Arquivo | junho, 2014

A grande imprensa age como partido político .por Fernando de Moraes

30 jun

Fernando Morais horizontal

 

Fernando Morais é um dos jornalistas mais engajados politicamente no Brasil. Nascido em 1948, na cidade mineira de Mariana, fez carreira em São Paulo atuando nas redações do Jornal da Tarde, Veja, Folha de S. Paulo e TV Cultura. Recebeu três vezes o Prêmio Esso e quatro vezes o Prêmio Abril de Jornalismo. Foi ainda deputado, secretário de Cultura, secretário de Educação e ainda candidato ao governo do estado. Na condição de escritor ficou conhecido nacionalmente ao escrever livros como A Ilha, Olga, Chatô, o rei do Brasil (Premio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa de 1994), Cem quilos de ouro, Corações sujos (Prêmio Jabuti – Livro do Ano de 2001), Toca dos Leões e Montenegro. Seu livro O Mago, biografia do escritor Paulo Coelho, foi traduzido em dezenas de países.

Em entrevista ao Bafafá, Fernando Morais confirma que não vai mais escrever biografias. “Dá muito trabalho e pouco dinheiro. Assim que terminar o livro que estou escrevendo sobre o ex-presidente Lula, penduro as chuteiras”, assegura. Fernando fala ainda sobre vários temas: política, governo Dilma, regulação da mídia, marco civil da Internet, espionagem americana e utopias. Filiado ao PMDB, ele garante que a grande imprensa virou um partido político: “Meio envergonhada, porque não tem coragem de assumir isso, mas age como partido político. De direita”, fulmina.

***__Como você está vendo o início da campanha eleitoral?__
Pelo andar da carruagem tudo indica que o nível vai baixar de novo, como em 2010. A parcela da população que se opõe ao governo sabe que se a Dilma vencer as eleições de outubro – como afirmam todas as pesquisas – estarão abertas as portas para que Lula volte em 2018, quando ele terá a idade que o Serra tem hoje, e, inschallah!, se reeleja em 2022. Claro, esse é um cenário otimista, mas para essa gente será insuportável ter que conviver durante mais de vinte anos com o que eles chamam de “lulopetismo”.

***__Você acha que Dilma fez um bom  governo?__
Fez, sim, um ótimo governo. Tenho objeções pontuais com relação à descontinuidade de políticas importantes implantadas por Lula, como a política externa e a democratização da aplicação dos recursos de publicidade das empresas estatais. Não dá para estar junto em tudo. No Rio, por exemplo, o candidato da presidenta é o Pezão, do meu partido, o PMDB. O meu candidato é o Lindbergh, do partido dela, o PT. No mais, foi bem. Por isso vou votar nela de novo.

***__A mídia conservadora é desonesta?__
Toda generalização é perigosa. Eu diria que muitos veículos da mídia conservadora se converteram em partidos políticos. Disfarçados, mas partidos políticos. Mas acho que devemos tratar de maneira diferente os veículos de papel, digamos, daqueles que são fruto de concessão pública. Não devemos perder de vista que a imprensa está sempre a serviço dos interesses e da ideologia de quem paga as contas no final do mês. Seja em Washington, em Havana, no Rio ou em Beijing. No caso dos meios eletrônicos de comunicação, como o rádio e a TV, no entanto, é preciso ressaltar que se trata de uma propriedade social, uma concessão pública que não pode, por exemplo, ser colocada a serviço de interesses antinacionais.

***__O que pensa sobre a regulação da mídia?__
Sou e sempre fui a favor. Jornais, revistas e TVs vêm envenenando e confundindo a opinião pública ao associar regulação a censura. Regulação, como existe no mundo civilizado, é impedir propriedade cruzada: quem é dono de concessão de TV não pode ser concessionário de rádio nem dono de jornal e revista; é proibir parlamentares e seus parentes de enésimo grau de serem concessionários de rádio e TV; é discutir com a sociedade a renovação das concessões de rádio e TV. Nada de censura.

***__As concessões não deveriam ter prazo de validade?__
As concessões têm prazo de validade. São todas concessões a título precário. O problema é que os governos renovam essas concessões ad nutum – ou seja, com um aceno de cabeça. Esse processo tem que ser público, transparente. Você já ouviu falar da não renovação de alguma concessão importante de rádio o TV no Brasil? Onde? Quando?

***__Como vê a regulação da mídia na Argentina?__
O modelo da Argentina foi muito bem sucedido. Lá a Ley de Medios atacou fundo a propriedade cruzada. O império encabeçado pelo jornal Clarín foi obrigado a se desfazer de ativos para continuar sendo concessionário de meios eletrônicos.

***__A grande imprensa age como quarto poder?__
Não. Age como partido político. Meio envergonhada, porque não tem coragem de assumir isso, mas age como partido político. De direita.

