Grandes mudanças à vista :. Alemanha pede para entrar no BRICS

27 jul

Alemanha pede para entrar no BRICS e vai sair da União Europeia – OTAN totalmente controlada por Illuminati, Sionistas, Bilderberg, etc… (grandes mudanças na forja…)

Um novo relatório preparado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (Ministry Of Foreign Affairs-MoFA) da Rússia que circulou no Kremlin hoje afirma que o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha (Federal Foreign Office-FFO) contatou Moscou  nesta semana solicitando sua adesão acelerada e em curto prazo à comunidade econômica chamada por BRICS, na medida em que a Alemanha planeja deixar a União Europeia (UE), um movimento que se efetivado pode “significar a ruína“ para o regime que controla os EUA e Obama e o seu “sonho do império” analisaram especialistas russos“.

Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@gmail.com

Alemanha pede para entrar no BRICS imediatamente e vai sair da União Europeia-OTAN totalmente controlada por Illuminati, Sionistas, Bilderberg, etc… (grandes mudanças na forja…)

Fonte: http://www.whatdoesitmean.com

Rússia, Moscou, 23 de julho de 2014

BRICS é a sigla para uma associação de cinco grandes economias nacionais emergentes: o Brasil, Rússia, a Índia, China e África do Sul a partir de 2013, os cinco países do Brics representam hoje quase 3 bilhões de habitantes e consumidores, com um PIB nominal combinado de US$ 16,039 trilhões de dólares e reservas internacionais combinadas estimadas em US$ 4 trilhões.   A partir de 2014, as cinco nações do BRICS passaram a representar cerca de 18 por cento de toda a economia mundial.

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Se opondo aos BRICS existe um sistema financeiro global organizado pelo Ocidente e dominado pelos controladores dos EUA que escraviza e obriga as nações a conduzir seus negócios internacionais utilizando o combalido dólar, a moeda corrente dos EUA, tornando suas economias fragilizadas de acordo com os ventos da política (de controle e criação de crises) trabalhada em Washington, DC, em Londres e pelos grandes bancos em Wall Strett de New York.

Os países do Ocidente cederam muita influência e poder para instituições como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional de má vontade, e para os países membros do BRICS, o sistema financeiro internacional de hoje está fora de contato com a mudança dos tempos, e mal adaptado para suportar os altos e baixos de máquina de manipulação e controle de pseudos titãs econômicos (EUA e Inglaterra)

De acordo com este relatório, a Alemanha tornou-se “alarmada” esta semana depois que o regime que controla o gabinete de Obama ordenou a UE a  que “ignorasse e não comentasse” as provas fornecidas pela Rússia relativas ao fatídico vôo MH17 da Malaysia Airlines abatido com um míssil sobre a Ucrânia na semana passada, provando que foi uma “ação deliberada” ordenada por funcionários do governo fantoche de Kiev com o envolvimento da CIA, para jogar a culpa na Rússia e criar uma nova e grave crise entre ocidente/oriente.

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Fontes de inteligência alemães, este relatório continua, confirmaram a avaliação do seu homólogo dos EUA de que a Rússia não teve nenhum envolvimento com a derrubada da aeronave e ainda confirmaram que o caso do regime de Obama usando vídeos do YouTube e tweets para culpar a Rússia está  sendo “desvendado como uma piada” sob o aumento da percepção de que a evidência obtida pelas mídias sociais é duvidosa e essencialmente tudo que existe apenas como evidência.

Mais contundentes sobre as acusações do regime que controla o marionete Obama contra a Rússia relativas à derrubada de voo MH-17, este relatório diz, foram as confirmações de inteligência alemã de que estes mesmos vídeos e tweets do YouTube que procuram provar o envolvimento russo comprovadamente foram “manipulados“ e, em vez disso, provaram que na realidade as forças militares ucranianas eram os culpados pela derrubada do avião.

Importante de se notar, é que a Alemanha, já tendo ciência do confronto entre o regime de Obama e a Rússia, havia secretamente planejado se juntar ao bloco econômico das nações dos países do BRICS em 2011, quando seu Bundesbank (o Banco Central da Alemanha) exigiu uma repatriação completa de toda sua reserva de ouro em lingotes no valor de US$ 141 bilhões de dólares de ouro da Alemanha depositados na Reserva Federal dos EUA, em New York, onde ele deveria estar armazenado.

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Em 24 de Junho de 2014, este relatório continua, a Alemanha foi forçada a desistir de seu plano para repatriar seu ouro dos EUA após ser informada pelo regime que controla os EUA e o gabinete de Obama que a Alemanha só iria pegar o seu ouro de volta dali a MAIS sete anos, demostrando claramente que o nefasto cartel bancário dos EUA desapareceu com o precioso metal que tinha sido confiado a salvaguardar em seus cofres (mais um enorme roubo descarado).

Na luta contra os controladores dos EUA e do governo de Obama, no entanto, diz este relatório, a Alemanha reteve marcos sem efetuar conversão em Euros em torno de US 13 bilhões, em sua antiga moeda o Deutsche Marks, e desde 2011 tiveram suas prensas trabalhando horas extras imprimindo mais.

Fazer a mudança da Alemanha para integrar os BRICS e se afastando para bem longe do regime (Illuminati, Sionistas, Bilderberg, Monarquias, etc) que controla os EUA, o governo de Obama e países da Europa, se tornou  ainda mais urgente, o relatório adverte, pois a Alemanha teme que os EUA estão planejando um ataque ao Bundesbank (Banco Central da Alemanha) semelhante ao feito sobre o maior banco da França, o BNP Paribas, que foi punido com uma multa “legal” pelos EUA em US$ 9 bilhões depois que a França se recusou a cancelar embarque para a Rússia do navio de guerra Mistral. Esse fato prontamente levou o presidente do Banque de France (French National Bank ) Christian Noyer para advertir que “os dias do dólar dos EUA como moeda de reserva internacional estão contados“.

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Concordando com Noyer, este relatório diz, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que afirmou na semana passada no início da sexta Reunião de Cúpula dos países BRICS, realizada na aprazível cidade nordestina de Fortaleza, que as cinco grandes economias emergentes dos países BRICS” estão se movendo em direção a uma nova arquitetura financeira global“; uma estrutura econômica do tipo que a Alemanha precisa desesperadamente por causa do “efeito bumerangue” causado pelassanções que o (des)governo dos EUA e Obama decretam que devam ser impostas sobre a Rússia, pois que tais fatos estão começando a destruir a economia da Alemanha e demais países da Europa.

Igualmente crítica é a situação de espionagem efetuada pelos EUA no país e descoberta pelo governo da Alemanha, que é mais um motivo de afastamentos desse país e aproximação para juntar-se aos BRICS, diz este relatório, pois a CIA tinha uma rede de espionagem que foi descoberta espionando oficiais alemães de topo causando que a Alemanha ordenasse que o chefe da CIA em Berlim fosse expulso em mais um incidente diplomático grave nas relações entre os dois países.

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A Alemanha esta tão alarmada contra o regime de espionagem das agências norte americanas sobre eles, disseram especialistas em inteligência russos neste relatório, que os seus altos funcionários do governo federal e estadual são agora obrigados a guardar-desligar os seus smartphones e computadores tablet quando as discussões sensíveis ocorrem, e as vendas de máquinas de escrever agora estão resurgindo na Alemanha também como fruto do medo de que a espionagem da CIA / NSA estão forçando até mesmo o mais comum das pessoas para manter seus dados, contatos e rotinas diárias a salvo da bisbilhotagem dos agentes norte americanos.

No entanto, em uma recente pesquisa de opinião realizada, se descobriu que a maioria do povo norte americano não está prestando a menor atenção para a propaganda de guerra saindo de Washington … Mais uma ignorância deliberada que com certeza vai custar caro, mais cedo do que mais tarde para todo o (ignorante da manipulação) povo dos EUA.

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Em 23 de julho, 2014 © UE e dos EUA todos os direitos reservados. Permissão para usar este relatório em sua totalidade é concedida sob a condição de que está ligado de volta para sua fonte original na WhatDoesItMean.Com. Freebase conteúdo licenciado sob CC-BY e GFDL.

