Archive | julho, 2014

“PSDB é quadrilha organizada para vender o País. por Palméria Dória

30 jul

 

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Jornalista Palmério Dória diz que ex-presidente tem sorte de não sofrer mesmo destino de Carlos Menem e Alberto Fujimori, ex-presidentes que hoje estão presos

“Mensalão é pouco perto da emenda da reeleição”

1) Vamos comparar o mensalão à emenda da reeleição. Houve blindagem da imprensa ao presidente Fernando Henrique Cardoso? O sr. acha que o caso da emenda mereceria tanta repercussão quanto o mensalão?

É exatamente o inverso.O caso do mensalão é café pequeno perto da questão da emenda da reeleição, se pegarmos o volume de gente envolvida, as filas de parlamentares se vendendo, segundo diz Pedro Simon [senador pelo PMDB-RS], por exemplo. 

O mensalão está sendo reavaliado. O próprio Elio Gaspari [jornalista], em sua coluna, disse que, perto da história do propinoduto, o mensalão é café pequeno. Os números começam a aparecer. Sempre digo que os tucanos roubaram em um padrão galáctico.
Só computação quântica pode chegar perto dos valores que houve em São Paulo, na privatização — para comprar a reeleição de FHC, porque não dá para separar as coisas, é como suplemento de jornal, as coisas estão unidas e coesas.

2) Sobre o propinoduto, a imprensa sabia do escândalo do metrô de São Paulo e fingia que não sabia…

Guardou [a imprensa] como o quarto segredo de Fátima…

3) Então, quando a “IstoÉ” publicou o caso, inicialmente a imprensa tentou desacreditar a investigação, sugerindo que era uma coisa política. Depois, os veículos noticiaram, alguns até dando manchete, como se nada tivesse sido publicado antes sobre o caso. A questão do metrô de São Paulo é, de fato, uma grande corrupção?

Não é uma coisa nova. O começo dessa história é com a Tejofran [conglomerado da área de infraestrutura], uma espécie de “guarda-chuva” de Antônio Dias Felipe, sócio de Zuzinha [Mário Covas Neto, filho do ex-governador de São Paulo Mario Covas, morto em 2001] e compadre do ex-governador Mário Covas. A Tejofran “garfava” mil contratos e depois terceirizava. No livro há o caso Siemens, o momento exato em que Renan Calheiros [senador pelo PMDB-AL) sai disparando do governo FHC, dizendo que Zuzinha era “a chuva ácida que iria erodir a biografia de Mário Covas”.

Todo esse escândalo remonta àquela época. Naquele período o jogo foi armado, os contratos todos. Em meu livro há o começo do caso Siemens e foi quando se rasgou a fantasia em torno da figura santificada de Covas. A Tejofran tem contrato de pedágio, passaporte, trem, tudo, enfim, é mesmo um guarda-chuva. Pegam os contratos e depois os distribuem. Acho que a origem do propinoduto está aí. Depois, aparece essa questão da imprensa. Precisou que a “IstoÉ” lançasse mil denúncias terríveis para que as pessoas vessem e reconhecessem. É o que eu digo: os tucanos são imbatíveis no quesito “roubalheira”.

Não estou dizendo que é lícito, porque todo roubo é roubo. Mas quando se compara o apartamento de R$ 20 milhões de Antonio Palocci [ex-ministro do Planejamento no governo Lula] a tudo isso que o PSDB protagonizou vê-se que há outra escala de roubo. No caso do campo de Libra dá para perceber. Não se pode comparar privataria a partilha. No caso de Libra, não estou vendo nenhum ladrão desse padrão planetário — daquele que domina paraíso fiscal, domina offshore etc. —, gângster mesmo. É claro que dá certa tristeza ver em um leilão desses alguém como Edison Lobão [ministro das Minas e Energia], mas sabemos que não é ele quem decide, que há alguém por trás dele. No tempo do PSDB no governo, era uma quadrilha organizada para vender o País. E venderam. No caso da Petrobrás, por exemplo, só não venderam o “mastro”, mas todas as condições para enfraquecer a empresa, para torná-la vulnerável, vem daquela época.

4) Mas e a compra daquela usina nos Estados Unidos por Sergio Gabrielli [ex-presidente da Petrobrás], o sr. não vê problema?

Sim, vejo um problema sério, mas gostaria de me ater ao livro, até porque eu não sou especialista em petróleo. O entrevistado principal do livro na questão de petróleo é Fernando Siqueira, que conta passo a passo como foi a tomada da estatal. FHC, já como ministro da Fazenda de Itamar Franco, cortou 52% do orçamento da Petrobrás, para já dizer a que tinha vindo.

5) Já era a preparação para a privatização?

Quando FHC entrou, a Petrobrás tinha 5 mil fornecedores. Foram desindustrializando e fatiando a empresa para vender. Queriam criar unidades para ir privatizando uma a uma. Foi naquela época também que houve a quebra do monopólio. Siqueira diz mais ainda: que Lula e Dilma Rousseff “amarelaram”, na questão do leilão [do campo de Libra], abriram as pernas mesmo. São forças terríveis, estamos falando de geopolítica, é jogo pesado internacional.

O jornalista Mauro Santayana diz, com todas as letras, que o Brasil, se tem uma riqueza desse tipo, já deveria ter todo um aparato para defendê-la, com Forças Armadas, caças etc. Mas FHC vendeu até a segurança nacional, ao assinar o tratado de não proliferação e, de cara, já beneficiou os americanos, com o Sivam [Sistema de Vigilância da Amazônia] passado à empresa Raytheon, dos EUA. Venderam o espaço aéreo. Toda a fragilidade da Petrobrás hoje advém disso tudo, como diz também Mauro Santayana.

6) Do ponto de vista político, quais são os principais beneficiados com esse negócio de privatização?

Só o fato de não ter americanos na partilha, já é uma coisa fantástica, mas as pessoas reclamam dos chineses. Só que os chineses nunca tentaram nos invadir; os americanos, em 1964, estavam prontos para invadir o País se houvesse reação ao golpe. Tem um ponto interesse, que está na entrevista com o Guilherme Estrela à “Folha de S. Paulo”, quando ele conversou com a Graça Foster, dizendo que em 2015 a Petrobrás estaria preparada para fazer a exploração do pré-sal sozinha. A Dilma chegou a falar que seria um crime privatizar o pré-sal — e veja que não estou confundindo privataria com concessão ou partilha.

Mas pense bem: em 2014 teremos eleição. Já pensou essa riqueza na mão dos tucanos, a festa que seria? Temos de ponderar isso, as urnas estão vindo já e a Dilma pode ganhar ou perder, como todos os outros três candidatos. Nisso estou considerando candidatos Eduar­do Campos (PSB), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB). E quem eles representam? A Marina está andando a tiracolo com André Lara Resende [economista com PhD pela Uni­ver­sidade de Massachusetts (EUA)].

Ela ainda falou que é capaz de fazer “gestos teatrais” — as palavras são dela — para devolver o País ao chamado ajuste, que envolve arrocho salarial, de­semprego e outras questões. Aécio está fazendo aquela mes­ma entrega a domicílio nos Es­tados Unidos. Ele foi a Nova York e fez o mesmo discurso de FHC quando foi eleito, entregando o País aos piratas.
Já Eduardo Campos fala de ajustes fiscais parecendo falar que vai fazer justiça com as próprias mãos.
Nisso aí, a turma de FHC está, na verdade, com as três candidaturas. É um jogo pesadíssimo.
Imagine, então, eles ganhando a eleição. Aí, em 2015 a parada é outra.

Se você se lembra, David Zylbersztajn [primeiro diretor-geral da então recém-criada Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 1998, liderou a quebra do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo no Brasil], vendeu uma parte de Libra por R$ 250 mil, ou coisa assim. Isso não esteve nas mãos dos tucanos, só que eles não sabiam disso.

Aliás, hoje nem teria a Petrobrax, não haveria nada, porque ela é para vender a Petrobrás, e isso eu não vi em nenhum lugar até agora.

Já estaria vendida a Petrobrás inteira, o Banco do Brasil, a Caixa Econô­mica, porque a briga toda de hoje em dia é questão de juros. Todos os candidatos estão vindo com a história de subir os juros no nível do mandato do FHC, porque eles não aguentam essa inclusão.

Eles odeiam o Bolsa Família, como odeiam a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. E eu estou falando do mais perigoso deles, que está voltando com Eduardo Campos, que é Jorge Bornhausen [ex-presidente do DEM, hoje sem partido]. ACM [Antonio Carlos Magalhães, ex-governador, senador pela Bahia e uma das maiores lideranças da direita no País, morto em 2007] não é nada perto dele.

