A corda Bell

6 fev

Sobre as cordas no carnaval, é sempre bom lembrar esta pérola pronunciada por Bell, cantor do Chiclete com Banana – e um dos MEGA empresários da indústria do carnaval atual na Bahia (e tb no Brasil):

“A corda sempre existiu. Na minha opinião, em vez de ela separar, ela acaba unindo. Porque grande parte do povão acaba vendo de graça algo pago por uma parcela”.

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Via Foto do Som do Roque

Via Bob Fernandes 

Comentário de Luis Leal Filho

O argumento de que cordas sempre existiram não é válido e a negação disto está em dois grandes blocos das elites baianas: O Barão e Jacú, que permitiam a mistura dos seus membros com o povo, sem problema algum. 

Era bonito verificar que estes blocos não eram excludentes e o que veio a ser denominado pipoca, era folião. Em tempos mais distantes formavam-se pequenos blocos, sem cordas e outros pequenos blocos, com cordas, as charangas. 

A configuração da cidade era outra.

A concepção do carnaval era outra, que foi evoluindo, a tal ponto, que os atuais camarotes puseram fim nos bailes carnavalescos de clubes grã-finos, onde havia a separação de classes sociais, sem a usurpação do solo urbano. 

A máquina mercante que tocou Salvador e, até personalidades de vulto, como Caetano Veloso, defendem o “aparthaid” e a usurpação do solo urbano (que é do povo, como a praça também é) por blocos que insistem em tomar as avenidas enquanto passam espremendo os desafortunados “pipocas”, limitados ao exíguo espaço dos passeios contra as paredes e lançando compactando a massa, seres humanos, transformando a folia em espetáculos de violência sem sentido, enquanto os donos da festa tomam tudo e – como ditadores – impõem cordas. 

O povo deveria ser estimulado a romper as cordas e se rebelar contra esta forma manipuladora e discriminatória de exclusão da folia momesca e recuperar o espaço furtado que os blocos insistem em tomar como se fossem deles e da clientela de privilegiados. 

O direito de rebelar-se é justo e é inconteste.

Isso acontecerá, mais cedo, ou mais tarde. 

Um dia a corda cai e antes que se opere a “rebelião”, seria ótimo que donos dessas empresas, verificassem o grave erro em promoverem esta condenável separação. 

Todos somos iguais em direitos e o solo é do povo, não de blocos. 

Vamos misturar, seria a palavra de ordem, não é o que a publicidade vende?

nosso carnaval é da mistura? ou esta mistura é mero engodo? que o povo faça

valer o seu direito e deixe de ser um pipoca espremido, como uma CAROLINA, vendo a banda passar ( no maior sufoco).

 

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