As imagens falam por si só:. Deu #Dilma13

27 out

SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes005 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes006 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes007 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes008 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes009 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes010 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes011 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes012 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes013 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes014 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes015 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes016 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes017 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes018 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes019 SuperBand ProAction___76,99 para 69,71_NetShoes020

Como funciona a “venda casada” entre a Revista Veja e Jornal Nacional

25 out

Luiz Carlos Azenha – Em 2006 eu era repórter da TV Globo de São Paulo. Foi a primeira cobertura de eleição presidencial de minha carreira. Minha tarefa nas semanas finais da campanha foi a de acompanhar o candidato tucano Geraldo Alckmin. De volta à redação paulista da emissora, ouvia reclamações de colegas sobre a cobertura desigual. As reclamações partiam de uma dúzia de colegas, alguns dos quais continuam na Globo.
Explico: a Globo havia destinado todos os recursos e os melhores repórteres e produtores investigativos para levantar tudo que se relacionasse ao mensalão petista ao longo de 2005.
Numa ocasião, num plantão de fim de semana, fui deslocado para São Bernardo do Campo para fazer a repercussão de uma denúncia de Veja:

Não consegui encontrar Vavá, o irmão de Lula, na casa dele.
Quando voltei à redação, disse ao chefe do plantão que achava estranho repercutir acriticamente uma reportagem de outra empresa sem que nós, da Globo, fizessemos uma checagem independente do conteúdo. E se as denúncias se provassem falsas?
A resposta: era pedido do Rio e deveríamos simplesmente reproduzir trechos do texto da revista no Jornal Nacional.
Percebi pessoalmente, então, como funcionava o esquema: a Veja apresentava as denúncias, o Jornal Nacional repercutia e os jornalões entravam no caso no fim-de-semana. Era uma forma de colocar a bola para rolar. Depois, se ficasse demonstrado que as denúncias não tinham cabimento, o estrago estava feito. Quando muito, saia uma notinha aqui ou ali. Nunca, obviamente, no Jornal Nacional ou com o mesmo alcance.
Em 2006, portanto, o desconforto de colegas tinha antecedentes. O primeiro deles a se manifestar na redação foi Marco Aurélio Mello, editor de economia do JN. São Paulo sempre foi a principal praça para a cobertura econômica, por motivos óbvios. Naquele período, os índices econômicos batiam recordes, especialmente na construção civil. O consumo bombava. Era comum fazer reportagens a respeito. Segundo Aurélio, repentinamente ele recebeu orientação para “tirar o pé” desse tipo de reportagem, que poderia beneficiar a reeleição de Lula.
Quando o repórter Carlos Dornelles, em uma palestra no Sul, disse que não apenas o mensalão, mas também os barões da mídia deveriam ser investigados, foi imediatamente colocado na geladeira, de onde saiu para o Globo Rural.
Num comentário para o Jornal da Globo, Arnaldo Jabor comparou o presidente e candidato Lula ao então ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-il.
De repente, o comentarista de política Alexandre Garcia passou a fazer aparições no programa de Ana Maria Braga.
Na cobertura do dia dos candidatos, com 90 segundos para cada, em geral eram três contra um. As denúncias do noticiário eram repercutidas com Alckmin, Heloisa Helena e Cristovam Buarque: 270 segundos. Lula tinha 90 segundos para se defender.
A situação chegou a tal ponto que os colegas decidiram protestar formalmente, numa reunião com o diretor regional da Globo.
Para colocar panos quentes ficou decidido que, sim, a Globo também investigaria os tucanos. A base era a capa de uma revista IstoÉ que trazia detalhes que poderiam ser comprometedores para o então candidato a governador de São Paulo, o ex-ministro da Saúde José Serra. Era sobre o envolvimento dele com a Máfia das Ambulâncias superfaturadas, que até então era atribuída completamente ao PT.
Porém, no caso da IstoÉ, a Globo não fez a repercussão acrítica que fazia da Veja.
Como eu não estava presente na reunião, acabei escalado para tratar do assunto, de forma independente. Porém, não nos foram dados recursos para investigar. A produtora Cecília Negrão, hoje no Sindicato dos Bancários, teve de se virar por telefone. Nem uma viagem até Piracicaba foi autorizada. Era a cidade de Barjas Negri, ex-prefeito, homem que havia substituído Serra no Ministério da Saúde quando ele se licenciou para sair candidato ao Planalto em 2002.
Ainda assim, conseguimos algumas informações importantes: de fato, a máfia das ambulâncias que havia atuado no Ministério da Saúde de Lula era herança do que a Globo chamava, quando era de seu interesse, de “governo anterior”. Governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Confirmamos também que das 891 ambulâncias superfaturadas negociadas pela máfia, 70% tinham sido entregues antes de Lula assumir! Esse era o dado crucial. A reportagem nunca foi ao ar, mas por sorte eu escrevi o texto em um bloquinho de anotações e pude rememorar o casoAQUI.
Naquela temporada eleitoral também aconteceu o caso dos aloprados, os petistas que supostamente tentaram comprar um dossiê contra o candidato Serra. As fotos do dinheiro apreendido com eles, coincidentemente, vazaram para a mídia na antevéspera do primeiro turno. Contei este caso mais recentemente AQUI. Nunca vou me esquecer de um colega, diante do prédio da Polícia Federal em São Paulo, ligando para o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para alertá-lo que a Globo estava disposta a levar a eleição para o segundo turno a qualquer custo.
De tudo o que vivi naquele 2006, no entanto, o mais marcante foi a descoberta in loco, não como observador externo, mas como testemunha ocular, da “venda casada” entre a revista Veja e o Jornal Nacional. Ela se repetiu em 2010 e já aconteceu em 2014. Hoje, dia do debate entre Dilma Rousseff e Aécio Neves na emissora, teremos ocasião de ver se a parceria está em pleno vigor. Vamos ver quantos minutos o JN dedicará à capa da Veja horas antes do debate final que antecede o segundo turno. Façam suas apostas.

Soros manipula políticos. Obama é exemplo.

25 out
Soros e a CIA agora investem em Neves-neto tentando derrotar Rousseff
 
 
 

Adital


Imagem: http://www.paginasimoesfilho.com.br

Por Wayne Madsen*

Depois que manipuladores na imprensa-empresa brasileira, a CIA e empregados de George Soros tentaram inventar Marina Silva, candidata-de-Partido-Verde- convertida-em-socialista- repentina, para concorrer à presidência do Brasil, depois de um acidente aéreo clássico “de manual” da CIA, em que morreu o candidato do verdadeiro Partido Socialista, Eduardo Campos, todas essas mesmas forçar voltam a atacar, favorecendo agora o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves.

