Archive | março, 2014

Escolas de Nova York têm maior índice de segregação racial dos EUA

30 mar

Estudo da UCLA revela modelo “apartheid” na educação: em 32 distritos escolares, pelos menos 19 não têm nem 10% de alunos brancos

Wikicommons

Foto histórica dos anos 70 de DJ Afrika Bambaataa no Bronx: negros sofrem com educação precária em Nova York

“Alunos das escolas públicas da cidade estão cada vez mais isolados em grupos étnicos, econômicos e sociais, evidenciando a severa segregação racial de Nova York”. Está é a conclusão do estudo divulgado nesta quinta-feira (27/03) pela UCLA (Universidade de Los Angeles, Califórnia) sobre a educação norte-americana. A pesquisa foi feita entre 1989 e 2010 e revela que os problemas educacionais da cidade estão intimamente ligados “à perpetuação da pobreza, à discriminação policial com negros e, principalmente, à separação entre negros e brancos nas escolas.” Clique aqui e leia (em inglês) o relatório completo.

Leia mais:
EUA têm mais negros na prisão hoje do que escravos no século XIX

De acordo com os autores da pesquisa – Gary Orfield e John Kucsera-, nos 32 distritos escolares da cidade, 19 não tinham, em 2010, nem 10% de alunos brancos. “As pessoas visitam Manhattan e vêem pessoas de todas as raças, de todas as origens e nacionalidades, vão até a Times Square, etc.. Mas não enxergam o que acontece nas escolas”, critica Gary Orfield na conclusão do relatório. “Nenhum dos estados do Sul dos Estados Unidos – historicamente considerados locais de alta segregação – chegam sequer perto do que acontece em Nova York”, analisa.

Leia mais:
Penitenciárias privadas batem recorde de lucro com política do encarceramento em massa

O relatório critíca principalmente as “Charter Schools”, instituições de ensino que são financiadas pelo governo e administradas por um grupo privado. Elas trabalham com um modelo de gerenciamento “que distancia negros e brancos, pobres e ricos”, analisa o relatório. Chamadas de escolas do “apartheid”, essas instituições – 183, no total – não tinham em 2010% nem 1% de alunos brancos.

A diferença é tamanha que as escolas com mais de 14,5% de alunos brancos são consideradas multirraciais. “O estado de Nova York reagrupa o maior número de escolas onde reina a segregação”, afirmam Gary Orfield e John Kucsera. “A cidade de Nova York, que tem o maior sistema escolar público do país, é um buraco negro da segregação”, criticam.

 

 

Além de segregação racial, o estudo também aponta a segregação social como grande responsável pelo mau desempenho das escolas públicas “As escolas com grande concentração de pobres e de minorias limitam as oportunidades educativas”. “Existem muitos problemas adicionais nesta escolas, como, por exemplo, professores inexperientes, prédios mal conservados e material escolar inadequado.

Em entrevista ao Los Angeles Times, o diretor das “Charter Schools”, James Merriman, considerou as conclusões do estudo dos investigadores da UCLA como “injustificadas” e criticou a utilização da palavra “apartheid, que disse ser “odiosa” e contrária à missão de insersão das escolas.

(*) Com informações do Los Angeles Times, UCLA, AFP e NY Times

É HORA DE UNIÃO by ZUCCA AGUIAR

30 mar

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Peço que companheiros, simpatizantes que formam a Militancia do PT e Partidos de Esquerdas comprometidos com a Democracia, que leiam textos de tudo que é Blogueiros.

Que visitem paginas de pessoas importantes ( que confiam) e daí tentar entender dos pqs que Lula/Dilma e afins não devem e não podem serem expostos nessa ‘farra do boi’ que tão jogando a isca e tem muitos de nós mordendo e caindo (é tudo que ‘eles" querem)

Os companheiros que estão na PAPUDA etão sendo defendidos e assistidos, dentro do possível e impossível, contra as arbitrariedade do STF inclusive por nós né?

O que menos precisamos neste momento é jogar nossos lideres às feras.

Deixem eles trabalharem, e bem!

A nós cabe continuar na defesa árdua de um Projeto Popular para a Nação, a defesa e a derrubada da farsa do “Mensalão” e a liberdade de nossos companheiros.

Tod@s sabíamos que não iria ser facíl, como não eta endo.
Então sendo até ‘piegas’ mesmo nas nossas gdes ou pequenas diferenças, é hora de UNIÃO, se não for possível respeitem nossas lideranças e ao menos entendam e cometam os erros de “darem milho pra bode”!


Abs a tod@s!

