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Donald Trump é mais do mesmo

29 jan

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Nos últimos dias , muitas pessoas estão destilando um sentimento de ódio e desinformação contra Donald Trump.

Por influência da grande mídia , as pessoas esquecem da história recente dos Estados Unidos , principalmente das ”ações” dos seus antecessores , e fazem questionamentos sem embasamento algum.
Segue:

– ”Donald Trump vai construir um muro separando o México dos Estados Unidos. Um verdadeiro absurdo”.
Pra quem não sabe , o muro já existe , tem mais de mil quilômetros de extensão e foi construído pelo ex-presidente Bill Clinton. Donald Trump , na verdade , vai concluir a obra do ex-presidente do Partido Democrata.
– ”Donald Tramp odeia imigrantes. É um xenófobo”.
Sim. Donald Trump é xenófobo. Só que ninguém colocou mais estrangeiros ”para fora” dos Estados Unidos do que Barack Obama. O ex-presidente deportou dois milhões e meio de seres humanos.
– ”Donald Trump odeia os negros. É um racista”
Sim , ele é racista. Mas , durante o governo Barack Obama , negros eram alvejados nas ruas pelas forças policiais do estado , à luz do dia , inclusive crianças. Nunca se assassinou e se encarcerou tantos negros desde os tempos do “tolerância zero” de Rudolph Giuliani. Não que Barack Obama tenha mandado matar os negros , o que digo é que o racismo institucional não será inventado por Donald Trump. Hoje , há mais negros encarcerados nos Estados Unidos do que escravos nas fazendas de algodão.
– ”Donald Trump irá declarar guerra a diversos países”.
Barack Obama ganhou um Nobel da Paz preventivo e a primeira coisa que fez foi jogar o prêmio no porão e começar uma guerra. O exército americano , chefiado por Barack Obama , matou na Líbia , na Síria , no Iraque, no Afeganistão , no Iêmen , na Somália e no Paquistão.
– ”Donald Trump é o fim dos tempos. Como os Estados Unidos elegeu um homem tão despreparado como esse?”
Oras , os americanos elegeram Ronald Reagan , um ator medíocre de filmes de faroeste. Qual é o ineditismo disso?
– ”Donald Trump é um bilionário , que só vai pensar nos próprios negócios.”
Oras , os americanos elegeram George Bush Pai e depois elegeram George Bush Filho por duas vezes seguidas , e ambos não fizeram mais do que cuidar dos próprios negócios , encheram seus barris de petróleo e aumentaram a riqueza familiar , à custa da invasão e destruição de país.
Não estou defendendo Donald Trump. Estou dizendo que esse ódio só faz com que ele tenha razão ao ”meter o pau” na mídia.
Porque é a mídia que faz com que você ache que Donald Trump é um ”demônio” comparado aos anjos que governaram o império.

Donald Trump é o mais do mesmo.
Por Leandro Scala

Globo festeja presença de Janot em Davos

21 jan

 

Em plena crise econômica, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, meganha-mor do golpe, torra dinheiro do contribuinte brasileiro indo a Davos, um fórum de empresários e governos.

O que ele estava fazendo lá?

Para a Globo, a presença de Janot em Davos mostra “avanço institucional” do Brasil. O chapa-branquismo da Globo já ultrapassou as raias do ridículo. Parodiando um dos slogans que Carmen Lucia, presidente do STF, criou de graça para a Globo: primeiro o cinismo venceu a esperança, depois o escárnio superou o cinismo, e agora o patético triunfou sobre o escárnio.

A Globo, como sempre, está na contramão da história.

Não há nada mais patético, mais antidemocrático, mais emblemático da decadência e caos institucional que vive o Brasil, do que termos o procurador-geral representando o país num fórum econômico internacional, e ainda mais um procurador que esteve à frente de um golpe de Estado, e de uma operação que, literalmente, liquidou a economia nacional.

A presença de Janot em Davos é um acinte. Ele sequer vai para lá como representante do Brasil e sim como como capitão-do-mato do Departamento de Justiça dos EUA, visto que a Lava Jato agora se gaba de ser uma operação de cooperação internacional, embora sem explicar como uma operação internacional tenha como meta aniquilar única e exclusivamente empresas brasileiras.

Ontem, o blog Divergentes lembrou que a Lava Jato repassou um monte de informações sensíveis de empresas estratégicas do Brasil para o Departamento de Justiça dos EUA, sem receber nada em troca.