7 ) Mas eu falava sobre as pessoas beneficiadas pela privatização. Quando houve a privatização da telefonia, Carlos Jereissati, que é irmão de Tasso Jereissati [PSDB, ex-governador do Ceará] foi o maior beneficiado. Ou seja, teve também grupos políticos beneficiados, não?

Sem a menor dúvida. Agora, naquele caso houveram os grampos telefônicos. De 54 fitas, foram transcritas 2 ou 3. O esquema ali era de assalto, mas a imprensa sempre tratou essas questões como um desvio, como um caso policial, nunca enfrentaram esse assunto como gangue. O governo do Fernando Henrique Cardoso nunca foi tratado como um enorme esquema de formação de quadrilha. Eram vistos como casos isolados, como um “desvio de conduta”.
Essa esquema só houve nesse período na história do Brasil. É possível que o Fernando I [Fernando Collor de Mello, presidente de 1990 a 1992, quando sofreu impeachment] talvez tivesse vontade ou pudesse armar uma coisa parecida, mas não deu tempo. Mas o Fernando II [FHC] conseguiu armar um esquema de roubo. A organização criminosa aconteceu para lesar e vender o País durante o período FHC.

O Carlos Jereissati é o Anastasio Somoza [Anastasio Somoza Debayle, ditador que presidiu a Nicarágua de 1967 a 1979, seguindo uma dinastia de ditadores de sua família desde 1936] do Ceará. Sua família tem um Estado. O Ceará é uma holding dos Jereissati, mas isso nunca sai na imprensa, exceto por Sebastião Nery, que, inclusive, usou esse termo “holding”. São sujeitos que dão pistas para se fazer matérias impressionantes sobre organizações criminosas, mas a imprensa não faz isso.

Você já viu em algum lugar uma investigação séria sobre a Rádio Arco-Íris, de Aécio Neves? Sobre os aviões em que ele circula pelo Brasil? Sobre o poder que ele exerce sobre a imprensa mineira, que não publica nada? Sobre a irmã dele, que é, de fato, quem manda? Nunca houve matérias completas sobre isso.

8) Euler de França Belém — A principal resposta do PSDB quanto às privatizações é que, por exemplo, a qualidade dos serviços de telefonia melhorou. Como o sr. vê essa justificativa?

Você inclusive falou sobre isso ao escrever sobre o livro, sobre os R$ 21 bilhões investidos na Telebrás às vésperas do leilão. Como você vai vender uma coisa quando se investe um valor exorbitante desses e dá de presente para o comprador? Hoje em dia isso é falso, porque nós pagamos uma das maiores tarifas telefônicas do mundo. Isso é uma lenda, uma lorota.
A revolução do sistema de telefonia teria de qualquer jeito, foi uma estupidez político-estratégica, em sentido mais amplo, o Brasil não ganhou nada com isso, a revolução aconteceria de qualquer maneira. Foi um roubo incomensurável, inquestionavelmente uma roubalheira.
Quando você fala de privatização, esse livro não trata de privatização, mas, sim, de privataria, que é outra coisa.

O leilão da Petrobrás, por exemplo, foi feito em cima de pressões terríveis. Essas são jogadas internacionais, não dá para pegar em apenas um detalhe, como no caso da telefonia. O livro mostra as perversidades. Para fazê-lo, nós fomos às periferias de São Paulo para conviver com o povo, para ver qual a tarifa de luz, para descobrir como alguém com salário mínimo paga R$ 500 de luz.
Há pessoas querendo se suicidar por causa das dívidas pendentes. É só entrar na periferia para ver isso. A telefonia é a mesma coisa. Ampliou-se o papo furado, a maioria das pessoas usa os pré-pagos e ainda pagam tarifas espantosas para esses grupos. Enfim, a roubalheira continua, eu não sei como se estrutura isso, talvez seja tarefa para um outro livro.

Um dos capítulos do livro mais esclarecedores sobre as desmontagens de bancos com caixa, foi quando fizemos uma “entrevista mediúnica” com Aloysio Biondi. Tentamos trocar em miúdos o que foi essa roubalheira. Esse capítulo deixa claro que não dá para comparar o que aconteceu naquela época, de quase 10 anos de tucanato, ao que acontece agora. E não estou sendo benevolente com o que está acontecendo agora.

9) Cezar Santos — Mas fica parecendo isso: que o sr. sataniza muito um período para “angelizar” o outro — no caso, o período atual, sendo que as evidências estão aí. Por mais que a gente tenha de desconfiar de uma mídia que passa mensagens interessadas, a corrupção desse governo é muito evidente. Ou não?

Eu vejo, sim, o que acontece. Mas eu não estou tratando disso no livro, tanto que o título inicial pensado seria “Honoráveis Bandidos 2” — nem usaríamos o termo “privataria” na capa, isso foi uma decisão tomada na sequência. Se nós queremos pegar uma época, temos de nos situar em tal época. Como já disse, acho que Lula já foi “contemplado” com muitos livros, enquanto não havia nenhum do período FHC.

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LULA: BRASIL É PAÍS QUE DÁ MAIS LUCRO AO SANTANDER

29 jul

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Em discurso na 14º plenária da Central Única dos Trabalhadores, o ex-presidente Lula disse que “não tem lugar no mundo onde o Santander esteja ganhando mais dinheiro que no Brasil”; segundo ele, a responsável pelo informe que prevê um cenário econômico negativo para o país caso a presidente Dilma seja reeleita “não entende porra nenhuma de Brasil” e cobrou sua demissão a Emilio Botin, presidente do grupo; para o petista, o governo federal não “vai jogar fora a confiança” que o país conquistou nos últimos anos

247O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta segunda-feira (28) o informe produzido pelo Banco Santander que prevê um cenário econômico negativo para o país caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita.

Segundo ele, “não tem lugar no mundo onde o Santander esteja ganhando mais dinheiro que no Brasil”. “Aqui no Brasil o Santander ganha mais que em Nova York, Londres, Pequim, Paris, Madri e Barcelona”, disse durante a cerimônia de abertura da 14 Plenária Estatutária da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Para Lula, a responsável pelo texto enviado a clientes da instituição “não entende porra nenhuma de Brasil” e questionou ainda o fato de ter chegado a um cargo de chefia.

“Botin, é o seguinte querido. Eu tenho consciência de que não foi você que falou, mas essa moça tua que falou não entende porra nenhuma de Brasil e não entende nada de governo Dilma. Manter uma mulher dessa em um cargo de chefia? Pode mandar embora”, disse o ex-presidente.

Para o petista, o governo federal não “vai jogar fora a confiança” que o país conquistou nos últimos anos. Ele também lembrou que o mesmo temor de danos à economia apareceu durante sua campanha à Presidência e que o mesmo Botin foi ao seu comitê para dizer que o mercado, na verdade, “não tinha nenhuma preocupação.” “As pessoas diziam que os banqueiros não iam fazer investimentos, que o mercado ia correr. E ele fez um discurso dizendo que o mercado não tinha nenhuma preocupação e ia continuar investindo no Brasil porque sabia da nossa responsabilidade”, concluiu Lula.

Ele afirmou que há investidores que falam mal do governo federal para terem lucro e “inventam mentiras contra outras pessoas”.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/148259/Lula-Brasil-%C3%A9-pa%C3%ADs-que-d%C3%A1-mais-lucro-ao-Santander.htm

Grandes mudanças à vista :. Alemanha pede para entrar no BRICS

27 jul

Alemanha pede para entrar no BRICS e vai sair da União Europeia – OTAN totalmente controlada por Illuminati, Sionistas, Bilderberg, etc… (grandes mudanças na forja…)

Um novo relatório preparado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (Ministry Of Foreign Affairs-MoFA) da Rússia que circulou no Kremlin hoje afirma que o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha (Federal Foreign Office-FFO) contatou Moscou  nesta semana solicitando sua adesão acelerada e em curto prazo à comunidade econômica chamada por BRICS, na medida em que a Alemanha planeja deixar a União Europeia (UE), um movimento que se efetivado pode “significar a ruína“ para o regime que controla os EUA e Obama e o seu “sonho do império” analisaram especialistas russos“.

Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@gmail.com

Alemanha pede para entrar no BRICS imediatamente e vai sair da União Europeia-OTAN totalmente controlada por Illuminati, Sionistas, Bilderberg, etc… (grandes mudanças na forja…)

Fonte: http://www.whatdoesitmean.com

Rússia, Moscou, 23 de julho de 2014

BRICS é a sigla para uma associação de cinco grandes economias nacionais emergentes: o Brasil, Rússia, a Índia, China e África do Sul a partir de 2013, os cinco países do Brics representam hoje quase 3 bilhões de habitantes e consumidores, com um PIB nominal combinado de US$ 16,039 trilhões de dólares e reservas internacionais combinadas estimadas em US$ 4 trilhões.   A partir de 2014, as cinco nações do BRICS passaram a representar cerca de 18 por cento de toda a economia mundial.

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Se opondo aos BRICS existe um sistema financeiro global organizado pelo Ocidente e dominado pelos controladores dos EUA que escraviza e obriga as nações a conduzir seus negócios internacionais utilizando o combalido dólar, a moeda corrente dos EUA, tornando suas economias fragilizadas de acordo com os ventos da política (de controle e criação de crises) trabalhada em Washington, DC, em Londres e pelos grandes bancos em Wall Strett de New York.

Os países do Ocidente cederam muita influência e poder para instituições como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional de má vontade, e para os países membros do BRICS, o sistema financeiro internacional de hoje está fora de contato com a mudança dos tempos, e mal adaptado para suportar os altos e baixos de máquina de manipulação e controle de pseudos titãs econômicos (EUA e Inglaterra)

De acordo com este relatório, a Alemanha tornou-se “alarmada” esta semana depois que o regime que controla o gabinete de Obama ordenou a UE a  que “ignorasse e não comentasse” as provas fornecidas pela Rússia relativas ao fatídico vôo MH17 da Malaysia Airlines abatido com um míssil sobre a Ucrânia na semana passada, provando que foi uma “ação deliberada” ordenada por funcionários do governo fantoche de Kiev com o envolvimento da CIA, para jogar a culpa na Rússia e criar uma nova e grave crise entre ocidente/oriente.

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Fontes de inteligência alemães, este relatório continua, confirmaram a avaliação do seu homólogo dos EUA de que a Rússia não teve nenhum envolvimento com a derrubada da aeronave e ainda confirmaram que o caso do regime de Obama usando vídeos do YouTube e tweets para culpar a Rússia está  sendo “desvendado como uma piada” sob o aumento da percepção de que a evidência obtida pelas mídias sociais é duvidosa e essencialmente tudo que existe apenas como evidência.

Mais contundentes sobre as acusações do regime que controla o marionete Obama contra a Rússia relativas à derrubada de voo MH-17, este relatório diz, foram as confirmações de inteligência alemã de que estes mesmos vídeos e tweets do YouTube que procuram provar o envolvimento russo comprovadamente foram “manipulados“ e, em vez disso, provaram que na realidade as forças militares ucranianas eram os culpados pela derrubada do avião.

Importante de se notar, é que a Alemanha, já tendo ciência do confronto entre o regime de Obama e a Rússia, havia secretamente planejado se juntar ao bloco econômico das nações dos países do BRICS em 2011, quando seu Bundesbank (o Banco Central da Alemanha) exigiu uma repatriação completa de toda sua reserva de ouro em lingotes no valor de US$ 141 bilhões de dólares de ouro da Alemanha depositados na Reserva Federal dos EUA, em New York, onde ele deveria estar armazenado.

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Em 24 de Junho de 2014, este relatório continua, a Alemanha foi forçada a desistir de seu plano para repatriar seu ouro dos EUA após ser informada pelo regime que controla os EUA e o gabinete de Obama que a Alemanha só iria pegar o seu ouro de volta dali a MAIS sete anos, demostrando claramente que o nefasto cartel bancário dos EUA desapareceu com o precioso metal que tinha sido confiado a salvaguardar em seus cofres (mais um enorme roubo descarado).

Na luta contra os controladores dos EUA e do governo de Obama, no entanto, diz este relatório, a Alemanha reteve marcos sem efetuar conversão em Euros em torno de US 13 bilhões, em sua antiga moeda o Deutsche Marks, e desde 2011 tiveram suas prensas trabalhando horas extras imprimindo mais.

Fazer a mudança da Alemanha para integrar os BRICS e se afastando para bem longe do regime (Illuminati, Sionistas, Bilderberg, Monarquias, etc) que controla os EUA, o governo de Obama e países da Europa, se tornou  ainda mais urgente, o relatório adverte, pois a Alemanha teme que os EUA estão planejando um ataque ao Bundesbank (Banco Central da Alemanha) semelhante ao feito sobre o maior banco da França, o BNP Paribas, que foi punido com uma multa “legal” pelos EUA em US$ 9 bilhões depois que a França se recusou a cancelar embarque para a Rússia do navio de guerra Mistral. Esse fato prontamente levou o presidente do Banque de France (French National Bank ) Christian Noyer para advertir que “os dias do dólar dos EUA como moeda de reserva internacional estão contados“.

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Concordando com Noyer, este relatório diz, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que afirmou na semana passada no início da sexta Reunião de Cúpula dos países BRICS, realizada na aprazível cidade nordestina de Fortaleza, que as cinco grandes economias emergentes dos países BRICS” estão se movendo em direção a uma nova arquitetura financeira global“; uma estrutura econômica do tipo que a Alemanha precisa desesperadamente por causa do “efeito bumerangue” causado pelassanções que o (des)governo dos EUA e Obama decretam que devam ser impostas sobre a Rússia, pois que tais fatos estão começando a destruir a economia da Alemanha e demais países da Europa.

Igualmente crítica é a situação de espionagem efetuada pelos EUA no país e descoberta pelo governo da Alemanha, que é mais um motivo de afastamentos desse país e aproximação para juntar-se aos BRICS, diz este relatório, pois a CIA tinha uma rede de espionagem que foi descoberta espionando oficiais alemães de topo causando que a Alemanha ordenasse que o chefe da CIA em Berlim fosse expulso em mais um incidente diplomático grave nas relações entre os dois países.

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A Alemanha esta tão alarmada contra o regime de espionagem das agências norte americanas sobre eles, disseram especialistas em inteligência russos neste relatório, que os seus altos funcionários do governo federal e estadual são agora obrigados a guardar-desligar os seus smartphones e computadores tablet quando as discussões sensíveis ocorrem, e as vendas de máquinas de escrever agora estão resurgindo na Alemanha também como fruto do medo de que a espionagem da CIA / NSA estão forçando até mesmo o mais comum das pessoas para manter seus dados, contatos e rotinas diárias a salvo da bisbilhotagem dos agentes norte americanos.

No entanto, em uma recente pesquisa de opinião realizada, se descobriu que a maioria do povo norte americano não está prestando a menor atenção para a propaganda de guerra saindo de Washington … Mais uma ignorância deliberada que com certeza vai custar caro, mais cedo do que mais tarde para todo o (ignorante da manipulação) povo dos EUA.

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Em 23 de julho, 2014 © UE e dos EUA todos os direitos reservados. Permissão para usar este relatório em sua totalidade é concedida sob a condição de que está ligado de volta para sua fonte original na WhatDoesItMean.Com. Freebase conteúdo licenciado sob CC-BY e GFDL.

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Dizem que existem três tipos de pessoas no mundo:

  1. Aquelas que fazem as coisas acontecerem;
  2. Aquelas que observam as coisas acontecerem e
  3. Aquelas que ficam se perguntando o que aconteceu????
A vasta maioria da humanidade encontra-se nas duas últimas categorias. A maioria tem “olhos para ver”, mas não enxerga o que está acontecendo. A maioria tem “ouvidos para ouvir”, mas não compreende o que está acontecendo: “LOCAL, NACIONAL ou INTERNACIONALMENTE.”  

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Saiba MUITO mais acessando:

  1. http://thoth3126.com.br/voo-mh17-derrubado-para-gerar-crise-com-a-russia/
  2. http://thoth3126.com.br/os-anjos-caidos-the-watchers-os-vigilantes/
  3. http://thoth3126.com.br/grande-midia-7-pecados-que-eles-nao-querem-que-voce-saiba/
  4. http://thoth3126.com.br/grupo-bilderberg-misterios-e-controle-alienigena/
  5. http://thoth3126.com.br/reptilianos-mais-informacoes/
  6. http://thoth3126.com.br/illuminati-revelacoes-de-um-membro-no-topo-da-elite-explosivo/
  7. http://thoth3126.com.br/o-governo-oculto-secreto-nos-eua-ii/
  8. http://thoth3126.com.br/profecia-maya-pos-2012-o-fim-do-mundo-e-um-apocalipse-made-in-eua/
  9. http://thoth3126.com.br/banco-dos-brics-lanca-desafio-ao-predominio-financeiro-dos-eua/
  10. http://thoth3126.com.br/midia-dos-eua-as-6-corporacoes-que-controlam-a-informacao/

 

thoth-escribawww.thoth3126.com.br

Wikileaks: organização financiada pelos EUA treina oposicionistas pelo mundo

22 jul
Análise da Canvas sobre a Venezuela, onde a oposição começou a ser treinada em 2005: “Há uma forte tendência presidencialista. Como podemos mudar isso?”

