A Operação Banqueiro e como se uniram as duas maiores fábricas de dossiês da República by Luis Nassif

24 abr

O livro “Operação Banqueiro”, do jornalista Rubens Valente, caminha para se tornar um clássico na devassa das relações Estado-lobbies privados, especialmente o capítulo “As ameaças do grande credor”, que descreve a correspondência do super-lobista Roberto Amaral com Daniel Dantas, o banqueiro do Opportunity, reportando e-mails e conversas que manteve em 2002 com o então presidente Fernando Henrique Cardoso e o candidato José Serra.

As mensagens constam de dez CDs remetidos à Procuradoria Geral da República em Brasília – e que permaneceram na gaveta do PGR Roberto Gurgel, que não tomou providência em relação ao seu conteúdo.

Nas mensagens a FHCe Serra, Amaral insiste para que se impeça a justiça de Cayman de entregar a relação de contas de brasileiros nos fundos do Opportunity. Amaral acenava com os riscos de se abrir os precedentes e, depois, o Ministério Público Federal investir sobre as contas do Banco Matrix – de propriedade de André Lara Rezende e Luiz Carlos Mendonça de Barros, figuras ativas no processo de privatização. E, principalmente, sobre as contas de Ricardo Sérgio, colocado por Serra na vice-presidência internacional do Banco do Brasil.

Parte das mensagens havia sido divulgada em 2011 pela revista Época (http://tinyurl.com/l3crc72).

São relevantes para demonstrar que o Opportunity tornou-se uma questão de Estado, com envolvimento direto de FHC (tratado como “pessoa” nos emails entre Amaral e Dantas), José Serra (alcunhado de “Niger”) e Andréa Matarazzo (tratado como “Conde”). Dantas era alcunhado de “grande credor”.

Mostra também como Gilmar Mendes, então na AGU (Advocacia Geral da União), foi acionado em questões que interessavam ao Opportunity junto à ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações).

Não apenas por isso, mas pelo levantamento minucioso de decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), das pressões sobre procuradores e policiais, da atividade pró-Dantas de advogados ligados ao PT, trata-se de obra definitiva para se entender os meandros da estratégia que resultou na anulação da Operação Satiagraha.

Em entrevista a Sérgio Lyrio, da Carta Capital, Valente afirma que “sem Mendes na presidência do Supremo, nem todo o prestígio de Dantas teria sido capaz de reverter o jogo de forma tão espetacular”.

É mais do que isso. Nem Mendes nem Dantas individualmente teriam o poder de influenciar os quatro grandes grupos de mídia. O único personagem com capacidade de unir todas as pontas em torno de uma bandeira maior – a conquista da presidência da República – era José Serra. É a partir dele que deve ser puxado o fio da meada.

Satiagraha foi a Primeira Guerra Mundial da mídia, um ensaio para as guerras seguintes, nas eleições de 2010 em diante.

As fábricas de dossiês

Valente não aborda o papel da mídia e a maneira como eram construídos os dossiês. Os dados abaixo são de levantamentos antigos do Blog, aos quais se somam algumas revelações adicionais do livro.

Na série “O caso de Veja” havia mostrado a maneira como Dantas e a Veja se valiam de dossiês para fuzilar não apenas adversários políticos, mas magistrados e jornalistas  que ousassem investir contra os interesses do banqueiro. É a mesma tecnologia – de dossiês e assassinatos de reputação, com ampla repercussão midiática –  reproduzida no modo Cachoeira-Veja de atuar e, antes, no modo Serra exemplificado no caso Lunus.

Dois capítulos da série merecem atenção especial:

O caso Edson Vidigal - (): Desembargador do STJ, Vidigal confirmou uma sentença contra Dantas. Veja fuzilou-o em uma matéria com acusações dúbias. A matéria informava que as acusações mereceram uma representação contra ele no CNJ. Vai-se conferir a representação, e ela tomava como base a própria reportagem da Veja. Ou seja, a revista noticiou a representação mesmo antes da denúncia que serviu de base para ela ser públicada.

O caso Márcia Cunha - uma juíza séria, do Rio, foi fuzilada pela Folha por contrariar interesses de Dantas e ter recusado proposta de suborno. Tempos depois, constatou-se sua inocência e comprovou-se a tentativa de suborno.

O livro de Valente passa ao largo da atuação da mídia, mas permite colocar as últimas pedras do quebra cabeça para entender as sementes do modelo de manipulação visando resultados políticos e jurídicos, e que se torna padrão na atuação de Dantas, de Serra (com o ápice do caso da “bolinha de papel”) e de Cachoeira.

O infográfico abaixo mostra os principais atores desse período de uso intensivo de factoides, que se inicia com o caso Lunus, em 2002, e se encerra (pelo menos nesta fase) com dois episódios simultâneos: a CPI de Carlinhos Cachoeira e o julgamento da AP 470.

Todos os personagens citados estiveram envolvidos na indústria de dossiês.

Ao longo do artigo, essas ligações serão melhor esmiuçadas. Não fazem parte do livro, que fornece apenas algumas peças do quebra-cabeças, como o fato de até 2002 Serra considerar Dantas homem de ACM. Embora desde alguns anos antes Dantas já tivesse se tornado sócio de Verônica Serra.

Sobre a tecnologia de manipulação da Justiça

Na Satiagraha foi colocada em prática a tecnologia midiática que tornou-se padrão nos anos seguintes, até o ápice no julgamento da AP 470.

Consistia nas seguintes etapas:

ETAPA 1 - O Ministro Gilmar Mendes criava um fato político, verdadeiro ou falso, visando provocar comoção no STF e na opinião pública. Em geral eram fatos baseados exclusivamente nas afirmações dele, sem nenhuma testemunha que os corroborasse.

ETAPA 2 - Veja transformava o fato em reportagem de capa, valendo-se do padrão que consagrou nas parcerias com Carlinhos Cachoeira.

ETAPA 3 - No momento seguinte, o fato era repercutido pelo Jornal Nacional e demais grupos integrantes do cartel jornalístico.

ETAPA 4 - com base na repercussão, parlamentares ou autoridades judiciais aliadas da revista solicitavam providências que acabavam se completando devido ao clamor da mídia.

O clamor da mídia, a criação da figura do inimigo externo, o macartismo colocado em prática forneciam a blindagem para as ações de outros personagens, como os ex-Procuradores Gerais da República Antonio Fernando de Souza e Roberto Gurgel, além de Ministros do STF.

O piloto desse tipo de operação foi o caso Lunus, que inviabilizou a candidatura de Roseana Sarney à presidência da República. E a continuação foi a campanha de 2010, com a fabricação infindável de dossiês falsos repercutidos pela velha mídia.

 A montagem da central de dossiês

É na operação Lunus que estão as pistas para se chegar ao início do nosso modelo. Ele nasce com a nomeação de José Serra para Ministro da Saúde. Através da CEME (Central de Medicamentos), Serra monta o embrião da sua indústria de dossiês, contratando três especialistas em trabalhos de inteligência: o subprocurador da República José Roberto Santoro, o policial federal Marcelo Itagiba e o ex-militar Enio Fonteles, dono da Fence Consultoria Empresarial, especializada em arapongagem.

A primeira grande ação do grupo foi a Operação Lunus. Usou-se o poder de Estado para tal.

Do lado do Ministério Público, Santoro imiscuiu-se em um inquérito que não era dele e coordenou a ação cujo titular era o procurador Mário Lúcio Avellar. Policiais federais montaram campana, identificaram o dia e a hora em que a Lunus – de Jorge Murad – receberia contribuições e montaram um flagrante acompanhado de uma equipe do Jornal Nacional. Para melhorar a cena, arrumou-se o dinheiro em pacotes de grande visibilidade, facilitando o impacto televisivo.

Essa mesma jogada – de empilhar o dinheiro para dar impacto televisivo – foi repetida no caso dos “aloprados”, em 2006, entre um delegado da Polícia Federal e o Jornal Nacional.

A cena da Lunus (esquerda) e dos aloprados (direita)

Houve indícios de envolvimento direto da presidência da República com a operação Lunus. Da própria empresa foi enviado um telex para o Palácio do Planalto dando conta do sucesso da operação.

A mídia ainda não estava fechada com Serra e a cobertura da época desvendou rapidamente a jogada.

A Fence recebia por varredura efetuada. Segundo reportagem da revista Veja, de 20.03.2002, de primeiro de janeiro a 28 de fevereiro de 2002, período que antecedeu a Operação Lunus, a Fence recebeu do Ministério R$ 210 mil. Para tanto, necessitaria ter realizado 840 varreduras em menos de 60 dias, ou quase 14 varreduras por dia (http://glurl.co/dti).

É evidente que o pagamento não se devia a varreduras internas no Ministério.

Depois que tomou posse como governador, Serra contratou a Fence para monitorar todos os telefonemas do estado que passavam pela Prodesp (empresa de processamento de dados do estado) e “outras de seu interesse”.

Reportagem da Folha, de 17 de março de 2002, dizia o seguinte sobre Santoro e Itagiba (http://tinyurl.com/q27uasd): “O presidenciável tucano, senador José Serra (SP), conseguiu reunir sob as asas de aliados as duas principais investigações em curso que podem prejudicar sua candidatura ou implodir a campanha de seus adversários. São eles o subprocurador da República José Roberto Santoro e o delegado de Polícia Federal Marcelo Itagiba”.

A reportagem mostrava como Santoro coordenou informalmente o pedido de busca e apreensão de documentos na Lunus. E como Itagiba se valeu do cargo de superintendente regional da PF para afastar um delegado que investigava doações de campanha a Serra.

Segundo a matéria, era antiga a parceria de Santoro e Itagiba:

“José Roberto Santoro e Marcelo Itagiba fazem parte da tropa de choque de Serra no aparato policial e de investigação. Os dois já estiveram juntos antes. Em 2000, enquanto Santoro promovia ações judiciais de interesse do então ministro José Serra na área da saúde, Itagiba coordenava uma equipe instalada na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para investigar laboratórios”.

A aproximação com Cachoeira

O esquema Serra gerou dossiês contra competidores internos no PSDB – Paulo Renato de Souza, Tasso Jereissatti e Aécio Neves.

Já no governo Lula, o passo seguinte do grupo  foi na operação Valdomiro Diniz, primeiro petardo contra o então Ministro-Chefe da Casa Civil José Dirceu.

Foi divulgado vídeo de 2002, no qual Valdomiro, servindo no governo Benedita da Silva, pedia propina a Carlinhos Cachoeira.  Quando o vídeo vazou, Valdomiro trabalhava como assessor da Casa Civil. A bomba acabou explodindo no colo de Dirceu, que pagou o preço de não ter ouvido assessores sobre o passado de Valdomiro.

Assim que o caso explodiu, Santoro – e o procurador Marcelo Serra Azul – reuniram-se com Cachoeira de madrugada, no próprio prédio do Ministério Público Federal, em Brasília, para obter a íntegra da fita em troca de proteção jurídica. Santoro já era subprocurador geral, sem nenhuma relação com o episódio.

A conversa  foi parar no Jornal Nacional, que precedeu a divulgação com um enorme editorial para justificar porque não abriu mão do furo.

No grampo, Santoro pede pressa a Carlinhos Cachoeira porque já amanhecia e o PGR Cláudio Fonteles poderia chegar e acusa-lo de estar armando para prejudicar o Chefe da Casa Civil José Dirceu.

