Archive | junho, 2013

Queimar bandeira de partido é comportamento fascista , diz cientista político

23 jun

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Professor da Fundação Getúlio Vargas, o cientista político Francisco César Pinto da Fonseca avalia que a série de protestos que tomou conta do país expõe a exigência de uma reforma política.

Afirmando identificar grupos de extrema direita empenhados em se apropriar do movimento, Fonseca diz que o descontentamento genérico demonstrado durante os protestos precisa ser absorvido pelo sistema político brasileiro, sob pena de se transformar em “descrença radical” com consequências graves a médio prazo.

“Me parece que esses grupos (de extrema direita) estiveram presentes nas primeiras manifestações e ganharam corpo, são grupos que não são partidos, são células que dão vazão a um pensamento conservador reacionário. Queimar bandeira de partido político mostra intolerância típica de fascistas ”, disse o professor ao Poder Online.

Do ponto de vista histórico, já é possível avaliar os protestos?

Na verdade, ainda é muito pouco tempo para se entender exatamente o que está acontecendo. O movimento começou de um jeito e está se desenvolvendo de outro. Começou baseado na questão do transporte, da tarifa, e de segunda-feira (17) para cá foi apropriado por um grande número de pessoas que tem demandas amplas. Desde a PEC 37 até melhorias na saúde e educação, mas o mais importante como consequência foi uma apropriação de grupos de extrema direita e a decisão do movimento (Passe Livre) de não fazer mais manifestação por causa desse grupo.

O grupo que foi chamado de vândalo?

É um equívoco chamar de vândalo, de vandalismo. Estamos assistindo à depredação da Prefeitura de São Paulo, do Palácio dos Bandeirantes, do Itamaraty, da Assembleia do Rio. Não é vandalismo, é uma ação política de extrema direita que quer promover o caos para que haja o retorno da ditadura militar, que é o sonho desses grupos. É algo fantasioso na cabeça dessa pessoas, mas é assim que elas pensam. Essas circunstâncias, de grupos que depredam espaços públicos, promovem saques e cantam o Hino Nacional são típicas de fascismo, é ação de política fascista. O Hitler chegou ao poder assim.

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Houve uma proliferação desses grupos de extrema direita nos últimos tempos?

Me parece que esses grupos estiveram presentes nas primeiras manifestações e ganharam corpo, são grupos que não são partidos, são células que dão vazão a um pensamento conservador reacionário. Queimar bandeira de partido político mostra intolerância típica de fascistas. Foram oportunistas de se aproveitarem de descontentamento com governos do PT e do PSDB, e isso no Brasil inteiro. Isso acontece em grandes cidades onde esses grupos de extrema direita são mais comuns. São esses grupos que batem em homossexuais. O modo de ação política deles é a violência.

Houve uma confusão de conceitos durantes esses protestos?

Estamos falando de um movimento que nasceu com uma bandeira, a da redução da tarifa, do passe livre, mas este movimento por não ter liderança vertical, por ser um movimento horizontal, por não ser partidário, permitiu que se abrisse dentro dela as mais diversas insatisfações do país, que estourasse uma panela de pressão.
De modo geral, a população está saindo nas ruas para protestar contra gastos na Copa, para melhorar a saúde, a educação, é uma salada, é heterogêneo. Dentro disso há um caldo comum que é uma descrença pelas instituições políticas, no poder Executivo, Legislativo e Judiciário.
Essa descrença é alimentada cotidianamente pela grande mídia, para quem lê e vê jornais, as notícias nunca têm lado positivo nesses poderes, sobretudo quando comparado ao mundo privado. Como se as empresas fossem ótimas e o público estatal fosse negativo.
Não estou dizendo que não há problemas no Estado, mas dá margem a essa interpretação, como por exemplo que os políticos são todos iguais e funcionário público é vagabundo.
E tudo isso veio à tona agora.
E aí o oportunismo dos grupos de direita, em depredar, incendiar, aproveitando de um clima de descrença nas instituições, mas que também que permite a ditadura. É um tema internacional, perigoso, como aconteceu com os neonazistas na Europa, o Estado tem que responder de maneira dura com essa pessoas.
Elas têm o direito sim de se manifestar, mas quem usa o método político da violência tem que ser preso, processado, responder dentro da lei. É muito serio o que estamos vivendo.
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O PT ficou para trás by Mino Carta

