Archive | fevereiro, 2014

Vinte imagens do Brasil que a mídia grande não mostra

24 fev

 Existe uma página no Facebook chamada “Já que a mídia não mostra”. Nela são publicas inúmeras fotos e informações das realizações do governo federal que não tiveram o devido destaque na imprensa grande. São universidades, UPA’s, estradas, ferrovias, equipamentos e obras de mobilidade urbana.

 
Esse espaço é a prova de que os resultados sobre emprego (vivemos a menor taxa de desemprego da História!) e renda dos brasileiros do governo da presidenta Dilma não é por acaso.
 
Também faz perceber o porquê de a oposição não ter discurso nem agenda política para o Brasil. E diante dos últimos acontecimentos, nem o discurso moralista.
 
As imagens falam por si.
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO
 
A Universidade Federal do Triângulo Mineiro ou UFTM é uma instituição pública que se localiza na cidade de Uberaba, Minas Gerais. Antes sob o nome de FMTM (Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro), foi transformada no ano de 2005 em Universidade por decreto do governo Lula. É considerada a 6° melhor Universidade do Brasil – de acordo com o Enade.

  

 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC
 
Criada no governo Lula, a Universidade Federal do ABC (UFABC) ocupa o 1° lugar entre as universidades brasileiras no Ranking SCImago nos quesitos “Excelência em Pesquisa”, “Publicações de alta qualidade” e “Impacto normalizado das suas publicações”. Foi avaliada pelo Índice Geral de Cursos (IGC) do MEC como a melhor universidade do Estado de São Paulo, sendo avaliada como a 1ª no ranking de cursos de graduação entre todas as universidades do Brasil.
 

 
 
 
RESIDENCIAL VIVER MELHOR, MANAUS-AM
 
Manaus – São 5.384 unidades habitacionais da segunda etapa do Residencial Viver Melhor, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus, incluso no programa do Governo Federal Minha Casa, Minha Vida.
 
 
 
 
 
DILMA ENTREGA CAMINHÕES PIPA E MÁQUINAS EM ALAGOAS E NO PIAUI
 
Com a entrega dos caminhões nesta terça-feira (18), Alagoas contabilizará o recebimento de 310 equipamentos do PAC2, distribuídos em 95 retroescavadeiras, 67 motoniveladoras, 72 caminhões-caçamba, 44 caminhões-pipa e 32 pás carregadeiras. No Piauí, até a conclusão das entregas, a previsão é que sejam doados mais 136 equipamentos, com um investimento aproximado de R$ 40 milhões.
 
 
 
 
 
NOVA UPA 24H DE CHAPECÓ-SC JÁ ATENDEU MAIS DE 6 MIL PACIENTES
 
Recém-inaugurada, UPA de Chapecó já atendeu mais de 6 mil pacientes. Nesta semana, a prefeitura realizou balanço dos primeiros dias de atendimento na unidade.
 
 
 

  

 
 
CAMPUS AVANÇADO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS, EM VARGINHA-MG
 
O campus avançado da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), que fica em Varginha, no sudeste de Minas Gerais, foi inaugurado em agosto de 2013 pela presidente Dilma. A Unifal oferece os cursos de bacharelado interdisciplinar em ciência econômica e os de administração pública, ciências atuariais e ciências econômicas com ênfase em controladoria.
 
 
 
 
 
MATO GROSSO TERÁ SEGUNDA FERROVIA
 
Presidente estará no dia 11 em Lucas do Rio Verde para dar a largada na Ferrovia Integração Centro-Oeste (Fico), que vai permitir que os grãos produzidos na região Centro-Oeste saiam em direção aos portos de São Luís (MA), Ilhéus (BA), Pecém (CE) e Suape (PE).
 
 
 

  

 
NOVA UNIDADE DA FAFEN SERÁ INAUGURADA EM SERGIPE
 
Está prevista para este mês a vinda da presidente Dilma Rousseff para a inauguração da nova unidade de produção da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras em Sergipe (Fafen-SE), que receberá o nome do ex-governador Marcelo Déda.
 
 
 
 
 
MINHA CASA MINHA VIDA JÁ BENEFICIOU MAIS DE 1.5 MILHÃO DE FAMÍLIAS
 
Mais de 1,5 milhão de famílias brasileiras já foram beneficiadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida do governo federal. Foram contratadas 2,24 milhões de moradias e até o final do ano, a previsão é que outras 510 mil sejam contratadas, atingindo a meta de 2,75 milhões de casas e apartamentos.
 
 
 
 
 
 PARQUE EÓLICO FLEIXEIRAS I, TRAIRI-CE
 
Estão em fase de testes mais cinco aerogeradores do parque eólico Fleixeiras I, no município de Trairi, no litoral Norte do Ceará.
 

Cada máquina gera 2,3 MW. Já estavam em testes havia uma semana as outras sete máquinas do parque, que é da Tractebel Energia. A potência instalada desse parque é de 30 MW.
 
 INDÚSTRIA NAVAL BRASILEIRA COLOCA MAIS UM NAVIO EM OPERAÇÃO
 
Navio José Alencar, com 180 metros de cumprimento, foi entregue pelo estaleiro Mauá e tem capacidade para transportar 56 milhões de litros de combustíveis. Esta é a sexta embarcação a ser incluída na frota em dois anos, finalizando o primeiro lote de encomendas aos estaleiros brasileiros.
 
 
 

  

 
 MUNICÍPIOS DO SUL FLUMINENSE GANHAM NOVO HOSPITAL
 
O Hospital Geral da Japuíba-Jorge Elias Miguel será aberto oficialmente pela prefeitura de Angra dos Reis, amanha (6) em comemoração ao aniversário de 512 anos da cidade. Ele terá, inicialmente, 200 leitos de capacidade para internação e será mantido com recursos de R$ 36 milhões por ano do governo federal, equivalentes a 50% do total, mais R$ 18 milhões do governo fluminense e os restantes R$ 18 milhões do governo municipal.
 
 
 
 PLATAFORMA P-55 ENTRA EM OPERAÇÃO NO CAMPO DE RONCADOR
 
A Petrobras informa que a plataforma de produção P55 entrou em operação ontem (31/12), no campo de Roncador, na Bacia de Campos. A P-55 é parte integrante do projeto Módulo 3 do campo de Roncador. Nela serão interligados 17 poços, sendo 11 produtores de petróleo e gás e seis injetores de água.
 
 
 
 RODOVIA DO PARQUE É INAUGURADA NO RIO GRANDE DO SUL
 
A presidente Dilma Rousseff, que inaugurou a BR-448, conhecida como Rodovia do Parque, em Canoas, na manhã desta sexta-feira (20), aproveitou a oportunidade para avisar que a segunda ponte do Guaíba começará a ser construída em 2014.
 
 
 BRASIL COMEÇA EXPLORAR ENERGIA LIMPA DAS ONDAS
 
Já existe uma nova forma de produzir energia elétrica proveniente de fontes limpas e a primeira grande experiência brasileira está acontecendo: tirar energia das ondas do mar. Localizada no Porto de Pecém, no Ceará, a primeira usina para esse tipo de produção está em desenvolvimento.
 