A maneira como Santoro prevê o que seria a fala de Fonteles – caso os flagrasse na reunião noturna – revela nitidamente suas intenções políticas.

Hoje em dia, Santoro é advogado contratado pelo PSDB para atuar no caso do cartel dos trens.

Carlinhos Cachoeira e Jairo

A partir dessa primeira abordagem de Santoro sobre Cachoeira, muda o comportamento da mídia. De bicheiro suspeito, passa não apenas a ser blindado como torna-se íntimo colaborador da revista Veja em uma infinidade de escândalos com objetivos políticos. É como se a operação Lunus estivesse sendo reproduzida em uma linha de montagem.

A de maior impacto foi o do grampo no funcionário dos Correios Maurício Marinho, que resultou por linhas tortas no escândalo do “mensalão”. No capítulo da série de Veja, “O araponga e o repórter” (http://tinyurl.com/leps4ox) conto em detalhes essa armação.

Serra contrata Santoro; Santoro se aproxima de Cachoeira; logo depois Cachoeira fecha seu pacto com a Veja e a CPI de Cachoeira revela os dois principais braços do bicheiro: o araponga Jairo  Martins e o então senador Demóstenes Torres.

Foi a fase de maior poder de Cachoeira. Veja transformou Demóstenes em baluarte contra a corrupção. A mando de Cachoeira, Jairo levantava dossiês, Demóstenes fazia as denúncias e Veja repercutia. Com o poder conquistado, Demóstenes fazia lobby para Cachoeira junto ao governo.

E aí vão se fechando os elos da corrente, e entra em cena Gilmar Mendes.

Com Demóstenes Gilmar estreitou uma relação pessoal já antiga (http://glurl.co/dtj). Jairo, o araponga preferencial de Cachoeira, o especialista em dossiês para a Veja foi contratado como assessor especial de Gilmar. Ou seja, o principal operador de Cachoeira, o homem que abasteciaVeja com grampos passou a ter acesso ao sistema de telefonia do STF, na condição de assessor especial de Gilmar. Expôs todos os Ministros aos grampos de Jairo.

Fechados os elos da corrente, começam a brotar dossiês por todos os poros da mídia.

No início da operação, Gilmar foi ajudado por um sem-número de boatos infundados contra ele, alimentados por seus adversários e por abusos da PF em algumas operações espetaculosas.

Os factoides contra a Satiagraha

Quando surgiram os primeiros boatos sobre o cerco a Dantas, a primeira investida foi uma capa de Veja, “Medo no Supremo”, de 22 de agosto de 2007, em que cozinhava um conjunto de informações velhas, para dar a impressão de que o STF estava ameaçada pelo grampo. Mereceu um dos capítulos da minha série “O caso de Veja” (http://tinyurl.com/p4geurw).

Aparentemente, era uma matéria bombástica:

“É a primeira vez que, sob um regime democrático, os integrantes do Supremo Tribunal Federal se insurgem contra suspeitas de práticas típicas de regimes autoritários: as escutas telefônicas clandestinas. Sim, beira o inacreditável, mas os integrantes da mais alta corte judiciária do país suspeitam que seus telefones sejam monitorados ilegalmente”.

A matéria não passava de um amplo “cozidão” de notícias velhas. Vários ministros citados desmentiram a matéria, de Sepúlveda Pertence a Marco Aurélio de Mello. O único que sustentou o que disse foi Gilmar. E o que disse ele?

A Polícia Federal se transformou num braço de coação e tornou-se um poder político que passou a afrontar os outros poderes”, afirma o ministro Gilmar Mendes, numa acusação dura e inequívoca”.

Quando estourou a Satiagraha, repetiu-se o estratagema em diversos episódios:

1. Os dois habeas corpus em favor de Daniel Dantas.

Gilmar tratou o caso como se o estado de direito estivesse ameaçado. Sucessivas invasões de escritórios de advocacia pela Polícia Federal forneceram-lhe o álibi necessário. Mas avançou muito além do habeas corpus, com discursos bombásticos que, repercutidos pela mídia, criaram o clima de resistência à Satiagraha. No livro, Valente esmiuça todas as decisões controvertidas de Gilmar para anular a operação.

No vídeo abaixo, Gilmar denuncia supostos grampos de que teria sido alvo. Faz um discurso eficiente. Ainda não tinha em sua ficha os episódios seguintes, que não o qualificariam mais como testemunha confiável.

2. O grampo sem áudio.

O tal grampo de conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres – principal parceiro de Veja na conexão Carlinhos Cachoeira.

Jamais apareceu o áudio. Investigações divulgadas na época mostravam ser impossível grampear telefones do Senado. Sequer se conferiu se, na tal hora do suposto grampo, houve de fato ligações telefônicas entre Gilmar e Demóstenes, ou ao Senado.

Era um grampo consagrador para Demóstenes, onde os dois colegas lembravam as grandes ações cívicas do senador.

Com base em um factoide, Gilmar cobrou explicações do próprio presidente da República. A ameaça de crise entre instituições levou ao afastamento do diretor da Abin Paulo Lacerda e deu início à anulação da Satigraha.

Segundo o Blog de Noblat, a Abin identificou o araponga que gravou a conversa. Foi o mesmo que passou a transcrição para a revista Veja (http://tinyurl.com/myq2kdw) (http://tinyurl.com/myq2kdw). Se o grampo existisse de fato, Veja não teria a menor dificuldade – ou escrúpulo – em divulgá-lo, ou entregar a fonte.

Aqui no Blog desmontamos a farsa (http://tinyurl.com/mo4o4w6).

É significativo o fato dos dois personagens da história – Gilmar e Demóstenes – terem histórico de criação de factoides sem provas. 

Em 2004 Demóstenes já se mostrara exímio fabricante de factoides para gerar mídia e desgaste nos adversários. Como o suposto atentado de que teria sido vítima em 2004 (http://tinyurl.com/kql2jza) que rendeu muita manchete sem nunca ter sido devidamente apurado.

3. O grampo no Supremo Tribunal Federal.

Um assessor de segurança do STF passou para a revista Veja a informação de que havia detectado grampo em uma das salas do Supremo. Mereceu capa e, com base no alarido, foi criada a CPI do Grampo (http://tinyurl.com/p2hmlsy).

Quando o relatório da segurança do STF foi entregue à CPI, constatou-se que haviam sido captado sinais de fora para dentro do órgão. Logo, jamais poderia ser interpretado como grampo. Coube a leitores do Blog derrubar essa armação.

Na CPI ficou-se sabendo que o relatório com as conclusões falsas saíram do próprio gabinete da presidência do STF.

Foi tão grande a falta de reação dos demais ministros, ante a manipulação do suposto grampo, que chegou-se a aventar a fantasia de que Gilmar teria mandado grampeá-los para mantê-los sob controle.

Nesse período, Jairo Martins, o araponga que armou o grampo dos Correios, assessorava Gilmar.

4. A reunião com Nelson Jobim e Lula.

Mesmo depois da Satiagraha, manteve-se o mesmo modo de operação no julgamento da AP 470. Há um encontro entre Gilmar e Lula no escritório de Nelson Jobim. Passa um mês, sem que nada ocorra. De repente, alguém se dá conta do potencial de escândalo que poderia ser criado. Gilmar concede então uma entrevista bombástica, indignada, dizendo ter sido pressionado por Lula.

Dos três presentes ao encontro, dois – Jobim e Lula – negam peremptoriamente qualquer conversa mais aprofundada sobre o mensalão.

Foi em vão. A versão de Gilmar é veiculada de forma escandalosa pela revista Veja, criando o clima propício ao julgamento “fora da curva” da AP 470. O mesmo Gilmar do grampo sem áudio e da falsa comunicação de grampo no STF.

São quatro episódios escândalos inéditos na história do Supremo, todos os quatro tendo como origem Gilmar Mendes.

Acabando com a propaganda norte-americana by Thierry Meyssan

24 abr

O Império anglo-saxão está baseado, desde há um século, na propaganda. Ela conseguiu convencer-nos que os Estados Unidos são «o país da liberdade», e que não travam guerras senão para defender os seus ideais. Mas, a crise actual, a propósito da Ucrânia, acaba de mudar as regras do jogo: agora Washington e os seus aliados não são mais os únicos locutores. As suas mentiras são, abertamente, contestadas pelo governo e pelos média de um outro grande Estado, a Rússia. Na época dos satélites, e da Internet, a propaganda anglo-saxónica não funciona mais como antes.

 | DAMASCO | 21 DE ABRIL DE 2014
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Barack Obama discursa bem. Na realidade, o presidente Obama não escreve os seus próprios textos, passa os dias a ler, em tele-pontos, os discursos que foram escritos para si. Durante este tempo outros governam em seu lugar.

Desde sempre os governantes procuram convencer da justeza dos seus actos, já que as multidões jamais seguem homens que sabem não prestar. O século XX foi cenário de métodos novos de propagação de ideias, que não se incomodavam com a verdade. Os Ocidentais fazem remontar a propaganda moderna ao ministro nazi Joseph Goebbels. É uma maneira de fazer esquecer que a arte de falsificar a percepção das coisas foi desenvolvida, antes disso, pelos Anglo-Saxónicos.

Em 1916, o Reino-Unido criou a Wellington House em Londres, seguida pela Crewe House. Simultaneamente, os Estados Unidos criam o Committee on Public Information (CPI). Considerando que a Primeira Guerra mundial opunha as massas, e não mais os exércitos, estes organismos tentaram intoxicar a sua própria população, tanto quanto as dos seus aliados e as dos seus inimigos.

A propaganda moderna começa com a publicação, em Londres, do relatório Bryce sobre os crimes de guerra alemães, que foi traduzido em trinta línguas. De acordo com este documento o exército alemão tinha violado milhares de mulheres na Bélgica, os exércitos britânicos lutaram, pois, contra a barbárie. Descobriu-se, no final da Primeira Guerra Mundial, que o relatório inteiro era uma aldrabice, feita de falsos testemunhos com a colaboração de jornalistas.

Pelo seu lado, nos Estados Unidos, George Creel inventou um mito, segundo o qual a Guerra mundial era uma cruzada das democracias, para alcançar uma paz que realizasse os direitos da humanidade.

Os historiadores mostraram que a Primeira Guerra Mundial respondeu tanto a causas imediatas como profundas, tendo sido a mais importante delas a competição entre as grandes potências para aumentar os seus impérios coloniais.

Os gabinetes britânicos e americano eram organismos secretos, trabalhando por conta dos seus Estados. Ao contrário da propaganda leninista, que ambicionava «revelar a verdade» às massas ignorantes, os Anglo-Saxónicos procuravam enganá-las para as manipular. E para isto, os organismos estatais anglo-saxónicos tinham que se esconder e assumir falsas identidades.

Após o desaparecimento da União Soviética, os Estados Unidos negligenciaram a propaganda e preferiram as relações públicas. Não se tratava mais de mentir, mas antes de controlar os jornalistas, de forma a que eles não vejam o que não se lhes mostra. Durante a Guerra do Kosovo, a Otan chamou Alastair Campbell, um conselheiro do Primeiro-Ministro britânico, para contar à imprensa uma história edificante por dia. Enquanto os jornalistas a reproduziam, a Aliança podia bombardear «em paz». O conto da carochinha visava mais desviar a atenção do que mentir.