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Dizem que existem três tipos de pessoas no mundo:

  1. Aquelas que fazem as coisas acontecerem;
  2. Aquelas que observam as coisas acontecerem e
  3. Aquelas que ficam se perguntando o que aconteceu????
A vasta maioria da humanidade encontra-se nas duas últimas categorias. A maioria tem “olhos para ver”, mas não enxerga o que está acontecendo. A maioria tem “ouvidos para ouvir”, mas não compreende o que está acontecendo: “LOCAL, NACIONAL ou INTERNACIONALMENTE.”  

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Saiba MUITO mais acessando:

  1. http://thoth3126.com.br/voo-mh17-derrubado-para-gerar-crise-com-a-russia/
  2. http://thoth3126.com.br/os-anjos-caidos-the-watchers-os-vigilantes/
  3. http://thoth3126.com.br/grande-midia-7-pecados-que-eles-nao-querem-que-voce-saiba/
  4. http://thoth3126.com.br/grupo-bilderberg-misterios-e-controle-alienigena/
  5. http://thoth3126.com.br/reptilianos-mais-informacoes/
  6. http://thoth3126.com.br/illuminati-revelacoes-de-um-membro-no-topo-da-elite-explosivo/
  7. http://thoth3126.com.br/o-governo-oculto-secreto-nos-eua-ii/
  8. http://thoth3126.com.br/profecia-maya-pos-2012-o-fim-do-mundo-e-um-apocalipse-made-in-eua/
  9. http://thoth3126.com.br/banco-dos-brics-lanca-desafio-ao-predominio-financeiro-dos-eua/
  10. http://thoth3126.com.br/midia-dos-eua-as-6-corporacoes-que-controlam-a-informacao/

 

thoth-escribawww.thoth3126.com.br

Wikileaks: organização financiada pelos EUA treina oposicionistas pelo mundo

22 jul
Análise da Canvas sobre a Venezuela, onde a oposição começou a ser treinada em 2005: “Há uma forte tendência presidencialista. Como podemos mudar isso?”

No canto superior do documento, um punho cerrado estampa a marca da organização. No corpo do texto se lê: “Há uma tendência presidencialista forte na Venezuela. Como podemos mudar isso? Como podemos trabalhar isso?”. Mais abaixo, o leitor encontra as seguintes frases: “Economia: o petróleo é da Venezuela, não do governo. É o seu dinheiro, é o seu direito… A mensagem precisa ser adaptada para os jovens, não só para estudantes universitários… E as mães, o que querem? Controle da lei, a polícia agindo sob autoridades locais. Nós iremos prover os recursos necessários para isso”.

Agência Efe

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Análise da Canvas sobre a Venezuela: “Há uma forte tendência presidencialista na Venezuela. Como podemos mudar isso?”

 

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O texto citado não está em espanhol nem foi escrito por algum membro da oposição venezuelana. O material, em inglês, foi produzido por um grupo de jovens baseados na Sérvia. O documento “Análise da situação na Venezuela, Janeiro de 2010”, feito pela organização Canvas, cuja sede fica em Belgrado, está entre os documentos da empresa de inteligência Stratfor vazados pelo Wikileaks.

O último vazamento do Wikileaks – ao qual a Pública teve acesso – mostra que o fundador desta organização se correspondia sempre com os analistas da Stratfor, empresa que mistura jornalismo, análise política e métodos de espionagem para vender “análise de inteligência” a clientes que incluem corporações como a Lockheed Martin, Raytheon, Coca-Cola e Dow Chemical – para quem monitorava as atividades de ambientalistas que se opunham a elas – além da Marinha americana.

O Canvas ( “The Center for Applied Nonviolent Action and Strategies” sigla em inglês para “centro para conflito e estratégias não-violentas”) foi fundado por dois líderes estudantis da Sérvia, que participaram da queda de Slobodan Milosevic em 2000. Durante dois anos, os estudantes organizaram protestos. Depois, juntaram o cabedal de conhecimento em manuais e começaram a dar aulas a grupos oposicionistas de diversos países sobre como se organizar para derrotar o governo. Foi assim que chegaram à Venezuela, onde começaram a treinar líderes da oposição em 2005. Em seu programa de TV, o presidente Hugo Chávez acusou o grupo de golpista e de estar a serviço dos Estados Unidos. “É o chamado golpe suave”, disse.

Os novos documentos analisados pela Pública mostram que se Chávez não estava totalmente certo – mas também não estava totalmente errado.

O começo, na Sérvia

“Foram dez anos de organização estudantil durante os anos 90”, diz Ivan Marovic, um dos estudantes que participaram dos protestos contra Milosevic. “No final, o apoio do exterior finalmente veio. Seria bobo eu negar isso. Eles tiveram um papel importante na etapa final. Sim, os EUA deram dinheiro, mas todo mundo deu dinheiro: alemães, franceses, espanhóis, italianos. Todos estavam colaborando porque ninguém mais apoiava o Milosevic”, disse ele em entrevista à Pública.

“Dependendo do país, eles doavam de um determinado jeito. Os norte-americanos têm um ‘braço’ formado por ONGs muito ativo no apoio a certos grupos. Ooutros países, como a Espanha, não têm e nos apoiavam através do Ministério do Exterior”.  Entre as ONGs citadas por Marovic estão o NED (National Endowment for Democracy), uma organização financiada pelo Congresso norte-americano, a Freedom  House e o International Republican Institute, ligado ao partido republicano – ambos contam polpudos financiamentos da USAID, a agência de desenvolvimento que capitaneou movimentos golpistas na América Latina nos anos 60, inclusive no Brasil.

Natalia Viana/Agência Pública

Para o Blog

Marovij: “É impossível  exportar uma revolução. O mais importante para uma mudança bem-sucedida é ter a maioria do povo ao seu lado”

 

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Todas essas ONGs são velhas conhecidas dos governos latinoamericanos, incluindo os mais recentes. Foi o IRI, por exemplo, que ministrou “cursos de treinamento político” para 600 líderes da oposição haitiana na República Dominicana em 2002 e 2003. O golpe contra Jean-Baptiste Aristide, presidente democraticamente eleito, aconteceu em 2004. Investigado pelo Congresso, o IRI foi acusado de estar por trás de duas organizações que conspiraram para derrubar Aristide.

Na Venezuela, o NED enviou US$ 877 mil para grupos de oposição nos meses anteriores ao golpe de Estado fracassado em 2002, segundo revelou o The New York Times. Na Bolívia, de acordo com documentos do governo norte-americano obtidos pelo jornalista Jeremy Bigwood, parceiro da Pública, a USAID manteve um “Escritório para Iniciativas de Transição”, que investiu US$ 97 milhões em projetos de “descentralização” e “autonomias regionais” desde 2002, fortalecendo os governos estaduais que se opõem a Evo Morales.

Procurado pela Pública, o líder do Canvas, Srdja Popovic, disse que a organização não recebe fundos governamentais de nenhum país e que seu maior financiador é o empresário sérvio Slobodan Djinovic, que também foi líder estudantil. Porém, um PowerPoint de apresentação da organização, vazado pelo Wikileaks, aponta como parceiros do Canvas o IRI e a Freedom House, que recebem vultosas quantias da USAID.

Para o pesquisador Mark Weisbrot, do instituto Center for Economic and Policy Research, de Washington, organizações como a IRI e Freedom House não estão promovendo a democracia. “Na maior parte do tempo, estão promovendo exatamente o oposto. Geralmente promovem as políticas norte-americanas em outros países, e isto significa oposição a governos de esquerda, por exemplo, ou a governos dos quais os EUA não gostam”.

Fase dois: da Bolívia ao Egito

Vista através do mesmo PowerPoint de apresentação, a atuação do Canvas impressiona. Entre 2002 e 2009, realizou 106 workshops, alcançando 1800 participantes de 59 países. Nem todos são desafetos dos EUA – o Canvas treinou ativistas por exemplo na Espanha, no Marrocos e no Azerbaijão – mas a lista inclui outros: Cuba, Venezuela, Bolívia, Zimbábue, Bielorrússia, Coreia do Norte, Siria e Irã.