Zucca Aguiar

Zucca Aguiar

Pipoca, por favor, enquanto os “Agitadores de Putin” mandam em Kiev

29 mar

26/3/2014, [*] Moon of AlabamaPopcorn Please While “Putin’s Agitators” Rule in KievTraduzido por João Aroldo

Enquanto assistem TV, Medvedev e Putin saboreiam cerveja com pipoca…

Enquanto tudo parece possível, a suposição operacional entre alguns funcionários norte-americanos e europeus é que o Sr. Putin não vai invadir abertamente o leste da Ucrânia, mas ao invés disso, vai optar por um plano intermediário obscuro, usando agitadores locais e forças especiais talvez disfarçados para causar ainda mais agitação em grandes áreas de língua russa do país. U.S. Challenge Now Is to Stop Further Putin Moves, NYT.
*******
Putin está assistindo TV. Chama seu Chefe de Inteligência: Dê uma medalha a Tyagnibok por banir o uso da língua russa na Ucrânia. Você quer dizer que ele não é um dos nossos? Ok, dê uma medalha a Yarosh pela ideia de explodir linhas de gasodutos. O que você quer dizer, isso é coisa dele? Que tal o cretino do Lyashko? Que tal os cretinos do Svoboda—Miroshnichenko e outros? Será que nós temos algum agente em campo na Ucrânia? Onde diabos eles estão? Que diabos você quer dizer que eles compraram um caminhão de pipoca e um caminhão-tanque de cerveja e estão assistindo como um filme?!!! Desliga com nojo. Liga novamente: Como foi que você deixou Muzychko ser morto?via Cluborlov.

Muzychko, com o braço estendido numa saudação nazista, ainda na Praça Maidan

Realmente, Putin pode ficar sentado e curtir a pipoca. O governo golpista está fazendo o melhor para se arruinar, para brigar internamente com seus amigos ideológicos e para empurrar os ucranianos de língua russa para mais perto da Rússia. Notem apenas a decisão de hoje de suspender mais serviços de TV de língua russa na Ucrânia. Como isso vai convencer os falantes de russo da Ucrânia de que suas vozes serão ouvidas?

Arsen Avakov

A briga entre os paramilitares de extrema-direita do Setor de Direita (Pravy Sektor) e os fascistas do Svobodaapenas começou:
O grupo ucraniano radical Setor de Direita (Pravy Sektor) exige a imediata demissão do Ministro do Interior, Arsen Avakov e a prisão dos membros da força tarefa especial Sokil (Falcão), envolvida na morte do líder nacionalista Oleksandr Muzychko (Sashko Bily) na região de Rivne nas primeiras horas de quinta-feira. 

resposta do ministro do partido Svoboda:
O Ministério do Interior da Ucrânia iniciou uma série de prisões contra a organização nacionalista Setor da Direito, depois que seus ativistas ameaçaram vingança pela morte de um de seus líderes, Oleksandr Muzychko, pela polícia, segundo uma reportagem.
Pipoca mesmo
De acordo com uma busca de notícias no Google, nenhuma mídia dos EUA noticiou o telefonema que veio a público de Timoshenko no qual ela fala ao seu aliado político, Shufrych, sobre matar russos em massa. O Yahoo News publicou um texto da agência AFP e um artigo no blog do Washington Posttentou turvar o conteúdo da conversa. Exceto que não há nada na mídia dos EUA sobre isso, enquanto os jornais alemães só falam disso. É interessante não apenas a conversa vulgar, mas o fato de ter sido realizada em russo. Isto enquanto a falsa princesa loira do gás e seus amigos sempre usam a língua ucraniana em discursos públicos para promover seu falso nacionalismo. O telefonema vazado vai não só alienar os falantes de russo de Timoshenko, mas também falantes de ucraniano que ela tenta enganar.

Yulia Timoshenko quer matar todos os russos residentes na Ucrânia

Por que a Rússia deveria tentar criar instabilidade no leste e no sul da Ucrânia, quando o governo golpista em Kiev está fazendo o seu melhor para criar por si mesmo? À agitação crescente pode-se acrescentar o provável colapso econômico que logo virá. Qualquer ajuda “ocidental” será condicionada à austeridade e empobrecimento das pessoas, bem à reforma política que os oligarcas e os políticos atuais não vão permitir. Nessa condição, mais agitação é certa, enquanto a Ucrânia desmorona e não há necessidade alguma para a Rússia intervir para causar isso.
A Rússia não vai fazer nada nefasto, ela não vai fazer nada mesmo. A Rússia não vai ajudar, nem econômica nem politicamente, a menos que Kiev e o “ocidente” estejam dispostos a pagar o preço: uma Ucrânia federalizada com regiões fortes e um governo central fraco._________________



