais valor que a verdade. A verdade é monótona, tem uma só leitura. Já a mentira traz um enorme conjunto de informações a serem pesquisadas, as intenções do mentiroso, a maneira como a mentira foi montada.

Daí a importância da capa de Veja: permitir desvendar o que está por trás da mentira.

A primeira peça do jogo é entender a posição atual do Grupo Abril.

Apostas de altíssimo risco só são bancadas em momentos de altíssimo desespero. A tacada da Veja torna quase irresistível a proposta de regulação da mídia e de repor as defesas do cidadão que foram suprimidas pelo ex-Ministrio Ayres Britto, ao revogar a Lei de Imprensa.

Qual a razão de tanto desespero nessa aposta furada?

A explicação começa alguns anos atrás.

No mercado de mídia, o futuro acenava para o advento da Internet e da TV a cabo e para o fim das revistas e do papel. As apostas da Abril foram sempre na direção errada.

Ela montou um dos primeiros portais brasileiros, o BOL, que posteriormente fundiu-se com a UOL. Graças à sua influência política, conseguiu frequências de UHF e canais de TV a cabo.

A editora endividou-se e, para tapar buracos, Civita foi se desfazendo de todas as joias da coroa. Passou os 50% que detinha na UOL para a Folha – por um valor insignificante; vendeu a TV A para a Telefonica. Associou-se ao grupo sul-africano Naspers, em uma operação confusa, visando burlar o limite de 30% para capital estrangeiro em grupos de mídia, previstos na lei.

Não parou por aí.

Adquiriu duas editoras – a Atica e a Scipionne –, que dependem fundamentalmente de compras públicas, confiando no poder de persuasão dos seus vendedores junto à rede escolar. A decisão do MEC (Ministério da Educação) de colocar todos os livros em uma publicação única, para escolha dos professores, eliminou sua vantagem comparativa.

Aí decidiu investir em cursos apostilados para prefeituras, um território pantanoso. Finalmente, “descobriu” o caminho das pedras, passando a direcionar todas suas energias para a área de educação.

Para tanto, criou uma nova empresa, a Abril Educação, colocou debaixo dela as editoras e os cursos e contratou um executivo ambicioso, Manoel Amorim, que aumentou exponencialmente o endividamento do grupo, para adquirir cursos e escolas. Foi uma sucessão de compras extremamente onerosas, que deixaram o grupo em má situação financeira. A solução foi vender parte do capital para um grupo estrangeiro. Nem isso resolveu sua situação.

No ano passado, em conversa com especialistas do setor de mídia, Gianca Civita, o primogênito, já antecipava que a editora iria ser reduzida a meia dúzia de revistas e à Veja. Colocara à venda suas concessões de UHF e esperava que algum pastor eletrônico se habilitasse.

O cartel da jabuticaba
A editora viu-se depauperada em duas frentes. Uma, a própria decadência do mercado de revistas; outra, a descapitalização ainda maior para financiar a aventura educacional da Abril.

Além disso, foi vítima do maior tiro no pé da história da mídia brasileira: o “cartel da jabuticaba”.

Um cartel tradicional consiste em um pacto comercial entre competidores visando aumentar os preços e os ganhos de todos. O “cartel da jabuticaba” brasileiro foi uma peça genial (da Globo) em que todos se uniram contra a distribuição de parte ínfima da publicidade pública para a imprensa regional e para a Internet.

Alcançaram seu intento, mas não levaram o butim. A Internet não cresceu mas o resultado foi uma enorme concentração de verbas na TV aberta — e, dentro dela, na TV Globo.

Poucos meses atrás, o próprio João Roberto Marinho – um dos herdeiros da Globo – manifestava a interlocutores sua preocupação com a concentração da mídia. A Globo jogou em seu favor, óbvio; mas não contava com o despreparo das demais empresas sequer para entender onde estavam seus interesses.

Quando o faturamento do papel minguou, todos pularam para a Internet. Mas a piscina estava vazia graças às pressões que eles próprios fizeram sobre a Secom e as agências.

Hoje em dia, o mercado de TV a cabo passou a disputar acirradamente as verbas publicitárias. Se indagar de um executivo do setor se a disputa é com as revistas e jornais, ele dará de ombros: a imprensa escrita não tem mais a menor relevância; a disputa é com a TV aberta.

A bala de prata de Fábio Barbosa
É esse quadro de crise nas duas frentes que explica a bala de prata de Fábio Barbosa.

Nos últimos meses, Fábio Barbosa contratou o INDG, de Vicente Falconi, para um trabalho de redução de custos da Abril, paralelamente à própria redução da Abril..

Falconi constatou o que o Blog já levantara alguns anos atrás: a estrutura de Veja era superdimensionada para o conteúdo semanal.

Na época, montei um quadro com todas as reportagens de uma edição, estimei o tempo-hora de cada repórter e editor e, no final, mostrava que seria possível entregar o mesmo conteúdo com um terço da redação.

Com metodologia muito mais gerencial, Falconi chegou às mesmas conclusões, resultando daí a demissão de várias pessoas em cargos-chave – inclusive Otávio Cabral, repórter das missões sensíveis da revista, que acabou indo trabalhar na campanha de Aécio.

Apenas amenizou um pouco a queda. Com as duas frentes comprometidas, a Abril entrou em uma sinuca de bico.

Com a morte de Roberto Civita, começou a enfrentar dificuldades crescentes para renovar os financiamentos. Desde o início do ano, os herdeiros de Roberto Civita estão buscando compradores para a outra metade da Abril Educação.

Antes disso, desde o ano passado, decidiram sair definitivamente da área editorial. Mas a legislação não permite à Naspers ampliar sua participação na editora. E, se não teve nenhum corte de verba oficial para suas publicações, por outro lado a Abril jamais encontrou espaço no governo Dilma para acertos e grandes negócios, como uma mudança na legislação sobre capital estrangeiro na mídia..

É nesse quadro dramático, que o presidente do grupo, Fábio Barbosa, tenta a última tacada, apostando todas as fichas em Aécio.

A última chance
A carreira anterior de Barbosa foi no mercado bancário. Foi sucessivamente presidente do ABN Amro, depois do ABN-Real, quando o banco holandês adquiriu o Real; depois do Santander, quando o banco espanhol adquiriu os dois.

No ABN e no Santander foi responsável por uma das maiores operações imobiliárias do mercado. No ABN participou do empréstimo de R$ 380 milhões para a WTorres adquirir o esqueleto da Eletropaulo, na marginal Pinheiros. Seis meses depois, a companhia não tinha mais recursos para quitar o financiamento. Entregou parte do capital aos credores.

Em 2008, ainda na condição de presidente indicado para o Santander, Fábio anunciou a aquisição da torre pelo banco por R$ 1 bilhão. “A aquisição desse imóvel é um marco e demonstra a determinação do Santander em investir para que tenhamos um Banco cada vez mais forte e competitivo”, afirma ele. (http://migre.me/ms7aW).

Atuou no início e no final da operação, assessorado por seu homem de confiança, José Berenguer Neto.

Em pouco tempo começaram a pipocar os problemas da WTorre. Atrasou a entrega da sede do Santander, que ingressou em juízo com pedido de indenização de R$ 135 milhões. A dívida fez com que a WTorre desistisse de lançar ações na Bolsa de São Paulo.

Em outubro de 2010 a obra continuava causando transtorno, sem ser entregue (http://migre.me/ms7Pc)

Em agosto de 2011, Fabio saiu do Santander. O clima azedou quando a direção se deu conta dos problemas criados. O presidente mundial Emilio Botin colocou um homem de confiança como espécie de interventor, levando Fabio a se demitir. Junto com ele saiu José Berenguer Neto, que assumiu um cargo na Gávea Investimentos, para atuar na área imobiliária.

Na época, executivos do banco ouvidos pela imprensa disseram que no ABN Fabio tinha plena liberdade; no Santander, não mais. Fabio deixou o banco sendo elogiado pelo sucessor.

O episódio não causou tanto estardalhaço quanto a tentativa de Barbosa, no comando da Veja, de tentar um golpe de Estado armado com um 3 de paus.

Pô meu AéSim na Veja

TMZ__LINDSAY LOHAN My Presidential Candidate HAS A CHOPPER FILLED WITH COKE!

23 out

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Lindsay Lohan says she has a good reason for supporting a presidential candidate in Brazil … she says her “Brazilian contacts” like the guy — a guy whose company owned a chopper filled with tons of coke.