23 jun

A presidenta. Entendemos que precisa de alguns companheiros mais atilados
O Brasil vive um momento de desencontros e esperanças, nem todas bem-postas. Primeiríssima entre estas a da mídia nativa, chega a sustentar que as atuais manifestações de rua se assemelham àquelas pelo impeachment de Fernando Collor. Má informação e delírio são alguns dos atributos do jornalismo pátrio. Quando a Globo mobilizou uma juventude carnavalizada para solicitar a condenação do presidente corrupto, o próprio já havia sido atingido fatalmente pelas provas das ligações entre o Planalto e a Casa da Dinda, levantadas pela IstoÉ. Seu destino estava selado com ou sem passeatas. No mais, é do conhecimento até do mundo mineral que imaginar a derrubada de Dilma Rousseff naufraga no ridículo.

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Impávida, a mídia nativa, depois de recomendar repressão enérgica contra os baderneiros, percebeu a possibilidade de enganar os incautos ao sabor da sua vocação e tradição, e agora afirma com a devida veemência o caráter antigovernista das manifestações. Mira-se logo nas próximas eleições. Difícil mesmo, se não impossível por enquanto, distinguir o que move os manifestantes. Certa apenas a demanda da periferia no país da casa-grande e da senzala. Aludo à maioria dos brasileiros que usam ônibus e desconhecem um certo Estado do Bem-Estar Social, para sofrer as consequências de sistemas de saúde, educação, transporte coletivo de péssima qualidade. Sem contar o saneamento básico.

No mais, há espaço nas ruas para as motivações mais diversas, desde o prazer da festa até a expectativa de quem aspira a alguma mudança sem saber como se daria e com qual profundidade. Desde quem se aproveita da confusão para quebrar vidraças e invadir lojas até os netos e bisnetos dos burguesotes das marchas da família, com Deus e pela liberdade, que invocavam o golpe em 1964. Todos juntos, como torcidas uniformizadas, mas ao acaso, sem liderança. Abrem-se situações expostas a qualquer desfecho e mais uma certeza é a de que ninguém consegue controlar as ruas.

Entende-se. Igual ao abismo que separa ricos e pobres há outro entre a nação e as instituições ditas democráticas. Entre Legislativo, Judiciário e Executivo e esta massa empurrada em boa parte por intenções nebulosas. Avulta, no quadro, a ineficácia do Congresso, entregue aos interesses particulares de deputados e senadores, donde inabilitados a influenciar o destino do protesto popular e, cada qual, o comportamento dos seus eleitores.

Pergunto aos meus inquietos botões o que se daria hoje se o PT tivesse mantido as posições anteriores à eleição de Lula, quando no centro de sua doutrina instalava-se a negativa peremptória à modernização do atraso. Hoje vemos o PT presa dos compromissos da chamada governabilidade, disposto às piores concessões e irremediavelmente esquecido das consignas de outrora. O PT montou a ratoeira e ali colocou o queijo para atrair os ratos. Ao cabo, ele próprio gostou do queijo e caiu na armadilha. Não fosse isso, respondem soturnos os botões, neste instante cavalgaria o agito das ruas. Seria o partido que lidera antes mesmo de controlar.

O governo não discrepa do PT, a despeito dos índices elevados de aprovação, conquanto em leve diminuição e à espera das consequências das manifestações destes dias. Às vezes porta-se como se o complexo do vira-lata, ao qual Lula costuma aludir, tomasse conta das suas ações, inclusive no confronto com a mídia que o ataca e denigre, e também com uma base pretensamente aliada, predadora voraz. Faltam ao lado da presidenta tanto uma figura capaz de operar politicamente, como se diz, quanto parceiros mais competentes e menos comprometidos em alguns ministérios. Sem esquecer que os problemas do País não se resolvem a partir de uma lógica meramente tecnocrática.