***__E o papel da Internet?__
Minha geração acreditava que a democratização dos meios de comunicação – especialmente os eletrônicos – se daria nas tribunas, nas barricadas. A tecnologia, no entanto, andou mais depressa que a ideologia. A internet virou o mundo de pernas para o ar. Hoje você compra um notebook pagando R$ 60 reais por mês, espeta uma linha telefônica nele e pronto. Você é o seu próprio Roberto Marinho. Se tiver o que dizer, vai ter público. Os jornais e revistas, tal como os conhecemos, estão com os dias contados. Isso lembra um verso profético de Gilberto Gil, parte da canção “Domingou”, dos anos 70: “O jornal de manhã chega cedo/Mas não traz o que eu quero saber/As notícias que leio, conheço/Já sabia antes mesmo de ler”.

***__O Marco Civil da Internet é bom?__
Não apenas é bom, mas tornou-se um exemplo para o mundo.

***__O que pode ser feito para incentivar a pequena imprensa?__
Primeiro que ela seja boa, legível e que traga notícias que são escamoteadas pela grande imprensa. As medidas implantadas pelo ministro Franklin Martins, no governo Lula, pulverizando as verbas de publicidade estatais entre milhares e milhares de veículos – verbas que antes eram destinadas apenas à mídia conservadora, foram uma transformação importante na democratização das comunicações.

***__Como viu a espionagem americana revelada recentemente?__
A bisbilhotice planetária por parte dos Estados Unidos é mais velha que a Sé de Braga. No final dos anos 90, quando o FBI prendeu cinco cubanos na Flórida, condenando-os a penas enormes (um deles pegou duas perpétuas), Fidel Castro reagiu: “É assombroso que os Estados Unidos, o país que mais espiona no mundo, acusem de espionagem justamente a Cuba, o país mais espionado do mundo. Não há chamada telefônica minha para qualquer dirigente político no exterior que não seja captada e gravada por satélites e sistemas de escuta dos Estados Unidos”.

***__O Brasil melhorou nos governos do PT?__

Se o Brasil melhorou? Dê uma olhada nestes números: hoje o país é

a 7ª economia mundial; é o 2º maior exportador de alimentos;

é o 1º produtor e exportador de soja;

é o 1º produtor e exportador de café, açúcar, suco de laranja, carne bovina e de frango;

é o 3º maior produtor de frutas,

o 1º fabricante de jatos regionais,

o 3º fabricante de aviões, comerciais,

o 4º mercado de veículos,

o 7º produtor mundial de veículos,

tem a 4ª maior indústria naval,

é o 2º maior produtor de minério de ferro,

o 9º maior produtor de aço,

o 4º maior produtor de cimento,

o 4º maior produtor de celulose,

o 1º em celulose de eucalipto,

é o 9º maior produtor de papel,

o 7º maior fabricante de produtos químicos,

o 8º maior produtor de alumínio primário,

o 4º maior produtor de bauxite,

o 3º maior produtor de alumina,

o 5º maior produtor de têxteis,

o 4º maior produtor de confecções,

o 3º maior produtor de calçados,

o 2º maior gerador de energia hidrelétrica,

o 1º produtor de etanol e o 3º de biodiesel,

é o 7º maior gerador e 9º maior consumidor de energia elétrica,

o 3º maior mercado de computadores pessoais,

o 5º em telefones celulares e o 5º em telefones fixos.

É o 4º país em usuários de internet e o 3º em número de servidores.

É o 4º país em extensão de rodovias,

a 4ª maior força de trabalho (104 milhões),

é o 7º maior mercado de consumo do mundo

e o 5º em reservas internacionais (US$ 377 bilhões).

Entre os países do G20 também não fazemos feio:

tivemos o 9º maior crescimento do PIB em 2013 (2,3%),

somos o 1º na proporção entre reservas e dívida de curto prazo (10 vezes),

o 2º na proporção entre reservas e importações (18 meses).

Tivemos o melhor resultado primário médio entre 2008 e 2013 (2,54%)

, temos a 6ª menor dívida pública bruta em relação ao PIB (57,2%),

o 4º maior investimento Educação (5,8% do PIB),

o 9º maior investimento em Saúde (8,9% do PIB)

. Isso, claro, para não falar dos 40 milhões de miseráveis que foram incorporados ao mundo dos que fazem três refeições por dia. Esse é o resultado de doze anos do chamado “lulopetismo”.

***_Você elogia o PT, mas continua no PMDB?__
Continuo filiado ao PMDB, mas antes disso sou um brasileiro que quer o melhor para seu país e seu povo. Voto ou peço votos para os candidatos que considero os melhores. Já votei no PSOL, no PT, no PC do B, no PMDB. Fiz campanha para candidatos do PSB e até para um ilustríssimo tucano, meu amigo Roque Camelo, que anos atrás se elegeu prefeito de Mariana, em Minas Gerais, onde nasci. Se o Requião, que é do PMDB, por exemplo, for candidato no Paraná, faço campanha para ele sem pestanejar. No Rio, como já disse, apoio o Lindbergh Farias.

***__Qual será o papel de Lula nestas eleições?__
A presença de Lula na campanha será importante não só porque ele se converteu na mais expressiva liderança popular do Brasil. O governo Dilma é a continuação do seu governo. Tenho acompanhado o ex-presidente em suas andanças pelo Brasil e pelo mundo, como parte do trabalho de campo de um livro que escreverei sobre ele e seu governo. Nas eleições municipais de 2012 a presença dele em palanques regionais arrebatava multidões e alterava as pesquisas de opinião locais. Ter o apoio de Lula é um handicap cobiçado por todo candidato de esquerda.

