Crimes, incêndio, sexo e drogas farão mensalão tucano bombar mais do que caso Eliza Samúdio

12 jan

Comentário no 247:.

Se a Ação Penal 470 despertou debates e manchetes nos meios políticos e jurídicos, o mensalão tucano tem todos os ingredientes para bombar também nas páginas policiais dos jornais e telejornais populares.

Em 2013 começa a hora do pesadelo para o tucanato. Apesar de o mensalão tucano ter menos réus e mais amigos no STF e de a velha imprensa preferir varrê-lo para baixo do tapete, o escândalo tem ingredientes daqueles de despertar interesse de jornais e programas televisivos populares, do tipo que fazem o Datena e o Ratinho. Assim como o caso Eliza Samúdio, acabará por pautar o Jornal Nacional e o Fantástico, mais cedo ou mais tarde. Um dos tristes ingredientes é o caso da modelo assinada.

Para advogado da família da vítima, ela era arquivo vivo do mensalão tucano: – Nilton Monteiro é um arquivo vivo sobre os malfeitos da turma do PSDB. Esteve envolvido em coisas das campanhas tucanas de 1998 e 2002.

Depois de desentendimentos com o tucanato, denunciou a lista de Furnas (um caixa 2 tucano das eleições de 2002) e uma outra lista atribuída a Marcos Valério, de 1998. Nesta lista de 1998, a modelo assassinada aparece como emissária de R$1,8 milhão para o tucanato mineiro.

Valério nega, a Polícia Federal investiga. Perigoso demais, Monteiro passou a ser perseguido pelo tucanato de Minas desde o governo Aécio Neves. Setores da Polícia Civil de Minas o submeteram a um polêmico inquérito, não para investigar suas denúncias, mas para prendê-lo sem nenhuma condenação e desacreditá-lo, com características arbitrárias e de intimidação.

Suspeita-se – inclusive pelas gravações entre advogados e burocratas tucanos – que Monteiro só não teve o mesmo destino da modelo, devido à investigação paralela da Polícia Federal, onde ele entregou boa parte da documentação em seu poder, o que ajudou a instruir inquérito e processo da Lista de Furnas e ligados ao mensalão tucano.

Um incêndio criminoso na casa de Nilton Monteiro provocou explosões cinematográficas de carros, ameaçou a vida de nove pessoas, sendo que uma delas ficou 40 dias na CTI. Resultou no Inquérito 3.530 no STF, investigado pelo Polícia Federal e movido pelo Ministério Público de Minas Gerais, sob relatoria do ministro Joaquim Barbosa.

No inquérito, são investigados o deputado Eduardo Azeredo (PSDB/MG) e outros demotucanos, como supostos mandantes, financiadores ou envolvidos no atentado. Sexo, drogas e crimes O advogado Joaquim Engler Filho participou do grupo operacional das campanhas do tucanato mineiro.

Gravou pelo menos 21 encontros que ele participou (e já encaminhados a Joaquim Barbosa). Há conversas de baixíssimo nível sobre sexo e drogas, envolvendo o nome de um importante senador e ex-governador tucano de Minas (é exatamente quem vocês estão imaginando).

Porém, como os diálogos são impressão pessoal dos interlocutores, sem que tenham testemunhado nada, não chega a ter valor de prova. O que é muito mais grave são as conversas que giram em torno de mandantes de crimes, assassinatos, uso de policiais ligados a grupos de extermínio, subornos e acordos políticos com altas autoridades do poder judiciário, controle dos meios de comunicação.

Quem leu as degravações (a primeira até a sétima foram vazadas para internet aqui ou aqui), fica com a desalentadora impressão de que em Minas Gerais está tudo dominado pelo crime organizado entranhado nos poderes, e precisa de uma Operação Mãos Limpas semelhante a feita na Itália nos anos 80/90 (aliás, coisa já percebida há anos pelas pessoas bem informadas que acompanham a política de Minas).

A verdade é que o mensalão tucano tem tudo para ser aquilo e mais um pouco do que a Globo e a Veja queriam que fosse a Ação Penal 470.

Quem conseguirá conter José Serra? Por mais que FHC e Aécio Neves (PSDB/MG) telefonem para as redações dos jornalões e tevês dizendo para não publicarem nada, não haverá como esconder tanta sujeira debaixo do tapete, já que a blogosfera se encarregará de divulgar as informações que a Globo, Veja, Folha, Estadão e assemelhados escondem.

Mas, além da blogosfera, há um ingrediente a mais que tira o sono dos tucanos. Conhecedores do método de José Serra (PSDB/SP) para afastar seus concorrentes dentro do próprio partido, quem irá contê-lo, diante de dossiês tão fartos contra seu arqui-inimigo Aécio Neves? – http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2013/01/03/crimes-incendio-sexo-e-drogas-farao-mensalao-tucano-bombar-mais-do-que-caso-eliza-samudio/

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