Embora Neves estivesse em 2º lugar, atrás só da atual presidenta brasileira Dilma Rousseff, antes do 1º turno das eleições de outubro, a comoção gerada pela morte de Campos e de vários de seus assessores, dia 13 de agosto de 2014, empurrou Neves para o 3º lugar nas pesquisas.

Depois de afastado Eduardo Campos, Marina Silva, favorita de Soros e de sua rede internacional de dinheiro para ONGs, foi então catapultada para o 2º lugar. Felizmente, graças ao trabalho de inúmeros jornalistas blogueiros investigativos, as conexões de Marina Silva com Soros e sua equipe de intervencionistas e magnatas operadores de hedge funds foram descobertas e expostas.

Com os eleitores brasileiros já cientes dos cordões de marionete que ligavam Marina Silva a Soros e a outros banqueiros brasileiros e globais, ela afinal apareceu em 3º lugar nas urnas, dia 5 de outubro de 2014, fora, portanto, do segundo turno eleitoral. Adiante, a mesma Marina “socialista” Silva, derrotada nas urnas, declarou apoio ao neoliberal Neves – segunda aposta de Soros para tentar assumir as rédeas do poder presidencial no Brasil.

O principal conselheiro econômico de Neves e o homem que seria ministro das Finanças numa eventual presidência de Neves é Armínio Fraga Neto. Amigo próximo e ex-sócio de Soros e de sua empresa Quantum, de hedge funds . Fraga conta com a presidência de Neves para abrir o Brasil às “forças de mercado”, as mesmas que declararam guerra econômica à Venezuela e estão tentando derrubar a Argentina servindo-se de amigos de Soros que comandam fundos-abutres em Wall Street . Fraga, freqüentador habitué do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, é também ex-empregado de Salomon Brothers e ex-presidente do Banco Central do Brasil. Fraga também é ligado a Goldman Sachs, através de uma corretora imobiliária em Manhattan.

Armínio Fraga e George Soros

Fraga é também membro do elitista Conselho de Relações Exteriores [orig. Council on Foreign Relations ] e do Grupo dos 30 [orig. Group of 30 ], o que o põe no mesmo campo que outros vilões de Wall Street como Alan Greenspan, David Rockefeller, Jacob Frenkel, ex-presidente do Banco de Israel e o colunista Paul Krugman, apologista de Wall Street [e colunista da Folha de S.Paulo , onde no começo da semana em curso escreveu que "O que o mercado está dizendo, na verdade, é que o Fed está imprimindo dinheiro de menos ” (sic)] e do ex-secretário da Fazenda dos EUA, Larry Summers.

A vitória fácil de Rousseff no primeiro turno das eleições de 5 de outubro de 2014 pôs em modo de propaganda frenética toda Wall Street e seus operadores-jornalistas no Brasil que fazem oposição aos planos de Rousseff de ampliar o banco de desenvolvimento Banco dos BRICS) que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, para competir com o Banco Mundial.

Pesquisas muito questionáveis sugerem que Rousseff e Neves estariam correndo pescoço a pescoço (em “empate técnico”, como se diz no Brasil) agora que se aproxima o 2º turno das eleições, dia 26 de outubro de 2014. Mas esses resultados só são apresentados como confiáveis e rigorosos pelos sempre patéticos “estenógrafos” de Wall Street fantasiados de jornalistas, cujos textos enchem as páginas de The Wall Street Journal , Financial Times , Bloomberg News e Forbes.

Presidente Getúlio Vargas trabalhando…

O avô de Aécio Neves, Tancredo Neves [foi ministro da Justiça de Getúlio Vargas de junho de 1953 até o suicídio do presidente, tempos de extrema dificuldade; foi primeiro-ministro no final da ditadura; e] foi eleito presidente do Brasil dia 15/3/1985, em eleições ainda indiretas, depois de derrotada no Parlamento a campanha histórica pelas “Diretas Já”. Mas Tancredo foi eleito nas primeiras eleições que elegiam presidente civil , depois de já 20 anos de ditadura no Brasil. Na véspera de tomar posse, solenidade marcada para o dia 15/3/1985, Tancredo Neves caiu gravemente doente. Com a doença do presidente eleito, foi empossado o vice-presidente, bem mais conservador, José Sarney. Tancredo nunca se recuperou e morreu, ao que se sabe, de diverticulite, dia 21/4/1985. Depois se divulgou que Tancredo sofreria de um câncer não descoberto, senão depois de já se ter alastrado. Essa semana, dia 16 de outubro corrente (2014), na saída de um debate televisionado com o candidato Aécio Neves, a presidenta Dilma teve um ligeiro mal-estar, o que muito assustou muitos brasileiros, que lembraram do que acontecera a Tancredo Neves.

O que se sabe com certeza é que na CIA havia gente, além dos que sabiam preparar convenientes acidentes de avião , como os que mataram o primeiro-ministro português Francisco Sá Carneiro, o líder panamenho Omar Torrijos e o presidente do Equador Jaime Roldós, todos num período de seis meses, entre dezembro de 1980 e abril de 1981 [depois da eleição de Ronald Reagan à presidência dos EUA e da volta para dentro da CIA dos pistoleiros infames que haviam trabalhado para George H W Bush e William Casey], que servia na Divisão de Serviços Técnicos, que continuava a desenvolver armas químicas, inclusive agentes cancerígenos, para assassinar alvos políticos.

Néstor Kirchner e Hugo Chávez assassinados?

Em anos recentes, vários líderes latino-americanos foram atingidos ou por cânceres ou por ataques cardíacos. As duas vítimas mais notáveis foram os presidentes da Venezuela Hugo Chávez, e da Argentina, Nestor Kirchner. Noticiou-se que a esposa de Kirchner e atual presidenta da Argentina Cristina Fernandez de Kirchner teria um câncer na tireoide, o que adiante foi desmentido por seus porta-vozes. Mas uma “onda” de cânceres em diferentes graus atingiu vários outros líderes latino-americanos, como o ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo (que foi deposto por golpe arquitetado pela CIA ); o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (depois de haver assinado um acordo de paz com o movimento guerrilheiro revolucionário das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, FARC); o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; e o recentemente re-eleito presidente da Bolívia, Evo Morales.

O presidente da Guiana, Forbes Burnham, morreu de câncer na garganta; e o presidente de Nauru , Bernard Dowiyogo, morreu de um ataque cardíaco fulminante, quando eram atendidos em hospitais em Washington. Muitas suspeitas cercaram essas duas mortes, acontecidas nos hospitais da Georgetown University e George Washington , respectivamente.

Sidney Gottlieb O macabro cientista-chefe da CIA , o judeu húngaro Dr. Sidney Gottlieb , desenvolveu várias armas biológicas para o programa MK-ULTRA da CIA , durante os mais de 20 anos de serviços que prestou à agência. Uma delas foi uma toxina biológica metida no tubo de pasta de dentes a ser usado pelo primeiro-ministro do Congo, Patrice Lumumba; outra, um lenço contaminado com bactérias de botulismo, a ser oferecido ao líder iraquiano general Abdul Karim Kassem.