Segundo o próprio Canvas, sua atuação foi importante em todas as chamadas “revoluções coloridas” que se espalharam por ex-países da União Soviética nos anos 2000. O documento aponta como “casos bem sucedidos” a transferência de conhecimento para o movimento Kmara em 2003 na Geórgia, grupo que lançou a Revolução das Rosas e derrubou o presidente; uma ajudinha para a Revolução Laranja, em 2004, na Ucrânia; treinamento de grupos que fizeram a Revolução dos Cedros em 2005, no Líbano; diversos projetos com ONGs no Zimbabue e a coalizão de oposição a Robert Mugabe; treinamento de ativistas do Vietnã, Tibete e Burma, além de projetos na Síria e no Iraque com “grupos pró-democracia”. E, na Bolívia, “preparação das eleições de 2009 com grupos de Santa Cruz” – conhecidos como o mais ferrenho grupo de adversários de Evo Morales.

Até 2009, o principal manual do grupo, “Luta não violenta – 50 pontos cruciais” já havia sido traduzido para 5 línguas, incluindo o árabe e o farsi. Um das ações do Canvas que ganhou maior visibilidade foi o treinamento de uma liderança do movimento 6 de Abril, considerado o embrião da primavera egípcia. O movimento começou a ser organizado pelo Facebook para protestar em solidariedade a trabalhadores têxteis da cidade de Mahalla al Kubra, no Delta do Nilo. Foi a primeira vez que a rede social foi usada para este fim no Egito. Em meados de 2009, Mohammed Adel, um dos líderes do 6 de Abril viajou até Belgrado para ser treinado por Popovic.

Nos emails aos analistas da Stratfor, Popovic se gaba de manter relações com os líderes daquele movimento, em especial com Mohammed Adel – que se tornou uma das principais fontes de informação a respeito do levante no Egito em 2011. Na comunicação interna da Stratfor, ele é mencionado sob o codinome RS501.

 

“Acabamos de falar com alguns dos nossos amigos no Egito e descobrimos algumas coisas”, informa ele no dia 27 de janeiro de 2011. “Amanhã a Irmadade Muçulmana irá levar sua força às ruas, então pode ser ainda mais dramático… Nós obtivemos informações melhores sobre estes grupos e como eles têm se organizado nos últimos dias, mas ainda estamos tentando mapeá-los”.
Documentos da Stratfor

Os documentos vazados pelo Wikileaks mostram que o Canvas age de maneira menos independente do que deseja aparentar. Em pelo menos duas ocasiões, Srdja Popovic contou por email ter participado de reuniões no National Securiy Council, o conselho de segurança do governo norte-americano.

A primeira reunião mencionada aconteceu no dia 18 de dezembro de 2009 e o tema em pauta era Russia e a Geórgia. Na época, integrava o NSC o “grande amigo” de Popovic – nas suas próprias palavras – o conselheiro sênior de Obama para a Rússia, Michael McFaul, que hoje é embaixador americano naquele país.

No mesmo encontro, segundo Popovic relatou mais tarde, tratou-se do financiamento de oposicionistas no Irã através de grupos pró-democracia, tema de especial interesse para ele. “A política para o Irã é feita no NSC por Dennis Ross. Há uma função crescent sobre o Irã no Departamento de Estado sob o Secretário Assistente John Limbert. As verbas para programas pró-democracia no Irã aumentaram de US$ 1,5 milhão em 2004 para US$ 60 milhões em 2008 (…) Depois de 12 de junho de 2009, o NSC decidiu neutralizar os efeitos dos programas existentes, que começaram com Bush. Aparentemente a lógica era que os EUA não queriam ser vistos tentando interferir na política interna do Irã. Os EUA não querem dar ao regime iraniano uma desculpa para rejeitar as negociações sobre o programa nuclear”, reclama o sérvio, para quem o governo Obama estaria agindo como “um elefante numa loja de louça” com a nova política. “Como resultado, o Iran Human Rights Documentation Center, Freedom House, IFES e IRI tiveram seus pedidos de recursos rejeitados”, descreve em um email no início de janeiro de 2010.

A outra reunião de Popovic no NSC teria ocorrido às 17 horas do dia 27 de julho de 2011, conforme Popovic relatou à analista Reva Bhalla. “Esses caras são impressionantes”, comentou, em um email entusiasmado, o analista da Stratfor para o leste europeu, Marko Papic. “Eles abrem uma lojinha em um país e tentam derrubar o governo. Quando bem usados são uma arma mais poderosa que um batalhão de combate da força aérea”.

Marko explica aos seus colegas da Stratfor que o Canvas – nas suas palavras, um grupo tipo “exporte-uma-revolução” –  “ainda depende do financiamento dos EUA e basicamente roda o mundo tentando derrubar ditadores e governos autocráticos (aqueles de quem os EUA não gostam)”. O primeiro contato com o líder do grupo, que se tornaria sua fonte contumaz, se deu em 2007. “Desde então eles têm passado inteligência sobre a Venezuela, a Georgia, a Sérvia, etc”.

Em todos os emails, Popovic demonstra grande interesse em trocar informações com a Strtafor, a quem chama de “CIA de Austin”. Para isso, vale-se dos seus contatos entre ativistas em diferentes países. Além de manter relação com uma empresa do mesmo filão idológico, se estabelece uma proveitosa troca de informações. Por exemplo, em maio de 2008 Marko diz a ele que soube que a inteligência chinesa estaria considerando atacar a organização pelo seu trabalho com ativistas tibetanos. “Isso já era esperado”, responde Srdja. Em 23 de maio de 2011, ele pede informações sobre a autonomia regional dos curdos no Iraque.

Venezuela

Um dos temas mais frequentes na conversa com analistas da Stratfor é a Venezuela; Srdja ajuda os analistas a entenderem o que a oposição está pensando. Toda a comunicação, escreve Marko Papic, é feita por um email seguro e criptografado. Além disso, em 2010, o líder do Canvas foi até a sede da Stratfor em Austin para dar um briefing sobre a situação venezuelana.

“Este ano vamos definitivamente aumentar nossas atividades na Venezuela”, explica o sérvio no email de apresentação da sua “Análise da situação na Venezuela”, em 12 de janeiro de 2010. Para as eleições legislativas de setembro daquele ano, relata que “estamos em contato próximo com ativistas e pessoas que estão tentando ajudá-los”, pedindo que o analista não espalhe ou publique esta informação. O documento, enviado por email, seria a “fundação da nossa análise do que planejamos fazer na Venezuela”. No dia seguinte, ele reitera em outro email: “Para explicar o plano de ação que enviamos, é um guia de como fazer uma revolução, obviamente”.

O documento, ao qual a Pública teve acesso, foi escrito no início de 2010 pelo “departamento analítico” da organização e relata, além dos pilares de suporte de Chávez, listando as principais instituições e organizações que servem de respaldo ao governo (entre elas, os militares, polícia, judiciário, setores nacionalizados da economia, professores e o conselho eleitoral), os principais líderes com potencial para formarem uma coalizão eficiente e seus “aliados potenciais” (entre eles, estudantes, a imprensa independente e internacional, sindicatos, a federação venezuelana de professores, o Rotary Club e a igreja católica).

A indicação do Canvas parece, no final, bem acertada. Entre os principais líderes da oposição que teriam capacidade de unificá-la estão Henrique Capriles Radonski, governador do Estado Miranda e candidato de oposição nas eleições presidenciais de outubro pela coalizão MUD (Mesa de Unidade Democrática), além do prefeito do Distrito Metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, e do ex-prefeito do município de Chacao, Leopoldo Lopez Mendoza. Dois líderes estudantis, Alexandra Belandria, do grupo Cambio, e Yon Goicochea, do Movimiento Estudiantil Venezolano, também são listados.

O objetivo da estratégia, relata o documento, é “fornecer a base para um planejamento mais detalhado potencialmente realizado por atores interessados e pelo Canvas”. Esse plano “mais detalhado” seria desenvolvido posteriormente com “partes interessadas”.

Em outro email Popovic explica:“Quando alguém pede a nossa ajuda, como é o caso da Venezuela, nós normalmente perguntamos ‘como você faria?’ (…) Neste caso nós temos três campanhas: unificação da oposição, campanha para a eleição de setembro (…). Em circunstâncias NORMAIS, os ativistas vêm até nós e trabalham exatamente neste tipo de formato em um workshop. Nós apenas os guiamos, e por isso o plano acaba sendo tão eficiente, pois são os ativistas que os criam, é totalmente deles, ou seja, é autêntico. Nós apenas fornecemos as ferramentas”.