No canto superior do documento, um punho cerrado estampa a marca da organização. No corpo do texto se lê: “Há uma tendência presidencialista forte na Venezuela. Como podemos mudar isso? Como podemos trabalhar isso?”. Mais abaixo, o leitor encontra as seguintes frases: “Economia: o petróleo é da Venezuela, não do governo. É o seu dinheiro, é o seu direito… A mensagem precisa ser adaptada para os jovens, não só para estudantes universitários… E as mães, o que querem? Controle da lei, a polícia agindo sob autoridades locais. Nós iremos prover os recursos necessários para isso”.

Agência Efe

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Análise da Canvas sobre a Venezuela: “Há uma forte tendência presidencialista na Venezuela. Como podemos mudar isso?”

 

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O texto citado não está em espanhol nem foi escrito por algum membro da oposição venezuelana. O material, em inglês, foi produzido por um grupo de jovens baseados na Sérvia. O documento “Análise da situação na Venezuela, Janeiro de 2010”, feito pela organização Canvas, cuja sede fica em Belgrado, está entre os documentos da empresa de inteligência Stratfor vazados pelo Wikileaks.

O último vazamento do Wikileaks – ao qual a Pública teve acesso – mostra que o fundador desta organização se correspondia sempre com os analistas da Stratfor, empresa que mistura jornalismo, análise política e métodos de espionagem para vender “análise de inteligência” a clientes que incluem corporações como a Lockheed Martin, Raytheon, Coca-Cola e Dow Chemical – para quem monitorava as atividades de ambientalistas que se opunham a elas – além da Marinha americana.

O Canvas ( “The Center for Applied Nonviolent Action and Strategies” sigla em inglês para “centro para conflito e estratégias não-violentas”) foi fundado por dois líderes estudantis da Sérvia, que participaram da queda de Slobodan Milosevic em 2000. Durante dois anos, os estudantes organizaram protestos. Depois, juntaram o cabedal de conhecimento em manuais e começaram a dar aulas a grupos oposicionistas de diversos países sobre como se organizar para derrotar o governo. Foi assim que chegaram à Venezuela, onde começaram a treinar líderes da oposição em 2005. Em seu programa de TV, o presidente Hugo Chávez acusou o grupo de golpista e de estar a serviço dos Estados Unidos. “É o chamado golpe suave”, disse.

Os novos documentos analisados pela Pública mostram que se Chávez não estava totalmente certo – mas também não estava totalmente errado.

O começo, na Sérvia

“Foram dez anos de organização estudantil durante os anos 90”, diz Ivan Marovic, um dos estudantes que participaram dos protestos contra Milosevic. “No final, o apoio do exterior finalmente veio. Seria bobo eu negar isso. Eles tiveram um papel importante na etapa final. Sim, os EUA deram dinheiro, mas todo mundo deu dinheiro: alemães, franceses, espanhóis, italianos. Todos estavam colaborando porque ninguém mais apoiava o Milosevic”, disse ele em entrevista à Pública.

“Dependendo do país, eles doavam de um determinado jeito. Os norte-americanos têm um ‘braço’ formado por ONGs muito ativo no apoio a certos grupos. Ooutros países, como a Espanha, não têm e nos apoiavam através do Ministério do Exterior”.  Entre as ONGs citadas por Marovic estão o NED (National Endowment for Democracy), uma organização financiada pelo Congresso norte-americano, a Freedom  House e o International Republican Institute, ligado ao partido republicano – ambos contam polpudos financiamentos da USAID, a agência de desenvolvimento que capitaneou movimentos golpistas na América Latina nos anos 60, inclusive no Brasil.

Natalia Viana/Agência Pública

Para o Blog

Marovij: “É impossível  exportar uma revolução. O mais importante para uma mudança bem-sucedida é ter a maioria do povo ao seu lado”

 

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Todas essas ONGs são velhas conhecidas dos governos latinoamericanos, incluindo os mais recentes. Foi o IRI, por exemplo, que ministrou “cursos de treinamento político” para 600 líderes da oposição haitiana na República Dominicana em 2002 e 2003. O golpe contra Jean-Baptiste Aristide, presidente democraticamente eleito, aconteceu em 2004. Investigado pelo Congresso, o IRI foi acusado de estar por trás de duas organizações que conspiraram para derrubar Aristide.

Na Venezuela, o NED enviou US$ 877 mil para grupos de oposição nos meses anteriores ao golpe de Estado fracassado em 2002, segundo revelou o The New York Times. Na Bolívia, de acordo com documentos do governo norte-americano obtidos pelo jornalista Jeremy Bigwood, parceiro da Pública, a USAID manteve um “Escritório para Iniciativas de Transição”, que investiu US$ 97 milhões em projetos de “descentralização” e “autonomias regionais” desde 2002, fortalecendo os governos estaduais que se opõem a Evo Morales.

Procurado pela Pública, o líder do Canvas, Srdja Popovic, disse que a organização não recebe fundos governamentais de nenhum país e que seu maior financiador é o empresário sérvio Slobodan Djinovic, que também foi líder estudantil. Porém, um PowerPoint de apresentação da organização, vazado pelo Wikileaks, aponta como parceiros do Canvas o IRI e a Freedom House, que recebem vultosas quantias da USAID.

Para o pesquisador Mark Weisbrot, do instituto Center for Economic and Policy Research, de Washington, organizações como a IRI e Freedom House não estão promovendo a democracia. “Na maior parte do tempo, estão promovendo exatamente o oposto. Geralmente promovem as políticas norte-americanas em outros países, e isto significa oposição a governos de esquerda, por exemplo, ou a governos dos quais os EUA não gostam”.

Fase dois: da Bolívia ao Egito

Vista através do mesmo PowerPoint de apresentação, a atuação do Canvas impressiona. Entre 2002 e 2009, realizou 106 workshops, alcançando 1800 participantes de 59 países. Nem todos são desafetos dos EUA – o Canvas treinou ativistas por exemplo na Espanha, no Marrocos e no Azerbaijão – mas a lista inclui outros: Cuba, Venezuela, Bolívia, Zimbábue, Bielorrússia, Coreia do Norte, Siria e Irã.

Segundo o próprio Canvas, sua atuação foi importante em todas as chamadas “revoluções coloridas” que se espalharam por ex-países da União Soviética nos anos 2000. O documento aponta como “casos bem sucedidos” a transferência de conhecimento para o movimento Kmara em 2003 na Geórgia, grupo que lançou a Revolução das Rosas e derrubou o presidente; uma ajudinha para a Revolução Laranja, em 2004, na Ucrânia; treinamento de grupos que fizeram a Revolução dos Cedros em 2005, no Líbano; diversos projetos com ONGs no Zimbabue e a coalizão de oposição a Robert Mugabe; treinamento de ativistas do Vietnã, Tibete e Burma, além de projetos na Síria e no Iraque com “grupos pró-democracia”. E, na Bolívia, “preparação das eleições de 2009 com grupos de Santa Cruz” – conhecidos como o mais ferrenho grupo de adversários de Evo Morales.

Até 2009, o principal manual do grupo, “Luta não violenta – 50 pontos cruciais” já havia sido traduzido para 5 línguas, incluindo o árabe e o farsi. Um das ações do Canvas que ganhou maior visibilidade foi o treinamento de uma liderança do movimento 6 de Abril, considerado o embrião da primavera egípcia. O movimento começou a ser organizado pelo Facebook para protestar em solidariedade a trabalhadores têxteis da cidade de Mahalla al Kubra, no Delta do Nilo. Foi a primeira vez que a rede social foi usada para este fim no Egito. Em meados de 2009, Mohammed Adel, um dos líderes do 6 de Abril viajou até Belgrado para ser treinado por Popovic.