[*] “Moon of Alabama” é título popular de “Alabama Song” (também conhecida como“Whisky Bar” ou “Moon over Alabama”) dentre outras formas. Essa canção aparece na peça Hauspostille (1927) de Bertolt Brecht, com música de Kurt Weil; e foi novamente usada pelos dois autores, em 1930, na ópera A Ascensão e a Queda da Cidade de Mahoganny. Nessa utilização, aparece cantada pela personagem Jenny e suas colegas putas no primeiro ato. Apesar de a ópera ter sido escrita em alemão, essa canção sempre aparece cantada em inglês. Foi regravada por vários grandes artistas, dentre os quais David Bowie (1978) e The Doors (1967). No Brasil, produzimos versão SENSACIONAL, na voz de Cida Moreira, gravada em “Cida Moreira canta Brecht”, que incorporamos às nossas traduções desse blogMoon of Alabama, à guisa de homenagem. Pode ser ouvida a seguir:

POSTADO POR CASTOR FILHO

Moscou já sabe que, depois do golpe em Kiev, o “ocidente” tentará o golpe na Rússia

29 mar
27/3/2014, [*] Sergei MarkovThe Moscow Times
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
Dica do prof. Luiz Alberto Moniz Bandeira, por e-mail. Grácias!
Ver também: 9/2/2014, redecastorphoto em: O Ocidente e a Ucrânia: cenários possíveis, Irina Lebedeva, Strategic Culture.

Barack Obama e Angela Merkel

Em conversa com o presidente Barack Obama dos EUA há algumas semanas, a chanceler alemã Angela Merkel teria dito que tinha a impressão de que o presidente Vladimir Putin viveria em outro mundo.
A frase, mal interpretada e fora de qualquer contexto, foi rapidamente repetida na imprensa-empresa ocidental e foi manchete durante dias.
Mas tudo sugere que Merkel – se disse o que se diz que teria dito – só o teria feito por não compreender a realidade da Rússia, o que acontece com muita frequência entre os “especialistas” ocidentais.
O golpe ocidental de 22/2 em Kiev foi só o aperitivo. O prato principal virá quando EUA e União Europeia se alinharem completamente à oposição na Rússia, na tentativa de mais um golpe, dessa vez tentando derrubar Putin e criar em Moscou um governo à moda Maidan.
Mas qual é a realidade russa? Se se fala da natureza dos conflitos na Crimeia e na Ucrânia, o entendimento que os russos têm desses eventos é em tudo diferente do que o ocidente vê – e divulga – nos mesmos eventos.
Na realidade russa, os protestos e o golpe de Maidan não fizeram a Ucrânia aproximar-se de mais democracia nem de governo legal, mas a empurraram na direção oposta: rumo à violência mais desbragada contra jornalistas, opositores políticos e cidadãos comuns. As autoridades do governo de Kiev estão sob controle de uma minoria extremista armada e violenta, que já planeja campanha de repressão em grande escala contra russos étnicos e outros grupos.
Do ponto de vista dos russos, não há governo legítimo na Ucrânia, depois que os “revolucionários” derrubaram o presidente democraticamente eleito.