 
 
 CONCLUÍDAS OBRAS DA P-62 EM PERNAMBUCO
 
A presidente Dilma Rousseff participou, nesta terça-feira (17) da inauguração da plataforma P-62, primeira obra dessa modalidade realizada em Ipojuca (PE). Durante quase três anos, cerca de 5 mil trabalhadores ergueram uma estrutura de mais de 60 mil toneladas, 330 metros de comprimento e 119 metros de altura, com capacidade para 110 pessoas e que terá capacidade de produzir 180 mil barris de petróleo e 6 milhões de m³ de gás quando estiver em operação no campo de Roncador, na Bacia de Campos.
 
 
 
 PERÍMETRO IRRIGADO DO SALITRE, EM JUAZEIRO (BA)
 
A região do Vale do Salitre fica no semiárido nordestino, distante cerca de 20 km de Juazeiro. Situado na margem direita do Rio São Francisco, o projeto Salitre tem como objetivo promover a produção agrícola local.
 
 
 
 
FERROVIA NORTE-SUL: 90% DAS OBRAS EXECUTADAS NO TRECHO ENTRE PALMAS-TO E OURO VERDE-GO
 
Ferrovia está praticamente pronta, com 90% das obras executadas, de Palmas até Ouro Verde (GO).
 
 
 
 MAIS DE R$ 1 BILHÃO SERÃO INVESTIDOS EM 10 NOVOS PARQUES EÓLICOS NO RIO GRANDE DO SUL
 
Mais de R$ 1 bilhão serão investidos na Metade Sul do Estado para a construção de 10 novos parques eólicos. O regime de ventos favorável à energia limpa é um dos fatores determinantes para a expansão, assim como a questão ambiental.
 
 

  

 TRANSPOSIÇÃO CHEGARÁ A 75% DE EXECUÇÃO ATÉ O FIM DO ANO
 
O Projeto de Integração do São Francisco é a maior obra de infraestrutura hídrica do país e figura entre as 50 maiores construções de infraestrutura em execução no mundo. O empreendimento vai levar água a uma população de mais de 12 milhões de pessoas em 390 municípios nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Segundo o Ministro Francisco Teixeira, 52% das obras já estão concluídas, e existe a previsão de um avanço de 25% até o final deste ano e os outros 25% até o final de 2015.
 
 
 
 
 Provavelmente você nunca viu, ouviu ou leu isso na imprensa grande. Vale tudo para fazer as pessoas pensarem que o Brasil parou e para materializar o recalque da elite nacional. Depois não se consegue entender o motivo de a presidenta Dilma estar sempre em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, mesmo nas dos institutos ligados à mídia grande.
Postado por al

A oligarquia internacional deseja a depressão e o caos político

22 fev
Adriano Benayon − 12.02.2014
 
 
Credores da Dívida Interna do Brasil – 11/2013 (não auditada)
É hora de abrir o olho. Estamos no Brasil e no Mundo em situação especialmente perigosa, de que há copiosas manifestações, cujas causas são sistematicamente ocultadas, pois os que estão por trás delas, querem operar despercebidos.
 
2. As potências hegemônicas, suas associadas e satélites seguem em depressão econômica, com aspectos mais perversos que os da iniciada em 1930 e que só terminou, em 1943, nos EUA – com a mobilização de dezenas de milhões de combatentes na Segunda Guerra Mundial, mais os vultosos investimentos para produzir armas. Na Europa e na Ásia, a depressão foi substituída pela devastação.
3. A terrível Guerra de 1939 a 1945 não foi desencadeada para acabar com a depressão, pois sempre os móveis são obter mais poder, arruinar potências vistas como rivais e desviar o foco dos reais problemas sociais e econômicos.
4. Agora, desde a contra-revolução liberal dos anos 80, a financeirização e a concentração do poder econômico e da renda deram grandes saltos, enquanto decai o patrimônio e a renda real, no caso da grande maioria dos que trabalham e no da crescente massa dos desempregados.
5. Essa iniquidade jamais poderia ser tolerada sob sistemas democráticos. Assim, quase nada resta do pouco de democracia, antes presente nos sistemas políticos representativos, hoje mera embalagem, com rótulo falso, de um sistema tirânico, que investe massivamente em contracultura, desinformação e alienação, há mais de século.
6. Assim, institucionalizou-se a mentira, e a verdade é reprimida através de instrumentos totalitários, radicalizados desde os ataques 11/09/2001.
 7. O terrorismo de Estado dirige-se contra os cidadãos e é usado paramarquetar, como justas, agressões militares genocidas contra países alvos da geopolítica da oligarquia angloamericana: Afeganistão, Iraque, Somália e Líbia.
 
8. Além disso, EUA, Reino Unido, Israel e satélites têm intervindo em numerosos países com golpes e pretensas revoluções suscitadas por serviços secretos, mercenários e organizações terroristas. Síria e Ucrânia são alvos preferenciais dessas agressões, sem falar nas permanentes pressões e falsas acusações contra o Irã.
 9. O prelúdio da Segunda Guerra Mundial, nos anos 30, também apresentou invasões e conflitos localizados, e a ascensão de regimes fascistas (Itália, Alemanha e Japão), além de na Espanha, após sangrenta guerra civil, de 1936 a 1939, com participação de forças militares estrangeiras.
 10. No presente, a depressão econômica prossegue, bem como suas trágicas consequências sociais. A oligarquia financeira está cada vez mais concentrada e tem cada vez mais poder sobre os governos – à exceção dos demonizados, por não se submeterem − pela mídia e pelas demais instituições formadoras de opinião.
 11. A oligarquia não deseja acabar com a depressão − tarefa fácil, se fosse decidida – e visa concentrar mais poder e tornar irreversível o controle totalitário sobre o Planeta, seus recursos e habitantes. Isso envolve desumanizar os seres humanos, inclusive acabando com as sociedades nacionais.
 12. As soluções para recuperar a economia podem ser entendidas por qualquer pessoa sensata, não bitolada por lugares comuns disseminados pelos economistas mais renomados (justamente por agradarem a oligarquia).
 13. A depressão dos anos 30, explodiu com violência, notadamente na Alemanha, exaurida pelas reparações da Iª Guerra Mundial. Ali o desemprego atingiu 6 milhões em março de 1932.
 14. Economistas competentes, como Lautenbach, alto funcionário do ministério da economia, mostraram o caminho correto, apoiado pela federação das indústrias, semelhante ao plano de Woytinski, sustentado por sindicatos de trabalhadores.
 
