NADA by Antonio Kleber Mathias Netto

19 jan
NADA  (A.Kleber)
O nada assume o vácuo das ideias,
traceja as aflições, os desconsolos.
As veias convertidas à imundície
enredam-se em palácios e choupanas.

Aposto em gritos, dores rotineiras,
diante da noite consciente e sem pecados
dos zés e dos joões desatinados,
dos charles e dos pitter dos brasões!

Caminhos de algodão rompem delírios,
enquanto corpos prostram-se nas ruas
nutridos de euforia envenenada!

O sonho faz as flores, faz a morte;
o verme explode sob a pele imunda;
um bando alucinado vira pó!

Antonio Kleber Matias Netto
Antonio Kleber Mathias Netto
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