Neonazistas ucranianos com braçadeiras estilizadas da suástica

Para nós, russos, a Ucrânia não tem autoridade soberana, porque os principais governantes do país não foram eleitos: foram nomeados, por trás das cortinas, pelos EUA. O que, se não isso, explicaria que o desconhecido Oleksandr Turchynov seja hoje presidente da Ucrânia, e Vitaly Klitschko, conhecido aspirante ao posto, mas não “eleito” pela vice-secretária de Estado dos EUA Victoria Nuland, tenha sido afastado? E por que e como Arseniy Yatsenyuk chegou a primeiro-ministro, apesar de não ser popular entre os ucranianos e de só ter sido “eleito”, exclusivamente, pela mesma sra. Nuland?
Os planos de Nuland para a Ucrânia tornaram-se afinal conhecidos depois do vazamento de uma conversa telefônica [“Foda-se a União Europeia”], semanas antes do golpe que derrubaria o presidente Viktor Yanukovych.
Pelo modo como os russos veem as coisas, os deputados ucranianos foram ameaçados e forçados a aprovar ministros que sequer conheciam. O que se vê é que a Ucrânia é hoje governada por uma junta composta de várias milícias. Além de Turchynov e Yatsenyuk, aquela junta inclui Andrei Parubiy, chefe do Conselho de Segurança e Defesa Nacional. Foi também chefe das forças de autodefesa da Praça Maidan, grupo armado que, em fevereiro, assumiu o controle das manifestações antes pacíficas, obedecendo ordens de Washington. A junta inclui também Dmitry Yarosh e Oleh Tyahnybok, chefes, respectivamente, das milícias armadas dos partidos neonazistas Setor Direita (Pravy Sektor) e Svoboda.
Quem são esses chefes? O que se ouve é que seriam nacionalistas, mas todos exibem símbolos neonazistas. Numa referência aos fascistas da IIª Guerra Mundial apresentam-se como seguidores de Stepan Bandera, Roman Shukhevych e do teórico fascista Dmitry Dontsov. Bandera e Shukhevych, como os russos sabem, juraram, ambos, fidelidade a Hitler. Entraram na Ucrânia em 1941 acompanhando a Wehrmacht, ou, mais precisamente, a SD – a divisão de inteligência dos nazistas alemães, onde serviam. Essa SD nazista forneceu armas, munição e empregos administrativos a extremistas ucranianos, nos territórios ocupados. Sob ordens dos alemães, esses extremistas combateram ativamente contra a resistência dos partisans soviéticos.

Neonazistas desfilam vestidos com a suástica estilizada e o retrato de Stepan Bandera

Os russos sabem também que, durante os três anos que Bandera passou, depois, num campo alemão de concentração de prisioneiros, sempre teve regalias, tinha um rádio e acesso à biblioteca. Em 1944, o líder nazista Heinrich Himmler retirou Bandera da prisão e o pôs de volta no serviço ativo, abastecido com dinheiro e armas.
Durante a Guerra Fria, os EUA e seus aliados usaram veteranos do grupo de Bandera em sua luta contra a União Soviética, fingindo ignorar seu passado de colaboradores dos nazistas. Mas os russos sempre vimos esses banderistas como fascistas e cúmplices de Hitler. Shukhevych, por exemplo, comandou o conhecido batalhão de execução e castigo Nachtigall, responsável por assassinato em massa de judeus e outros civis.
Hoje, os partidos Setor Direita e Svoboda atualizam muitas das ideias e práticas dos nazistas, usam símbolos nazistas estilizados, bandeiras nazistas e saudações nazistas (“Glória à Ucrânia – Glória aos Heróis”, saudação associada ao movimento dos nazistas bandeiristas). Esses dois grupos extremistas ucranianos pregam o antissemitismo, o ódio a outras etnias e povos, a russofobia, a glorificação de veteranos nazistas e são ativos “negadores” (negam que os nazistas tenham cometido qualquer crime).
Resultado disso tudo, os russos sabemos que os partidos Svoboda e Setor Direita não são “apenas” nacionalistas radicais, mas neonazistas de linha duríssima, que chegaram ao poder e agora controlam o governo e as principais forças policiais da Ucrânia.
Já havia dúzias de prisioneiros políticos na Ucrânia, mesmo antes de esses grupos tomarem o poder. No primeiro dia de “governo”, esse novo “governo” supostamente pró-Europa tomou a decisão de suspender a vigência da Carta Europeia para Idiomas Regionais e Minoritários; na sequência, fecharam todas as páginas do governo ucraniano distribuídas em língua russa; e proibiram as aulas dadas em russo, nas escolas. Quando a Corte Constitucional recusou-se a reconhecer o golpe, as autoridades neonazistas dissolveram a Corte e emitiram acusações contra todos os juízes.
Na Rússia, todos sabemos de tudo isso e, também, que militantes neonazistas mataram a tiros cidadãos que se manifestavam pacificamente em Carcóvia; sabemos também que os mesmos matadores receberam salvo-conduto para retornar a Kiev.
Quem conheça de perto essa realidade, vê que EUA e União Europeia agem irracionalmente quando abandonam o povo ucraniano à sanha das autoridades extremistas em Kiev e apoiam aqueles criminosos que hoje ocupam postos de governo em Kiev.
Quanto às sanções… Quem no mundo entenderá por que Andrei Fursenko, assessor do presidente Putin e ex-ministro, aparece naquela lista? Talvez… porque é proprietário de uma dacha na cooperativa Ozero?!
Os russos percebemos também que a lista de nomes “sancionados” foi diretamente copiada do artigo que o “vazador” Alexei Navalny publicara semana passada no The New York Times, imediatamente antes de as sanções serem anunciadas. A única explicação que os russos vemos para tudo isso é que o Departamento de Estado dos EUA está interessado em inflar o “prestígio” e a “influência” de Navalny na Rússia…