Wilhelm Lautenbach
15. Em 1931, Lautenbach apresentou o memorandum “Possibilidades para reviver a atividade econômica, através do investimento e da expansão do crédito”. Afirmou:
O curso para superar a emergência econômica e financeira não é limitar a atividade econômica, mas aumentá-la, porque o mercado não mais funciona nas condições de depressão e crise monetária mundial.
Neste momento, temos situação paradoxal, na qual, apesar dos cortes extraordinários na produção, a procura ainda está defasada em relação à oferta. Assim, temos excedentes crônicos da produção, com os quais não sabemos lidar. Encontrar algum modo de transformar esses excedentes em valor real é o problema real e o mais urgente da política econômica.
Excedentes de bens físicos, capacidade não-utilizada dos equipamentos produtivos e força de trabalho não-aproveitada podem ser aplicados para satisfazer uma nova necessidade, a qual, do ponto de vista econômico, representa investimento de capital.
Podemos conceber tarefas como obras públicas, ou obras realizadas com apoio público − que para a economia significariam aumento da riqueza nacional − e que teriam de ser feitas de qualquer modo, quando se voltasse a ter condições normais (construção de estradas, expansão do sistema ferroviário, melhoramentos na infra-estrutura, etc.).
Com tal política de crédito e investimentos, será remediado o desequilíbrio entre a oferta e a procura no mercado interno, e toda a produção terá ganhado direção e objetivo. Se, todavia, deixarmos de instituir tal política, estaremos encaminhados para inevitável e continuado colapso e para a completa destruição da economia nacional, levando-nos a uma situação que nos forçará, para evitar uma catástrofe, a assumir dívidas de curto prazo meramente para fins de consumo; enquanto que hoje, está ainda em nosso poder obter esse crédito para fins produtivos e, assim, recolocar em equilíbrio tanto a economia como as finanças públicas.
 
W. Woytinsky
16. Woytinski recomendou explorar oportunidades de complementar as iniciativas das empresas privadas com a criação de empregos, através de investimentos públicos. Propôs, ainda, a liberação de fundos, via políticas de expansão monetária para a reconstrução da Europa.
 17. Em janeiro de 1932 foi apresentado o plano de criação de empregos WTB (Woytinski, Tarnow e Baade) para criar 1 milhão de novos empregos, com investimentos financiados por créditos de longo prazo, a juros baixos, pela Reichskredit AG, descontáveis no Reichsbank.
 18. A Confederação Geral dos Trabalhadores Alemães aprovou esse plano, recusado, entretanto, conforme o parecer dos “peritos economistas” Hilferding, Naphtali e Bauer, pelo Partido Social-Democrata.
19. Schäffer, secretário de Estado do ministério das Finanças, apoiou o plano de Lautenbach. Moção similar partiu de Wagemann, chefe do Escritório Nacional de Estatísticas que, em janeiro de 1932, publicou seu plano que incluía emitir 3 bilhões de reichsmarks para criar empregos.
20. Nada disso foi adiante, pois não interessava à oligarquia angloamericana. Esta armava a subida de Hitler ao poder, mesmo tendo os nazistas perdido 2 milhões de votos nas eleições de 6/11/1932.
 21. Após essas eleições, o presidente, marechal Hindenburg, nomeou chanceler o chefe do Estado-Maior, general von Schleicher, que propunha pôr em execução as políticas recomendadas por Lautenbach, Woytinski e Schäffer, e apoiadas por entidades de classe patronais e dos trabalhadores.
22. A oligarquia financeira tratou de evitar que von Schleicher sequer as iniciasse, minando-lhe a sustentação política, enquanto conspirava na chantagem junto ao marechal-presidente para nomear Hitler, consumada em 30.01.1933.
 23. O objetivo era a Segunda Guerra Mundial, pois Hitler anunciara no “Mein Kampf” seu desígnio de atacar a União Soviética. Finalidade: empregos e recuperação econômica só mediante a mobilização para a guerra, que destruiria mutuamente Alemanha e Rússia.
 
IIa. Guerra Mundial
24. Hoje, o Estado é enfraquecido como agente de desenvolvimento econômico e social. Ele serve, nos países-sede da oligarquia, para erguer enormes arsenais de armas destrutivas e hipertrofiar órgãos de repressão, serviços secretos e meios tecnológicos de desinformar.
25. Nos países periféricos, como o Brasil, o Estado, empobrecido pelo serviço da dívida e pelas privatizações, funciona para arrecadar recursos para a dívida e subsidiar empresas transnacionais.
 26. Com a política econômica dominada pela oligarquia financeira, a concentração não cessa de crescer. No trabalho TheNetwork of Global Corporate Control, publicado em 2011, os matemáticos suíços, Vitali, Glattfelder e Battiston, demonstraram a interligação das corporações econômicas e financeiras por laços diretos e indiretos de propriedade.
27. Com dados sobre 43.000 transnacionais (ETNs), chegaram a 1.300 maiores companhias com fortes elos entre si, núcleo refinado para um de só 737 companhias, que controlam 80% das 43.000. Mais elaboração permitiu chegar a 147, detentoras da propriedade quase total sobre si mesmas, mais 40% das 43.000.
 28. As 147 são basicamente controladas por somente 50, das quais 48 são financeiras. Apenas duas envolvem-se diretamente com a economia real (Walmart China Petrochemical Group).
 
Susan George
29. Susan George, do Transnational Institute, Amsterdam, conclui:
 Nossos problemas originam-se do 0,1%, na verdade do 0,001%.
Mas essa fração não retrata a dimensãoinfinitesimal, em relação à população da Terra, da minoria que concentra o poder econômico, financeiro e político.
30. De fato, existe hierarquia entre os donos das companhias mais poderosas, e, entre esses, muito poucos exercem comando sobre bancos centrais, instituições financeiras multilaterais e mercados financeiros.
31. George aponta as interligações entre a finança e as corporações de petróleo e gás, e seus vínculos com a indústria automotiva, gastadora de combustíveis fósseis.
32. O poder dos concentradores financeiros manifesta-se, inclusive, pelo fato de o 1% do topo pagar percentual de tributos inferior ao de qualquer época desde os anos 20, apesar da enorme elevação de seus ganhos e de seu patrimônio nos últimos 35 anos.
 33. Mais: dezenas de trilhões de dólares/euros das emissões dos bancos centrais e das receitas tributárias foram usados para salvar da bancarrota instituições financeiras cujos controladores e executivos haviam lucrado dezenas de trilhões com jogadas financeiras, em operações alavancadas, sobre tudo com o quatrilhão de derivativos criados a impulsos de chips, antes do colapso de 2007/2008.
 34. Pior: o dinheiro posto nos bancos é aplicado em novas especulações, criando novas bolhas, prestes a estourar. A conta fica para os cidadãos dos países endividados, inclusive dos EUA, e maior para os dos menos privilegiados que não podem emitir dólares.
 35. No Brasil, recordista mundial de juros altos, só dois bancos, Itaú e Bradesco registraram R$ 28 bilhões de lucros em 2013.
[*]Adriano Benayon: Consultor em finanças e em biomassa. Doutor em Economia, pela Universidade de Hamburgo, Bacharel em Direito, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Diplomado no Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco, Itamaraty. Diplomata de carreira, postos na Holanda, Paraguai, Bulgária, Alemanha, Estados Unidos e México. Delegado do Brasil em reuniões multilaterais nas áreas econômica e tecnológica. Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados e do Senado Federal na área de economia. Professor da Universidade de Brasília (Empresas Multinacionais; Sistema Financeiro Internacional; Estado e Desenvolvimento no Brasil). Autor de Globalização versus Desenvolvimento, 2ª ed. Editora Escrituras, São Paulo.
POSTADO POR CASTOR FILHO

Modelão dos golpes da CIA, da Guerra Fria, de volta à cena by Wayne Madson

20 fev

 

Wayne MADSEN | 2014/02/19 | 10:15
 
A maior coleção de status quo entusiastas podem ser encontrados na sede da Agência Central de Inteligência em Langley, Virginia.Enquanto as nações ao redor do mundo tentam distanciar-se do aperto financeiro, militar e político de Washington, a CIA está chegando em sua cartilha passado para lidar com governos rebeldes.