***_Confere que não vai mais escrever biografias?_
Confere. Como dizem os tucanos, cansei. Dá muito trabalho e pouco dinheiro – ao contrário do que imagina o Roberto Carlos. Assim que terminar o livro que estou escrevendo sobre o ex-presidente Lula, penduro as chuteiras.

***__Quais são seus projetos?__
Estou desenvolvendo com o cineasta Claudio Kahns um canal internacional de notícias para a internet. Vamos ver se dá certo.

***__Tem alguma utopia?__
A de sempre: a construção do socialismo.

http://www.bafafa.com.br/fernando-morais-grande-imprensa-age-como-partido-politico/

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Calma, people! Numa derrapada, você pode ser o próximo. por Antônio Celso Ferreira

28 jun

A sociedade global, incentivada pela mídia, vive ultimamente da caça periódica a alguns indivíduos.

Um padrão novo de punição que toma determinados sujeitos para  a sacrificá-los exemplarmente, não importando seu erro real.

Vou lembrar de alguns nomes notórios recentes: Bin Laden, Sadam, Kadafi, Chàvez.

Ou os enjaulados para serem exibidos diuturnamente: Assange, Dirceu, Genoíno.

Mas há outros casos. Foucault poderia, se vivo estivesse, explicar essa nova modalidade que lembra os troféus humanos expostos pelos romanos após suas vitórias militares.

Lembro também dessa recente moda muito estimulada pela consciência politicamente correta de caça a pedófilos e outros degenerados.

Creio que vivemos o alvorecer de uma nova perversidade, como bem lembrou a historiadora e psicanalista Elisabeth Roudinesco em suas últimas obras.

Agora querem transformar Suàrez em monstro, desequilibrado, louco – inominável.

A sociedade é que está louca. A qualquer momento cada um de nós pode ter sua cabeça exposta numa bandeja para dar exemplo.

Calma, people! Numa derrapada, você pode ser o próximo.

Antonio Celso Ferreira

A Dilma “entrega” o que promete! Por isso, o temor dos tucanos!

27 jun
  1. Onda Vermelha 27.06.2014 às 13:25(Comentário no 247 )

    A Dilma “entrega” o que promete! Por isso, o temor dos tucanos! E para aqueles que ainda duvidam dos planos da Presidente Dilma de levar Banda Larga para Todos, num cada vez mais provável segundo mandato, acho bom começar a rever seus conceitos.

  2. Caso contrário, correm o sério risco de quebrar a cara, tal como aconteceu com os programas de pleno sucesso como o Enem, Sisu, Prouni, Pronatec, Ciência sem Fronteiras, MCMV, Mais Médicos, SAMU, UPA’s, Bolsa Família, Luz pra Todos, Agua pra Todos, etc, etc, etc. Vejam isso. Programa Cidades Digitais. O objetivo do programa é modernizar a gestão, ampliar o acesso aos serviços públicos e promover o desenvolvimento dos municípios brasileiros por meio da tecnologia.
  3. Para isso, atua nas seguintes frentes:
  4. 1 – Construção de redes de fibra óptica que interligam os órgãos públicos locais;
  5. 2 – Disponibilização de aplicativos de governo eletrônico para as prefeituras, nas áreas financeira, tributária, de saúde e educação;
  6. 3 – Capacitação de servidores municipais para uso e gestão da rede;
  7. 4 – Oferta de pontos de acesso à internet para uso livre e gratuito em espaços públicos de grande circulação, como praças, parques e rodoviárias. As cidades que recebem essa estrutura são selecionadas por meio de edital. Em 2012, o Ministério das Comunicações abriu a primeira seleção para o projeto-piloto, em que 80 municípios foram contemplados.
  8. Em 2013, o Cidades Digitais foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, selecionando 262 municípios com população de até 50 mil habitantes.
  9. O projeto conta, entre outros, com a parceria do Ministério do Planejamento, da Telebras, do Inmetro e do BNDES.
  10. Não tem jeito não! Eu vou é cravar 13 em outubro! Eu e minha geração devemos isso ao PT! E de jaleco branco!
  11. É Dilma, outra vez, em 2014!
  12. Meu manifesto: #Ley de Medios Já! #PSDB nunca mais! #VejaVira-lata! #EpocaVira-lata! #VazaRonaldo! #NãoVaiTerCopanaGlobo! Xô! #RatoseUrubus larguem minha fantasia!
  13. Em 2002 a esperança venceu o medo. Já em 2014 a esperança vai vencer o ódio. Veja em http://www.youtube.com/watch?v=pJZEr3W5SdU e http://www.youtube.com/watch?v=p-ZDqI7VZ_8#t=9

 

Terrorismo patrocinado pelos EUA no Iraque e “O Caos Construtivo” no Oriente Médio

27 jun

Julie Lévesque/Global Research | Washington – 25/06/2014 – 15h21

Os EUA sabiam exatamente o que estavam fazendo quando armaram e fundaram a “oposição” na Líbia e na Síria. O que eles fizeram não foi idiotice

O Iraque está novamente nas capas. E novamente a imagem que nos é apresentada pelos meios de comunicação de massa é uma mistura de meias-verdades, mentiras, desinformação e propaganda. A grande mídia não conta que os Estados Unidos estão patrocinando os dois lados do conflito iraquiano. Washington está publicamente apoiando o governo xiita do Iraque, enquanto secretamente treina, dá munição e patrocina o sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL). Apoiar o influxo de brigadas terroristas no Iraque é um ato de agressão estrangeira. Mas a mídia de massa te dirá que a administração Obama está “preocupada” com as ações cometidas pelos terroristas.