Porém, a história da carocha voltou em força com o 11-de-Setembro: tratava-se de concentrar a atenção do público nos atentados de Nova Iorque e Washington, de forma a que ele não perceba o golpe de Estado militar organizado nesse dia: transferência dos poderes executivos do presidente Bush para uma entidade militar secreta, e colocação em residência vigiada de todos os parlamentares. Esta intoxicação foi, sobretudo, obra de Benjamin Rhodes, actual conselheiro de Barack Obama.

No decurso dos anos seguintes, a Casa Branca instalou um sistema de intoxicação com os seus principais aliados (Reino Unido, Canadá, Austrália e, claro, Israel). Diáriamente estes quatro governos receberam instruções, até mesmo discursos pré- escritos, do Gabinete da média (mídia-Br) global para justificar a guerra no Iraque ou para caluniar o Irão (Irã-Br) [1].

Para difundir rápidamente as suas mentiras, Washington apoiou-se, desde 1989, sobre a CNN. Com o passar do tempo, os Estados Unidos criaram um cartel de canais de informação de satélite (Al-Arabiya, Al-Jazeera, BBC, CNN, França 24, Sky). Em 2011, aquando do bombardeio de Tripoli, a Otan conseguiu, de surpresa, convencer os líbios que tinham perdido a guerra, e que era inútil resistir mais. Mas, em 2012, a Otan falhou ao reproduzir este modelo e tentar convencer os Sírios que o seu governo ia, inevitavelmente, tombar. Esta táctica falhou porque os Sírios tiveram conhecimento da manipulação efectuada, pelas cadeias de televisão internacionais, na Líbia e puderam preparar-se para isso [2]. E, este fracasso marca o fim da hegemonia deste cartel de «informação».

A crise atual entre Washington e Moscovo(Moscou-Br), a propósito da Ucrânia, forçou a administração Obama a rever o seu sistema. Com efeito, de agora em diante Washington não é o único a falar, tem que contradizer o governo e os média russos, acessíveis em todo o mundo via satélites e Internet. O secretário de Estado John Kerry indicou, pois, um novo assistente para a propaganda, na pessoa do antigo redator-chefe da Time Magazine (Revista Time), Richard Stengel [3].

Antes mesmo de prestar juramento, no dia 15 de abril, ele iniciou já as suas funções e, no dia 5 de março, enviou aos principais média atlantistas uma «nota documental», sobre as «10 mentiras» que Vladimir Putin teria enunciado quanto à Ucrânia [4]. Ele repetiu isto novamente, a 13 de abril, com uma segunda nota apresentando «10 outras inverdades» [5].

O que salta à vista ao ler esta prosa é a sua inépcia. Ela visa validar a história oficial de uma revolução em Kiev, e desacreditar o discurso russo sobre a presença de nazis no novo governo. Ora, sabemos hoje que, por meio de revolução, se tratou de um golpe de Estado fomentado pela Otan, e implementado pela Polónia e Israel, misturando receitas de «revoluções coloridas» e de «primaveras árabes» [6]. Os jornalistas que receberam estas Notas e as divulgaram, conheciam, perfeitamente, as gravações das conversas telefónicas da assistente do secretário de Estado Victoria Nuland, sobre o modo como Washington ia mudar o regime em detrimento da União Europeia, e do Ministro Estónio dos Negócios Estrangeiros(Relações Exteriores-Br), Urmas Paets, sobre a verdadeira identidade dos snaipers da praça Maidan. Além disso, eles tomaram conhecimento, ulteriormente, das revelações do semanário polaco (polonês-Br) Nie sobre a formação, dois meses antes do início dos eventos, dos agitadores nazis na Academia da polícia polaca. Quanto a negar a presença de nazis no seio do novo governo ucraniano, é o mesmo que gritar que a noite é feita de luz. Não é necessário ir a Kiev, basta ler os escritos dos actuais ministros, ou escutar as sua declarações para o constatar [7].

No final de contas, se estes argumentos permitem dar a ilusão sobre um consenso dos grandes média atlantistas, eles não têm nenhuma hipótese de convencer os cidadãos curiosos. Pelo contrário, é tão fácil com a Internet descobrir a aldrabice, que este tipo de manipulação só pode estropiar um pouco mais a credibilidade de Washington.

O unanimismo dos média atlantistas no 11-de-Setembro permitiu convencer a opinião pública internacional, mas o trabalho realizado por um grupo numeroso de jornalistas e cidadãos, dos quais eu fui o precursor, mostrou a impossibilidade material da versão oficial. Treze anos depois, centenas de milhões de pessoas deram-se conta destas mentiras. O novo dispositivo de propaganda norte-americano não fará senão crescer, ainda mais, este processo. Definitivamente, todos aqueles que propagam os argumentos da Casa-Branca, nomeadamente os governantes e os média da Otan, destroem eles próprios a sua credibilidade.

Barack Obama e Benjamim Rhodes, John Kerry e Richard Stengel agem, apenas, no curto prazo. A sua propaganda convence as massas apenas algumas semanas, e contribui para as revoltar quando percebem a manipulação. Involuntariamente, eles minam a credibilidade das instituições dos Estados da Otan que as propagam conscientemente. Eles olvidaram que a propaganda do século XX só podia ter êxito porque o mundo estava dividido em blocos, que não comunicavam entre eles, e que o seu princípio monolítico é incompatível com os novos meios de comunicação.

A crise na Ucrânia não está terminada, mas já mudou profundamente o mundo: contradizendo, em público, o presidente dos Estados Unidos, Vladimir Putin cruzou uma barreira que previne agora o triunfo da propaganda americana.

Thierry Meyssan

Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations(ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación(Monte Ávila Editores, 2008).

 

Tradução
Alva

Fonte
Al-Watan (Síria)

Meet the Americans Who Put Together the Coup in Kiev By Steve Weissman, Reader Supported News

19 abr

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f the US State Department’s Victoria Nuland had not said “Fuck the EU,” few outsiders at the time would have heard of Ambassador Geoffrey Pyatt, the man on the other end of her famously bugged telephone call. But now Washington’s man in Kiev is gaining fame as the face of the CIA-style “destabilization campaign” that brought down Ukraine’s monumentally corrupt but legitimately elected President Viktor Yanukovych.

“Geoffrey Pyatt is one of these State Department high officials who does what he’s told and fancies himself as a kind of a CIA operator,” laughs Ray McGovern, who worked for 27 years as an intelligence analyst for the agency. “It used to be the CIA doing these things,” he tells Democracy Now. “I know that for a fact.” Now it’s the State Department, with its coat-and-tie diplomats, twitter and facebook accounts, and a trick bag of goodies to build support for American policy.

A retired apparatchik, the now repentant McGovern was debating Yale historian Timothy Snyder, a self-described left-winger and the author of two recent essays in The New York Review of Books – “The Haze of Propaganda” and “Fascism, Russia, and Ukraine.” Both men speak Russian, but they come from different planets.

On Planet McGovern – or my personal take on it – realpolitik rules. The State Department controls the prime funding sources for non-military intervention, including the controversial National Endowment for Democracy (NED), which Washington created to fund covert and clandestine action after Ramparts magazine and others exposed how the CIA channeled money through private foundations, including the Ford Foundation. State also controls the far-better-funded Agency for International Development (USAID), along with a growing network of front groups, cut-outs, and private contractors. State coordinates with like-minded governments and their parallel institutions, mostly in Canada and Western Europe. State’s “democracy bureaucracy” oversees nominally private but largely government funded groups like Freedom House. And through Assistant Secretary of State for European and Eurasian Affairs Victoria Nuland, State had Geoff Pyatt coordinate the coup in Kiev.

The CIA, NSA, and Pentagon likely provided their specialized services, while some of the private contractors exhibited shadowy skill sets. But if McGovern knows the score, as he should, diplomats ran the campaign to destabilize Ukraine and did the hands-on dirty work.

Harder for some people to grasp, Ambassador Pyatt and his team did not create the foreign policy, which was – and is – only minimally about overthrowing Ukraine’s duly elected government to “promote democracy.” Ever since Bill Clinton sat in the Oval Office, Washington and its European allies have worked openly and covertly to extend NATO to the Russian border and Black Sea Fleet, provoking a badly wounded Russian bear. They have also worked to bring Ukraine and its Eastern European neighbors into the neoliberal economy of the West, isolating the Russians rather than trying to bring them into the fold. Except for sporadic resets, anti-Russian has become the new anti-Soviet, and “strategic containment” has been the wonky word for encircling Russia with our military and economic power.

Nor did neoconservatives create the policy, no matter how many progressive pundits blame them for it. NED provides cushy jobs for old social democrats born again as neocons. Pyatt’s boss, Victoria Nuland, is the wife and fellow-traveler of historian Robert Kagan, one of the movement’s leading lights. And neocons are currently beating the war drums against Russia, as much to scupper any agreements on Syria and Iran as to encourage more Pentagon contracts for their friends and financial backers. But, encircling Russia has never been just a neocon thing. The policy has bi-partisan and trans-Atlantic support, including the backing of America’s old-school nationalists, Cold War liberals, Hillary hawks, and much of Obama’s national security team.

No matter that the policy doesn’t pass the giggle test. Extending NATO and Western economic institutions into all of a very divided Ukraine had less chance of working than did hopes in 2008 of bringingGeorgia into NATO, which could have given the gung-ho Georgian president Mikheil Saakashvilli the treaty right to drag us all into World War III. To me, that seemed like giving a ten-year-old the keys to the family Humvee.

Western provocations in Ukraine proved more immediately counterproductive. They gave Vladimir Putin the perfect opportunity for a pro-Russian putsch in Crimea, which he had certainly thought of before, but never as a priority. The provocations encouraged him to stand up as a true Russian nationalist, which will only make him more difficult to deal with. And they gave him cover to get away with that age-old tool of tyrants, a quickie plebiscite with an unnecessary return to Joseph Stalin’s old dictum once popular in my homestate of Florida: “It’s not the votes that count, but who counts the votes.”

Small “d” democrats should shun such pretense. Still, most journalists and pollsters on the scene report that – with the exception of the historic Tatar community – the majority of Crimeans want to join the Russian Federation, where they seem likely to stay.

Tensions will also grow as the US-picked interim prime minister Arseniy Yatsenyuk – our man “Yats” – joins with the IMF to impose a Greek, Spanish, or Italian style austerity. Hard-pressed Ukranians will undoubtedly fight back, especially in the predominantly Russian-speaking east. According to Der Spiegel, a whopping three quarters of the people there do not support the coup or government. What a tar patch! A domestic conflict that could split Ukraine in two will inevitably become even further embroiled in the geo-strategic struggle between Russia and the West.

On Planet Snyder, as in most Western media, these realistic considerations make absolutely no difference. Ideology rules, masked as idealism. Fine sounding abstractions fill the air. Ukrainians are making their own history. They are acting with great courage. They are seeking the rule of law and their rightful place in “European Civilization.” They are defending “sovereignty” and “territorial integrity.” Russians remain vicious. Big bad Vlad is the new Hitler. He is seeking his own Eurasian empire (as opposed to NATO’s), which could soon include parts of Moldova, Belarus, and Kazakhstan that the West needs like a “lok in kop,” a hole in the head. And those watching in the West must abandon what Snyder calls “our slightly self-obsessed notions of how we control or don’t control everything.”

“It was a classic popular revolution,” proclaims the professor. An undeniably popular uprising against “an unmistakably reactionary regime.”

Writing in The Nation, Professor Stephen Cohen shreds Snyder’s argument. My concern is more pointed. Popular uprisings deserve our support or opposition depending on who comes to control them and to what ends. As McGovern puts it, “The question is: Who took them over? Who spurred them? Who provoked them for their own particular strategic interests?”

