Archive | junho, 2013

Queimar bandeira de partido é comportamento fascista , diz cientista político

23 jun

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Professor da Fundação Getúlio Vargas, o cientista político Francisco César Pinto da Fonseca avalia que a série de protestos que tomou conta do país expõe a exigência de uma reforma política.

Afirmando identificar grupos de extrema direita empenhados em se apropriar do movimento, Fonseca diz que o descontentamento genérico demonstrado durante os protestos precisa ser absorvido pelo sistema político brasileiro, sob pena de se transformar em “descrença radical” com consequências graves a médio prazo.

“Me parece que esses grupos (de extrema direita) estiveram presentes nas primeiras manifestações e ganharam corpo, são grupos que não são partidos, são células que dão vazão a um pensamento conservador reacionário. Queimar bandeira de partido político mostra intolerância típica de fascistas ”, disse o professor ao Poder Online.

Do ponto de vista histórico, já é possível avaliar os protestos?

Na verdade, ainda é muito pouco tempo para se entender exatamente o que está acontecendo. O movimento começou de um jeito e está se desenvolvendo de outro. Começou baseado na questão do transporte, da tarifa, e de segunda-feira (17) para cá foi apropriado por um grande número de pessoas que tem demandas amplas. Desde a PEC 37 até melhorias na saúde e educação, mas o mais importante como consequência foi uma apropriação de grupos de extrema direita e a decisão do movimento (Passe Livre) de não fazer mais manifestação por causa desse grupo.

O grupo que foi chamado de vândalo?

É um equívoco chamar de vândalo, de vandalismo. Estamos assistindo à depredação da Prefeitura de São Paulo, do Palácio dos Bandeirantes, do Itamaraty, da Assembleia do Rio. Não é vandalismo, é uma ação política de extrema direita que quer promover o caos para que haja o retorno da ditadura militar, que é o sonho desses grupos. É algo fantasioso na cabeça dessa pessoas, mas é assim que elas pensam. Essas circunstâncias, de grupos que depredam espaços públicos, promovem saques e cantam o Hino Nacional são típicas de fascismo, é ação de política fascista. O Hitler chegou ao poder assim.

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Houve uma proliferação desses grupos de extrema direita nos últimos tempos?

Me parece que esses grupos estiveram presentes nas primeiras manifestações e ganharam corpo, são grupos que não são partidos, são células que dão vazão a um pensamento conservador reacionário. Queimar bandeira de partido político mostra intolerância típica de fascistas. Foram oportunistas de se aproveitarem de descontentamento com governos do PT e do PSDB, e isso no Brasil inteiro. Isso acontece em grandes cidades onde esses grupos de extrema direita são mais comuns. São esses grupos que batem em homossexuais. O modo de ação política deles é a violência.

Houve uma confusão de conceitos durantes esses protestos?

Estamos falando de um movimento que nasceu com uma bandeira, a da redução da tarifa, do passe livre, mas este movimento por não ter liderança vertical, por ser um movimento horizontal, por não ser partidário, permitiu que se abrisse dentro dela as mais diversas insatisfações do país, que estourasse uma panela de pressão.
De modo geral, a população está saindo nas ruas para protestar contra gastos na Copa, para melhorar a saúde, a educação, é uma salada, é heterogêneo. Dentro disso há um caldo comum que é uma descrença pelas instituições políticas, no poder Executivo, Legislativo e Judiciário.
Essa descrença é alimentada cotidianamente pela grande mídia, para quem lê e vê jornais, as notícias nunca têm lado positivo nesses poderes, sobretudo quando comparado ao mundo privado. Como se as empresas fossem ótimas e o público estatal fosse negativo.
Não estou dizendo que não há problemas no Estado, mas dá margem a essa interpretação, como por exemplo que os políticos são todos iguais e funcionário público é vagabundo.
E tudo isso veio à tona agora.
E aí o oportunismo dos grupos de direita, em depredar, incendiar, aproveitando de um clima de descrença nas instituições, mas que também que permite a ditadura. É um tema internacional, perigoso, como aconteceu com os neonazistas na Europa, o Estado tem que responder de maneira dura com essa pessoas.
Elas têm o direito sim de se manifestar, mas quem usa o método político da violência tem que ser preso, processado, responder dentro da lei. É muito serio o que estamos vivendo.
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O PT ficou para trás by Mino Carta

23 jun

A presidenta. Entendemos que precisa de alguns companheiros mais atilados
O Brasil vive um momento de desencontros e esperanças, nem todas bem-postas. Primeiríssima entre estas a da mídia nativa, chega a sustentar que as atuais manifestações de rua se assemelham àquelas pelo impeachment de Fernando Collor. Má informação e delírio são alguns dos atributos do jornalismo pátrio. Quando a Globo mobilizou uma juventude carnavalizada para solicitar a condenação do presidente corrupto, o próprio já havia sido atingido fatalmente pelas provas das ligações entre o Planalto e a Casa da Dinda, levantadas pela IstoÉ. Seu destino estava selado com ou sem passeatas. No mais, é do conhecimento até do mundo mineral que imaginar a derrubada de Dilma Rousseff naufraga no ridículo.