Mas o movimento de Aécio Neves distanciar-se das credenciais democráticas do avô, é manifestação de outro aspecto das operações da CIA para influenciar governos estrangeiros. Aécio Neves representa os interesses de Wall Street , o que se vê claramente pela presença de Fraga como conselheiro econômico.

Os abutres de Wall Street , inclusive outros sócios de Soros e Fraga em New York , querem privatizar a empresa estatal de petróleo brasileira, Petrobras. Por isso, Aécio Neves foi imediatamente “encampado” pelos mesmos interesses financeiros globais que tentaram inventar Marina Silva para pô-la na presidência do Brasil. Com ela derrotada nas urnas, aquelas mesmas forças rapidamente se realinharam para tentar eleger o Neves-neto [desfrutável]. Para a CIA , o sangue não é mais espesso que a água.

Mas tampouco parece fazer qualquer diferença, também aos olhos do Neves-neto, que haja alta probabilidade de a CIA ter tido parte ativa no assassinato de seu avô. Um filho de Omar Torrijos, Martin Torrijos, tornou-se presidente do Panamá, exclusivamente para assinar um acordo de livre-comércio pró- Wall Street entre seu país e Washington. Martin Torrijos também obedeceu festivamente as ordens dos banqueiros globais, para que aumentasse a idade mínima para aposentadorias no Panamá e reformasse toda a seguridade social. E esse Torrijos-filho também foi aliado íntimo do presidente George W. Bush, sem se incomodar com o fato de o Bush-pai, presidente George H W Bush, ter, muito provavelmente, autorizado a operação da CIA que assassinou o Torrijos-pai.

A líder asiática de oposição preferida de George Soros, Aung San Suu Kyi, tampouco parece incomodada pelo fato de amigos de Soros no Gabinete de Serviços Estratégicos/ CIA terem ordenado à inteligência britânica que assassinassem o pai dela, Aung San.

Aung San Suu Kyi à frente do retrato de seu pai

Aung San, fundador do Partido Comunista da Birmânia foi escolhido para tornar-se o primeiro presidente de Burma independente, imediatamente depois da independência. Mas Aung San foi assassinado por terroristas a serviço do ex-primeiro ministro pró-Grã Bretanha, U Saw. As armas para os assassinos chegaram diretamente pelo capitão do exército britânico David Vivian, que conseguiu, com “ajuda” de alto nível dentro do governo de Burma, escapar de uma prisão local, em 1949.

O líder do Partido Liberal do Canadá Justin Trudeau, filho do ex-primeiro-ministro Pierre Elliott Trudeau, sempre agradou muito, ao contrário de seu pai, aos EUA, a Wall Street e à causa da globalização.

Justin Trudeau e Aécio Neves são claros exemplos de como águia da CIA opera tentando tomar debaixo da asa, para usar como seus instrumentos, filhos e netos de políticos populares importantes e representativos em todo o mundo, mas filhos e netos já esvaziados de qualquer conteúdo efetivamente histórico representativo de forças da maioria da população.

Dilma Rousseff vitoriosa!

As políticas da presidenta Rousseff criaram-lhe inimigos poderosos por trás das paredes da CIA em Langley, Virginia, e nas salas de reunião de Wall Street e das mais poderosas empresas do ocidente. No primeiro turno de 5 de outubro de 2014, a presidenta Rousseff conseguiu provar que pesquisas e “especialistas” erraram. Mas 26 de outubro de 2014 é outra eleição.

Dia 26 de outubro de 2014, o povo brasileiro votará pela própria vida.

Para os pobres do Brasil e para a emergente classe média, uma vitória de Neves destruirá os meios que afinal encontraram, para viver melhor, sim, mas também destruirá a própria vida que, afinal, conheceram, nos governos Lula-Dilma.

*Jornalista investigativo, autor e colunista. Tem cerca de vinte anos de experiência em questões de segurança. Como oficial da ativa projetou um dos primeiros programas de segurança de computadores para a Marinha dos EUA. Tem sido comentarista frequente da política de segurança nacional na Fox News e também nas redes ABC, NBC, CBS, PBS, CNN, BBC, Al Jazeera , Strategic Culture e MS-NBC. Foi convidado a depor como testemunha perante a Câmara dos Deputados dos EUA, o Tribunal Penal da ONU para Ruanda, e num painel de investigação de terrorismo do governo francês. É membro da Sociedade de Jornalistas Profissionais (SPJ) e do National Press Club. Reside em Washington, DC.

A última tacada de Fábio Barbosa e da Editora Abril

24 out

Luis Nassif

O amigo liga em pânico: “A imprensa vai acabar com a democracia no Brasil”. Respondo: “É a democracia que vai acabar com a imprensa e implantar o jornalismo”.

A aventura irresponsável de Veja – recorrendo a uma matéria provavelmente falsa para pedir o impeachment de um presidente da República – não se deve a receios de bolivarianos armados invadindo a Esplanada. Ela está sendo derrotada pelo mercado, pelo fato de que, pela primeira vez na história, a Internet trouxe o mercado para o setor fechado, derrubando as barreiras de entrada que permitiram a sobrevida de um jornalismo anacrônico, subdesenvolvido, a parte do país que mais se assemelha a uma republiqueta latino-americana.

É um caso único, de uma publicação que se aliou a uma organização criminosa – de Carlinhos Cachoeira – e continuou impune, fora do alcance do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

A capa de Veja não surpreende. Há muito a revista abandonou qualquer veleidade de jornalismo.

Acusa a presidente da República Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de conhecerem os esquemas Petrobras com base no seguinte trecho, de uma suposta confissão do doleiro Alberto Yousseff:

- O Planalto sabia de tudo – disse Youssef.

- Mas quem no Planalto? – perguntou o delegado.

- Lula e Dilma – respondeu o doleiro.

Era blefe.

Na sequência, a reportagem diz:

“O doleiro não apresentou – e nem lhe foram pedidas – provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o depoente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades”.

Na primeira fase da delação premiada tem-se o criminoso falando o que quer. Enquanto não apresentar provas, a declaração não terá o menor valor. E Veja tem a fama de colocar o que quer nas declarações de fontes.

Ligado ao PSDB do Paraná, o advogado de Yousseff desmentiu as informações. Mas não se sabe ainda qual é o seu jogo.

As apostas erradas da Abril
Golbery do Couto e Silva dizia que a mentira tem mais valor que a verdade. A verdade é monótona, tem uma só leitura. Já a mentira traz um enorme conjunto de informações a serem pesquisadas, as intenções do mentiroso, a maneira como a mentira foi montada.