Natalia Viana/Agência Pública

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Popovic: “A cultura de segurança na Venezuela não existe. Eles são retardados e falam mais que a própria bunda”

Mas, com a Venezuela, a coisa foi diferente, explica Popovic: “No caso da Venezuela, por causa do completo desastre que o lugar está, por causa da suspeita entre grupos de oposição e da desorganização, nós tivemos que fazer esta análise inicial. Se eles irão realizar os próximos passos depende deles, ou seja, se eles vão entender que por causa da falta de UNIDADE eles podem perder a corrida eleitoral antes mesmo que ela comece”.

Aqueles que receberam a análise (como o pessoal da Strartfor, por exemplo) aprenderam que segunda a lógica do Canvas os principais temas a serem explorados em uma campanha de oposição na Venezuela são:

- Crime e falta de segurança: “A situação deteriorou tremendamente e dramaticamente desde 2006. Motivo para mudança”

- Educação: “O governo está tomando conta do sistema educacional: os professores precisam ser atiçados. Eles vão ter que perder seus empregos ou se submeter! Eles precisam ser encorajados e haverá um risco. Nós temos que convencê-los de que os temos como alta esfera da sociedade; eles detêm uma responsabilidade que valorizamos muito. Os professores vão motivar os estudantes. Quem irá influenciá-los? Como nós vamos tocá-los?”

- Jovens: “A mensagem precisa ser dirigida para os jovens em geral, não só para os estudantes universitários”.

-Economia: “O petróleo é da Venezuela, não do governo, é o seu dinheiro, é o seu direito!  Programas de bem-estar social”.

- Mulheres: “O que as mães querem? Controle da lei, a polícia agindo sob as autoridades locais. Nós iremos prover os recursos necessários para isso. Nós não queremos mais brutamontes”.

- Transporte: “Trabalhadores precisam conseguir chegar aos seus empregos. É o seu dinheiro.  Nós precisamos exigir que o governo preste contas, e da maneira que está não conseguimos fazer isso”.

- Governo: “Redistribuição da riqueza, todos devem ter uma oportunidade”.

- “Há uma forte tendência presidencialista na Venezuela. Como podemos mudar isso? Como podemos trabalhar com isso?”

No final do email, Popovic termina com uma crítica grosseira aos venezuelanos que procura articular: “Aliás, a cultura de segurança na Venezuela não existe. Eles são retardados e falam mais que a própria bunda. É uma piada completa”.

Procurado pela Pública, o líder do Canvas negou que a organização elabore análises e planos de ação revolucionária sob encomenda. E foi bem menos entusiasta com relação ao seu “guia” elaborado para a Venezuela.

“Nós ensinamos as pessoas a analisarem e entenderem conflitos não-violentos – e durante o processo de aprendizagem pedimos a estudantes e participantes que utilizem as ferramentas que apresentam no curso. E nós também aprendemos com eles! Depois usamos o trabalho que eles realizaram e combinamos com informações públicas para criar estudos de caso”, afirmou. “E isso é transformado em análises mais longas por dois estagiários. Usamos estas análises nas nossas pesquisas e compartilhamos com estudantes, ativistas, pesquisadores, professores, organizações e jornalistas com os quais cooperamos – que estão interessados em entender o fenômeno do poder popular”.

Questionado, Popovic também respondeu às criticas feitas por Hugo Chávez no seu programa de TV: “É uma fórmula bem conhecida… Por décadas os regimes autoritários de todo o mundo fazem acusações do tipo ‘revoluções exportadas’ como sendo a principal causa dos levantes em seus países. O movimento pró-democracia na Sérvia foi, claro, acusado de ser uma ‘ferramenta dos EUA’ pela TV estatal e por Milosevic, antes dos estudantes derrubarem o seu regime. Isso também aconteceu no Zimbábue, Bielorrúsia, Irã…”

O ex-colega de movimento estudantil, Ivan Marovic – que ainda hoje dá palestras sobre como aconteceu a revolta contra Milosevic – concorda com ele: “É impossível  exportar uma revolução. Eu sempre digo em minhas palestras que a coisa mais importante para uma mudança social bem-sucedida é ter a maioria da população ao seu lado. Se o presidente tem a maioria da população ao lado dele, nada vai acontecer”.

Marovic avalia, no entanto, que houve uma mudança de percepção do “braço de ONGs” dos governos ocidentais, em especial dos EUA, depois do que aconteceu na Sérvia em 2000 e as “revoluções coloridas” que se seguiram no leste europeu. “Um mês depois de derrubarmos o Milosevic, o NYT publicou um artigo dizendo que quem realmente derrubou o Milosevic foi a assistência financeira norte-americana. Eles estão aumentando o seu papel. E agora acreditam que a grana dos EUA pode derrubar um governo. Eles tentaram a mesma coisa na Bielorrúsia, deram um monte de dinheiro para ONGs, e não funcionou”.

O pesquisador Mark Weisbrot concorda, em termos. É claro que nenhum grupo estrangeiro, ainda mais um grupo pequeno, pode causar uma revolução em um país”. Para ele, não é o dinheiro do governo norte-americano – seja através de ONGs pagas pelo National Security Council, pela USAID ou pelo Departamento de Estado – que faz a diferença. “A elite venezuelana, por exemplo, não precisa deste dinheiro. O que estes grupos financiados pelos EUA, antigamente e hoje, agregam são duas coisas: uma é habilidade e o conhecimento necessário em subverter regimes. E a segunda coisa é que esse apoio tem um papel unificador. A oposição pode estar dividida e eles ajudam a oposição a se unificar”.

Para Weisbrot, muitas vezes o patrocínio norte-americano tem uma “influência perniciosa” em movimentos legítimos. “Sempre há grupos lutando pela democracia nestes países, com uma variedade de demandas, como reforma agrária, proteções sociais, empregos… E o que acontece é que eles capitaneiam todo o movimento com muito dinheiro, inspirado pelas políticas que interessam aos EUA. Muitas vezes, os grupos democráticos que recebem o dinheiro acabam caindo em descrédito”.

*Originalmente publicado no site da Agência Pública

Livro(manual) de Gene Sharp_

“Da ditadura a democracia”

http://bibliot3ca.files.wordpress.com/2011/03/da-ditadura-a-democracia-gene-sharp2.pdf

Video “Doc. Como iniciar uma revolução” (completo e legendado)

A desesperadora crise do liberalismo norte-americano .por Emir Sader

22 jul
Os EUA precisariam primeiro colocar sua casa em ordem, antes de promover os seus valores e instituições no exterior
por Emir Sader publicado 21/07/2014 15:56, última modificação 21/07/2014 16:46
 
DEPARTAMENTO DE ESTADO/EUA
John Kerry

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o presidente do Curdistão Iraquiano, Masud Barzani. A difícil tarefa de semear conflitos e depois cortar gastos militares

Na década de 1930 as pessoas viajavam à Italia e à URSS e voltavam elogiando a eficácia de regimes autoritários, em comparação com as democracias. “Hoje as democracias vivem um período parecido de inveja e desânimo”, afirma o escritor e historiador canadense Michael Ignatieff, em artigo para o The New York Review of Books, reproduzido peloEstadão. Os que viajam à China e se maravilham com o trem-bala entre Pequim e Xangai se perguntam na volta por que esses regimes conseguem construir ferrovias “enquanto as democracias levam 40 anos para decidir que não podem nem sequer começar”.

Segundo Ignatieff, que foi líder da oposição na Câmara dos Comuns de seu país até o início da década, pela primeira vez desde o fim da Guerra Fria, o avanço do que ele considera como regimes de constitucionalismo democrático parou. Em todos os lados esses regimes se desgastam, enquanto os que ele considera autoritários avançam e servem como referencia para os outros. O modelo desses regimes autoritários seria o capitalismo de Estado, com “crescimento sem democracia”.

E, para piorar a situação para os regimes liberais, “os Estados Unidos oferecem um exemplo desanimador”, lamenta ele. “É difícil defender a democracia liberal com muito entusiasmo, quando ela funciona tão precariamente em casa.” Os EUA precisariam primeiro colocar sua casa em ordem, antes de promover os seus valores e instituições no exterior.