Lindsay tweeted, “I support @aecioNeves, for presidential candidature.  His platform brings positive changes in Brazil.”
Lindsay took a beating for getting involved in anyone’s politics for obvious reasons.  But a source connected with LiLo tells TMZ, she’s supporting the guy because “she has plenty of contacts there and has several business trips to the country.”  The source also says she has a “good contact” in Brazil who likes Neves a lot.
Here’s what Lindsay’s 8.5 million followers need to know.  Neves owns a company that owns a helicopter that was seized by the federal police … seized because it was carrying 4.5 TONS of cocaine.

It’s unclear if Lindsay supports Neves because he’s a good guy or just throws a good party.
1021_lindsay_lohan_tweet
Read more: http://www.tmz.com/2014/10/22/lindsay-lohan-presidential-candidate-brazil-cocaine-coke-helicopter-tweet/#ixzz3H0a984V7

THE END.. por Palmério Dória

23 out

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O último prego no caixão do PSDB segundo relato do UOL
A quatro dias do segundo turno das eleições 2014, simpatizantes do candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) realizaram uma passeata na avenida Brigadeiro Faria Lima, zona oeste de São Paulo, na noite desta quarta-feira (22).
De cima do carro de som, o deputado federal Paulinho da Força (SD), que apoiou candidatos petistas em eleições anteriores, puxava os gritos de “fora, PT”. Ao lado dele estavam o ex-jogador Ronaldo, a cantora Wanessa Camargo, o humorista Juca Chaves e o vereador Floriano Pesaro (PSDB), única liderança tucana em cima do carro de som ao longo do percurso.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apareceu durante a concentração, no largo da Batata, mas não continuou no ato.

Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 1.000 pessoas participaram do ato, que começou por volta das 18h. Alguns policiais que acompanharam o evento na rua falaram em 5.000 participantes.
Já Milton Flávio, presidente do PSDB paulistano, disse acreditar que cerca de 20 mil militantes estiveram no evento, que, segundo ele, não foi organizado pelo partido. “Um ato convocado pela sociedade civil, que não tem ligação com nenhum partido, mas que reuniu todos aqueles que clamam por uma mudança e pedem que o Brasil volte a ser o que era.”

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Marcha anticomunista

O repertório de xingamentos a Dilma Rousseff (PT), ao PT e a símbolos da esquerda foi vasto. “Dilma terrorista!” / “Ei, ebola, leva a Dilma embora” / “Ai que maravilha, a Dilma vai pra Cuba e o Aécio pra Brasília”. Sobrou também para o compositor Chico Buarque, apoiador da candidata petista. “Chico Buarque, vai cantar Geni na m*”.
A preocupação com o comunismo permeou todo o ato: “A nossa bandeira jamais será vermelha”, gritavam os mais exaltados. Um cartaz com os dizeres “Viva a liberdade! Fora o comunismo!” foi afixado na frente do carro de som que levava as celebridades.

Os simpatizantes do tucano também fizeram uma versão de “Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré, hino da resistência à ditadura militar. “Dilma vai embora que o Brasil não quer você / aproveita e leva embora os vagabundos do PT.”

Versão tucana de junho

O ato foi convocado pelas redes sociais, em especial pelo WhatsApp, como uma tentativa tucana de reeditar os dos protestos de junho de 2013. Tanto é que o local escolhido, a avenida Faria Lima, foi um dos cenários mais recorrentes das numerosas manifestações do ano passado. Um cinegrafista da campanha do PSDB pedia para os presentes cantarem o “vem pra rua”, mas a resposta era sempre “fora, PT”.
O clima lembrava um happy hour. Muitos vestiam roupa social e bebiam cerveja em garrafas long neck. Em cima do carro de som, um mestre cerimônia, um dos poucos negros no ato, tentou puxar o jingle de Aécio, inspirado na música “Festa”, de Ivete Sangalo. “Agora é Aécio, pra mudar, o povo do gueto mandou avisar”. Sem empolgar o público, ele lamentou. “Vocês não gostaram dessa? Ninguém me acompanhou.”
Um dos presentes era Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do deputado federal Jair Bolsonaro. Recém-eleito deputado federal por São Paulo, Eduardo Bolsonaro deixou a sede da Polícia Federal na capital paulista, onde trabalha, para participar do evento.

Solitário, Eduardo não conseguia encontrar os amigos que lhe convidaram para o protesto, chamado por ele de demonstração “contra o pessoal que tá com o PT”.
No último domingo (19), Jair Bolsonaro participou de um ato de Aécio em Copacabana, na zona sul do Rio, mas não foi convidado para subir no carro, nem tirar fotos com o presidenciável, o que incomodou o deputado.
Segundo o filho, a família Bolsonaro irá apoiar Aécio de qualquer maneira. “É complicado. Ele [Aécio] aceita o apoio daquele maconheiro Eduardo Jorge [candidato à Presidência pelo PV] e rejeita o nosso, que somos representantes de três milhões de militares. Mas o Aécio querendo ou não nós e nossos eleitores vamos votar nele.”
O ponto alto da manifestação foi o hino nacional, puxado por Wanessa Camargo e cantado pela multidão em frente ao Shopping Iguatemi, um dos mais luxuosos da cidade.

O último suspiro de Aécim PóPóPó

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Una Agresión Permanente: El Golpe Suave en América Latina (Parte 2)

18 out

Por Eva Golinger

CASO VENEZUELA: GOLPE SUAVE

Fue en el año 2003 que el Instituto Albert Einstein tocó terreno en Venezuela por primera vez. Un viaje realizado por el Coronel Robert Helvey y otro funcionario del instituto, Chris Miller, tomó lugar en abril 2003 durante 9 días en Venezuela. El objetivo de la consulta fue suministrar a miembros de la oposición venezolana la capacidad de desarrollar una estrategia basada en las técnicas de golpe suave para “restaurar la democracia” en Venezuela.1 Según el informe anual del Instituto Albert Einstein en 2004 2, los participantes en el taller incluían miembros de partidos políticos y sindicatos, líderes de ONGs y otros activistas y fue patrocinado por la organización Ofensiva Ciudadana. Algunos participantes, como el opositor Robert Alonso, han admitido que de las enseñazas del taller y la asesoría del Coronel Helvey y Gene Sharp, nacieron las “guarimbas” – las acciones violentas de calle que en principio tenían como objetivo la interrupción del referéndum revocatorio en 2004 y la creación de un alto nivel de caos y desestabilización en el país.
 
Luego, volvió el contacto entre la oposición venezolana y el AEI en marzo de 2005, cuando en la sede del instituto en Boston realizaron un taller de estrategia para estudiantes y jóvenes venezolanos. Esto fue el momento cuando comenzaron su trabajo con los jóvenes venezolanos. Trajeron dos de los dirigentes de OTPOR desde Serbia, Slobodan Dinovic y Ivan Marovic para enseñar a los estudiantes venezolanos como debilitar y desorganizar al poder y como construir y manejar su movimiento.3 Al mismo tiempo, el financiamiento de la USAID, el IRI, el NDI y la NED estaba aumentando en el país. Por cierto, en 2004, la fundación estadounidense conocida por sus vínculos con la CIA, Freedom House, llegó a Venezuela, financiada por la USAID, para apoyar a los medios privados con la preparación de operaciones psicológicas.4 
 
En 2006, el movimiento estudiantil entrenado por Gene Sharp, el Coronel Helvey y los jóvenes expertos de OTPOR, se estrenó con el Plan V durante el proceso de las elecciones presidenciales en diciembre 2006. Pero no tenían suficiente presencia en la calle y aún no habían perfeccionado las técnicas del golpe suave. Además, la situación electoral no les favorecía, pués la ventaje del Presidente Chávez sobre el candidato de oposición Manuel Rosales era demasiado para poder declarar fraude con legitimidad. No fue sino hasta abril 2007, con la excusa de la no renovación del canal de televisión RCTV, que los jóvenes entrenados por el AEI y OTPOR lograron ejecutar la primera fase de su plan. Nació el movimiento estudiantil “manos blancas” con el joven dirigente Yon Goicochea (uno de los seleccionados estudiosos de las técnias de Sharp) y dio su cara al país.5
 
Pero poco después, con Goicoechea ya pasando de ser estudiante a convertirse en un dirigente político de Primero Justicia6, las agencias estadounidenses vieron la necesidad de entrenar nuevas caras, y fueron seleccionados y enviados cuatro estudiantes venezolanos a Belgrado en octubre 2007 para recibir un entrenamiento intensivo con los expertos de OTPOR. Al regreso a Venezuela, su trabajo consistía en mobilizar el movimiento opositor contra la reforma constitucional que proponía el Presidente Hugo Chávez.
 