Daí a importância da capa de Veja: permitir desvendar o que está por trás da mentira.

A primeira peça do jogo é entender a posição atual do Grupo Abril.

Apostas de altíssimo risco só são bancadas em momentos de altíssimo desespero. A tacada da Veja torna quase irresistível a proposta de regulação da mídia e de repor as defesas do cidadão que foram suprimidas pelo ex-Ministrio Ayres Britto, ao revogar a Lei de Imprensa.

Qual a razão de tanto desespero nessa aposta furada?

A explicação começa alguns anos atrás.

No mercado de mídia, o futuro acenava para o advento da Internet e da TV a cabo e para o fim das revistas e do papel. As apostas da Abril foram sempre na direção errada.

Ela montou um dos primeiros portais brasileiros, o BOL, que posteriormente fundiu-se com a UOL. Graças à sua influência política, conseguiu frequências de UHF e canais de TV a cabo.

A editora endividou-se e, para tapar buracos, Civita foi se desfazendo de todas as joias da coroa. Passou os 50% que detinha na UOL para a Folha – por um valor insignificante; vendeu a TV A para a Telefonica. Associou-se ao grupo sul-africano Naspers, em uma operação confusa, visando burlar o limite de 30% para capital estrangeiro em grupos de mídia, previstos na lei.

Não parou por aí.

Adquiriu duas editoras – a Atica e a Scipionne –, que dependem fundamentalmente de compras públicas, confiando no poder de persuasão dos seus vendedores junto à rede escolar. A decisão do MEC (Ministério da Educação) de colocar todos os livros em uma publicação única, para escolha dos professores, eliminou sua vantagem comparativa.

Aí decidiu investir em cursos apostilados para prefeituras, um território pantanoso. Finalmente, “descobriu” o caminho das pedras, passando a direcionar todas suas energias para a área de educação.

Para tanto, criou uma nova empresa, a Abril Educação, colocou debaixo dela as editoras e os cursos e contratou um executivo ambicioso, Manoel Amorim, que aumentou exponencialmente o endividamento do grupo, para adquirir cursos e escolas. Foi uma sucessão de compras extremamente onerosas, que deixaram o grupo em má situação financeira. A solução foi vender parte do capital para um grupo estrangeiro. Nem isso resolveu sua situação.

No ano passado, em conversa com especialistas do setor de mídia, Gianca Civita, o primogênito, já antecipava que a editora iria ser reduzida a meia dúzia de revistas e à Veja. Colocara à venda suas concessões de UHF e esperava que algum pastor eletrônico se habilitasse.

O cartel da jabuticaba
A editora viu-se depauperada em duas frentes. Uma, a própria decadência do mercado de revistas; outra, a descapitalização ainda maior para financiar a aventura educacional da Abril.

Além disso, foi vítima do maior tiro no pé da história da mídia brasileira: o “cartel da jabuticaba”.

Um cartel tradicional consiste em um pacto comercial entre competidores visando aumentar os preços e os ganhos de todos. O “cartel da jabuticaba” brasileiro foi uma peça genial (da Globo) em que todos se uniram contra a distribuição de parte ínfima da publicidade pública para a imprensa regional e para a Internet.

Alcançaram seu intento, mas não levaram o butim. A Internet não cresceu mas o resultado foi uma enorme concentração de verbas na TV aberta — e, dentro dela, na TV Globo.

Poucos meses atrás, o próprio João Roberto Marinho – um dos herdeiros da Globo – manifestava a interlocutores sua preocupação com a concentração da mídia. A Globo jogou em seu favor, óbvio; mas não contava com o despreparo das demais empresas sequer para entender onde estavam seus interesses.

Quando o faturamento do papel minguou, todos pularam para a Internet. Mas a piscina estava vazia graças às pressões que eles próprios fizeram sobre a Secom e as agências.

Hoje em dia, o mercado de TV a cabo passou a disputar acirradamente as verbas publicitárias. Se indagar de um executivo do setor se a disputa é com as revistas e jornais, ele dará de ombros: a imprensa escrita não tem mais a menor relevância; a disputa é com a TV aberta.

A bala de prata de Fábio Barbosa
É esse quadro de crise nas duas frentes que explica a bala de prata de Fábio Barbosa.

Nos últimos meses, Fábio Barbosa contratou o INDG, de Vicente Falconi, para um trabalho de redução de custos da Abril, paralelamente à própria redução da Abril..

Falconi constatou o que o Blog já levantara alguns anos atrás: a estrutura de Veja era superdimensionada para o conteúdo semanal.

Na época, montei um quadro com todas as reportagens de uma edição, estimei o tempo-hora de cada repórter e editor e, no final, mostrava que seria possível entregar o mesmo conteúdo com um terço da redação.

Com metodologia muito mais gerencial, Falconi chegou às mesmas conclusões, resultando daí a demissão de várias pessoas em cargos-chave – inclusive Otávio Cabral, repórter das missões sensíveis da revista, que acabou indo trabalhar na campanha de Aécio.

Apenas amenizou um pouco a queda. Com as duas frentes comprometidas, a Abril entrou em uma sinuca de bico.

Com a morte de Roberto Civita, começou a enfrentar dificuldades crescentes para renovar os financiamentos. Desde o início do ano, os herdeiros de Roberto Civita estão buscando compradores para a outra metade da Abril Educação.

Antes disso, desde o ano passado, decidiram sair definitivamente da área editorial. Mas a legislação não permite à Naspers ampliar sua participação na editora. E, se não teve nenhum corte de verba oficial para suas publicações, por outro lado a Abril jamais encontrou espaço no governo Dilma para acertos e grandes negócios, como uma mudança na legislação sobre capital estrangeiro na mídia..

É nesse quadro dramático, que o presidente do grupo, Fábio Barbosa, tenta a última tacada, apostando todas as fichas em Aécio.

A última chance
A carreira anterior de Barbosa foi no mercado bancário. Foi sucessivamente presidente do ABN Amro, depois do ABN-Real, quando o banco holandês adquiriu o Real; depois do Santander, quando o banco espanhol adquiriu os dois.

No ABN e no Santander foi responsável por uma das maiores operações imobiliárias do mercado. No ABN participou do empréstimo de R$ 380 milhões para a WTorres adquirir o esqueleto da Eletropaulo, na marginal Pinheiros. Seis meses depois, a companhia não tinha mais recursos para quitar o financiamento. Entregou parte do capital aos credores.

Em 2008, ainda na condição de presidente indicado para o Santander, Fábio anunciou a aquisição da torre pelo banco por R$ 1 bilhão. “A aquisição desse imóvel é um marco e demonstra a determinação do Santander em investir para que tenhamos um Banco cada vez mais forte e competitivo”, afirma ele. (http://migre.me/ms7aW).