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Impávida, a mídia nativa, depois de recomendar repressão enérgica contra os baderneiros, percebeu a possibilidade de enganar os incautos ao sabor da sua vocação e tradição, e agora afirma com a devida veemência o caráter antigovernista das manifestações. Mira-se logo nas próximas eleições. Difícil mesmo, se não impossível por enquanto, distinguir o que move os manifestantes. Certa apenas a demanda da periferia no país da casa-grande e da senzala. Aludo à maioria dos brasileiros que usam ônibus e desconhecem um certo Estado do Bem-Estar Social, para sofrer as consequências de sistemas de saúde, educação, transporte coletivo de péssima qualidade. Sem contar o saneamento básico.

No mais, há espaço nas ruas para as motivações mais diversas, desde o prazer da festa até a expectativa de quem aspira a alguma mudança sem saber como se daria e com qual profundidade. Desde quem se aproveita da confusão para quebrar vidraças e invadir lojas até os netos e bisnetos dos burguesotes das marchas da família, com Deus e pela liberdade, que invocavam o golpe em 1964. Todos juntos, como torcidas uniformizadas, mas ao acaso, sem liderança. Abrem-se situações expostas a qualquer desfecho e mais uma certeza é a de que ninguém consegue controlar as ruas.

Entende-se. Igual ao abismo que separa ricos e pobres há outro entre a nação e as instituições ditas democráticas. Entre Legislativo, Judiciário e Executivo e esta massa empurrada em boa parte por intenções nebulosas. Avulta, no quadro, a ineficácia do Congresso, entregue aos interesses particulares de deputados e senadores, donde inabilitados a influenciar o destino do protesto popular e, cada qual, o comportamento dos seus eleitores.

Pergunto aos meus inquietos botões o que se daria hoje se o PT tivesse mantido as posições anteriores à eleição de Lula, quando no centro de sua doutrina instalava-se a negativa peremptória à modernização do atraso. Hoje vemos o PT presa dos compromissos da chamada governabilidade, disposto às piores concessões e irremediavelmente esquecido das consignas de outrora. O PT montou a ratoeira e ali colocou o queijo para atrair os ratos. Ao cabo, ele próprio gostou do queijo e caiu na armadilha. Não fosse isso, respondem soturnos os botões, neste instante cavalgaria o agito das ruas. Seria o partido que lidera antes mesmo de controlar.

O governo não discrepa do PT, a despeito dos índices elevados de aprovação, conquanto em leve diminuição e à espera das consequências das manifestações destes dias. Às vezes porta-se como se o complexo do vira-lata, ao qual Lula costuma aludir, tomasse conta das suas ações, inclusive no confronto com a mídia que o ataca e denigre, e também com uma base pretensamente aliada, predadora voraz. Faltam ao lado da presidenta tanto uma figura capaz de operar politicamente, como se diz, quanto parceiros mais competentes e menos comprometidos em alguns ministérios. Sem esquecer que os problemas do País não se resolvem a partir de uma lógica meramente tecnocrática.

Seria trágico, e não hesito ao recorrer ao adjetivo, desperdiçar 12 anos de governo petista, até hoje de efeitos em geral benéficos. Outra há de ser, porém, a postura nas circunstâncias. Quero dizer, mais afirmativa, mais desabrida, mais corajosa. E mais afinada com as promessas do passado. Ouço uma voz otimista: “Isso tudo terá o efeito de oxigenar a política brasileira”. Tal é mais uma esperança do momento. Bem-posta, creio eu, desde que não deságue em nova desilusão.

Entre democracia e fascismo

22 jun

Paulo Moreira Leite
Desde janeiro de 2013, é diretor da ISTOÉ em Brasília. Dirigiu a Época e foi redator chefe da VEJA, correspondente em Paris e em Washington. É autor dos livros A Mulher que era o General da Casa e O Outro Lado do Mensalão.

O movimento de caráter semi-insurrecional que vemos no país de hoje exige uma reflexão cuidadosa.

Começou como uma luta justíssima pela redução de tarifas de ônibus.

Auxiliada pela postura irredutível das autoridades e pela brutalidade policial, esta mobilização transformou-se numa luta nacional pela democracia.
 
Se a redução da tarifa foi vitoriosa, a defesa dos direitos democráticos também deu resultado na medida em que o Estado deixou de empregar a violência como método preferencial para impor suas políticas.
 
Mas hoje a mobilização assumiu outra fisionomia.
 
Seu traços anti-democráticos acentuados. Até o MPL, entidade que havia organizado o movimento em sua primeira fase, decidiu retirar-se das mobilizações.
 
Os manifestantes combatem os partidos políticos, que são a forma mais democrática de participação no Estado.
 
Seu argumento é típico do fascismo: “povo unido não precisa de partido.”
 
Claro que precisa. Não há saída na sociedade moderna. Às vezes, uma pessoa escolhe entrar num partido. Outras vezes, é massa de manobra e nem sabe.  
 
A criação de partidos políticos é a forma democrática de uma sociedade debater e negociar interesses diferentes, que não nascem na política, como se tenta acreditar, mas da própria vida social, das classes sociais.
 
Em São Paulo, em Brasília, os protestos exibiram faixa com caráter golpista. 
 
“Chega de políticos incompetentes!!! Intervenção Militar Já!!!”
 