Seria trágico, e não hesito ao recorrer ao adjetivo, desperdiçar 12 anos de governo petista, até hoje de efeitos em geral benéficos. Outra há de ser, porém, a postura nas circunstâncias. Quero dizer, mais afirmativa, mais desabrida, mais corajosa. E mais afinada com as promessas do passado. Ouço uma voz otimista: “Isso tudo terá o efeito de oxigenar a política brasileira”. Tal é mais uma esperança do momento. Bem-posta, creio eu, desde que não deságue em nova desilusão.

Outono Brasileiro,suas manifestações tsunami e as guerras de 4° e 5° geração e cyberguerra By Maria Lucia Andrade Pinto

22 jun

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OUTONO BRASILEIRO, SUAS MANIFESTAÇÕES TSUNAMI E AS GUERRAS DE QUARTA E QUINTA GERAÇÃO E CIBERGUERRA,
ESSAS CORTESIAS DA CIA, DO PENTÁGONO E DO DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA.

As chamadas Guerras de Quarta e Quinta Geração e a Ciberguerra estão diretamente vinculadas ao que aconteceu e acontece no atual quadro político-ideológico brasileiro.
Como se não bastassem as mentiras, as aleivosias, as calúnias e as difamações desqualificadoras por parte da grande mídia contra aqueles que ela tipifica como inimigos, a Internet, segundo a prática criada e aperfeiçoada com as “revoluções das cores”, do “soft power” ou do “smart power”, vem sendo um dos teatros de operações para mais esta batalha da Guerras de 4ªGeração e Quinta Geraçãoe a Ciberguerra, que o imperialismo desenvolve contra os países que ousam recusar o seu domínio espoliativo.

São milhares de matérias na grande mídia conservadora, centenas de páginas , blogs e sites na web, emails divulgando tudo aquilo que o sadismo político e moral da direita é capaz de criar. Um trabalho tão bem cuidado em termos de crueldade que seria capaz de chocar Mengele, Eichmann, Kurt Kraut, Franz Stangl ou Kurt Franz, tal o requinte de maldade e falta de qualquer tipo de sentimento que se possa chamar de ético ou de humanidade.
É o crime novamente levado às culminâncias de um extermínio completo. Se com aqueles outros criminosos havia a preocupação com o fim físico dos seres humanos por eles presos e torturados, para os criminosos desta Guerra de 4ª Geração, o que importa é o extermínio moral de seus inimigos e a subjugação dos povos através do terror, do pânico e do medo.
Não há nenhum trégua, até porque com a conivência e a cumplicidade aética de representantes das mais variadas religiões e de organismos como o InstitutoMillenium – criado especialmente para atuar nas últimas eleições presidenciais -, a Prelazia Opus Dei e a fascista Tradição, Família e Propriedade -TFP, os ataques adquirem extrema virulência e ódio.
Um ódio que até provocou nos últimos dias, no Brasil, tantas vítimas inocentes, tantas depredações, danos físicos e morais a cidadãos brasileiros. Um ódio que tem a finalidade de permitir o retorno de um poder neoliberal fascista, farisáico e perdulário com a coisa pública como foram os governos de Collor de Mello, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.
Necessário que todo brasileiro procure se informar sobre Ciberguerra e as Guerras de Quarta e Quinta Geração, que estão sendo desenvolvidas no Brasil, como de resto em todo mundo, pelas instituições de inteligência dos países imperialista, Pentágono, CIA e Departamento de Estado dos EUA, à frente – para que possa compreender como foi feita a armação do “Outono Brasileiro”, com suas manifestações tsunami.