Barack Hitler, montagem de Maurício Porto (2014)

Aos olhos dos russos, ante a realidade da Rússia, a conclusão óbvia é que EUA e União Europeia tentam ajudar a oposição russa interessados, todos, em derrubar Putin e em implantar em Moscou um governo à moda neonazista de Maidan.
O plano para um golpe na Rússia? É simples: primeiro, instalarão em Kiev algum governante semelhante ao ex-presidente da Geórgia Mikheil Saakashvili – anti-Rússia cabeça quente e ambicioso, disposto a fazer o que o ocidente o mandar fazer. Depois, pagarão para rearmar o exército ucraniano [operação que muito interessa ao big business da indústria fabricante de armas]. Em seguida, em 2017 – às vésperas das eleições presidenciais na Rússia – despacharão para a Crimeia e também para outros pontos da Rússia, aquele exército ucraniano rearmado. Foi exatamente o que se viu acontecer em 2008, com o deslocamento de tropas georgianas.
Mas… será que o ocidente realmente crê que o presidente Putin receberá sem reagir essa agressão militar contra a Rússia?
A Rússia exige providências imediatas e acordo claro: que se constitua imediatamente uma nova coalizão de governo na Ucrânia; que os extremistas, ultranacionalistas e fascistas sejam desarmados; que se institua nova Constituição federalista e novo federalismo; que se deem garantias constitucionais de igualdade de direitos aos falantes de russo e de ucraniano; e que se realizem eleições limpas, livres e justas.
Mas, em vez disso, EUA e União Europeia só fazem ameaçar e insistir que a Rússia aceite sem qualquer reação o status quo.
Será que algum líder ocidental realmente supõe que Putin algum dia venha a aceitar o modo distorcido como o ocidente está apresentando as realidades em campo na Ucrânia?
De fato, ao insistir que Putin capitule, o ocidente vai, aos pontos deixando-o sem alternativas; só lhe restará a via de responder militarmente. E a história ensina claramente que diante desse tipo de dura realidade, a Rússia nunca escolheu a capitulação: sempre escolheu a guerra.


[*] Sergei Alexandrovich Markov (nascido na Rússia em 1958) é cientista político, jornalista e ativista social. Doutor em Ciência Política, professor assistente do departamento de Políticas Públicas da Faculdade de Filosofia da Universidade Estatal de Moscou, professor da Faculdade de Ciências Políticas no Instituto Estatal de Moscou de Relações Internacionais (MGIMO-University), diretor do Instituto de Estudos Políticos. Foi membro da “Comissão para combater tentativas de prejudicar os interesses russos por falsificar a história”, que existiu entre 2009 e 2012. Atualmente é vice-presidente do Fórum Público de Assuntos Internacionais. Markov serve como co-presidente do Conselho Nacional Estratégico da Rússia e é membro do Conselho Presidencial para Facilitar o Desenvolvimento da Sociedade Civil e Instituições de Direitos Humanos da Federação Russa.

Media Neglect Turkish False Flag Attack Leak And Its Implications

29 mar

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Some more thoughts on the leaked tape from a meeting in the Turkish foreign ministry which is only very selectively reported in “western” media. A video with recorded voices and English text is available as is the seemingly complete text in two parts.

The setting of the recording is this:

The voices of the illegal recording believed to belong to Davutoğlu, National Intelligence Organization (MİT) Hakan Fidan, Foreign Ministry Undersecretary Feridun Sinirlioğlu, and Deputy Chief of General Staff Gen. Yaşar Gürel. According to the information obtained from sources, the recording consists of a chat between four officials in Davutoğlu’s office before the commencement of the official meeting with the participation of more civil and military bureaucrats in another room at the Foreign Ministry.

It is not clear when exactly the meeting happened. It would fit the situation late last year or early 2014.

The major points from my view:

  • Turkey has delivered 2,000 trucks of weapons and ammunition to the insurgents in Syria.
  • There are plans for false flag attacks on Turkey or Turkish property to justify an attack from Turkey on Syria.
  • The Turkish military has great concerns going into and fighting Syria.
  • The general atmosphere between these deciders is one of indecisiveness. Everyone seems to be unclear what Erdogan wants and is waiting for clear orders from above.
  • U.S. military has shortly before the meeting presented fresh plans for a no-fly one over Syria.

Then there is the fact in itself that this tape and others leaked. Internal government communication in Turkey and personal communication of Turkish official has been thoroughly compromised. This will hinder future decision making and will erode any trust Turkish government allies may have in it.