No mesmo movimento, militantes de esquerda, com bandeiras de esquerda, foram forçados a deixar uma passeata na porrada. Uma bandeira do movimento negro foi rasgada.
 
A baderna cumpre um papel essencial na conjuntura atual. Reforça a sensação de desordem, cria o ambiente favorável a medidas de força – tão convenientes  para quem tem precisa desgastar de qualquer maneira um bloco político que ocupa o Planalto após três eleições consecutivas.  
 
A baderna é uma provocação que procura emparedar o governo Dilma criando uma situação sem saída.
 
Se reprime, é autoritária. Se cruza os braços, é omissa.
 
Outro efeito é embaralhar a situação política do país, confundir quem fala pela maioria e quem apenas pretende representá-la.
 
É bom recordar que a maioria escolhe seu governo pelo voto, o critério mais democrático que existe.
 
Nenhum brasileiro chegou perto do paraíso e todos nós temos reivindicações legítimas que precisam de uma resposta.
 
Também sabemos das mazelas de um sistema político criado para defender a ordem vigente – e que, com muita dificuldade, através de brechas sempre estreitas, criou benefícios para a maioria.
 
Olhando para a maioria dos brasileiros, aqueles que foram excluídos da história ao longo de séculos, cabe perguntar, porém: os políticos atuais são incompetentes para quem, mascarados?
 
Para a empregada doméstica, que emancipou-se das últimas heranças da escravidão?
 
Para 40 milhões que recebem o bolsa-família?
 
Para os milhões de jovens pobres que nunca puderam entrar numa faculdade? Para os negros? Quem vive do mínimo?
 
Ou para quem vai ao mercado de trabalho e encontra um índice de desemprego invejado no resto do mundo?
 
Mascarados que arrebentam vidraças, incendeiam ônibus e invadem edifícios trabalham contra a ordem democrática, onde os partidos são legítimos, as pessoas têm direitos iguais  – e  o poder, que emana do povo, não se resolve na arruaça, pelo sangue, mas pelo voto.
 
É óbvio que a baderna, em sua fase atual, não quer objetivos claros nem reivindicações específicas. Não quer negociações, não quer o funcionamento da democracia. Quer travá-la.  
 
Enquanto não avançar pela violência direta, fará o possível para criar pedidos difusos, que não sejam possíveis de avaliar nem responder.
 
O objetivo é manter a raiva, a febre, a multidão eletrizada.
 
É delírio enxergar o que está acontecendo no país como um conflito entre direita e esquerda. É uma luta muito maior, como aprenderam todas as pessoas que vivenciaram e estudaram as trevas de uma ditadura.
 
A questão colocada é a defesa da democracia, este regime insubstituível para a criação do bem-estar social e do progresso econômico.
 
O conflito é este: democracia ou fascismo. Não há alternativa no horizonte.
 
Quem não perceber isso está condenado a travar a luta errada, com métodos errados e chegar a um desfecho errado. 

Outono Brasileiro,suas manifestações tsunami e as guerras de 4° e 5° geração e cyberguerra By Maria Lucia Andrade Pinto

22 jun

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OUTONO BRASILEIRO, SUAS MANIFESTAÇÕES TSUNAMI E AS GUERRAS DE QUARTA E QUINTA GERAÇÃO E CIBERGUERRA,
ESSAS CORTESIAS DA CIA, DO PENTÁGONO E DO DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA.

As chamadas Guerras de Quarta e Quinta Geração e a Ciberguerra estão diretamente vinculadas ao que aconteceu e acontece no atual quadro político-ideológico brasileiro.
Como se não bastassem as mentiras, as aleivosias, as calúnias e as difamações desqualificadoras por parte da grande mídia contra aqueles que ela tipifica como inimigos, a Internet, segundo a prática criada e aperfeiçoada com as “revoluções das cores”, do “soft power” ou do “smart power”, vem sendo um dos teatros de operações para mais esta batalha da Guerras de 4ªGeração e Quinta Geraçãoe a Ciberguerra, que o imperialismo desenvolve contra os países que ousam recusar o seu domínio espoliativo.

São milhares de matérias na grande mídia conservadora, centenas de páginas , blogs e sites na web, emails divulgando tudo aquilo que o sadismo político e moral da direita é capaz de criar. Um trabalho tão bem cuidado em termos de crueldade que seria capaz de chocar Mengele, Eichmann, Kurt Kraut, Franz Stangl ou Kurt Franz, tal o requinte de maldade e falta de qualquer tipo de sentimento que se possa chamar de ético ou de humanidade.
É o crime novamente levado às culminâncias de um extermínio completo. Se com aqueles outros criminosos havia a preocupação com o fim físico dos seres humanos por eles presos e torturados, para os criminosos desta Guerra de 4ª Geração, o que importa é o extermínio moral de seus inimigos e a subjugação dos povos através do terror, do pânico e do medo.
Não há nenhum trégua, até porque com a conivência e a cumplicidade aética de representantes das mais variadas religiões e de organismos como o InstitutoMillenium – criado especialmente para atuar nas últimas eleições presidenciais -, a Prelazia Opus Dei e a fascista Tradição, Família e Propriedade -TFP, os ataques adquirem extrema virulência e ódio.
Um ódio que até provocou nos últimos dias, no Brasil, tantas vítimas inocentes, tantas depredações, danos físicos e morais a cidadãos brasileiros. Um ódio que tem a finalidade de permitir o retorno de um poder neoliberal fascista, farisáico e perdulário com a coisa pública como foram os governos de Collor de Mello, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.
Necessário que todo brasileiro procure se informar sobre Ciberguerra e as Guerras de Quarta e Quinta Geração, que estão sendo desenvolvidas no Brasil, como de resto em todo mundo, pelas instituições de inteligência dos países imperialista, Pentágono, CIA e Departamento de Estado dos EUA, à frente – para que possa compreender como foi feita a armação do “Outono Brasileiro”, com suas manifestações tsunami.