Depois de ajudar a fomentar uma rebelião política na Ucrânia contra o governo democraticamente eleito do presidente Viktor Yanukovych, aparelho de propaganda de Washington, que está centrada no National Endowment for Democracy (NED), a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), e George Soros do Open Society Institute (OSI), concentrou-se na Venezuela.

Venezuela identificou três funcionários da embaixada dos Estados Unidos em Caracas reunião com manifestantes da oposição e ajudando a planejar motins anti-governamentais em todo o país. Os três EUA «funcionários consulares» – Breann Marie McCusker, Jeffrey Gordon Elsen e Kristopher Lee Clark – foram ordenados expulso pelo governo venezuelano. Em outubro passado, a Venezuela expulsou mais três diplomatas norte-americanos –d’Affaires encarregado Kelly Keiderling, David Moo, e Elizabeth Hoffman – para envolvimento em fomentar agitação interna. Os seis chamados diplomatas estavam envolvidos em atividades muitas vezes associada a «capa oficial» agentes da CIA.

Assim como foi o caso do embaixador dos EUA em Kyiv Geoffrey Pyatt ea visita Secretário Adjunto de boca suja de Estado dos Assuntos Europeus reunião Victoria Nuland com líderes da oposição ucraniana para ajudar a planejar protestos contra o governo, os diplomatas norte-americanos em Caracas foram acusados ​​de oposição reunião forças leais ao Leopoldo Lopez, o agente formado em Harvard para os interesses corporativos dos EUA. O governo venezuelano acusou Lopez, como o outro líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles Radonski, recebeu apoio financeiro secreto da CIA através de organizações como a NED e da USAID para planejar protestos e lançar sabotagem econômica contra a Venezuela.

Ligações foram estabelecidas entre Lopez Voluntad Popular partido político e de organizações de fachada associado à extrema-direita e pró-israelense narco-terrorista, ex-presidente da Colômbia, Alvaro Uribe. Money, com óbvias impressões digitais da CIA e narcoterroristas, foi canalizado para a festa de Lopez por tais Soros sonoridade frentes Uribe como o Centro para o pensamento Fundação da Colômbia Primeiro e Democrática Fundação Internacionalismo. Nos meses que antecedem o último surto de violência na Venezuela, a

A embaixada dos EUA em Caracas, como é o caso com os seus homólogos em Kiev e Moscovo, serviu como uma sala de planejamento protesto virtual para oposição US-financiado da Venezuela. A única coisa que os líderes da oposição ucraniana Arseniy Yatsenyuk, Vitali Klitschko, e Oleh Tyahnybok; oposição russa Alexei Navalny figuras e Garry Kasparov, e os líderes da oposição venezuelana Lopez, Capriles, e Maria Corina Machado têm em comum é um passe livre para entrar no respectivo EUA embaixadas em suas capitais a qualquer hora que quiserem e sair com tanto dinheiro quanto eles podem carregar.

O que une campanhas de desestabilização da CIA na Ucrânia e Venezuela é o uso de fascistas locais para reforçar as forças anti-governamentais … Na Venezuela, os defensores reacionários regimes oligárquicos fascistas últimos são aliados dispostos dos Estados Unidos, enquanto na Ucrânia, esses fascistas como Tyahnybok representam uma continuidade conexão dos EUA e de Israel para a oposição da Ucrânia. Um relatório da CIA desclassificou, de 4 de Abril de 1973 `, afirma que, mesmo durante a época da República Socialista Soviética da Ucrânia, os líderes do Partido Comunista chamado para« vigilância contra o nacionalismo ucraniano eo sionismo », visto como dupla ameaça para a Ucrânia na época. Hoje, não mudou muito com a orientação e natureza da oposição da Ucrânia.

Embora sustentando os líderes da oposição da Venezuela com dólares norte-americanos, os Estados Unidos e seus banqueiros têm atacou sem piedade a moeda venezuelana e economia usando a mídia corporativa para espalhar histórias falsas sobre a escassez de produtos básicos na Venezuela, incluindo papel higiênico, sal e açúcar. Este é um velho truque da CIA que foi muito utilizado contra o governo de Cuba e de outros países que se opõem ao imperialismo dos EUA.

A mesma tática de medo de escassez desenfreada de bens está sendo usado pela CIA para minar o governo do Red apoiou-shirt primeiro-ministro tailandês Yingluck Shinawatra com rumores US-alimentados de escassez de arroz no país devido a um esquema de venda de arroz tailandês para a China . A campanha liderada pela CIA contra Yingluck resultou em cargas que estão sendo movidos contra o primeiro-ministro por um Soros «sociedade civil» típico artifício – a Comissão Nacional Contra a Corrupção – a ideia de monarquistas camisa amarela e falsos constitucional «reformistas» como octogenário Amorn Chantarasomboon.

Assim como com o golpe da CIA abortivo contra o presidente Hugo Chávez, em abril de 2002, a CIA e os seus dignitários locais lançaram ataques de propaganda contra a PDVSA, a companhia petrolífera estatal venezuelana, que detém CITGO nos Estados Unidos. Órgãos de propaganda da CIA estão empurrando o meme que a PDVSA é tão corrupta e moribunda que a Venezuela está sendo obrigado a importar gasolina dos Estados Unidos. A história é claramente falsa, mas as operações das empresas de mídia, incluindo aqueles operados ou influenciadas pela rede Soros de propagandistas globais, são de bom grado relatar a mentira como verdade.

A mídia corporativa, especialmente The Miami Herald , que atende aos caprichos e fantasias de oligarcas exilados da Venezuela no sul da Flórida, tanto quanto ele faz para de direita cubanos e sionistas nacionalistas em sua área de leitura fechado para a comunidade, também afirmou falsamente que a Venezuela está passando por uma onda de crimes em massa porque o governo do presidente Nicolas Maduro é incapaz de oferecer segurança para a população. Isto, também, é um velho truque da CIA que tem sido usado para minar a estabilidade política dos governos em todo o mundo, incluindo o Iraque, Paquistão e Afeganistão, ajudando os terroristas casa cresceu e organizações criminosas na realização de ataques contra a população civil.

A CIA usou o mesmo plano de jogo de fomentar a sabotagem econômica contra o governo do presidente socialista chileno Salvador Allende. Na Venezuela, a CIA ataca a indústria do petróleo. No Chile, a CIA usou indústria do cobre para realizar ataques de sabotagem contra a economia chilena antes de lançar a sangrenta 11 setembro de 1973 golpe que viu o assassinato de Allende e do abate subsequente por esquadrões da morte US-treinados de seus partidários políticos.

Outros países latino-americanos estão tomando nota de agressão encoberta dos EUA contra a Venezuela. Os Estados Unidos suspenderam formalmente ajuda econômica à Bolívia depois de seu governo expulsa USAID para fomentar a rebelião no país. O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou formalmente sua nação foi a retirada da InteramericanoTratado de Assistência Recíproca, um artifício Pentágono que permitiu os Estados Unidos para basear suas forças militares em países latino-americanos.