It is somewhat astonishing how “western” media avoid the content of the leaked tape. An AP report on it makes a lot of the youtube blocking the Turkish government ordered in reaction to the tape. Of the recording itself the AP only mentions this:

The four are allegedly heard discussing a military intervention in neighboring Syria, a sensitive political issue in Turkey, although the context of the conversation is not clear.

The Washington Post filed that AP report under Technology. This is an incredible disservice to its readers.

The Guardian report based on Reuters is not any better:

The move by the TIB came hours after an anonymous YouTube account posted a leaked audio recording allegedly of a confidential conversation between Turkish intelligence chief Hakan Fidan, foreign minister Ahmet Davutoglu, undersecretary of the foreign ministry Feridun Sinirlioglu and deputy chief of the general staff, Yasar Gürel, discussing possible military action in Syria.

There is no mentioning at all of the false flag attack. The Wall Street Journal comessomewhat nearer to the truth:

… a leaked recording published anonymously on the platform purported to reveal a conversation in which Turkey’s foreign minister, spy chief and a top general appear to discuss how to create a pretext for a possible Turkish attack within Syria.

For once kudos to the NYT which at least touches one point but leaves out the other important ones:

… the officials were heard discussing a plot to establish a justification for military strikes in Syria. One option that is said to have been discussed was orchestrating an attack on the Tomb of Suleyman Shah …

German media did not do any better.

A NATO ally is planning a false flag attack on its own territory which would implicate NATO Article 5 and other NATO countries’ forces and the media do not even touch the issue? This is ludicrous.

Related to the Syria issue is another thinly sourced trial balloon, the tenth or so, by the unofficial CIA spokesperson David Ignatius in the Washington Post:

Tradução do meu Tio Google

Mídia Negligência turco Falsa Bandeira Vazamento de ataque e suas implicações

Mais alguns pensamentos sobre a fita que vazou de uma reunião no Ministério das Relações Exteriores da Turquia, que só é relatada de forma muito selectiva em media “ocidentais”. Um vídeo com vozes gravadas e texto em Inglês está disponível como é o texto aparentemente completa em duas partes .

O cenário da gravação é esta :

As vozes da gravação ilegal acreditava pertencer a Davutoglu, Organização Nacional de Inteligência (MIT) Hakan Fidan, Ministério das Relações Exteriores Subsecretaria Feridun Sinirlioğlu e Vice-Chefe de Estado-Maior General Yaşar Gürel. De acordo com as informações obtidas de fontes, a gravação consiste em um bate-papo entre quatro funcionários no escritório de Davutoglu, antes do início da reunião oficial com a participação de mais burocratas civis e militares em um outro quarto no Ministério das Relações Exteriores.
Não está claro quando exatamente a reunião aconteceu. Ele se encaixaria a situação no final do ano ou início de 2014.

Os principais pontos do meu ponto de vista:

Turquia já entregou 2.000 caminhões de armas e munições para os rebeldes na Síria.
Existem planos para ataques de bandeira falsa sobre a Turquia ou a propriedade turca para justificar um ataque da Turquia contra a Síria.
O exército turco tem grandes preocupações que entram e que lutam Síria.
A atmosfera geral entre esses decisores é uma indecisão. Todo mundo parece estar claro o que Erdogan quer e está à espera de ordens claras de cima.
Forças Armadas dos EUA tem pouco antes da reunião apresentou planos frescas para uma no-fly um sobre a Síria.
Depois, há o fato em si, que esta fita e outros vazou. Comunicação governo interno na Turquia e comunicação pessoal do funcionário turco foi completamente comprometida. Isso vai dificultar a tomada de decisões futuras e irá corroer qualquer confiança aliados do governo turco pode ter nele.

É um tanto surpreendente como a mídia “ocidental” evitar o conteúdo da fita vazada. Um relatório da AP em que faz um monte de youtube bloqueando o governo turco ordenou em reação à fita. Da própria gravação apenas o AP menciona esta :

Os quatro são supostamente ouviu discutir uma intervenção militar na vizinha Síria, uma questão política sensível na Turquia, embora o contexto da conversa não é clara.
The Washington Post apresentou esse relatório AP sob Tecnologia . Este é um desserviço incrível para seus leitores.