Detailed evidence provides the answers. For all the courage of the Ukrainian minority who took to the barricades, US Ambassador Geoffrey Pyatt and his team spurred the protests in Kiev and exercised extensive – though never complete – control over them. Tactically, Pyatt and his fellow diplomats showed unexpected skill. Strategically, they should have stayed home.

Revolution on Demand

Arriving in the Ukrainian capital on August 3, Pyatt almost immediately authorized a grant for an online television outlet called Hromadske.TV, which would prove essential to building the Euromaidan street demonstrations against Yanukovych. The grant was only $43,737, with an additional $4,796 by November 13. Just enough to buy the modest equipment the project needed.

Many of Hromadske’s journalists had worked in the past with American benefactors. Editor-in-chief Roman Skrypin was a frequent contributor to Washington’s Radio Free Europe / Radio Liberty and the US-funded Ukrayinska Pravda. In 2004, he had helped create Channel 5 television, which played a major role in the Orange Revolution that the US and its European allies masterminded in 2004.

Skrypin had already gotten $10,560 from George Soros’s International Renaissance Foundation (IRF), which came as a recommendation to Pyatt. Sometime between December and the following April, IRF would give Hromadske another $19,183.

Hromadske’s biggest funding in that period came from the Embassy of the Netherlands, which gave a generous $95,168. As a departing US envoy to the Hague said in a secret cable that Wikileaks later made public, “Dutch pragmatism and our similar world-views make the Netherlands fertile ground for initiatives others in Europe might be reluctant, at least initially, to embrace.”

For Pyatt, the payoff came on November 21, when President Yanukovych pulled back from an Association Agreement with the European Union. Within hours Hromadske.TV went online and one of its journalists set the spark that brought Yanukovych down.

“Enter a lonely, courageous Ukrainian rebel, a leading investigative journalist,” writes Snyder. “A dark-skinned journalist who gets racially profiled by the regime. And a Muslim. And an Afghan. This is Mustafa Nayem, the man who started the revolution. Using social media, he called students and other young people to rally on the main square of Kiev in support of a European choice for Ukraine.”

All credit to Nayem for his undeniable courage. But bad, bad history. Snyder fails to mention that Pyatt, Soros, and the Dutch had put Web TV at the uprising’s disposal. Without their joint funding of Hromadske and its streaming video from the Euromaidan, the revolution might never have been televised and Yanukovych might have crushed the entire effort before it gained traction.

For better or for worse, popular uprisings have changed history long before radio, television, or the Internet. The new technologies only speed up the game. Pyatt and his team understood that and masterfully turned soft power and the exercise of free speech, press, and assembly into a televised revolution on demand, complete with an instant overdub in English. Soros then funded a Ukrainian Crisis Media Center “to inform the international community about events in Ukraine,” and I’m still trying to track down who paid for Euromaidan PR, the website of the Official Public Relations Secretariat for the Headquarters of the National Resistance.

Orange Revolution II

Preparing the uprising started long before Pyatt arrived in country, and much of it revolved around a talented and multi-lingual Ukrainian named Oleh Rybachuk, who had played several key roles in the Orange Revolution of 2004. Strangely enough, he recently drew attention when Pando, Silicon Valley’s online news site, attacked journalist Glenn Greenwald and the investor behind his new First Look Media, eBay founder Pierre Omidyar. Trading brickbats over journalistic integrity, both Pando and Greenwald missed the gist of the bigger story.

In 2004, Rybachuk headed the staff and political campaign of the US-backed presidential candidate Victor Yushchenko. As the generally pro-American Kyiv Post tells it, the shadowy Rybachuk was Yushchenko’s “alter ego” and “the conduit” to the State Security Service, which “was supplying the Yushchenko team with useful information about Yanukovych’s actions.” Rybachuk went on to serve under Yushchenko and Tymoshenko as deputy prime minister in charge of integrating Ukraine into NATO and the European Union. In line with US policy, he also pushed for privatization of Ukraine’s remaining state-owned industries.

Despite US and Western European backing, the government proved disastrous, enabling its old rival Yanukovych to win the presidency in the 2010 election. Western monitors generally found the election “free and fair,” but no matter. The Americans had already sowed the seeds either to win Yanukovych over or to throw him over, whichever way Washington and its allies decided to go. As early as October 2008, USAID funded one of its many private contractors – a non-profit called Pact Inc. – to run the “Ukraine National Initiatives to Enhance Reforms” (UNITER). Active in Africa and Central Asia, Pact had worked in Ukraine since 2005 in campaigns against HIV/AIDS. Its new five-year project traded in bureaucratic buzzwords like civil society, democracy, and good governance, which on the public record State and USAID were spending many millions of dollars a year to promote in Ukraine.

Pact would build the base for either reform or regime change. Only this time the spin-masters would frame their efforts as independent of Ukraine’s politicians and political parties, whom most Ukrainians correctly saw as hopelessly corrupt. The new hope was “to partner with civil society, young people, and international organizations” – as Canada’s prestigious Financial Post later paraphrased no less an authority than Secretary of State Hillary Clinton.

By 2009, Pact had rebranded the pliable Rybachuk as “a civil society activist,” complete with his own NGO, Center UA (variously spelled Centre UA, Tsenter UA, or United Actions Center UA). Pact then helped Rybachuk use his new base to bring together as many as 60 local and national NGOs with activists and leaders of public opinion. This was New Citizen, a non-political “civic platform” that became a major political player. At the time, Pact and Soros’s IRF were working in a joint effort to provide small grants to some 80 local NGOs. This continued the following year with additional money from the East Europe Foundation.

“Ukraine has been united by common disillusionment,” Rybachuk explained to the Kyiv Post. “The country needs a more responsible citizenry to make the political elite more responsible.”

Who could argue? Certainly not Rybachuk’s Western backers. New Citizen consistently framed its democracy agenda as part of a greater integration within NATO, Europe, and the trans-Atlantic world. Rybachuk himself would head the “Civil Expert Council” associated with the EU-Ukraine Cooperation Committee.

Continuing to advise on “strategic planning,” in May 2010 Pact encouraged New Citizen “to take Access to Public Information as the focus of their work for the next year.” The coalition campaigned for a new Freedom of Information law, which passed. Pact then showed New Citizen how to use the law to boost itself as a major player, organize and train new activists, and work more closely with compliant journalists, all of which would seriously weaken the just-elected Yanukovych government. Part of their destabilization included otherwise praiseworthy efforts, none more so than the movement to “Stop Censorship.”

“Censorship is re-emerging, and the opposition is not getting covered as much,” Rybachuk told theKyiv Post in May 2010. He was now “a media expert” as well as civic activist. “There are some similarities to what Vladimir Putin did in Russia when he started his seizure of power by first muzzling criticism in the media.”

One of Rybachuk’s main allies in “Stop Censorship” was the journalist Sergii Leshchenko, who had long worked with Mustafa Nayem at Ukrayinska Pravda, the online newsletter that NED publicly took credit for supporting. NED gave Leshchenko its Reagan Fascell Democracy Fellowship, while New Citizen spread his brilliant exposés of Yanukovych’s shameless corruption, focusing primarily on his luxurious mansion atMezhyhirya. Rybachuk’s Center UA also produced a documentary film featuring Mustafa Nayem daring to ask Yanukovych about Mezhyhirya at a press conference. Nothing turned Ukrainians – or the world – more against Yanukovych than the concerted exposure of his massive corruption. This was realpolitik at its most sophisticated, since the US and its allies funded few, if any, similar campaigns against the many Ukrainian kleptocrats who favored Western policy.

Under the watchful eye of Pact, Rybachuk’s New Citizen developed a project to identify the promises of Ukrainian politicians and monitor their implementation. They called it a “Powermeter” (Vladometer), an idea they took from the American website “Obamameter.” Funding came from the US Embassy, through its Media Development Fund, which falls under the State Department’s Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor. Other money came from the Internews Network, which receives its funding from the State Department, USAID, the United States Institute of Peace (USIP) and a wide variety of other government agencies, international organizations, and private donors. Still other money came from Soros’s IRF.

New Citizen and its constituent organizations then brought together 150 NGOs from over 35 cities, along with activists and journalists like Sergii Leschchenko, to create yet another campaign in 2011. They called it the Chesno Movement, from the Ukrainian word for “honestly. ” Its logo was a garlic bulb, a traditional disinfectant widely believed to ward off evil. The movement’s purpose was “to monitor the political integrity of the parliamentary candidates running in the 2012 elections.”

This was a mammoth project with the most sophisticated sociology. As expected, the Chesno monitoring found few honest politicians. But it succeeded in raising the issue of public integrity to new heights in a country of traditionally low standards and in building political interest in new areas of the country and among the young. The legislative elections themselves proved grim, with President Yanukovych’s Party of the Regions taking control of parliament.

What then of all New Citizen’s activism, monitoring, campaigning, movement-building, and support for selective investigative journalism? Where was all this heading? Rybachuk answered the question in May 2012, several months before the election.

“The Orange Revolution was a miracle, a massive peaceful protest that worked,” he told Canada’sFinancial Post. “We want to do that again and we think we will.”

He Who Pays the Piper

Rybachuk had good reason for his revolutionary optimism. His Western donors were upping the ante. Pact Inc. commissioned a financial audit for the Chesno campaign, covering from October 2011 to December 2012. It showed that donors gave Rybachuk’s Center UA and six associated groups some $800,000 for Chesno. PACT, which regularly got its money from USAID, contributed the lion’s share, $632,813, though part of that came from the Omidyar Network, a foundation set up by Pierre and his wife.

In a March 12th press release, the network tried to explain its contributions to Rybachuk’s Center UA, New Citizen, and the Chesno Movement. These included a two-year grant of $335,000, announced in September 2011, and another $769,000, committed in July 2013. Some of the money went to expand Rybachuk’s technology platforms, as New Citizen explained.

“New Citizen provides Ukrainians with an online platform to cooperatively advocate for social change. On the site, users can collectively lobby state officials to release of public information, participate in video-advocacy campaigns, and contribute to a diverse set of community initiatives,” they wrote. “As a hub of social justice advocates in Kiev, the organization hopes to define the nation’s ‘New Citizen’ through digital media.”

Omidyar’s recent press release listed several other donors, including the USAID-funded Pact, the Swiss and British embassies, the Swedish International Development Cooperation Agency, the National Endowment for Democracy, and Soros’s International Renaissance Foundation. The Chesno Movement also received money from the Canadian International Development Agency (CIDA).

Figures for fiscal year 2013 are more difficult to track. Washington’s foreignassistance.gov shows USAID paying PACT in Ukraine over $7 million under the general category of “Democracy, Human Rights, and Governance.” The data does not indicate what part of this went to Center UA, New Citizen, or any of their projects.

What should we make of all this funding? Some of it looks like private philanthropy, as back in the days when the CIA channeled its money through foundations. Was the Soros and Omidyar money truly private or government money camouflaged to look private? That has to remain an open question. But, with Rybachuk’s campaigns, it makes little difference. USAID and other government funding dominated. The US Embassy, through Pact, coordinated most of what Rybachuk did. And, to my knowledge, neither Soros nor Omidyar ever broke from the State Department’s central direction.

Strategic Containment, OK?

