Rússia denuncia “onda de propaganda anti-Síria”, enquanto ONU fala em “intervenção”

23 ago

Ban Ki-moon disse que ação da ONU é “uma questão de tempo”. Chancelaria russa questionou suposto ataque químico

 

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, afirmou nesta sexta-feira (23/08) em Seul que a intervenção da organização na crise da Síria é “uma questão de tempo”, além de ter pedido apoio internacional, em um momento no qual países como França e Reino Unido lançam pressão contra o governo sírio. Por sua vez, o porta-voz da Chancelaria russa, Alexánder Lukashévich, alertou para “uma nova onda de propaganda anti-Síria”.

“Todos os preparativos técnicos e logísticos estão completos. O momento no qual vamos poder fazer e no qual as partes vão estar prontas para participar (na tarefa de resolver a escalada de violência na Síria) é questão de tempo”, detalhou Ban em declarações à agência de notícias Yonhap. “Estou especialmente preocupado pelos relatórios que falam do possível uso de armas químicas sobre civis. Condeno da forma mais dura possível esta escalada de violência”, acrescentou o secretário-geral da ONU, que chegou a Seul para repassar a agenda humanitária do país.

Na última quarta-feira, opositores denunciaram um ataque químico nos arredores de Damasco, uma ação que, segundo eles, causou a morte de pelo menos 1.300 pessoas. O governo do presidente Bashar al-Assad negou o ataque, que teria sido feito com gás sarin.

Sobre o possível uso de armas químicas no conflito, Ban reiterou que os mesmos violam as leis internacionais e supõem “um crime contra a humanidade que deverá reportar graves consequências”. Ele solicitou uma investigação para esclarecer a denúncia de um suposto massacre, feita por opositores, na reunião do Conselho de Segurança da última quarta-feira.

 

 

Mas Rússia e China se negaram a apoiar uma ação imediata por parte do principal órgão de Segurança da ONU, sustentando que não há suficientes provas contra Damasco e sugeriram uma armação por parte dos opositores. “Conto com o generoso apoio da comunidade internacional. Estou determinado a fazer o que estiver ao alcance das minhas mãos para dar assistência às vítimas e avançar em soluções políticas”, acrescentou Ban.

Rússia

Segundo Lukashévich, “aparecem cada vez mais depoimentos de que esse ato criminoso tinha caráter de provocação”. Ainda de acordo com o porta-voz da Chancelaria russa, “na internet circulam informações de que os materiais (…) com as acusações contra as tropas governamentais apareceram várias horas antes do suposto ataque”.

Moscou está em contato permanente com as autoridades sírias e aplaude “sua colaboração construtiva com o grupo de especialistas da ONU” que se encontra no país para investigar vários casos de suposto uso de armas químicas. A Rússia “chama a atenção que, infelizmente, não aconteçam semelhantes ações por parte da oposição, tão necessárias nesse momento”, o que “impede diretamente uma investigação objetivs”, lamentou Lukashévich.

* Com informações do Russia Today, Yonhap e Reuters

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