Cadeia para os farsantes

27 maio

 Está ocorrendo no DF a prática deprimente do paciente de aluguel que se dirige ao hospital para tumultuar o atendimento e denegrir a imagem do governo_Chico Vigilante

Está ocorrendo no DF a prática deprimente do paciente de aluguel que se dirige ao hospital com o único intuito de tumultuar o atendimento e denegrir a imagem do governo. Na história da humanidade a farsa e os farsantes coexistiram com a verdade deixando seres humanos incrédulos diante da capacidade de mentir e enganar de alguns, em benefício próprio ou de outros, em troca do pagamento de propinas.

Muitas vezes os vilões se utilizam de crianças ou de pessoas culturalmente ou economicamente miseráveis para alcançar os seus fins. Tema de romances e filmes, estes fatos continuam a acontecer, longe e perto de nós, mas nunca deixa de nos surpreender.

Um dos grandes vilões da literatura,  o velho judeu delinquente Fagin, que treina e ensina jovens a serem ladrões, na Inglaterra do período vitoriano, foi criado por Dickens, escritor inglês de imensas tiragens e que contribuiu poderosamente para a abolição de várias injustiças que compunham as condições sociais da época, pelo realismo impressionante com o qual as relatava.

Ao contrário de muitos que nos dias de hoje se deixam levar por interesses escusos em troca de benefícios, o personagem principal do romance Oliver Twist, de Dickens, apesar de ter apenas 9 anos e viver inadvertidamente junto a um bando de marginais, não se deixa corromper. Levado a fazer um assalto acaba ficando do lado dos proprietários da casa, e contra os ladrões que o acompanhavam.

Um outro trambiqueiro, Victor Lustig, da República Checa,  este não apenas personagem de romance mas criatura do mundo real, criou uma série de golpes no início do século XX e ficou famoso por vender a Torre Eiffel parisiense em um leilão para sucateiros. Duas vezes.

Numa delas reuniu-se com empresários no luxuoso Hotel de Crillon, e identificando-se como diretor do Ministério de Correios afirmou que o governo estava interessado em vender a torre para ajudar na recuperação da economia da cidade, abalada durante a Primeira Guerra Mundial.

Fechou negócio com o empresário Andre Poisson, depois que esse ofereceu suborno ao golpista para ter preferência na compra. Lustig fugiu para Viena com o valor da venda e o valor do suborno. Antes de ser pego e sentenciado à prisão perpétua em 1935, conta-se que chegou a aplicar golpes de investimentos até no poderoso gangster Al Capone.

Do outro lado do Atlântico, um outro farsante ficou também mundialmente conhecido. Preso em Nova York, em 1928, George C. Parker ficou famoso por “vender” monumentos importantes da cidade para turistas ricos e incautos. Os negócios de Parker incluíram a venda do Madison Square Garden, do Túmulo de Grant, do Museu Metropolitan e até da Estátua da Liberdade. Mas seu monumento mais vendido, com certeza, foi a Ponte do Brooklyn. Segundo o próprio, ele chegou a vender a ponte duas vezes por semana durante vários anos seguidos, convencendo os turistas de que poderiam ganhar toneladas de dinheiro com o volume de tráfego que entrava e saia da Big Apple. A polícia de Nova York chegou a prender alguns dos seus clientes enquanto tentavam erguer pedágios no local.

Histórias longínquas de farsantes a parte, vamos às atuais. Muito me indignou um fato presenciado por meu filho, Flávio, de 29 anos, na sexta-feira, 10 de maio, dentro do Hospital de Ceilândia, durante a madrugada, quando lá esteve para acompanhar seu tio que sofrera uma queda.

Lá ficaram por cerca de uma hora e meia, tempo suficiente para o atendimento pelo ortopedista, a radiografia e o diagnóstico médico. Ao saírem se depararam com uma cena totalmente inusitada: uma mulher, visivelmente sem nenhum problema de saúde, deitada num dos bancos da recepção, gritava palavras de baixo calão contra o governador Agnelo, afirmava não mais votar neste governo e reclamava da qualidade do atendimento do hospital.

Depois de uma meia hora de gritos e impropérios, perturbando pacientes e servidores, a mulher, que se negou a preencher a ficha de atendimento, foi embora sem ao menos responder à pergunta dos atendentes sobre qual era seu problema de saúde.

Ao ouvir este relato de meu filho e conversarmos sobre a questão cheguei à clara conclusão, e quero deixar aqui a denúncia: está ocorrendo no DF a prática deprimente do paciente de aluguel com o objetivo claro de denegrir a imagem do governo.

Pessoas estão sendo pagas por indivíduos sem escrúpulos, inconformados com o projeto petista de governar, para promoverem espetáculos dantescos em hospitais a fim de se criar um clima de insatisfação em relação à rede pública de saúde. Daí para grupos de pretensos insatisfeitos partirem para a agressão e quebra quebras do patrimônio público de hospitais é um passo.

Deixo aqui meu protesto e uma advertência para aqueles que pensam não estarmos percebendo onde querem chegar. Já providenciamos uma investigação para saber quem está terceirizando pacientes para fazer comício em porta de hospital e denegrir a imagem do governador e do sistema público de saúde do DF.

Chico Vigilante-Brasil247

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