Arquivo | janeiro, 2015

O papel dos Estados Unidos em tragédias como a do Charlie Hebdo

10 jan

Por Paulo Nogueira-DCM

Você lê na mídia ocidental que os terroristas islâmicos que massacraram a turma do Charlie Hebdo foram “radicalizados” por este ou aquele clérigo muçulmano fanático.

Esta é a melhor maneira de não enxergar o real problema.
Nada leva tanto ao terror jovens muçulmanos ao redor do mundo quanto a política de destruição contra o mundo árabe comandada pelos Estados Unidos e seguida cegamente pelos seus aliados europeus, como Reino Unido, Alemanha e França.

Uma coisa e apenas uma move os americanos e seguidores em sua predação: o petróleo.

Há, ou houve, o argumento hipócrita de que o que se deseja é levar a “democracia” aos países árabes.

Democracia uma ova, para usar a expressão de Luciana Genro. O objetivo é o petróleo, o petróleo e ainda o petróleo. A qualquer preço.
A pilhação ocidental é antiga.

Estados Unidos e Inglaterra se uniram, no começo da década de 1950, para derrubar um líder iraniano, Mossadegh, que ousara desejar uma partilha mais justa do petróleo do Irã.

Os historiadores registraram a fala de um ministro inglês para justificar a sabotagem contra Mossadegh: não seria possível proporcionar aos ingleses o mesmo nível de vida com uma divisão diferente dos lucros derivados do petróleo iraniano.

Este foi o padrão de conduta ocidental no Oriente Médio desde então.
Mais recentemente, outra vez Estados Unidos e Inglaterra se aliaram numa operação macabra: a Guerra do Iraque.

Sabe-se hoje que os argumentos utilizados por Bush e Blair para justificar a guerra foram falsos. O Iraque não tinha armas de destruição em massa, ao contrário do que afirmaram Bush e Blair, dois verdadeiros criminosos de guerra.

O Iraque foi simplesmente destruído: crianças, mulheres, velhos, nada e ninguém foi poupado.
As bombas ocidentais não escolhem alvos.

É infalível: onde os ocidentais se metem com seus propósitos “civilizatórios”, as coisas pioram para os nativos.

A vida na Líbia sob Gadaffi era muito melhor do que é hoje, e os iraquianos sob Saddam viviam num paraíso comparado ao inferno que enfrentam hoje.

Imaginava-se que, com Obama, as coisas melhorariam.
Nada. Obama aumentou o uso de drones (aviões não tripulados, controlados à distância) para bombardear países do Oriente Médio.
A justificativa era matar extremistas, mas os drones têm ceifado rotineiramente milhares de vidas inocentes.

Essa chacina cotidiana não é notícia no Ocidente. É como se os mortos árabes não importassem, gente de uma subespécie não comparável aos guardiões da civilização ocidental.

Mas você pode avaliar o ódio e a vontade de vingança que vão se acumulando nas pessoas que, lá longe, testemunham as atrocidades.
É uma corrente de raiva que acaba tocando também jovens muçulmanos que vivem em países ocidentais.

É dentro desse quadro explosivo que surgem tragédias como a do Charlie Hebdo ou, mais para trás, da Maratona de Boston.
Ou, ainda mais para trás, a do 11 de Setembro.

Enquanto o Ocidente pilhar e destruir os países árabes, o terreno para a radicalização de jovens muçulmanos estará sempre fértil.
Há uma fórmula certeira para acabar com a fábrica de extremistas: os americanos e aliados darem o fora dos países árabes.
Mas quem quer falar disso?

O SUS e a desigualdade no Brasil por Alexandre Padilha

8 jan

 

Padilhando / Flickr

Às vésperas do Natal, depois de dias de internação, felizmente a modelo e apresentadora Andressa Urach recebeu alta hospitalar, com vida e pronta para se reabilitar. Durante todos esses dias, a imprensa e as redes foram ricas em comentar sobre a vida da modelo, sobre boatos em relação a sua saúde, sobre técnicas estéticas, sobre a ditadura da beleza e clínicas e mais clínicas.

Raras matérias traziam uma informação que surpreende a todos: depois de um périplo por clínicas particulares sem solução definitiva, foi em um hospital 100% SUS, do Grupo Hospitalar Conceição (um dos poucos próprios do Ministério da Saúde) que a modelo teve a sua vida salva e a saúde reabilitada. F

oram médicos e profissionais de saúde que enfrentam todas as carências que estão presentes nos hospitais públicos, que cuidaram da complicação decorrente do procedimento estético. Mais uma vez, neste ato, garantiram a modelo o direito de todos os 200 milhões de brasileiros: o acesso a um sistema de saúde que busca ser universal.

Nem no meu maior devaneio SUSista esperava uma manchete do tipo: “Hospital do SUS salva modelo com complicações em procedimentos estéticos realizados em clínica privada”. Ou ” Ao contrário de Miami, modelo não precisou pagar antecipadamente por vida salva em Hospital do SUS”. Mas é preciso falarmos alto para que esta, uma das contradições da relação entre dois sistemas de saúde, público e privado, não passe desapercebida. Pelo tamanho atual dos dois sistemas no Brasil, é fundamental que as contradições sejam cada vez mais enfrentadas, sob risco de inviabilizarmos o projeto de um sistema público universal com qualidade e reforçarmos a iniquidade também no sistema privado.


O Brasil é o único país do mundo, com mais de 100 milhões de habitantes, que busca oferecer a sua população o acesso universal a saúde. Nem mesmo as novas Constituições da América Latina, apelidadas de bolivarianas, foram tão ousadas:” Saúde é DIREITO de todos e DEVER do Estado”. Ao mesmo tempo, temos cerca de 50 milhões de usuários de planos de saúde médico-hospitalares (eram 30 milhões em 2003) e 70 milhões, incluindo planos odontológicos.

Os números de ambos os sistemas impressionam ministros da Saúde e investidores de todo o mundo. O caso similar a modelo, pacientes do sistema privado recorrerem ao SUS, por falta de cobertura ou por situação de emergência é muito mais comum do que se imagina. Desde 2011, quando assumi o Ministério da Saúde, implantamos um conjunto de mudanças de gestão para identificar quando isso ocorre.

Com elas, busca-se garantir o ressarcimento do plano de saúde ao SUS, porque é dele que se deve cobrar, não do paciente. Desde então, as operadoras são obrigadas a emitir um número de cartão SUS para todo usuário de plano, permitindo ao Ministério este rastreamento. Você que me lê e é usuário de plano de saúde tem número de cartão SUS e talvez não saiba.

De lá para cá, foram recordes sucessivos de recuperação de recursos para o SUS: em 3 anos, mais do que em toda história da Agência Nacional de Saúde (ANS), criada em 2000. Mas muito precisa-se avançar nessa cobrança, e o governo Dilma prosseguiu em novas medidas em relação a isso. O motivo mais comum de internação no SUS por detentores de planos de saúde, acreditem: parto. Recentemente, correu as redes a notícia de turista canadense, que teve parto de urgência no Havaí e, quando voltou para casa, recebeu conta de US$2,5 milhões para pagar.

Poderia citar outros exemplos em que somos usuários do SUS sem nem reconhecermos. Desde 2001, o Brasil é recordista mundial de transplantes em hospitais públicos. O SAMU salva vidas sem perguntar o plano ou exigir cheque. A vigilância sanitária estabelece regras e fiscaliza a comida dos restaurantes, inclusive os chiques, de preços estratosféricos. As mesmas analisam risco a saúde de equipamentos, medicamentos, bebidas vendidas em massa, cosméticos e produtos de estética. O próprio uso do HIDROGEL já estava condenado pela Anvisa, evitando novos casos como o de Andressa Urach.


Estas contradições da convivência de dois sistemas públicos e privado impactam nos maiores desafios atuais de sobrevivência do projeto SUS: o seu subfinanciamento e a iniquidade no acesso aos serviços. E criam um ambiente, no mercado de trabalho e no complexo industrial da saúde, que influencia fortemente outro fator decisivo para uma saúde pública humanizada: a formação e a postura dos profissionais de saúde.


Há um consenso suprapartidário no Brasil: a saúde pública é subfinanciada. A divergência é como resolver este fato. Desde o final da CPMF, que retirou R$40 bilhões anuais do orçamento do Ministério da Saude, o Brasil investe na saúde pública em média 3 vezes per capta menos do que parceiros sul americanos como Chile, Argentina e Uruguai; cerca de 7 a 8 vezes do que sistemas nacionais europeus recentes como Portugal e Espanha, cerca de 11 vezes menos do que o tradicional Sistema Nacional Inglês. Ao mesmo tempo, segundo dados recentes publicados pelo IPEA, a isenção fiscal referente aos planos de saúde no Brasil chegou a cerca de R$ 18 bilhões. Ou seja, o mesmo Estado que não garante recursos suficientes para prover um sistema público para todos, co-financia a alternativa para uma parcela da população, que se vê obrigada a pagar valores expressivos para ter acesso a saúde. Além disso, o mesmo Estado suporta o atendimento de vários procedimentos que de alguma forma não são cobertos pelos planos.

A incorporação tecnológica, o envelhecimento da população e o impacto dos acidentes automobilísticos e da violência urbana nos custos dos serviços de emergência e reabilitação, transformam esta equação, já precária, em insustentável. Não a toa, a melhoria da saúde é a primeira demanda da população e ter um plano de saúde, o sonho da nova classe trabalhadora. No último período, dois avanços importantes do governo Dilma foram conquistados: a regra que estabelece quanto União, estados e municípios são obrigados a investir em saúde e a vinculação de um percentual dos recursos do pré-sal. Mas precisamos avançar sempre.