Hoje as grandes decisões que os EUA deveriam tomar estão bloqueadas pelos impasses entre o governo e o Congresso. Segundo um cientista político citado por Ignatieff, “os EUA mergulharam em guerras que não deveriam ser travadas e promoveram objetivos, como direitos humanos, democracia e construção nacional, que não poderiam realizar”.

Hoje, quando os EUA são demandados para atuar em várias frentes externas de maneira mais forte – Afeganistão, Iraque, Ucrânia, entre outros –, uma das poucas coincidências entre republicanos e democratas é a necessidade de cortar os gastos militares. O que significa: “Ficar fora de guerras ou desastres humanitários de outros povos; recusar-se a promover democracia ou direitos humanos em lugares onde eles não criarão raízes; obrigar aliados a arcar mais com o fardo de sua própria defesa; e desistir de moldar os bens públicos globais e a ordem política global”.

A crise de governabilidade indica, assim, para a renúncia da defesa de teses clássicas que o liberalismo norte-americana sempre pregou. Em seu último discurso importante, Obama já indicou seu objetivo de repatriar os militares, provavelmente com a vista posta nas eleições parlamentares de novembro, quando o governo pode perder completamente o controle do Congresso, ficando Obama relegado a ser um “pato manco” pelos dois anos que restariam de governo.

Ignatieff tem de aceitar que a proposta mais viável para desbloquear a situação interna dos EUA é a apresentada pelo Nobel de Economia Joseph Stiglitz, que propõe uma alíquota de imposto de renda de 40% para os que controlam os 25% superiores da renda nacional; uma alíquota de 20% para para os que detêm os 25% seguintes, com deduções fiscais para os 50% restantes. Além disso, impostos de 15% sobre os lucros corporativos e imposto sobre o consumo de 5%.

São propostas que violam o receituário liberal de menos imposto, elevando a captação de recursos pelo Estado para 26%, o que poderia resolver a crise fiscal do país, diminuir a gritante e crescente desigualdade social e estimular a retomada do crescimento econômico.

É um raio X da profunda crise do liberalismo norte-americano.

O que aconteceu ao avião da Malaysia Airlines

21 jul

 

Dado que Washington, Kiev e a imprensa-empresa press-tituta [orig. presstitute] também estão obrando na propaganda de que Putin “é culpado”, ninguém encontrará na mídia norte-americana qualquer informação aproveitável. Teremos de procurar e de construir nós mesmos nossa própria informação aproveitável. Paul Craig Roberts

 

1ª página do NYTimes de 18/7/2014 já informa que o voo MH17 foi derrubado por míssil (como?)

A máquina de propaganda de Washington está trabalhando em tão alta rotação, que há risco de perdermos os dados e fatos comprovados que já temos.

Um desses fatos é que os federalistas não têm os caros sistemas de mísseis antiaéreos Buk ou não têm pessoal treinado para operá-los.

Outro fato é que os federalistas não têm incentivo ou motivo para, ou interesse em, derrubar avião de passageiros; a Rússia tampouco. Qualquer um sabe ver a diferença em um avião de combate voando baixo e um avião de passageiros a 33 mil pés de altura.

Os ucranianos têm sistemas Buk de mísseis antiaéreos, e uma bateriaBuk estava operacional na região e localizada em ponto do qual poderia ter disparado um míssil contra o avião.

Sistema de mísseis Buk do exército ucraniano

 

Essa explicação faz algum certo sentido e com certeza faz muito mais sentido que a propaganda de Washington. O problema com a explicação do general é que não explica por que o sistema Buk de mísseis antiaéreos foi posto próximo de, ou dentro de, território dos federalistas. Os federalistas não têm força aérea. Parece estranho que a Ucrânia mantivesse um caríssimo sistema de mísseis em área na qual não teria uso militar – e em posição na qual poderia ser capturado pelos federalistas.

Como Washington, Kiev e a imprensa-empresa press-tituta [orig. presstitute] também estão obrando na propaganda de que Putin é culpado, ninguém encontrará na mídia norte-americana qualquer informação aproveitável. Teremos de procurar e de construir nós mesmos nossa própria informação aproveitável.

Um modo de fazer isso é perguntar: por que aquele sistema de mísseis estava onde estava? Por que pôr em risco um caríssimo sistema de mísseis, pondo-o num ambiente conflagrado, no qual não teria nenhuma serventia? Incompetência, sim, é uma das respostas; outra resposta é que o sistema de mísseis foi posto ali, para ser usado, porque seria usado.

Seria usado para quê? Noticiosos e provas circunstanciais têm fornecido duas respostas. Uma delas é que os extremistas ultranacionalistas anti-Rússia e pró-EUA & Europa tinham planos para derrubar o avião presidencial de Putin; e teriam confundido o avião malaio e o avião russo.

Assim como os federalistas e o governo russo não têm incentivo nem motivo para derrubar avião de passageiros, tampouco os tem o governo ucraniano; e, de fato, nem os ensandecidos nacionalistas extremistas ucranianos que formaram milícias para fazer as lutas contra os federalistas que o governo ucraniano não têm interesse em fazer. A menos que haja aí um plano para culpar a Rússia.

Um general russo que conhece o sistema de armas apresentou sua opinião, de que foi erro cometido por militares ucranianos não treinados para usar aquela arma. O general disse que, embora a Ucrânia tenha algumas armas, os ucranianos não foram treinados para usá-las nesses 23 anos desde que a Ucrânia separou-se da Rússia. O general acredita que tenha sido um acidente devido à incompetência.

Como os EUA (e o Wall Street!) “sabiam” que o MH17 havia sido derrubado por míssil no mesmo dia?

A agência Interfax, citando fontes anônimas, aparentemente controladores de tráfego aéreo, noticiou que o avião malaio e o avião de Putin estariam em rotas quase idênticas, com poucos minutos de intervalo entre um e outro. Interfax cita sua fonte:

O que posso dizer é que o avião de Putin e o Boeing malaio cruzaram-se no mesmo ponto no mesmo degrau. Foi perto de Varsóvia, no degrau 330-m, altura de 10.100 metros. O jato presidencial estava nesse ponto às 16h21 hora de Moscou, e o avião malaio, às 15h44 hora de Moscou. Os perfis das aeronaves são semelhantes, as dimensões lineares são muito semelhantes, e as cores, observadas em grande distância, são quase idênticas.

Não encontrei nenhum desmentido oficial russo, mas, segundo noticiários russos, o governo russo informou, em resposta às notícias da agência Interfax, que o avião presidencial de Putin já não voa a antiga rota da Ucrânia desde o início das hostilidades.

Antes de aceitar essa negativa, é preciso ter bem claro que qualquer tentativa pelos ucranianos de assassinar o presidente da Rússia implica guerra – exatamente a guerra que a Rússia quer evitar. Implica também a cumplicidade de Washington na tentativa de assassinato, porque é altamente improvável que os fantoches de Washington em Kiev arriscar-se-iam a cometer ato tão perigoso, se não contassem com o apoio dos EUA.

O governo russo, que é inteligente e racional, com certeza negaria todas as notícias sobre uma tentativa, por Kiev e Washington, de assassinarem o presidente russo. Se não negar, a Rússia fica obrigada a tomar alguma providência – quer dizer: também implica guerra.

A segunda explicação é que os extremistas pró-Europa-EUA que operam por fora do aparelho militar ucraniano oficial tenham concebido um atentado para derrubar um avião de passageiros, para inculpar a Rússia. Se houve um atentado, o mais provável é que tenha sido gerado pela CIA ou por algum braço operativo de Washington; e visaria a forçar a União Europeia a parar de opor-se às sanções de Washington contra a Rússia, além de contribuir para romper valiosos laços econômicos que conectam a Rússia à Europa. Washington está frustrada por suas sanções continuarem a ser unilaterais, sem apoio dos fantoches dos EUA na OTAN, nem de qualquer outro país no planeta, exceto talvez do cachorrinho-de-madame e primeiro-ministro britânico.

David Cameron e Barack Obama

Há muitas provas circunstanciais a favor dessa segunda explicação. Há o vídeo em Youtube apresentado como de uma conversa entre um general russo e federalistas, que falam sobre terem derrubado, por erro, um avião de passageiros. Segundo o noticiário,especialistas que examinaram o vídeo já sabem que foi gravado na véspera, um dia antes de o avião malaio cair.