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Eduardo Guimarães:. The day after

22 jun

Estou muito indignado e revoltado não só pelos danos, pela vida humana que se perdeu – alguém leu quando eu escrevi sobre o “ponto final” das manifestações, que ocorreria quando o primeiro morresse? -, pelas mutilações, pela desmoralização internacional do Brasil, pelos danos à economia – o real é a moeda que mais se desvalorizou no mundo durante essas duas trágicas semanas e a bolsa derreteu -, mas pela possibilidade de os autores de tudo isso sairem à francesa. Contudo, para mim, “os autores” não têm nome, pois são a entidade que, mentindo e enganando, levou a tudo isso: o MPL.

Agora, sobre pessoas que opinaram favoravelmente sobre esse processo, não creio que ficar citando A ou B leve a algum lugar. O MPL já disse que não vai mais insuflar o caos. Meno male. O importante é tirarmos lições disso. Quem me ouviu ou leu bradar desesperadamente e me acusou de “direitista”, “reacionário”, “delirante”, “falso esquerdista”, “elitista” etc., teve a resposta. Vai refletir? Pouco importa.

Outros que leram e ouviram essas barbaridades sobre este cidadão que até fome já passou na vida e que luta pela sobrevivência – e não através de blog ou publicidade oficial de governos – e para manter viva uma filha que definha, pelo menos agora sabem quem é quem. De resto, tentemos fazer o caminho de volta e salvar alguma coisa. A sociedade se cansou e hoje está repudiando esse fascismo infanto-juvenil. Posso garantir a todos você e o tempo, mais uma vez, mostrará a verdade.

Estou cansado, não consegui dormir esta noite e em outras. Estou triste ao ver tanta gente boa ter caído nesse golpe – ou tentativa de… Isso me arrasou. Há duas semanas que durmo mal, como mal, tudo por ver meu país sendo sabotado e com a anuência de cidadãos decentes, enganados miseravelmente por gente que só visou, o tempo todo, ganhar fama e influência e, por isso, fez o que fez. O importante é que muitos, muitos mesmo despertaram do transe em que foram atirados. Agora é seguir em frente e combater os que vão tentar manter o monstro vivo.

Mídia golpista à frente.

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Quem pariu Mateus que o embale by Eduardo Guimarães

21 jun

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No começo da noite de quinta-feira (20), redes de televisão exaltavam a “beleza” de protestos violentos, ainda que mascarados de pacifistas, que, há quase duas semanas, esmagam o país com medo, incêndios, bombas, tiros, depredações, destruições de todos os tipos, mutilações e, agora, até com morte, como previsto aqui tantas vezes e tão inutilmente.

Todo o horror que se espalhou pelo país foi produto de exigência feita por um grupo de meninos e meninas embriagados com um poder imensurável que adquiriram em questão de dias e que pôs de joelhos um dos maiores impérios de comunicação do mundo e todo o resto do oligopólio comunicacional verde-amarelo, além de políticos, jornalistas e legiões de cidadãos comuns.

Muito poucos entre os que enxergaram o desastre que estava sendo construído tiveram coragem de denunciá-lo, intimidados por hordas de fanáticos que promoviam linchamentos na internet e até nos ambientes sociais e profissionais mais variados contra todo aquele que ousasse dissentir.

A maioria, porém, enxergou exatamente o oposto do que estava ocorrendo. E agora se espanta com o que estava diante de seus olhos e não viu.

Parece ocioso repetir o tamanho do desastre que se produziu no país algumas dezenas de horas após o Estado brasileiro, em suas mais diversas instâncias, ficar de quatro para pouco mais do que adolescentes mimados, que passaram a emitir ultimatos de que iriam “parar” cidades e depois o país se não fossem atendidos.

Por ficar de quatro, entenda-se as autoridades ignorarem todas as condições técnicas de orçamentos municipais e estaduais porque a garotada “não queria nem saber”.

Organizando manifestações de dezenas de milhares de pessoas mesmo lendo em sua página no Facebook as atrocidades que vândalos prometiam promover, um tal de Movimento Passe Livre assumiu o risco de colocar nas ruas hordas de jovens de classe média que têm tempo para passar 15 dias só se dedicando a “parar cidades” e, como se viu depois, o pais.

Algo que possa ser definido como “o povo” pode chegar todo dia, no meio da tarde, a praças públicas e permanecer nas ruas até a madrugada paralisando a vida de quem levanta cedo para trabalhar e, após extensas jornadas laborais, ainda enfrenta outro tanto em salas de aula?