As opções para o financiamento da saúde são uma das expressões da desigualdade não tão revelada no nosso país. É mais do que hora de todos nós, que colocamos a redução das desigualdades como centro de um projeto político, enfrentá-las. Se não o fizermos, perderemos a capacidade de interlocução com segmentos expressivos da classe trabalhadora, que sofre com a baixa qualidade e os custos dos sistemas públicos e privados.

Temos que ir para ofensiva no diálogo com a sociedade e explicitar que ampliar o financiamento a saúde passa, necessariamente, por inverter o sistema tributário injusto com o qual convivemos. Não é razoável, em um país como o Brasil, que alguém, ao receber R$ 60 mil em 12 meses de trabalho, paga 27% de Imposto de Renda, enquanto alguém que receber R$ 2 milhões de herança, praticamente não será taxado.

Em países como EUA (30-40%) França (45%), Alemanha, Japão (50%) as alíquotas para heranças seriam outras. Estudos de 1999 mostram que imposto sobre fortunas no Brasil, entre 0,8% a 1,2%, em fortunas acima de R$ 1 milhão, renderiam uma arrecadação de cerca de 1,7% do PIB, mais do que era obtido pela CPMF.

A formação e a conduta profissional é o outro território invadido por estas relações dos dois sistemas público e privado. A batalha do Mais Médicos, as denúncias recentes de abuso sexual e preconceito por alunos de medicina nas faculdades e a atitude absurda de algumas lideranças condenarem a campanha antiracismo organizada pelo Ministério da Saúde só explicitaram o arcabouço de valores que influencia a formação dos nossos futuros profissionais, de ambos os sistemas. No cerne, há duas correias de tensão, que se alimentam mutuamente. Por um lado, um ideário liberal de exercício da profissão, que alimenta, desde os primeiros dias de graduação, uma não aposta em um sistema público de qualidade e o desrespeito em relação aos seus usuários: pobres, mulheres, negros, homossexuais e “gente não diferenciada”. Por outro, um mercado dinâmico e lucrativo de tecnologia, órteses, próteses, equipamentos, fármacos, serviços, publicações, congressos que financia uma visão cada vez ultraespecializante da formação e da atuação em saúde. Não a toa, a investigação iniciada pelo Ministério da Saúde, em Março de 2013 que teve luz recente graças a matéria de TV, e o Mais Médicos incendiaram o debate, questionaram paradigmas e condutas. Não há nenhum profissional de saúde no Brasil, nem aquele que se especializou em realizar procedimentos estéticos em clínicas privadas, que não tenha dependido do SUS para se formar. Nos meus tempos de estudante de medicina cunhamos a frase: “chega de aprender nos pobres para só querer cuidar dos ricos”


Esta realidade desafiadora nos abre uma grande oportunidade. O entendimento de que um sistema público dessa dimensão, em um país tão desigual e diverso como o nosso, gera plataforma continental para um amplo complexo de indústria e serviços no campo da saúde. O Brasil será mais rico e menos desigual se pudermos articular as duas perspectivas. Não será possível sustentar um sistema público de saúde sem crescimento econômico e para tal é necessário colocarmos os 2 pés no universo da inovação tecnológica. Ao mesmo tempo, o complexo de indústrias e de serviços da saúde não sobrevive no Brasil se desprezar o mercado interno impulsionado pelo acesso a um sistema público, cada vez mais tecnológico. Usar o poder de compra do estado para fortalecer um setor econômico que gere empregos e inovação tecnológica no Brasil teve, na Saúde, a sua experiência recente mais exitosa. Ela foi calcada de um lado na ousadia, ao estabelecer o interesse público e nacional como o rumo a ser seguido, e previsibilidade, regras que estimulassem o setor privado a fazer este jogo de interesse para o Brasil. Beber dessa experiência é fundamental para fortalecermos a Saúde como um impulso, e não um peso a carregar, na agenda de desenvolvimento do Brasil.



*Alexandre Padilha, médico, 43 anos, ex-Ministro da Coordenação Política de Lula e Saúde de Dilma e candidato a governador de SP em 2014

Em 10 anos, Globo perde 4 em cada 10 TVs ligadas

8 jan

A TV Globo aberta continua vendo sangrar sua audiência. Entre 2004 e 2014, a emissora perdeu 40% de share, segundo dados obtidos por esta coluna com exclusividade.

“Share” é a participação de uma emissora no universo somente de TVs ligadas. É calculado em porcentagem, e não em pontos de ibope, e uma forma de ver o comportamento do público diretamente pelo aparelho de televisão.


Ou seja, dez anos atrás aproximadamente 50% das TVs ligadas ficavam sintonizadas na Globo entre 7h e 0h, de segunda a domingo. Em décadas passadas, esse índice chegou a 70%. Em finais de algumas grandes novelas, teria beirado os 90% até.

No ano passado, esse índice de share da Globo baixou para 32%. Em outras palavras, a emissora perdeu importantes 18 pontos percentuais (40%) no universo de TVs ligadas.

Para efeito de comparação, na década passada o share da Record era de 10% e hoje está em 15%. Já o SBT tinha 20% de share e hoje tem apenas 13%.

Mas, para onde foi todo esse público que antes deixava a TV ligada na Globo (e no SBT), uma vez que não houve migração em massa para outras emissoras abertas?

A resposta não foi medida em números mas certamente pode ser explicada: a maior parte desse público “fujão” ocupa seu tempo diante da TV hoje com canais pagos (mais de 260% de crescimento no período), DVDs e videogames.

Um público imenso também está mais ocupado com internet, mas o ibope nunca fez uma estimativa a respeito.

É certo que a Globo é líder de audiência também na TV por assinatura, mas é bom lembrar que nem 30% da população brasileira tem acesso a esse tipo de diversão.

Pelo índice de pontos, em 2004 a média da Globo era de 21,7 pontos das 7h à 0h. No ano passado despencou para 13,5.

Ricardo Feltrin (Uol)

Losurdo: produção das emoções é novo estágio do controle da classe dominante

5 jan

João Novaes e Rodolfo Machado | 

Para o filósofo marxista italiano, com a televisão e as novas mídias, a burguesia não tem somente o monopólio das ideias

Para o filósofo marxista italiano Domenico Losurdo, o avanço tecnológico permitiu à classe dominante alcançar um novo estágio na dominação cultural. Se, no passado, ela já detinha o monopólio da profusão e difusão das ideias, hoje ela também consegue fazer o mesmo com as emoções.

Na segunda parte da entrevista de Losurdo a Opera Mundi, ele descreve as noções modernas das lutas de classe, dos limites das manifestações populares e da relação entre o comunismo e as lutas anticoloniais, em especial a do movimento negro nos EUA.

Opera Mundi: No final de “Democracia ou Bonapartismo”, o senhor afirma que vivemos uma fase de “desemancipação. A tal ponto em que a chamada ‘Revolta de Los Angeles’, de 1992 foi um caso de racismo institucional que mostra que os negros só podem protestar recorrendo a uma espécie de ‘jacquerie’ urbana, de revolta enraivecida e destrutiva, que, no entanto, em nada modifica o status quo existente”. Num contexto de crise econômica e política na Europa, de ocaso da chamada Primavera Árabe, de guerra civil na Síria: qual o sentido que deveriam tomar as mobilizações populares para, de fato, modificar o estado de coisas existente no capitalismo do século XXI?

Domenico Losurdo:Em “Democracia ou Bonapartismo”, quandio falo de desemancipação faço referência ao Ocidente. Vejamos como exemplo o já falado desmantelamento do Estado de bem-estar social. Nessa situação, e no seio do contexto do “monopartidarismo competitivo”, as classes populares não tem mais representação política no Parlamento, estão excluídas. Não sou eu que digo isso: há pesquisadores dos EUA que se referem a seu país como uma plutocracia, ou seja, o poder emanado da riqueza. Nesse contexto, as classes populares não têm possibilidade de serem representadas no Parlamento.

Portanto, o que ocorreu em Londres em 2011 e em outras cidades recentemente, esses grandes protestos populares, já foi cantado o que aconteceria depois. Na época da Revolução Francesa, houve primeiro a explosão de cólera, com queimas de propriedades de aristocratas, mas em seguida a situação sempre se voltava para o restabelecimento do poder da aristocracia. E hoje vemos exatamente a mesma coisa. Como foram os casos de Los Angeles em 1992 e mais recentemente em Londres e até Paris. Estou totalmente de acordo.


Losurdo: EUA vivem uma plutocracia, cujo sistema político pode ser classifficado como “monopartidarismo competitivo”

Podemos acrescentar um exemplo parecido: quando os EUA começaram a segunda Guerra do Golfo contra o Iraque, em 2003, houve grande base de oposição e protestos contra a guerra. Já em 2011, na guerra contra a Líbia, não houve nada digno de nota. Aí reside a fraqueza dos movimentos espontâneos, que se mostra cada vez mais forte porque a grande plutocracia controla a mídia, os jornais, a m TV.

Já o Oriente Médio é diferente. De um lado há grande movimentos populares; de outro temos tentativas de recolonização da região. E porque isso? De um lado, para favorecer Israel, que precisa da destruição de todos os outros países. Do outro há o programa-chave dos EUA, e de Obama em particular, de concentrar o aparato militar contra a China na Ásia. E com colaboração dos poderes coloniais europeus tradicionais, França e Reino Unido, que foram encorajados a restabelecer algum tipo de dominação neocolonial por lá.

OM: Em suas pesquisas, o senhor destaca o racismo e a indústria do anticomunismo, como componentes articulados da história norte-americana. “A segregação e o linchamento dos negros era um método peculiar de combater os comunistas”. O “bonapartismo soft” dos EUA reforça a recorrência de um estado racial e de uma democracia para o povo do senhor [termo de Losurdo oara se referir ao povo opressor]? O senhor poderia desenvolver esse ponto?