Mientras los estudiantes entrenados por las agencias de Washington ensayaban sus técnicas de golpe suave, creando caos en las calles, disturbios constantes y intentando provocar represión del estado, Freedom House, la NED, IRI, NDI y la USAID seguían aumentando el financiamiento a las principales ONG y partidos políticos de la oposición, como Súmate, Ciudadanía Activa, Sinergia, CEDICE, Liderazgo y Visión, Radar de los Barrios, Acción Campesina, CESAP, Consorcio Justicia, Primero Justicia, Un Nuevo Tiempo, AD, COPEI, y hasta financiaban y dirigían programas de formación de líderes estudiantiles en universidades como la Universidad Metropolitana, la Universidad Católica Simón Bolívar y otras por todo el país.7 
 
Su duro trabajo tuvo éxito en 2007 con la derrota, aunque por poco, de la reforma constitucional.8 Como era de esperar, muchos de los líderes estudiantiles, confesos apolíticos en su momento, se incorporaron en partidos políticos para asegurar futuros cargos, como Yon Goicochea en la directiva de Primero Justicia, o se luego fueron electos en cargos locales, como Stalin Gonzalez y Freddy Guevara, entre otros.
 
Cuando el Presidente Chávez falleció en marzo de 2013 después de una brutal batalla contra el cáncer, la oposición vio una nueva oportunidad de retomar al poder. Elecciones presidenciales fueron celebradas el 14 de abril de 2013 en un ambiente extremádamente tenso y volátil. Nicolás Maduro, el sucesor escogido por Chávez, se postuló contra Henrique Capriles, quien meses anteriores en octubre de 2012 había perdido la elección presidencial contra Chávez por 11 puntos.9 Esta vez, sin embargo, los resultados fueron mucho más estrechos con Maduro ganando por un margen de poco menos de 2 puntos.10 Capriles se negó a aceptar los resultados y llamó a sus partidarios a salir a las calles para protestar y “desgastar toda su rabia”. Durante los dos días después de las elecciones, 11 seguidores del gobierno fueron asesinados por los seguidores de Capriles.11 Fue un baño de sangre que no recibió atención en los medios internacionales; las víctimas no eran suficientemente importantes para alimentar sus matrices de opinión contra el gobierno.
 
Mientras 2013 avanzaba, la crisis económica en el país se intensificaba y la vieja estrategia de acaparamiento de productos para provocar escasez y pánico entre la población había regresado. Productos de consumo básico desaparecieron de los mercados – papel higiénico, aceite para cocinar, leche en polvo, harina de maíz – cosas necesarias para la vida cotidiana en Venezuela.12 La inflación empezó a subir y la especulación y aumento de precios habían disparado. Aunque una parte de esta situación estaba relacionada con el control cambiario de divisas para evitar la fuga de capital, mucho tuvo que ver con el sabotaje. Una guerra económica total estaba en marcha contra el gobierno del Presidente Maduro.13 
 
Los problemas persistieron durante todo el año 2013 y el descontento creció. Cuando de nuevo hubo elecciones en Diciembre para las alcaldías, el Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) que lideraba Maduro, tuvo una victoria contundente. 242 de 317 alcaldías fueron ganadas por el PSUV, mostrando que una sólida mayoría del país todavía apoyaba al gobierno.14 
 
Maduro llamó a los gobernadores y alcaldes de oposición recién electos a una reunión en el palacio presidencial a finales de diciembre en un intento de diálogo y para crear un espacio de trabajo juntos para mejorar la situación del país. La reunión fue generosamente recibida por la mayoría de los venezolanos.15 Sin embargo, extremistas como los opositores María Corina Machado y Leopoldo López vieron a la reunión como una amenaza a su objetivo de derrocar a Maduro antes de que terminara su mandato en 2019. Empezaron a llamar a protestas en la calle y otras acciones contra el gobierno.
 
En enero 2014, cuando los venezolanos volvieron de sus vacaciones navideñas, las dificultades económicas continuaban. Maduro comenzaba a tomar medidas enérgicas contra empresas que violaban las leyes recién promulgadas para el control de precios y en contra de la especulación. Hacia finales de enero, anunciaron nuevas medidas para el acceso a divisas que muchos percibían como una devaluación de la moneda nacional, el bolívar. Los opositores usaron el momento para demandar la renuncia de Maduro. Para febrero, pequeños focos de protestas surgieron en diferentes partes del país, principalmente en los sectores de clase media y alta.
 
Durante la celebración del Día Nacional de la Juventud, el 12 de febrero, mientras miles de personas marcharon pacíficamente para conmemorar los logros históricos de la juventud en la independencia de la nación, otro grupo impulsó una agenda diferente. La juventud opositora, los “estudiantes”, encabezaron una marcha agresiva pidiendo la renuncia de Maduro que terminó en un violento enfrentamiento con las autoridades después de que los manifestantes destruyeron fachadas de edificios, incluyendo la oficina del Fiscal General, y lanzaron objetos contra la policía y la guardia nacional y utilizaron bombas molotov para quemar bienes y bloquear tránsito. Los enfrentamientos causaron tres muertos y varios heridos.16 
 
El líder de la protesta violenta, Leopoldo López, pasó a la clandestinidad después de la confrontación cuando fue emitido una orden de arresto contra él debido a su rol en los eventos mortales y sus llamados públicos para derrocar al presidente. Días más tarde, después de un show que incluyó la transmisión de videos “desde la clandestinad”,17 López convocó a otra marcha y aprovechó el evento para entregarse a las autoridades. Fue detenido para ser interrogado y enjuiciado, todos sus derechos garantizados por el Estado.18 
 
Las violentas protestas continuaron durante el primer semestre del año, causando varias muertes adicionales, decenas de heridos y la destrucción de la propiedad pública.19 
 
Medios internacionales presentaron a los manifestantes opositores en Venezuela como víctimas de una represión estatal. Incluso algunas celebridades, como Cher20 y Paris Hilton21 fueron arrastrados en una falsa histeria, pidiendo la libertad de los venezolanos de una “dictadura brutal”. Si bien no hay duda de que un número significativo de manifestantes en las marchas más grandes que ha hecho la oposición ha protestado pacíficamente sus preocupaciones legítimas, la fuerza impulsora detrás de esas protestas era un plan violento para derrocar a un gobierno democrático. López, quien había declarado públicamente su orgullo por su papel en el golpe de abril de 2002 contra Hugo Chávez22, seguía pidiendo a sus seguidores de mantenerse en la calle contra la “dictadura” venezolana.
 
Mientras decenas de gobiernos y organizaciones internacionales, entre ellas la Unasur y Mercosur han expresado su claro apoyo y solidaridad con el gobierno venezolano y al Presidente Maduro23, Washington se apresuró a respaldar a los manifestantes de la oposición y a exigir la liberación de todos los detenidos durante las manifestaciones. Hasta el gobierno de Obama amenazó al Presidente Maduro con consecuencias internacionales si Leopoldo López fuera detenido.24 A raíz de la primera ola de violentas protestas, Maduro expulsó a tres diplomáticos estadounidenses de la Embajada de Estados Unidos en Caracas, acusándolos de reclutar estudiantes en Venezuela para participar en la desestabilización.25 
 
Siguiendo el plan del golpe suave, el Congreso de Estados Unidos solicitó sanciones contra Venezuela para castigar al Presidente Maduro y su gobierno e intentar aislarlo a nivel internacional.26 También aprobó un fondo adicional de 15 millones de dólares para los grupos opositores en Venezuela. El Presupuesto Nacional de Estados Unidos del 2014 ya incluía 5 millones de dólares para los grupos de oposición en Venezuela.27 Como un cable del Departamento de Estado de la Embajada de Estados Unidos en Caracas, publicado por Wikileaks, explicaba en marzo 2009, “Sin nuestra asistencia continua, es posible que las organizaciones que ayudamos a crear … podrían ser forzadas a cerrar … Nuestro financiamiento a esas organizaciones es una línea de vida muy necesaria”.28 
 
EL GOLPE CONTINUA
 
Con la elección de Barack Obama como presidente de Estados Unidos en 2008, millones alrededor del mundo respiraron con tranquilidad, cayendo bajo la tramposa y seductiva campaña mediática que lo presentaba como un hombre de “cambio”. Pero para América Latina, esa imagen de un Obama sonriente, tendiendo su mano a todos, cambió rápidamente a un hombre que simplemente seguía impulsando las políticas imperiales contra los pueblos del mundo.
 