Efe (20/06/2014)

Membros do Partido Comunista Iraquiano demonstram apoio às forças de segurança do país, em manifestação na capital, Bagdá 

A narrativa preferida da maior parte dos grandes meios de comunicação ocidentais e dos EUA é a de que a situação corrente é devida à “retirada” das tropas estadunidenses que terminou em dezembro de 2011 (mais de 200 soldados norte-americanos e assessores militares permaneceram no Iraque). Esse retrato, no qual a retirada dos EUA é culpada pela insurgência, não faz conexão entre a invasão dos EUA em 2003 e a ocupação que se seguiu. Também ignora os esquadrões da morte treinados pelos assessores norte-americanos no Iraque na esteira da invasão e que são o coração da agitação atual.

Como de costume, a grande mídia não quer que você entenda o que está acontecendo. Seu objetivo é moldar percepções e opiniões, construindo uma visão de mundo que serve a interesses poderosos. Por causa disso, eles vão te dizer que é uma guerra civil.

O que está se desenrolando é um processo de “caos construtivo”, projetado pelo Ocidente. A desestabilização do Iraque e sua fragmentação foram planejadas há muito tempo e são parte do “mapa militar Anglo-Americano-Israelense no Oriente Médio”, conforme explicado em 2006 no seguinte artigo:

Esse projeto, que tem estado em fase de planejamento por diversos anos, consiste em criar um arco de instabilidade, caos e violência que se estenda do Líbano, da Palestina e da Síria até o Iraque, o Golfo Pérsico, o Irã e as fronteiras do Afeganistão, guarnecido pela OTAN”.

O projeto ‘Novo Oriente Médio’ foi introduzido publicamente por Washington e Tel Aviv esperando que o Líbano fosse o ponto de pressão para realinhar todo o Oriente Médio e assim desencadear as forças do “caos construtivo”. Esse “caos construtivo” — que gera condições de violência e guerra na região — seria então usado de forma e permitir que os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e Israel pudessem redesenhar o mapa do Oriente Médio de acordo com suas necessidades e objetivos geoestratégicos…

O redesenho e a divisão do Oriente Médio, das costas orientais mediterrâneas do Líbano e da Síria até a Anatólia (Ásia Menor), Arábia, o Golfo Pérsico e o platô iraniano respondem a muitos objetivos econômicos, estratégicos e militares, que são parte de uma agenda anglo-americana e israelense duradoura na região…

Uma guerra mais ampla no Oriente Médio poderia resultar no redesenho de fronteiras que são estrategicamente vantajosas para os interesses anglo-americanos e israelenses…

Tentativas de criar intencionalmente animosidade entre diferentes grupos etnoculturais e religiosos no Oriente Médio têm sido sistemáticas. Na verdade, são parte de uma agenda secreta de inteligência projetada cuidadosamente.

Ainda mais ameaçadores, muitos governos do Oriente Médio, tais como o da Arábia Saudita, estão ajudando Washington a fomentar divisões entre as populações do Oriente Médio. O objetivo final é enfraquecer o movimento de resistência contra a ocupação estrangeira com uma “estratégia de dividir e conquistar”, que serve aos interesses anglo-americanos e israelenses em uma área abrangente da região. (Mahdi Darius Nazemroaya, Plans for Redrawing the Middle East: The Project for a “New Middle East”, [Planos para Redesenhar o Oriente Médio: o Projeto de um “Novo Oriente Médio], novembro de 2006).

Apesar de a estratégia de dividir e conquistar não ser nova, ainda funciona graças aos espelhos e às cortinas de fumaça da mídia.

Projetar uma guerra civil é a melhor forma de dividir um país em diversos territórios. Funcionou nos Balcãs e está bem documentado que as tensões étnicas foram usadas e abusadas para destruir a Iugoslávia e dividi-la em sete entidades separadas.

 

Três anos após ter deixado Iraque, EUA enviam 300 consultores militares ao país

Agências humanitárias da ONU definem situação no Iraque como caótica

Iraque, em chamas, sacudirá o Oriente Médio?

 

Hoje, nós estamos claramente testemunhando a balcanização do Iraque com a ajuda de sua ferramenta imperial favorita, isto é, as milícias armadas, às quais se refere como “oposição pró-democracia” ou “terroristas”, dependendo do contexto e do papel que eles têm na psique coletiva.