Domenico Losurdo: Devemos fazer uma distinção entre o plano histórico e o atual. Está claro que, para o povo do senhor norte-americano, os EUA foram uma democracia. É ridículo quando [os ex-presidentes dos EUA] Bill Clinton e mesmo Barack Obama disseram que os EUA são a mais antiga democracia do mundo. É uma teoria insustentável mesmo sob o ponto de vista histórico, o equivalente a considerar os negros escravos e os índios exterminados durante a história como descartáveis. É a continuação do racismo sob o plano ideológico.

Não devemos pensar a história como o “eterno retorno” de Nietzschze, simplesmente dizendo que nada muda. Pois seria o mesmo que dizer que os grandes movimentos de protestos populares, mesmo as grande revoluções, não serviram para nada. O que é falso, eles mudaram muita coisa.

No século XX, após a Revolução de Outubro, tivemos um número gigantesco de revoluções anticolonialistas em nível planetário. A parcial emancipação dos afro-americanos nos EUA é um desses aspectos . Podemos especificar esse movimento de luta por emancipações, por exemplo, após a Revolução de Outubro. Pois é nela que se começa a desenvolver mais fortemente as organizações de movimentos negros. Cito em meus livros a famosa frase de um de seus militantes: “me acusam de ser bolchevique? Bem se ser bolchevique significa ser contra o linchamento e a supremacia branca, então sou bolchevique”.

Podemos citar ainda nesse contexto o que se passa no primeiro ano da Guerra Fria. Em 1951, a Suprema Corte dos EUA estava debatendo se a segregação racial era ou não constitucional. O Departamento de Estado enviou um relatório aos juízes defendendo a inconstitucionalidade, caso contrário, a decisão poderia “favorecer o crescimento de movimentos comunistas e revolucionários” dentro do próprio país. Mesmo essa emancipação modesta não foi decidida de forma espontânea pelas classes dominantes, mas por medo do movimento comunista, em resposta a uma grande revolução que se desenvolvia no mundo.

Mesmo Martin Luther King, em sua fase mais radical, falava positivamente das revoluções anticoloniais.

Qual a situação atual dos afro-americanos? Na população presidiária, a porcentagem é terrível, a população negra tem porcentagem muito superior em relação à total. O mesmo pode se notar para os condenados à morte.

Nos últimos anos, o livro de uma escritora negra dos EUA, Michelle Alexander, fala do encarceramento dos negros nos EUA,no livro O novo Jim Crow [The New Jim Crow: Mass Incarceration in the Age of Colorblindness (2010)]. Segundo ela, ainda existe uma discriminação muito negativa contra os negros que não é determinada pela lei, mas pelas relações sociais e econômicas vigentes.

Mas se queremos compreender a persistência da democracia sobre os povos do senhor, devemos nos focar em outro aspecto: às relações que os EUA desenvolvem com seus “estrangeiros”. Obama lê uma lista toda terça-feira preparada pela CIA para escolher os destino dos alvos dos drones. E os mais redutáveis terroristas são eliminados sem sentença ou devido processo legal. Se, por um lado, ele atinge até cidadãos dos EUA, por outro também acerta estrangeiros no Iêmen e no Paquistão.

Logo após o golpe de Estado contra Hugo Chávez em 2002 os EUA rapidamente reconheceram o novo presidente. A democracia não se aplicava à Venezuela. Mas dessa forma podemos compreender a democracia deles. Como quando atacaram Cuba dois anos depois da Revolução na Baía dos Porcos.

Hoje a democracia para o povo dos EUA é a do povo “eleito pela providência”, porque essa ideologia dura ainda, George W Bush falava muito dela, dos EUA “como a nação eleita por Deus para dirigir o mundo”. Mesmo Clinton dizia que os EUA tinham a tarefa “eterna” de governar o mundo.

Podemos notar que essa ideologia não desapareceu e deverá persistir.

OM: Quais são as principais modalidades de lutas de classes que encontramos nos dias de hoje?

Domenico Losurdo: Sobre a luta de classes, no “Manifesto do Partido Comunista” e em outros textos de Marx e Engels, ela é sempre escrita no plural, pois pode se dar de várias formas. Por exemplo, Engels  lembra da opressão de classes contra a mulher como a primeira forma de opressão de classes. Para os negros que foram escravos nos EUA, a luta contra a escravidão é certamente uma delas. Portanto, devemos considerar a opressão de classes  toda vez que um povo é submetido e reduzido a alguma forma de escravidão.

Já o nazismo foi uma tentativa de retomada e radicalização da tradição colonial, pois queria estabelecer na Europa Oriental um verdadeiro sistema de escravidão, não há duvidas sobre isso. E a luta da URSS contra essa tentativa de escravidão de um povo inteiro foi uma verdadeira luta de classes.

Seria ridículo considerar luta de classes apenas como uma reivindicação pelo aumento de uma fração do salário de operários e não uma luta de classes para erradicar a escravidão de um povo inteiro.

Há três tipos de luta de classes atualmente. Quais são elas?

Primeira: a luta popular contra a burguesia. Segunda: a das mulheres pela emancipação – e não devemos pensar somente no Ocidente, onde as primeiras a serem afetadas  e demitidas em uma situação econômica difícil são as mulheres. E terceiro: a de todos os povos oprimidos.


Tropas norte-americanas em Sadr City em 2003: guerra no Iraque precisou de forte convencimento da opinião pública através da mídia

Coloco a questão: a gigantesca revolução anticolonial que se desenvolveu no século XX, que significou o desmoronamento do colonialismo clássico e da supremacia branca dos EUA. Podemos dizer que essa versão do colonialismo acabou ou continua? Minha resposta é: continua no caso clássico, como por exemplo quando os palestinos são expropriados de suas terras sistematicamente, marginalizados etc. A luta nacional do povo palestino é uma grande luta de classes. Nesse caso o colonialismo se manifesta de forma clássica.

Mas , para a maior parte do mundo a revolução anticolonial se manifesta de forma diferente. Lênin fez uma distinção entre “anexação política”, essa clássica do colonialismo, que se refere a um país que engloba a terra conquistada ao seu território; e a “anexação econômica”, reforçada às vezes por intervenções militares ou simples ameaças de intervenção.

O que dizia Mao Tsé-tung na véspera da conquista da tomada definitiva do poder na China pelo PCCh e na fundação da República popular da China?: Sim, conseguimos a independência política, mas dependemos dos EUA no plano econômico. Se essa situação não acabar logo, seremos sempre dependentes. Nesse contexto,  cito um importante autor anticolonialista  dos anos 1960, Frantz Fanon, em sua obra, Les Damnés de la Terre, sobre a luta da independência argelina. Ele diz que já que as grande potências coloniais são obrigadas a reconhecer a independência de alguns países no século XX , passam a se comportar de outra maneira: “vocês queriam a independência? Vocês as têm. Agora morram de fome”.

Ou seja, Lênin, Mao e Fanon compreenderam que há centenas de etapas numa revolução anticolonialista,  sobretudo uma revolução integrada ao plano econômico. O desenvolvimento econômico é uma condição necessária para tornar definitiva a independência conquistada no plano político.

A luta da China pelo desenvolvimento econômico é uma luta de classes, e mesmo a dos países emergentes para evitar a anexação econômica, também. Infelizmente, não foram todos os países que conseguiram.

Podemos pensar no Haiti, local de uma das maiores lutas anticoloniais da história: vira primeiro país do continente americano a abolir a escravidão. Ainda ajudou Simón Bolivar a combater a Espanha sob a condição que este abolisse escravidão e ele o fez, por um certo período. O Haiti jogava um importante papel internacional na luta contra a escravidão. Mas o que aconteceu depois? Sim, houve erros na administração interna, mas também a França o ameaçou de intervenção militar. Para se salvar dessa ameaça, o governo de Haiti aceita um acordo com o qual concorda em pagar pesada indenização à França pela perda da propriedade  pós-independência. A situação foi uma dívida gigantesca para o Haiti que, de uma semi-colônia da França no passado, hoje é semi-colônia dos EUA.

Isso vale para o mundo árabe também, e o exemplo é o Egito. O país tinha um passado anticolonial remarcável. Qual a situação atual? Infelizmente depende, de um lado do dinheiro norte-americano e de outro do dinheiro de países do Golfo como Catar e Arábia Saudita. O Egito poderia conduzir uma política muito mais audaciosa e radical, mas não tem os meios econômicos para isso.

OM: Marx dizia que as ideias da classe dominante são em cada época as próprias ideias dominantes, já que “a classe que dispõe dos meios de produção material dispõe com isso, ao mesmo tempo, dos meios de produção intelectual”. Preocupa  esse absoluto controle da mídia de massa pelo poder burguês, ainda mais forte hoje do que na época de Marx? Como lidar com tal monopólio no avanço das lutas populares?

Domenico Losurdo:Tem razão em acrescentar que hoje a situação se tornou ainda mais difícil, podemos exprimi-la da seguinte maneira: Marx fala da classe dominante burguesa que, com o controle dos modos de produção intelectual tem o monopólio da produção e da difusão das ideias.

Mas hoje as coisas mudarem porque com a televisão e as novas mídias, a classe dominante não tem somente esse monopólio de produção de ideias, mas também, o que é muito importante, o monopólio da produção das emoções. Transmitem-se imagens horríveis que podem ter sido escolhidas em uma série de outras imagens propositalmente ou que pode até ser falsa. [Através desse artifício] se consegue provocar uma indignação geral [na opinião pública] e esse monopólio de produção de emoções que é muito importante para o início das guerras.

Quer dizer, o Iraque, na ocasião da segunda Guerra do Golfo, dizia-se que Saddam [Hussein, ex-presidente do Iraque] tinha armas de destruição em massa, que ele poderia empregá-las a qualquer minuto. Ou pior, na ocasião da primeira guerra do Golfo, todos estavam convencidos que as forças de Saddam mataram um sem número de bebês, uma história totalmente inventada. Mas, com o monopólio de produção das emoções essa história enganou e provocou uma indignação generalizada de parte da opinião pública.

Devemos tomar consciência dessa nova situação: das ideias e emoções, com uma tecnologia e psicologia muito refinadas e sofisticadas. Nesse sentido, o aparelho militar do imperialismo ficou mais forte não só no domínio militar clássico, mas no plano multimidiático. Armas midiáticas provocam a opinião pública a ser favorável ao início de uma guerra.

“EUA são o pior inimigo da democracia nas Relações Internacionais”, diz filósofo italiano Domenico Losurdo

5 jan

Para Domenico Losurdo, crise provoca questionamentos nos fundamentos liberais, que poderão ser respondidos com ajuda da esquerda da América Latina

A crise econômica global iniciada em 2008 afetou não somente as economias das grandes potências ocidentais como também a crença desses países no liberalismo triunfante, que se iniciou após o fim da Guerra Fria. Essa é a opinião do filósofo, historiador e cientista político marxista Domenico Losurdo, que está no Brasil para uma série de atividades e palestras.

Nesta quarta-feira (02/10), ele concedeu entrevista a Opera Mundi em um hotel no centro de São Paulo, ocasião em que criticou as atitudes imperialistas belicistas dos EUA em contraponto à sua retórica em prol da liberdade e da democracia.

Ele também teceu severas críticas à social-democracia na Europa, a quem denominou de “esquerda imperial” e de possuir objetivos muito próximos aos partidos da direita tradicional, fazendo parte de um sistema “monopartidário competitivo”.

João Novaes/Opera Mundi

Para Losurdo, sistema político europeu vive atualmente em uma forma de “monopartidarismo competitivo”

Losurdo é professor da Universidade de Urbino, na Itália, e também de entidades como o Internationale Gesellschaft Hegel-Marx für Dialekttisches Denken e da Associação Marx-XXIesimo Secolo. Leia abaixo a primeira parte da entrevista. A segunda será publicada na sexta-feira (04/10).

Opera Mundi: Como podemos classificar o atual momento do liberalismo no século XXI? Ao mesmo tempo em que o mundo se encontra em uma crise econômica que já dura cinco anos, os liberais têm obtido sucesso no processo de desmantelamento do estado de bem-estar social.

Domenico Losurdo: O liberalismo está em crise. Você tem razão quando fala do desmantelamento do estado de bem-estar social na Europa. Mas isso ocorre porque estamos em um momento de fraqueza. No fim da II Guerra Mundial, foram o movimento operário e os movimentos populares que conquistaram o estado de bem-estar social, em um momento onde o comunismo contava com muita estima e exercia grande influência.

No decorrer da crise atual, esse ataque ao estado social está fazendo com que muitos comecem a colocar em questão o sistema capitalista liberal. Foram criadas uma série de ilusões após o fim da Guerra Fria, quando se falou até mesmo em “Fim da História” [pelo cientista político Francis Fukuyama] já que o liberalismo teria triunfado em nível planetário. Hoje isso é ridicularizado.

No contexto internacional vemos outros aspectos dessa crise: a decadência econômica do capitalismo ocidental corresponde à ascensão de países como a China. E a China não segue aos ditames do “consenso de Washington”, onde o mercado domina tudo e o estado não tem papel na economia. O que presenciamos agora é o “consenso de Pequim”, que defende a intervenção do estado na economia.

OM: Sob o ponto de vista eleitoral, na Europa, Angela Merkel venceu mais uma vez. Já a social-democracia, a centro-esquerda, não soube aproveitar as vitórias nos últimos anos para realizar transformações em seus mandatos, enquanto os partidos de esquerda, salvo o grego Syriza, não apresentaram programas que chamaram atenção de parte considerável do eleitorado.

DL: De acordo. Na Europa ainda vemos uma desorganização de forças que podem ser alternativas ao sistema dominante. No momento, esse sistema político europeu é constituído pelo que chamo de monopartidarismo competitivo, uma categoria que elaborei em meu livroDemocracia ou Bonapartismo. Ou seja, os partidos que certamente têm alguma competitividade são expressões da mesma classe social, da grande burguesia, exprimem mais ou menos a mesma ideologia e perseguem projetos políticos quase semelhantes.

Já os partidos populares são muito fracos, não podemos ignorar. Por outro lado, na opinião pública, o prestígio do capitalismo liberal se encontra muito enfraquecido. O problema é como transformar esse descontentamento que se desenvolve em projeto político concreto. E devo reconhecer que, infelizmente, a esquerda e os comunistas estão em grande atraso.

OM: Em suas palestras o sr. cita frequentemente John Locke, ao mesmo tempo pai do liberalismo e associado à African Company, que explorava a escravidão a seu tempo. Isso lembra, aqui no Brasil, o discurso da corrente liberal dominante que defende a tese do estado mínimo alegando que o poder público é obeso, incapaz de gerir uma sociedade cada dia mais complexa e dinâmica. Em resposta, são lembrados dos pedidos de ajuda dos bancos aos governos e de que grandes sucessos privados como Google e Apple hoje são o que são graças à ajuda governamental e à intervenção estatal. O senhor está de acordo que exista essa dicotomia constante no discurso liberal?

DL: A tese do estado mínimo é ideológica e uma auto apologia. Pegando o exemplo de um país como os Estados Unidos, o estado é mínimo na relação de direitos econômicos e sociais, na garantia dos direitos da saúde, por exemplo. Mas não se considerarmos o aparato policial e militar. Os dois aspectos devem ser considerados.

O presidente dos EUA, Barack Obama, tem o poder de decidir sozinho qual suspeito de terrorismo pode ser eliminado. Isso não tem a ver com garantias liberais. O presidente dos EUA tem até mesmo o poder de iniciar uma guerra, não precisa nem mesmo da aprovação do Congresso – ele o fez agora no caso da Síria, mas não tinha necessidade jurídica para isso.

Cito Immanuel Kant que fez a seguinte questão: “Como podemos saber se um líder é déspota ou não?” Quando um líder político diz que a guerra deve ser feita e esta acontece. É aquele que pode decidir sozinho ou quase sozinho o início de uma guerra. Se considerarmos essa afirmação correta, então devemos considerar Obama um déspota, segundo Kant. Portanto, o Estado não é tão mínimo quanto a propaganda apresenta.

Sobre os direitos econômicos e sociais no estado mínimo, Marx já escreveu como este funcionava:  a extrema polarização social e a presença de uma pequena minoria de luxo de um lado, com extrema pobreza de outro, devem ser tratadas como temas privados. Mas quando há crise econômica de grande envergadura, mesmo o estado liberal mínimo deixa de sê-lo porque procura socializar os prejuízos enquanto o lucro é privatizados. É assim que funciona o estado liberal.
 

OM: O liberalismo também se arroga como um legítimo defensor da liberdade, em contraposição ao socialismo. Em sua opinião, como esse conceito e o da democracia devem ser desenvolvidos a partir de uma ótica de esquerda?

DL: Acredito que a esquerda, incluindo a comunista, deve evitar um erro que cometeu no passado: o Estado de Direito e demais garantias jurídicas para os direitos individuais não são apenas instituições formais, mas liberdades muito importantes, parte integrante da democracia.

Porém, vejamos todos os demais aspectos: Marx descreve, no Manifesto do Partido Comunista, que dentro da fábrica, no local de trabalho ou produção, existe sempre uma forma de despotismo. Não somente pelos baixos salários dos trabalhadores, mas esse é só um dos pontos.

A crítica é tanto no plano econômico quanto no político. Outro exemplo com os Estados Unidos: os empresários fazem o que querem com os trabalhadores, mandam-nos para o olho da rua sem garantias trabalhistas, em condições precárias. E também é muito difícil e perigoso para os trabalhadores formarem um sindicato, porque sempre ocorre chantagem de todos os lados.

Terceiro aspecto: se pegamos, por exemplo, um estado como Israel, as garantias que são acordadas aos cidadãos israelenses correspondem à total falta de garantias aos palestinos. É ridículo para um regime que se diz democrata julgar sem a abstração daqueles que são excluídos de garantias. Em Israel está muito claro: garantias para os privilegiados; e prisões arbitrárias, expropriação de terras, tortura e mesmos os assassinatos os desprovidos.

Outro aspecto no contexto internacional em que ainda vemos a persistência de relações de despotismo: se os países ocidentais pedem à ONU que esta autorize uma guerra e ela os legitima, respeitam a decisão. Mas se ela se recusa a legitimá-la, o ocidente faz a guerra do mesmo jeito. Isso é a negação total da democracia. O ocidente reivindica para ele mesmo, e só para ele, o direito de dar início a uma guerra mesmo sem a autorização do Conselho de Segurança. Ou seja, não há qualquer  democracia nas Relações Internacionais.

E se ainda acrescentarmos a questão da espionagem universal, denunciada pela presidente brasileira Dilma Rousseff, podemos concluir que são os Estados Unidos o pior inimigo da democracia nas Relações Internacionais.

Cito o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt [também conhecido pelas iniciais FDR] quando, durante a II Guerra Mundial, pronunciou o célebre discurso das “Quatro Liberdades” (o 4 Freedoms), em 1941. Nesse contexto, FDR diz não somente sobre as liberdades liberais clássicas, de expressão e crença, mas de viver sem penúria e medo.

Considerando isso, qual país que pretende apagar liberdades, mesmo em nível internacional, através do consenso de Washington e pelas organizações controladas ou hegemonizadas pelos EUA, como o Banco Mundial e o FMI? Esfacelando o de bem-estar social, ou seja, a liberdade de viver sem penúria?


Losurdo durante palestra na PUC; para ele, caminho da América Latina exercerá papel progressista no cenário internacional

Sobre a liberdade de viver sem medo, FDR se dirigia à Alemanha nazista – e com toda razão, porque ela representava a todo o mundo e principalmente aos vizinhos uma ameaça constante de agressão, dificultando a vida com liberdades democráticas dentro de um contexto de militarização.

E qual estado hoje faz baixar a ameaça de agressão? Quem tem bases militares em todo o mundo? Quem reivindica o direito de intervir nos outros? Mesmo com as liberdades teorizadas pelo presidente dos EUA, podemos dizer que hoje o pior inimigo delas são exatamente os Estados Unidos da América.

OM: A América Latina conseguiu desenvolver, com os governos de esquerda dos últimos anos, uma resposta satisfatória e sustentável à corrente neoliberal nascida através do consenso de Washington? E os governos de esquerda que optaram pelo caminho da reforma sem ruptura, eles podem ser comparados à social-democracia europeia?

DL: É um erro, sob o plano político e filosófico, comparar os movimentos de esquerda na América Latina com a social-democracia europeia. Na política externa, por exemplo, eles se colocaram em posição contrária às políticas de guerra dos EUA, como na Líbia e na Síria.

Todos podem ver que o “socialista” François Hollande [presidente da França] é um dos maiores campeões da guerra. Seria falso comparar essas duas realidades. Na Europa, os autoproclamados partidos socialistas fazem parte de uma esquerda que defino pessoalmente como “esquerda imperial”, uma esquerda bem entre aspas. Não temos esse fenômeno da esquerda imperial na América Latina. Enquanto países como a França são governados por esses dirigentes que se dizem “socialistas”, estes desenvolvem um programa explicitamente colonial.

De outro lado, vemos a América Latina sob a direção de novos partidos, alguns mais, outros menos à esquerda, que continuam a luta contra a Doutrina Monroe. A Revolução Cubana foi a primeira a questioná-la. Hoje vemos que muitos a contestam, ela não tem mais o prestígio de outrora.

Muito dessa luta contra a Doutrina Monroe, contra o imperialismo e o perigo de intervenção colonial fez com que os latino-americanos compreendessem a necessidade de transformar a economia. Na luta para salvaguardar a independência econômica, muitos passaram a contestar o consenso de Washington.

À luz da política estrangeira e econômica, a tendência principal da região é de esquerda e progressista. Há países mais avançados do que outros, enquanto um terceiro grupo começa a traçar esse caminho. Penso que, num futuro próximo, a América Latina vai exercer um papel importante e progressista sobre o plano nacional e internacional.

João Novaes e Rodolfo Machado 

EUA e a Quadrilha Secreta que controla o pais

3 jan

A CABALA SECRETA (das TREVAS) NOS EUA:

A maioria das pessoas sabe que algo está muito errado no nosso país, os EUA (poucos, muito poucos MESMO, sabem que assim é no mundo inteiro), mas eles não entendem a causa do problema ou o que pode ser feito para remediar a situação. Por que existem 20-25 milhões de  pessoas desempregadas nos Estados Unidos? 

Porque é que o governo federal não aplica as nossas leis de imigração? Por que o governo federal dos EUA dá incentivos fiscais aos fabricantes que deslocam e transferem a sua produção industrial e terceirizam os seus empregos? Quem é responsável pela recessão econômica que está  prejudicando os EUA? 

Tradução, edição e imagens:Thoth3126@gmail.com

NewsWithViews.com – © 2011 Dr. Stanley Monteith – Todos os direitos reservados

Fontehttp://www.newswithviews.com/Monteith/stanley101.htm 

David Rockefeller: Fundador e presidente honorário da COMISSÃO TRILATERAL,declarou:

Alguns chegam a acreditar que somos parte de uma cabala secreta trabalhando contra os interesses dos Estados Unidos, caracterizando a minha família e a mim como “internacionalistas” e de conspirar com outras pessoas ao redor do mundo (Grupo BILDERBERG, Illuminatis) para construir um mundo mais integrado política e economicamente em uma  estrutura global – um  único mundo (NWO-New World Order, uma Nova Ordem Mundial) se você quiser. Se esse é o custo, sou culpado, e estou orgulhoso disso.” (Itálico e sublinhado acrescentado – ed) [1] 

davidrockfeller

David Rockfeller

 … Vou abordar essas questões no presente e vários artigos subseqüentes da Rádio Liberdade (Radio Freedom), aqui em News With Views (notícias com visões). Quando você as ler você vai descobrir e entender os fatos: 

I. Os EUA são controlados por uma cabala (membros de uma conspiração/UMA QUADRILHA/uma elite) secreta.

II. A meta atual da cabala/QUADRILHA é a transferência de empregos dos EUA, fábricas, e riqueza para outros países.(Com preferência para a CHINA. Visa principalmente o FIM dos EUA como uma nação livre e soberana)

III. A cabala/QUADRILHA está implementando a disposição número 10A da Carta da Terra. 

Se os EUA são controlados por uma cabala (conspiração) secreta, por que nunca alguém disse ou falou algo a respeito ao povo americano e ao resto das nações? Um dos principais motivos É QUE MEMBROS integrantes dessas organizações secretas controlam a maioria dos principais meios de comunicação nos EUA, Europa e no resto do planeta e se um jornalista, comentarista, apresentador ou um escritor mencionar a existência dessa cabala secreta, ou permita a alguém sequer  discutir o assunto, o comentarista,  jornalista ou o escritor vai perder o seu emprego, será barrado, ridicularizado  e nunca mais vai trabalhar na grande mídia novamente.

Muitos anos atrás, um conhecido apresentador de talk show do rádio, de São Francisco, Califórnia, me disse que não poderia dizer ao vivo, em seu programa, no ar, no que ele acreditava, porque se ele dissesse a verdade, ele seria demitido. Recentemente, tive um almoço com o editor de um jornal de grande circulação, e ele me disse que não pode escrever sobre o que ele acredita e sabe, ele deve escrever sobre o que lhe é dito para escrever

Gary Webb, um repórter investigativo e ganhador de um prêmio Pulitzer que trabalhou para o Jornal San Jose Mercury News, na Califórnia, escreveu uma série de artigos sobre o envolvimento da CIA na indústria farmacêutica (FABRICAÇÃO DE DROGAS). O San Jose Mercury News verificou a informação e os artigos publicados para confirmá-los, mas algumas semanas depois da publicação da matéria, alguém contatou o editor do jornal e disse-lhe para “demitir” Gary Webb, e colocar seu nome na lista negra. Como resultado, Gary Webb não poderia mais conseguir um emprego em qualquer jornal nos Estados Unidos, e alguns anos depoisele se “suicidou” atirando na própria cabeça “duas vezes” para ter certeza de que ele estava morto. [2] 

Essa situação de controle sobre o que e quando é publicado em jornais e revistas já existia nos Estados Unidos há mais de cem anos e hoje abrange os meios de comunicação de forma generalizada. John Swinton foi o editor da página editorial do jornal The New York Times entre 1860-1870. Quando se dirigiu a um grupo de jornalistas no Clube Twilight em Nova York em 12 de abril de 1883, ele declarou: 

Fallen-Angel

-“Não existe tal coisa na América como uma imprensa independente e livre, a não ser em pequenas cidades do interior. Você sabe e eu sei disso. Não há um de vocês que se atreva a escrever suas próprias opiniões honestamente, e se tentar você saberá de antemão que elas nunca aparecerão na imprensa. Eu sou  pago US$ 150 por semana para manter a minha opinião honesta fora do papel do jornal em que eu estou trabalhando. Há outros de vocês que são pagos salários semelhantes para fazer coisas semelhantes. Se eu permitir que opiniões sinceras  sejam impressas em uma edição  do meu jornal, como Othelo, antes de 24 horas a minha ocupação teria sido tomada (seria despedido)…. Nós somos (os jornalistas) prostitutas intelectuais. “ [3]

Muito pouco mudou desde aquele tempo exceto pelo fato de que os membros dessa conspiração possuem agora mais pontos de venda e ainda mais controle de toda a mídia ( rádio, T.V., revistas, jornais, estúdios e produtoras de Hollywood, etc.) e eles desenvolveram métodos muito mais sofisticados de controlar a realidade do povo americano e do resto do mundo. 

Em raras ocasiões, um membro corajoso da mídia tentou expor a influência da cabala secretaRichard Harwood trabalhou para o jornal The Washington Post durante 22 anos, e durante esses anos, ele escreveu o que foi dito para que ele escrevesse, mas depois que Richard Harwood se aposentou, ele escreveu um artigo intitulado “Jornalistas da Classe Dominante”, que expôs a influência totalitária do Council on Foreign Relations – CFR (Conselho de Relações Exteriores. Site emhttp://www.cfr.org/). Porque isso é importante? É importante porque o CFR é uma das maiores “organizações de fachada” para a trama, a conspiração, a cabala secreta que controla a nossa nação e a Europa e tenta implantar uma nova ordem mundial (NWO) no planeta.

Em 30 de outubro de 1993, Richard Harwood escreveu: 

“O próprio presidente dos EUA é um membro do CFR. Também é o seu secretário de Estado, o Secretário de Estado Adjunto, todos os cinco subsecretários, vários secretários adjuntos e o assessor do departamento jurídico. O assessor do Presidente para a segurança nacional e seu vice são membros. O diretor da CIA-Central de Inteligência (assim como TODOS os diretores anteriores) e o presidente do Conselho Consultivo de Inteligência Estrangeira são membros. O secretário da Defesa, três subsecretários e pelo menos quatro secretários adjuntos são membros. Os secretários do departamento de habitação e desenvolvimento urbano, do interior, saúde e serviços humanos, e o chefe da Casa Branca, o homem de relações públicas, David Gergen, são membros juntamente com o presidente da Câmara e o líder da maioria no Senado. “ [4]

Se as informações de Richard Harwood estão corretas, porque o povo americano não percebe que o CFR controla o próprio governo americano e suas políticas, tanto interna como externamente? O artigo de Richard Harwood foi publicado em uma página final do The Washington Postmas o artigo não foi mencionado no rádio ou na televisão, e a matéria (apesar de sua importância e revelação bombástica) também nunca foi citada por outros jornais. Um destino semelhante se abateu sobre todos os demais esforços feitos para expor a existência dessa trama e conspiração secreta.

A CABALA (QUADRILHA) NA CASA BRANCA – Catorze membros do governo de George Bush na foto acima, dos dezessete eram membros do CFR, ele próprio é membro da Sociedade Skull and Bones (Caveira e Ossos) e os dois restantes eram membros da Comissão Trilateral. Para quem e quais  interesses essas pessoas governam?

Se você gostaria de verificar o fato de que a maioria dos meios de comunicação principais dos EUA são de propriedade de “organizações de fachada” filiados à cabala secreta, ou seja, a Comissão Trilateral, ao CFR, ao Grupo BILDERBERGIlluminatis, você deve ler o livro do professor Ben Bagdikian, “A New Media Monopoly”, pois identifica as cinco (ou seis) empresas internacionais que controlam 90% dos meios de comunicação importantes nos Estados Unidos [5] e você também deve ler “A lista de membros da Irmandade das Trevas/ Escuridão”, compilado pela Rádio Liberty, ou leia o livro “Who’s Who of the Elite” (Quem é Quem na Elite) de Robert Gaylon Ross [6] As grandes corporações donas da Mídia dos EUA são as seguintes: 

Times Warner (AOL) (Comissão Trilateral) 
Bertelsmann (Comissão Trilateral) 
Viacom (CBS) (Conselho de Relações Exteriores-CFR)
Disney (ABC) (CFR)
GE Comcast (NBC) (CFR)
Fox News: Ruppert Murdoch (CFR)

O Que é a Comissão Trilateral? 

O Que é o CFR? 

Quem controla as organizações? 

De onde eles vêm? 

Qual é a sua meta? 

Nós vamos discutir as respostas a estas perguntas no próximo artigo

Notas de rodapé: 

1. Davi, Memórias Rockefeller, Random House, New York, 2002, p. 405.
2. Gary Webb , Wikipedia
3. O projeto de história moderna
4. Richard Harwood, “Governar Jornalistas de classe,” The Washington Post, 30 de outubro de 1993, p. A21.
5. Bagdikian Ben H., O Monopólio da Mídia Nova, Beacon Press, Boston, pp 27-54.
6. Gaylon Robert Ross, Sr., Who’s Who da Elite, Imprensa RIE, Spicewood Texas, 2000. Veja Também: Lista de Associados da Brotherhood of Darkness – disponível a partir de Rádio Liberdade.

Em nossa primeira narrativa, a parte I, deixamos-lhes com algumas questões a ponderar:

– O que é a Comissão Trilateral? – Quem é do CFR-Council on Foreign Relations (Conselho de Relações Exteriores)? – Quem controla essas organizações? – De onde eles vem e qual é a sua meta, os seus objetivos?

Antes que você possa entender a resposta a essas perguntas, você tem de aprender a finalidade e o objetivo da sociedade secreta que Cecil Rhodes fundou em 1891 porque o CFR, O GRUPO BILDERBERG e a Comissão Trilateral são descendentes e ramificações dessa organização secreta.

O Professor Carroll Quigley foi um dos principais historiadores do século XX, e lecionou em Princeton e Harvard antes que ele aceitasse uma posição na Universidade de Georgetown. O professor Quigley, descobriu acidentalmente a sociedade secreta de Cecil Rhodes. Ele pesquisou durante vinte anos, analisou os seus arquivos secretos, e escreveu dois livros sobre o movimento secreto. o primeiro livro do professor Quigley, The Anglo-American Establishment” foi concluído em 1949 ou 1950, mas sua publicação foi reprimida durante 30anos. Seu segundo livro, “Tragedy and Hope: A History of the World in Our Time”, foi suprimida por 6-8 anos, mas ambos os livros estão disponíveis hoje.

Como o professor Quigley descobriu e aprendeu sobre a sociedade secreta de Cecil Rhodes? Sir Alfred Zimmern era um membro do núcleo interno do Grupo Secreto de Rhodes em 1910-1922, mas tornou-se desiludido e, gradualmente, se afastou do movimento secreto. Vinte e quatro anos depois, Sir Zimmern conheceu o Professor Quigley, e lhe contou sobre o grupo, mas Quigley fez a promessa à Zimmern, de que ele nunca revelaria a sua fonte de informação.

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Council on Foreign Relations( CFR ) é uma organização da sociedade civil americana sem fins lucrativos, apartidária, editora e de reflexão especializada na política externa e assuntos internacionais dos EUA.  Fundada em 1921 e sediada em 58 Street East 68, em Nova York , com um escritório adicional em Washington, DC. O CFR é considerada a organização “mais influente em política externa” dos EUA. Ela publica um jornal bimestral, Negócios Estrangeiros  {http://www.cfr.org/}

Então como eu sei que isso tudo aconteceu assim? Eu visitei a Universidade de Georgetown, em 1980, e li as cartas que Carroll Quigley escreveu a Alfred Zimmern e as cartas que Alfred Zimmern escreveu a Carroll Quigley, bem como centenas de outras cartas e documentos. Além disso, o livro do professor QuigleyThe Anglo-American Establishment, menciona o fato de que Alfred Zimmern era um membro do círculo íntimo da sociedade secreta de Rodhes entre 1910-1922, mas não revelou a fonte dessa informação. [1 ] 

Um segundo livro do professor Quigley, Tragedy and Hope: A History of the World in Our Timenarra a origem da sociedade secreta de Cecil Rhodes. O texto do professor Quigley é impresso em negrito destacado a seguir. Minha análise é impresso em tipo regular:

“Até 1870 não havia nenhum professor de belas-artes na Universidade de Oxford, mas nesse ano… John Ruskin foi nomeado para tal cadeira. Ele chegou em  Oxford como um terremoto, não tanto  do que ele falou sobre artes plásticas, mas porque ele falou também sobre o império britânico e as massas oprimidas da Inglaterra e, sobretudo, porque ele falou sobre esses assuntos como questões morais. Até o final do século XIX, as massas atingidas pela pobreza nas cidades da Inglaterra viviam na miséria, ignorância e criminalidade muito similarmente como eles foram  descritos por Charles Dickens em sua obra.

 John Ruskin falou aos estudantes de Oxford como membros da classe dominante e privilegiada. Disse-lhes que eles eram possuidores de uma magnífica tradição de educação, beleza, Estado de direito, da liberdade, da decência e auto-disciplina, mas que a tradição não pode ser salva, e não merecia ser salva, a menos que pudesse ser estendida às classes mais baixas na própria Inglaterra e às massas não inglesas em todo o mundo. Se esta preciosa tradição não for entendida a estas duas grandes maiorias, a minoria pertencente à  classe superior dos ingleses acabaria por ser submersa por estas maiorias e a tradição seria perdida. Para evitar isso, a tradição deve ser estendida às massas e ao resto do império (Império colonial inglês da época.) ” [2]

A mensagem do professor Ruskin recorreu para o idealismo de muitos dos jovens que ouviram a palestra, mas eles não perceberam que John Ruskin estava profundamente envolvido com o ocultismo, ou que estavam sendo recrutados para um programa sinistro, que acabaria por destruir o Império Britânico e o Cristianismo como a fundação da civilização ocidental (Europa e Américas). [3]

Apesar do fato de que o Professor Quigley foi um dos principais historiadores do século XX, estou certo de que ele não estava ciente das implicações espirituais da palestra de John Ruskin, ou a força espiritual oculta que guiou os acontecimentos que se seguiram.

O professor Quigley continua:

“A mensagem de Ruskin teve um impacto sensacional. Sua aula inaugural em 1870 foi copiada à mão por um aluno de  graduação, Cecil Rhodes, que a manteve com ele por 30 anos. Rhodes… Febrilmente explorava garimpos de diamantes e ouro na então África do Sul, uma colônia britânica na época, e  passou a ser privilegiado com o cargo de ministro da Colônia do Cabo,…

Tendo contribuído com dinheiro para partidos políticos, controlando assentos parlamentares na Inglaterra e na África do Sul, e pediu para ganhar uma faixa de território britânico na África desde o Cabo da Boa Esperança até o Egito, e de juntar estes dois extremos do continente africano,  juntamente com uma linha de telégrafo e, finalmente, com uma linha ferroviária entre a cidade do Cairo ligando à cidade do Cabo, na África do Sul.  

Cecil Rhodes foi inspirado  e teve suporte dedicado para os seus objetivos de outras pessoas na África do Sul e na Inglaterra. Com o apoio financeiro de Lord Rothschild e Beit Alfred, ele foi capaz de monopolizar as minas de diamantes da África do Sul através da De Beers Consolidated Mines e para constituir um grande empreendimento  de mineração de ouro  como a Consolitated Gold Fields.” [4] 

cecil-rhodes

Cecil Rhodes.

Como Cecil Rhodes adquiriu a sua riqueza e fortuna? Lord Rothschild forneceu a maioria dos fundos que Cecil Rhodes se utilizou para adquirir as minas de diamantes e de ouro da África do Sul. Por que Lord Rothschild  forneceria  o dinheiro? Cecil Rhodes também era maçome Lord Rothschild  estava profundamente envolvido com o ocultismo  (e com o sionismo, illuminatis, e outras atividades sequer suspeitas ainda hoje).

Por que isso é importante? É importante porque muitos dos homens que acumularam uma grande riqueza na época do colonialismo eram maçons (ou Illuminatis), ou envolvidos no ocultismo, mesma situação existente e ampliada hoje.

Quando examinei documentos do Professor Carroll Quigley em 1980, eu encontrei uma cópia de carta de Cecil Rhodes “Confissão de Fé”. O documento foi escrito em 1873, e afirmava:

“A idéia brilhando e dançando diante dos olhos como uma vontade-de-suspirar nos quadros do passado se fez em um plano. Por que não haveremos de formar uma sociedade secreta com um único objetivo,  o avanço do Império Britânico e de trazer todo o mundo incivilizado  sob o domínio britânico e junto a recuperação do controle SOBRE os Estados Unidos, tomando a decisão de fazer da raça anglo-saxão  um único império global.”[5]

Cecil Rhodes queria tomar e tornar “todo o mundo civilizado sob domínio britânico,” e queria unir todo o mundo não britânico anglo-saxão.

O professor Quigley continua sua narrativa:

“Em meados de 1890, Cecil  Rhodes teve uma renda pessoal de pelo menos um milhão de libras esterlinas por ano (cerca de cinco milhões de dólares naquele tempo), o que foi gasto tão livremente para seus propósitos misteriosos que ele geralmente se encontrava a descoberto em sua conta bancária pessoal. Estes efeitos centrados no seu desejo de unir as principais nações (Império Britânico, EUA, Austrália e Canadá) e as pessoas que falavam Inglês e trazer todas as demais partes habitáveis do mundo sob o controle desse império. Para obter o efeito, Cecil Rhodes, deixou parte de sua grande fortuna para fundar o Rhodes Scholarships em Oxford, a fim de difundir a tradição Inglêsa como a da classe dominante ao longo do  mundo que falava inglês como Ruskin queria.

Nathaniel Mayer Rothschild

Um retrato de Nathaniel Mayer (‘Natty’), primeiro LORD Rothschild(1840-1915). Natty, em homenagem a seu avô Nathan Mayer, assumiu a parceria sênior da NM Rothschild & Sons, em 1879. Sob ele, o banco fez 70 empréstimos e foi instrumental no estabelecimento da Companhia de Pesquisa de explorar novas oportunidades de mineração no Novo Mundo. Natty tornou-se o primeiro nobre de origem judaica da Grã-Bretanha em 1885, mantendo o seu próprio nome em seu novo título, Lord Rothschild de Tring

Entre os discípulos mais dedicados de Ruskin em Oxford, estava um grupo de amigos íntimos, incluindo Arnold Toynbee, Alfred (mais tarde Lord) Milner, Arthur Glazebrook,  George. . . Parkin, Phillip Lyttelton Gell, e Henry. . . Birchenough. Eles eram tão dedicados aos ideais de Ruskin que dedicaram o resto de suas vidas para realizar suas idéias. Um grupo similar de homens em Cambridge. . . Também foram despertados pela mensagem de Ruskin e dedicaram suas vidas a ampliar a extensão do Império Britânico e na elevação das massas urbanas da Inglaterra como duas partes de um projeto que eles chamaram de “extensão da idéia da língua Inglêsa. . . .

Esta associação foi formalmente criada em 5 de fevereiro de 1891, quando Rhodes e Stead organizaram uma sociedade secreta da qual Rhodes tinha sonhado durante dezesseis anos. Nesta sociedade secreta Rhodes era para ser o líder, Stead, Brett (Lord Esher) e Milner deveriam formar um comitê executivo, Arthur (Lord) Balfour, (Sir) Harry Johnston, Lord Rothschild, Albert (Lord) Grey, e outros foram citados como potenciais membros de um “Círculo de Iniciados”, deveria haver um círculo exterior conhecido como a “Associação dos Auxiliares (mais tarde organizado por Milner como a Mesa Redonda[Round Table])” [6]

Como o professor Quigley aprendeu os detalhes sobre a formação da sociedade secreta de Cecil Rhodes? Isso, e outras informações importantes serão revelados no próximo post. 

 Notas de rodapé:

1. Carroll Quigley, A Criação anglo-americana, op. cit. p. 5.
2. Carroll Quigley Tragedy and Hope: A History of the World In Our Time, The Macmillan Company, New York, 1966, p. 130.
3.John Ruskin ea Mesa Redonda britânica
4. Tragedy and Hope, op. cit., p. 130.
5.1877: Cecil Rhodes, “Confissão de Fé”
6. Tragedy and Hope, op. cit., p. 130.

Como o professor Quigley aprendera sobre os detalhes da formação da sociedade secreta de Cecil Rhodes? 

Cecil Rhodes e William Stead organizaram a sociedade secreta em 05 de fevereiro de 1891, mas alguns anos mais tarde Stead foi expulso por estar em desacordo com o esforço de Rhodes para incitar a Guerra dos Bôeres, na África do Sul. Como resultado, William Stead descreveu a formação da sociedade secreta em seu diário e escreveu vários artigos sobre a organização secreta. 

O professor Quigley escreveu dois livros sobre a sociedade secreta de Cecil Rhodes. Ele completou o manuscrito  de “The Anglo-American Establishment,” em 1949 ou 1950, mas a conspiração já controlava a maior parte das grandes editoras nos Estados Unidos e Inglaterra, e então o professor Quigley não poderia ter seu livro publicado. Quando examinei os papéis do professor Quigley na Universidade de Georgetown, em 1980, eu encontrei uma cópia parcial do manuscrito, mas o texto completo do livro não estava disponível. “The Anglo-American Establishment,”, foi publicado no ano seguinte (1981), quatro anos depois o professor Quigley morreu, e na primeira página do livro, o professor Quigley escreveu:

“As bolsas de estudo Rhodes, estabelecidas pelos termos do sétimo artigo do testamento de Cecil Rhodes, são conhecidas por todos. O que não é tão amplamente conhecido é que Cecil Rhodes, em cinco testamentos anteriores deixou sua fortuna para formar uma sociedade secreta que deveria dedicar-se à preservação e a expansão do Império Britânico. E o que não parece ser conhecido de ninguém é que essa sociedade secreta foi criada por Cecil Rhodes e seu administrador principal, Lord Milner, e continua a existir até hoje.

Todos podem ter certeza de que essa sociedade secreta não é uma coisa infantil, como aKu Klux Klan, e não tem mantos secretos, apertos de mão secretos, ou senhas secretas. Ela não precisa de nenhum desses arranjos, pois seus membros se conhecem intimamente. Ela provavelmente não tem juramentos de sigilo, nem qualquer procedimento formal de iniciação. No entanto e entretanto ela EXISTE e realiza reuniões secretas, sobre a qual o atual membro sênior preside.[3]

roundtable

Inicialmente, o núcleo da sociedade secreta foi chamado de “O Círculo de Iniciados“, a segunda camada foi denominada de “A Associação de Colaboradores”, de 1901-1910 o terceiro nível foi chamado de ” Jardim de Infância Milner”, e 1910-1920 ele foi chamado de “Mesa-Redonda- The Round Table” ou “O Grupo“. [4]

No ano seguinte (em 1921) a quadrilha, cabala, conspiradores  criou o Conselho de Relações Exteriores (CFR) nos EUA e filiais do Royal Institute of International Affairs (RIIA), nos países integrantes da Commonwealth (países que falam língua inglesa). [5] 

Cinqüenta e dois anos mais tarde (em 1973) o movimento de conspiradores secretos criou a Comissão TrilateralO Símbolo daSkull & Bones  (S&B): Aqueles que estão familiarizados com a Sociedade Skull and Bones(S & B) sabem que o número “322” em seu Logo é o número do quarto da sala de iniciação para os integrantes da sociedade – o Sanctum Sanctorum ou “Santo dos Santos” – na proibida organização dentro da estrutura no campus da  Yale University.

Essa estrutura é vulgarmente conhecida pelos membros e não membros como a Tumba, mas também é conhecida pelos seus integrantes como “O Templo”. O “322” também se refere à própria sociedade, é o “Capítulo 322″ uma referência a uma antiga sociedade secreta da Alemanha, também  é referência ao dia 22 de Março.

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A Sociedade Skull & Bones (Crânio e Ossos, em português) é uma sociedade secreta estudantil dos Estados Unidos, fundada em 1832. Foi introduzida na Universidade de Yale por William Huntington Russell e Alphonso Taft em 1833. Entre 1831 e 1832, Russell estudou na Alemanha, onde supostamente teria sido iniciado em uma sociedade secreta alemã, a qual teria inspirado a criação da Skull and BonesTal hipótese foi confirmada durante obras realizadas no salão de convenções da Skull and Bones.

Para SABER MAIS: http://thoth3126.com.br/skull-bones-sociedade-secreta-illuminati-e-nwo/

Naquela ocasião foi encontrado material que se refere a Skull and Bones  como o capítulo de Yale da SOCIEDADE SECRETA ILLUMINATI, uma sociedade alemã Illuminati da BAVIERA. Essa sociedade foi tornada ilegal por efeito de um edito do governo alemão da Baviera, em 1785, continuando entretanto a existir, como uma organização clandestina.  A sociedade foi incorporada pela Russell Trust Association, em 1856. Em 1846, Russell tornou-se membro da assembleia do estado de Connecticut e, em 1862, foi nomeado general da guarda nacional.

Alphonso Taft tornou-se ministro da guerra em 1876, e depois Vice-general e embaixador dos Estados Unidos na Rússia, em 1884. Seu filho, William Howard Taft, tornou-se mais tarde, magistrado e depois presidente dos Estados Unidos. Yale é a única universidade com sociedades secretas onde são admitidos somente seniores, quer dizer antigos alunos. As duas outras são Scroll and Key (“Chave e Pergaminho”) e Wolf’s Head  (“Cabeça de lobo”). Os candidatos são exclusivamente homens brancos, protestantes, e são originários habitualmente de famílias muito ricas. Frequentemente, seus pais já eram membros da ordem. No último ano de estudo, são denominados cavaleiros.

georgebushskull-bones

Os dois George Bush, pai e filho são membros da Skull & Bones. Acima o George Bush pai.

O que eles fizeram nas últimas décadas? A sociedade secreta incitou a sangrenta Guerra dos Bôeres, na África do Sul, que precipitou e prolongou a I Guerra Mundial, que teve como conseqüência a orquestração da Segunda Guerra Mundial e o surgimento do nazismo, eles transferiram os países da Europa Oriental e a China para os comunistas, com planos discutidos e aperfeiçoados desde NEW YORK, eles manipularam os EUA e a Grã-Bretanha para combater uma guerra perdida na Coréia e outra guerra perdida no Vietnã, eles destruíram a infra-estrutura do Afeganistão e do Iraque, e nos dias modernos atuais o movimento secreto (hoje com múltiplas ramificações como; Grupo BilderbergSkull and Bones, Sionistas, Fabian Society, CFR, RIIA, Iluminattis, Maçonaria, B’nai B’rith, etc) está tentando precipitar uma guerra total contra o IRÃ e o mundo muçulmano.[6]

Por que é que eles querem precipitar mais uma guerra? Eles acreditam que o caos gerado pela crise financeira e os sofrimentos causados pela guerra, que são inevitáveis, vai forçar as nações a abandonarem a sua soberania em prol de uma Nova Ordem Mundial (NWO-New World Order), um governo global.

Fabiansociety-CrestSímbolo/Logo da F.S. Fabian Society, um lobo em pele de cordeiro !!!

Uma vez Henry Kissinger (um integrante da cabala) disse: “A alternativa a uma nova ordem internacional é o caos.” [7]  Foi a intenção da “sociedade secreta de Cecil Rhodes, e é o objetivo da Comissão Trilateral, do CFR,  Grupo Bilderberg e outros como a européia Sociedade ILLUMINATTI, ontem, hoje e sempre.  [8]  

O Senador Barry Goldwater advertiu o povo americano sobre o perigo representado pelo CFR e a Comissão Trilateral ainda em 1979, quando ele escreveu:

Considerando que o Conselho de Relações Exteriores (CFR) é distintamente nacional em seus membros, a Comissão Trilateral é internacional… Ele é destinado a ser o veículo para a consolidação multinacional dos interesses comerciais e bancários, tomando o controle do governo político dos Estados Unidos“. [9]

A Comissão Trilateral (e o CFR) com o controle do governo dos EUA hoje? Sim.  Entre 1977 e 2008, todos os presidentes e / ou vice-presidente dos Estados Unidos foi um membro da Comissão Trilateral, ou seja, Jimmy Carter, Walter Mondale, George HW Bush, Bill Clinton, George Bush (Filho), Al Gore e Dick Cheney. Além disso, durante o período de vinte e um anos (anteriores a 2009): seis dos oito presidentes do Banco Mundial eram membros da Comissão Trilateral, oito dos 10 representantes da Câmara de Comércio dos EUA foram  membros da Comissão Trilateral, sete dos doze secretários de Estado eram membros dessa Comissão Trilateral, nove dos doze secretários de defesa eram membros da C.T., e a maioria dos outros principais cargos nas administrações republicana ou democrata foram comandados por membros  do Council on Foreign Relations-CFR[10] 

No momento integrantes da Comissão Trilateral mantem de 11 a 12 posições-chave na administração de Barack Obama, e a maioria dos principais cargos são ocupados por outros membros do CFR (Conselho das Relações Exteriores). A cabala secreta ainda existe hoje? Sim! David Rockefeller, presidente honorário do CFR, e fundador e Presidente Honorário do Capítulo Norte-Americano da Comissão Trilateral, afirmou (em seu livro, Memórias):

Alguns chegam a acreditar que somos parte de uma conspiração secreta que trabalha contra os interesses dos Estados Unidos, caracterizando a minha família e eu como ‘internacionalistas’, e de conspirar com outras pessoas ao redor do mundo para construir um mundo mais integrado política e econômicamente em uma estrutura global – um único mundo, se você quiser. Se esse é o custo, sou culpado, e estou orgulhoso disso. (Itálico e sublinhado acrescentado ed) [11]

A pirâmide do controle do poder no planeta…

Em cartas posteriores vou explicar porque existem já cerca de 25 milhões de pessoas desempregadas nos EUA, porque o governo federal oferece incentivos fiscais para os fabricantes que deslocam a sua produção e fábricas para o exterior, e as causas da atual crise e recessão econômica dos EUA.

Eu não posso dizer o que está por vir, mas temo que os Estados Unidos em breve estará em guerra contra o IRÃ, e haverá um caos nas ruas de nossa nação. O que você pode fazer? Você pode continuar o seu esforço para educar o povo americano, primeiro educando a si próprio e espero que você possa levá-los para um relacionamento pessoal com nosso Senhor, Jesus Cristo. Essa é a nossa principal arma, porque:

“Ó Deus, nosso auxílio em tempos passados, nossa esperança para os próximos anos, Nosso abrigo da explosão da tempestade, e o nosso eterno lar! Sob a sombra de teu trono, ainda que possamos habitar seguro; Suficiente é só o teu braço, e a nossa defesa é certa”. [12]

Notas de rodapé:

1. 1877: Cecil Rhodes, “Confissão de Fé”
2. Tragedy and Hope, op. cit., p. 130
3. Carroll Quigley, A Criação anglo-americana, op. cit., Prefácio, p. ix
4. Ibid., p. 4.
5. Tragedy and Hope, op. cit., p. 951-952
6. Stanley Monteith, Syllabus: Iraq: The Untold Story “: Disponível a partir do Rádio Liberdade. Veja também . Veja também .
7, A chance de uma Nova Ordem Mundial
8, a Comissão Trilateral .
9, Barry Goldwater, op. cit.
10, 11, David Rockefeller, op. cit.
12, Charles Johnson, Cento e Uma Hinos famosos, Hallberg Corporation Publishing, Delavan, Wisconsin, 1982, p. 35: “Ó Deus, a nossa ajuda nos séculos passados.”

© 2011 Dr. Stanley Monteith – Todos os direitos reservados

Stanley Monteith

irmandade-das-trevas-livro-brotherhoodofdarknessO livro Brotherhood of DarknessIrmandade das Trevas, escrito pelo Dr. Stanley Monteith.

O Dr. Stanley Monteith tem estudado o movimento para criar um governo (Nova Ordem Mundial-NWO) mundial controlado pela Irmandade das trevas (Brotherhood of Darkness) por quase 40 anos.

Durante seus 35 anos de carreira como um cirurgião ortopédico, ele viajou para a Europa, viveu na África do Sul, e pesquisou os registros dos homens e das organizações que estão trabalhando para trazer a nação norte americana sob o controle de uma elite corporativa.

O Dr. Monteith gasta atualmente cinco horas diárias no rádio em todo o país. Ele escreve extensivamente, e dá palestras sobre geopolítica. Ele é o autor do livro:” Aids: A Epidemia desnecessária”. O seu livro mais recente é Brotherhood of Darkness (Irmandade das Trevas/escuridão) está em sua oitava impressão.

E-Mail: DoctorStanRadio@aol.com – Rádio Liberdade, PO BOX 969, Soquel, CA. 95073 – 800-544-8927 – Web-Site: www.radioliberty.com

“HABEMUS PRESIDENTA” por Antonio Veronese

2 jan
O povo brasileiro, soberanamente, escolheu reeleger Dilma Rousseff .
A voz da maioria foi ouvida e deve ser absolutamente respeitada.
É isto que impõe a democracia, que nos sofistica enquanto Nação, libertando-nos do estigma de “republiqueta-de-bananas” que tivemos um dia.
Moro fora do Brasil há muitos anos e posso assegurar-lhes que nunca a imprensa internacional foi tão generosa com o Brasil como nos últimos dez anos.
Uma vez que o balizamento constitucional foi absolutamente respeitado, resta-nos, agora, serenamente, aceitar a vontade da maioria.
O mundo atravessa profunda crise econômica que afeta a todos sem exceção.
Mesmo os EEUU, – país fetiche de uma enorme parcela de brasileiros-, apresenta hoje números censitários assustadores, com mais de 90 milhões de miseráveis, o equivalente a quase a metade da população do Brasil!

A crise econômica que grassa em todo o mundo é de tal amplitude que é admirável que Brasil consiga atravessa’-la controlando desemprego, inflação, e com aumento real do salário dos trabalhadores. Retiramos 36 milhões de
brasileirinhos da miséria absoluta, nunca o acesso à Universidade foi tão universalizado, o Bolsa Família foi considerado pelas Nações Unidas o mais importante programa de distribuição de renda em curso no planeta…
Ontem, num bate-papo twuitteiro com Lobão , ( que alias, é preciso dizer, foi extremamente gentil e educado comigo),
interroguei-o, diversas vezes, sobre qual pai’s da Europa estaria hoje economicamente melhor do que o Brasil…

Minha pergunta restou sem resposta, simplesmente porque não é possível respondê-la…

Para citar apenas dois exemplos, o desemprego na França hoje é o dobro do nosso, e na Espanha 4 vezes maior.
Por isso, acho que devíamos acreditar mais no Brasil, cerrar fileiras para que ele possa avançar e não retroagir a
tempos que tanto nos envergonharam.

Sem esquecer que o Brasil contemporâneo é o resultado de 5 séculos de exclusão de uma imensa maioria de brasileiros, o que nos impôs, no ano 2.000, o recorde vergonhoso da “pior-distribuição-de-renda-do-planeta”. Padecemos de endemias seculares na educação, saúde, escola, justiça… que ainda hoje afetam dramaticamente a nossa sociedade como um todo.

Não sou filiado ao Partido dos Trabalhadores, nem seu porta-voz e, sobretudo, reconheço
que AINDA HÁ MUITO A FAZER!!

Mas acredito que nunca antes tivemos tantos motivos pra ter esperança!”

Antonio Veronese( dica de Maisa Paranhos e Zucca Aguiar )

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