O golpe está sendo televisionado by Maria Luiza Quaresma Tonelli

29 out
Acabo de ler uma entrevista com o cientista político Francis Dupuis-Déri, Professor da Universidade de Québec em Montreal (Uqam), no Canadá. Na entrevista ele responde a perguntas sobre os Black Blocs. Vamos lá.
Segundo Dupuis-Déri, Black Bloc não é um movimento; é simplesmente uma tática, um modus operandi, uma maneira de se organizar dentro de uma manifestação. Vestem-se de preto “para garantir certo anonimato” e usam a bandeira preta, símbolo do anarquismo. Bem, como assim “anonimato” se podem ser identificados pela roupa preta e pela bandeira símbolo do anarquismo? Se querem garantir anonimato individual e não como grupo (já que se definem como “tática”) e se a maioria dos black blocs desfilam com calma nas manifestações, como diz o entrevistado, não precisariam esconder a cara, pois não? Além do mais, a Constituição federal do nosso país garante a liberdade de expressão e a livre associação, mas diz que não é permitido o anonimato. É bom lembrar que não vivemos mais num Estado de exceção.

Quanto ao surgimento dos black blocs, explica que surgiram por volta de 1980, na Alemanha Ocidental e que, como “tática”, apareceu dentro de um movimento chamado “Autonomen” (Autônomo), que organizava centenas de ocupações políticas contra energia nuclear, contra os neonazistas, etc. Como “tática”, os Black Blocs ganharam visibilidade por causa da cobertura midiática nas manifestações antiglobalização de Seattle, nos Estados Unidos, em 1999. E daí para frente a “tática” black bloc, se espalhou pelo ocidente por ser facilmente reproduzível.

Segundo o cientista político, muitos Black Blocs consideram que a ideologia neoliberal e o capitalismo são responsáveis pelas desigualdades, injustiças e a destruição do planeta. Por causa disso, as pessoas estão revoltadas e consideram que já não basta se manifestar pacificamente: “é preciso perturbar e reagir quando a polícia ataca o povo”. No que se refere à ideologia, diz que não existe “um” black bloc, mas sim “os” black blocs, que são distintos em cada manifestação e, por isso, quem mais participa desses grupos são anarquistas, anticapitalistas, feministas radicais e ecologistas. Para ele, os black blocs são geralmente compostos por indivíduos com uma “forte consciência política”.

É verdade que a ideologia neoliberal e o capitalismo são responsáveis pelas desigualdades, injustiças e a destruição do planeta. Aliás, não há ideologia neoliberal “e” capitalismo. O neoliberalismo “é” o capitalismo elevado à enésima potência. Por isso ele é a causa das desigualdades e injustiças. E tal como fênix, sempre renasce das cinzas. Portanto, falar em “crise” do capitalismo é uma contradição em termos. O capitalismo é a crise. Vive de crises, sobrevive às crises e tira proveito das crises. Nesse sentido, as crises não são e nunca foram um problema para ser resolvido pela economia, mas pela política. Ao capitalismo interessa submeter a política ao poder econômico. Quanto menos Estado, maior a força econômica.

O capitalismo rentista é um jogo planetário perverso que precisa ser vencido pela política e pelos homens de boa-fé, de boa vontade e de disposição para a luta. Nada mais disparatado, portanto, do que dizer que o capitalismo precisa ser “humanizado”. Trata-se de um verdadeiro nonsense. O capitalismo não existe para o homem; ele se serve do homem, trata-o como mercadoria. É regido pela lógica do lucro no reino global do mercado. Assim como o homem é o cerne da política, o capital é o cerne do capitalismo. Não há espaço no capitalismo para a solidariedade social. Tudo é visto pela lógica do lucro. Tirar vantagem de tudo é a palavra de ordem.
Então, que “forte consciência política” é essa dos black blocs que acreditam na possibilidade de destruir o capitalismo quebrando símbolos capitalistas, como agências bancárias, concessionárias de automóveis, estabelecimentos comerciais em geral? Ora, símbolo é a representação de algo. Representar é tornar presente o que está ausente. É preciso muita ingenuidade e falta de maturidade para achar que destruir agências bancárias é o mesmo que destruir o capitalismo. Ele continua lá onde está, firme e forte, e ainda lucra com o caos. Quem quiser se assegurar disso, sugiro a leitura do livro A Doutrina do Choque: a Ascensão do Capitalismo de Desastre, onde Naomi Klein descreve como as empresas aproveitam dos desastres naturais, das guerras ou outros choques culturais para avançar políticas de liberalização econômicas.