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Eduardo Guimarães:. The day after

22 jun

Estou muito indignado e revoltado não só pelos danos, pela vida humana que se perdeu – alguém leu quando eu escrevi sobre o “ponto final” das manifestações, que ocorreria quando o primeiro morresse? -, pelas mutilações, pela desmoralização internacional do Brasil, pelos danos à economia – o real é a moeda que mais se desvalorizou no mundo durante essas duas trágicas semanas e a bolsa derreteu -, mas pela possibilidade de os autores de tudo isso sairem à francesa. Contudo, para mim, “os autores” não têm nome, pois são a entidade que, mentindo e enganando, levou a tudo isso: o MPL.

Agora, sobre pessoas que opinaram favoravelmente sobre esse processo, não creio que ficar citando A ou B leve a algum lugar. O MPL já disse que não vai mais insuflar o caos. Meno male. O importante é tirarmos lições disso. Quem me ouviu ou leu bradar desesperadamente e me acusou de “direitista”, “reacionário”, “delirante”, “falso esquerdista”, “elitista” etc., teve a resposta. Vai refletir? Pouco importa.

Outros que leram e ouviram essas barbaridades sobre este cidadão que até fome já passou na vida e que luta pela sobrevivência – e não através de blog ou publicidade oficial de governos – e para manter viva uma filha que definha, pelo menos agora sabem quem é quem. De resto, tentemos fazer o caminho de volta e salvar alguma coisa. A sociedade se cansou e hoje está repudiando esse fascismo infanto-juvenil. Posso garantir a todos você e o tempo, mais uma vez, mostrará a verdade.

Estou cansado, não consegui dormir esta noite e em outras. Estou triste ao ver tanta gente boa ter caído nesse golpe – ou tentativa de… Isso me arrasou. Há duas semanas que durmo mal, como mal, tudo por ver meu país sendo sabotado e com a anuência de cidadãos decentes, enganados miseravelmente por gente que só visou, o tempo todo, ganhar fama e influência e, por isso, fez o que fez. O importante é que muitos, muitos mesmo despertaram do transe em que foram atirados. Agora é seguir em frente e combater os que vão tentar manter o monstro vivo.

Mídia golpista à frente.

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Quem pariu Mateus que o embale by Eduardo Guimarães

21 jun

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No começo da noite de quinta-feira (20), redes de televisão exaltavam a “beleza” de protestos violentos, ainda que mascarados de pacifistas, que, há quase duas semanas, esmagam o país com medo, incêndios, bombas, tiros, depredações, destruições de todos os tipos, mutilações e, agora, até com morte, como previsto aqui tantas vezes e tão inutilmente.

Todo o horror que se espalhou pelo país foi produto de exigência feita por um grupo de meninos e meninas embriagados com um poder imensurável que adquiriram em questão de dias e que pôs de joelhos um dos maiores impérios de comunicação do mundo e todo o resto do oligopólio comunicacional verde-amarelo, além de políticos, jornalistas e legiões de cidadãos comuns.

Muito poucos entre os que enxergaram o desastre que estava sendo construído tiveram coragem de denunciá-lo, intimidados por hordas de fanáticos que promoviam linchamentos na internet e até nos ambientes sociais e profissionais mais variados contra todo aquele que ousasse dissentir.

A maioria, porém, enxergou exatamente o oposto do que estava ocorrendo. E agora se espanta com o que estava diante de seus olhos e não viu.

Parece ocioso repetir o tamanho do desastre que se produziu no país algumas dezenas de horas após o Estado brasileiro, em suas mais diversas instâncias, ficar de quatro para pouco mais do que adolescentes mimados, que passaram a emitir ultimatos de que iriam “parar” cidades e depois o país se não fossem atendidos.

Por ficar de quatro, entenda-se as autoridades ignorarem todas as condições técnicas de orçamentos municipais e estaduais porque a garotada “não queria nem saber”.

Organizando manifestações de dezenas de milhares de pessoas mesmo lendo em sua página no Facebook as atrocidades que vândalos prometiam promover, um tal de Movimento Passe Livre assumiu o risco de colocar nas ruas hordas de jovens de classe média que têm tempo para passar 15 dias só se dedicando a “parar cidades” e, como se viu depois, o pais.