A gente fica imaginando se os EUA seriam tão generosos com o Brasil, se repassariam informações sensíveis de suas empresas estratégicas para a nossa Procuradoria Geral da República.

Não. Não fariam. O governo americano trabalha para suas empresas. Espiona outros países e outras empresas em favor delas. O Pentágono destrói países inteiros, matando milhões de pessoas, para que as empreiteiras americanas ganhem contratos bilionários de reconstrução.

É interessante notar ainda que, nos EUA e no resto do mundo, os governos eleitos exercem um controle absoluto sobre qualquer cooperação de nível internacional. Aqui, não. Aqui no Brasil, a cooperação internacional fica a cargo de meganhas birutas, marajás da burocracia, deslumbrados com a Globo e com as passagens e hotéis de
 graça que recebem para viajar o mundo, a serviço da destruição de empresas brasileiras.

Ao mesmo tempo, o fato do presidente Michel Temer não ter ido, e o procurador-geral da república sim, desvela muito sobre a conjuntura nacional e sobre quem exerce o poder, de fato, no país. Não é o presidente, que nem eleito é: é a burocracia jurídica, da qual Janot é um dos principais representantes.

Depois do golpe, o Brasil é governado por uma espécie de junta burocrática jurídico-policial. O presidente Temer é apenas um idiota servil, um morto-vivo mantido no cargo sob vigilância estrita (o processo de cassação do TSE + delações da Lava Jato servem para isso) da meganhagem da burocracia e da mídia.

A gente entendeu errado a presença de Gilmar Mendes no avião presidencial que levou Michel Temer a Portugal, para o enterro do Mario Soares.

Quem pegou carona ali foi Michel Temer, não Gilmar, porque o poder está nas mãos das castas jurídicas, não do governo. O absurdo não era a presença de Gilmar no avião, e sim a de Michel Temer! Tanto que agora, em Davos, as coisas se ajeitaram. Temer ficou em casa, Janot foi passear.

O suspense com a “mega-delação” de Marcelo Odebrecht serve para isso, para lembrar ao governo quem manda, visto que Marcelo falará exatamente o que a burocracia jurídica quiser que ele fale, porque, em caso contrário, é prisão perpétua.

Não contente em expor sua ridícula presença em Davos, Janot ainda tem o desplante de dar entrevistas. Segundo o Globo, ele teria dito que a “Lava Jato é pró-mercado”.

Pausa para engasgar, rir, chorar e depois ficar pensativo.

Que mercado? O brasileiro é que não é, visto a devastação econômica que a operação provocou no país.

Então, de repente tudo fica tão claro que cega a vista.

Claro, é o mercado internacional. Os ativos brasileiros estão sendo todos vendidos na bacia das almas do mercado internacional, por um governo ilegítimo, a preços vis, sob o olhar cúmplice, complacente, feliz, da burocracia jurídica.

É muito interessante essa transformação da Lava Jato numa espécie de “ser político”. A Lava Jato agora tem ideias políticas próprias: é pró-mercado, por exemplo.

Ontem ficamos sabendo que até mesmo a rede de comunicação do espaço aéreo brasileiro será privatizada. Se houver um problema no espaço aéreo brasileiro, o procedimento não será mais contatar a Aeronáutica e sim ligar o SAC da empresa que houver vencido a… (tosses) licitação.

A Lava Jato é pró-mercado…

Essa frase de Janot tem reverberações quase poéticas.

No sentido dantesco de poesia, claro.

Por Miguel do Rosário – O Cafezinho

Obama comuta sentença de Chelsea Manning, delatora do WikiLeaks

18 jan

WASHINGTON – A poucos dias de deixar o cargo, o presidente americano Barack Obama comutou nesta terça-feira a sentença de prisão de Chelsea Manning, ex-analista de inteligência do Exército americano que vazou informações sigilosas sobre ação militar do país através do Wikileaks. A pena original dela é de 35 anos. Com a redução da pena, a sentença vai expirar em 17 de maio ao invés de 2045.

No total, Obama comutou 209 sentenças na terça-feira, e concedeu 64 perdões presidenciais.

Chelsea já tentou cometer suicídio duas vezes no ano passado diante do futuro incerto como transgênero em uma prisão militar masculina em Fort Leavenworth, Kansas. Ela está presa há quase sete anos e foi condenada em 2013 por ter fornecido mais de 700 mil documentos, vídeos, comunicações diplomáticas e relatos de guerras ao Wikileaks, no maior vazamento de material secreto da História dos EUA.

