TERROR, ALCKMIA E DESCOBERTA CABRALINA

28 jul

Via Diogo Costa, Walter Falceta Jr. e Cecilia Cruz direto da Central de Noticias Facebook

Os médicos exigem condições de trabalho dignas, ou seja, consultórios cheirosos entre o Leblon e a Paulista, com exceção da Dutra. 

E é neste trechinho do Brasil que 0,0001% dos brasileiros decidiram afrontar a autoridade, cuspir em concidadãos, praticar a intolerância religiosa, arrebentar o patrimônio público e privado e exigir a deposição dos governantes eleitos pelo voto.

Sim, já houve um tempo em que o Rio jazia em uma cratera imensa, que engolia inúmeras beatrizes do tipo Roitman. Em cima, aqui e ali, havia uma passarela de asfalto e de segurança.

O Rio é a Cidade Maravilhosa, que todo brasileiro ama. Quase todos nós gostamos de estar aí, pois é onde reside a alma da brasilidade. Não é, porém, a perfeição. De Deodoro a Copacabana, passando-se por Quintino e Engenho de Dentro, é a urbe das diversidades e contrastes, como convém a um país em metamorfose.

Meu Deus, sumiu o Amarildo! É triste. Mas não foi agora. Há tantos Amarildos sumidos, apagados dos registros policiais, tantos golpes pesados na Maré e no Alemão, que se exige um exercício comparativo. Quando, em tempo recente, foi pior a São Sebastião de Estácio de Sá? 

Ora, diz a menina mascarada que é muito pior agora, porque desalojaram-se os índios que havia séculos se assentavam na aldeia Maracanã. Tudo por causa do diabólico Cabral, que ali pôs suas patas a mando da desalmada Dilma Rousseff, aliada-mor da terrível FIFA. 

E, assim, o Guy Fawkes (restaurador católico inglês) que dá cara aos Anonymous, resolveu usar cocar…

De repente, no entanto, o correspondente estrangeiro vai pesquisar o assunto. E descobre que a aldeia Maracanã não é exatamente uma aldeia, segundo os critérios da antropologia.

Na verdade, trata-se da invasão de um prédio publico, recente. A aldeia Maracanã não tem séculos, mas apenas 6 anos de idade. 

Nela, moravam um professor que tinha apartamento na Zona Sul, um sujeito de Campos que nunca foi índio (mas que afirma ter sido incorporado à “comunidade” num rito Lakota) e até uma estudante de Buenos Aires que achou descolada a experiência. 

De resto, indígenas de 12 nações diferentes, que fizeram do lugar uma casa de passagem. Enfim, descobre o jornalista que nem mesmo foram colocados no olho da rua. Ganharam, de cara, outro endereço, em Jacarepaguá.

A administração cabralina comete erros políticos e permite traquinagens de parceiros gestores, como todo governo. Mas, por números e fatos, não se mostra pior que a de antecessores perdoados pela imprensa e pela juventude.

Já na Terra da Garoa, a dinastia tucana promove verdadeira orgia com o dinheiro público. A comunidade “bandeirante”, sabe-se agora, doa de modo compulsório para as campanhas do PSDB.

As obras do metrô se arrastam por décadas. A malha de trens da CPTM é pesadelo para os passageiros. O superfaturamento de obras revela superfaturamento de, no mínimo, R$ 425 milhões.

Em São Paulo, o analfabetismo funcional é estimulado por um certa “progressão continuada”, nada mais que “aprovação automática”. E, sim, as crianças das primeiras séries não têm mais aulas de ciências, geografia e história.

Não, São Paulo não é um Estado que oferece segurança ao cidadão, conforme reza a cartilha da propaganda midiática. No primeiro semestre, em comparação com o mesmo período do ano passado, o número de homicídios dolosos cresceu de 2185 para 2236 casos. 

Somente em junho, mês em que São Paulo foi devastada pela guerra entre PMs e jovens insurgentes, 355 pessoas perderam a vida, um aumento de 8,23% em relação a maio. Neste junho de fogo, os paulistas sofreram 22.647 roubos (somente os comunicados à polícia), um aumento de 9,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No entanto, nas manifestações incendiárias de Anonymous, Black Blocs, pró-militaristas, células ressuscitadas da UDN (como Revoltados Online e Movimento Contra Corrupção), psolistas e outros arremedos de esquerda, não se ergue cartaz que chame o governo alckmista à responsabilidade.

Berram contra Cabral, enquanto hostilizam fãs do Papa e arrebentam agências bancárias, concessionárias de veículos e lojas de vestuário. 

No que se refere aos gravíssimos crimes alckmistas, repetem sonsamente o silêncio da grande imprensa hegemônica.

O que choca não é o agravo rebelde em si, violência que duramente vamos digerindo ao cabo de dois meses de baderna e complacência, mas a leniência dos tios e tias, da “gente de bem”, do Rio e de São Paulo, com a seletividade no estabelecimento dos alvos de ataque.

O “pecado” de Cabral talvez seja participar da base de apoio à presidente da República. O “mérito” de Alckmin talvez seja sabotá-la, sempre que possível. Essa é senha que move os mascarados.

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