Atuou no início e no final da operação, assessorado por seu homem de confiança, José Berenguer Neto.

Em pouco tempo começaram a pipocar os problemas da WTorre. Atrasou a entrega da sede do Santander, que ingressou em juízo com pedido de indenização de R$ 135 milhões. A dívida fez com que a WTorre desistisse de lançar ações na Bolsa de São Paulo.

Em outubro de 2010 a obra continuava causando transtorno, sem ser entregue (http://migre.me/ms7Pc)

Em agosto de 2011, Fabio saiu do Santander. O clima azedou quando a direção se deu conta dos problemas criados. O presidente mundial Emilio Botin colocou um homem de confiança como espécie de interventor, levando Fabio a se demitir. Junto com ele saiu José Berenguer Neto, que assumiu um cargo na Gávea Investimentos, para atuar na área imobiliária.

Na época, executivos do banco ouvidos pela imprensa disseram que no ABN Fabio tinha plena liberdade; no Santander, não mais. Fabio deixou o banco sendo elogiado pelo sucessor.

O episódio não causou tanto estardalhaço quanto a tentativa de Barbosa, no comando da Veja, de tentar um golpe de Estado armado com um 3 de paus.

Pô meu AéSim na Veja

TMZ__LINDSAY LOHAN My Presidential Candidate HAS A CHOPPER FILLED WITH COKE!

23 out

1021_lindsay_lohan_tmz

Lindsay Lohan says she has a good reason for supporting a presidential candidate in Brazil … she says her “Brazilian contacts” like the guy — a guy whose company owned a chopper filled with tons of coke.

Lindsay tweeted, “I support @aecioNeves, for presidential candidature.  His platform brings positive changes in Brazil.”
Lindsay took a beating for getting involved in anyone’s politics for obvious reasons.  But a source connected with LiLo tells TMZ, she’s supporting the guy because “she has plenty of contacts there and has several business trips to the country.”  The source also says she has a “good contact” in Brazil who likes Neves a lot.
Here’s what Lindsay’s 8.5 million followers need to know.  Neves owns a company that owns a helicopter that was seized by the federal police … seized because it was carrying 4.5 TONS of cocaine.

It’s unclear if Lindsay supports Neves because he’s a good guy or just throws a good party.
1021_lindsay_lohan_tweet
Read more: http://www.tmz.com/2014/10/22/lindsay-lohan-presidential-candidate-brazil-cocaine-coke-helicopter-tweet/#ixzz3H0a984V7

THE END.. por Palmério Dória

23 out

727-computer-reaction-face-gun-shoot-head-suicide-an-hero

O último prego no caixão do PSDB segundo relato do UOL
A quatro dias do segundo turno das eleições 2014, simpatizantes do candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) realizaram uma passeata na avenida Brigadeiro Faria Lima, zona oeste de São Paulo, na noite desta quarta-feira (22).
De cima do carro de som, o deputado federal Paulinho da Força (SD), que apoiou candidatos petistas em eleições anteriores, puxava os gritos de “fora, PT”. Ao lado dele estavam o ex-jogador Ronaldo, a cantora Wanessa Camargo, o humorista Juca Chaves e o vereador Floriano Pesaro (PSDB), única liderança tucana em cima do carro de som ao longo do percurso.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apareceu durante a concentração, no largo da Batata, mas não continuou no ato.

Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 1.000 pessoas participaram do ato, que começou por volta das 18h. Alguns policiais que acompanharam o evento na rua falaram em 5.000 participantes.
Já Milton Flávio, presidente do PSDB paulistano, disse acreditar que cerca de 20 mil militantes estiveram no evento, que, segundo ele, não foi organizado pelo partido. “Um ato convocado pela sociedade civil, que não tem ligação com nenhum partido, mas que reuniu todos aqueles que clamam por uma mudança e pedem que o Brasil volte a ser o que era.”

Meme-Face-Wallpaper-HD

Marcha anticomunista

O repertório de xingamentos a Dilma Rousseff (PT), ao PT e a símbolos da esquerda foi vasto. “Dilma terrorista!” / “Ei, ebola, leva a Dilma embora” / “Ai que maravilha, a Dilma vai pra Cuba e o Aécio pra Brasília”. Sobrou também para o compositor Chico Buarque, apoiador da candidata petista. “Chico Buarque, vai cantar Geni na m*”.
A preocupação com o comunismo permeou todo o ato: “A nossa bandeira jamais será vermelha”, gritavam os mais exaltados. Um cartaz com os dizeres “Viva a liberdade! Fora o comunismo!” foi afixado na frente do carro de som que levava as celebridades.

Os simpatizantes do tucano também fizeram uma versão de “Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré, hino da resistência à ditadura militar. “Dilma vai embora que o Brasil não quer você / aproveita e leva embora os vagabundos do PT.”

Versão tucana de junho

O ato foi convocado pelas redes sociais, em especial pelo WhatsApp, como uma tentativa tucana de reeditar os dos protestos de junho de 2013. Tanto é que o local escolhido, a avenida Faria Lima, foi um dos cenários mais recorrentes das numerosas manifestações do ano passado. Um cinegrafista da campanha do PSDB pedia para os presentes cantarem o “vem pra rua”, mas a resposta era sempre “fora, PT”.
O clima lembrava um happy hour. Muitos vestiam roupa social e bebiam cerveja em garrafas long neck. Em cima do carro de som, um mestre cerimônia, um dos poucos negros no ato, tentou puxar o jingle de Aécio, inspirado na música “Festa”, de Ivete Sangalo. “Agora é Aécio, pra mudar, o povo do gueto mandou avisar”. Sem empolgar o público, ele lamentou. “Vocês não gostaram dessa? Ninguém me acompanhou.”
Um dos presentes era Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do deputado federal Jair Bolsonaro. Recém-eleito deputado federal por São Paulo, Eduardo Bolsonaro deixou a sede da Polícia Federal na capital paulista, onde trabalha, para participar do evento.

Solitário, Eduardo não conseguia encontrar os amigos que lhe convidaram para o protesto, chamado por ele de demonstração “contra o pessoal que tá com o PT”.
No último domingo (19), Jair Bolsonaro participou de um ato de Aécio em Copacabana, na zona sul do Rio, mas não foi convidado para subir no carro, nem tirar fotos com o presidenciável, o que incomodou o deputado.
Segundo o filho, a família Bolsonaro irá apoiar Aécio de qualquer maneira. “É complicado. Ele [Aécio] aceita o apoio daquele maconheiro Eduardo Jorge [candidato à Presidência pelo PV] e rejeita o nosso, que somos representantes de três milhões de militares. Mas o Aécio querendo ou não nós e nossos eleitores vamos votar nele.”
O ponto alto da manifestação foi o hino nacional, puxado por Wanessa Camargo e cantado pela multidão em frente ao Shopping Iguatemi, um dos mais luxuosos da cidade.