El golpe de Estado en Honduras en junio 2009, fue la primera señal. Aunque muchos se resistían en aceptarlo, Washington estaba detrás de la salida forzada de Manuel Zelaya del poder. Las mismas agencias financieras – USAID, NED – el Pentágono con su estratégica base militar en Soto Cano, y los mismos actores del Departamento de Estado y la CIA, movieron sus piezas para ejecutar un cambio de régimen contra un gobierno inconveniente e incomodo para los intereses imperiales. La aplicación de la política “smart power” (poder inteligente) de Obama y su entonces Secretaria de Estado, Hillary Clinton, engaño a muchos y logró su objetivo: ganar suficiente tiempo para consolidar el golpe y no permitir el regreso de Zelaya al poder.29 
 
En octubre 2009, el Obama sonriente autorizó la firma con Colombia de un acuerdo militar que permitía la expansión militarista de Estados Unidos en América Latina más grande de toda la historia. Uno de los documentos oficiales de la Fuerza Aérea de Estados Unidos, explicaba que el uso de la base militar en Palanquero era para “combatir las constantes amenazas de los gobiernos anti-estadounidenses en la región”.30
 
Frente al nacimiento de una época de independencia, unión y soberanía en América Latina, con la creación de nuevas organizaciones regionales como la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR), la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) y la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA), Washington sigue intentando recuperar su poder, influencia y dominación en la región. No acepta la pérdida de control sobre su “patio trasero”.
 
El financiamiento multimillonario a las ONG y grupos políticos que promueven la desestabilización y los golpes suaves contra gobiernos progresistas en la region y la brutal campaña mediática que intenta proyectar a estos países como dictaduras, ha dado lugar a una reconstitución de la derecha latinoamericana que busca retomar el poder en las zonas estratégicas. La historia indica que quienes están detrás de ésta agresión permanente no descansarán hasta lograr su objetivo.


1 Supra, note 31.
2 http://www.aeinstein.org/wp-content/uploads/2014/04/2000-04rpt.pdf
“AEI and Venezuela: Einstein Turns in His Grave”, por George Ciccariello-Maher. http://www.counterpunch.org/2008/04/16/einstein-turns-in-his-grave/
4 “Freedom House in Venezuela”, por Jeremy Bigwood. http://www.questia.com/magazine/1P3-2867784971/freedom-house-in-venezuela
5 “Usaid detrás de los ‘Manos Blancas’”, por Eva Golinger. http://www.aporrea.org/ddhh/a94988.html
6 “Yon Goicoechea se une a las filas de Primero Justicia”. http://www.primerojusticia.org.ve/cms/index.php?option=com_flexicontent&view=item&cid=149:noticias&id=369:yon-goicoechea-se-une-a-las-filas-de-primero-justicia&Itemid=468
7 En documentos del Departamento de Estado de Estados Unidos, USAID y NED obtenidos por la autora bajo la Ley de Acceso a la Información en Estados Unidos.
8 “Wikileaks: Planeaban derrocar a Chávez con movimientos estudiantiles desde 2007”. http://elespiadigital.com/index.php/noticias/geoestrategia/4640-wikileaks-planeaban-derrocar-a-chavez-con-movimientos-estudiantiles-desde-2007
9 “Chávez logra un cuarto mandato como presidente para estar 20 años en el poder”, El País. http://internacional.elpais.com/internacional/2012/10/07/actualidad/1349633710_923402.html
10 “Maduro ganó ajustadamente y Capriles no reconoció el resultado”, Télam. http://www.telam.com.ar/notas/201304/13986-comenzaron-en-venezuela-los-comicios-para-elegir-al-sucesor-de-chavez.html
11 “15-A-2013: Del desconocimiento de los resultados electorales a la violencia fascista en Venezuela”. Defensoría del Pueblo, Venezuela. http://www.radiomundial.com.ve/sites/default/files/images/Documento%2015%20de%20abril%20de%202013.pdf
12 “En Venezuela escasean hasta el jabón y el papel higiénico”, El Tiempo. http://www.eltiempo.com/archivo/documento/CMS-12710453
13 “Claves para entender la ‘guerra económica’ en Venezuela”. Venezolana de Televisión. http://www.vtv.gob.ve/articulos/2014/01/16/claves-para-entender-la-guerra-economica-en-venezuela-video-9684.html
14 Consejo Nacional Electoral de Venezuela. http://www.cne.gob.ve/web/estadisticas/index_resultados_elecciones.php
15 “Maduro convoca reunión con alcaldes y gobernadores de la oposición”, CNN en Español. http://cnnespanol.cnn.com/2013/12/16/expectativa-por-reunion-de-maduro-con-alcaldes-y-gobernadores-de-la-oposicion/
16 “Tensión en Venezuela en medio de ola de protestas”, CNN en Español. http://cnnespanol.cnn.com/2014/02/12/tension-en-venezuela-en-medio-de-marcha-nacional-y-ola-de-protestas/.
17 “Apareció Leopoldo López desde la clandestinidad y llamó a marchar el martes”, El Observador. http://www.elobservador.com.uy/noticia/271877/aparecio-leopoldo-lopez-desde-la-clandestinidad-y-llamo-a-marchar-el-martes/
18 “El opositor Leopoldo López se entrega a la Guardia Nacional venezolana en una plaza caraqueña”, El Mundo. http://www.elmundo.es/internacional/2014/02/18/530399ab268e3e73528b4580.html
19 “Conozca los 41 fallecidos por la protestas violentas opositoras en Venezuela”, Alba Ciudad. http://albaciudad.org/wp/index.php/2014/04/conozca-los-26-fallecidos-a-un-mes-del-inicio-de-las-protestas-opositoras-la-gran-mayoria-son-victimas-de-las-barricadas/
20 “Cher asegura estar ‘extremadamente triste’ por Leopoldo Lopez”, El Universal. http://www.eluniversal.com/arte-y-entretenimiento/140219/cher-asegura-estar-extremadamente-triste-por-leopoldo-lopez
21 “Paris Hilton está ‘rezando por la paz en Venezuela’”, Ultimas Noticias. http://www.ultimasnoticias.com.ve/noticias/chevere/espectaculos/paris-hilton-esta-rezando-por-la-paz-de-venezuela.aspx
22 “Leopoldo López orgullos del golpe de Estado de 2002”, YVKE Mundial. http://www.radiomundial.com.ve/article/leopoldo-lópez-orgulloso-del-golpe-de-estado-de-2002-video
23 “UNASUR y MERCOSUR apoyan al gobierno de Venezuela”, Voz del Pueblo Latinoamericano. http://vozpueblocom.wordpress.com/2014/02/17/unasur-y-mercosur-apoyan-al-gobierno-de-venezuela/
24 “Maduro asegura que desde EEUU demandan no arrestar a Leopoldo López”, El Universal. http://www.eluniversal.com/nacional-y-politica/140216/maduro-asegura-que-desde-eeuu-demandan-no-arrestar-a-leopoldo-lopez
25 “Maduro expulsa de Venezuela a tres diplomáticos de EEUU”, CNN en Español. http://cnnespanol.cnn.com/2014/02/16/venezuela-expulsa-a-tres-diplomaticos-de-estados-unidos-en-caracas/
26 “Sanciones contra Venezuela por EEUU”, El Espectador. http://www.elespectador.com/noticias/economia/sanciones-contra-venezuela-un-dilema-eeuu-ano-electoral-articulo-495749
27 FY 2014 Foreign Operations Budget, US Department of State. http://www.state.gov/f/releases/iab/fy2014cbj/
28 “Venezuela: Embajada de EEUU entregó 10 millones de dólares en 2009 a la oposición venezolana”, Telesur. http://prensaislamica.com/?p=3395
29 “Honduras: el primer golpe de Estado del gobierno de Obama”, Internationalist. http://www.internationalist.org/hondurasgolpeobama0908.html
30 “Documento oficial de la Fuerza Aérea de EEUU revela las verdaderas intenciones detrás del Acuerdo Militar con Colombia”, por Eva Golinger. http://www.aporrea.org/tiburon/a89582.html 

Una Agresión Permanente: El Golpe Suave en América Latina (Parte 1)

18 out

Por Eva Golinger

América Latina ha sufrido una constante agresión dirigida desde Washington durante más de doscientos años. Todas las tácticas y estrategias de guerra sucia han sido aplicadas en los distinos países de la región, desde golpes de Estado, asesinatos, magnicidios, desaparecidos, torturados, dictaduras brutales, atrocidades, persecución política, sabotajes económicos, guerra mediática, subversión, infiltración de paramilitares, terrorismo diplomático, intervención electoral, bloqueos y hasta invasiones militares. No ha importado quien gobierna en la Casa Blanca –demócratas o republicanos– las políticas imperiales se mantienen en marcha.
 
Durante el siglo XX, Washington logró imponer su agenda por toda Sudamérica, instalando dictaduras bajo su mando y luego gobiernos neoliberales que seguían las órdenes del Fondo Monetario Internacional y el Consenso de Washington. Aislaron a Cuba con un bloqueo económico, y después de las guerras sucias en Centroamérica en los años setenta y ochenta contra los Sandinistas en Nicaragua, la “amenaza comunista” en la región estaba contenida. 
El siglo XXI trajo nuevos desafíos para el dominio estadounidense. Con sus ojos puestos en el otro lado del mundo con sus guerras en Irak y Afganistán, no vieron con precisión el renacimiento de las revoluciones populares por toda América Latina. Subestimaron las capacidades de los pueblos latinoamericanos y la visión de sus líderes.