When Ambassador Pyatt arrived in Kiev, he inherited Pact and its Rybachuk network well on its way to a second Orange Revolution, but only if they thought they needed it to win integration into Europe. That was always the big issue for the State Department and the Ukrainian movement they built, far more telling than censorship, corruption, democracy, or good governance. As late as November 14, Rybachuk saw no reason to take to the streets, fully expecting Yanukovych to sign the Association Agreement with the European Union at a November 28-29 summit in Vilnius. On November 21, Yanukovych pulled back, which Rybachuk saw as a betrayal of government promises. That is what “brought people to the streets,” he told Kyiv Post. “It needed to come to this.”

Euromaidan would become a “massive watchdog,” putting pressure on the government to sign the association and free trade deal with the EU, he said. “We’ll be watching what the Ukrainian government does, and making sure it does what it has to do.”

That is where the State Department’s second Orange Revolution started. In my next article, I’ll show where it went from there and why.

 


A veteran of the Berkeley Free Speech Movement and the New Left monthly Ramparts, Steve Weissman lived for many years in London, working as a magazine writer and television producer. He now lives and works in France, where he is researching a new book, “Big Money and the Corporate State: How Global Banks, Corporations, and Speculators Rule and How to Nonviolently Break Their Hold.”

Reader Supported News is the Publication of Origin for this work. Permission to republish is freely granted with credit and a link back to Reader Supported News.

http://readersupportednews.org/opinion2/277-75/22758-meet-the-americans-who-put-together-the-coup-in-kiev

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Tradução para o português by “Uncle G.”

Conheça os americanos que reuniu o golpe em Kiev

Por Steve Weissman, Leitor Apoiado Notícias

25 março 14

 

f do Departamento de Estado dos EUA Victoria Nuland não disse “Foda-se a UE,” poucas pessoas de fora no momento teria ouvido do embaixador Geoffrey Pyatt, o homem do outro lado de sua famosa telefonema grampeado. Mas agora o homem de Washington em Kiev está ganhando fama como a face da CIA em estilo “campanha de desestabilização” que derrubou o presidente monumentalmente corrupto mas legitimamente eleito Viktor Yanukovych da Ucrânia.

“Geoffrey Pyatt é um desses altos funcionários do Departamento de Estado que faz o que ele disse e se imagina como uma espécie de um operador da CIA”, ri Ray McGovern , que trabalhou por 27 anos como analista de inteligência para a agência. “Ela costumava ser a CIA fazer essas coisas”, ele diz Democracy Now. “Eu sei que é um fato.” Agora é o Departamento de Estado, com os seus diplomatas casaco e gravata, Twitter e Facebook contas, e um saco de guloseimas truque para construir o apoio para a política norte-americana.

Um apparatchik aposentado, o McGovern agora arrependido estava debatendo Yale historiador Timothy Snyder, que se descreve como esquerdista e autor de dois ensaios recentes em The New York Review of Books – ” A neblina da Propaganda “e” fascismo, Rússia e Ucrânia “. Ambos os homens falam russo, mas eles vêm de planetas diferentes.

No Planeta McGovern – ou a minha opinião pessoal sobre ele – Regras realpolitik. O Departamento de Estado controla as fontes de financiamento principais para a intervenção não militar, incluindo o controversoNational Endowment for Democracy (NED), que Washington criado para financiar a ação secreta e clandestina após revista Ramparts e outras pessoas expostas como a CIA canalizou o dinheiro através de fundações privadas, inclusive a Fundação Ford. Estado controla também a Agência-melhor-financiado longe para o Desenvolvimento Internacional (USAID), juntamente com uma crescente rede de grupos de frente, cut-outs, e empresas privadas. Estado coordena com os governos da mesma opinião e as suas instituições paralelas, principalmente no Canadá e na Europa Ocidental. “Estado burocracia democracia “supervisiona grupos nominalmente privados, mas em grande parte financiados pelo governo, como a Freedom House. E através de Secretário de Estado Adjunto dos Assuntos Europeus e da Eurásia Victoria Nuland, Estado teve coordenar Geoff Pyatt o golpe em Kiev.

A CIA, NSA, eo Pentágono provavelmente desde que os seus serviços especializados, enquanto alguns dos empreiteiros privados exibiu habilidades sombrias. Mas se McGovern sabe o resultado, como deveria, os diplomatas correu a campanha para desestabilizar a Ucrânia e fez o trabalho hands-on sujo.

Mais difícil para algumas pessoas a entender, o embaixador Pyatt e sua equipe não criou a política externa, que era – e é – “. Promover a democracia” apenas minimamente sobre derrubar o governo eleito da Ucrânia Desde que Bill Clinton estava sentado no Salão Oval, Washington e seus aliados europeus têm trabalhado de forma aberta e secretamente para estender NATO para a fronteira russa e da Frota do Mar Negro, provocando um urso russo gravemente ferido. Eles também têm trabalhado para trazer a Ucrânia e os seus vizinhos do Leste Europeu na economia neoliberal do Ocidente, isolando os russos ao invés de tentar trazê-los para o rebanho. Exceto para resets esporádicos, anti-russo tornou-se o novo anti-soviética e “contenção estratégica” tem sido a palavra vacilante para cercar a Rússia com nosso poder militar e econômico.

Nem neoconservadores criar a política, não importa quantos especialistas progressiva culpá-los por isso. NED oferece empregos cómodos para os social-democratas de idade nascidos de novo como neocons.O chefe de Pyatt, Victoria Nuland, é a esposa e companheiro de viagem do historiador Robert Kagan, um dos expoentes do movimento. E neocons estão batendo os tambores de guerra contra a Rússia, tanto para inviabilizar qualquer acordo sobre a Síria eo Irã a incentivar mais contratos do Pentágono para os seus amigos e financiadores. Mas, cercando a Rússia nunca foi apenas uma coisa neocon. A política tem apoio bipartidário e trans-Atlântico, incluindo o apoio dos nacionalistas da velha escola dos Estados Unidos, os liberais da Guerra Fria, falcões Hillary, e grande parte da equipe de segurança nacional de Obama.

Não importa o que a política não passa no teste risadinha. Estendendo a NATO e as instituições econômicas ocidentais em tudo de uma Ucrânia muito divididos tinham menos chance de trabalhar do que em 2008, as esperanças de trazer a Geórgia na NATO , o que poderia ter dado o presidente entusiasta da Geórgia, Mikheil Saakashvili o direito tratado a todos nos arrastar para Mundial War III. Para mim, isso parecia dar um prazo de dez anos, as chaves para o Humvee família.

Provocações ocidentais na Ucrânia revelou-se mais imediatamente contraproducente. Deram Vladimir Putin a oportunidade perfeita para um golpe pró-russa na Criméia, que ele certamente tinha pensado antes, mas nunca como uma prioridade. As provocações encorajou-o a levantar-se como um verdadeiro nacionalista russo, que só vai torná-lo mais difícil de lidar. E deram-lhe cobrir de fugir com essa ferramenta milenar de tiranos, um plebiscito rapidinha com um retorno desnecessário de Joseph Stalin velho ditado que já foi popular na minha homestate da Flórida: “Não são os votos que contam, mas quem conta os votos . “

Pequenos “d” democratas devem evitar tal pretensão. Ainda assim, a maioria dos jornalistas e pesquisadores sobre o relatório cena que – com exceção da comunidade histórica tártaro – a maioria dos Crimeans querem aderir à Federação Russa, onde eles parecem propensos a permanecer.

As tensões também irá crescer à medida que o ministro pegou US-interino principal Arseniy Yatsenyuk – o nosso homem “Yats” – se junta com o FMI para impor uma, espanhol ou italiano austeridade estilo grego. Ukranians duramente pressionado, sem dúvida, lutar para trás, especialmente no leste de língua russa predominantemente. Segundo a Der Spiegel , um colossal três quartos das pessoas lá não apoiar o golpe ou o governo. O que um patch de alcatrão! Um conflito interno que poderia dividir a Ucrânia em dois inevitavelmente se tornará ainda mais envolvido na luta geo-estratégica entre a Rússia eo Ocidente.

No Planeta Snyder, como na maioria dos meios de comunicação ocidentais, estas considerações realistas fazer absolutamente nenhuma diferença. Regras Ideologia, mascarado como idealismo. Abstrações Belas som encher o ar. Ucranianos estão fazendo sua própria história. Eles estão agindo com muita coragem.Eles estão buscando o Estado de direito e seu lugar na “civilização europeia”. Eles estão defendendo a “soberania” e “integridade territorial”. Russos permanecem vicioso. Big bad Vlad é o novo Hitler. Ele está buscando seu próprio império eurasiático (em oposição à OTAN), que em breve poderá incluir partes da Moldávia, Belarus, Cazaquistão e que o Ocidente precisa como um ” lok em Kop “, um buraco na cabeça. E aqueles que nos vêem no Ocidente deve abandonar o que Snyder chama de “nossas noções um pouco de auto-obcecado de como podemos controlar ou não controlar tudo.”

“Foi uma revolução popular clássico”, proclama o professor. Um levante popular contra inegavelmente “um regime inequivocamente reacionário.”

Escrevendo em The Nation, Professor Stephen Cohen destrói o argumento de Snyder . Minha preocupação é mais pontiagudo. Levantes populares merecem o nosso apoio ou oposição, dependendo de quem vem para controlá-los e para que fins. Como McGovern coloca, “A pergunta é: Quem os tomou conta Quem os estimulou Quem os provocada por seus próprios interesses estratégicos particulares??”

Evidência detalhada fornece as respostas. Por toda a coragem da minoria ucraniano que levou para as barricadas, o embaixador dos EUA Geoffrey Pyatt e sua equipe estimulou os protestos em Kiev e exerceu amplo – embora nunca completa – controle sobre eles. Taticamente, Pyatt e seus colegas diplomatas mostrou habilidade inesperada. Estrategicamente, eles devem ter ficado em casa.

Revolution on Demand

Chegando na capital ucraniana em 3 de agosto, Pyatt quase que imediatamente autorizou uma subvenção para uma rede de televisão on-line chamado Hromadske.TV, que iria provar essencial para a construção das manifestações de rua contra Euromaidan Yanukovych. A concessão foi apenas 43.737 dólares , com um adicional de $ 4.796 por 13 de novembro. Apenas o suficiente para comprar o equipamento modesto do projeto necessário.

Muitos dos jornalistas do Hromadske tinha trabalhado no passado com os benfeitores americanos.Editor-in-chief Skrypin romano era um colaborador freqüente de Washington Radio Free Europe / Radio Liberty e financiado pelos EUA Ukrayinska Pravda . Em 2004, ele ajudou a criar o Canal 5 de televisão, que desempenhou um papel importante na Revolução Laranja que os EUA e seus aliados europeus idealizou em 2004.

Skrypin já tinha conseguido $ 10.560 a partir de Fundação George Soros Internacional Renascença (IRF), que veio como uma recomendação para Pyatt. Em algum momento entre dezembro e abril do ano seguinte, IRF daria Hromadske outro 19183 dólares .

Maior financiamento do Hromadske nesse período veio da Embaixada dos Países Baixos, o que deu um generoso $ 95.168 . Como um enviado dos EUA para a partida Hague, disse em um telegrama secretoque o Wikileaks depois tornado público, “pragmatismo holandês e nossas visões de mundo semelhantes tornar o terreno fértil para iniciativas Holanda outros na Europa pode estar relutante, pelo menos inicialmente, a abraçar.”

Para Pyatt, a recompensa veio em 21 de novembro, quando o presidente Yanukovych se afastou de um Acordo de Associação com a União Europeia. Poucas horas depois Hromadske.TV fui em linha e um de seus jornalistas definir a faísca que trouxe Yanukovych para baixo.