A sentença de 35 anos foi a punição mais longa já imposta nos Estados Unidos pelo crime de vazamento de informações sigilosas.

Chelsea ainda era conhecida como Bradley Manning em 2010, quando atuava como analista de inteligência em Bagdá, Iraque. Naquele ano, ela passou ao Wikilieaks a vasta documentação que revelava atividades sigilosas dos Estados Unidos no país e no Afeganistão.

Ela decidiu revelar o material na esperança de incitar uma “discussão global, debates, e reformas”. Foi nesse período que o Wikileaks e seu fundador, Julian Assange, ganharam notoriedade.

Em seu pedido de comutação, Chelsea disse que não imaginava que receberia a sentença “extrema” de 35 anos, “sem precedente histórico”:

“Eu assumo responsabilidade integral pela minha decisão de revelar esse material ao público”, escreveu. “Nunca tinha pedido quaisquer desculpas pelo que fiz. Assumi culpa sem proteção de um acordo de conformidade porque acreditei que o sistema judiciário militar entenderia minha motivação para a revelação e determinaria uma sentença justamente. Estava errada”.

A comutação também reduz a pressão sobre o Departamento de Defesa pela responsabilidade do encarceramento, já que Chelsea pressiona por tratamento diante da intenção de passar por uma cirurgia de mudança de sexo — algo que o órgão não tem experiência.

CHELSEA X SNOWDEN

Na sexta-feira, o porta-voz do governo americano, Josh Earnest, chegou a sinalizar a possibilidade da redução de pena de Chelsea era possível, em contraste com uma solicitação de perdão de outro whistle-blower, Edward Snowden, ex-funcionário da CIA que revelou arquivos sobre vigilância e que atualmente vive como foragido na Rússia.

Earnest explicou que há uma “forte diferença” entre os dois casos, apesar de crimes similares.

“Chelsea Manning é alguém que passou por um processo criminal de justiça, foi exposta ao processo e considerada culpada, sentenciada pelos crimes, e ela reconheceu má conduta”, disse. “Já Snowden fugiu para os braços do adversário, e buscou refúgio em um país que recentemente fez esforço para minar a confiança em nossa democracia”.

Na véspera, Assange tinha dito que aceitaria ser extraditado aos Estados Unidos se Chelsea fosse libertada. Assange mora na embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012 para evitar a extradição à Suécia, onde enfrenta acusação de agressão sexual.

Snowden comemorou muito a libertação pendente da ex-analista de inteligência:

“Obrigado pelo que fez a todos, Chelsea. Fique firme um pouquinho a mais”, escreveu no Twitter o ex-agente da CIA que revelou segredos sobre a vigilância internacional em massa praticada pela Agência de Segurança Nacional (NSA).

O jornalista Glenn Greenwald, que expôs ao mundo o drama de Snowden, ressaltou os feitos da militar e de sua “coragem por ter anunciado a transição de gênero durante a prisão”.

“Visitei Chelsea Manning e passei incontáveis horas com ela ao telefone. O dano é palpável. A ONU diz que ela foi alvo de abuso. A clemência é a única opção moral”, disse Greenwald no Twitter. “Ele é provavelmente a pessoa mais empática que já conheci”.

O site Wikileaks considerou a comutação uma vitória:

“VITÓRIA: Obama comuta a pena de Chelsea Manning de 35 anos a sete. A data de liberação a partir de agora é 17 de maio”, escreveu a organização no Twitter.

Entre os perdões presidenciais concedidos nesta terça-feira, Obama eliminou a pena do general aposentado James Cartwright, que admitiu culpa de perjúrio ao fazer falsos testemunhos para o FBI durante uma investigação sobre vazamentos de material confidencial. Cartwright foi vice-chefe do Estado-Maior e era investigado após a publicação de um livro que expunha um software feito para hacker o programa nuclear do Irã — com quem os EUA e outras nações chegaram a um acordo para diminuir o poder atômico do país persa.

Globo

6 homens têm a mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros juntos, diz a ONG

17 jan

 

Os seis homens mais ricos do Brasil concentram a mesma riqueza que toda a metade mais pobre da população do país (mais de 100 milhões de brasileiros), segundo o relatório da ONG Oxfam divulgado nesta semana.
A ONG britânica de assistência social e combate à pobreza usa como base levantamentos sobre bilionários da revista “Forbes” e dados sobre a riqueza no mundo de um relatório do banco Credit Suisse.