“É preciso perturbar e reagir quando a polícia ataca o povo”, diz o cientista político canadense, referindo à estratégia black bloc. Pelo que consta, todas as vezes que a polícia enfrentou os Black Blocs nas manifestações ocorridas no Brasil foi por causa de atos de vandalismo iniciados por eles. Onde estavam os Black Blocs quando a polícia de Geraldo Alckmin atacou o povo do Pinheirinho, tirando mais de 1.200 famílias de suas casas em pleno amanhecer de um domingo de janeiro? Delas tudo foi tirado: suas casas foram destruídas. Foram escorraçadas de suas residências praticamente com a roupa do corpo. Tiraram-lhes até a própria dignidade. Onde estão essas pessoas hoje? Alguém tem ao menos curiosidade de saber o que mudou em suas vidas? Como estão e em condições se encontram? O povo do Pinheirinho, por acaso, desapareceu? Não
têm uma história?

Dupuis-Déri diz que, pelo fato de os Black Blocs serem reconhecidos principalmente pela aparência, pela roupa preta, fica fácil imitá-los deturpando o movimento, ou a “tática” blackbloqueana. Ou seja, admite que haja infiltrados. Se é assim, por que admitem que vândalos se misturem a eles? Quem com os porcos se mistura farelo come, diz o ditado. Afirma que no Ocidente, a repressão da polícia contra movimentos sociais progressistas vem crescendo nos últimos 15 anos. Ora, não precisamos dos black blocs para nos “salvar” da criminalização dos movimentos sociais.

Sabemos muito bem que é da natureza do capitalismo neoliberal e das classes dominantes criminalizar movimentos sociais. Aliás, qualquer manifestação legítima é criminalizada, pois para os neoliberais a democracia não é o regime dos conflitos, mas exclusivamente o regime da lei e da ordem. A “tática” black bloc, se querem ser assim chamados, só contribui para que uma sociedade conservadora, autoritária e hierarquizada como a nossa coloque as manifestações legítimas e os atos de vandalismo no mesmo balaio pedindo que algum governante vocacionado para o autoritarismo coloque “ordem na casa” e sabemos muito bem onde isso pode chegar.

Romanticamente, muita gente vem fazendo um paralelo entre os black blocs e o ludismo do século 19 e Dupuis-Déri diz que isso é possível. Ora, o ludistas eram conhecidos como os “quebradores de máquinas”. O ludismo foi um movimento contrário à mecanização do trabalho proporcionado pelo advento da Revolução Industrial. Qual eram as condições do século 19? É intelectualmente desonesto fazer tal paralelo. Black Blocs querem ser os “destruidores” do capitalismo tal como os ludistas eram os “destruidores de máquinas”, que substituíam o homem no trabalho. Não é honesto querer “destruir o capitalismo” sem querer saber quais as condições de trabalho dos que fabricam os IPods, notebooks, e IPads dos quais os Black Blocs certamente não abrem mão. Nem se interessam em saber das condições em que se encontram os que fabricam os tênis que calçam para ir às manifestações para ajudar a minar a democracia. Querer “destruir” o capitalismo sem abrir mão do desfrute de seus produtos é próprio de quem quer ficar mesmo só na destruição dos seus símbolos, para promover o caos instalado no país. E sabemos muito bem a quem isso interessa. Já tem apresentador de TV, que é concessão pública, gritando em alto em bom som que isso não é democracia, mas anarquia. Diante disso tudo que estamos vendo só há duas alternativas: ou ficamos de braços cruzados enquanto o golpe está sendo televisionado, ou abrimos uma verdadeira cruzada em defesa da democracia. Escolho a segunda.