“Enter, um rebelde ucraniano corajoso solitário, um jornalista investigativo que conduz”, escreve Snyder. “Um jornalista de pele escura que fica racialmente perfilado pelo regime. E um muçulmano. E um afegão. Esta é Mustafa Nayem, o homem que começou a revolução. Usando a mídia social, ele chamou os alunos e outros jovens para reunir na principal praça de Kiev, em apoio de uma opção europeia para a Ucrânia “.

Todo o crédito para Nayem por sua inegável coragem. Mas mau, mau história. Snyder não menciona que Pyatt, Soros, e os holandeses tinham posto TV Web à disposição do levante. Sem o seu financiamento conjunto de Hromadske e seu streaming de vídeo a partir do Euromaidan, a revolução poderia nunca ter sido televisionado e Yanukovych poderia ter esmagado todo o esforço antes que ele ganhou força.

Para melhor ou para pior, revoltas populares mudaram a história muito antes de rádio, televisão, ou na Internet. As novas tecnologias só acelerar o jogo. Pyatt e sua equipe entendeu que magistralmente e virou soft power eo exercício da liberdade de expressão, de imprensa e de reunião em uma revolução na televisão sob demanda, com um overdub instante em Inglês. Soros então financiou uma crise ucraniana Media Center“para informar a comunidade internacional sobre os acontecimentos na Ucrânia”, e eu ainda estou tentando rastrear quem pagou por Euromaidan PR, o site da Secretaria de Relações Públicas do oficial para o quartel-general da Resistência Nacional .

Revolução Laranja II

Preparando o levante começou muito antes Pyatt chegou a país, e muito do que girava em torno de um talentoso e multi-lingual ucraniano chamado Oleh Rybachuk, que havia tocado várias funções-chave na Revolução Laranja de 2004. Estranhamente, ele recentemente chamou a atenção quando Pando , site de notícias do Vale do Silício, o jornalista atacou Glenn Greenwald eo investidor por trás de sua nova First Look Mídia , fundador do eBay, Pierre Omidyar,. Pedradas de negociação mais de integridade jornalística, tanto Pando e Greenwald perdeu a essência da história maior.

Em 2004, chefiou a equipe Rybachuk e campanha política do candidato presidencial apoiado pelos EUA Victor Yushchenko. Como o geralmente pró-americano Kyiv Mensagem diz ele, o Rybachuk sombrio foi Yushchenko de “alter ego” e “o canal” para o Serviço de Segurança do Estado, que “estava fornecendo a equipe Yushchenko com informações úteis sobre as ações de Yanukovych.” Rybachuk passou a servir sob Yushchenko e Tymoshenko como primeiro-ministro-adjunto encarregado da integração da Ucrânia na NATO e da União Europeia. Em linha com a política dos EUA, ele também empurrou para a privatização de restantes indústrias estatais da Ucrânia.

Apesar dos EUA e da Europa Ocidental apoio, o governo revelou-se desastrosa, permitindo que o seu antigo rival Yanukovych para ganhar a presidência na eleição de 2010. Monitores ocidentais geralmente encontrada a eleição “livre e justa”, mas não importa. Os norte-americanos já havia semeado as sementes quer ganhar Yanukovych cima ou para jogá-lo mais, do jeito que Washington e seus aliados decidiram ir. Já em outubro de 2008, a USAID financiou uma das suas muitas empresas privadas – sem fins lucrativos chamado Pacto Inc. – para executar os “Iniciativas Nacionais Ucrânia para melhorar Reformas” (unificador).Ativo na África e na Ásia Central, Pacto havia trabalhado na Ucrânia desde 2005, em campanhas contra o HIV / AIDS. Seu projeto novo de cinco anos negociadas em buzzwords burocráticas, como a sociedade civil, democracia e boa governação, que no registro público do Estado e da USAID foram gastos muitos milhões de dólares por ano para promover, na Ucrânia.

Pacto iria construir a base para qualquer reforma ou mudança de regime. Só que desta vez os spin-mestres iria enquadrar seus esforços, independente de políticos da Ucrânia e dos partidos políticos, aos quais a maioria dos ucranianos viram corretamente como irremediavelmente corruptos. A nova esperança era “a parceria com a sociedade civil, os jovens e as organizações internacionais” – como prestigioso Financial Post do Canadá depois parafraseou nada menos do que uma autoridade a secretária de Estado Hillary Clinton.

Até 2009, o Pacto tinha remarcado a Rybachuk flexível como ” um ativista da sociedade civil “, completo com sua própria ONG, Centro UA (variadamente escrito Centre UA, Tsenter UA, ou Ações United Center UA). Pacto depois ajudou Rybachuk usar sua nova base de reunir cerca de 60 ONGs locais e nacionais com os ativistas e líderes de opinião pública. Este foi Cidadão novo , uma “plataforma cívica” não-político que se tornou um importante ator político. Na época, o Pacto e IRF de Soros estavam trabalhando em um esforço conjunto para fornecer pequenas doações para cerca de 80 ONGs locais. Isto continuou no ano seguinte com o dinheiro adicional da Fundação Europa de Leste .

“A Ucrânia tem sido unidos pela desilusão comum”, explicou à Rybachuk Kyiv Mensagem . “O país precisa de uma cidadania mais responsável para fazer a elite política mais responsável.”

Quem poderia argumentar? Certamente não aliados ocidentais do Rybachuk. Cidadão novo consistentemente enquadrada sua agenda a democracia como parte de uma maior integração no âmbito da NATO, da Europa e do mundo trans-Atlântico. Se Rybachuk iria dirigir o ” Conselho de Especialistas Civil“associado Comité de Cooperação UE-Ucrânia.

Continuando a aconselhar sobre ” planejamento estratégico “, maio 2010 Pacto encorajados Cidadão novo” para levar o acesso à informação pública como foco de seu trabalho para o próximo ano. ” A coalizão fez campanha para uma nova lei de Liberdade de Informação, que passou. Pacto então mostrou Cidadão novo como usar a lei para impulsionar-se como um grande jogador, organizar e treinar novos ativistas, e trabalhar mais estreitamente com os jornalistas complacentes, os quais seria enfraquecer seriamente o governo Yanukovych recém-eleito. Parte de sua desestabilização incluiu esforços louváveis ​​de outra forma, ninguém mais do que o movimento de “Stop Censorship”.

“A censura é re-emergente, ea oposição não está sendo coberto tanto”, disse o Rybachuk Kyiv Publicar em maio 2010. Ele era agora “um especialista em mídia”, bem como ativista cívico. “Há algumas semelhanças com o que Vladimir Putin fez na Rússia, quando ele começou a sua tomada do poder pela primeira amordaçar críticas nos meios de comunicação “.

Um dos principais aliados de Rybachuk em “Stop Censorship” foi o jornalista Sergii Leshchenko, que por muito tempo trabalhou com Mustafa Nayem em Ukrayinska Pravda, o jornal on-line que NED assumiu publicamente o crédito para apoio. NED deu Leshchenko sua Reagan Fascell Democracia Fellowship, enquanto Cidadão novo estendeu as denúncias de corrupção descarada brilhantes Yanukovych, concentrando-se principalmente em sua luxuosa mansão em Mezhyhirya . Rybachuk do Centro UA também produziu um documentário com Mustafa Nayem ousar perguntar Yanukovych sobre Mezhyhirya numa conferência de imprensa. Nada virou ucranianos – ou do mundo – mais contra Yanukovych do que a exposição concertada de sua enorme corrupção. Este foi realpolitik, na sua mais sofisticada, já que os EUA e seus aliados financiado poucos, se houver, campanhas semelhantes contra os muitos cleptocratas ucranianos que favoreceu a política ocidental.

Sob o olhar atento do Pacto, Nova Cidadão Rybachuk desenvolveu um projeto para identificar as promessas de políticos ucranianos e monitorar sua implementação. Chamavam-lhe um ” Powermeter “(Vladometer), uma ideia que teve a partir do site americano” Obamameter “. O financiamento veio daEmbaixada dos EUA , através do seu Fundo de Desenvolvimento dos Media, que está sob Bureau de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado. Outros dinheiro veio da Rede Internews , que recebe financiamento do Departamento de Estado, USAID, do United States Institute of Peace (USIP) e uma grande variedade de outras agências do governo, organizações internacionais e doadores privados. Ainda outro dinheiro veio do IRF de Soros.

Cidadão novo e suas organizações constituintes, em seguida, reuniu 150 ONGs de mais de 35 cidades, junto com ativistas e jornalistas como Sergii Leschchenko , para criar mais uma campanha em 2011. Chamavam-lhe o Movimento Chesno, da palavra ucraniana para “honestamente”. Sua logotipo era um bulbo do alho , um desinfetante tradicional acredita-se afastar o mal. O objetivo do movimento era “para monitorar a integridade política dos candidatos parlamentares em execução nas eleições de 2012.”

Este foi um projeto gigantesco com a sociologia mais sofisticado . Como esperado, o monitoramento Chesno encontrado poucos políticos honestos. Mas conseguiu levantar a questão da integridade pública a novas alturas em um país de normas tradicionalmente baixa e na construção de interesse político em novas regiões do país e entre os jovens. As próprias eleições legislativas provou sombrio, com o Partido das Regiões, assumindo o controle do parlamento do presidente Yanukovych.

O que, em seguida, do activismo de tudo Cidadão novo, monitoramento, campanhas, construção de movimento e suporte para o jornalismo investigativo seletivo? Onde estava todo esse título? Rybachuk respondeu a pergunta em Abril 2012, vários meses antes da eleição.

“A Revolução Laranja foi um milagre, um protesto pacífico em massa que funcionou”, disse ele do Canadá Financial Mensagem . “Nós queremos fazer isso de novo e achamos que vamos.”

Quem paga o gaiteiro

Rybachuk tinha uma boa razão para seu otimismo revolucionário. Seus doadores ocidentais foram aumentando as apostas. Pacto Inc. encomendou uma auditoria financeira para a campanha Chesno, cobrindo desde Outubro de 2011 a Dezembro de 2012. Ele mostrou que os doadores deram de Rybachuk Centro UA e seis grupos associados cerca de US $ 800.000 para Chesno. PACT, que tem regularmente o seu dinheiro da USAID, contribuiu com a parte do leão, $ 632.813, embora parte do que veio da Omidyar Network, uma fundação criada por Pierre e sua esposa.

Em 12 de março de imprensa , a rede tentou explicar suas contribuições para o Rybachuk Centro UA, Cidadão novo, eo Movimento Chesno. Estes incluíram uma doação de 335 mil dólares, anunciou em setembro de 2011, e outro $ 769,000, comprometida em julho de 2013 de dois anos. Parte do dinheiro foi para expandir plataformas tecnológicas de Rybachuk , como New Citizen explicou .

“Novo Cidadão oferece ucranianos com uma plataforma on-line para defender de forma cooperativa para a mudança social. No site, os usuários podem pressionar coletivamente funcionários do Estado a liberação de informações públicas, participar em campanhas de vídeo-defesa, e contribuir para um conjunto diversificado de iniciativas comunitárias”, eles escreveram. “Como um centro de defensores da justiça social, em Kiev, a organização espera a definição da nação ‘Novo Cidadão” através de meios digitais. “

Recente comunicado de imprensa da Omidyar listados vários outros doadores, incluindo o Pacto financiado pela USAID, as embaixadas da Suíça e do Reino Unido, a Agência de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da Suécia, a National Endowment for Democracy, e Fundação Internacional Renascimento de Soros. O Movimento Chesno também recebeu dinheiro da Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (CIDA).