De acordo com a “Forbes”, as seis pessoas mais ricas do Brasil são:

Jorge Paulo Lemann, sócio da Ambev (dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica) e dono de marcas como Budweiser, Burger King e HeinzJoseph Safra, dono do banco SafraMarcel Herrmann Telles, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e HeinzCarlos Alberto Sicupira, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e HeinzEduardo Saverin, cofundador do FacebookJoão Roberto Marinho, herdeiro do grupo Globo

A fortuna somada desses seis empresários era de US$ 79,8 bilhões (cerca de R$ 258 bilhões) em 2016, de acordo com a “Forbes

Na sexta posição entre os mais ricos do país, João Roberto Marinho aparece empatado com seus dois irmãos, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho, com patrimônio estimado em R$ 13,92 bilhões cada um. Se fosse considerado o patrimônio dos três irmãos juntos, a desigualdade seria ainda maior, segundo a Oxfam.

Melhora entre 2001 e 2012

No caso do Brasil, a ONG afirma que os salários dos 10% mais pobres da população brasileira aumentaram mais que os salários pagos aos 10% mais ricos entre 2001 e 2012.

“Em muitos países em desenvolvimento nos quais as disparidades salariais estão crescendo, a diferença de remuneração entre trabalhadores com diferentes habilidades e níveis de formação é um grande impulsionador da desigualdade”, diz o relatório da Oxfam, intitulado “Uma economia para 99%”.

Desigualdade é semelhante no mundo

A desigualdade é praticamente a mesma no cenário global. No mundo, apenas oito bilionários acumulam a mesma quantidade de dinheiro que a metade mais pobre da população do planeta, ou seja, 3,6 bilhões de pessoas juntas, segundo a ONG.

Entre os oito mais ricos do mundo estão o cofundador da Microsoft Bill Gates, o dono da rede de moda Zara, Amancio Ortega, e o cofundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg.

É isso que eu sei e sinto pelo resto de todos os meus dias.( Francisco Costa)