Nos emails aos analistas da Stratfor, Popovic se gaba de manter relações com os líderes daquele movimento, em especial com Mohammed Adel – que se tornou uma das principais fontes de informação a respeito do levante no Egito em 2011. Na comunicação interna da Stratfor, ele é mencionado sob o codinome RS501.

 

“Acabamos de falar com alguns dos nossos amigos no Egito e descobrimos algumas coisas”, informa ele no dia 27 de janeiro de 2011. “Amanhã a Irmadade Muçulmana irá levar sua força às ruas, então pode ser ainda mais dramático… Nós obtivemos informações melhores sobre estes grupos e como eles têm se organizado nos últimos dias, mas ainda estamos tentando mapeá-los”.
Documentos da Stratfor

Os documentos vazados pelo Wikileaks mostram que o Canvas age de maneira menos independente do que deseja aparentar. Em pelo menos duas ocasiões, Srdja Popovic contou por email ter participado de reuniões no National Securiy Council, o conselho de segurança do governo norte-americano.

A primeira reunião mencionada aconteceu no dia 18 de dezembro de 2009 e o tema em pauta era Russia e a Geórgia. Na época, integrava o NSC o “grande amigo” de Popovic – nas suas próprias palavras – o conselheiro sênior de Obama para a Rússia, Michael McFaul, que hoje é embaixador americano naquele país.

No mesmo encontro, segundo Popovic relatou mais tarde, tratou-se do financiamento de oposicionistas no Irã através de grupos pró-democracia, tema de especial interesse para ele. “A política para o Irã é feita no NSC por Dennis Ross. Há uma função crescent sobre o Irã no Departamento de Estado sob o Secretário Assistente John Limbert. As verbas para programas pró-democracia no Irã aumentaram de US$ 1,5 milhão em 2004 para US$ 60 milhões em 2008 (…) Depois de 12 de junho de 2009, o NSC decidiu neutralizar os efeitos dos programas existentes, que começaram com Bush. Aparentemente a lógica era que os EUA não queriam ser vistos tentando interferir na política interna do Irã. Os EUA não querem dar ao regime iraniano uma desculpa para rejeitar as negociações sobre o programa nuclear”, reclama o sérvio, para quem o governo Obama estaria agindo como “um elefante numa loja de louça” com a nova política. “Como resultado, o Iran Human Rights Documentation Center, Freedom House, IFES e IRI tiveram seus pedidos de recursos rejeitados”, descreve em um email no início de janeiro de 2010.

A outra reunião de Popovic no NSC teria ocorrido às 17 horas do dia 27 de julho de 2011, conforme Popovic relatou à analista Reva Bhalla. “Esses caras são impressionantes”, comentou, em um email entusiasmado, o analista da Stratfor para o leste europeu, Marko Papic. “Eles abrem uma lojinha em um país e tentam derrubar o governo. Quando bem usados são uma arma mais poderosa que um batalhão de combate da força aérea”.

Marko explica aos seus colegas da Stratfor que o Canvas – nas suas palavras, um grupo tipo “exporte-uma-revolução” –  “ainda depende do financiamento dos EUA e basicamente roda o mundo tentando derrubar ditadores e governos autocráticos (aqueles de quem os EUA não gostam)”. O primeiro contato com o líder do grupo, que se tornaria sua fonte contumaz, se deu em 2007. “Desde então eles têm passado inteligência sobre a Venezuela, a Georgia, a Sérvia, etc”.

Em todos os emails, Popovic demonstra grande interesse em trocar informações com a Strtafor, a quem chama de “CIA de Austin”. Para isso, vale-se dos seus contatos entre ativistas em diferentes países. Além de manter relação com uma empresa do mesmo filão idológico, se estabelece uma proveitosa troca de informações. Por exemplo, em maio de 2008 Marko diz a ele que soube que a inteligência chinesa estaria considerando atacar a organização pelo seu trabalho com ativistas tibetanos. “Isso já era esperado”, responde Srdja. Em 23 de maio de 2011, ele pede informações sobre a autonomia regional dos curdos no Iraque.

Venezuela

Um dos temas mais frequentes na conversa com analistas da Stratfor é a Venezuela; Srdja ajuda os analistas a entenderem o que a oposição está pensando. Toda a comunicação, escreve Marko Papic, é feita por um email seguro e criptografado. Além disso, em 2010, o líder do Canvas foi até a sede da Stratfor em Austin para dar um briefing sobre a situação venezuelana.

“Este ano vamos definitivamente aumentar nossas atividades na Venezuela”, explica o sérvio no email de apresentação da sua “Análise da situação na Venezuela”, em 12 de janeiro de 2010. Para as eleições legislativas de setembro daquele ano, relata que “estamos em contato próximo com ativistas e pessoas que estão tentando ajudá-los”, pedindo que o analista não espalhe ou publique esta informação. O documento, enviado por email, seria a “fundação da nossa análise do que planejamos fazer na Venezuela”. No dia seguinte, ele reitera em outro email: “Para explicar o plano de ação que enviamos, é um guia de como fazer uma revolução, obviamente”.

O documento, ao qual a Pública teve acesso, foi escrito no início de 2010 pelo “departamento analítico” da organização e relata, além dos pilares de suporte de Chávez, listando as principais instituições e organizações que servem de respaldo ao governo (entre elas, os militares, polícia, judiciário, setores nacionalizados da economia, professores e o conselho eleitoral), os principais líderes com potencial para formarem uma coalizão eficiente e seus “aliados potenciais” (entre eles, estudantes, a imprensa independente e internacional, sindicatos, a federação venezuelana de professores, o Rotary Club e a igreja católica).

A indicação do Canvas parece, no final, bem acertada. Entre os principais líderes da oposição que teriam capacidade de unificá-la estão Henrique Capriles Radonski, governador do Estado Miranda e candidato de oposição nas eleições presidenciais de outubro pela coalizão MUD (Mesa de Unidade Democrática), além do prefeito do Distrito Metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, e do ex-prefeito do município de Chacao, Leopoldo Lopez Mendoza. Dois líderes estudantis, Alexandra Belandria, do grupo Cambio, e Yon Goicochea, do Movimiento Estudiantil Venezolano, também são listados.

O objetivo da estratégia, relata o documento, é “fornecer a base para um planejamento mais detalhado potencialmente realizado por atores interessados e pelo Canvas”. Esse plano “mais detalhado” seria desenvolvido posteriormente com “partes interessadas”.

Em outro email Popovic explica:“Quando alguém pede a nossa ajuda, como é o caso da Venezuela, nós normalmente perguntamos ‘como você faria?’ (…) Neste caso nós temos três campanhas: unificação da oposição, campanha para a eleição de setembro (…). Em circunstâncias NORMAIS, os ativistas vêm até nós e trabalham exatamente neste tipo de formato em um workshop. Nós apenas os guiamos, e por isso o plano acaba sendo tão eficiente, pois são os ativistas que os criam, é totalmente deles, ou seja, é autêntico. Nós apenas fornecemos as ferramentas”.

Natalia Viana/Agência Pública

Srdja-Popovic-em-documentário-que-fala-sobre-o-grupo
Popovic: “A cultura de segurança na Venezuela não existe. Eles são retardados e falam mais que a própria bunda”

Mas, com a Venezuela, a coisa foi diferente, explica Popovic: “No caso da Venezuela, por causa do completo desastre que o lugar está, por causa da suspeita entre grupos de oposição e da desorganização, nós tivemos que fazer esta análise inicial. Se eles irão realizar os próximos passos depende deles, ou seja, se eles vão entender que por causa da falta de UNIDADE eles podem perder a corrida eleitoral antes mesmo que ela comece”.

Aqueles que receberam a análise (como o pessoal da Strartfor, por exemplo) aprenderam que segunda a lógica do Canvas os principais temas a serem explorados em uma campanha de oposição na Venezuela são:

– Crime e falta de segurança: “A situação deteriorou tremendamente e dramaticamente desde 2006. Motivo para mudança”

– Educação: “O governo está tomando conta do sistema educacional: os professores precisam ser atiçados. Eles vão ter que perder seus empregos ou se submeter! Eles precisam ser encorajados e haverá um risco. Nós temos que convencê-los de que os temos como alta esfera da sociedade; eles detêm uma responsabilidade que valorizamos muito. Os professores vão motivar os estudantes. Quem irá influenciá-los? Como nós vamos tocá-los?”

– Jovens: “A mensagem precisa ser dirigida para os jovens em geral, não só para os estudantes universitários”.

-Economia: “O petróleo é da Venezuela, não do governo, é o seu dinheiro, é o seu direito!  Programas de bem-estar social”.