Outro problema com esse vídeo é que, por mais que se possa crer que os federalistas tivessem confundido um avião de passageiros a 33 mil pés de altitude, com um jato militar de ataque, o general russo jamais os confundiria. A única conclusão é que, ao fazer falar um militar russo (verdadeiro ou falso), para tentar dar credibilidade a um vídeo falso, os falsários erraram e desacreditaram-se, eles mesmos.

A prova circunstancial que o público não especialista pode entender mais facilmente está na sequência de noticiários de televisão produzidos para culpar a Rússia… antes de que se conheça qualquer fato.

Em meu artigo anterior falei de um noticiário da BBC ao qual assisti e que, com certeza, foi integralmente produzido para culpar a Rússia. O programa concluía com um correspondente da BBC, ofegante, dizendo que acabava de assistir ao vídeo em YouTube, e que ali estava a prova do crime e “não resta dúvida alguma” – dizia o jornalista. A prova do crime apareceu para o jornalista da BBC, antes de o governo da Ucrânia e Washington saberem das coisas.

A prova de que Putin fez tudo seria um vídeo filmado antes do ataque ao avião malaio. Todo o noticiário produzido pela BBC e distribuído pela [rede]National Public Radio foi orquestrado para a exclusiva finalidade de “provar”, antes de haver qualquer prova, que a Rússia teria sido responsável.

A 1ª página do Daily News já em 18/7/2014 acusa Putin diretamente

 

Verdade é que toda a imprensa-empresa ocidental falou como uma só voz: foi a Rússia! E todas as press-titutas/press-titutos continuam a dizer sempre a mesma coisa.

O mais provável é que essa opinião única e uniforme apenas reflita o treinamento pavloviano da imprensa-empresa ocidental que, sempre, automaticamente, se alinha com Washington. Nenhuma “fonte” quer ser criticada por “antiamericanismo” ou quer ver-se isolada da opinião geral, a única que se ouve, a única que se admite, a única que não pode ser contestada, sob pena de o “especialista” receber “nota vermelha” no boletim.

Como ex-jornalista e colaborador dos mais importantes veículos da imprensa-empresa nos EUA, sei muito bem como funcionam.

Por outro lado, se se descontam os condicionamentos pavlovianos – que gera o “jornalismo” de repetição automática – a única conclusão que resta é que todo o ciclo de notícias sobre o avião malaio está sendo orquestrado para inculpar Putin.

Romesh Ratnesar, vice-editor de Bloomberg Businessweek, oferece prova convincente de que, sim, tudo está sendo orquestrado, com o que publicou dia 17/7/2014.

O título da coluna de Ratnesar é “Derrubada do avião malaio atrai desastre para Putin”. Ratnesar não está dizendo que Putin pode estar sendo vítima de um complô. O que ele diz é que antes de Putin ter derrubado o avião malaio,

Romesh Ratnesar

(…) para a vasta maioria dos norte-americanos o comprometimento da Rússia na Ucrânia parecia só ter importância periférica para os interesses dos EUA. Esse cálculo mudou (…). Talvez demore meses, talvez anos, mas a crueldade de Putin voltará a desabar sobre ele. Quando acontecer, a derrubada do MH 17 será afinal vista como o começo do fim de Putin.

Fui editor do Wall Street Journal e, naquele tempo, quem me aparecesse com coluna de merda equivalente a essa teria sido demitido(a). Só insinuações, sem nenhuma prova que apoie qualquer coisa. E a mentira-distorção, descarada, segundo a qual o que foi golpe de estado dado por Washington contra a Ucrânia seria “o comprometimento da Rússia na Ucrânia”! 

O que estamos testemunhando é a total corrupção do jornalismo ocidental, pela agenda imperial de Washington. Ou os jornalistas alinham-se com as mentiras, ou são atropelados.

Procurem à volta: onde há jornalistas ainda honestos? Quem são? Glenn Greenwald, que enfrenta ataque constante dos próprios colegas jornalistas, os quais, TODOS, são putas, daquelas que fazem qualquer negócio por qualquer dinheiro. E que outro jornalista haveria, cujo nome nos venha à lembrança? Julian Assange, trancado na Embaixada do Equador em Londres, com a vida por um fio pendente de ordens de Washington. E o fantoche britânico não dá a Assange o direito de livre trânsito [até o aeroporto] para que possa assumir o asilo que o Equador lhe garantiu.

A última vez que se viu tal violência no mundo, foi a União Soviética, que exigiu que o governo-fantoche da Hungria mantivesse o cardeal Mindszenty cercado dentro da embaixada dos EUA em Budapeste durante 15 anos, de 1956 até 1971. Mindszenty recebeu asilo político dos EUA, mas a Hungria, obedecendo ordens dos soviéticos, não honrou o direito de asilo – exatamente como faz hoje o palhaço-fantoche britânico obedecendo ordens de Washington, que não honra o direito de asilo que Assange JÁ TEM. (…)

Edward Snowden e Julian Assange

 

A única mácula na diplomacia de Putin é que a diplomacia de Putin depende de a boa-vontade e a verdade prevalecerem. Mas não há boa-vontade nos EUA, eWashington não tem interesse algum em que a verdade prevaleça. Para Washington só interessa que Washington prevaleça.

Putin não está enfrentando “parceiros” razoáveis, mas todo um ministério da propaganda que faz mira contra ele.

Compreendo a estratégia de Putin, na qual se veem a razão e a razoabilidade russas, contra as ameaças de Washington – mas é aposta muito arriscada. A Europa já há muito tempo é apêndice de Washington, e não há líderes europeus no poder que tenham capacidade e visão suficientes para separar a Europa, de Washington. Além do mais, os líderes europeus são sobejamente subornados para servirem a Washington. Um ano depois de deixar o governo, e Tony Blair já recebia salário de US $50 milhões.

Depois dos desastres que os europeus conheceram, é pouco provável que seus líderes pensem em qualquer outra coisa que não seja aposentadoria confortável. Para isso, nada como empregar-se como serviçal de Washington. Como a extorsão bem-sucedida contra a Grécia, obrada por bancos, o comprova, o povo europeu está reduzido à impotência.

Em Global Research lê-se a declaração oficial do Ministério de Defesa da Rússia.

O ataque de propaganda de Washington contra a Rússia é uma dupla tragédia, porque contribuiu para desviar as atenções para longe da mais recente atrocidade que Israel comete contra os palestinos sitiados no Gueto de Gaza. Israel diz que o ataque aéreo e a invasão da Faixa de Gaza seriam simples esforços para localizar e vedar supostos túneis pelos quais palestinos contrabandeariam armas para dentro de Israel. Basta olhar pela janela em Israel, para ver que não há ataques de palestinos contra israelenses, nem há palestinos massacrando uma geração inteira, mais uma, de palestinos.

Seria de esperar que houvesse pelo menos um jornalista em algum ponto da imprensa-empresa norte-americana, que perguntasse se bombardear hospitais e matar crianças dentro das próprias casas está(ria) ajudando a fechar supostos túneis que chegariam a Israel. Mas já é pedir demais para as press-titutas/press-titutos da imprensa-empresa nos EUA.

A queda do MH17 é um álibi da imprensa-empresa para disfarçar o GENOCÍDIO de Israel em Gaza

E do Congresso dos EUA, então, esperem ainda menos! A Câmara e o Senado já aprovaram resoluções de apoio ao morticínio de palestinos por Israel. Dois Republicanos – o desprezível Lindsey Graham e o frustrante Rand Paul – e dois Democratas – Bob Menendez e Ben Cardin – apresentaram projeto de Resolução ao Senado de apoio ao assassinato premeditado de mulheres e crianças palestinas, por Israel. A Resolução foi aprovada pelo povo “excepcional e indispensável” do Senado dos EUA, por unanimidade.

Como recompensa pela política de genocídio, o governo Obama já está repassando, imediatamente, US$ 429 milhões do dinheiro dos contribuintes norte-americanos, para Israel: é o pagamento pelo mais recente massacre.

Comparem o apoio que o governo dos EUA garante aos crimes de guerra de Israel, e a massacrante campanha de propaganda contra a Rússia, alimentada de mentiras.