Não a grande maioria deste povo. O brasileiro trabalha duro. Não tem tempo para isso. Nem que fosse por uma causa concreta e racional conseguiria fazê-lo. Temos que sobreviver.

Parece ocioso relatar no que deu o Estado, as autoridades, enfim, a República ficar de quatro para essa criançada e seu novo brinquedo: o poder. E não um poder qualquer, mas um poder discricionário que, após humilhar e impor caprichos a autoridades e aos Poderes constituídos, arrogou a si o direito de impedir liberdades individuais.

Relatei, no primeiro dia útil desta semana trágica, como os “manifestantes pacíficos” passaram a decidir quem poderia ocupar o espaço público usando uma roupa ou portando um símbolo de partido político como bem lhe aprouvesse. Sobretudo sendo de um partido em especial, que, nos dias seguintes, passaria a ser a Geni da República: o Partido dos Trabalhadores.

Na segunda-feira, vi, a centímetros de meu corpo, a única pessoa humilde de verdade em um agrupamento de milhares de pessoas ser atirada ao chão, chutada, agredida, insultada. Uma garota negra de nem 1,6 metro de altura e pesando, no máximo, uns cinquenta quilos.

Por que? Por usar uma camiseta vermelha e portar uma bandeira do mesmo tom com a sigla de seu partido.

Legiões de garotos e garotas se encantaram pelo clima de “Queda da Bastilha” e pelo poder discricionário recém-adquirido, estimulado por impérios de comunicação e por partidos político ditos de esquerda.

Esse conclave, mesmo após ter suas exigências atendidas, inundou as ruas com fascistas de ultradireita que bem sabia que levaria consigo, pois os via postando sua truculência em frases na internet que mais se assemelhavam a hieróglifos, de tão ininteligíveis em nosso idioma.

Agora, com a República de quatro, como sempre ocorre com o fascismo – e como se tornou pior com o fascismo infanto-juvenil – o tal “passe-livre” (para o caos?) passou a determinar até que cor de roupa as pessoas podem usar na rua. E o vermelho-PT foi “proibido”.

A pena para quem ousasse desafiar o desígnio dos novos donos do país? Espancamento, no mínimo.

Um amigo fraterno, militante da CUT, assim como a Central Sindical e o PT acreditou ainda viver numa democracia e foi com um pequeno grupo à manifestação da avenida Paulista e lá, assim como no resto do país, foi espancado juntamente com seus companheiros, alguns dos quais foram parar no hospital.

Enquanto isso, cerca de cem cidades brasileiras tiveram, cada qual, seu quinhão de ditadura infanto-juvenil. Petistas, sindicalistas, sedes do PT, todos foram atacados nas maiores, nas médias e até em pequenas cidades por usarem a cor ou o símbolo de suas organizações.

A mídia, que num primeiro momento sentiu medo daquelas crianças armadas de tanto poder, vendo possibilidade que tanto almejou durante a última década para destruir um grupo político ao qual se opõe e não consegue derrotar nas urnas, passou a estimular que as massas descontroladas fossem às ruas, em seguida passando a minimizar o caos resultante, atribuindo-o a “pequeno grupo” que, de tão pequeno, conflagrou um país continental de ponta a ponta.

Como não podia deixar de ser – e estava demorando –, veio o primeiro cadáver.

Ao fim da noite, os telejornais, após todo o caos, toda destruição de palácios, espancamento de pessoas vestidas com cores ou portando símbolos proibidos sob o mote do tal “MPL” que proscreveu partidos políticos das ruas ocupadas, comemorava.

O semblante de alegria midiático se acentuou com a notícia veiculada pela rádio CBN de que o Brasil poderá ser punido se a Copa das Confederações não puder ser realizada até o fim por aqui devido à convulsão social desencadeada por crianças armadas de bombas atômicas.

Melhor que isso, para a mídia que atirou o Brasil em duas décadas de ditadura, só se a Copa do Mundo no país for cancelada, fazendo com que amargue prejuízo financeiro e de imagem irrecuperável, sem falar na crise econômica que a conflagração deverá render, pois as expectativas sobre o futuro pioraram muito em míseras duas semanas.

Ao fim da noite fatídica de quarta-feira, o mesmo movimento que atirou o Brasil em um processo que se espera que a maioria silenciosa saiba repudiar – até porque não aguenta mais –, horrorizou-se com sua obra e, em protesto contra si mesmo, abandonou a manifestação na avenida Paulista. Indignado

A REVOLTA DOS BEM NASCIDOS E A “REVOLUÇÃO” NA TELA DA GLOBO

21 jun

Vamos à pergunta que não quer calar e à dúvida que está no ar: o sistema midiático de negócios privados é a favor das manifestações de estudantes, mas por que nunca apoia as greves, por exemplo, dos servidores públicos, dos bancários, dos rodoviários, dos médicos e dos professores? E agora vamos a outra pergunta que também teima em não calar: por que a imprensa corporativa e alienígena sempre atacou, com veemência, intolerância e preconceito os partidos trabalhistas, além de distorcer a realidade de praticamente todos os movimentos da sociedade organizada e que lutam há décadas por seus direitos constitucionais e civis?