– Mulheres: “O que as mães querem? Controle da lei, a polícia agindo sob as autoridades locais. Nós iremos prover os recursos necessários para isso. Nós não queremos mais brutamontes”.

– Transporte: “Trabalhadores precisam conseguir chegar aos seus empregos. É o seu dinheiro.  Nós precisamos exigir que o governo preste contas, e da maneira que está não conseguimos fazer isso”.

– Governo: “Redistribuição da riqueza, todos devem ter uma oportunidade”.

– “Há uma forte tendência presidencialista na Venezuela. Como podemos mudar isso? Como podemos trabalhar com isso?”

No final do email, Popovic termina com uma crítica grosseira aos venezuelanos que procura articular: “Aliás, a cultura de segurança na Venezuela não existe. Eles são retardados e falam mais que a própria bunda. É uma piada completa”.

Procurado pela Pública, o líder do Canvas negou que a organização elabore análises e planos de ação revolucionária sob encomenda. E foi bem menos entusiasta com relação ao seu “guia” elaborado para a Venezuela.

“Nós ensinamos as pessoas a analisarem e entenderem conflitos não-violentos – e durante o processo de aprendizagem pedimos a estudantes e participantes que utilizem as ferramentas que apresentam no curso. E nós também aprendemos com eles! Depois usamos o trabalho que eles realizaram e combinamos com informações públicas para criar estudos de caso”, afirmou. “E isso é transformado em análises mais longas por dois estagiários. Usamos estas análises nas nossas pesquisas e compartilhamos com estudantes, ativistas, pesquisadores, professores, organizações e jornalistas com os quais cooperamos – que estão interessados em entender o fenômeno do poder popular”.

Questionado, Popovic também respondeu às criticas feitas por Hugo Chávez no seu programa de TV: “É uma fórmula bem conhecida… Por décadas os regimes autoritários de todo o mundo fazem acusações do tipo ‘revoluções exportadas’ como sendo a principal causa dos levantes em seus países. O movimento pró-democracia na Sérvia foi, claro, acusado de ser uma ‘ferramenta dos EUA’ pela TV estatal e por Milosevic, antes dos estudantes derrubarem o seu regime. Isso também aconteceu no Zimbábue, Bielorrúsia, Irã…”

O ex-colega de movimento estudantil, Ivan Marovic – que ainda hoje dá palestras sobre como aconteceu a revolta contra Milosevic – concorda com ele: “É impossível  exportar uma revolução. Eu sempre digo em minhas palestras que a coisa mais importante para uma mudança social bem-sucedida é ter a maioria da população ao seu lado. Se o presidente tem a maioria da população ao lado dele, nada vai acontecer”.

Marovic avalia, no entanto, que houve uma mudança de percepção do “braço de ONGs” dos governos ocidentais, em especial dos EUA, depois do que aconteceu na Sérvia em 2000 e as “revoluções coloridas” que se seguiram no leste europeu. “Um mês depois de derrubarmos o Milosevic, o NYT publicou um artigo dizendo que quem realmente derrubou o Milosevic foi a assistência financeira norte-americana. Eles estão aumentando o seu papel. E agora acreditam que a grana dos EUA pode derrubar um governo. Eles tentaram a mesma coisa na Bielorrúsia, deram um monte de dinheiro para ONGs, e não funcionou”.

O pesquisador Mark Weisbrot concorda, em termos. É claro que nenhum grupo estrangeiro, ainda mais um grupo pequeno, pode causar uma revolução em um país”. Para ele, não é o dinheiro do governo norte-americano – seja através de ONGs pagas pelo National Security Council, pela USAID ou pelo Departamento de Estado – que faz a diferença. “A elite venezuelana, por exemplo, não precisa deste dinheiro. O que estes grupos financiados pelos EUA, antigamente e hoje, agregam são duas coisas: uma é habilidade e o conhecimento necessário em subverter regimes. E a segunda coisa é que esse apoio tem um papel unificador. A oposição pode estar dividida e eles ajudam a oposição a se unificar”.

Para Weisbrot, muitas vezes o patrocínio norte-americano tem uma “influência perniciosa” em movimentos legítimos. “Sempre há grupos lutando pela democracia nestes países, com uma variedade de demandas, como reforma agrária, proteções sociais, empregos… E o que acontece é que eles capitaneiam todo o movimento com muito dinheiro, inspirado pelas políticas que interessam aos EUA. Muitas vezes, os grupos democráticos que recebem o dinheiro acabam caindo em descrédito”.

*Originalmente publicado no site da Agência Pública

Livro(manual) de Gene Sharp_

“Da ditadura a democracia”

http://bibliot3ca.files.wordpress.com/2011/03/da-ditadura-a-democracia-gene-sharp2.pdf

Video “Doc. Como iniciar uma revolução” (completo e legendado)

A desesperadora crise do liberalismo norte-americano .por Emir Sader

22 jul
Os EUA precisariam primeiro colocar sua casa em ordem, antes de promover os seus valores e instituições no exterior
por Emir Sader publicado 21/07/2014 15:56, última modificação 21/07/2014 16:46
 
DEPARTAMENTO DE ESTADO/EUA
John Kerry

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o presidente do Curdistão Iraquiano, Masud Barzani. A difícil tarefa de semear conflitos e depois cortar gastos militares

Na década de 1930 as pessoas viajavam à Italia e à URSS e voltavam elogiando a eficácia de regimes autoritários, em comparação com as democracias. “Hoje as democracias vivem um período parecido de inveja e desânimo”, afirma o escritor e historiador canadense Michael Ignatieff, em artigo para o The New York Review of Books, reproduzido peloEstadão. Os que viajam à China e se maravilham com o trem-bala entre Pequim e Xangai se perguntam na volta por que esses regimes conseguem construir ferrovias “enquanto as democracias levam 40 anos para decidir que não podem nem sequer começar”.

Segundo Ignatieff, que foi líder da oposição na Câmara dos Comuns de seu país até o início da década, pela primeira vez desde o fim da Guerra Fria, o avanço do que ele considera como regimes de constitucionalismo democrático parou. Em todos os lados esses regimes se desgastam, enquanto os que ele considera autoritários avançam e servem como referencia para os outros. O modelo desses regimes autoritários seria o capitalismo de Estado, com “crescimento sem democracia”.

E, para piorar a situação para os regimes liberais, “os Estados Unidos oferecem um exemplo desanimador”, lamenta ele. “É difícil defender a democracia liberal com muito entusiasmo, quando ela funciona tão precariamente em casa.” Os EUA precisariam primeiro colocar sua casa em ordem, antes de promover os seus valores e instituições no exterior.

Hoje as grandes decisões que os EUA deveriam tomar estão bloqueadas pelos impasses entre o governo e o Congresso. Segundo um cientista político citado por Ignatieff, “os EUA mergulharam em guerras que não deveriam ser travadas e promoveram objetivos, como direitos humanos, democracia e construção nacional, que não poderiam realizar”.

Hoje, quando os EUA são demandados para atuar em várias frentes externas de maneira mais forte – Afeganistão, Iraque, Ucrânia, entre outros –, uma das poucas coincidências entre republicanos e democratas é a necessidade de cortar os gastos militares. O que significa: “Ficar fora de guerras ou desastres humanitários de outros povos; recusar-se a promover democracia ou direitos humanos em lugares onde eles não criarão raízes; obrigar aliados a arcar mais com o fardo de sua própria defesa; e desistir de moldar os bens públicos globais e a ordem política global”.

A crise de governabilidade indica, assim, para a renúncia da defesa de teses clássicas que o liberalismo norte-americana sempre pregou. Em seu último discurso importante, Obama já indicou seu objetivo de repatriar os militares, provavelmente com a vista posta nas eleições parlamentares de novembro, quando o governo pode perder completamente o controle do Congresso, ficando Obama relegado a ser um “pato manco” pelos dois anos que restariam de governo.

Ignatieff tem de aceitar que a proposta mais viável para desbloquear a situação interna dos EUA é a apresentada pelo Nobel de Economia Joseph Stiglitz, que propõe uma alíquota de imposto de renda de 40% para os que controlam os 25% superiores da renda nacional; uma alíquota de 20% para para os que detêm os 25% seguintes, com deduções fiscais para os 50% restantes. Além disso, impostos de 15% sobre os lucros corporativos e imposto sobre o consumo de 5%.

São propostas que violam o receituário liberal de menos imposto, elevando a captação de recursos pelo Estado para 26%, o que poderia resolver a crise fiscal do país, diminuir a gritante e crescente desigualdade social e estimular a retomada do crescimento econômico.