O relatório The Guardian com base em Reuters é não melhor:

O movimento pela TIB aconteceu horas depois de uma conta anônima YouTube postou uma gravação de áudio divulgada supostamente de uma conversa confidencial entre o chefe de inteligência turco Hakan Fidan, ministro das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, subsecretário do Ministério das Relações Exteriores Feridun Sinirlioglu e vice-chefe do Estado-Maior, Yasar Gürel, discutindo uma possível ação militar na Síria.
Não há menção a todo o falso ataque. The Wall Street Journal vem um pouco mais perto da verdade:

… Uma gravação vazou publicado anonimamente na plataforma pretendia revelar uma conversa em que ministro das Relações Exteriores da Turquia, chefe de espionagem e um top geral parecem discutir como criar um pretexto para um possível ataque turco dentro da Síria.
Por uma vez, parabéns ao NYT que pelo menos toca um ponto, mas deixa de fora os outros importantes:

… Os funcionários foram ouvidos discutindo um plano para estabelecer uma justificativa para ataques militares na Síria. Uma opção que se diz ter sido discutido foi orquestrar um ataque ao túmulo de Suleyman Shah …
A imprensa alemã não fazer melhor.

Um aliado da NATO está a planear um ataque de bandeira falsa no seu próprio território, que implicaria NATO artigo 5 º e as forças de outros países da OTAN e os meios de comunicação nem sequer tocar no assunto? Isso é ridículo.

Relacionada com a questão da Síria é outro mal proveniente balão de ensaio , o décimo mais ou menos, pelo porta-voz não-oficial da CIA David Ignatius no Washington Post:

 

Não deixaremos sangrar a Petrobrás no ringue das disputas eleitorais

27 mar

Mais uma vez, a Petrobrás volta a ser palanque de disputas políticas em ano eleitoral. Foi assim no governo Lula, foi assim em 2010 e não seria diferente esse ano, quando as pesquisas eleitorais refletem o apoio popular ao governo Dilma.

Tensionada, a oposição, em conluio com a velha mídia, mira na Petrobrás para tentar desmoralizar a gestão pública da maior empresa brasileira.

Os mesmos PSDB e DEM, que quando governaram o país fizeram de tudo para privatizar a Petrobrás, trazem de volta à cena política antigas denúncias sobre refinarias adquiridas pela empresa no exterior e tornam a atacar as que estão em fase final de construção no Brasil. Quem acompanha a nossa indústria de petróleo sabe da urgência de reestruturação do parque de refino da Petrobrás, que, durante o governo do PSDB/DEM, foi sucateado e estagnado, assim como os demais setores da empresa.

Quando exercia o papel de governista (dos anos 90 até 2002), a oposição demo-tucana quebrou o monopólio estatal da Petrobrás, escancarou a terceirização, privatizou alguns setores e unidades da empresa, reduziu drasticamente os efetivos próprios, estagnou investimentos em exploração, produção e refino e ainda tentou mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax. Foi nessa época que a empresa protagonizou alguns dos maiores acidentes ambientais do país e o afundamento da P-36.

São os mesmos neoliberais que insistem em atacar a gestão estatal que desde 2003 iniciou o processo que fará da Petrobrás uma empresa verdadeiramente pública e voltada para os interesses nacionais.

Vamos aos fatos: em 2002, a Petrobrás valia R$ 30 bilhões, sua receita era de R$ 69,2 bilhões, o lucro líquido de R$ 8,1 bilhões e os investimentos não passavam de R$ 18,9 bilhões. Uma década depois, em 2012, o valor de mercado da Petrobrás passou a ser de R$ 260 bilhões, a receita subiu para R$ 281,3 bilhões, o lucro líquido para R$ 21,1 bilhão e os investimentos foram multiplicados para R$ 84,1 bilhão.

Antes do governo Lula, a Petrobrás contava em 2002 com um efetivo de 46 mil trabalhadores próprios, produzia 1 bilhão e 500 mil barris de petróleo por dia e tinha uma reserva provada de 11 bilhões de barris de óleo. Após o governo Lula, em 2012, a Petrobrás quase que dobrou o seu efetivo para 85 mil trabalhadores, passou a produzir 2 bilhões de barris de óleo por dia e aumentou a reserva provada para 15,7 bilhões de barris de petróleo.

Apesar da crise econômica internacional e da metralhadora giratória da mídia partidária da oposição, a Petrobrás descobriu uma nova fronteira petrolífera, passou a produzir no pré-sal e caminha a passos largos para se tornar uma das maiores gigantes de energia do planeta. Não aceitamos, portanto, que esse processo seja estancado por grupos políticos que no passado tentaram privatizar a empresa e hoje, fortalecidos por novos aliados, continuam com o mesmo propósito.