8 jan

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“Lula está velho, debilitado por um câncer que ainda é um
fantasma para ele, caluniado de todas as maneiras, tendo que se defender, desviando energias da luta coletiva para a luta pessoal, assustado.
No evento da ABI, aqui no Rio, eu estive a pouco mais de dois metros do Lula e é evidente a preocupação dele, procurando sair rapidamente do meio da multidão, com os olhos percorrendo todos os cantos, como se procurasse francos atiradores, como se amarrado pelos inimigos,…”
Acredito que ninguém neste país tenha sofrido uma tão impiedosa e cruel tortura psicológica, pública, quanto Lula.
Talvez quem mais tenha se aproximado foi Luis Carlos Prestes, mas teve a alternativa de se afastar, indo para a Rússia, ao contrário de Lula, que aqui resiste, bravamente.
Desde a ditadura militar Lula é investigado, tem a vida esmiuçada, fuçada, virada ao avesso, na busca de ilícitos, com uma única prisão, logo relaxada, na ditadura, por subversão, incitação à desordem pública, quando sindicalista. Nada previsto no Código Penal, capaz de caracterizar crime comum, desonestidade.
Candidato contra Collor, o que se viu foi ser atribuído a ele os mesmos pecados do adversário, com a mídia omitindo, escondendo os do adversário.
No debate final, na tevê, a Globo entregou sinopses, no ar, ao vivo, aos dois candidatos. A de Collor, altamente detalhada, com informações capazes de desestabilizar eleitoralmente o adversário. A de Lula, folhas de papel em branco, sem nada escrito.
Nas eleições seguintes, as mesmas histórias, as mesmas mentiras, as mesmas calúnias, com o adversário blindado pela mídia, com os seus crimes e pecados sob o tapete.
Finalmente Lula foi eleito e, contrariando prognósticos, chegou a ter mais de 80% da confiança do povo brasileiro, nos tirando da condição de devedor para credor, expandindo o mercado interno, fortalecendo o parque industrial do país, a rede de comércio varejista e atacadista, multiplicando o PIB e as reservas cambiais, tudo com justiça social, aumentando a fatia dos até então deserdados, através de aumentos reais nos salários e programas sociais, um tiro nos conservadores, na burguesia, na classe dominante, que se julga proprietária desse país.
Talvez tenha sido o único mandatário, em toda a História Universal, a fazer o seu país saltar de décima sexta economia do planeta para oitava, em oito anos, superando um país por ano, na média.
Foi preciso desconstruí-lo, destruí-lo, desmoralizá-lo, arrancá-lo dos corações e mentes dos brasileiros, e começou a covardia, o ódio cego e animalesco, e nasceu o processo do Mensalão.
Joaquim Barbosa, inteligentíssimo, pertinaz, determinado, fazendo o seu próprio códido de leis e processo penal, tinha objetivo único: acabar com a carreira de Lula.
Omitiu documentos, alterou textos nos autos do processo, invalidou depoimentos… Fez o que os bandidos fazem nos morros cariocas, ao justiçarem os das facções rivais.
Atingiu a tudo e a todos, aos mais próximos de Lula, sem conseguir sequer indícios que incriminassem o presidente.
Para mais dessesperar o fascismo pátrio, Lula fez a sua sucessora, o bastante para tornar-se dono da Friboi, da Esalq, uma universidade pública, de mega empresas e latifúndios espalhados por todo esse país, com os filhos proprietários de jatinhos, iates, mansões… Só existentes na mídia, nas passeatas financiadas no exterior e nas cabeças de inocentes úteis e assalariados da infâmia.
Foi pouco, a dimensão de Lula sobrepôs-se, e veio a Lava Jato, e todo o bilionário patrimônio da família Lula da Silva reduziu-se a um modesto sítio e um apartamento, triplex, em uma praia.
Sérgio Fernando Moro, um arremedo de Joaquim Barbosa piorado, porque de primeira instância e não ministro do STF, como se supõe, com muito menos inteligência e escrúpulos, reteve documentos, desqualificou testemunhas chave, direcionou depoimentos, fez alardes midiáticos, com prestimosa ajuda da banda fétida, deteriorada, corrompida, do Ministério público, e o máximo que conseguiram foi “convicções”, alguma coisa ligada às religiões, às crendices, menos à inteligência e à jurisprudência.
Impossibilitados de imputar culpas em território nacional, a Lula, a Polícia Federal e os serviços de inteligência norte-americanos e suíços debruçaram-se sobre o submundo da corrupção e da roubalheira internacionais, em busca de contas secretas de Lula, de empresas fantasmas, de Lula, em paraísos fiscais, e quanto mais vasculharam mais esterco dos seus encontraram, e de Lula, nada.
Por fim, chegaram na Odebrecht, quartel general da corrupção, segundo a nazijustiça brasileira, e nas planilhas, dossiês e borderôs toda a direita brasileira, todos os golpistas brasileiros, todos os norte-americanos casualmente nascidos no Brasil figurando como beneficiários de roubos, a começar pelo atual e ilegítimo presidente, passando por boa parte dos seus ministros, arrastando boa parte do Legislativo e até coroadas cabeças do judiciário, mas sobre Lula… Que torce para o Corinthians.
Das onze testemunhas de acusação, das falcatruas, desmandos e opróbrios cometidos por Lula, onze depoimentos inocentando-o, “não sei, excelência”, “não tive conhecimento, excelência”, “não acredito, excelência”… Com a excelência, funcionária dos serviços de inteligência norte-americanos, nadando nas pedras.
Esgotado todo o repertório, um insígne e desconhecido deputado apresentou uma PEC alterando a Constituição, impedindo que a Presidência da República seja exercida por uma mesma pessoa por mais de duas vezes, consecutivas ou não, lei que apropriadamente já está sendo chamada de “Barra Lula”, e para qualquer um que tenha pelo menos resquícios de miúda e limitada inteligência está tudo muito claro: “usando as leis, burlando as leis, adaptando as leis não conseguimos acabar com o cara. É preciso criarmos leis novas, destinadas exclusivamente a acabar com ele”.
Tudo isto seria maravilhoso numa peça de ficção, num romance ou filme de perseguição implacável, com todas as nuances da sordidez de que é capaz a maldade humana, mas aconteceu e está acontecendo na vida real, com um senhor, já idoso, com netos, um ser humano como eu e você.
Lula não tem paz, imagino que já não consiga dormir direito, com ideia única, atormentando-o: defender-se, pois sabe que esta famigerada PEC Barra Lula é a penúltima tentativa de neutralizá-lo.
A última poderá ser um tiro.”