É um raio X da profunda crise do liberalismo norte-americano.

O que aconteceu ao avião da Malaysia Airlines

21 jul

 

Dado que Washington, Kiev e a imprensa-empresa press-tituta [orig. presstitute] também estão obrando na propaganda de que Putin “é culpado”, ninguém encontrará na mídia norte-americana qualquer informação aproveitável. Teremos de procurar e de construir nós mesmos nossa própria informação aproveitável. Paul Craig Roberts

 

1ª página do NYTimes de 18/7/2014 já informa que o voo MH17 foi derrubado por míssil (como?)

A máquina de propaganda de Washington está trabalhando em tão alta rotação, que há risco de perdermos os dados e fatos comprovados que já temos.

Um desses fatos é que os federalistas não têm os caros sistemas de mísseis antiaéreos Buk ou não têm pessoal treinado para operá-los.

Outro fato é que os federalistas não têm incentivo ou motivo para, ou interesse em, derrubar avião de passageiros; a Rússia tampouco. Qualquer um sabe ver a diferença em um avião de combate voando baixo e um avião de passageiros a 33 mil pés de altura.

Os ucranianos têm sistemas Buk de mísseis antiaéreos, e uma bateriaBuk estava operacional na região e localizada em ponto do qual poderia ter disparado um míssil contra o avião.

Sistema de mísseis Buk do exército ucraniano

 

Essa explicação faz algum certo sentido e com certeza faz muito mais sentido que a propaganda de Washington. O problema com a explicação do general é que não explica por que o sistema Buk de mísseis antiaéreos foi posto próximo de, ou dentro de, território dos federalistas. Os federalistas não têm força aérea. Parece estranho que a Ucrânia mantivesse um caríssimo sistema de mísseis em área na qual não teria uso militar – e em posição na qual poderia ser capturado pelos federalistas.

Como Washington, Kiev e a imprensa-empresa press-tituta [orig. presstitute] também estão obrando na propaganda de que Putin é culpado, ninguém encontrará na mídia norte-americana qualquer informação aproveitável. Teremos de procurar e de construir nós mesmos nossa própria informação aproveitável.

Um modo de fazer isso é perguntar: por que aquele sistema de mísseis estava onde estava? Por que pôr em risco um caríssimo sistema de mísseis, pondo-o num ambiente conflagrado, no qual não teria nenhuma serventia? Incompetência, sim, é uma das respostas; outra resposta é que o sistema de mísseis foi posto ali, para ser usado, porque seria usado.

Seria usado para quê? Noticiosos e provas circunstanciais têm fornecido duas respostas. Uma delas é que os extremistas ultranacionalistas anti-Rússia e pró-EUA & Europa tinham planos para derrubar o avião presidencial de Putin; e teriam confundido o avião malaio e o avião russo.

Assim como os federalistas e o governo russo não têm incentivo nem motivo para derrubar avião de passageiros, tampouco os tem o governo ucraniano; e, de fato, nem os ensandecidos nacionalistas extremistas ucranianos que formaram milícias para fazer as lutas contra os federalistas que o governo ucraniano não têm interesse em fazer. A menos que haja aí um plano para culpar a Rússia.

Um general russo que conhece o sistema de armas apresentou sua opinião, de que foi erro cometido por militares ucranianos não treinados para usar aquela arma. O general disse que, embora a Ucrânia tenha algumas armas, os ucranianos não foram treinados para usá-las nesses 23 anos desde que a Ucrânia separou-se da Rússia. O general acredita que tenha sido um acidente devido à incompetência.

Como os EUA (e o Wall Street!) “sabiam” que o MH17 havia sido derrubado por míssil no mesmo dia?

A agência Interfax, citando fontes anônimas, aparentemente controladores de tráfego aéreo, noticiou que o avião malaio e o avião de Putin estariam em rotas quase idênticas, com poucos minutos de intervalo entre um e outro. Interfax cita sua fonte:

O que posso dizer é que o avião de Putin e o Boeing malaio cruzaram-se no mesmo ponto no mesmo degrau. Foi perto de Varsóvia, no degrau 330-m, altura de 10.100 metros. O jato presidencial estava nesse ponto às 16h21 hora de Moscou, e o avião malaio, às 15h44 hora de Moscou. Os perfis das aeronaves são semelhantes, as dimensões lineares são muito semelhantes, e as cores, observadas em grande distância, são quase idênticas.

Não encontrei nenhum desmentido oficial russo, mas, segundo noticiários russos, o governo russo informou, em resposta às notícias da agência Interfax, que o avião presidencial de Putin já não voa a antiga rota da Ucrânia desde o início das hostilidades.

Antes de aceitar essa negativa, é preciso ter bem claro que qualquer tentativa pelos ucranianos de assassinar o presidente da Rússia implica guerra – exatamente a guerra que a Rússia quer evitar. Implica também a cumplicidade de Washington na tentativa de assassinato, porque é altamente improvável que os fantoches de Washington em Kiev arriscar-se-iam a cometer ato tão perigoso, se não contassem com o apoio dos EUA.

O governo russo, que é inteligente e racional, com certeza negaria todas as notícias sobre uma tentativa, por Kiev e Washington, de assassinarem o presidente russo. Se não negar, a Rússia fica obrigada a tomar alguma providência – quer dizer: também implica guerra.

A segunda explicação é que os extremistas pró-Europa-EUA que operam por fora do aparelho militar ucraniano oficial tenham concebido um atentado para derrubar um avião de passageiros, para inculpar a Rússia. Se houve um atentado, o mais provável é que tenha sido gerado pela CIA ou por algum braço operativo de Washington; e visaria a forçar a União Europeia a parar de opor-se às sanções de Washington contra a Rússia, além de contribuir para romper valiosos laços econômicos que conectam a Rússia à Europa. Washington está frustrada por suas sanções continuarem a ser unilaterais, sem apoio dos fantoches dos EUA na OTAN, nem de qualquer outro país no planeta, exceto talvez do cachorrinho-de-madame e primeiro-ministro britânico.

David Cameron e Barack Obama

Há muitas provas circunstanciais a favor dessa segunda explicação. Há o vídeo em Youtube apresentado como de uma conversa entre um general russo e federalistas, que falam sobre terem derrubado, por erro, um avião de passageiros. Segundo o noticiário,especialistas que examinaram o vídeo já sabem que foi gravado na véspera, um dia antes de o avião malaio cair.

Outro problema com esse vídeo é que, por mais que se possa crer que os federalistas tivessem confundido um avião de passageiros a 33 mil pés de altitude, com um jato militar de ataque, o general russo jamais os confundiria. A única conclusão é que, ao fazer falar um militar russo (verdadeiro ou falso), para tentar dar credibilidade a um vídeo falso, os falsários erraram e desacreditaram-se, eles mesmos.

A prova circunstancial que o público não especialista pode entender mais facilmente está na sequência de noticiários de televisão produzidos para culpar a Rússia… antes de que se conheça qualquer fato.

Em meu artigo anterior falei de um noticiário da BBC ao qual assisti e que, com certeza, foi integralmente produzido para culpar a Rússia. O programa concluía com um correspondente da BBC, ofegante, dizendo que acabava de assistir ao vídeo em YouTube, e que ali estava a prova do crime e “não resta dúvida alguma” – dizia o jornalista. A prova do crime apareceu para o jornalista da BBC, antes de o governo da Ucrânia e Washington saberem das coisas.

A prova de que Putin fez tudo seria um vídeo filmado antes do ataque ao avião malaio. Todo o noticiário produzido pela BBC e distribuído pela [rede]National Public Radio foi orquestrado para a exclusiva finalidade de “provar”, antes de haver qualquer prova, que a Rússia teria sido responsável.

A 1ª página do Daily News já em 18/7/2014 acusa Putin diretamente

 

Verdade é que toda a imprensa-empresa ocidental falou como uma só voz: foi a Rússia! E todas as press-titutas/press-titutos continuam a dizer sempre a mesma coisa.

O mais provável é que essa opinião única e uniforme apenas reflita o treinamento pavloviano da imprensa-empresa ocidental que, sempre, automaticamente, se alinha com Washington. Nenhuma “fonte” quer ser criticada por “antiamericanismo” ou quer ver-se isolada da opinião geral, a única que se ouve, a única que se admite, a única que não pode ser contestada, sob pena de o “especialista” receber “nota vermelha” no boletim.