A mídia ocidental e os oficiais do governo não os definem a partir de quem eles são, mas a partir de contra quem eles lutam. Na Síria, eles constituem “uma oposição legítima, lutadores da liberdade que lutam pela democracia contra uma ditadura brutal”, ao passo que, no Iraque, eles são “terroristas lutando contra um governo eleito democraticamente, apoiado pelos EUA”:

Como é sabido e documentado, as entidades filiadas à Al Qaeda foram usadas pelos EUA-OTAN em numerosos conflitos como “recursos de inteligência”, desde o apogeu da guerra soviética-afegã. Na Síria, os rebeldes da [Frente] Al Nusra e do EIIL são soldados da aliança militar ocidental, que inspeciona e controla o recrutamento e o treinamento das forças paramilitares.

A decisão foi tomada por Washington para canalizar seu apoio (secretamente) a uma entidade terrorista que opera tanto na Síria e no Iraque e que tem bases logísticas nos dois países. O Estado islâmico do Iraque e o projeto do califado sunita de al-Sham coincidem com uma agenda duradoura dos EUA para retalhar o Iraque e a Síria em três territórios separados: um califado sunita islâmico, uma república xiita árabe, e a República do Curdistão.

Enquanto o governo (alinhado ao EUA) de Bagdá compra sistemas avançados de armas dos EUA incluindo jatos de guerra F16 da empresa Lockheed Martin, o Estado Islâmico do Iraque e al-Sham — que está lutando contra as forças do governo iraquiano — é apoiado secretamente pela inteligência ocidental. O objetivo é projetar uma guerra civil no Iraque, na qual os dois lados são controlados indiretamente pelos EUA-OTAN.

O cenário é armá-los e equipá-los, dos dois lados, financiá-los com sistemas de armas avançados e então ‘deixar que lutem’…

Sob o estandarte de uma guerra civil, uma guerra secreta de agressão está sendo travada e essencialmente contribui para destruir profundamente um país inteiro, suas instituições, sua economia. A operação secreta é parte de uma agenda de inteligência, um projeto que consiste em transformar o Iraque em um território aberto.

Enquanto isso, a opinião pública é levada a acreditar que o que está em jogo é o confronto entre xiitas e sunitas. (Michel Chossudovsky, The Engineered Destruction and Political Fragmentation of Iraq. Towards the Creation of a US Sponsored Islamist Caliphate [A Projetada Destruição e Fragmentação Política do Iraque para a Criação de um Califado Islâmico Patrocinado pelos EUA], 14 de junho de 2014)

Matt Bors

Quadrinhos de Matt Bors: Barack Obama decide enviar 275 soldados para o Iraque. Clique na Imagem

Nós sabíamos muito antes do começo da guerra contra o terror que a Arábia Saudita era um grande patrocinador do terrorismo islâmico. Mas sendo um fiel aliado dos EUA, a Arábia Saudita é uma exceção à regra proclamada pelo então presidente George W. Bush depois dos ataques terroristas de 11 de setembro: “Nós não faremos distinções entre aqueles que cometeram esses atos e aqueles que os abrigam.”

O fato em questão é que eles sempre fazem distinção, especialmente quando se trata da Arábia Saudita. Apesar de seu apoio ao terrorismo ser reconhecido pela mídia de massa, esta ignora que o fato de os EUA estarem (indiretamente) apoiando entidades terroristas. Para completar, jornalistas da grande mídia nunca dizem a razão pela qual os EUA não estão reagindo ao apoio saudita dado aos terroristas. Os fatos são claros: os EUA estão patrocinando o terrorismo por meio de aliados como a Arábia Saudita e o Qatar. Se aqueles que moldam o discurso na grande mídia falham em ligar os pontos, é simplesmente porque eles não querem fazê-lo.

No Oriente Médio, a Arábia Saudita tem servido aos interesses dos EUA assim como aos seus próprios. A aliança entre os EUA e a Arábia Saudita mostra o desprezo que os EUA na verdade têm pela democracia. Só essa aliança já indica claramente que o objetivo da invasão dos EUA no Iraque não era trazer democracia e liberdade para os iraquianos. Para a Arábia Saudita, um Iraque democrático seria um pesadelo e uma ameaça à sua regra monárquica repressiva:

Desde a queda do regime de Saddam, em 2003, o regime saudita foi enfaticamente hostil ao Iraque. Isso largamente por causa do medo profundamente arraigado de que o sucesso da democracia no Iraque indubitavelmente inspiraria sua própria população. Outra razão é o ódio de raízes profundas — por parte do movimento religioso extremista Wahhabi Salafi, da Arábia Saudita — dirigido aos xiitas. O regime saudita também acusa [o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-] Maliki de dar carta branca ao Irã para intensificar dramaticamente sua influência no Iraque. O regime saudita nunca escondeu que a sua prioridade primordial é minar o que ele percebe como uma altamente perigosa e crescente influência iraniana.