O último suspiro de Aécim PóPóPó

images

Una Agresión Permanente: El Golpe Suave en América Latina (Parte 2)

18 out

Por Eva Golinger

CASO VENEZUELA: GOLPE SUAVE

Fue en el año 2003 que el Instituto Albert Einstein tocó terreno en Venezuela por primera vez. Un viaje realizado por el Coronel Robert Helvey y otro funcionario del instituto, Chris Miller, tomó lugar en abril 2003 durante 9 días en Venezuela. El objetivo de la consulta fue suministrar a miembros de la oposición venezolana la capacidad de desarrollar una estrategia basada en las técnicas de golpe suave para “restaurar la democracia” en Venezuela.1 Según el informe anual del Instituto Albert Einstein en 2004 2, los participantes en el taller incluían miembros de partidos políticos y sindicatos, líderes de ONGs y otros activistas y fue patrocinado por la organización Ofensiva Ciudadana. Algunos participantes, como el opositor Robert Alonso, han admitido que de las enseñazas del taller y la asesoría del Coronel Helvey y Gene Sharp, nacieron las “guarimbas” – las acciones violentas de calle que en principio tenían como objetivo la interrupción del referéndum revocatorio en 2004 y la creación de un alto nivel de caos y desestabilización en el país.
 
Luego, volvió el contacto entre la oposición venezolana y el AEI en marzo de 2005, cuando en la sede del instituto en Boston realizaron un taller de estrategia para estudiantes y jóvenes venezolanos. Esto fue el momento cuando comenzaron su trabajo con los jóvenes venezolanos. Trajeron dos de los dirigentes de OTPOR desde Serbia, Slobodan Dinovic y Ivan Marovic para enseñar a los estudiantes venezolanos como debilitar y desorganizar al poder y como construir y manejar su movimiento.3 Al mismo tiempo, el financiamiento de la USAID, el IRI, el NDI y la NED estaba aumentando en el país. Por cierto, en 2004, la fundación estadounidense conocida por sus vínculos con la CIA, Freedom House, llegó a Venezuela, financiada por la USAID, para apoyar a los medios privados con la preparación de operaciones psicológicas.4 
 
En 2006, el movimiento estudiantil entrenado por Gene Sharp, el Coronel Helvey y los jóvenes expertos de OTPOR, se estrenó con el Plan V durante el proceso de las elecciones presidenciales en diciembre 2006. Pero no tenían suficiente presencia en la calle y aún no habían perfeccionado las técnicas del golpe suave. Además, la situación electoral no les favorecía, pués la ventaje del Presidente Chávez sobre el candidato de oposición Manuel Rosales era demasiado para poder declarar fraude con legitimidad. No fue sino hasta abril 2007, con la excusa de la no renovación del canal de televisión RCTV, que los jóvenes entrenados por el AEI y OTPOR lograron ejecutar la primera fase de su plan. Nació el movimiento estudiantil “manos blancas” con el joven dirigente Yon Goicochea (uno de los seleccionados estudiosos de las técnias de Sharp) y dio su cara al país.5
 
Pero poco después, con Goicoechea ya pasando de ser estudiante a convertirse en un dirigente político de Primero Justicia6, las agencias estadounidenses vieron la necesidad de entrenar nuevas caras, y fueron seleccionados y enviados cuatro estudiantes venezolanos a Belgrado en octubre 2007 para recibir un entrenamiento intensivo con los expertos de OTPOR. Al regreso a Venezuela, su trabajo consistía en mobilizar el movimiento opositor contra la reforma constitucional que proponía el Presidente Hugo Chávez.
 
Mientras los estudiantes entrenados por las agencias de Washington ensayaban sus técnicas de golpe suave, creando caos en las calles, disturbios constantes y intentando provocar represión del estado, Freedom House, la NED, IRI, NDI y la USAID seguían aumentando el financiamiento a las principales ONG y partidos políticos de la oposición, como Súmate, Ciudadanía Activa, Sinergia, CEDICE, Liderazgo y Visión, Radar de los Barrios, Acción Campesina, CESAP, Consorcio Justicia, Primero Justicia, Un Nuevo Tiempo, AD, COPEI, y hasta financiaban y dirigían programas de formación de líderes estudiantiles en universidades como la Universidad Metropolitana, la Universidad Católica Simón Bolívar y otras por todo el país.7 
 
Su duro trabajo tuvo éxito en 2007 con la derrota, aunque por poco, de la reforma constitucional.8 Como era de esperar, muchos de los líderes estudiantiles, confesos apolíticos en su momento, se incorporaron en partidos políticos para asegurar futuros cargos, como Yon Goicochea en la directiva de Primero Justicia, o se luego fueron electos en cargos locales, como Stalin Gonzalez y Freddy Guevara, entre otros.
 
Cuando el Presidente Chávez falleció en marzo de 2013 después de una brutal batalla contra el cáncer, la oposición vio una nueva oportunidad de retomar al poder. Elecciones presidenciales fueron celebradas el 14 de abril de 2013 en un ambiente extremádamente tenso y volátil. Nicolás Maduro, el sucesor escogido por Chávez, se postuló contra Henrique Capriles, quien meses anteriores en octubre de 2012 había perdido la elección presidencial contra Chávez por 11 puntos.9 Esta vez, sin embargo, los resultados fueron mucho más estrechos con Maduro ganando por un margen de poco menos de 2 puntos.10 Capriles se negó a aceptar los resultados y llamó a sus partidarios a salir a las calles para protestar y “desgastar toda su rabia”. Durante los dos días después de las elecciones, 11 seguidores del gobierno fueron asesinados por los seguidores de Capriles.11 Fue un baño de sangre que no recibió atención en los medios internacionales; las víctimas no eran suficientemente importantes para alimentar sus matrices de opinión contra el gobierno.
 
Mientras 2013 avanzaba, la crisis económica en el país se intensificaba y la vieja estrategia de acaparamiento de productos para provocar escasez y pánico entre la población había regresado. Productos de consumo básico desaparecieron de los mercados – papel higiénico, aceite para cocinar, leche en polvo, harina de maíz – cosas necesarias para la vida cotidiana en Venezuela.12 La inflación empezó a subir y la especulación y aumento de precios habían disparado. Aunque una parte de esta situación estaba relacionada con el control cambiario de divisas para evitar la fuga de capital, mucho tuvo que ver con el sabotaje. Una guerra económica total estaba en marcha contra el gobierno del Presidente Maduro.13 
 
Los problemas persistieron durante todo el año 2013 y el descontento creció. Cuando de nuevo hubo elecciones en Diciembre para las alcaldías, el Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) que lideraba Maduro, tuvo una victoria contundente. 242 de 317 alcaldías fueron ganadas por el PSUV, mostrando que una sólida mayoría del país todavía apoyaba al gobierno.14 
 
Maduro llamó a los gobernadores y alcaldes de oposición recién electos a una reunión en el palacio presidencial a finales de diciembre en un intento de diálogo y para crear un espacio de trabajo juntos para mejorar la situación del país. La reunión fue generosamente recibida por la mayoría de los venezolanos.15 Sin embargo, extremistas como los opositores María Corina Machado y Leopoldo López vieron a la reunión como una amenaza a su objetivo de derrocar a Maduro antes de que terminara su mandato en 2019. Empezaron a llamar a protestas en la calle y otras acciones contra el gobierno.
 