Cuando se voltearon, ya Venezuela había tomado un camino irreversible, y las raíces de la Revolución Bolivariana estaban extendiéndose por todo el continente. La semilla de esperanza, de dignidad y de liberación que Estados Unidos intentó contener en Cuba estaba germinando por toda la región. Los pueblos se estaban levantando, la llama de la libertad soberana estaba prendida de nuevo. 
De inmediato, Washington activó sus redes al sur de la frontera, donde ya desde décadas mantenía grupos paramilitares, organizaciones políticas, medios de comunicación, instituciones y agencias a su servicio. Reiniciaron la maquinaria de agresión, esta vez de una escala mayor. Las garras imperiales intentaban sumergirse en las tierras libres de Venezuela, Bolivia, Ecuador, Honduras, Nicaragua, y en cualquier rincón que olía a revolución. 
 
GOLPE TRAS GOLPE
 
El siglo XXI ha traído varios golpes de Estado de diferentes estilos a la región, comenzando en Venezuela (2002)1 . Luego hubo otras rupturas constitucionales en Haití (2004)2 , un intento de golpe en Bolivia (2008)3 , Honduras (2009)4 , otro intento de golpe en Ecuador en 20105  y Paraguay en 20126 . El golpe en Venezuela en abril 2002 fue la primera señal del retorno de la mano agresiva de Estados Unidos en América Latina. Durante los años noventa, había sido relativamente controlada y asegurada la “estabilidad” y la dominación de la agenda estadounidense en la región. No obstante, con la llegada de la Revolución Bolivariana, Venezuela salió del cuadro, y Washington respondió con furia. 
La elección de Hugo Chávez en 1998 fue un duro golpe para Washington que buscaba el control a largo plazo de las reservas petroleras de Venezuela –certificadas como las más grandes del planeta.

En abril de 2002, la administración de George W. Bush apoyó un golpe de Estado contra el Presidente Chávez, dirigido por la misma élite que había estado en el poder antes en Venezuela7 . El golpe de Estado utilizó marchas masivas en las calles de Caracas, integradas por la clase media y la clase alta, pidiendo el derrocamiento de Chávez. Utilizaron francotiradores para disparar a la gente en las marchas, creando violencia y caos, y luego responsabilizando a Chávez por la masacre8.  La televisión, radio y los periódicos en Venezuela se unieron a los esfuerzos de golpe de Estado, manipulando las imágenes y distorsionando los hechos para justificar al derrocamiento del Presidente.

Lo convirtieron en el villano, el malvado dictador, el ‘asesino brutal’, según los medios de comunicación internacionales, aunque, en realidad, los opositores apoyados desde Washington fueron los responsables de la muerte y la destrucción causada durante esos días9.  Después Chávez fue secuestrado el 11 de abril de 2002 e iba a ser asesinado, y los empresarios, dueños de medios y dirigentes opositores detrás del golpe tomaron el poder e impusieron una dictadura. Disolvieron todas las instituciones democráticas del país, incluyendo la Asamblea Nacional y el Tribunal Supremo de Justicia.
 
La mayoría que había votado por Chávez se había convertido en protagonista del proceso político, y estaba determinado a defender su democracia. Cientos de miles de personas salieron a las calles horas después de la desaparición de Chávez para exigir el retorno de su presidente. Cuarenta y ocho horas después, Chávez fue rescatado por sus seguidores y las Fuerzas Armadas leales. El golpe fue derrotado y la revolución sobrevivió, pero las amenazas continuaron.
 
Cuando el Presidente Hugo Chávez regresó al poder, las agencias de Estados Unidos tuvieron que reformular sus tácticas para seguir con sus planes de neutralizar la revolución en Venezuela. Meses después, hubo un fuerte paro petrolero y sabotaje económico que causó miles de millones de dólares en daños al país, junto al inicio de una brutal guerra psicológica y mediática10.  No obstante, toda la fuerza de Washington y sus aliados en ése momento era incapaz de derrotar al carismático Presidente venezolano y los millones que abogaban por grandes transformaciones en su país.
 
Al mismo tiempo, la región ya estaba comenzando a cambiar. Había insurrección en Bolivia y Ecuador. Los movimientos indígenas, los cocaleros y campesinos estaban ganando fuerzas tras el liderazgo de Evo Morales. Ecuador pasaba por grandes momentos de inestabilidad y descontento social que dieron lugar al nacimiento de la Revolución Ciudadana y el liderazgo del Presidente Rafael Correa. El momento de contener el gran despertar en América Latina había pasado; no había vuelta atrás. 
 
LA SUBVERSION DE LA USAID Y LA NED
 
Durante ese periodo, Washington buscaba la fórmula de neutralizar la expansión revolucionaria en la región. Estaba moviendo sus piezas, aumentando el financiamiento a los partidos políticos y las organizaciones no gubernamentales (ONG) que promovían su agenda. Las dos principales agencias financieras de Estados Unidos establecidas para realizar gran parte del trabajo de la Agencia Central de Inteligencia (CIA) pero con una fachada legítima, ampliaron su presencia por toda América Latina.11  La Agencia del Desarrollo Internacional de Estados Unidos (USAID), el brazo financiero del Departamento de Estado, y la National Endowment for Democracy (NED), cuadruplicaron los fondos entregados a sus aliados en Venezuela, Bolivia, Ecuador y Cuba durante la última década.

Sólo en Venezuela, invirtieron más de 100 millones de dólares en ése tiempo para alimentar a los grupos de la oposición, promoviendo adicionalmente la creación de más de 300 nuevas organizaciones no gubernamentales (ONG) y programas para filtrar y canalizar el dinero.12  A diferencia de Cuba, Washington tenía entrada directa dentro de Venezuela a través de su Oficina de Iniciativas hacia una Transición (OTI) de la USAID, tanto como en Bolivia y Ecuador, y comenzó a ampliar las redes de penetración e infiltración dentro de las comunidades populares, intentando debilitar y neutralizar a los procesos de cambio en esos países desde adentro.
 
BOLIVIA
 
En el caso de Bolivia, del 2005 al 2006, la USAID reorientó más de 75% de sus inversiones en el país andino a los grupos separatistas que buscaban socavar al gobierno de Evo Morales. Para el año 2007, el presupuesto de la USAID en Bolivia llegó a casi 120 millones de dólares. El financiamiento a los partidos políticos de oposición y los movimientos separatistas era su trabajo principal. Tan cruda y evidente era la injerencia de la USAID en Bolivia que el gobierno de Evo Morales expulsó al embajador estadounidense, Philip Goldberg, del país en septiembre 2008. Las constantes conspiraciones e intentos de desestabilizar al gobierno de Evo Morales habían sido bien documentados y evidenciados.13  
 
Desde luego, movimientos sociales por toda Bolivia comenzaban a demandar la salida de la USAID del país debido a sus actividades injerencistas. Las amplias evidencias que confirmaban como la USAID utilizaba su fachada de trabajo ecologista, altruista y en pro a la democracia para desestabilizar al gobierno de Evo Morales y al movimiento que lo apoyaba, eran innegables. Finalmente en 2013, el Presidente Morales anunció la explusión indefinida de la USAID de Bolivia. Su salida fue la marca de una Bolivia soberana, ya no subordinada a la agenda estadounidense.14   
 
ECUADOR 
 
La estrategia de subversión a través de las agencias financistas de Washington también tuvo su fruto en el Ecuador. El gobierno estadounidense veía con descontento el acercamiento de Ecuador a Venezuela, Cuba y Bolivia y su entrada en la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA) en 2009. La popularidad y éxito político del Presidente Rafael Correa y su reelección contundente después de la ratificación de una nueva constitución en 2009, provocaron la ira de Washington y el peso de su injerencia. En el 2010, el Departamento de Estado aumentó el presupuesto de la USAID en Ecuador a más de 38 millones de dólares15.  Un total de $5.640.000 en fondos fueron invertidos en el trabajo de “descentralización” en el país, con enfoque en la desintegración del gobierno central16.  