Dou como exemplo os Movimentos dos Trabalhadores Sem-Teto, Sem-Terra e dos indígenas, somente para explicitar esses, porque existem milhares de grupos sociais que lutam diuturnamente para conquistar uma vida de melhor qualidade e que não são ouvidos e muito menos reconhecidos como força da sociedade pelos grupos econômicos midiáticos, que, conservadores, recusam-se a ouvir e a dar voz aos trabalhadores, aos índios e aos despossuídos, bem como combatem e distorcem os objetivos de suas legítimas reivindicações.

Então, por que a Rede Globo e todos os grupos de mídia eletrônica e impressa que seguem a agenda econômica e financeira dos interesses do capitalismo internacional apoiaram incondicionalmente o movimento dos estudantes, inclusive incitando-o, ao vivo, a ocupar espaços públicos, como a Ponte Rio-Niterói, o que, evidentemente, é o fim da picada e a falta de total responsabilidade por parte dos donos, dos diretores e dos jornalistas da Globo, que estão a apagar o incêndio com gasolina, pois não é necessário ser um gênio para perceber que um conflito no decorrer de um trajeto como o de uma ponte de grandeza monumental certamente pode acabar em tragédia.

Dito isto, vamos à resposta: a imprensa, as mídias de caráter hegemônico e, portanto, monopolistas, apoiaram o movimento dos estudantes por oito motivos: 1- Se partidarizaram e são de oposição aos governos trabalhistas; 2- Ano que vem tem eleições presidenciais e o PSDB está enfraquecido; 3- As Organizações(?) Globo e seus principais parceiros midiáticos não querem que os eventos esportivos (Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas) sejam um sucesso para o País e o seu povo, mas apenas um sucesso para os seus bolsos e cofres, com inserções de propaganda ao preço de R$ 400 milhões no horário nobre, ao tempo em que desqualifica e desconstrói os eventos esportivos no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e incessantemente na Globo News e até mesmo no canal SporTv; 4- Quem trouxe os megaeventos para o Brasil foi o ex-presidente trabalhista Lula, cuja administração efetivou as conquistas sociais, e, para o desgosto da direita, as evidenciou internacionalmente; 5- A presidenta trabalhista Dilma Rousseff é a mandatária herdeira de Lula e, oficialmente, a anfitriã dos jogos; 6- A imprensa de direita e de tradição histórica golpista está de olho nas eleições de 2014 e não vai permitir que Dilma Rousseff, eventual candidata a presidente do PT, colha os frutos da Copa; e 7- O movimento dos estudantes é conservador, sem objetivos concretos e se diz “apolítico”, sendo que não existem manifestações e protestos apolíticos, pois ninguém é ingênuo, nem mesmo os “ingênuos” que se dizem “contra a corrupção”, como se a grande maioria dos trabalhadores e das pessoas em geral não o fossem; e 8- A Globo sabe que o movimento é conservador e por causa disto apoia os protestantes, porém, se for necessário e perceber que não vai ser alvo de retaliações e protestos, vai, seguramente, retomar as críticas à moda Arnaldo Jabor, que ofendeu desrespeitosamente os estudantes e depois recebeu uma ordem de algum dos irmãos Marinho para se retratar, porque nas ruas muitos cantavam “O povo não é bobo; abaixo a Rede Globo”!

Trata-se de uma manifestação, irrefragavelmente, solta e com episódios de violência explícita, que fez a Globo, logo no início dos protestos, volto a repetir, escancarar os dentes do establishment e rosnar, propagar seu discurso moralista tradicional, que faz da palavra “ordem” uma espécie de ultimato antes de bombardear com seu canhão midiático aqueles que tal empresa “global” considera como grupos ou pessoas que possam colocar em “perigo” os seus interesses políticos, bem como os interesses das grandes corporações que têm a Globo como sua porta-voz e ferramenta de propaganda de combate aos movimentos sociais desde 1965 quando ela foi criada em plena ditadura militar.

A Globo medrou, pois ciente de que poderia ser alvo dos manifestantes, recuou, retirou sua logomarca dos microfones dos repórteres e passou a cobrir os eventos de helicóptero, bem longe do povo que ela diz gostar todos os dias no RJ TV e em seus jornais similares nos estados outros da Federação, pois, arrogante e presunçosa, quer fazer a vez dos prefeitos e das autoridades eleitas, pois sua intenção é desconstruir os políticos, desqualificar a política e, por intermédio desse processo draconiano, efetivar o domínio político e econômico das corporações privadas sobre o estado nacional. 

A Globo quer governar no lugar dos eleitos, e, esperta e malandra, aderiu ao movimento estudantil vazio de propósitos, porque sem pauta, sem coordenação e perigosamente “apolítico”, como afirmam muitos dos estudantes.  Quando grupos ou pessoas ou multidões são contrários à politica, que é a essência natural dos entes humanos e das sociedades, resta o caminho perigoso e violento do fascismo, pois com a falta de uma referência que sirva de ponte entre os poderes e a sociedade, quem vai ocupar esse vácuo de poder  vão ser os fascistas, os fundamentalistas do mercado e os aventureiros. Essas realidades se repetiram muitas vezes na história da humanidade. Não é novidade. Ponto.