Os EUA estamos de volta aos tempos das MENTIROSAS “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein; das “armas químicas” de Bashar al-Assad; das “armas atômicas iranianas”.

Washington mente tanto, há tanto tempo, que já não sabe fazer outra coisa.

[*] Paul Craig Roberts (nascido em 3/4/1939) é um economista norte-americano e colunista do Creators Syndicate. Serviu como secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundador da Reaganomics. Ex-editor e colunista doWall Street Journal, Business WeekeScripps Howard News Service. Testemunhou perante comissões do Congresso em 30 ocasiões em questões de política econômica. Durante o século XXI, Roberts tem frequentemente publicado em Counterpunch e no Information Clearing House, escrevendo extensamente sobre os efeitos das administrações Bush (e mais tarde Obama) relacionadas com a guerra contra o terror, que destruíram a proteção das liberdades civis dos americanos da Constituição dos EUA, tais como habeas corpus e o devido processo legal. Tem tomado posições diferentes de ex-aliados republicanos, opondo-se à guerra contra as drogas e a guerra contra o terror, e criticando as políticas e ações de Israel contra os palestinos. Roberts é um graduado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e tem Ph.D. da Universidade de Virginia, com pós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Faculdade de Merton, Oxford University.

POSTADO POR CASTOR FILHO 

 

Vamos criar outra grande tragédia pra culpar os russos e tentar equilibrar o jogo..

20 jul

Primeiro Putin dá asilo a Snowden…

Depois impede o ataque dos USA a Síria….

Mais adiante impede que o golpe na Ucrânia atinja seu principal objetivo, que era tomar a base naval no Mar Negro, situada na Crimeia…

Na sequência fecha acordos históricos com a China, colocando Dollar em segundo plano…

Não satisfeito perdoa a dívida de Cuba de quase 40 bilhões de dólares…

E vem pro Brasil implementar organismo financeiro dos BRICS que promete abalar a hegemonia do Banco Mundial e FMI…

E se reúne com os líderes do Mercosul….

Em meio a tudo isso, os ucranianos do leste impõe pesadas derrotas aos fascistas de Kiev…

Resumo da ópera bufa estadunidense:

“Vamos criar outra grande tragédia pra culpar os russos e tentar equilibrar o jogo…”

já fizeram isso antes, e vão continuar fazendo…

Por Dario Achkar. via Iza Haim.

e por Sandra Brandini Via  Mara Rocha  

ADEUS, BRETTON WOODS, OS BRICS CHEGARAM por Leopoldo Vieira

16 jul


14 DE JULHO DE 2014 ÀS 16:30
Hoje começa a cúpula que tornará BRICS um bloco econômico de fato porque serão oficialmente sócios no Novo Banco de Desenvolvimento-NDB e no Arranjo Contingente de Reservas-CRA. É o pior pesadelo do mundo para a direitona brava
Para Marcos, que insurgiu armas indígenas de poesia e som desde a selva Lacandona, em 1994, quando mentiam às nossas crianças dizendo que a História havia acabado.

Quando, nos anos 90, Caetano Veloso denunciou que alguma coisa estava fora da nova ordem mundial, o planeta ainda tentava acreditar nas promessas de democracia, paz e prosperidade que adviriam do fim da Guerra Fria. Só que o cano da pistola que as crianças mordiam, o asfalto, a ponte, o viaduto ganindo para a lua, o monte de lixo baiano, só piorariam.

A maior tragédia geopolítica do século XXI não seria a queda em si das URSS, nas palavras de Vladimir Putin, mas as consequências dela: um mundo unipolar, cujo Consenso (de Washington) de quem passara a mandar era democracias de fachada, privatização do poder público, desregulação do comércio, fim do Estado-Nação e apropriação das riquezas dos povos por meia dúzia de rentistas que enriqueceriam sem produzir.

O que aconteceu todos sabem: o mundo foi implodido.

Como jovem, enfrentei o neoliberalismo nas ruas e na organização de uma geração que, passados dez anos da tragédia da eleição de FHC em 1994, pode celebrar uma real nova ordem mundial nascente, o que parecia absolutamente impensável naquele quadrante da História.

A #CopadasCopas latino-americana foi parte disso, sucedendo a Copa da África, não menos histórica. Símbolos da capacidade de gestão do que se chamava de Terceiro Mundo. Conceito este que, nos anos 90, foi atucanado para o eufemismo “emergente”, usado pelos neoliberais para escamotear o verdadeiro rumo para o qual conduziam a humanidade.

Trumann fez o mesmo em histórico discurso onde dividiu o mundo em desenvolvidos e subdesenvolvidos, ocasião em que foi erguido o sistema de Bretton Woods, com FMI e Banco Mundial na “vanguarda do atraso”.

Ironia dos acontecimentos, quando as pessoas em ação fizeram o globo girar e provaram que Fukuyama era apenas um farsante, o conceito de emergentes virou contra os feiticeiros, passou a ser real quando a resistência ganhou eleições nos parâmetros daquelas democracias idealizadas por Jimmy Carter, arrombadas pelas lutas sociais em seu processo de transição. E como? Redescobrindo o que era proibido, tido e vendido como pré-histórico: a mão visível do Estado.

Um a um, os sonhos dos especuladores se converteram em terríveis pesadelos.

A abertura econômica chinesa fez o “rato” caçar o “gato”. O bloco instalado no Cone Sul para integrar a produção de multinacionais despertou a Pátria Grande de Bolívar, sob a liderança do então Gigante Adormecido pela pobreza, despertado por Lula com sua “fábrica” de empregos. A democracia russa, fachada para o desenvolvimento de máfias privateiras associadas aos EUA e Europa, foi o canal por onde passou a retomada do orgulho da Mãe Rússia . A democracia racial (mas desde que neoliberal) sul-africana constituiu uma fórmula imbatível para a fusão da soberania nacional e popular: a conversão dos trabalhadores em maioria política através da condição de maioria étnica. O pacifismo indiano, disseminado como um espantalho contra os setores mais exaltados dos movimentos sociais, produziu uma potência econômica e nuclear soberana e altiva.

Por terem se tornado o anti-neoliberalismo em estado bruto e, portanto, passado a apresentar um crescimento econômico cada vez mais robusto, ampliando o peso deste grupo de países na economia global (25% dela), o inglês Jim O’neill os batizou de BRICS (vale a autoria, mesmo com o S vindo depois). Para ele, entretanto, nada além de um acrônimo contrastando com um EUA e uma Europa contaminados pelo seu próprio veneno.

Lá, seja sob liderança da social-democracia ou da própria direita liberal, de Democratas ou Republicanos, o neoliberalismo também foi implementado, fazendo o tradicional centro mundial percorrer um caminho que os deixou à beira do terceiro mundismo. E chegaram à decadência pelas mãos do velho sistema de Bretton Woods, com as receitas e o tacão de FMI e Banco Mundial, por sua vez governados pela tecnocracia gerencial do sistema financeiro e suas agências de investimentos e riscos, que tentam (ainda) governar as nações desde as Bolsas de Valores e por meio de sua mais letal arma, a bomba de um trilhão de dólares que destruía países em questão de segundos.

Mas não era só para O’Neill que os BRICS não passavam de um amontoado de letras.

A imprensa brasileira e latino-americana, de modo geral, tratava o acrônimo quase como uma piada. A relação com os outros países dos BRICS foi constantemente questionada, embora, economicamente e tecnologicamente seja uma oportunidade incrível, até porque entre iguais. Novamente em campo o tal complexo de vira-lata, que tem alergia a tudo que possa significar soberania política, independência econômica e justiça social. Em 28/03 do ano passado, um editorial do Estadão se chamou “Mais encenação dos BRICS”, afirmando que se tratava de uma fantasia iniciada por Lula e continuada por Dilma e que só o Brasil tomava a frente na briga pela reforma do FMI.

Ainda bem que a vida é dura para esta turma, pois exatamente hoje começa a cúpula que tornará BRICS um bloco econômico de fato porque serão oficialmente sócios no Novo Banco de Desenvolvimento-NDB (aporte inicial de US$ 10 bi) e no Arranjo Contingente de Reservas-CRA (aporte de 150 bi, quase 2/3 do montante disponível no FMI). É o pior pesadelo do mundo para a direitona brava. Todavia, ao contrário de FMI e BIRD, o crédito das novas instituições não será vinculado à privatização, demissão de funcionários, corte de pensões, arrocho de salários, desemprego, juros altos e, sim, ao investimento social, em infraestrutura e ciência e tecnologia. Será o anti-Bretton Woods, expressando perfeitamente os caminhos postos para o mundo hoje.