Mas a CIA vê a situação em que os Estados Unidos encontra-se na América Latina reversível. Uma derrubada do governo da Venezuela por uma camarilha de direita é a esperança de inverter as tendências para esquerda em outros países. A 29 de dezembro de 1975 CIA Inteligência memorando, intitulado «da América Latina Alterar Relações Exteriores», viu a esperança de que o sangrento golpe contra Allende, em 1973, teria benéficos pay-offs para a América. A CIA viu a morte de Allende como stymying o «terceiro-mundismo» e «demagogia» do presidente mexicano Luis Echeverria e as políticas de petróleo de Organização de Países Exportadores de Petróleo “(OPEP) líderes de torcida da América Latina Equador e Venezuela. A CIA estava errado, como sempre, nas suas avaliações da América Latina. Não só do México, Equador e Venezuela resistir à pressão americana (os dois últimos punidos por serem excluídos de tarifas reduzidas sob os EUA Reform Act de Comércio de 1974), mas fascista-governou o Chile desafiou América, votando na Assembleia Geral da ONU para uma resolução equiparando sionismo com o racismo.

Com a pressão sutil pela CIA sem sucesso contra a América Latina em meados de 1970, sendo um non-starter, a CIA recorreu a métodos experimentados e verdadeiros para silenciar os seus opositores da América Latina. Os assassinatos aéreas do líder panamenho Omar Torrijos, eo presidente equatoriano Jaime Roldós, ambos conhecidos por suas políticas anti-americanos, mostrou ao mundo que a América ficaria feliz em recorrer a matar quando não podia obter o seu caminho.

Nos dias atuais, o presidente Obama tem mostrado que ele não é diferente de presidentes americanos anteriores ao autorizar operações secretas mortais para eliminar a liderança das nações que se opõem EUA, hegemonia.

 
 

Mensalão dá um baile em House of Cards

20 fev

Ontem eu terminei de ver a segunda temporada da série House of Cards, estrelada por Kevin Spacey, que interpreta o ambicioso deputado democrata Frank Underwood. As tramas políticas, os golpes, as artimanhas para ganhar votações, derrubar adversários, são de tirar o fôlego.

Só que no quesito trama política, alguns brasileiros não deixam a desejar. O que os donos da mídia fizeram no caso do mensalão deixaria até mesmo o brilhante e maquiavélico Frank de queixo caído.

A mídia embolsou a maior parte das centenas de milhões que o Fundo de Incentivo Visanet aplicou em publicidade, via DNA, de 2001 a 2005, e mesmo assim fingiu que não viu nada, e deu uma rasteira em Marcos Valério. Foi o maior gesto de ingratidão dos últimos mil anos.

A maneira como Marcos Valério lidava com o dinheiro do Fundo de Incentivo Visanet se dava de um jeito que facilitou à Procuradoria, aparentemente mais interessada em chancelar uma farsa do que descobrir a verdade, produzir a delirante ficção que veio a se tornar a peça de acusação da Ação Penal 470.

Desde 2001, o Banco do Brasil adiantava à DNA o dinheiro do Fundo de Incentivo Visanet. Ou seja, a DNA recebia antes de prestar o serviço. Era uma prática do BB com todas as agências de publicidade com que trabalhava. Não sei se outras empresas fazem isso, mas não podemos esquecer que o BB é um banco. Interessava ao BB adiantar recursos a DNA, até porque a DNA fazia aplicações financeiras em contas do próprio BB (conforme o próprio Zampronha irá detectar, no inquérito 2474). Havia uma relação comercial vantajosa para ambos. E a DNA era confiável, pois trabalhava com o BB desde 1994.

Marcos Valério recebia o dinheiro da Visanet, via Banco do Brasil, e começava imediatamente a aplicá-lo, em operações financeiras, em outros negócios, e em campanhas políticas. Ele não fazia isso apenas com o dinheiro da Visanet. O inquérito 2474 mostrou que Valério agia assim normalmente. Ele recebia um pagamento, por exemplo, da Assembléia Legislativa de Minas Gerais; pegava o dinheiro e aplicava numa campanha política do PT em Petrópolis. Isso não quer dizer que a verba da Assembléia mineira, dominada pelo PSDB, estava sendo desviada para uma campanha petista. A DNA prestava (a maioria deles, pelo menos) os serviços para os quais era contratada. Mas Valério fazia o que queria com o dinheiro em suas contas. Ele tinha autonomia para isso.

Com a Visanet, foi a mesma coisa. Ele pegou o dinheiro e aplicou em várias coisas, inclusive em empréstimos ao PT. Mas ele presta os serviços. O dinheiro não é desviado. A maneira pela qual Valério ganhava dinheiro era muito mais sofisticada do que uma jogada grosseira e imbecil como desviar 100% de um contrato estratégico de publicidade que envolvia a maior instituição bancária do país e a maior operadora de cartão eletrônico do mundo.

As provas de que os recursos da Visanet não foram desviados estão no processo, mas escondidos nos apensos, desorganizados, e a mídia jamais fez referência a elas enquanto caprichava no sensacionalismo, nos infográficos, nas charges, nos joguinhos interativos sobre o mensalão.

Vale lembrar que a denúncia da Procuradoria foi realizada às pressas, pois ainda não estavam disponíveis quase nenhum dos documentos referentes à Visanet: o regulamento, os laudos, as auditorias.

A revista Retrato do Brasil já trouxe uma relação dos eventos bancados pela campanha Visanet em 2003 e 2004.

Agora eu trago notas fiscais, comprovantes de transferência e planilhas de inserção da publicidade na TV. São apenas alguns dos comprovantes presentes do processo. Eu separei os pagamentos da DNA à Globo e à Abril.

Todos os documentos estão catalogados como referentes à campanha de publicidade do Fundo de Incentivo Visanet, nos anos de 2003 e 2004.

ScreenHunter_3350 Feb. 19 17.24ScreenHunter_3349 Feb. 19 17.23ScreenHunter_3348 Feb. 19 17.23ScreenHunter_3347 Feb. 19 17.23ScreenHunter_3346 Feb. 19 17.21ScreenHunter_3345 Feb. 19 17.21ScreenHunter_3344 Feb. 19 17.21

*

Abaixo, planilha com a programação de anúncios do cartão Ourocard/Visa do Banco do Brasil na Rede Globo. Vão indicados os programas nos quais foram veiculados. Observe que vem escrito Fundo de Incentivo Visanet. Os anúncios foram veiculados em 2005,  mas os recursos foram recebidos pela DNA em 2004, dentro do período durante o qual o Fundo teria sido desviado, segundo a acusação.

ScreenHunter_3351 Feb. 19 17.26

ScreenHunter_3352 Feb. 19 17.26

ScreenHunter_3353 Feb. 19 17.26

*

E agora mais um documento bombástico, e que prova a deliberada má intenção da Procuradoria. É um pedido do então procurador-geral, Antônio Fernando de Souza, para indeferir (não aceitar) o pedido de alguns réus para que houvesse apuração se as campanhas publicitárias referentes ao Fundo Visanet haviam sido efetivamente realizadas. A procuradoria, já então, não queria saber da verdade, e já tinha iniciado o que, hoje sabemos, uma série interminável de armações para ocultar documentos, paralisar investigações incômodas, abafar inquéritos que saíam do script (como o 2474), focando todas as energias no chancelamento de uma das maiores farsas jurídicas da nossa história.