Francisco Costa ( Via René Amaral -Facebook)

Análise e  tendências sobre o golpe .Por Stanley Burburinho 

23 dez

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O que penso. Posso estar enganado: o PSDB encomendou e pagou pelo golpe, mas não levou, se enfraqueceu, c omeçaram as brigas internas (ontem no Senado, Tasso, aliado de Aécio, quase saiu no tapa com Serra, que tem Aécio como desafeto), não tem candidato forte para 2018, predeu a presidência da República que pretendia com o golpe, virou minoria no Senado e na Câmara e ficará estigmatizado para sempre como golpista. O tiro saiu pela culatra. O PSDB e seus aliados, incluindo a Globo, são os grandes perdedores do golpe que pode ter sido tiro no próprio pé dos tucanos. Poderá ser o fim do PSDB que sempre fez tudo para acabar com o PT.
No final do golpe, o PMDB ficou com a presidência da República, com a presidência do Senado e com a presidência da Câmara. O PSDB ficou sem nada e não tem forças para derrotar o PMDB. Os golpistas não contavam com o fator Cunha que domina mais de 2/3 dos 513 deputados e grande parte dos senadores. Qualquer presidente que entrar agora será refém de Cunha e sua turma no Congresso.
A partir de hoje, a Globo pisará em ovos com o PMDB que ela sempre bateu. A Globo sabe que quem concede, renova e cassa concessão de mídias é o Senado e não o presidente da República.

A Globo também sabe que as concessões de todos os veículos de mídia da Globo começam a vencer em 2018 até 2022. Eis um dos motivos do medo da Globo do Lula se reeleger em 2018. O que impede o PMDB do Senado a qualquer momento colocar em votação a cassação da concessão da Globo? Nada. Se o PMDB fizer isso, com certeza, contará com o apoio dos senadores do PT e seus aliados e o PSDB, que será minoria, nada poderá fazer.
O Procurador-Geral, Rodrigo Janot, chefe do MPF, que bateu muito no PMDB e no Cunha, também pisará em ovos, a partir de hoje, quando tratar com o PMDB. O PGR sabe que só o Senado poderá destituí-lo e o PMDB tem maioria e poderá contar com a ajuda do PT e seus aliados. O PSDB não poderá fazer nada para impedir.
O MPF, que bateu muito no PMDB e no Cunha, também pisará em ovos com o PMDB a partir de hoje porque sabe que, a qualquer momento, o PMDB pode resolver exumar a PEC37, projeto de um petista do Maranhão, que retira o poder de investigação dos MPs e deixa somente com as polícias, que foi adquirido durante as manifestações de junho de 2013, com a derrubada da PEC37 que teve enorme apoio da Globo.
Outra coisa: se o deputado Waldir Maranhão renunciar da presidência da Câmara, Cunha já tem o candidato substituto. O PSDB nada poderá fazer.
Qual a chance do PSDB derrotar o PMDB na eleição para o novo presidente da Câmara? Somente se o PSDB pedir ajuda ao PT e seus aliados e formar maioria para derrotar o PMDB na Câmara. E se o PMDB não quiser abrir mão da presidência da Câmara? Terá que pedir ajuda ao PT e seus aliados para formar maioria e derrotar o PSDB. E, por incrível que pareça, o próximo presidente da Câmara poderá não ser do PMDB nem do PSDB, mas poderá ser do PT ou de algum partido aliado do PT
O PMDB ou Cunha poderão, a qualquer momento, colocar em votação o pedido de impeachment de Temer, conforme solicitado pelo Marco Aurélio de Mello do STF. Temer será refém de Cunha e terá que ignorar a Globo e o PSDB. Se isso ocorrer, Temer, além de ser refém de Cunha, teria o PT ou algum aliado do PT, na presidência da Câmara para engavetar todos os projetos dele.
Gilmar Mendes, que desde ontem é o novo presidente do TSE poderá cassar o mandato de Temer? Sim, mas não fará isso. Se fizer isso ainda em 2016, haverá eleição direta e o serrista Gilmar não vai querer ver Aécio, desafeto de Serra, concorrendo aproveitando o recall da eleição presidencial de 2014. Então Gilmar poderá deixar para 2017? Sim, mas também não fará isso porque sabe que depois de 2016, a eleição será indireta e, por ter maioria, o PMDB fará o novo presidente do Brasil indiretamente e são grandes as chances de ser alguém indicado por Cunha. Para evitar que o PDMB faça o novo presidente via eleição indireta, o PSDB precisará da ajuda o PT e seus aliados para formar maioria. Por outro lado, para o PMDB eleger o novo presidente via eleição indireta, precisará da ajuda do PT e seus aliados para formar maioria.
Muita gente estranhou o fato de ontem Gilmar Mendes ter aberto inquérito para investigar Aécio, presidente do PSDB. Claro. Aécio é desafeto de Serra, grande amigo de Gilmar. O PSDB e seus apoiadores sabem que o enfraquecimento do PSDB, em grande parte, é devido à infantilidade de Aécio. Querem se livrar dele porque, ao que tudo indica, a carreira política de Aécio acabou. Ele não consegue votos em MG, seu estado natal, nem no RJ, onde mora. Serra é o candidato da velha mídia e dos EUA porque é entreguista. Já vimos na velha mídia matérias atacando os tucanos Aécio e Alckmin, mas nunca vimos nada atacando o tucano Serra. Vimos Aécio e Alckmin serem vaiados na manifestação da direita na av Paulista, mas Serra não foi vaiado.
Nos próximos 180 dias, até a votação final no Senado, veremos muita gente arrependida com o golpe, sem falar no povo. Não estranhe se na votação final, os golpistas, liderados pelo PSDB e com apoio da velha mídia, desistirem do golpe e votarem a favor de Dilma permanecer no cargo. Se isso não acontecer, quanto mais tempo os golpistas ficarem no poder, até 2018, se queimarão mais ainda e o PSDB e a velha mídia serão culpados pelo povão. Se isso acontecer, o PT retornará fortalecido. Temer já começou a fazer um monte de besteiras. Empresários de SP já disseram que Temer está jogando a eleição de 2018 no colo de Lula.
Com o fim das doações de empresas para campanhas políticas, o PSDB e o PMDB vão passar apertado nas próximas eleições. O PT tem militância que doará. Até hoje eu nunca vi um militante do PMDB. O PSDB tem militantes, mas poucos filiados e que doariam.
O Lewandowski do PSDB disse que o STF poderá analisar o mérito do golpe travestido de impeachment, bastando ser provocado pelo PT. Por que o PT ainda não provocou o STF? Sacou?

