Bozo , o palhaço assassino.Por David Deccache

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Bozo, o palhaço assassino, não tem nada de engraçado. Apesar de ser uma figura patética, de raciocínio lento e graves limites cognitivos, o que o torna uma figura cômica, representa um projeto de país destrutivo e bem acabado que eu gosto de chamar de fascismo periférico.

E que projeto de país é esse?

Na superfície, mas não menos importante, ele representa um projeto conservador de destruição das liberdades individuais e de massacre de tudo que seja considerado diferente, passando pela sexualidade e chegando na religião, cultura, dentre outros.

Esse primeiro passo serve para duas coisas: primeiramente conquistar um enorme apoio popular (sim, boa parte da nossa sociedade está sedenta por sangue, dado o choque de violência e desemprego e por outros motivos diversos que tenho dificuldade de entender).

Segundo para encobrir a outra face essencial do projeto que é extremamente impopular: a destruição de todas as esferas públicas que o mercado veja como fonte de lucro em meio a uma enorme crise econômica: é ai que entra a privatização da previdência social (regime de capitalização generalizado – com previdência social, quem iria ao Bradesco abrir um fundo de previdência privado?), a destruição da saúde pública em prol do lucro dos planos de saúde (com hospital bom, quem gastaria dinheiro com planos de saúde?) ; a destruição do ensino superior gratuito e por aí vai. Tudo isso será feito com base na retórica da austeridade fiscal.

Acontece que, por outro lado, o mercado também precisa do Estado para puxar a Economia em momentos de crise: não basta para o setor privado que se criem e ampliem novos espaços de acumulação (privatizações),também tem que ter demanda para a roda da economia girar.

E onde que o Estado vai entrar puxando esta demanda? Bolsonaro já deixou isso muito claro: Guerra. Interna e externa. Há quase vinte anos, em um programa de TV, ele já dizia que o Brasil só teria jeito como uma guerra civil. E guerra, meus amigos, é uma das formas mais rápidas do Estado injetar recursos massivos na economia. A indústria de armas, aliás, agradece e tem visto suas ações dispararem nos últimos meses.

Mas não basta só uma guerra interna com o extermínio de jovens negros nas favelas do Brasil, é necessário mais. Eles também já deixaram muito claro que pretendem, provavelmente com o apoio dos EUA, iniciar uma guerra contra a Venezuela (os EUA adoram defender “direitos humanos em lugares que tem petróleo, já perceberam?).

Basicamente é disso que se trata o plano Bolsonaro:

1) destruição da liberdade e da vida daqueles que são considerados individualmente diferentes

2) destruição do nosso embrionário estado de bem-estar social (privatização generalizada da saúde, educação, previdência e outros) e

3) Guerra interna e externa, ou seja, uma espécie de keynesianismo militar para aquecer a economia e matar a sede de sangue dos que estão sedentos.

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