Maria Luiza Quaresma Tonelli
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10 Respostas to “O golpe está sendo televisionado by Maria Luiza Quaresma Tonelli”

  1. Martinha Mendes Santos outubro 29, 2013 às 3:09 pm #

    Excelente texto, muito lúcido e consistente! Parabéns!!

    • Kurp outubro 30, 2013 às 1:10 pm #

      achou bom o texto MArtinha? entao leia abaixo a resposta de um leitor!

      na minha modesta opiniao , ela é BEM MELHOR que esse texto irresponsavel da Sra Tonelli !

      • Davis novembro 3, 2013 às 2:40 am #

        Concordo! Tanto na maior qualidade do texto ser superior quanto na irresponsabilidade de Tonelli, teoricamente vazio e abusivamente manipulador, fazendo pouca distância em relação ao jornalismo irresponsável das grandes mídias.

  2. samuel outubro 29, 2013 às 4:46 pm #

    ” Bem, como assim “anonimato” se podem ser identificados pela roupa preta e pela bandeira símbolo do anarquismo? Se querem garantir anonimato individual e não como grupo (já que se definem como “tática”) e se a maioria dos black blocs desfilam com calma nas manifestações, como diz o entrevistado, não precisariam esconder a cara, pois não? Além do mais, a Constituição federal do nosso país garante a liberdade de expressão e a livre associação, mas diz que não é permitido o anonimato.”
    – Anonimato é não ser obrigado a realizar o ato de se identificar civil ou criminalmente. A identificação social, cultural e ética são perfeitamente totalmente diferentes da identificação individual para fins legais. Quando os BBs se conformam, num movimento de enxame, como um bloco (não grupo, nem organização) de pertencimento social e cultural, eles criam uma identidade coletiva, bem diferente de identificação legal de indivíduo. Não é possível que sem usar de má-fé não seja capaz de entender as diferenças.
    Nesse sentido, podemos também destacar que a interpretação do art. 5º, IV da Constituição, onde se lê “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”, não deve, sob a correta hermenêutica, justificar o entendimento de que o anonimato seja um crime. O que se deve extrair deste trecho é que toda manifestação do pensamento é livre, salvo se anônima. Está se falando da garantia que deve prover o Poder Público ao direito de se expressar.

    Não existe, em nenhuma legislação, o crime de anonimato. Não há penas para anonimato. Ninguém pode ser preso por estar anônimo, e desejar permanecer assim. A pessoa pode ser presa por outro crime que tenha cometido e que seja devidamente previsto na legislação, e aí terá seu direito ao anonimato suprimido, junto com o de liberdade de ir e vir. Importa destacar que me referi a “direito de anonimato”, opondo-me totalmente a uma idéia de crime de anonimato.

    O anonimato é reconhecido como um “escudo contra a tirania”, de forma a proteger a opinião dos indivíduos contra uma sociedade intolerante. É assim que vê a ONU e a Suprema Corte Americana por exemplo. Ou seja, mesmo em abstrato é possivel reconhecer que uma obrigatoriedade de se identificar genérica e indiscriminada não pode visar o propósito de proteger os cidadãos e a ordem, mas sim se expor minorias e sujeitos em estado de vulnerabilidade. E, de fato, é o que se visa com esta lei.

    Estar anônimo é não ser obrigado a realizar o ato de se identificar, e ninguém é obrigado a nada a não ser por força de lei. Então o anonimato é passível de ser reconhecido como um direito implícito de todo cidadão.
    Alem disto, podemos evocar tambem a proteção dos direitos de imagem e a privacidade, uma vez que estamos falando não da proibição de mascaras simplesmente, mas da obrigatoriedade de expor sua imagem, sua identidade, publicamente. Mais uma vez, estamos falando da norma geral, não dos casos onde policial demandar a identificação de algum cidadão, caso este em que ele, domo já dito, deve se identificar.