Uno de los principales ejecutores de los programas de la USAID en Ecuador era la misma empresa que canalizaba fondos y coordinaba el trabajo de las agencias estadounidenses con la oposición en Bolivia: Chemonics, Inc. Chemonics tuvo un papel principal en la alimentación del conflicto separatista en Bolivia del 2007-2008 con la intención de provocar la ruptura del estado y el debilitamiento del gobierno de Evo Morales.17    Al mismo tiempo, desde un presupuesto acerca de un un millón de dólares anualmente, la NED otorgó un convenio de $125.806 al Centro para la Empresa Privada (CIPE) para promover los tratados de libre comercio, la globalización y la autonomía regional a través de la radio, televisión y prensa ecuatoriana, junto con el Instituto Ecuatoriano de Economía Política.18  Organizaciones en Ecuador como Participación Ciudadana, Fundamedios y Pro-justicia han dispuesto del financiamiento multimillonario de la USAID y la NED, tanto como miembros y sectores de CODEMPE, Pachakutik, la CONAIE, la Corporación Empresarial Indígena del Ecuador y la Fundación Qellkaj.19 

Durante los acontecimientos del jueves 30 de septiembre en Ecuador, cuando varios sectores intentaron derrocar al Presidente Rafael Correa, uno de los grupos con financiamiento de la USAID y NED, Pachakutik, emitió un comunicado respaldando a los golpistas y exigiendo la renuncia del Presidente Rafael Correa, responsabilizándolo por los hechos.20 Casi todos los grupos involucrados en ese intento de golpe tenían vínculos con agencias estadounidense, desde el expresidente Lucio Gutiérrez, quien había pedido ayuda de Washington para “salir” del Presidente ecuatoriano, hasta los sectores policiales que violentaron los derechos de Correa, quienes recibían entrenamiento en intercambios con Estados Unidos.21   
 
Aunque el golpe contra el Presidente Correa no tuvo éxito, el trabajo para socavar a su gestión continuaba. 
En 2012, la USAID canalizaba un total de $22.869.000 a grupos y programas en Ecuador con la mayoría de los fondos entregados a temas de “gobernabilidad”, económia y desarrollo.22  Para el 2014, esa cifra bajó casi por la mitad a $11.810.000.23  La reducción del financiamiento de la USAID en Ecuador no se debía a una minimización de las acciones injerencistas de Estados Unidos en el país suramericano, sino más bien porque el Estado ecuatoriano ya había hecho claro que no quería más colaboraciones con la agencia intervencionista. De hecho, el gobierno de Rafael Correa anunció a finales del 2013 que el viejo convenio que tenía el país con la USAID ya estaba terminado y no iba a ser renovado.24   
 
Con menos presencia de la USAID, la NED se fortalece como canal de financiamiento a actors políticos, mediáticos y sociales que promueven la agenda de Washington.  Así ha sido el caso en Ecuador. Durante el año 2013, la NED canalizó $1.032.225 a diferentes grupos y proyectos en Ecuador para debilitar el poder de la gestión del Presidente Correa.25   
 
Dentro de esos fondos, $65.000 fueron dados a grupos opositores al gobierno ecuatoriano para contrarrestar la propaganda del Estado durante las elecciones locales en febrero 2014. Según el informe anual de la NED de 2013, el recipiente de esos fondos, provenientes de una agencia extranjera, estaba encargado de “controlar el uso de los recursos públicos en publicidad en medios de televisión, radio y prensa escrita y el uso de los datos generados para difundir información sobre el gasto público para los medios de comunicación y organizaciones de la sociedad civil.”26  En otras palabras, el gobierno de Estados Unidos estaba usando organizaciones ecuatorianas para intentar denunciar el uso de fondos públicos del Estado ecuatoriano durante una campaña electoral con el objetivo de desacreditar al gobierno del Presidente Correa.
 
Más de $200 mil dólares fueron canalizados desde la NED a esfuerzos para influir directamente sobre las leyes y debates en la Asamblea Nacional de Ecuador, donde existe una mayoría que apoya al gobierno actual. Otros $157.896 fueron entregaron a una ONG para “alentar el liderazgo juvenil, los valores democráticos y el espíritu empresarial”.27 Según la NED, este proyecto buscaba “promover la democracia, la participación ciudadana y el libre mercado y el liderazgo entre los jóvenes”.28

 En un país en donde el gobierno apoyado por la mayoría promueve un modelo fundamentado en conceptos socialistas, las agencias estadounidenses y sus contrapartes en Ecuador buscaban fomentar el modelo capitalista, neoliberal del mercado libre, que ya había causado graves daños económicos, políticos y sociales durante la década anterior.
El grupo Fundamedios, ONG crítica de las políticas del Presidente Correa y con amplio financiamiento y asesoría desde Washington, recibió $75.000 de la NED en 2013 para “defender y proteger a los periodistas y la libertad de expresión” en Ecuador.29 

Esta organización, parecida a la ONG que fue creada en Venezuela por la NED y USAID, Espacio Público, realiza un trabajo de denuncia parcializada en contra del Gobierno, intentando proyectar la percepción de un país sin libre expresión.30 Todo estos millones de dólares de la USAID y la NED, además de otras agencias externas que financian ONG y campañas opositoras en el Ecuador, fomentan y alimentan conflictos en el país. La táctica de subversión a través de las ONG y la llamada “sociedad civil” forma parte de una estrategia más amplia de debilitar al Estado o al líder del país poco a poco, con el objetivo de neutralizar su base de apoyo y finalmente, derrotarlo. 
 
EL GOLPE SUAVE
 
Una revolución de colores, un golpe suave, un coup d’etat o simplemente un cambio de régimen, no existe ninguna duda que detrás de la estrategia de la supuesta “no violencia” o la “promoción de la democracia” están los intereses de Washington. Fue en el año 1983 que éste concepto fue creado que luego ha instalado gobiernos subordinados al poder imperial desde Suramérica al Cáucaso y al Asia. A través de la creación de una serie de “fundaciones” cuasi-privadas, como el Instituto Albert Einstein (AEI), la National Endowment for Democracy (NED), el Instituto Republicano Internacional (IRI), el Instituto Demócrata Nacional (NDI) y Freedom House, entre otras, el gobierno de Estados Unidos comenzaba a filtrar financiamiento y asesoría estratégica a partidos políticos y organizaciones sociales que promovían su agenda en países con gobiernos no alineados con los intereses estratégicos de Washington.31   
 
Alrededor de todas estas “fundaciones”, siempre está la USAID que hoy en día funciona como parte del eje de seguridad y defensa de Washington. El Pentágono se encarga de las acciones tradicionales militares, el Departamento de Estado ejerce la diplomacia y la USAID penetra, infiltra y controla a las poblaciones civiles. La USAID funciona para promover a los intereses económicos y estratégicos de Estados Unidos en casi todo el planeta. Sus departamentos dedicados a transición, reconstrucción, gerencia de conflictos, desarrollo económico, gobernabilidad y democracia son los principales viaductos a través de los cuales filtran los miles de millones de dólares que desde Washington se envía a los partidos políticos, ONG, grupos juveniles y sociales que promueven sus intereses en el mundo.

En cualquier país donde ha habido un golpe de Estado, una revolución de colores o un cambio de régimen favorable a los intereses de Estados Unidos, se encuentra la USAID y su lluvia de dólares.
En los casos de Serbia (antes Yugoslavia), Ucrania, Georgia y Kirguistán, donde primero fueron enseñadas la estrategia de las “revoluciones de colores”, siempre había un factor en común: recursos estratégicos. Gas, petróleo, gaseoductos, oleoductos, bases militares, fronteras estratégicas – todos estos son factores presentes en estos países. Serbia tiene gas natural y petróleo; Georgia, comparte bases militares con Rusia y Estados Unidos y está en la vía de los gaseoductos más importantes del Medio Oriente hacia el mundo Occidental; Ucrania está ubicada estratégicamente entre los productores más grandes de energía en Rusia y la región del Mar Caspio, y los consumidores en Eurasia; y Kirguistán tiene una frontera estratégica con China, bases militares de Rusia y Estados Unidos y también está ubicada en la vía de estos importantes gaseoductos que Washington y sus empresas del Complejo Militar Industrial quisieran controlar. 
 
A parte de los intereses estratégicos, dentro de esta estrategia hay un enfoque ideológico. Los movimientos detrás del golpe suave son principalmente anti-comunistas, anti-socialistas, pro-capitalistas y pro-imperialistas. Donde hay un gobierno con tendencia socialista anti-imperialista en un país con recursos estratégicos y naturales, sin duda habrá un plan de golpe suave para derrocarlo.
 
En todos los países donde se ha ejecutado esta estrategia, los grupos que la han dirigido emplean las mismas recetas. Involucran a estudiantes y jóvenes para dar una cara fresca a su movimiento y también para hacer el trabajo de las fuerzas de seguridad más dificil (a la hora de arrestar un niño de 14 años por una acción ilegal de calle, el Estado parece el ente represor) y realizan un proceso de marketing para diseñar un logo del movimiento y/o un color (en Serbia fue el puño cerrado en blanco con negro del OTPOR32 , en Ucrania, el mismo logo pero con el color naranja, en Georgia, también el mismo puño pero con rosa, en Kirguistán, rosada, y en Venezuela, en lugar del puño de OTPOR utilizan la mano blanca con fondo negro).