Algo que possa ser definido como “o povo” pode chegar todo dia, no meio da tarde, a praças públicas e permanecer nas ruas até a madrugada paralisando a vida de quem levanta cedo para trabalhar e, após extensas jornadas laborais, ainda enfrenta outro tanto em salas de aula?

Não a grande maioria deste povo. O brasileiro trabalha duro. Não tem tempo para isso. Nem que fosse por uma causa concreta e racional conseguiria fazê-lo. Temos que sobreviver.

Parece ocioso relatar no que deu o Estado, as autoridades, enfim, a República ficar de quatro para essa criançada e seu novo brinquedo: o poder. E não um poder qualquer, mas um poder discricionário que, após humilhar e impor caprichos a autoridades e aos Poderes constituídos, arrogou a si o direito de impedir liberdades individuais.

Relatei, no primeiro dia útil desta semana trágica, como os “manifestantes pacíficos” passaram a decidir quem poderia ocupar o espaço público usando uma roupa ou portando um símbolo de partido político como bem lhe aprouvesse. Sobretudo sendo de um partido em especial, que, nos dias seguintes, passaria a ser a Geni da República: o Partido dos Trabalhadores.

Na segunda-feira, vi, a centímetros de meu corpo, a única pessoa humilde de verdade em um agrupamento de milhares de pessoas ser atirada ao chão, chutada, agredida, insultada. Uma garota negra de nem 1,6 metro de altura e pesando, no máximo, uns cinquenta quilos.

Por que? Por usar uma camiseta vermelha e portar uma bandeira do mesmo tom com a sigla de seu partido.

Legiões de garotos e garotas se encantaram pelo clima de “Queda da Bastilha” e pelo poder discricionário recém-adquirido, estimulado por impérios de comunicação e por partidos político ditos de esquerda.

Esse conclave, mesmo após ter suas exigências atendidas, inundou as ruas com fascistas de ultradireita que bem sabia que levaria consigo, pois os via postando sua truculência em frases na internet que mais se assemelhavam a hieróglifos, de tão ininteligíveis em nosso idioma.

Agora, com a República de quatro, como sempre ocorre com o fascismo – e como se tornou pior com o fascismo infanto-juvenil – o tal “passe-livre” (para o caos?) passou a determinar até que cor de roupa as pessoas podem usar na rua. E o vermelho-PT foi “proibido”.

A pena para quem ousasse desafiar o desígnio dos novos donos do país? Espancamento, no mínimo.

Um amigo fraterno, militante da CUT, assim como a Central Sindical e o PT acreditou ainda viver numa democracia e foi com um pequeno grupo à manifestação da avenida Paulista e lá, assim como no resto do país, foi espancado juntamente com seus companheiros, alguns dos quais foram parar no hospital.

Enquanto isso, cerca de cem cidades brasileiras tiveram, cada qual, seu quinhão de ditadura infanto-juvenil. Petistas, sindicalistas, sedes do PT, todos foram atacados nas maiores, nas médias e até em pequenas cidades por usarem a cor ou o símbolo de suas organizações.

A mídia, que num primeiro momento sentiu medo daquelas crianças armadas de tanto poder, vendo possibilidade que tanto almejou durante a última década para destruir um grupo político ao qual se opõe e não consegue derrotar nas urnas, passou a estimular que as massas descontroladas fossem às ruas, em seguida passando a minimizar o caos resultante, atribuindo-o a “pequeno grupo” que, de tão pequeno, conflagrou um país continental de ponta a ponta.

Como não podia deixar de ser – e estava demorando –, veio o primeiro cadáver.

Ao fim da noite, os telejornais, após todo o caos, toda destruição de palácios, espancamento de pessoas vestidas com cores ou portando símbolos proibidos sob o mote do tal “MPL” que proscreveu partidos políticos das ruas ocupadas, comemorava.

O semblante de alegria midiático se acentuou com a notícia veiculada pela rádio CBN de que o Brasil poderá ser punido se a Copa das Confederações não puder ser realizada até o fim por aqui devido à convulsão social desencadeada por crianças armadas de bombas atômicas.