O procurador, com anuência de Joaquim Barbosa, que chancela a decisão, nega o pedido dos réus alegando que há havia laudos contábeis em relação ao uso do Fundo Visanet. Só que eram, como o nome dizia, apenas laudos contábeis, e que não tinham como objetivo verificar se as campanhas foram realizadas. E esta verificação tinha de ser um dos primeiros procedimentos adotados pela Procuradoria, para poder tomar uma posição correta sobre o desvio ou não do Fundo Visanet.

 

*

No documento abaixo, fica bem claro que o funcionário do BB responsável pelo relacionamento com todas as agências de publicidade que prestavam serviços para o Banco do Brasil, durante o período em que Henrique Pizzolato foi diretor de marketing, era Claudio Vasconcelos. O documento é uma resposta do próprio BB à uma solicitação do Tribunal de Contas da União. Mais uma prova que inocenta Henrique Pizzolato e derruba uma das vigas mestras do mensalão, o de que um petista “infiltrado” no BB desviou R$ 74 milhões para “comprar” deputados.

house_of_cards2

Frank Underwood, personagem principal de House of Cards

– See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/02/19/mensalao-da-um-baile-em-house-of-cards/#sthash.iIT6QyjY.MRfXZivm.dpuf

Miguel do Rosário-O Cafézinho

O Ocidente e a Ucrânia: cenários possíveis

10 fev

8/2/2013, Irina LebedevaStrategic Culture

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
 
Irina Lebedeva
O relatório Ucrânia 2020 foi publicado em 2010 pelo Center for Global Affairs (CGA). O documento apresenta possíveis opções para o desenvolvimento político da Ucrânia. O professor Michael Oppenheimer (Center for Global AffairsNew York University), foi o criador do projeto.
 Os eventos na Ucrânia parecem desenvolver-se hoje segundo, não um, mas todos os “três cenários” descritos no documento.
 James Sherr (Russia and Eurasia ProgramChatham House) escreve no prefácio que o CGA participou dos projetos conduzidos pelo Departamento de Estado, Departamento da Defesa, Conselho de Inteligência Nacional, CIA, Institute for PeaceBrookings InstituteCouncil on Foreign Relations e pelo Conselheiro Científico do Presidente dos EUA. Praticamente todos os especialistas em Ucrânia conhecidos, dos EUA, da Grã-Bretanha, da Alemanha, da Bélgica, da Polônia e de outros estados participaram do projeto do CGA… [mas nenhum representante da Rússia nem especialista em Rússia].
 
Yulia Tymoshenko
Não será surpresa que, algum dia, se os escritórios doPartido Batkivshchyna da Ucrânia [partido de Yulia Tymoshenko] forem revistados, encontrem-se ali excertos desse manual de “o que fazer”, redigido pelos norte-americanos como se fosse algum “relatório”.
 Em 2010, há apenas poucos anos, os autores do Relatório conseguiram “antever” que o Partido Svoboda [ex-Partido Nacional Socialista da Ucrânia; é hoje o mais forte partido da direita na Ucrânia] viria a liderar “protestos populares”; a renúncia do Primeiro-Ministro Nikolay Azarov e a ascensão de Arseniy Yatsenyuk [em 2009, criara a “Frente para a Mudança”]… Conforme se lê no Relatório, haveria ataques antissemitas contra Yatsenyuk por causa de sua nacionalidade, mas seria fácil descartá-los como “ridículos”.
 
Stepan Bandera
O cenário que o Relatório pinta prevê que o Partido Svoboda seria deixado de lado, ultrapassado pelos militantes do Trizub [o tridente: Deus, no céu e na terra], organização que reverencia a chamada Organização dos Nacionalistas Ucranianos liderada por Stepan Bandera [Em 2011, os partidos comunistas ucranianos pediram ao Parlamento (Rada) o banimento de todas essas organizações de extrema direita, denunciadas como organizações nazistas]. No Relatório “Ucrânia-2020”, toda essa gente aparece descrita como “elementos moderados”.
 Por tudo isso, conforme o Relatório “prevê”, logo se aprofundaria o processo de “ucranização”, o que provocaria “elementos russos”. O Relatório recomenda a privatização dos ativos estratégicos, portas abertas para investidores ocidentais, créditos assegurados pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial, pondo fim aos “tabus soviéticos” contra a venda de terras a estrangeiros; e o envolvimento supervisionado da China, que é apresentada como inimigo da União Europeia e concorrente da Rússia, o que levaria à expulsão da Frota do Mar Negro do porto de Sebastopol; e mudança na Constituição da Ucrânia, para converter o país em república parlamentarista ou presidencial-parlamentarista. (Mas o Relatório não explica quem votaria para eleger Yatsenyuk nas eleições presidenciais…).
 Cenário Um: Fragmentação do Autoritarismo FracassadoPara os autores do Relatório, essa opção é desvantajosa para os EUA e para a Federação Russa.
 Cenário Dois: Consenso Nacional Conduzindo a Reformas. É a melhor opção, do ponto de vista de Washington e da União Europeia.
 Cenário Três: Autoritarismo Estratégico. Aqui, o Relatório “prevê” um desenvolvimento de eventos pelo qual o presidente Yanukovych mantém o poder. É uma espécie de “Plano B”. Neste cenário, o presidente Yanukovych terá de curvar-se, para manter a legitimidade. Terá de fazer todos os tipos de concessões a “investidores estrangeiros”, implementar reformas constitucionais e estruturais, aceitar empréstimos que lhe ofereçam para suavemente empurrar a Rússia para bem longe da esfera de seus interesses estratégicos.
 
Viktor Yanukovich, Presidente da Ucrânia
As forças externas já criaram o caos na Ucrânia, mas não se sabe se conseguirão controlá-lo. Yanukovych já foi avisado de que pode ter o destino de Milosevic na Sérvia ou de Gaddafi na Líbia. A “comunidade internacional” presunçosamente acredita que os nacionalistas ucranianos hoje inflados serão, na sequência, facilmente domesticáveis.
 Haverá dinheiro para os democratas pró-ocidente, sob a condição de que implementem as “reformas” acima mencionadas (questão sobre a qual a oposição “confiável” já está conversando. E, sobre isso, Yatsenyuk lembrou recentemente o Plano Marshall).
 O Relatório considera a história da Aliança do Atlântico Norte e várias vezes menciona o Plano Marshall, para o caso da Ucrânia, que seria como “duas metades da mesma noz”.
 Mas depois da 2ª Guerra Mundial, os EUA não garantiram à Europa arruinada um empréstimo gratuito: houve acordos de natureza semicolonial que incluíram instalar ali “armas secretas da OTAN”. E não será o Pravy Sektor (aliança dos grupos de mais extrema direita), mas essas estruturas da OTAN, que desempenharão a função de “mão de ferro” que levará a Ucrânia à integração com a Europa e os EUA.
 ***
Washington está diante do risco de novos fracassos de diplomacia, que ferem a imagem do país no exterior. É hora de perguntar em que foram consumidos $5 bilhões de dólares dos contribuintes norte-americanos.
 