*Stanley Burburinho

Meu nome é Luiz Inácio Lula da Silva

21 dez

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Artigo de Luiz Inácio Lula da Silva, publicado hoje na Folha de São Paulo.

“Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada -pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte.

Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos.

Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar.

Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social.

Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimentos, a valorização dos salários -em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos.

Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos.

Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito.

Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma “organização criminosa”, e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que “não há fatos, mas convicções”.

Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do “chefe”, evidenciando a falácia do enredo.

Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES.

De resto, nesses depoimentos, nada se perguntou de objetivo sobre as hipóteses da acusação. Tenho mesmo a impressão de que não passaram de ritos burocráticos vazios, para cumprir etapas e atender às formalidades do processo. Definitivamente, não serviram ao exercício concreto do direito de defesa.

Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta.

Há 20 anos moro no mesmo apartamento em São Bernardo. Entre as dezenas de réus delatores, nenhum disse que tratou de algo ilegal ou desonesto comigo, a despeito da insistência dos agentes públicos para que o façam, até mesmo como condição para obter benefícios.

A leviandade, a desproporção e a falta de base legal das denúncias surpreendem e causam indignação, bem como a sofreguidão com que são processadas em juízo. Não mais se importam com fatos, provas, normas do processo. Denunciam e processam por mera convicção -é grave que as instâncias superiores e os órgãos de controle funcional não tomem providências contra os abusos.

Acusam-me, por exemplo, de ter ganho ilicitamente um apartamento que nunca me pertenceu -e não pertenceu pela simples razão de que não quis comprá-lo quando me foi oferecida a oportunidade, nem mesmo depois das reformas que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço. Como é impossível demonstrar que a propriedade seria minha, pois nunca foi, acusam-me então de ocultá-la, num enredo surreal.

Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras? E que relação pode haver entre os desvios da Petrobras e as apresentações, todas documentadas, que fiz para 42 empresas e organizações de diversos setores, não apenas as cinco investigadas, cobrando preço fixo e recolhendo impostos?

Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública.

Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil.

É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática.

Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado. Isso é reconhecido até mesmo pelos procuradores que nos acusam.

Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre nós”.

 

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