    Para mais aprofundado debate sobre a lei das máscaras do Rio, ver em https://samuelbraun.jux.com/1571270

    “Pelo que consta, todas as vezes que a polícia enfrentou os Black Blocs nas manifestações ocorridas no Brasil foi por causa de atos de vandalismo iniciados por eles”

    Bem, partindo do princípio de que a autora do texto é uma militante de esquerda, ou se diz ser, acho quase que dispensável rebater este ponto. A ignomínia do proposto deveria bastar. Primeiro, o que seignifica “pelo que consta”? Consta onde, para quem, por quem? E em “todas as vezes”? Que levantamento amplo foi esse que mapeou todos as milhares e concomitantes manifestações de Junho pra cá? E “atos de vandalismo” é preciso ser esclarecido o que significam. Greve é vandalismo? Fechar rua pra passeata é vandalismo? Bater em manifestante é vandalismo: Ou quevrar vidro é vandalismo, e só? Sobre vandalismo, abaixo um link sobre a origem etimológica e social do termo. Assim, culpar a vítima pela agressão sofrida, legitimando a violência repressiva não é só digno de rotular-se de direita, mas sim de nazi-fascismo. É um raciocínio intolerante, violento e desumano. Além de ser flagrantemente desprovido de justificativas que não o desejo preconceituoso de criminalizar um movimento do qual não se concorda/pertence.
    Para debater um pouco mais “vândalos, criminalizações e seus corolários”, como violência simbólica, ver em https://samuelbraun.jux.com/1571353

    “Onde estavam os Black Blocs quando a polícia de Geraldo Alckmin atacou o povo do Pinheirinho, tirando mais de 1.200 famílias de suas casas”

    Onde estavam os Black Blocs? Quais. Tinham estes da foto abaixo (linkada), moradores da região, que armados com paus, pedras, barris e outros objetos formaram um cordão de resistçencia e confronto com “a lei e a ordem”.A pergunta não é onde estavam indivíduos isolados que ainda não conformavam um ator social à época, mas sim onde estavam as entidades, institucionalizadas e que reclamam exclusividade na representação da indignação coletiva, como sindicatos, partidos, etc. Onde estava a tão louvada política tradicional, a ordem e a institucionalidade, tão defendida agora pela “exquerda”, que se omitiu e permitiu que isso acontecesse?

    “Quem com os porcos se mistura farelo come”

    Me nego a comentar isso. Mais uma vez, a vergonha é a melhor resposta para um argumento destes.

    ” Ora, não precisamos dos black blocs para nos “salvar” da criminalização dos movimentos sociais.”

    NOS salvar. O pronome utilizado denota o pertencimento e a exclusão. O pertencimento corporativista dando vazão à sanha excludente do outro. Não estamos mais no campo da defesa de uma idéia, de um ideal, ou de uma revolução coletiva, comum, mas na defesa de nosso gerenciamento sobre a miséria e a indignação alheia. Somos, nesse pronome, tão ou mais abomináveis que os opressores capitalistas, pois somos os opressores das formas de engajamento e resistência dos oprimidos.

    “Sabemos muito bem que é da natureza do capitalismo neoliberal e das classes dominantes criminalizar movimentos sociais. Aliás, qualquer manifestação legítima é criminalizada, pois para os neoliberais a democracia não é o regime dos conflitos, mas exclusivamente o regime da lei e da ordem”

    Mas peraí, o texto todo sustentou que a criminalização, a violência e a ação policial são sempre em resposta a ação de vandalismo, como agora vem dizer que sabem que criminalizar os movimentos sociais é da natureza do capitalismo? Que contradição! Se toda forma de manifestação é criminalizada pois pro neoliberalismo a democracia é o regime da lei e da ordem, como sustentam, no coração do artigo, que são os Black Blocs os cuklpados pela ação violenta da polícia? E mesmo esquecendo a polícia, não estaria este texto e a corrente de pensamento que ele representa criminalizando o movimento, ou a tática de ação social Bçack Bloc? Seria o caso então de transpotarmos a sentença da própria autora, em relação ao capitalismo, pra ela também? Ela, seu artigo e esta exquerda seriam então do regime da lei e da ordem também?
    É por isso que digo, que árte da esquerda transformou-se em EXquerda, ela mantém o discurso, em contradição com a prática que adotam, e em contradição até com o que teorizam sobre o outro.

    E convocando CONTRA OS BLACK BLOCS, vejam o que diz: “Diante disso tudo que estamos vendo só há duas alternativas: ou ficamos de braços cruzados enquanto o golpe está sendo televisionado, ou abrimos uma verdadeira cruzada em defesa da democracia. Escolho a segunda.”