Victoria “Fuck European Union” Nuland
quantia é a que informaram a secretária-assistente de Estado, Victoria Nuland e o vice-secretário de Estado do Gabinete de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, em audiência no Senado, em janeiro, ao falarem dos sucessores ucranianos dos que apoiavam as ideias de Stepan Bandera e Roman Shukhevych.
Os mesmos ditos moderados do Trezub nomeados em honra de Stepan Bandera estiveram sob constante supervisão pelos centro euroatlânticos.
 Abra aleatoriamente qualquer página do jornal Ukrainian Weekly (editado nos EUA). Ali se veem pulular as ideias dos colaboracionistas ucranianos. O jornal mantém escritórios em Kiev. Se se lê, veem-se muitas coisas interessantes sobre os “compromissos” passados dos que se “manifestam” nas ruas da Maidan Nezalezhnosti [Praça Independência] e na Rua Grushevsky.
 
Dmytro Yarosh
Desde que Victor Yanukovych foi eleito presidente da Ucrânia, o jornal Ukrainian Weekly só noticia e destaca as atividades do Pravy Sektor, histórias sobre tortura de prisioneiros na Ucrânia contemporânea; clama por apoio aos “patriotas ucranianos” que destroem monumentos da era soviética. Oferece também farta informação elogiosa sobre Dmytro Yarosh, líder militante da extrema direita, do Pravy Sektor, e sobre o coordenador do Pravy Sektor(apelido, Pilipas) Andrei Tarasenko, que anda contando histórias sobre treinamento de militantes (jovens que nunca prestaram serviço militar, agora ensinados a “virar homens”, aprendendo a usar punhais e armas de ar comprimido). O mesmo jornal oferece também informação sobre outros “bravos nacionalistas” e modos para conter “a intervenção russa”. E o jornal ainda traz recomendações de “revolucionários sérvios”, que contam como derrubaram “ditadores”.
 Um pouco antes, as edições de Ukrainian Weekly viviam cheias de histórias de fazer gelar o sangue, sobre intrigas entre comunistas e Moskali, termo ucraniano depreciativo para “russos”, e sobre o Golodomor – o genocídio organizado por russos, para exterminar a população ucraniana.
 É uma vergonha que, sem contar com informação de fonte independente, a diplomacia norte-americana sirva-se desse tipo de fonte para, a partir disso, construir políticas para a Ucrânia.
 
Zbigniew Brzezinski
A arrogância da maioria dos diplomatas e congressistas norte-americanos não surpreende mais ninguém. Em janeiro, durante audiência para discutir a Ucrânia, até alguém já tão entrado em anos como Zbigniew Brzezinski ainda lá estava a dar “aulas” aos senadores, “ensinando” que, antes de os russos aparecerem os ucranianos já acalentavam o sonho de unir-se à Europa; e por isso que o sonho dos ucranianos tem de ser apoiado. Depois de esse sonho realizado, lança-se uma “reação Dominó”, e a multinacional Rússia seguirá exatamente a mesma boa trilha que a levará a se tornar membro da OTAN!
 Os dois filhos de Zbigniew Brzezinski mantêm-se muito próximos da OTAN. Ian Brzezinski é membro Senior Fellow do International Security Program e faz parte do Grupo de Conselheiros Estratégicos do Conselho do Atlântico. E Mark Brzezinski, advogado, trabalhou para o Conselho de Segurança Nacional do presidente Clinton, como especialista em Rússia e Sudeste Europeu; foi sócio de McGuire Woods LLP; e é hoje embaixador dos EUA na Suécia. Muito ativo na venda de aviões militares.
Por que Victoria Nuland – que se tornou presença obrigatória em todas as páginas e blogs humorísticos na Ucrânia e na Rússia, por ter andado distribuindo coelhinhos e sanduíches na Praça Maidan – apareceu em Kiev outra vez, na véspera do início dos Jogos de Inverno de Sochi, e pôs-se a dizer que os que estivessem insatisfeitos com “o regime Yanukovych” ou voltassem à ideia da integração com a Europa ou tomassem “o caminho da guerra”?
 É onde a mentalidade de clã – velho carrasco da política externa dos EUA – entra em cena.
 O clã ao qual pertence Victoria Nuland não é menos influente que o de Brzezinski. O marido, Robert Kagan, é conhecido intelectual dedicado a temas de política externa, analista e colunista de grandes jornais. Sente-se muito a vontade entre os “especialistas” ativos nos mais importantes think-tanks norte-americanos e tem acesso aos mais influentes veículos da imprensa-empresa norte-americana. Kagan muito se empenhou na operação militar na Líbia. Trabalhou muito, também, na oposição a Obama-candidato, como assessor de Mitt Romney. Foi quem instruiu Romney a declarar que a Rússia seria o inimigo geopolítico número 1 dos EUA. Seu irmão, Fred Kagan, é autor de inúmeros livros e artigos publicados em todo o mundo.
 A carreira de Victoria Nuland sempre seguiu de perto o colapso da União Soviética: ela estava, então, em Moscou. E testemunhou as “mudanças tectônicas” da política externa dos EUA a partir daquele momento. Foi ela que mobilizou todas as suas habilidades para encontrar pretextos para a intervenção no Afeganistão, invocando o artigo 5º do Tratado de Washington, em 2001, quando os EUA invadiram o Afeganistão. Depois, foi representante dos EUA no Conselho do Atlântico Norte. A experiência dela na OTAN está sendo mobilizada novamente agora – o coração a está arrastando de volta para o Leste europeu…
POSTADO POR CASTOR FILHO_

Esqueça Sheherazade. A culpa é de Silvio e do governo

8 fev
Foi Silvio Santos quem criou Sheherazade e abriga outros âncoras fascistas Brasil afora. O governo, por sua vez, permite o uso criminoso de uma concessão pública
por Lino Bocchini — publicado 07/02/2014 09:58, última modificação 07/02/2014 19:36

silvio e sheraz.jpg

Sheherazade é um alvo menor. A moça é uma mera testa-de-ferro, uma boneca de ventríloquo. A verdadeira voz dos discursos diários pregando o ódio, a violência, o preconceito e a intolerância é a de Silvio Santos. Foi ele quem decidiu trazer a jornalista da TV Tambaú, afiliada de sua emissora na Paraíba, para o palanque nacional do Jornal do SBT. É o empresário quem a mantém intocada e lhe protege para que siga discursando no horário dito nobre. É Silvio quem a segura para que, ao noticiar a polêmica em torno de suas declarações, ela possa zombar de nossa cara e bravatear que não abrirá mão de seu “direito de liberdade de expressão”.

E tem mais. Sob o comando ou conivência de Silvio, outras vozes semelhantes ganham força nas afiliadas do SBT. É o caso, por exemplo, de Paulo Martins. Comentarista do Jornal da Massa, veiculado toda noite pela afiliada do SBT do Paraná, Martins passeia pelos mesmos temas de sua colega Sheherazade, como por exemplo o rolezinho:

“Aposentaram a cinta, essa é a geração mãozinha na cabeça. Ninguém tem direito de se organizar em bando e tumultuar uma propriedade privada, atrapalhar a vida de quem é responsável e honrado, tem compromissos e não tem tempo pra perder com rolezinho”.