E os empresários como ficam? Qual é a responsabilidade deles? E as caixas pretas que escondem e acobertam todas as mazelas do sistema de transportes em todas as grandes e médias cidades, que movimentam bilhões de reais e não apresentam à sociedade, de forma transparente, os lucros, os dividendos e os gastos. A imprensa comercial e privada praticamente não questiona esse segmento empresarial. Por quê? É cúmplice? Afinal, a revista Veja, a Última Flor do Fáscio, foi cúmplice e parceira do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que a Folha de S. Paulo, o diário que emprestava os seus carros para carregar presos da ditadura militar, insistia em chamar o bicheiro de empresário. E os governantes? Eles vão rever os custos, no que é relativo à responsabilidade dos empresários, além de mudar a relação institucional com esses magnatas dos transportes? Quem viver verá.

O Ministério Público, que atualmente se preocupa em fazer política partidária e embargar obras importantes para o desenvolvimento do País, e, consequentemente, não exerce condignamente a sua função e trabalho, resolveu se mexer. Até então não denunciava, com a ênfase necessária, os desmandos de mandatários e de empresários, no que tange a defender o povo dos maus serviços do transporte público e da ganância dos empresários que atuam nesse setor. Esse meio é uma máfia poderosa, influente e violenta e que financia fortemente as campanhas eleitorais. Todo mundo sabe disso. Até os recém-nascidos e os idiotas por convicção.

Entretanto, o Ministério Público aparentemente não se mexia e somente agora anuncia que vai exigir, em nome do povo, satisfações aos empresários e às prefeituras municipais. É que o MP, com representações em todos os estados — leia-se Procuradoria Geral da República (PGR) — do procurador Roberto Gurgel, antes desses protestos, estava a se preocupar com a PEC 37, ou seja, a PGR está preocupada, e há muito tempo, em fazer politica e não trabalha pelos interesses e desejos do povo brasileiro, que talvez tal instituição os considere ordinários, simples, de rotina ou do dia a dia, e essas realidades devem deixar certos promotores ou procuradores deprimidos, aborrecidos, fragorosamente entediados, e por isto e por causa disto muitos deles preferiram fazer politica, em âmbito federal, para que suas vidas se tornassem mais emblemáticas, emocionantes, aventureiras, além de favorecerem, evidentemente, o espectro em que grande parte desses promotores agem e atuam: o campo político da direita.

O Movimento Passe Livre (MPL) não iniciou suas atividades hoje e nem ontem. Ele existe há anos e nunca foi levado a sério pela imprensa e muito menos pela maioria dos estudantes da classe média tradicional e média alta, que não se locomovem de ônibus, trens ou metrô, pois a maioria anda de carros e veículos escolares. São jovens que compõem a parte da classe média oportunista politicamente, pois despolitizada, rancorosa e colonizada, que tem ódio da ascensão social dos pobres, dos negros, dos recentemente incluídos e que vota em partidos conservadores e consomem os produtos editoriais da mídia conservadora e velhaca. Igualzinho aos seus pais. A mesma mídia de mercado que combatia o Movimento Passe Livre nos tempos do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, aliado na época dos políticos do PSDB paulista. O MPL era escondido pela imprensa imperialista e desqualificado pelos seus jornalista pagos para pensar o que seus patrões pensam.      

O pau está a quebrar nas ruas das capitais brasileiras, e a polícia não pode intervir sem ser alvo de críticas açodadas para preservar o patrimônio público, mesmo quando em perigo de ser depredado, não pelos estudantes e, sim, pelos vândalos rebeldes sem causa. Opino sobre as ações policiais especificamente no concerne ao aspecto legal, que fique claro a quem lê este artigo, pois sou contra, terminantemente, a qualquer violência praticada pelo estado contra os estudantes.

Contudo, ocorrem saques, pichações, roubos, furtos, assaltos, depredações de lojas e agressões físicas. A própria imprensa aliada dos protestos mostra e ameniza os crimes, que não devem ser amenizados, porque se fossem levados a efeito pelos movimentos sociais que, ao contrário dessas manifestações, tem agenda política e lutam por seus direitos há décadas, a exemplo do MST, a imprensa burguesa e as instituições e os órgãos de repressão do estado já estavam, sem sombra de dúvida, a criticar açodadamente e a reprimir duramente aqueles que, porventura, ousassem quebrar as vidraças ou tocar em algum caixa eletrônico de uma agência de banco. É verdade ou não é? Sua consciência decide. 

Há quase duas semanas os jovens que se relacionam pela internet ou pelas redes sociais realizaram a primeira manifestação das muitas que se sucederam em todo o País. Tais protestos se transformaram, ratifico mais uma vez, em grandes eventos heterogêneos, politicamente e ideologicamente primitivos, desorganizados, com vândalos infiltrados e pessoas, como se comprovou depois, que se mostraram alheias às reivindicações. Os pleitos se transformaram em uma miscelânea de contestações, na verdade um emaranhado de gritos de ordens e de cartazes, que não condizem com os propósitos e os objetivos iniciais das manifestações de ruas contra o aumento de R$ 0,20 das tarifas de ônibus. Os prefeitos recuaram, abriram-se ao diálogo, mostraram as planilhas e informaram que o orçamento vai ter de ser modificado, a fim de atender as reivindicações dos estudantes. Haverá uma reengenharia e considero que a sociedade brasileira já sabe disso.