Se planifican las acciones cerca de un proceso electoral en el país, donde preparan una red de observadores, una organización electoral paralelo (Súmate33 , en el caso de Venezuela) y operaciones psicológicas para crear un escenario de fraude y rechazo de los resultados en caso de perder. Utilizan el mismo material de formación del ideólogo anti-comunista estadounidense Gene Sharp y su Instituto Albert Einstein, y siempre reciben fondos y asesoría estratégica y política de las agencias de Washington, incluyendo la USAID, la NED, el IRI, el NDI y Freedom House.   La estrategia consiste en un intento de debilitar y desorganizar a los pilares del poder y neutralizar las fuerzas de seguridad, normalmente en el contexto de un proceso electoral. Según el Coronel Robert Helvey del Instituto Albert Einstein, uno de los diseñadores de esta estrategia, su objetivo no se trata de destruir las fuerzas armadas y cuerpos policiales, sino convertirlos – convencerlos de dejar al gobierno actual y hacerles entender que hay lugar para ellos en el gobierno de mañana.34 

 Utilizan a los jóvenes para intentar debilitar al ánimo de las fuerzas de seguridad y para cambiar su sumisión al régimen. Realizan contactos con los militares para intentar negociar, ejecutando operaciones psicológicas en su contra. Según Srdja Popovic, uno de los fundadores de OTPOR en Serbia, Helvey les enseñó “…cómo seleccionar personas dentro del sistema como policías y mandarles constantemente el mensaje que todos somos víctimas, tanto ellos como nosotros, porque no es el trabajo de la Policía arrestar un niño de 13 años, por ejemplo…”35   
Esta estrategia está dirigida hacia las Fuerzas Armadas, la Policía, los funcionarios públicos y el público en general, a través de una guerra psicológica, la subversión y una presencia en la calle que da la impresión de un inminente estallido social.  

 1  “El golpe de Estado de 11 de abril en Venezuela y sus causas”, por Margarita López Maya. http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=996179380012
2  “Golpe de Estado en Haiti” por Thierry Meyssan. http://www.voltairenet.org/article120678.html
3  “La cumbre de Unasur ‘abortó’ un golpe contra Evo Morales, afirma Hugo Chávez”, La Jornada. http://www.jornada.unam.mx/2008/09/17/index.php?section=mundo&article=037n1mun
4  http://www.bbc.co.uk/mundo/america_latina/2009/06/090628_1430_honduras_arresto_med.shtml
5  “Golpe de Estado en Honduras”, BBC Mundo. http://periodismoecuador.com/2014/06/11/comision-del-30-de-septiembre-entrega-informe-a-la-medida/
6  “Fernando Lugo denuncia ‘golpe de Estado parlamentario’ en Paraguay”, El Universal.  http://www.eluniversal.com/internacional/120624/fernando-lugo-denuncia-golpe-de-estado-parlamentario-en-paraguay
7  Ver “Abril Golpe Adentro”, por Ernesto Villegas, Editorial Galac 2009.
8  Ver “Puente Llaguno: Claves de una Masacre”, Panafilms 2004.
9  “Dictadura mediática en Venezuela”, Luis Britto Garcia http://www.minci.gob.ve/2012/06/dictadura-mediatica-en-venezuela-luis-britto-garcia/
10  Ver “El Código Chávez: Descifrando la injerencia de Estados Unidos en Venezuela”, por Eva Golinger, Monte Avila Editores 2006.
11  “Former CIA Agent Tells: How US Infiltrates ‘Civil Societ’ to Overthrow Governments, Philip Agee. http://www.informationclearinghouse.info/article4332.htm
12  “Documentos de Wikileaks evidencian que EEUU financia a la oposición en Venezuela”, La República. http://www.larepublica.es/2014/02/documentos-de-wikileaks-evidencian-que-eeuu-financia-a-la-oposicion-en-venezuela/

13  “Injerencia de los Estados Unidos en Bolivia: Documentos desclasificados por el Departamento de Estado de los Estados Unidos”, Vicepresidencia del Estado Plurinacional de Bolivia. http://www.vicepresidencia.gob.bo/IMG/pdf/desclasificados.pdf
14  “Evo expulsa a USAID de Bolivia”, Los Tiempos. http://www.lostiempos.com/diario/actualidad/nacional/20130501/evo-expulsa-a-usaid-de-bolivia_211346_453925.html
15  Foreign Operations Budget 2010, United States Department of State. http://www.state.gov/documents/organization/123415.pdf
16  Ibid.
17  “Campesinos detectaron ‘objetivos’ de ONG financiada por USAID”, El Telégrafo. http://www.telegrafo.com.ec/noticias/informacion-general/item/campesinos-detectaron-objetivos-de-ong-financiada-por-usaid.html
18  National Endowment for Democracy Annual Report 2010. http://www.ned.org
19  Estos datos se encuentran en documentos desclasificados de la NED y USAID sobre sus operaciones en el Ecuador obtenidos por la autora bajo la Ley de Acceso a la Información en Estados Unidos.
20  “Pachakutik pide la renuncia al Presidente Correa y llama a conformar un solo frente nacional”, 30 septiembre 2010. http://www.sodepaz.org/images/documentos/pachakutikcomunicado141.pdf
21  “Wikileaks revela más vínculos de EEUU con la oposición del gobierno ecuatoriano”, RT. http://actualidad.rt.com/actualidad/view/42579-WikiLeaks-revela-mas-v%C3%ADnculos-de-EE.-UU.-con-oposición-del-gobierno-ecuatoriano

22  FY 2012 Congressional Budget Justification for Foreign Operations, US Department of State. http://www.state.gov/f/releases/iab/fy2012cbj/pdf/
23  FY 2014 Congressional Budget Justification for Foreign Operations, US Department of State. http://www.state.gov/f/releases/iab/fy2014cbj/
24  “Usaid cerró cooperación económica”, El Universo. http://www.eluniverso.com/noticias/2013/12/17/nota/1928241/usaid-cerro-cooperacion-economica
25  National Endowment for Democracy Annual Report 2013 – Ecuador. http://www.ned.org/where-we-work/latin-america-and-caribbean/ecuador
26  Ibid.
27  Ibid.

28 Ibid.
29 Ibid.
30 “Sigue la mano sucia de la NED en Venezuela”, Eva Golinger. http://actualidad.rt.com/expertos/eva_golinger/view/125973-mano-sucia-ned-venezuela
31 “La Albert Einstein Institution: no violencia según la CIA”, por Thierry Meyssan. http://www.voltairenet.org/article123805.html
32 “Otpor y sus revoluciones de colores”. Le Temps. http://www.yugopedia.org/Wiki/(S(vfgavzabj0vda331ivzqfs3o))/Print.aspx?Page=Otpor%20y%20sus%20revoluciones%20de%20colores&AspxAutoDetectCookieSupport=1
33  “Una ONG financiada por Estados Unidos organizará unas primarias en Venezuela para elegir candidato presidencial contra Chávez”, por Pascual Serrano. http://www.rebelion.org/noticia.php?id=34498
34  Ver: On Strategic Non-Violent Conflict: Thinking About the Fundamentals”, por Robert L. Helvey, Albert Einstein Institution. http://www.aeinstein.org/wp-content/uploads/2013/09/OSNC.pdf
35  Ver:  A Force More Powerful, documental, 2000. http://www.aforcemorepowerful.org/films/bdd/story/otpor/srdja-popovic.php


Texto completo en: http://actualidad.rt.com/expertos/eva_golinger/view/143043-agresion-permanente-golpe-suave-america-latina

A campanha do ódio antipetista. Por Cristiana Castro

18 out

COLAGEM

Quando foi disparada a campanha do ódio antipetista, muitos se aproveitaram e aderiram, apostando na possibilidade de apresentar-se como alternativa à esquerda. 

Em nenhum momento observaram ou atentaram para o tom fascista que dominava uma campanha contra política, políticos, partidos, sindicatos, eleições, voto… enfim, democracia. Valia qq coisa para que o PT fosse apeado do poder.
A ordem era, inclusive, partir, fisicamente, para cima de militantes que ostentassem símbolos do partido. Nesse ponto, o PCdoB Tb foi alvo aqui no RJ.

Denunciamos nos Blogs ataques a uma cadeirante e duas senhoras, além de um grupo com uma criança e uma adolescente. Resumindo, a ordem era agredir, independentemente de idade, sexo, condição física.