Nunca, nos marcos do capitalismo, desde 1945, houve sequer uma tentativa consistente de se criar um sistema paralelo ao carcomido criado sob inspiração de Keynes (e deturpado pelos inimigos dele, epígonos da Escola de Chicago). Juntos, os BRICS não se contiveram no mimimi sempre ignorado quanto a reformar Bretton Woods e, com estas novas forças, haverá chance real é de transformar as próprias Nações Unidas. A Rússia já fala em apoiar o Brasil para a cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Neste sentido, a cúpula é mais do que oportuna, uma vez que ocorre bem no momento em que a Argentina é acuada pela justiça estadunidense. Esta, ao arrepio do direito internacional, tenta impor a legislação americana à soberania dos argentinos em negociarem o pagamento de suas dívidas – a tal disputa contra os Fundos Abutres – num gesto desesperado – porém com perspectiva generalizante – do sistema financeiro internacional ante a sua perda crescente de poder político sob a batuta do G-7.

Agora, a intenção ganhou concretude. População, economia, poder militar, território, desenvolvimento tecnológico, conexão intrínseca com o processo de integração da América Latina, África e Eurásia se consolidam em uma institucionalidade alternativa e, como é uma sociedade, pode, formalmente, se ampliar. Aliás, a Argentina foi convidada especial para a reunião justamente para isso.

Este inédito fato, pode-se dizer, sem embargo, funda a Nova Ordem Mundial. Uma ordem plena de, como também dissera Caetano na canção citada no prelúdio deste artigo, não esperar pelo dia em que todos os homens concordem, mas sabedora de diversas harmonias possíveis sem juízo final.

Governo do PT fizeram uma revolução silenciosa na educação. por Joana Saragoça

16 jul

Foto para Email_domrocha109

 

JoanaSaragoca_fotoEmilianoCapozoliPor Joana Saragoça

Doze anos de governos Lula e Dilma e o Brasil consolidou uma das mais expressivas revoluções registradas no mundo na área da Educação. Uma revolução silenciosa, capaz de conquistar avanços efetivos e mais que dobrar, ou até mesmo multiplicar em muitas áreas, números do setor registrados no último século.

É isto que levou o ex-presidente Lula a dizer uma vez, quando recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra (Portugal), que o Brasil, tantas vezes governado por bacharéis, doutores e intelectuais, precisou que um operário, um metalúrgico, chegasse à Presidência da República para investir e avançar na área da educação, a mais crucial e comprovadamente mais decisiva para o desenvolvimento nacional em qualquer parte do mundo.

Para quem, como eu, tem menos de 30 anos, ou para os que não se deram, ainda, ao exercício de fazer comparações, é difícil saber ou lembrar como era o país antes do governo do presidente Lula nas mais diversas áreas. Até porque há aquela triste história de que no Brasil, a cada 30 anos, o país esquece os últimos 30.

Pensando nisso, e nas eleições nacionais que se aproximam – o 1º turno é dia 5 de outubro -, estreio essa coluna com um balanço que mostra o que era a Educação brasileira antes dos governos do PT e o que é agora. Aqui, vocês poderão contar com uma série de balanços sobre como algumas áreas vitais à vida nacional foram tratadas durante os anos Lula/Dilma e durante os governos do tucanato comandado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Serão comparações sim. É tudo o que os nossos adversários não querem, porque julgam que têm o direito de reescrever a história, mas nós não temos o de restabelecer a verdade.

Brasil foi o país que mais investiu em educação nos últimos anos

Para começar, basta lembrar que, em seus dois mandatos (1995-2002), o governo FHC jamais aumentou os recursos da Educação, mantendo estagnado o orçamento da área em R$ 18 bi/ano. Ao assumir o governo, o presidente Lula negociou um aumento imediato no orçamento da Pasta, já para aquele ano de 2003. Em 12 anos de governo petista houve um crescimento de 223% no orçamento do Ministério da Educação (MEC), alçando o valor de mais de R$ 112 bi em 2013. Isso fez com que o Brasil se tornasse, em comparação com os demais integrantes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país que mais investiu nos últimos anos em Educação.

Para acentuar a diferença entre nós petistas e eles tucanos, precisa lembrar, também, que durante toda a história da universidade brasileira – desde o surgimento da 1ª com esse nome e estrutura a Universidade Federal do Amazonas, em Manaus, em 1909 – até 2002, fim do tucanato, o país tinha pouco mais de 30 universidades públicas entre federais e estaduais (estas em pequeníssimo número), à média de uma por Estado. Em 12 anos de governos do PT (2003- 2014), nada menos que 18 universidades federais foram fundadas, construídas e/ou reformadas – cerca de 50% a mais do que existia até então.

Além disso, grosso modo, diz-se que o governo FHC, por mais aberrante que seja, proibiu a construção de escolas técnicas no país. Não é bem assim, mas quase. No governo dele um “sábio” no MEC instituiu tal carga de restrições e exigências à cessão de terrenos por Estados e municípios, para o recebimento dessas áreas públicas pela União para a construção dessas escolas, que simplesmente inviabilizava que elas fossem construídas.

O número de universitários na escola superior pública saltou de 2 milhões ao final de 2002 para 7 milhões neste início de 2014. No ensino técnico, então, na comparação, a diferença é humilhante para eles. Mais do que acachapante. Em um século de existência desses cursos no Brasil, o número de escolas técnicas públicas totalizava 90. De 2002 para cá, especialmente com a instituição do PRONATEC nos últimos anos, este número mais que dobrou e, até o final deste ano, o Brasil contará com mais de 200 escolas técnicas.

Já o Ensino Fundamental foi praticamente universalizado no Brasil. Em 2011, aproximadamente 30.358 milhões de crianças foram matriculadas nas escolas de todo país.

A qualidade deste segmento do ensino também foi melhorada: a duração do fundamental foi ampliada para 9 anos, atendendo crianças de 6 a 14 anos; e o tempo de permanência da criança na escola vem sendo ampliado pelo programa Mais Educação em mais de 49 mil escolas em todo o Brasil. Além disso, o governo Dilma garantiu às crianças a alfabetização antes dos 8 anos através do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.

Grandes passos da revolução se deram no ensino superior

Exceção dos milhões e milhões de beneficiados, talvez muitos outros milhões de brasileiros não saibam que até 2003 o Brasil não tinha o PRONATEC, o ProUni, o ENADE, o Sisu e o ENEM – este até foi criado no governo FHC, mas ainda sem a função de auxiliar no ingresso do estudante na universidade e de ir eliminando gradualmente o vestibular – o mais cruel funil que aguarda o estudante brasileiro em sua entrada no curso superior público.

Neste ano, o aluno que prestar o Enem poderá tentar vaga em uma das 21 universidades federais, quatro estaduais e 29 institutos federais que já adotaram o Sisu, sem passar pelo exame vestibular. Neste 2014, o PRONATEC já acumulou 5,8 milhões de alunos matriculados que buscam uma qualificação como mão de obra especializada para serem os futuros trabalhadores do Brasil. O ProUni, até 2014, possibilitou o ingresso na universidade de 1,27 milhão de alunos de baixa renda.

Desde sua reformulação em 2010, o FIES já financiou o ensino superior para 1,6 milhão de estudantes em faculdades particulares. E no ENEM se increveram, no último ano, nada menos que 7,17 milhões de alunos. O Sisu ofereceu mais de 129 mil vagas em 3.751 cursos de 101 instituições públicas de ensino superior em 2013.

Esses números são resultado de esforços que, há mais de uma década, vêm sendo promovidos pelos governos do PT em nosso país. É evidente que há muito a avançar, mas os passos fundamentais foram dados. Como isso foi possível nos últimos 12 anos? É o que vamos discutir no nosso próximo balanço.

Joana Saragoça é formada em Relações Internacionais.

(foto: Emiliano Capozoli)

http://www.zedirceu.com.br/governos-do-pt-fizeram-uma-revolucao-silenciosa-na-educacao/

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