Se confirmados erros e irregularidades na gestão da Petrobrás, exigiremos que sejam devidamente apurados pelos órgãos de controle do Estado e pela Justiça. A FUP e seus sindicatos acompanharão de perto esse processo, cobrando transparência na investigação e responsabilização de qualquer desvio que possa ter ocorrido. No entanto, não permitiremos que sangrem a Petrobrás em um ringue de disputas políticas partidárias eleitorais, como querem os defensores da CPI. Reagiremos à altura contra qualquer retrocesso que possa ser imposto à maior empresa brasileira, alavanca do desenvolvimento do país.

NOTA DA FUP – Federação dos Petroleiros.

DIREÇÃO COLEGIADA DA FUP

Rio de Janeiro, 25 de março de 2014"

Não deixaremos sangrar a Petrobras no ringue das disputas eleitorais

27 mar

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Mais uma vez, a Petrobras volta a ser palanque de disputas políticas em ano eleitoral. Foi assim no governo Lula, foi assim em 2010 e não seria diferente esse ano, quando as pesquisas eleitorais refletem o apoio popular ao governo Dilma. Tensionada, a oposição, em conluio com a velha mídia, mira na Petrobrás para tentar desmoralizar a gestão pública da maior empresa brasileira.

Os mesmos PSDB e DEM, que quando governaram o país fizeram de tudo para privatizar a Petrobras, trazem de volta à cena política antigas denúncias sobre refinarias adquiridas pela empresa no exterior e tornam a atacar as que estão em fase final de construção no Brasil. Quem acompanha a nossa indústria de petróleo sabe da urgência de reestruturação do parque de refino da Petrobrás, que, durante o governo do PSDB/DEM, foi sucateado e estagnado, assim como os demais setores da empresa.

Quando exercia o papel de governista (dos anos 90 até 2002), a oposição demo-tucana quebrou o monopólio estatal da Petrobras, escancarou a terceirização, privatizou alguns setores e unidades da empresa, reduziu drasticamente os efetivos próprios, estagnou investimentos em exploração, produção e refino e ainda tentou mudar o nome da Petrobras para Petrobrax. Foi nessa época que a empresa protagonizou alguns dos maiores acidentes ambientais do país e o afundamento da P-36.

São os mesmos neoliberais que insistem em atacar a gestão estatal que desde 2003 iniciou o processo que fará da Petrobras uma empresa verdadeiramente pública e voltada para os interesses nacionais.

Vamos aos fatos: em 2002, a Petrobras valia R$ 30 bilhões, sua receita era de R$ 69,2 bilhões, o lucro líquido de R$ 8,1 bilhões e os investimentos não passavam de R$ 18,9 bilhões. Uma década depois, em 2012, o valor de mercado da Petrobrás passou a ser de R$ 260 bilhões, a receita subiu para R$ 281,3 bilhões, o lucro líquido para R$ 21,1 bilhão e os investimentos foram multiplicados para R$ 84,1 bilhão.

Antes do governo Lula, a Petrobras contava em 2002 com um efetivo de 46 mil trabalhadores próprios, produzia 1 bilhão e 500 mil barris de petróleo por dia e tinha uma reserva provada de 11 bilhões de barris de óleo. Após o governo Lula, em 2012, a Petrobras quase que dobrou o seu efetivo para 85 mil trabalhadores, passou a produzir 2 bilhões de barris de óleo por dia e aumentou a reserva provada para 15,7 bilhões de barris de petróleo.

Apesar da crise econômica internacional e da metralhadora giratória da mídia partidária da oposição, a Petrobras descobriu uma nova fronteira petrolífera, passou a produzir no pré-sal e caminha a passos largos para se tornar uma das maiores gigantes de energia do planeta. Não aceitamos, portanto, que esse processo seja estancado por grupos políticos que no passado tentaram privatizar a empresa e hoje, fortalecidos por novos aliados, continuam com o mesmo propósito.

Se confirmados erros e irregularidades na gestão da Petrobras, exigiremos que sejam devidamente apurados pelos órgãos de controle do Estado e pela Justiça. A FUP e seus sindicatos acompanharão de perto esse processo, cobrando transparência na investigação e responsabilização de qualquer desvio que possa ter ocorrido. No entanto, não permitiremos que sangrem a Petrobras em um ringue de disputas políticas partidárias eleitorais, como querem os defensores da CPI. Reagiremos à altura contra qualquer retrocesso que possa ser imposto à maior empresa brasileira, alavanca do desenvolvimento do país.

 DIREÇÃO COLEGIADA DA FUP

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