Como ex-jornalista e colaborador dos mais importantes veículos da imprensa-empresa nos EUA, sei muito bem como funcionam.

Por outro lado, se se descontam os condicionamentos pavlovianos – que gera o “jornalismo” de repetição automática – a única conclusão que resta é que todo o ciclo de notícias sobre o avião malaio está sendo orquestrado para inculpar Putin.

Romesh Ratnesar, vice-editor de Bloomberg Businessweek, oferece prova convincente de que, sim, tudo está sendo orquestrado, com o que publicou dia 17/7/2014.

O título da coluna de Ratnesar é “Derrubada do avião malaio atrai desastre para Putin”. Ratnesar não está dizendo que Putin pode estar sendo vítima de um complô. O que ele diz é que antes de Putin ter derrubado o avião malaio,

Romesh Ratnesar

(…) para a vasta maioria dos norte-americanos o comprometimento da Rússia na Ucrânia parecia só ter importância periférica para os interesses dos EUA. Esse cálculo mudou (…). Talvez demore meses, talvez anos, mas a crueldade de Putin voltará a desabar sobre ele. Quando acontecer, a derrubada do MH 17 será afinal vista como o começo do fim de Putin.

Fui editor do Wall Street Journal e, naquele tempo, quem me aparecesse com coluna de merda equivalente a essa teria sido demitido(a). Só insinuações, sem nenhuma prova que apoie qualquer coisa. E a mentira-distorção, descarada, segundo a qual o que foi golpe de estado dado por Washington contra a Ucrânia seria “o comprometimento da Rússia na Ucrânia”! 

O que estamos testemunhando é a total corrupção do jornalismo ocidental, pela agenda imperial de Washington. Ou os jornalistas alinham-se com as mentiras, ou são atropelados.

Procurem à volta: onde há jornalistas ainda honestos? Quem são? Glenn Greenwald, que enfrenta ataque constante dos próprios colegas jornalistas, os quais, TODOS, são putas, daquelas que fazem qualquer negócio por qualquer dinheiro. E que outro jornalista haveria, cujo nome nos venha à lembrança? Julian Assange, trancado na Embaixada do Equador em Londres, com a vida por um fio pendente de ordens de Washington. E o fantoche britânico não dá a Assange o direito de livre trânsito [até o aeroporto] para que possa assumir o asilo que o Equador lhe garantiu.

A última vez que se viu tal violência no mundo, foi a União Soviética, que exigiu que o governo-fantoche da Hungria mantivesse o cardeal Mindszenty cercado dentro da embaixada dos EUA em Budapeste durante 15 anos, de 1956 até 1971. Mindszenty recebeu asilo político dos EUA, mas a Hungria, obedecendo ordens dos soviéticos, não honrou o direito de asilo – exatamente como faz hoje o palhaço-fantoche britânico obedecendo ordens de Washington, que não honra o direito de asilo que Assange JÁ TEM. (…)

Edward Snowden e Julian Assange

 

A única mácula na diplomacia de Putin é que a diplomacia de Putin depende de a boa-vontade e a verdade prevalecerem. Mas não há boa-vontade nos EUA, eWashington não tem interesse algum em que a verdade prevaleça. Para Washington só interessa que Washington prevaleça.

Putin não está enfrentando “parceiros” razoáveis, mas todo um ministério da propaganda que faz mira contra ele.

Compreendo a estratégia de Putin, na qual se veem a razão e a razoabilidade russas, contra as ameaças de Washington – mas é aposta muito arriscada. A Europa já há muito tempo é apêndice de Washington, e não há líderes europeus no poder que tenham capacidade e visão suficientes para separar a Europa, de Washington. Além do mais, os líderes europeus são sobejamente subornados para servirem a Washington. Um ano depois de deixar o governo, e Tony Blair já recebia salário de US $50 milhões.

Depois dos desastres que os europeus conheceram, é pouco provável que seus líderes pensem em qualquer outra coisa que não seja aposentadoria confortável. Para isso, nada como empregar-se como serviçal de Washington. Como a extorsão bem-sucedida contra a Grécia, obrada por bancos, o comprova, o povo europeu está reduzido à impotência.

Em Global Research lê-se a declaração oficial do Ministério de Defesa da Rússia.

O ataque de propaganda de Washington contra a Rússia é uma dupla tragédia, porque contribuiu para desviar as atenções para longe da mais recente atrocidade que Israel comete contra os palestinos sitiados no Gueto de Gaza. Israel diz que o ataque aéreo e a invasão da Faixa de Gaza seriam simples esforços para localizar e vedar supostos túneis pelos quais palestinos contrabandeariam armas para dentro de Israel. Basta olhar pela janela em Israel, para ver que não há ataques de palestinos contra israelenses, nem há palestinos massacrando uma geração inteira, mais uma, de palestinos.

Seria de esperar que houvesse pelo menos um jornalista em algum ponto da imprensa-empresa norte-americana, que perguntasse se bombardear hospitais e matar crianças dentro das próprias casas está(ria) ajudando a fechar supostos túneis que chegariam a Israel. Mas já é pedir demais para as press-titutas/press-titutos da imprensa-empresa nos EUA.

A queda do MH17 é um álibi da imprensa-empresa para disfarçar o GENOCÍDIO de Israel em Gaza

E do Congresso dos EUA, então, esperem ainda menos! A Câmara e o Senado já aprovaram resoluções de apoio ao morticínio de palestinos por Israel. Dois Republicanos – o desprezível Lindsey Graham e o frustrante Rand Paul – e dois Democratas – Bob Menendez e Ben Cardin – apresentaram projeto de Resolução ao Senado de apoio ao assassinato premeditado de mulheres e crianças palestinas, por Israel. A Resolução foi aprovada pelo povo “excepcional e indispensável” do Senado dos EUA, por unanimidade.

Como recompensa pela política de genocídio, o governo Obama já está repassando, imediatamente, US$ 429 milhões do dinheiro dos contribuintes norte-americanos, para Israel: é o pagamento pelo mais recente massacre.

Comparem o apoio que o governo dos EUA garante aos crimes de guerra de Israel, e a massacrante campanha de propaganda contra a Rússia, alimentada de mentiras.

Os EUA estamos de volta aos tempos das MENTIROSAS “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein; das “armas químicas” de Bashar al-Assad; das “armas atômicas iranianas”.

Washington mente tanto, há tanto tempo, que já não sabe fazer outra coisa.

[*] Paul Craig Roberts (nascido em 3/4/1939) é um economista norte-americano e colunista do Creators Syndicate. Serviu como secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundador da Reaganomics. Ex-editor e colunista doWall Street Journal, Business WeekeScripps Howard News Service. Testemunhou perante comissões do Congresso em 30 ocasiões em questões de política econômica. Durante o século XXI, Roberts tem frequentemente publicado em Counterpunch e no Information Clearing House, escrevendo extensamente sobre os efeitos das administrações Bush (e mais tarde Obama) relacionadas com a guerra contra o terror, que destruíram a proteção das liberdades civis dos americanos da Constituição dos EUA, tais como habeas corpus e o devido processo legal. Tem tomado posições diferentes de ex-aliados republicanos, opondo-se à guerra contra as drogas e a guerra contra o terror, e criticando as políticas e ações de Israel contra os palestinos. Roberts é um graduado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e tem Ph.D. da Universidade de Virginia, com pós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Faculdade de Merton, Oxford University.

POSTADO POR CASTOR FILHO 

 

Vamos criar outra grande tragédia pra culpar os russos e tentar equilibrar o jogo..

20 jul

Primeiro Putin dá asilo a Snowden…

Depois impede o ataque dos USA a Síria….

Mais adiante impede que o golpe na Ucrânia atinja seu principal objetivo, que era tomar a base naval no Mar Negro, situada na Crimeia…

Na sequência fecha acordos históricos com a China, colocando Dollar em segundo plano…

Não satisfeito perdoa a dívida de Cuba de quase 40 bilhões de dólares…

E vem pro Brasil implementar organismo financeiro dos BRICS que promete abalar a hegemonia do Banco Mundial e FMI…

E se reúne com os líderes do Mercosul….

Em meio a tudo isso, os ucranianos do leste impõe pesadas derrotas aos fascistas de Kiev…

Resumo da ópera bufa estadunidense:

“Vamos criar outra grande tragédia pra culpar os russos e tentar equilibrar o jogo…”

já fizeram isso antes, e vão continuar fazendo…

Por Dario Achkar. via Iza Haim.

e por Sandra Brandini Via  Mara Rocha  

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