En enero 2014, cuando los venezolanos volvieron de sus vacaciones navideñas, las dificultades económicas continuaban. Maduro comenzaba a tomar medidas enérgicas contra empresas que violaban las leyes recién promulgadas para el control de precios y en contra de la especulación. Hacia finales de enero, anunciaron nuevas medidas para el acceso a divisas que muchos percibían como una devaluación de la moneda nacional, el bolívar. Los opositores usaron el momento para demandar la renuncia de Maduro. Para febrero, pequeños focos de protestas surgieron en diferentes partes del país, principalmente en los sectores de clase media y alta.
 
Durante la celebración del Día Nacional de la Juventud, el 12 de febrero, mientras miles de personas marcharon pacíficamente para conmemorar los logros históricos de la juventud en la independencia de la nación, otro grupo impulsó una agenda diferente. La juventud opositora, los “estudiantes”, encabezaron una marcha agresiva pidiendo la renuncia de Maduro que terminó en un violento enfrentamiento con las autoridades después de que los manifestantes destruyeron fachadas de edificios, incluyendo la oficina del Fiscal General, y lanzaron objetos contra la policía y la guardia nacional y utilizaron bombas molotov para quemar bienes y bloquear tránsito. Los enfrentamientos causaron tres muertos y varios heridos.16 
 
El líder de la protesta violenta, Leopoldo López, pasó a la clandestinidad después de la confrontación cuando fue emitido una orden de arresto contra él debido a su rol en los eventos mortales y sus llamados públicos para derrocar al presidente. Días más tarde, después de un show que incluyó la transmisión de videos “desde la clandestinad”,17 López convocó a otra marcha y aprovechó el evento para entregarse a las autoridades. Fue detenido para ser interrogado y enjuiciado, todos sus derechos garantizados por el Estado.18 
 
Las violentas protestas continuaron durante el primer semestre del año, causando varias muertes adicionales, decenas de heridos y la destrucción de la propiedad pública.19 
 
Medios internacionales presentaron a los manifestantes opositores en Venezuela como víctimas de una represión estatal. Incluso algunas celebridades, como Cher20 y Paris Hilton21 fueron arrastrados en una falsa histeria, pidiendo la libertad de los venezolanos de una “dictadura brutal”. Si bien no hay duda de que un número significativo de manifestantes en las marchas más grandes que ha hecho la oposición ha protestado pacíficamente sus preocupaciones legítimas, la fuerza impulsora detrás de esas protestas era un plan violento para derrocar a un gobierno democrático. López, quien había declarado públicamente su orgullo por su papel en el golpe de abril de 2002 contra Hugo Chávez22, seguía pidiendo a sus seguidores de mantenerse en la calle contra la “dictadura” venezolana.
 
Mientras decenas de gobiernos y organizaciones internacionales, entre ellas la Unasur y Mercosur han expresado su claro apoyo y solidaridad con el gobierno venezolano y al Presidente Maduro23, Washington se apresuró a respaldar a los manifestantes de la oposición y a exigir la liberación de todos los detenidos durante las manifestaciones. Hasta el gobierno de Obama amenazó al Presidente Maduro con consecuencias internacionales si Leopoldo López fuera detenido.24 A raíz de la primera ola de violentas protestas, Maduro expulsó a tres diplomáticos estadounidenses de la Embajada de Estados Unidos en Caracas, acusándolos de reclutar estudiantes en Venezuela para participar en la desestabilización.25 
 
Siguiendo el plan del golpe suave, el Congreso de Estados Unidos solicitó sanciones contra Venezuela para castigar al Presidente Maduro y su gobierno e intentar aislarlo a nivel internacional.26 También aprobó un fondo adicional de 15 millones de dólares para los grupos opositores en Venezuela. El Presupuesto Nacional de Estados Unidos del 2014 ya incluía 5 millones de dólares para los grupos de oposición en Venezuela.27 Como un cable del Departamento de Estado de la Embajada de Estados Unidos en Caracas, publicado por Wikileaks, explicaba en marzo 2009, “Sin nuestra asistencia continua, es posible que las organizaciones que ayudamos a crear … podrían ser forzadas a cerrar … Nuestro financiamiento a esas organizaciones es una línea de vida muy necesaria”.28 
 
EL GOLPE CONTINUA
 
Con la elección de Barack Obama como presidente de Estados Unidos en 2008, millones alrededor del mundo respiraron con tranquilidad, cayendo bajo la tramposa y seductiva campaña mediática que lo presentaba como un hombre de “cambio”. Pero para América Latina, esa imagen de un Obama sonriente, tendiendo su mano a todos, cambió rápidamente a un hombre que simplemente seguía impulsando las políticas imperiales contra los pueblos del mundo.
 
El golpe de Estado en Honduras en junio 2009, fue la primera señal. Aunque muchos se resistían en aceptarlo, Washington estaba detrás de la salida forzada de Manuel Zelaya del poder. Las mismas agencias financieras – USAID, NED – el Pentágono con su estratégica base militar en Soto Cano, y los mismos actores del Departamento de Estado y la CIA, movieron sus piezas para ejecutar un cambio de régimen contra un gobierno inconveniente e incomodo para los intereses imperiales. La aplicación de la política “smart power” (poder inteligente) de Obama y su entonces Secretaria de Estado, Hillary Clinton, engaño a muchos y logró su objetivo: ganar suficiente tiempo para consolidar el golpe y no permitir el regreso de Zelaya al poder.29 
 
En octubre 2009, el Obama sonriente autorizó la firma con Colombia de un acuerdo militar que permitía la expansión militarista de Estados Unidos en América Latina más grande de toda la historia. Uno de los documentos oficiales de la Fuerza Aérea de Estados Unidos, explicaba que el uso de la base militar en Palanquero era para “combatir las constantes amenazas de los gobiernos anti-estadounidenses en la región”.30
 
Frente al nacimiento de una época de independencia, unión y soberanía en América Latina, con la creación de nuevas organizaciones regionales como la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR), la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) y la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA), Washington sigue intentando recuperar su poder, influencia y dominación en la región. No acepta la pérdida de control sobre su “patio trasero”.
 
