São Paulo o conservadorismo neoliberal e autoritário. por Takeo Watashiwa Watashiwa

18 ago

Alguns consideram q a dominação da direita neoliberal desde a redemocratização, seria um problema do próprio “paulista”. Mas ocorre q a dominação midiática nesse Estado é mais abrangente do q em todos os outros. E qto mais poderosa a comunicação privada, maior paradoxalmente essa mesma dominação. Algo interessante para lembrar: a principal rede midiática televisiva não é paulista. Nem de jornal impresso. Até o líder do neoliberalismo tb. E a entidade atual mais reacionária, mesma coisa. Presidentes relacionados a 64, assim tb. E os principais financistas neoliberais atuais, idem. Mas isso é um detalhe apenas para evidenciar o erro dessa simplificação.

O problema é outro – a dos meios: qto maior a dominação desses pela comunicação privada e pela sociedade de consumo no SP (q impõe o isolamento e a solidão aos trabalhadores), maior a dominação tb desses grupos dominantes e de imperialistas do mundo inteiro nesse Estado. Outro problema central reside certamente no sucateamento e o quantitativismo da escola e universidade públicas.

Essa comunicação privada e a dominação educacional representam as balas de prata mais eficazes da hegemonia direitista. Ao mesmo tempo, esse pragmatismo positivista-financeirista entre a organização da esquerda trabalhadora mais progressista e sua profissionalização da luta parlamentar (q afastou movimentos populares), reduziram o seu poder transformador.

No quadro geral: a direita neoliberal sabe q se for derrotada no Estado de SP nunca mais voltará ao poder, pois cidadãos trabalhadores se conscientizarão de q nunca foram beneficiados em seus próprios direitos fundamentais, assim q aqueles básicos começarem a ser atendidos e democratizados.

Razão pela qual a direita neoliberal reage radicalmente para perpetuar a dominação nesse Estado-Bastilha. E sabem q os meios mais eficazes são a dominação midiática e pela dominação educacional pelo quantitativismo. Alienam gravemente o cidadão da relação tecnológica entre comunicação-educação.

Diante desse quadro: infelizmente, a cúpula da esquerda mais progressista costuma entregar e rifar o Estado de SP em todas as eleições em vez de centralizá-la na luta libertadora dos trabalhadores. Vence na Capital pq a militância luta heroicamente.
Mas em zonas rurais a capilaridade dessa vanguarda é quase zero: pq não há mais boca-a-boca (outrora gerada pela própria luta dos movimentos populares) e pq a internet não foi democratizada (é impedida pelos setores dominantes privados).

Em suma, trabalhadores paulistas precisam se unir como jamais se uniram. E a militância de todos os outros Estados precisam auxiliar, pois não se trata de um problema estadual ou regional: mas do próprio pilar do conservadorismo neoliberal e autoritário. Demoli-lo democraticamente significa tb vencer tb coletivamente a dominação neoligárquica brasileira e do imperialismo internacional. E iniciar nova etapa histórica tanto paulista qto brasileira e construir o seu significativo papel transformador na AL e Bric’s. Considerar o “paulista” a causa do problema constitui um sofisma de petição de princípio. Considera-se neste erro tomar como verdade demonstrada justamente o que está em discussão. A unidade da luta pela democratização da comunicação (#‎LeyDeMedios e participação trabalhadora na comunicação) e pela libertação educacional (#‎PauloFreire) precisa ser bandeira central e consciente da luta dos trabalhadores.

 

 Takeo Watashiwa Watashiwa

Takeo Watashiwa Watashiwa

 

 

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