    Pronto, está concluida a obra despótica, totalitária. Com requintes de fascismo, pois vai capitaneando o grupo que dirige o Estado e o governo. Tochas nas mãos, caçar as bruxas. Históricamente, os opressores, postando-se em defesa da lei e da ordem, chamavam-na de democracia e convocavam o povo pra realizar uma cruzada de criminaliação, perseguição e extinsão do inimigo político. Nessas duas linhas, a autora sintetiza isso. “Cruzada em defea da democracia” parece soar como ecos do golpe de 64 contra comunistas, terroristas de esquerda e subersivos de vermelho. A esquerda de ontem periga sucumbir ao EXquerdismo, que é mais direita, mais totalitpario e opressor, que a direita blasê um dia sonhou poder ser.

    Sinceramente, este texto, juntamente com outros igualmente virulentos em seu totalitarismo e maniqueísmo, demonstram como assustadoramente uma boa parte da esquerda, aquela que sempre se postou do lado do oprimido, aliás, estrturando-se por isso, parece agora querer ocupar o espaço do opressor, da hegemonia totalitária, do maniqueísmo, do desfrute das benesses indecentes do controle das instituições alienantes.

    De se lamentar, e lutar.

  3. Anivaldo outubro 29, 2013 às 11:22 pm #

    A conquista da democracia no Brasil custou um alto preço para o povo brasileiro e, sobretudo, para os que se sacrificaram para tê-la de volta. Consolidá-la é a tarefa mais revolucionária do Brasil atual. E essa consolidação só poderá ser feita mediante o seu uso, o seu exercício, a sua transformação em cultura, a sua materialização em comportamento que coloque a tolerância como valor máximo da convivência social. Recusar-se a usar os instrumentos da democracia conquistada sob a justificativa da aceleração de supostas conquistas sociais e apelar, sob esse pretexto, para a violência gratuita e anônima, sempre cheirou mal. Está mais para a prática dos fascistas do que qualquer outra coisa, porque nessas águas turvas quem sempre pescou foram os totalitários de todos os matizes. Black Blocs não representam e jamais representarão a esquerda brasileira ou qualquer segmento democrático do nosso país. Sejam compostos de desorientados ideológicos, excêntricos ou provocadores propriamente ditos, isso realmente não interessa. O que vale é que, com sua ação estúpida, esvaziaram momentaneamente o mais vigoroso movimento público de massas que o Brasil há muito tempo não via. Precisam pois, ser isolados para que o povo e sua democracia retomem a avenida na busca de um projeto libertário e avançado para o Brasil do século XXI.

  4. RFFSA outubro 30, 2013 às 12:09 am #

    A autora realmente tem suas falhas, porém o samuel a rebatou tudo dentro das leis e das instições…rsrsrs…
    A faça-me o favor.
    BB de hoje são capitalistas de amanhã já os vejo, com seus carros e seus ternos, ajudando na direção da sociedade burguesa.
    Desde os meus 15 anos frequento manifestações e condeno este tipo de atitude. São midiáticos, como são minoritários precisam sempre fazer por onde para chamar mais atenção. A tática é velha, jogar bomba caseira na polícia para causar o confronto, não pensa nos outros que ao lado estão e na segurança dos mesmos.
    A superação do capitalismo não virá quebrando as vidraças dos bancos, ou do MacDonalds, como estes acham.

  5. Amilcar outubro 30, 2013 às 2:20 am #

    Filosofa lambedora de vidro do Itaú!