Figuras para o ano fiscal de 2013 são mais difíceis de controlar. Washington foreignassistance.govmostra USAID pagar PACT na Ucrânia mais de $ 7 milhões de acordo com a categoria geral de “Democracia, Direitos Humanos e Governança”. Os dados não indicam que parte desta foi a Centro UA, Cidadão novo, ou qualquer um dos seus projetos.

O que devemos fazer de tudo este financiamento? Alguns dos que se parece com a filantropia privada, de volta nos dias em que a CIA canalizados seu dinheiro através de fundações. Foi o dinheiro Soros e Omidyar dinheiro verdadeiramente privada ou do governo camuflou a olhar particular? Isso tem que continuar a ser uma questão em aberto. Mas, com as campanhas de Rybachuk, faz pouca diferença. Outro financiamento governamental USAID e dominado. A Embaixada dos EUA, através do Pacto, coordenado mais do que Rybachuk fez. E, que eu saiba, nem Soros nem Omidyar nunca rompeu com direção central do Departamento de Estado.

Contenção Estratégico, OK?

Quando o embaixador Pyatt chegou em Kiev, ele herdou Pacto e sua rede Rybachuk bem no seu caminho para uma segunda Revolução Laranja, mas somente se eles achavam que precisava para ganhar integração na Europa. Esse sempre foi o grande problema para o Departamento de Estado e do movimento ucraniano eles construíram, muito mais revelador do que a censura, a corrupção, a democracia, ou da boa governação. Ainda em 14 de novembro de Rybachuk viu nenhuma razão para ir para as ruas, esperando Yanukovych a assinar o Acordo de Associação com a União Europeia na cimeira 28-29 novembro em Vilnius. Em 21 de novembro, Yanukovych puxado para trás, o que Rybachuk viu como uma traição das promessas do governo. Isso é o que “trouxe as pessoas para as ruas”, disse à Kyiv Post. “É necessário para chegar a isso.”

Euromaidan se tornaria um “cão de guarda enorme”, colocando pressão sobre o governo para assinar a associação e de comércio livre acordo com a UE, disse ele. “Vamos ver o que o governo ucraniano faz, e ter certeza que ele faz o que tem de fazer.”

É aí que a segunda Revolução Laranja do Departamento de Estado começou. No meu próximo artigo, vou mostrar para onde foi de lá e por quê.


Um veterano da Berkeley Movimento Free Speech e da Nova Esquerda mensais Baluartes, Steve Weissman viveu por muitos anos em Londres, trabalhando como produtor escritor de revistas e televisão. Ele agora vive e trabalha na França, onde ele está pesquisando um novo livro, “Big Money eo Estado Corporativo: Como os bancos globais, empresas e especuladores regra e Como quebrar nonviolently seu domínio.”

Um pequeno passo para um grande objetivo norte-americano:. Ucrania? Não! O alvo é a Russia

19 abr
A integração europeia da Ucrânia é uma parte importante do plano norte-americano de contenção estratégica da Rússia.

O principal objetivo dos esforços de Washington permanece inalterado desde os tempos da presidência de Bill Clinton, afirma o jornalista norte-americano Steve Weissman.

Em seu trabalho o jornalista reuniu evidências de que o golpe de Estado em Kiev foi preparado com a participação direta de organismos norte-americanos como a Agência para o Desenvolvimento Internacional, o Instituto para a Paz e toda uma rede de empresas privadas. O que pode contrapor a Rússia a uma tal política de Washington?

A segunda “revolução laranja” e o golpe de Estado em Kiev foram organizados por cidadãos dos EUA, afirma Weissman num artigo publicado no site independente Reader Supported News. Contudo, o autor acredita que o objetivo principal de Washington não é nem de perto a Ucrânia. Tudo o que está acontecendo em terras desta última é apenas uma parte do plano dos EUA dirigido contra a Rússia.

Ultimamente, diz o artigo, o esquema de influência sobre os países com o propósito de democratizá-los segundo o modelo americano foi mudado. Tiveram que ser feitas alterações depois de uma série de revelações: como se descobriu, a CIA realizava operações subversivas usando fundações privadas, incluindo a Ford Foundation.

Agora o controle das fontes de financiamento de “intervenções não militares” em assuntos de terceiros foi assumido pelo Departamento de Estado – e a CIA, a NSA e o Pentágono apenas prestam “serviços especializados”. Os receios de “mau uso de fundos” são tão grandes que até mesmo a distribuição de bolinhos na praça da Independência em Kiev teve que ser realizada pela vice-secretária de Estado. E há que reconhecer que Victoria Nuland conseguiu realizar essa missão com sucesso.

Em princípio, Weissman não disse nada que alguém não soubesse. Em todo o mundo (com a exceção, talvez, dos próprios EUA) há muito se sabe em que estão envolvidas todas essas fundações. Isso se faz sob o pretexto de “ações humanitárias”, mas tal “biombo” não engana quase ninguém hoje em dia, nota o analista Alexei Pilko:

“Estas fundações foram criadas a fim de sustentar regimes estrangeiros “amigáveis aos EUA”. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos trabalharam insistente e propositadamente durante muito tempo com o objetivo de espalhar a influência de Washington. Para esse fim foi criada toda uma série de instituições especiais, que foram testadas na época da “guerra fria”. Hoje elas trabalham muito bem e realizam as tarefas que lhes são colocadas por Washington oficial.”

A “infraestrutura não-militar do imperialismo norte-americano”, como a chama Weissman, é a Fundação Nacional para a Democracia (National Endowment for Democracy ou NED) com suas subdivisões (por exemplo, o Centro para a Iniciativa Privada Internacional e o Centro Norte-Americano para a Solidariedade Sindical Internacional). A lista inclui também a Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o Instituto dos Estados Unidos para a Paz.

E para operações propriamente ditas e trabalho a nível local é usada uma rede continuamente crescente de grupos de fachada e empresários privados. Nesta mesma categoria estão também instituições privadas como as fundações de George Soros e Pierre Omidyar. No caso deles, Weissman, segundo diz, não tem a certeza “se este é realmente dinheiro privado ou fundos do governo camuflados como privados”.

Não haverá nos cálculos do jornalista norte-americano alguma teoria de conspiração? Talvez o envolvimento dos EUA em processos como a Primavera Árabe e o Inverno Ucraniano seja exagerado?

No entanto, qualquer leitor pode verificar os fatos apresentados no artigo. E será fácil para qualquer um de concluir que os acontecimentos na Ucrânia são o resultado de anos de preparação e financiamento. Sem isso, a derrubada da autoridade legítima seria impossível, acredita o analista político Leonid Polyakov. Quanto à Rússia, Moscou deveria se opor mais ativamente às ações de Washington justamente a nível social, acredita o especialista:

“É necessário contrapor a tais atividades uma intensificação de contatos entre organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil, organizações culturais. Se a Rússia realmente acredita que os seus ex-sócios da União Soviética não são apenas vizinhos, mas são parte do chamado “mundo russo”, então o trabalho de cooperação, identificação de interesses comuns, busca de áreas de atividades conjuntas deve ser ampliado várias vezes.”

Retornando à Ucrânia, há que notar que nos últimos anos no país tem sido imposto, segundo Weissman, “um novo conjunto de mitos históricos”. Eles foram “inventados e popularizados” principalmente através dos esforços da “diáspora ucraniana”. Teve uma mão nisso também a ex-funcionária da Casa Branca Katerina Chumachenko – mais tarde, a esposa do terceiro presidente ucraniano Viktor Yuschenko.

E não surpreende que as atuais autoridades de Kiev estejam seguindo os passos do nacionalista Bandera – e isso não preocupa Washington de todo. O autor refere o leitor a uma publicação de 2010, disponível ao público, do Arquivo Nacional dos Estados Unidos sob o nome de “A sombra de Hitler” (The Shadow of Hitler). Este documento mostra claramente que ao longo de toda a Guerra Fria as agências de inteligência norte-americanas não cessaram a cooperação com o líder dos seguidores de Bandera, Mykola Lebed.

O serviço de contraespionagem militar dos EUA chamava Lebed de “notório sadista e colaborador dos nazistas”. E tais qualidades de seu parceiro de negócios, aparentemente, não incomodavam nada a Casa Branca, como não a incomodam as inclinações abertamente pró-nazistas dos atuais governantes de Kiev.

 http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/14930/%E2%80%9CSegunda-revolucao-laranja%E2%80%9D–um-pequeno-passo-para-um-grande-objetivo-norte-americano/

USAID, NED y CIA – La Agresión Permanente por Eva Golinger

19 abr

Postado originalmente em Imperialism and Resistance:

Libro completo disponible aqui: La Agresión Permanente por Eva Golinger (pdf)

Ver original

Nas cercanias do Palácio by Leandro Fortes

19 abr

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Por Leandro Fortes

clippingDocumentos do governo brasileiro indicam que os Estados Unidos ainda mantêm ao menos seis bases de espionagem em Brasília

Desde a terça-feira 6 um grupo de assessores brasileiros liderados pelo Ministério das Comunicações está em Washington para ouvir as explicações do Departamento de Estado americano sobre as denúncias de espionagem contra o País. E um lance para a plateia. Nas principais instâncias de inteligência do governo federal e, portanto, no Palácio do Planalto, desde sempre se sabe, ou se deveria saber, da movimentação de espiões dos Estados Unidos no território nacional sob proteção da Embaixada em Brasília.

Manter agentes de inteligência em representações diplomáticas não chega a ser uma novidade. Quase todos os países possuem alguma estrutura desse gênero. O problema é que os norte-americanos vão além, operam com uma liberdade incomum e extrapolam os limites da soberania. Segundo os documentos vazados pelo ex-funcionário da CIA Edward Snowden, até 2002Tio Sam valia-se de 16 instalações em território nacional para atividades de “inteligência”. CartaCapital apurou que ao menos parte dessa rede ainda continua ativa. E pior: está instalada em Brasília, no coração do poder político do País.

edward-snowden

A série de documentos secretos e reservados do governo federal obtidos pela revista, vários deles encaminhados a assessores diretos da presidenta Dilma Rousseff, relata o funcionamento de ao menos seis endereços em Brasília utilizados pela Embaixada dos EUA como centros de operação e análise de inteligência. São quatro imóveis no Lago Sul, área tradicionalmente residencial da cidade, um no Setor de Indústria e Abastecimento e outro no Setor de Autarquias Sul, região central da capital, a pouco mais de 1 quilômetro do prédio dessa embaixada. Os imóveis, casas e salas comerciais, cobrem com frequências de rádio toda a extensão do Plano Piloto de Brasília, a partir de antenas de radiocomunicação e telefonia exclusivas autorizadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que tem um representante na missão enviada pelo governo aos Estados Unidos. A outorga para o uso “limitado-privado” foi concedida à Embaixada dos EUA no fim do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1997, e tem validade até 20 de julho de 2019. Ao todo, abrange 841 licenças de frequências de rádio para uso exclusivo dos americanos em solo brasileiro.

Na sala comercial número 209 do Bloco H da QI9, no Lago Sul, funcionava a principal divisão de segurança das embaixadas e consulados dos Estados Unidos, responsável pela movimentação de diversos equipamentos de comunicação. Lá, o Regional Security Office (RSO) funcionou por oito anos até se mudar, no fim do ano passado, para a sala 411 de um movimentado edifício de lojas e escritórios no Setor de Autarquias Sul. No local, tanto os funcionários da portaria como a vizinhança do corredor estranham a movimentação constante de servidores da Embaixada, quase sempre no turno da manhã. Muitos costumam passar a noite no escritório.