Melhor que isso, para a mídia que atirou o Brasil em duas décadas de ditadura, só se a Copa do Mundo no país for cancelada, fazendo com que amargue prejuízo financeiro e de imagem irrecuperável, sem falar na crise econômica que a conflagração deverá render, pois as expectativas sobre o futuro pioraram muito em míseras duas semanas.

Ao fim da noite fatídica de quarta-feira, o mesmo movimento que atirou o Brasil em um processo que se espera que a maioria silenciosa saiba repudiar – até porque não aguenta mais –, horrorizou-se com sua obra e, em protesto contra si mesmo, abandonou a manifestação na avenida Paulista. Indignado

Você está sendo enganado sobre a PEC 37 by Paulo Magalhães

21 jun

PEC-37
Está em curso uma campanha nacional do Ministério Público (estadual e federal) no sentido de induzir na população a falsa idéia de que a PEC 37 é a “PEC da Impunidade” e se for aprovada a cidadania será prejudica porque o MP não poderá mais investigar e blá, blá, blá.

Todavia o que realmente existe é uma armação para enganar a população, assim como aquelas mensagens que são disponibilizadas nas redes sociais afirmando que será dado dinheiro a crianças doentes no caso de compartilhamento … tudo falso. Explico: o MP não tem poder (e nunca teve) de investigação porque a Constituição não autorizou tal condição.

Até porque, não é possível tal absurdo no âmbito do Estado Democrático de Direito porque seria um absurdo apenas uma das partes poder investigar. Imagine o caos se o acusador investiga aquilo que interessa a ele condenar e o infeliz, o alvo, fica a mercê da acusação. Isso acabou … seria o retorno ao período escabroso da Inquisição.

Estão se aproveitando do estado de revolta por que passa nosso povo brasileiro, de insegurança e revolta pela impunidade que campeia livre e da ideia transmitida pelos filmes americanos que mostra o Promotor de Justiça investigando para induzir aos mais crédulos de que o MP é o “Sassá Mutema”, o “Salvador da Pátria” e a solução para todos os males que nos afligem.

Mas isso não é a realidade.

No Brasil o Ministério Público e todos os demais órgãos governamentais tem o poder absoluto de investigar através dos organismos próprios e relacionados pela Constituição Federal. O que não é possível é haver investigação por qualquer um que se interessar em apurar isso ou aquilo sob pena de transformar o País em uma terra sem lei onde cada um faz o que quer, quando quer e como quer.

E mais, no sistema americano, no entanto, o advogado de defesa também investiga: pode contratar detetives, fazer prova, perícia etc. tudo igual … diferentemente do Brasil em que se quer dar força unicamente para um lado. Por outro prisma, o MP, para defender a possibilidade de investigar sózinho, sem controle e as escondidas, alega que a Polícia Judiciária (civil ou federal) é incompetente, corrupta etc. e não combate a improbidade.

Mas é preciso esclarecer que o MP é o fiscal da lei, é o órgão que fiscaliza a polícia, tem o poder ilimitado de requisitar investigações e diligências e, até hoje, não se sabe de nenhuma autoridade policial que tenha sido processada pelo MP por não ter cumprido religiosamente as requisições do “parquet”.

Se é realmente verdade que a polícia não atua, porque o Ministério Público até hoje não processou o Ministro da Justiça, o Diretor-Geral da Polícia Federal ou das diversas Policias Civis Estaduais? Quem já tomou conhecimento de algum Delegado de Polícia denunciado por ter acobertado investigações requisitadas pelo MP para apuração de prática de atos de corrupção? Essa afirmativa é pura “Lenda Urbana” … joga-se no ar, na internet, nos meios de comunicação e todos passam a acreditar sem contestação.