O julgamento da AP 470, foi a cereja do bolo, abriu a temporada de caça aos petistas e deu a senha para a violência fascista que, essa semana fez mais uma vítima, novamente, um cadeirante; companheiro Ênio que estava aqui no RJ, na semana passada.
O herói fascista era JB; agressivo, truculento e, especialmente, acima da lei como os coxinhas que podiam tudo contra todos e que sob proteção policial, atacavam os símbolos da representação democrática, deixando intocados os símbolos de poder das elites. Acreditavam-se grandes revolucionários enfrentando uma polícia que estava ali para garantir o sucesso da empreitada.

Qualquer um que discordasse de seus métodos ou idéias era automaticamente, transformado em “petralha”, “ mensaleiro”, “ quadrilheiro”, etc… independente de ser militante filiado, simpatizante, eleitor, militante de partidos da base aliada ou mesmo um cidadão não cooptado pela campanha midiático-sionista.

A” tendência” mundial do Ocuppy qq porra que interesse ao capital transnacional chegou ao Brasil pelas Universidades brasileiras travestida de desejo de mudanças na política, chancelada pelos que se julgavam a nata da intelectualidade. Como vimos, só os “ inteligentes” caíram no conto do vigário e a população manteve-se distante da presepada midiática.

Obviamente, o grupo denominado “ petralhas” Tb alcunhou os antipetistas, juntando-os todos no mesmo saco de “ coxinhas” que estavam “contra tudo o que está aí” desde que o que estivesse aí fosse o PT, do PT ou alinhado ao PT; o resto que estava “ por aí” não era um problema pq precisavam vender a idéia de uma ditadura petista, à exemplo do que aconteceu na Venezuela. Simular um racha de ódio na sociedade em que um grupo apóia a “ ditadura” e outro defende a “ democracia”.

A democracia coxinha é essa que estamos vendo nas postagens do Twitter e FB, em que negros, mulheres, nordestinos e petistas são tratados como cidadãos de terceira classe e devem ser desestimulados pelos coxinhas todas as vezes que tentarem tornar públicas suas preferências políticas.

Aqui cabe ressaltar que, desde o início, denunciamos o caráter fascista desses Atos que foram apoiados e incentivados por partidos que se dizem de extrema esquerda ( inclusive tendências do próprio PT ) e que, hoje, envergonhados do vexame que protagonizaram simulam uma neutralidade ou aderem ao PT numa tentativa canhestra de tirar a letra da lista dos que promoveram a ascensão do fascismo brasileiro.

Ora, qq imbecil sabe que não existe neutralidade possível qdo numa das pontas está o que de mais imundo a humanidade produziu.

O que mais vejo, sobretudo pelos blogs e twitter, são pessoas que empenharam-se até o limite para que o neoliberalismo chegasse ao segundo turno com chances reais na luta contra o trabalhismo, tentando equilibrar-se no muro do “ política é tudo a mesma coisa” ou “ o PT é igual ao PSDB “.

Que me desculpem mas não é a mesma coisa, não. Fosse a mesma coisa e lutariam com o mesmo orgulho com que lutamos e assumiriam suas posições. Mas não. Lutam sem nomes, sem rostos, sem propostas e, na hora de dar de cara com as conseqüências de suas ações, fogem para cima do muro para que os meios de comunicação, MP e Judiciário façam o serviço sujo que tem vergonha de fazer.

Acreditam que, num futuro bem próximo, poderão alegar “ neutralidade”; ninguém me viu; eu não votei; não postei nada sobre isso… Esse sujeito é o que, vulgarmente, chamamos de COVARDE. Na política, atua, fortemente para alcançar um determinado resultado e, qdo ele chega… Ah, eu anulei o voto ou político é tudo igual… Ora, se é assim, pq não empenhou-se no outro? Escolheu um lado, fez uma opção; empenhou-se e, finge envergonhar-se da escolha. Ah, é pq nós queríamos mudanças… É, e pelo jeito teremos uma das grandes que já começou com o resultado das urnas no primeiro turno.

E o covarde que gosta de lutar com a cara coberta e depois correr para a segurança do muro, deveria descer rápido e vir aprender a lutar com dignidade e ajudar os que, de fato, sempre lutaram, a desarmar a bomba que eles deixaram qdo correram de vergonha.

Pelo menos, ajudem a carregar os mortos e feridos na batalha que iniciaram, não sabem como terminar e ainda tem a cara de pau de atribuir ao PT as conseqüências nefastas de sua incapacidade política.. QQ coisa, a gente coloca a culpa no PT, ou melhor, as empresas de comunicação fazem isso e nós ficamos na encolha.

Enquanto, os covardes, estão escondido em cima do muro, jornalistas estão sendo perseguidos e presos, militantes estão nas ruas sofrendo agressões e o covardão que acusava a polícia de ser violenta, será o primeiro a chamá-la para defendê-lo do povo que até bem pouco tempo, o covarde simulava representar. Já vimos esse filme e, ainda estamos vendo em diversos países do mundo.

Enquanto os coxinhas foram os agressores, a polícia era violenta; vamos ver quem vão chamar qdo forem os agredidos ( espero que não acreditem que vão continuar agredindo sem revide, eternamente; ninguém que não seja, completamente retardado ainda cai no papo de que é a militância do PT que agride os coitadinhos dos coxinhas ).

Aliás o coitadismo aliado à truculência e a alienação coxinha ( tradução; raivinha de molecada mimada ) não encontrou eco na sociedade. JB, Marina Silva ( heróis coxinhas ),caminham para o ostracismo; o #ForaCabral e o #NãoVaiTer Copa, foram enterrados com uma Copa maravilhosa e a ida de Pezão para o segundo turno aqui no RJ; a mudança tão desejada as urnas já revelaram qual era.
Portanto, tudo o que os coxinhas pensam ter conquistado, agradeçam a Dilma que foi a única que, de fato, deu alguma atenção a eles.
E, ainda assim, qdo propôs o plebiscito para que as mudanças, de fato, pudessem acontecer, todos os sem liderança, ao mesmo tempo, decidiram sumir das ruas. Da mesma forma, a tranqüilidade com que o consórcio máfio-midiático se apossou do movimento levantou suspeitas acerca da boa intenção dos protestantes.

Por alguma razão, aceitaram, bovinamente a condução e não esboçaram qq reação à imposição de uma pauta para as tais jornadas. A expressão máxima da condução foi a derrubada da PEC 37. Até mesmo o Congresso Nacional que cercaram, voltou pior que já estava. Não os representava; talvez, agora, os represente.

Os fascistas acusaram todo mundo e esqueceram de olhar para o próprio rabo. Agora, olhem para Aécio Neves e entendam quem vcs são, de fato. Além de não terem conquistado nada; ainda criaram as condições para o maior passo em direção ao atraso que esse país já viu.
O homem da mudança chegou; está aí e é, Aécio Neves; nós não chamamos por ele. Os coxinhas chamaram.

Nós estamos aqui, nomes, caras, partido, projeto, lideranças… pq sabemos que vivemos em uma democracia. Eles chamaram o cara e ele veio para mudar o Brasil. Agora, que mostrem a cara deles para o Brasil inteiro; deixem que o trabalhador, que é quem vai se arrebentar num eventual governo fascista conheça a cara dos que diziam lutar em seu nome.

Não eram o povo nas ruas, os movimentos sociais, os pobres, a periferia, o trabalhador brasileiro? O jogo acabou, hora de mostrar as cartas para que o Brasil saiba quem estava blefando. Minha cara tá aqui; quero ver a deles! Até aqui, a única coisa que trouxeram de novidade foi sua raivinha infantil, completamente fora do tom, dado que são adultos; total desconexão com a realidade e uma arrogância e vaidade patológicas. Ou é o que eles querem ( e nem sabem o que querem ) ou é pancadaria.

A única coisa que sabem é que não gostam do PT pq todas as suas frustrações são culpa do Estado; o Estado tem que fazer tudo para os “Anarquistas”, seja lá o que isso signifique, senão eles prendem e arrebentam. Eu sinto muito pelos desavisados que foram enganados pelas lideranças que juram não existir; é melhor acreditar que não existem do que aceitar que foram tratados por elas como retardados mentais. Em tempos de internet, dá para alegar-se qq coisa, menos falta de informação.

Lamento muito pelo Ênio e pelos outros companheiros que estão vivendo esse inferno há tanto tempo, por outro lado, a ordem é resistir e parabenizo cada um dos petistas, simpatizantes, eleitores, militantes de outros partidos, especialmente, PCdoB, por termos chegado até aqui. Só mais um pouco gente… Depois é depois e a gente vai ver o que fazer. Até aqui tiveram que se juntar TODOS contra nós e apresentar uma proposta de retorno a pré-História para poder fazer frente ao governo popular. Dê no que dê, a Patria Grande continuará avançando.

Cristiana Castro

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