O jornal da Massa faz parte da programação da Rede Massa, o maior grupo de comunicação do Paraná. O conglomerado é de propriedade de Carlos Massa, o Ratinho, que tem seu programa na grade nacional do SBT.

Em seus comentários diários Martins já afirmou, por exemplo, que os presidentes do Brasil, do Equador, da Argentina e da Venezuela formam “a gangue do Foro de São Paulo”. Ao ver que seu parceiro de bancada assustou-se com a palavra “gangue”, emendou: “Os caras são parceiros das Farc, você quer que eu chame eles do quê?”. Há coerência com a forma que ele refere-se à atual administração federal: “a ditadura Dilma Roussef”.

Em Santa Catarina, o SBT de Silvio Santos mantém um outro apresentador-comentarista que cerra fileiras com Sheherazade e Martins. É Luiz Carlos Prates, que todo dia fala o que bem entende na bancada do SBT Meio Dia, levado ao ar pela afiliada catarinense do SBT, propriedade do Sistema Catarinense de Comunicação.

Prates tem 50 anos de carreira e é figura conhecida no estado. Passou por diversas emissoras antes de instalar-se no SBT e tem uma longa lista de frases, digamos, de destaque. É o tipo de comentarista que, ao falar do trânsito em Florianópolis, lamenta que “hoje em dia qualquer miserável tem um carro”. Ou, ao analisar o drama das meninas que têm sua intimidade escancarada em fotos ou vídeos na internet, diz que “só uma débil mental se expõe promiscuamente desse jeito”.

E o governo com isso?

Por mais antipatia de uma parcela da população que uma revista Veja ou um jornal O Estado de S. Paulo possam despertar, faz parte do jogo democrático a sua existência. São negócios como outro qualquer e, por mais que incomodem, têm todo o direito de existir e publicar o que bem entenderem, dentro dos limites da Constituição.

No caso de uma rádio ou televisão, contudo, a história é outra. Eles operam por meio de outorgas concedidas pelo Ministério das Comunicações com o aval do Congresso. E aí há regras. Afinal, é uma autorização de uso de um bem público, não é uma mera iniciativa privada, como querem nos fazer crer.

Pela legislação em vigor, é o Ministério das Comunicações o órgão responsável por fiscalizar o conteúdo veiculado pelas emissoras e responsabilizá-las se houver violação da lei. No caso de Sheherazade, por exemplo, há uma lista de violações. Foram desrespeitados os direitos humanos assegurados pela Constituição Federal, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e há violação explícita do Código Brasileiro de Telecomunicações, que determina que o serviço de radiodifusão não pode ser usado para humilhar pessoas e expô-las a condições degradantes, “nem que seus fins sejam jornalísticos”.

Ou seja, está tudo muito explícito. É só o Ministério das Comunicações, comandado por Paulo Bernardo, começar a agir e multar as empresas. Só não o faz porque não quer.

É importante sublinhar também que Carlos Massa ou o proprietário de qualquer outra emissora brasileira tem o mesmo direito de usufruir daquele espaço do que qualquer universidade, ONG, empresa ou pessoa física. São eles os donos unicamente por acordos políticos.

E é no mínimo questionável o uso de tais concessões para enriquecer bispos de igrejas suspeitas, faturar bilhões a cada ano com a venda de publicidade ou colocar no ar comentaristas como Sheherazade, Martins e Prates, que diariamente desrespeitam as leis, deseducam e pregam a violência e o preconceito para milhões de brasileiros.

Só o governo, por meio do Ministério das Comunicações, pode mudar isso. E só a sociedade civil organizada pode pressionar o governo e o Congresso para que isso aconteça.

Continuemos criticando Sheherazade, ela merece. Até gosta. A apresentadora estava se deliciando ao noticiar a polêmica em torno do seu nome na noite de quinta-feira 6. O sorrisinho constante era o retrato da confiança de quem está sendo não apenas protegida pelo patrão, mas também sendo beneficiada pela omissão de quem poderia fazer algo em Brasília. Ela e Silvio estão rindo da sua cara.

(Colaborou Bia Barbosa, do Intervozes)

O que o CEO da Bayer quis dizer quando admitiu que não faz remédios para pobres

2 fev

Marijn Dekkers, da Bayer

O CEO do laboratório alemão Bayer, Marijn Dekkers, pode ser acusado de tudo, menos de não ser sincero. “Nós não desenvolvemos o Nexavar para indianos. É um remédio para pacientes ocidentais que possam pagá-lo”, disse em janeiro durante um fórum de farmacêuticos. A declaração teve repercussão internacional graças à divulgação feita pela ONG Médicos Sem Fronteira.

O Nexavar é importante principalmente no tratamento de câncer de fígado porque pode prolongar a vida do paciente em até oito meses, tempo fundamental para se conseguir um doador. Mas é caro. Na Índia, a dose mensal recomendada custa 4 mil euros. No Brasil, o preço oficial é de 8 mil reais.

Dekkers é sincero porque o Nexavar é da familia dos remédios caros que a industria farmacêutica vem produzindo para determinados consumidores que possuem determinadas doenças – como alguns tipos de câncer, hemofilia, esclerose múltipla, entre outras. Um modelo de negócio. A industria automobilística produz alguns modelos para consumidores endinheirados e outros modelos mais populares e acessiveis. Quem nao tem grana para comprar uma BMW que compre um Fiat.

Dentro dessa filosofia, a Bayer vende o Nexavar, que no ano passado foi o quarto medicamento mais lucrativo da empresa. Faturou 796 milhões de euros.

Dekkers nao está preocupado com a imagem da empresa e nem mesmo com uma possível ética que talvez ainda exista nessa atividade. Ele é um executivo cuja missão é produzir crescimento financeiro ano após ano. Por isso, ficou furioso com o governo indiano, que usou o recurso da licença compulsória, previsto pela Organizaçao Mundial do Comercio. Quem vai produzir o sorafenibe, substancia de que é composto o Nexavar, é o laboratório indiano Natco, que está pondo o remédio no mercado por menos de 100 euros. A Bayer vai ficar apenas com 6% das vendas.

A Índia é um exemplo em sua política de medicamentos populares. Remédios são vendidos em qualquer esquina, a preços acessíveis e unitariamente, o que evita o desperdício. A produção indiana de genéricos de boa qualidade e custo baixo valeu ao país o título de “farmácia do mundo em desenvolvimento”. E o diretor da Natco, Bhaskar Narayana, já está tendo ideias: “Abrimos a possibilidade de produzir genéricos de outros medicamentos patenteados cujos preços são muito altos”, disse ele. O Brasil usou a licença compulsória em 2007 com a droga efavirenz, usada no tratamento da Aids e patenteada pela farmacêutica Merck Sharp & Dohme. Pagou uma indenização e hoje distribui o remedio gratuitamente.

Dekkers abriu o jogo com toda a sua sinceridade de business man. Sim, ainda houve uma certa movimentação da Bayer e de algumas autoridades alemãs no sentido de atenuar declaração. Ele mesmo falou algo como “não é bem assim”. Mas é. Todos sabem disso e muitos justificam esse modelo de negócios sob o argumento dos altos custos empregados para o desenvolvimento de um remédio, a tecnologia e blablablá. A questão é que medicamente não são carros.

 Roberto Amado – Jornalista, escritor, cineasta e advogado.-DCM