Outro detalhe escondido da população é que a apuração de atos de improbidade administrativa NÃO é atribuição da polícia (e é proibido por lei o órgão policial atuar nesses casos). É o Ministério Público, as Defensorias Públicas, as ONGs e TODOS os õrgãos administrativos públicos (Secretarias, Fundações etc.) as pessoas jurídicas interessadas que podem legalmente apurar prática de ato de improbidade – até porque a matéria é Civel e não Criminal – as forças policiais NÃO pode apurar atos de improbidade. Se ele (o MP) não consegue fazê-lo com eficiência, por quê está interessado em ter o poder de investigação criminal? Resposta: para poder intimidar os demais Poderes e aqueles que estão na gerencia da administração pública e conseguir melhores salários, aumento do duodécimo, favores etc. Não acredita? Então responda: o MP já vem investigando na área criminal, de forma ilegal e inconstitucional, há mais de uma década.

Quantos poderosos ele realmente conseguiu condenar? Resposta: NENHUM! Todos os que foram processados e condenados (como no caso do mensalão) foram investigados pela polícia e o MP somente denunciou … com base no inquérito feito pela Polícia Judiciária. Praticamente TODOS os casos em que o MP investigou sozinho, por conta própria, foram inócuos, os acusados foram absolvidos por falta de provas ou devido a procedimentos considerados ilegais e proibidos por lei, por abuso etc.

Quando o MP investiga ele se esqueçe que é o fiscal da lei e não fiscaliza a si próprio – quem irá fiscaliza os fiscais? E nos Estados? A mesma coisa. Os MPEs, através dos GAECOs, se arvoraram em detetives. Fizeram busca e apreensão, prenderam pessoas temporariamente, dirigiram verdadeiro teatro para a imprensa em ações holywoodianas, mas no final estão praticamente TODOS os envolvidos soltos e absolvidos devido a provas ineficazes, capitulação errônea de crime, denúncias ineptas, desenvolvimento ilegal de diligências … e atualmente esses investigados processam o Estado requerendo indenizações milionárias porque nada ficou provado e acabaram se tornando vítimas de Sherlocks.

Se o MP realmente quer ser eficiente, quer ver nas prisões os corruptos, quer defender a população brasileira, deveria acompanhar os inquéritos feitos pela polícia (como é sua obrigação), requisitar instauração de procedimentos e diligências e processar os policiais que diz serem incompetentes, desidiosos, corrompidos etc. O Ministério Público não precisa ser autorizado a investigar para salvar o povo brasileiro, ele só precisa atuar conforme determina a Constituição Federal – mas isso não dá mídia, né? O legal é dar entrevistas, ser focado por holofotes … bacana é andar de viatura, tocar sirene, ser olhado pela população quando passa … mas, ser autoridade policial, comandar as diligências é coisa de quem investiga. Por último pense.

Se por acaso algum dia você ou seu filho ou parente vier a ser processado por algum motivo, seja devido a um acidente de transito, briga com vizinho ou até mesmo desavença familiar e acusado de algo que não fez, você vai querer que a investigação seja feita somente por quem o está acusando, por quem é parte interessada no processo? Se aparecer alguma prova favorável você acha mesmo que o interessado em te prender vai deixá-la aparecer? Por outro lado, a polícia não é parte … ela se interessa por resolver o caso e apresentar o provável autor … a polícia não tem obrigação com a condenação, não precisa “torcer” e desvirtuar as provas para vencer. Acorde Brasil! Deixe a polícia continuar a investigar e exija que o MP cumpra sua obrigação constitucional.

Se ele não dá conta nem do que tem que fazer (fiscalizar a polícia, acompanhar as investigações e processar os atos de improbidade) para quê está querendo mais atribuição? Você quer ajudar a resolver o problema da corrupção no País, cobre do Minsitério Público que processe os corruptos por prática de improbidade, recupere o dinheiro desviado, suspenda os direitos eleitorais dos maus políticos … isso é atribuição do MP, mas isso parece que ele não quer fazer.