Mesmo apesar de o regime saudita ter se oposto veementemente à saída dos EUA do Iraque, em dezembro de 2011, foi a Síria, e não o Irã, que se tornou o principal alvo da Arábia Saudita para uma mudança de regime. O regime saudita constantemente considerou o regime sírio de Bashar al-Assad um aliado insubstituível e estratégico de seu inimigo principal, o Irã. Os sauditas moveram-se rapidamente para apoiar os insurgentes armados por meio da implantação de seus serviços de inteligência, cujo papel instrumental em estabelecer a Jabhat Al-Nusra [como também é conhecida a Frente Al-Nusra] foi destacado em um relatório de inteligência divulgado em Paris em janeiro de 2013.

O regime saudita também usou sua enorme influência não apenas sobre os líderes tribais sunitas do Iraque ocidental, mas também sobre os membros sauditas do AQI, convencendo-o de que seu campo de batalha principal deveria ser a Síria e que seu objetivo final deveria ser depor o regime alauita de Bashar al-Assad, uma vez que sua queda partiria a espinha dorsal do governo xiita iraquiano e inevitavelmente afrouxaria as garras do Irã no Iraque. (Zayd Alisa, Resurgence of Al Qaeda in Iraq, Fuelled by Saudi Arabia [O Ressurgimento da Al Qaeda no Iraque, com o Combustível da Arábia Saudita], 3 de Março de 2014)

De Paul Bremer a John Negroponte

Wikicommons
Mas a peça mais importante do quebra-cabeça iraquiano é o apoio secreto de Washington a terroristas. Para entender melhor a violência sectária que está molestando o país hoje, nós precisamos entender o que os EUA fizeram durante a ocupação. 

 
Paul Bremer (FOTO À ESQUERDA), autor de My year in Iraq, the Struggle to Build a Future of Hope [“Meu ano no Iraque, a Luta para Construir um Futuro de Esperança], teve um papel importante enquanto foi governador civil do Iraque em 2003-2004. “Futuro esperançoso para quem?”, é possível perguntar ao dar uma olhada no que ele fez durante aquele ano. Certamente não para os iraquianos:

Quando Paul Bremer dissolveu as forças de segurança nacional e de polícia iraquianas, ele formou outras a partir de milícias sectárias e mercenárias que estavam apoiando e patrocinando a ocupação. Na verdade, a natureza de crimes hediondos cometidos por essas forças foi a motivação maior por trás da matança sectária violenta de 2006-2007.

De acordo com os protocolos da Convenção de Genebra, a ocupação representada por Bremer não apenas falhou em sua tarefa de proteger a população do país ocupado, mas também formou milícias e gangues armadas para ajudá-los a controlar o país.

Paul Bremer cometeu crimes contra a humanidade e um ato de limpeza e genocídio no Iraque ao alvejar milhares de civis inocentes por meio do Ministro do Interior e dos Comandos Especiais. (Prof. Souad N. Al-Azzawi, US Sponsored Commandos Responsible for Abducting, Torturing and Killing Iraqis. The Role of Paul Bremer [Os Comandos Patrocinados pelos EUA Responsáveis por Sequestrar, Torturar e Matar Iraquianos. O Papel de Paul Bremer], 4 de janeiro de 2014).

Em 2004-2005, o embaixador dos EUA John Negroponte continuou o trabalho de Bremer. Pela sua experiência em esmagar dissidências na América Central com a ajuda de esquadrões da morte sanguinolentos durante os anos 80, Negroponte era “o homem certo”.

Esquadrões da morte patrocinados pelos EUA foram recrutados no Iraque a partir de 2004-2005, em uma iniciativa lançada sob o comando do embaixador dos EUA John Negroponte, que foi despachado para Bagdá pelo Departamento de Estado dos EUA em junho de 2004…

Negroponte era o ‘homem certo’. Como embaixador dos EUA em Honduras de 1981 até 1985, Negroponte teve um papel-chave no apoio e supervisão dos contras [nome dado a diversos grupos insurgentes de oposição ao governo da Frente Sandinista de Libertação Nacional] nicaraguenses baseados em Honduras, assim como em supervisionar as atividades dos esquadrões da morte militares hondurenhos.

Em janeiro de 2005, o Pentágono confirmou que estava considerando: ‘formar esquadrões de ataque de lutadores curdos e xiitas para alvejar líderes da insurgência iraquiana [Resistência] em uma mudança estratégica emprestada da luta norte-americana contra as guerrilhas de esquerda na América Central 20 anos atrás’.

Sob a chamada ‘Opção de El Salvador’, as forças iraquianas e americanas seriam enviadas para matar ou assassinar líderes da insurgência, mesmo na Síria, onde acredita-se que alguns se abrigam…

Esquadrões de ataque seriam controversos e seriam provavelmente mantidos em segredo.