El financiamiento multimillonario a las ONG y grupos políticos que promueven la desestabilización y los golpes suaves contra gobiernos progresistas en la region y la brutal campaña mediática que intenta proyectar a estos países como dictaduras, ha dado lugar a una reconstitución de la derecha latinoamericana que busca retomar el poder en las zonas estratégicas. La historia indica que quienes están detrás de ésta agresión permanente no descansarán hasta lograr su objetivo.


1 Supra, note 31.
2 http://www.aeinstein.org/wp-content/uploads/2014/04/2000-04rpt.pdf
“AEI and Venezuela: Einstein Turns in His Grave”, por George Ciccariello-Maher. http://www.counterpunch.org/2008/04/16/einstein-turns-in-his-grave/
4 “Freedom House in Venezuela”, por Jeremy Bigwood. http://www.questia.com/magazine/1P3-2867784971/freedom-house-in-venezuela
5 “Usaid detrás de los ‘Manos Blancas’”, por Eva Golinger. http://www.aporrea.org/ddhh/a94988.html
6 “Yon Goicoechea se une a las filas de Primero Justicia”. http://www.primerojusticia.org.ve/cms/index.php?option=com_flexicontent&view=item&cid=149:noticias&id=369:yon-goicoechea-se-une-a-las-filas-de-primero-justicia&Itemid=468
7 En documentos del Departamento de Estado de Estados Unidos, USAID y NED obtenidos por la autora bajo la Ley de Acceso a la Información en Estados Unidos.
8 “Wikileaks: Planeaban derrocar a Chávez con movimientos estudiantiles desde 2007”. http://elespiadigital.com/index.php/noticias/geoestrategia/4640-wikileaks-planeaban-derrocar-a-chavez-con-movimientos-estudiantiles-desde-2007
9 “Chávez logra un cuarto mandato como presidente para estar 20 años en el poder”, El País. http://internacional.elpais.com/internacional/2012/10/07/actualidad/1349633710_923402.html
10 “Maduro ganó ajustadamente y Capriles no reconoció el resultado”, Télam. http://www.telam.com.ar/notas/201304/13986-comenzaron-en-venezuela-los-comicios-para-elegir-al-sucesor-de-chavez.html
11 “15-A-2013: Del desconocimiento de los resultados electorales a la violencia fascista en Venezuela”. Defensoría del Pueblo, Venezuela. http://www.radiomundial.com.ve/sites/default/files/images/Documento%2015%20de%20abril%20de%202013.pdf
12 “En Venezuela escasean hasta el jabón y el papel higiénico”, El Tiempo. http://www.eltiempo.com/archivo/documento/CMS-12710453
13 “Claves para entender la ‘guerra económica’ en Venezuela”. Venezolana de Televisión. http://www.vtv.gob.ve/articulos/2014/01/16/claves-para-entender-la-guerra-economica-en-venezuela-video-9684.html
14 Consejo Nacional Electoral de Venezuela. http://www.cne.gob.ve/web/estadisticas/index_resultados_elecciones.php
15 “Maduro convoca reunión con alcaldes y gobernadores de la oposición”, CNN en Español. http://cnnespanol.cnn.com/2013/12/16/expectativa-por-reunion-de-maduro-con-alcaldes-y-gobernadores-de-la-oposicion/
16 “Tensión en Venezuela en medio de ola de protestas”, CNN en Español. http://cnnespanol.cnn.com/2014/02/12/tension-en-venezuela-en-medio-de-marcha-nacional-y-ola-de-protestas/.
17 “Apareció Leopoldo López desde la clandestinidad y llamó a marchar el martes”, El Observador. http://www.elobservador.com.uy/noticia/271877/aparecio-leopoldo-lopez-desde-la-clandestinidad-y-llamo-a-marchar-el-martes/
18 “El opositor Leopoldo López se entrega a la Guardia Nacional venezolana en una plaza caraqueña”, El Mundo. http://www.elmundo.es/internacional/2014/02/18/530399ab268e3e73528b4580.html
19 “Conozca los 41 fallecidos por la protestas violentas opositoras en Venezuela”, Alba Ciudad. http://albaciudad.org/wp/index.php/2014/04/conozca-los-26-fallecidos-a-un-mes-del-inicio-de-las-protestas-opositoras-la-gran-mayoria-son-victimas-de-las-barricadas/
20 “Cher asegura estar ‘extremadamente triste’ por Leopoldo Lopez”, El Universal. http://www.eluniversal.com/arte-y-entretenimiento/140219/cher-asegura-estar-extremadamente-triste-por-leopoldo-lopez
21 “Paris Hilton está ‘rezando por la paz en Venezuela’”, Ultimas Noticias. http://www.ultimasnoticias.com.ve/noticias/chevere/espectaculos/paris-hilton-esta-rezando-por-la-paz-de-venezuela.aspx
22 “Leopoldo López orgullos del golpe de Estado de 2002”, YVKE Mundial. http://www.radiomundial.com.ve/article/leopoldo-lópez-orgulloso-del-golpe-de-estado-de-2002-video
23 “UNASUR y MERCOSUR apoyan al gobierno de Venezuela”, Voz del Pueblo Latinoamericano. http://vozpueblocom.wordpress.com/2014/02/17/unasur-y-mercosur-apoyan-al-gobierno-de-venezuela/
24 “Maduro asegura que desde EEUU demandan no arrestar a Leopoldo López”, El Universal. http://www.eluniversal.com/nacional-y-politica/140216/maduro-asegura-que-desde-eeuu-demandan-no-arrestar-a-leopoldo-lopez
25 “Maduro expulsa de Venezuela a tres diplomáticos de EEUU”, CNN en Español. http://cnnespanol.cnn.com/2014/02/16/venezuela-expulsa-a-tres-diplomaticos-de-estados-unidos-en-caracas/
26 “Sanciones contra Venezuela por EEUU”, El Espectador. http://www.elespectador.com/noticias/economia/sanciones-contra-venezuela-un-dilema-eeuu-ano-electoral-articulo-495749
27 FY 2014 Foreign Operations Budget, US Department of State. http://www.state.gov/f/releases/iab/fy2014cbj/
28 “Venezuela: Embajada de EEUU entregó 10 millones de dólares en 2009 a la oposición venezolana”, Telesur. http://prensaislamica.com/?p=3395
29 “Honduras: el primer golpe de Estado del gobierno de Obama”, Internationalist. http://www.internationalist.org/hondurasgolpeobama0908.html
30 “Documento oficial de la Fuerza Aérea de EEUU revela las verdaderas intenciones detrás del Acuerdo Militar con Colombia”, por Eva Golinger. http://www.aporrea.org/tiburon/a89582.html 

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 3.859 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: