Vou revelar meu segredo de tranquilidade.Por Míriam Márcia Morais

12 maio

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Vi Cardozo enquanto ministro fazer baixar a PF na casa dos golpistas graúdos e pegar os computadores, o que a gente sabe o que significa.

Vi o aeroporto de Aécio ser colocado nas telas de TV, na cara de todo mundo, e vi ele continuar em paz com seu aeroporto sem ninguém da política, imprensa ou judiciário abrir a boca.

Vi Eduardo Campos morrer de uma queda de avião no dia D, no último segundo do prazo que se não houvesse a troca por Marina, não haveria segundo turno, e quem teve prejuízos com a queda até hoje não foram compensados porque o avião não tem dono.

Vi Moro brincar de Hitler, Genoíno ir para a cadeia, Vaccari (o mais pobre dentre todos os citados) ser preso e permanecer até hoje numa cela da qual Moro livrou todos os envolvidos da Abreu e Lima só porque eram tucanos.

Vi Dirceu ser preso duas vezes num país onde corruptos aparecem mais nas telas de TV do que os artistas da hora. Vi a França enviar denúncia contra José Serra e a Suíça enviar as contas de Cunha e não acontecer absolutamente nada.
Então minha suposição é que assistir a tudo isso sem fazer nada é uma estratégia para, na hora certa, agir de forma dura para lançar tudo isso para o esgoto, mostrar pra todo mundo, esfregar na cara de quem não quer ver e recomeçar sobre novas bases.
Tenho esperado por esse momento. Não acredito que Exército, Marinha, Aeronáutica, seja compostas por covardes omissos em sua maioria, que estejam ignorando de fato, e não de mentirinha, as provas de que o alto escalão do Congresso seja composto de pessoas do alto escalão do tráfico de drogas, como nos provou o helicóptero.

Não acredito que não passem de moleques os nossos comandantes. Não acredito que os juristas sejam conviventes com o crime em sua maioria. Há bandidos de toga, mas nunca acreditei em maioria.
Também não acredito que Lula e Dilma tenham todo esse arsenal para carregar na mala quando terminar o tempo deles.
Quanto mais fundo mergulhamos na investigação dos fatos e da política, mais sabemos que só o anseio de mudar esse estado de coisas justifica a atuação nessa área.
O momento agora é decisivo, definitivo. Saberei se estive enganada ou se há um limite traçado entre o admissível e o intolerável na cabeça dos que assistem isso ainda mais de perto.
O momento é decisivo, é momento limite ao menos para mim. Já fui aqui muito criticada por dizer que se nada acontecer eu me despeço da política.

Não vivi duas vidas nem a ditadura militar para julgar a História, mas posso afirmar que no tempo em que vivi, nunca houve momento melhor para atirar tudo de uma vez no ventilador e decretar o BASTA!

Se nada acontecer e Dilma simplesmente sair, teremos atravessado o meu limite pessoal do que é admissível e tolerável.

Para mim o ativismo político termina.

Posso continuar pedagoga, posso continuar escrevendo livros ou gravando aulas sobre política, mas o que caracteriza o militante é a fé na possibilidade de mudanças.
Se Dilma simplesmente sair, não me interessa se será Temer, Aécio ou Tiririca a ocupar a presidência.

Se Dilma simplesmente sair, saio junto, e assim como ela, nessa vida não voltaremos mais.
Estou feliz de finalmente chegar o meu momento limite.

Acredito que algo acontecerá.

E serei ainda mais dedicada e atenta do que tenho sido até aqui.

Se Dilma não sair.

Por Míriam Márcia Morais(Direto da Central de Debates do Facebook)

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