Enquanto o objetivo divulgado da ‘Opção Iraque Salvador’ era ‘remover a insurgência’, na prática, as brigadas do terror patrocinadas pelos EUA estavam envolvidas em matanças de rotina de civis com o objetivo de fomentar a violência sectária. Em troca, a CIA e o MI6 [serviço britânico de inteligência] estavam supervisionando unidades da ‘Al Qaida no Iraque’ envolvidas em assassinatos contra a população xiita. Importantes, os esquadrões da morte eram integrados e aconselhados por Forças Especiais dos EUA disfarçadas”.(Prof Michel Chossudovsky, Terrorism with a “Human Face”: The History of America’s Death Squads [Terrorismo com uma “Cara Humana”: A História dos Esquadrões de Morte dos Estados Unidos], 04 de janeiro de 2013)

Agora estão nos dizendo que o EIIL conseguiu colocar suas mãos em armas sofisticadas feitas pelos EUA. Não se engane. Essas armas não chegaram lá acidentalmente. Os EUA sabiam exatamente o que estavam fazendo quando armaram e fundaram a “oposição” na Líbia e na Síria. O que eles fizeram não foi idiotice. Eles sabiam o que iriam acontecer e é o que eles queriam. Alguns da mídia progressista falam sobre efeito bumerangue, quando um trunfo da inteligência se vira contra seus patrocinadores. Esqueça do efeito bumerangue. Se é isso que é, é um “efeito bumerangue” muito cuidadosamente planejado.

A Política Externa dos EUA. Falha, Estúpida ou Diabólica

Alguns argumentarão que a política externa dos EUA no Oriente Médio é um “fracasso”, que os políticos são “estúpidos”. Não é um fracasso e eles não são estúpidos. É isso que eles querem que você pense porque eles acham que você é estúpido.

O que está acontecendo agora foi planejado há muito tempo. A verdade é que a política externa dos EUA no Oriente Médio é diabólica, brutalmente repressiva, criminosa e antidemocrática. E o único jeito de sair dessa confusão sangrenta é “uma volta à lei”.

Existe apenas um único antídoto contra a “guerra civil’ que está agora dividindo o Iraque — e é uma volta à lei e uma convocação da justiça. A guerra iniciada pelos líderes do governo contra as pessoas do Iraque, em 2003, não foi um erro: foi um crime. E esses líderes deveriam prestar contas, na justiça, pelas suas decisões. (Inder Comar, Iraq: The US Sponsored Sectarian “Civil War” is a “War of Aggression”, The “Supreme International Crime” [Iraque: a “Guerra Civil” Sectária Patrocinada pelos EUA é uma “Guerra de Agressão”, o “Crime Supremo Internacional”], 18 de junho, 2014)

* Artigo originalmente publicado no Global Research 

‘Eu, o Direitista Raivoso’

26 jun

Eu não vou cumprimentar ninguém porque estou com raiva.

Então vamos direto.

Eu sou o DIRAI. O Diretista Raivoso.

Eu tenho raiva. Eu vivo da raiva. Eu morro de raiva.

Eu sou a raiva.

Odeio pobre.

Odeio negros.

Odeio cotas.

Odeio gays.

Odeio nordestinos.

Odeio comunistas.

Odeio petralhas.

Odeio esquerdopatas.

Odeio black blocs.

Odeio Cuba e Venezuela.

Odeio mais ainda o Brasil e os brasileiros.

Odeio o lulismo, o lulopetismo, o lulodilmismo, o bolivarianismo e o chavismo.

Odeio o socialismo.

Odeio ciclistas, ativistas, feministas.

Odeio o Bolsa Família, o Mais Médicos e todas as esmolas governamentais.

Odeio essencialmente tudo.

Amo algumas coisas, no intervalo de minhas sessões de ódio.

Amo a internet, porque me permite ir a sites e xingar, incógnito, as pessoas sem consequência nenhuma.

Amo trollar no G1 e no uol.

Amo a palavra mensaleiros.

Amo o Mainardi pai e o Mainardi filho.

Amo a Scheherazade, o Reinaldo de Azevedo, o Rodrigo Constantino, e comento sempre nos blogs dos dois últimos.

Amo o Lobão, amo o Gentilli, amo o Roger do Ultrage.

Amo, ainda mais, o Olavo de Carvalho, o pai de todos estes aí em cima, e carrego seu último livro como um mórmon carrega sua bíblia.

Amo a Veja.

Amo os militares, que trouxeram ordem e progresso ao Brasil quando o comunismo ateu rondava perigosamente o país.

Amo a tradição.

Amo justiceiros e justiçamentos.

Amo os cânceres que mataram o Chávez e quase mataram o Lula e a Dilma, e tenho a esperança de que no caso destes dois últimos o serviço ainda se complete.

Amo – acima de tudo – o ódio, o ódio, o ódio.

Paulo Nogueira
Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Chupa essa PIG:. Dilma sanciona Plano Nacional da Educação sem vetos

26 jun

A presidente Dilma Rousseff sancionou o PNE (Plano Nacional de Educação) na noite de ontem (25), segundo informações da assessoria de imprensa da Presidência da República. Ainda de acordo com a assessoria, a presidente não fez nenhum veto ao plano.

Uma edição extra do Diário Oficial da União deve circular na tarde de hoje (26) com o PNE sancionado. Uma coletiva de imprensa foi marcada para as 12h, no MEC (Ministério da Educação), para falar sobre o plano.