O Brasil avançou, e muito, em suas conquistas sociais e econômicas. É visível e palpável e somente não reconhece quem não quer enxergar, por motivos ideológicos, partidários, culturais, de ordem preconceituosa, de classe social, que leva à intolerância política e, por seu turno, à contestação vazia, porque falta uma agenda que elenque as reivindicações e que prevê também a abertura de diálogo, de maneira democrática e respeitosa. Não adianta os reacionários de plantão apostarem no golpismo, tão a caráter das classes privilegiadas, que querem impedir a distribuição de renda e de riqueza. Não é de bom alvitre as classes média tradicional e alta, frequentadoras há mais de cem anos de universidades federais e estaduais reeditarem a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, porque a que está a acontecer  é maior, com maior tempo de duração e não tem, insisto, uma ainda uma agenda política para debater o Brasil e dialogar com consciência, com seus interlocutores, que são e têm de ser as autoridades eleitas e não a os donos e os seus empregados do sistema midiático privado.

O MPL foi questionado por vários grupos extremistas, à esquerda e à direita, que apostaram e ainda apostam em rompimento institucional para favorecer a oposição partidária ao Governo trabalhista. A oposição (PSDB, DEM, PPS e PSOL) que neste momento está enfraquecida, porque não tem programa de governo, projeto de País, enfim, propostas para o povo brasileiro. Em 2014, veremos se a corrente politica democrática que está no poder e mudou o Brasil para melhor tem ainda fôlego para vencer as eleições. Do contrário, a oposição tucana assume a Presidência, com o apoio dos barões proprietários do sistema midiático, dos setores ricos e rentistas inconformados com os juros mais baixos e, inapelavelmente, com o apoio da classe média conservadora, cujos filhos estão nas ruas, pois portadora dos valores e dos princípios das classes dominantes. Todos os países brigam, ou seja, disputam duramente para ter em suas terras eventos internacionais, que, evidentemente, proporcionam inúmeros benefícios em infraestrutura, sociais e econômicos. Não tem como ser diferente. Torna-se imperativo ter muito espírito de porco para não compreender essas questões, que inclusive transformam o Brasil em um País ainda mais internacional. O tempo mostrará, pois ele é o senhor da razão.

A Copa das Confederações já é um sucesso de público e o retorno financeiro vai se concretizar.  A Copa do Mundo de 2014 vai ser uma das melhores. A Globo vai encher a burra de dinheiro, bem como os seus anunciantes, e, malandramente, no Jornal Nacional, vai dizer que os eventos são e serão um fracasso, ainda mais no Governo do PT. Só não dá mais para dizer que o Brasil não sabe construir estádios. Quando essa gente viu os estádios prontos ficou furiosa, porque não imaginava tanta competência. Eles torcem contra o Brasil e tergiversam, distorcem, manipulam e disfarçam seus desprezos e rancores e desamores. Vários grupos e em diferentes capitais gritavam: “Foda-se o Brasil”! Afirmo novamente: todos os países disputam duramente para ter em suas terras eventos esportivos internacionais. Aqui no Brasil é o contrário. O complexo de vira-lata, o DNA de escravagista e a alma subserviente e colonizada impedem, definitivamente, que essa gente reconheça o Brasil e os direitos de seu povo. Vamos ver que tem mais garrafas para vender em 2014. A maioria do povo trabalhador que vota na Dilma, definitivamente, não está a ocupar as ruas. Só não vale golpe de estado midiático, a “revolução” na tela da Globo, como tentaram na Venezuela.  

Seis anos após o Brasil ser confirmado como sede da Copa do Mundo de 2014, as pessoas resolvem protestar somente agora, e exatamente no decorrer dos jogos da Copa das Confederações? Por quê? Não houve tempo para combinar pela internet? Os manifestantes acham que falam pelo Brasil profundo e pelo povo? Esses jovens que se dizem apolíticos e cuja pauta era a passagem do transporte público e depois passaram a ter mil pautas incongruentes e incoerentes, como se fosse o “Samba do Crioulo Doido”, de Sérgio Porto, tem de ser ouvidos, pois são cidadãos brasileiros, mas, sobretudo, não falam em nome do povo brasileiro, que elegeu a presidenta Dilma Rousseff, porque seria muita presunção.

Além disso, se os partidos e outras associações e agremiações quiserem participar das manifestações, os líderes do MPL têm de aceitar e não querer um movimento sectário, afinal o PT, por exemplo, é um partido orgânico, inserido na sociedade, e, inquestionavelmente, foi forjado nas ruas e nas fábricas e universidades. Ou esses rapazes e moças pensam que as passeatas começaram a ocorrer no Brasil na semana passada? Sugiro que o MPL convide os políticos do PSDB e do DEM, além de seus aliados da Globo, para também participar das manifestações. O problema é saber se eles vão aceitar caminhar nas ruas. Eu duvido. O melhor é citar a conhecidíssima frase de Hamlet: "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia". É isso aí.

DAVIS SENA FILHO-Brasil247

20 DE JUNHO DE 2013 ÀS 17:27

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