  6. M Bragion novembro 1, 2013 às 1:22 am #

    A união faz a força, concordo. Porém a união para o bem, é melhor que para a violência. E não estou sendo filosófico. Mas pratico. Quando uma criança vê um ato de bondade, aprende, valoriza, se inspira, e principalmente repete. Gerando assim “um bem” de retorno para seu futuro, que é acumulativo, leva ao aprendizado coletivo, individual e social. Aliás social não é o que você recebe da sociedade, mas o que a sociedade oferece e dá para ela mesma, é a troca, o apoio e a solidariedade na prática. Então para ajudar a nós mesmos, precisamos ajudar os outros com o melhores bens que possuímos, o bem da sabedoria. Ensinar a viver, trabalhar, ter educação, estudar, e acima de tudo, amar a vida, as situações do trabalho. Porque quem gosta do que faz no trabalho, não trabalha, mas brinca como criança todo dia, é feliz, e é pago por isso. Eu sou assim, ensino o que posso para todos que e rodeiam, com isso aprendo mais e não esqueço do que ensino…sou analista de sistemas e programador, e não me vejo infeliz por dar meu conhecimento de mão beijada para todos que quiserem absorver o que posso derramar em suas vidas, principalmente nos que se interessam compartilhar e viver juntos… sejam felizes com a paz e o amor…ao próximo de verdade, as pessoa que estão ao seu lado todo dia, e não como um conceito abstrato e social da rua. Nada contra a rua, nem o bairro, se esse é seu dia a dia, apenas quero dizer que não somos obrigados a participar de nada, é sempre uma decisão individual dar uma informação/ação e receber tal informação/reação. Livre arbítrio de Deus. Assim acertar e errar não são ações coletivas, mas individuais.

    Eu durmo tranquilo, nunca pratico a violência, não incito a violência, não estimulo a violência. E sou contra toda forma de preconceito étnico, físico, religioso e regional. Mas não sou contra o preconceito educacional, preconceito cultural e preconceito principalmente comportamental. Porque infelizmente não se pode contar com a força da responsabilidade de boa fé, em pessoas que são rapidamente transformadas em agentes mobilizadores anônimos. Hábitos existem e são difíceis de corrigir. E a situação criou o ladrão. Infelizmente o Brasil não é o Japão onde uma mala deixada na rua não será levada por um estranho que não a possui. Ou como na Suécia onde os vizinhos avisarão que no dia seguinte será dada uma festa e haverá barulho, avisando em respeito ao planejamento coletivo da boa vizinhança. Enfim, a cultura considerada boa por mim é a que oferece mais aos que menos tem, em detrimento da vantagem que coletivamente o povo melhor poderá oferecer aos mais ricos, seria egoísmo dar para melhor receber? Imagine que um empresário poderia contratar funcionários mais estudados porque eles seriam mais numerosos e disponíveis e mais baratos. O estado teria funcionários mais eficiente e ofereceria melhores serviços, a corrupção diminuiria porque mais informação é melhor solução. Sempre foi. Sempre será. Então os ricos que acham que mantendo as ovelhas nos pastos com a miséria educacional, vão continuar com o reinado mais controlado estão enganados. Pois teremos muitos problemas com a falta da boa cultura, dominada pelas tribos das drogas, onde o estado não ousa entrar em periferias que só mudam de lugar e a mídia não mostra, e nesses lugares as pessoas vivem no País da ausência de leis e estado. Um pleno e surreal acontecimento em todas as cidades do Brasil. É aqui e agora, não uma previsão para o futuro. E a mudança começa dentro de nós. Dentro de quem decide o que faz de certo ou errado em todos os âmbitos. Mudanças no judiciário são necessárias, na polícia.. tudo deveria ter voto popular para eleger os chefes de todos os órgãos da democracia. Não apenas no legislativo e executivo. Afinal as leis são o maior problema desse País. As empresas precisam das pessoas, as pessoas precisam das Empresas, as Empresas precisam das leis, e as pessoas também.. se um lado dessa balança cair… cai tudo. Se um vai mal.. o outro não vai conseguir melhorar…..Que Deus nos abençoe. E nós nos também.

    • dalva novembro 3, 2013 às 6:51 pm #

      Muito Bom.Precisamos de pessoas melhores e sem ganancia. Tarefa quase impossível , pois , mais que pessoas , um país quer engolir o outro e quebrar as regras para levar vantagem econômica e poder. Só nos resta a palavra de Deus ….que virá acabar com os governos corruptos.

  7. Ewerton de Brito novembro 2, 2013 às 4:01 pm #

    Em tudo falta BOM SENSO E ÉTICA !!! Penso que a mudança virá da nova consciência das crianças, se desde já forem introduzidos nas escolas a disciplina ÉTICA !!!!

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