PNE foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados após três anos e meio de tramitação no Congresso. Entidades que atuam no setor educacional reivindicavam o veto de dois trechos do PNE: a destinação de parte dos 10% do PIB para programas desenvolvidos em parceria com instituições privadas e a bonificação às escolas que melhorarem o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

20 metas

O plano destina 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação e prevê que gastos com creches conveniadas e programas como o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e Prouni (Programa Universidade para Todos) entrem na conta. 

O PNE estabelece 20 metas e 253 estratégias para a educação a serem cumpridas nos próximos dez anos (a contar a partir da sanção presidencial). Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo, a valorização da carreira docente e o aumento de vagas no ensino superior, na educação técnica e na pós-graduação. Veja quais são as 20 metas do PNE.

No dia 28 de maio, a Câmara já havia aprovado o texto-base do plano, relatado pelo deputado Angelo Vanhoni (PT-PR). Em 3 de junho foram votados dois destaques, propostas que poderiam alterar o texto, mas que foram rejeitados. As discussões eram sobre a complementação da união do CAQ (Custo Aluno Qualidade) e a contabilização em parcerias e em isenção de impostos como investimento público.

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Saiba quais são as metas do PNE para a educação 20 fotos

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Meta 1 – Educação infantil: Garantir vaga na escola pública para todas as crianças de 4 e 5 anos até 2016, e para 50% das crianças de até 3 anos até 2020 Leia mais Leonardo Soares/UOL

Destaques da votação

O plenário rejeitou, por 269 votos a 118, o destaque apresentado pelo deputado Paulo Rubens Santiago (PDT-PE). A proposta previa a retirada do texto-base de programas como o Fies e Prouni na contabilização dos 10% do PIB.

“O destaque preserva a continuidade desses programas, mas não os incorpora na meta porque, se assim fizermos, haverá competição com as outras metas, com o financiamento do ensino público e da pesquisa acadêmica em universidade pública”, disse o deputado.

O texto originalmente aprovado pela Câmara previa que a parcela do PIB fosse destinada apenas para a educação pública. O plano, porém, foi alterado no Senado, que acrescentou o ponto que possibilitava a entrada na conta de recursos destinados a creches conveniadas e programas de bolsas e financiamento.

O segundo ponto de discussão entre os deputados foi o destaque apresentado pelo PMDB, que pretendia impedir que a União tivesse de complementar recursos para Estados, Distrito Federal e municípios se estes não atingirem o montante necessário ao cumprimento de padrões de qualidade na educação, conceituados como CAQi (Custo Aluno Qualidade inicial) e CAQ (Custo Aluno Qualidade).

Após um acordo entre líderes de partidos, o destaque foi rejeitado e o Governo Federal se compromete a complementar a verba para Estados e municípios.

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Escola de qualidade para todos: conheça os desafios da educação brasileira12 fotos

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MÁ FORMAÇÃO DOCENTE – Em 2013, 21,5% dos professores brasileiros que davam aulas nos anos finais do ensino fundamental (6° ao 9° ano) não fizeram ensino superior. Dos profissionais em sala de aula nessa fase de ensino, 35,4% não são habilitados para dar aula –ou seja, não fizeram licenciatura. No ensino médio, 22,1% dos professores brasileiros não fizeram licenciatura. São administradores, advogados ou profissionais com alguma formação de ensino superior que estão na escola dando aulas Leia mais A2 Fotografia

Avaliação do PNE

O PNE institui avaliações a cada dois anos para acompanhamento da implementação das metas. Essa fiscalização será feita pelo MEC, pelas comissões de Educação da Câmara e do Senado, pelo Conselho Nacional de Educação e pelo Fórum Nacional de Educação. Os dados serão publicados nos sites dessas instituições.

O projeto, no entanto, não fixa penalidades para os gestores que não cumprirem as metas estabelecidas. As punições serão definidas na proposta da chamada Lei de Responsabilidade Educacional (PL 7420/06 e apensados) que está sendo analisada na Câmara.

O texto estabelece prazo de um ano, a partir da vigência da nova lei, para que Estados, Distrito Federal e municípios elaborem seus planos de educação ou façam as adequações necessárias aos planos existentes para que eles fiquem de acordo com as metas do PNE. Esses documentos devem ser elaborados com a ampla participação da sociedade.

Vai e vem

PNE foi enviado pelo governo federal ao Congresso em 15 de dezembro de 2010 e só foi aprovado pela Câmara dos Deputados quase dois anos depois, em outubro de 2012, após ter recebido cerca de três mil emendas.

No Senado, o texto foi aprovado em plenário no dia 17 de dezembro de 2013. Em seguida, foi encaminhado para a Comissão Especial da Câmara, onde teve o texto-base aprovado em 22 de abril.

* Com informações da Agência Câmara de Notícias

Bem vindos a justiça burguesa !!!! por Fernando Freitas

26 jun

O cara é condenado ao regime semi aberto,

 

cumpre pena em regime fechado,

 

fora do municipio onde reside,

 

é cardiopata,

 

idoso e o STF,

 

nega o regime domiciliar por ainda não ter cumprido um sexto da pena,

 

mesmo esse um sexto ter sido extinto por ampla jurisprudencia do proprio

STF desde 99,

 

Bem vindos a justiça burguesa !!!!

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