Um golpe está sendo dado em nosso país by Maisa Paranhos

21 jun

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TENTANDO ENTENDER O QUE ESTÁ SE PASSANDO , ACALANTO O MEU CORAÇÃO AO COMPARTILHAR COM OS AMIGOS O QUE VENHO PENSANDO JÁ HÁ ALGUM TEMPO….ESCREVER ME FAZ SERENAR…A MINHA INQUIETAÇÃO

Um golpe está sendo dado em nosso país. Isto não é desespero, não. É constatação. Hoje, em casa de amigos, depois na manifestação, assisti a TV.
É tudo orquestrado, de forma muito bem organizada. As cidades mostram prédios que simbolizam o Poder Público sendo atacados, com uma , mesma inércia das PMs estaduais, não fazendo absolutamente nada com as destruições e ataques ao Palácio do Planalto, ao Itamaraty. ao Palácio Laranjeiras (RJ). Uma lerdeza bastante conivente com o vandalismo. Quiçá tenham mais PMs entre os vândalos do que os combatendo.
Por quê eu digo orquestrada? As ações foram pensadas. Não tem nada de espontâneas. Pois percebemos uma lógica, ou uma repetição: ataques de uma mesma forma, prédios oficiais, polícias lerdas..Sem elementos diferenciados. o que me faz pensar que TUDO foi bastante pensado, em nível nacional. Se utilizando de um discurso paulatinamente implantado da “neutralidade ” política e do “apartidarismo”, se apropriaram do MPL para estancar um processo autêntico e depois se tornaram senhores das manifestações.
Onde há manifestações hoje , há violência, uma violência, vinda dos “manifestantes” , mais do que da polícia? Estranho…
O objetivo, me parece, passa também por desqualificar o ex Presidente Lula e a Presidente Dilma em nível internacional, num momento em que todos estão voltados para o Brasil, devido à Copa das Confederações. E isso para estancar o que Lula representa , não só para nós,mas como referência para o mundo.
Acho que a “coisa” vem de muito longe. Da mesma forma que o Golpe dado contra Jango em 64 foi tentado contra Vargas e evitado com seu suicídio em 1954, o golpe contra o PT , e seu projeto de Governo, foi iniciado em 2005, com a criação do Mensalão e os desdobramentos posteriores.( Condolezza Rice andou por aqui, meses antes, não se lembram? Ela também esteve na Bolívia antes de tentarem um golpe contra o Presidente Evo Morales, sustado porque os países da AL foram lá, para a Bolívia e apoiaram o Evo, inclusive o Lula).
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Acho que o Golpe tem uma vertente de de fora , ainda que não tenhamos mais Guerra Fria…
Muitos de nós tivemos notícias, através da internet, que a equipe da Embaixada norte -americana que atualmente atua no Brasil, é a mesma que estava no Paraguai, quando o golpe foi dado contra o presidente Lugo.
Claro que o Golpe, tem braços nacionais…Óbvio.
A quemi interessa a saída da Presidente Dilma da Presidência?
Minha opinião é que Dilma deve falar em Cadeia Nacional, tão logo tenha claro as medidas que deverá tomar após reunião com seus Ministros de Estado.
Acho que O MPL deve se recolher, e declarar sua total desvinculação com futuras manifestações que por ventura possam vir a ser convocadas. Não devemos ter mais manifestações do MPL. Tem servido à desestabilização do nosso país. e ao que tanto interessa a forças não tão “ocultas” internacionais e nacionais, anti-populares, mas que tentam se legitimar, via PIG, com jovens se expressando, exercendo um “direito” ….
As esquerdas, acredito, devem somar forças e constituir um anel em apoio à Presidente Dilma e em defesa do Regime Democrático.
Acredito que artistas e autoridades devem ser chamados em apoio à Presidente tem que se comunicar, tão logo possa com a Nação. E tomar medidas cabíveis para a contenção de violência.
Neste sentido é que eu acho que não mais deve ter manifestações puxadas por nós , que apoiamos da Presidente Dilma Rousseff, nem pelo MPL, nem por todos aquele que não desejam ver um golpe consumado e o poder roubado do povo brasileiro.
É isto o que penso.
Maisa Paranhos de Salvador para a “Central Break News Facebook”
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