DEAA Embaixada dos EUA mantém ainda um conjugado de salas comerciais de números 311 e 312 no Conjunto 12-A do Setor de Mansões Dom Bosco, também no Lago Sul. Na sala 311, segundo os relatórios encaminhados ao Palácio do Planalto, funciona o escritório da Drug Enforcement Administration, a DEA, órgão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos encarregado da repressão e controle de drogas. Como se verá mais adiante, a DEA tem uma longa história no Brasil. Nos anos FHC, financiava atividades da Polícia Federal e, em troca, tinha carta branca para atuar em território nacional, conforme denunciou uma série de reportagens de CartaCapital entre 1999 e 2004.

Na sala 312 fica um contingente do Information Program Center (IPC), responsável pela comunicação de rádio e telefonia da Embaixada norte-americana, principalmente na área de inteligência. As duas salas são fortemente gradeadas e permanentemente refrigeradas. Aparentemente, funciona como uma estação de rádio que opera em diversas frequências, a partir das licenças concedidas pela Anatel.

O maior imóvel alugado pela Embaixada americana é uma chácara na QI 5 do Lago Sul. No terreno vigiado por câmeras e guaritas foram construídos alojamentos para fuzileiros navais e é um dos endereços com licença de funcionamento de radiofrequência da Anatel. Em outro terreno menor, ocupado por uma casa no Conjunto 2 da QL16 do Lago Sul, os americanos montaram aparentemente um bunker rodeado de câmeras de segurança e com uma guarita de vidros espelhados. No galpão do SIA, em uma zona afastada do Plano Piloto, a antiga movimentação de funcionários e furgões da Embaixada americana foi interrompida no início do ano. O imóvel foi esvaziado e, atualmente, há apenas uma placa de “aluga-se” na entrada.

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Segundo documentos publicados pelo jornal O Globo, outra unidade de espionagem funcionou em Brasília, até 2002, controlada pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, em inglês), em conjunto com a CIA. Era parte da rede de 16 bases das agências de inteligência dos EUA que coletavam informações em todo o País, a partir de satélites de outros países. Embora o Brasil não tenha satélites próprios (o único foi repassado à Embratel na privatização de 1997), o governo mantém alugados oito desses. Os satélites estão estacionados sobre a Linha do Equador e, por isso, colhem muitas e importantes informações sobre a Amazônia, região de grande interesse estratégico e alvo de cobiça internacional. Outros documentos, datados de 2010, dão conta da possibilidade de os EUA terem grampeado escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas, em Nova York. Outros papéis vazados à mídia nacional revelam que o então presidente Lula foi monitorado durante a tentativa de fechar um acordo com o Irã em 2009.

CartaCapital entrou em contato com a Embaixada dos Estados Unidos na sexta-feira 2 para saber qual a utilidade dos seis imóveis apontados como bases de espionagem em relatórios internos do governo federal. Todas as informações, inclusive os endereços das casas e salas comerciais, foram encaminhadas à assessoria de comunicação da Embaixada via e-mail, mas nenhuma resposta foi enviada até o fechamento desta edição.

As informações sobre o mega esquema de espionagem dos Estados Unidos começaram a se tornar públicas a partir de 6 de junho, quando o jornal britânico The Guardian iniciou a publicação de uma sequência de reportagens do jornalista GlennGreenwald baseadas nos documentos vazados por Snowden. Soube- se assim que a NSA não cuidava apenas da segurança interna, mas estendia seus tentáculos a países aliados, inclusive o Brasil. A partir de bases espalhadas planeta afora e de uma rede de satélites, os Estados Unidos montaram um sistema monstruoso de monitoramento de e-mails e ligações telefônicas com a cooperação de empresas de telecomunicações e de gigantes da internet, entre eles o Google e o Facebook. Os espiões americanos desenvolveram um programa chamado PRISM, dedicado ao monitoramento em tempo real da circulação de informações na rede mundial de computadores, em tese para prevenir ataques terroristas.

NSA

Snowden trabalhava para a CIA e para a NSA em cargos ligados ao manejo e acompanhamento de dados em sistemas secretos de informação. Antes de iniciar os primeiros vazamentos em Hong Kong e fugir para a Rússia, ocupava o posto de analista de infraestrutura na Booz Allen & Hamilton, contratada pela NSA supostamente para prestar serviços de consultoria estratégica. Sob essa fachada, a Booz Allen conseguiu contratos com setores públicos de vários países, entre eles o Brasil, durante o mandato de FHC. Aqui, a consultoria participou oficialmente da formulação dos programas Brasil em Ação e Avança Brasil, que nunca saíram do papel, além de ter auxiliado nas privatizações promovidas pelos tucanos na década de 1990 e na reestruturação do sistema financeiro nacional.

Ao longo dos oito anos da era fernandina, portanto, a principal prestadora de serviço da CIA no esquema de espionagem mundial não só foi contratada pelo governo brasileiro como teve acesso a dados privilegiados das ações administrativas do País e a informações completas de toda a movimentação financeira nacional. Isso incluía livre trânsito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Um dos projetos em conjunto entre Brasília e a Bozz Allen, pago com dinheiro nacional, foi batizado de Brasiliana e traçou os “Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento”.

Apesar dessas relações carnais, como diria o argentino Carlos Menem, FHC veio a público, logo após os vazamentos, negar qualquer conhecimento a respeito da espionagem dos EUA A respeito, o ex-presidente construiu uma daquelas frases consideradas brilhantes por seus admiradores: “Nunca soube de espionagem da CIA em meu governo, mesmo porque só poderia saber se ela fosse feita com o conhecimento do próprio governo, o que não foi o caso”. Em seguida, sugeriu à presidenta Dilma Rousseff tomar uma atitude. “Cabe ao governo brasileiro, apurada a denúncia, protestar formalmente pela invasão de soberania e impedir que a violação de direitos ocorra.”

FHC talvez tenha sofrido um lapso de memória. Ele mal iniciava seu segundo mandato quando CartaCapital publicou reportagens sobre a influência dos serviços de inteligência dos Estados Unidos na Polícia Federal.

FHC-foto-Magdalena-Gutierrez

A DEA e a CIA financiavam atividades da PF: pagavam agentes, davam treinamento, pagavam hotéis, aluguéis de carros e até de imóveis utilizados pela força federal. Em troca, circulavam livremente pelo Brasil. Em uma reportagem de maio de1999, Bob Fernandes, então redator-chefe desta revista, menciona os imóveis utilizados pela CIA de Norte a Sul do País. Eram 15, número bem próximo dos 16 revelados pelos documentos vazados por Snowden. No mesmo mês e ano, Fernandes registrou a seguinte declaração de James Derham, chefe da missão diplomática dos EUA, a respeito do teor da atuação norte-americana em território nacional. Derham não deixa margem para dúvidas: “O dinheiro é nosso, as regras são nossas”. A partir do governo Lula, o acordo deixou de funcionar, Tio Sam diminuiu a abrangência de suas atividades, mas, como denunciou Snowden e como comprovam os documentos oficiais do governo brasileiro, as atividades de espionagem não cessaram.

O envio de representantes do Brasil a Washington foi decidido durante uma reunião em 27 de julho entre Dilma Rousseff, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o chanceler Antonio Patriota. A ideia inicial era convidar autoridades americanas para virem ao Brasil, mas Patriota convenceu a presidenta de que o melhor era enviar um grupo à capital dos EUA. Segundo o chanceler, uma missão brasileira provocará mais impacto na comunidade internacional, principalmente entre os aliados europeus atingidos pela bisbilhotagem do império. E pouco provável, no entanto, que a visita a Washington renda mais do que uma explicação formal sobre o expediente denunciado por Snowden.

Há um mês, em um telefonema para Dilma, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deu poucas e mal formuladas explicações sobre o monitoramento e a espionagem de cidadãos e instituições brasileiras pela NSA. Lamentou a repercussão negativa do caso e fez o convite para a missão de Brasília visitar seu país.

Publicamente, o presidente Barack Obama argumentou tratar-se apenas de um programa de defesa da segurança interna, sem riscos à privacidade alheia. “Ninguém está ouvindo suas conversas”, declarou. Segundo o general Keith Alexander, chefe da NSA, o programa PRISM tem evitado dezenas de ataques terroristas aos EUA e criticou Snowden por danificar de modo “significante” e “irreversível” a segurança da nação.

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A crise pegou o Palácio do Planalto de surpresa, em parte por culpa da estrutura herdada, primeiro por Lula, depois por Dilma, do Sistema Brasileiro de Inteligência, o Sisbin. O órgão central desse sistema, a Agência Brasileira de Inteligência, deveria cuidar de informar diretamente a Presidência da República sobre a movimentação de espiões estrangeiros no País. A Abin não tem, porém, acesso direto ao Planalto desde o governo FHC, quando foi criado o Gabinete de Segurança Institucional, estrutura militarizada comandada desde sua instalação, em 1999, por oficiais do Exército. O atual chefe do GSI é o general José Elito, ex-comandante das tropas brasileiras no Haiti.

A crise tem origem justamente na relação entre a Abin e o GSI, órgão que se transformou numa barreira para as relações entre a agência e a Presidência da República, e fez da agência uma instituição secundária, impedida de cumprir sua missão legal, a de assessorar o Planalto. Mais do que um filtro das informações produzidas pelos agentes secretos brasileiros, o GSI criou um problema de interação da Abin com a sociedade. Uma das primeiras medidas do general Elito ao assumir a função de ministro-chefe foi acabar com a área de comunicação social da agência, seção prevista no estatuto interno do órgão. Na prática, isso criou uma espécie de censura interna e impediu o atual diretor-geral da agência, Wilson Trezza, de estabelecer qualquer tipo de ligação com a mídia. Até notas oficiais são barradas. Por esse motivo, Trezza não atendeu aos pedidos de entrevista de CartaCapital. Sugeriu que a demanda fosse encaminhada ao GSI.

A revista enviou perguntas ao GSI. Obteve a seguinte resposta: até a conclusão dos trabalhos da missão brasileira enviada a Washington, o gabinete considera “não ser oportuna a realização da entrevista”.

A missão brasileira precede a visita de Dilma aos Estados Unidos em outubro. Em setores ligados ao governo cresce a sensação de que os americanos agem para fazer valer seus interesses, especialmente na ainda indefinida licitação dos Caças. As Forças Armadas anunciaram poucos dias atrás a intenção de aposentar os Mirage a partir do fim deste ano. A compra de novos aviões de defesa foi adiada inúmeras vezes durante a administração de Lula, apesar de um acordo prévio fechado com os franceses.

FA-18F Super Hornets assigned to the Red Rippers of Strike Fighter Squadron (VFA) 11

Os Caças F-18 são superiores às aeronaves concorrentes, mas os EUA têm restrições para a transferência de tecnologia, item até agora considerado fundamental pelo governo brasileiro no processo de compra. Não se sabe se Dilma manterá as diretrizes do antecessor ou mudará os critérios de escolha. Washington nutre esperanças de alterar a perspectiva de Brasília. Resta saber se as recentes revelações da espionagem de Tio Sam vão atrapalhar o lobby americano.

Fonte:. Carta Capital-Leandro Fortes

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