Jabá na Globo volta a tona

30 abr

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Essa semana o colunista Léo Dias, aquele mesmo que foi processado pelo Zezé di Camargo quando disse que ele teria engravidado a ex-integrante do Pânico e ex-Casa dos Artistas Mariana Kupfer, resolveu botar a boca no mundo novamente essa semana e falar, inclusive citando nomes, sobre o jabá cobrado em alguns programas da Globo para a apresentação de artistas.
Esse “escândalo” (atenção às aspas) já havia sido divulgado em alguns veículos de imprensa sem mais detalhes na época do ocorrido, há cerca de dois anos, mas agora o colunista Léo Dias resolveu citar nomes. O principal caso aconteceu no programa do Faustão. Em 2011, houve uma mudança grande na equipe do programa, com a saída de várias pessoas da área de música, inclusive do diretor musical Luiz Schiavon. Se vocês se lembram, na época toda a banda foi destituída.
Segundo o colunista Léo Dias, o apresentador Fausto Silva teria descoberto que alguns membros da produção cobravam um valor dos artistas para que os mesmos pudessem ser agendados no programa. Segundo o colunista, o grupo Exalta Samba pagou o equivalente a R$ 220 mil por duas datas no programa, mais precisamente na época do lançamento do DVD “Ao Vivo na Ilha da Magia”. Ao descobrir o esquema de cobrança de jabá, o apresentador Fausto Silva, que ao que parece não sabia e proíbe esse tipo de cobrança, teria ficado possesso e resolvido fazer um limpa na equipe. Afinal seria um escândalo se isso respingasse no apresentador, que já recbe um salário médio de 5,2 milhões de reais e não tem por que cobrar dos pobres coitados dos artistas.
Outro caso de jabá em programas da Globo citado pelo colunista se deu na novela “Avenida Brasil”. Segundo Léo Dias, o grupo Aviões do Forró pagou a um produtor da Globo um alto valor (que ele não especificou) para ter a música “Correndo Atrás de Mim” como tema da personagem Suélen, vivida pela atriz Isis Valverde. O mesmo produtor teria inclusive armado o mesmo esquema para incluir outra música do grupo, desta vez na novela Salve Jorge, mas acabou descoberto antes que a música fosse incluída na trilha sonora.
O colunista Léo Dias é famoso por citar nomes em acusações do gênero “fofoquístico” sem ter qualquer tipo de comprovação. Por isso, costuma ser processado com certa frequência. Nesse caso, não duvido que algum representante de alguma das duas bandas citadas pelo colunista entre com algum tipo de ação judicial contra ele. Mas o fato é que o que ele disse não é segredo para ninguém no meio musical. Por isso as aspas no “escândalo” lá atrás.
O valor do Jabá no programa do Faustão mais ouvido nas rodas de conversa costumava ser de R$ 80 mil. Pelo menos foi esse o valor que eu mais ouvi as pessoas dizendo que era cobrado por lá. A cobrança de jabá para a inclusão de músicas em trilhas de novela, entretanto, apesar de não ter me espantado, é novidade pra mim. Até porque, segundo o próprio colunista Léo Dias, a Globo já tem a política de dar preferência para a inclusão de músicas de artistas da própria gravadora, a Som Livre. A cobrança de jabá de um artista do próprio casting é no mínimo inusitada. Cobrar de um artista de outra gravadora faria mais sentido e não soaria tão escandaloso assim, rs.
A “sorte”, se é que podemos chamar assim, é que o colunista não citou o nome de nenhum artista sertanejo ainda. E pela quantidade de sertanejos que se apresentam no programa do Faustão e que emplacam músicas em novelas da Globo, é óbvio que muitos deles tiveram que pagar por esse tipo de benefício. E do jeito que a fofoca atua nos bastidores do nosso amado segmento, assim que aparecer na mídia o nome de algum sertanejo ligado a esse tipo de cobrança, todos os outros vão agir como se isso fosse um escândalo de proporções inimagináveis. E mais uma vez a hipocrisia mostrará suas garras, como se ninguém mais usasse esse tipo de artimanha para aparecer no programa de TV mais importante para a indústria fonográfica brasileira.
Não vou me aprofundar na discussão sobre o jabá. Já fiz isso aqui em diversas ocasiões e sinceramente não vejo alternativas possíveis para que isso um dia acabe. Até eu, na visão de muita gente, ando cobrando jabá aqui no Blognejo, hehe. Se todos esses banners e publieditoriais aqui do Blognejo forem encarados como mero jabá e não como publicidade, como realmente são, então estou, né, fazer o quê, rs. Talvez se meu salário médio fosse de 5,2 milhões de reais…

Marcus Vinicius-BlogNejo
http://blognejo.com.br/destaques/jaba-na-globo-volta-a-tona

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