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Retórica leviana anti-Rússia vem da antiga cartilha do macartismo

27 fev

Por Glenn Greenwald ( The Intercept )

PARA ASPIRANTES A JORNALISTAS, historiadores e cidadãos politicamente engajados, não há nada melhor que investir seu tempo na leitura aleatória dos boletins informativos de I.F. Stone, jornalista destemido e independente da época da Guerra Fria que se tornou, a meu ver, o primeiro “blogueiro” dos EUA, mesmo tendo morrido antes do advento da internet. Frustrado com o ambiente corporativo e opressivo da grande mídia e com seu modelo propagandístico em favor do governo e, por fim, banido dos meios de comunicação dominantes por conta de suas objeções à narrativa anti-Rússia, Stone criou sua própria newsletter bimestral, mantida exclusivamente por assinantes, e passou 18 anos desmascarando incansavelmente as propagandas do governo americano e de seus parceiros na mídia.

O que torna a produção de Stone tão valiosa não é sua elucidação da história, mas a elucidação do presente. O aspecto mais impressionante de seus boletins é observar como pouco mudou na propaganda e no militarismo do governo dos EUA e no papel desempenhado pela mídia americana em sua sustentação. De fato, ao ler suas reportagens, tem-se a impressão de que a política americana reproduz eternamente os mesmos debates, conflitos e táticas.

Grande parte dos escritos de Stone, particularmente durante os anos 50 e começo dos anos 60, se concentraram nas técnicas para manter os americanos em um estado de medo exagerado do Kremlin. Uma passagem específica de agosto de 54 chama atenção em particular. Nela, Stone explica por que é impossível deter o macartismo nos EUA quando líderes do Kremlin são caracterizados constantemente como ameaças sérias e onipotentes, com o intuito de defender as guerras e o militarismo americano. Fora a mudança na ideologia de Moscou — algo que muitos dos mais nocivos macartistas atuais negam solenemente —, as observações de Stone poderiam ser aplicadas aos dias de hoje com a mesma precisão.

Se comunistas são uma raça sobrenatural de seres humanos, liderados por um mentor no Kremlin, envolvidos em uma conspiração satânica para dominar o mundo e escravizar a humanidade — essa é a tese defendida incansavelmente tanto por progressistas quanto conservadores americanos, repetida noite e dia por todas as estações de rádio e jornais — a tese de que nenhum americano se atreverá novamente a contestar nada sem que se torne suspeito —, como então combater [o senador] McCarthy?

Se a opinião pública deve ser condicionada à guerra, se está sendo adestrada para considerar natural a destruição de milhões de seres humanos, alguns deles contaminados por esse terrível vírus ideológico, todos supostamente implorando por liberdade, como podemos alegar que seria grave se alguns homens, possivelmente inocentes, perdessem seu empregos ou tivessem suas reputações manchadas por causa de McCarthy?

Dois pontos fundamentais a serem destacados: 1) o segredo para manter a população com medo de adversários externos é representá-los como se fossem poderosos e onipresentes; e 2) uma vez enraizada a caracterização, poucos estarão dispostos a questionar a propaganda por medo de serem acusados de defender o Mal Externo: “a tese de que nenhum americano se atreverá novamente a contestar nada sem que se torne suspeito”.

Essa tática – que caracteriza adversários como supervilões onipotentes – foi fundamental para a guerra ao terrorismo. Muçulmanos radicais não representavam apenas ameaças violentas, eram ameaças extraordinárias, como vilões em um filme de James Bond.

Quando emergiram as fotos mostrando como o governo americano transportou o suspeito de terrorismo José Padilha para seu julgamento, com os olhos vendados e ouvidos tapados, um comentarista político americano justificou a cena explicando que isso era necessário para evitar que o suspeito “piscasse códigos” para que seus camaradas iniciassem atentados. Ao ser questionado sobre por que suspeitos de terrorismo eram algemados e amordaçados durante os voos intercontinentais para Guantánamo, um oficial do exército americano disse se tratar de “pessoas que cortariam um cabo hidráulico com os dentes para derrubar um [Boeing] C-17”. Detinham poderes de magia negra e se espreitavam por toda parte, mesmo quando não podiam ser vistos. Por esse motivo, devem ser temidos a ponto de justificar qualquer pretexto ou política em nome de aniquilá-los.

POUCOS VILÕES ESTRANGEIROS foram investidos de tanta onipotência e onipresença quanto Vladimir Putin — pelo menos, desde que o Partido Democrata descobriu (o que equivocadamente acreditavam ser) sua utilidade política no papel de bicho-papão. Há pouquíssimos acontecimentos negativos no mundo que não acabam com o líder russo sendo responsabilizado e pouquíssimos críticos do Partido Democrata que não são, em algum momento, classificados como colaboradores de Putin ou espiões do Kremlin:

putin

Tradução: “Já existiu um vilão mais onipresente e onipotente na história?”

Tradução: “Howard Dean: Seria interessante descobrir se The Intercept recebe dinheiro da Rússia ou do Irã.”

“Corine Marasco: Anúncio de utilidade pública: Culpa por associação é a especialidade de Lee Fang [repórter do The Intercept] porque ele se considera um “jornalista investigativo.”

Tradução: Rachel Maddow: Por que Jill Stein não disse nada sobre o escândalo Trump-Rússia?
Em destaque: Maddow levanta suspeita sobre o silêncio de Stein quanto às tentativas russas de interferir nas eleições e beneficiar Donald Trump.
Em destaque: “Não sei, Jill – não sei pronunciar isso em russo”.

Putin, assim como os terroristas da al Qaeda e, antes deles, os comunistas soviéticos, está por toda parte. A Rússia está por trás de todos os males e, principalmente, é claro, por trás da derrota de Hillary Clinton. Quem se atreve a questionar essa premissa se mostra um traidor, possivelmente, parte da folha de pagamento de Putin.

Conforme a repórter do The Nation, Katrina vanden Heuvel escreveu na terça-feira (21) no Washington Post: “Nos ataques a Trump, muitos progressistas se juntaram ao furor neomacartista, criticando aqueles que buscam reduzir as tensões entre os EUA e a Rússia, e classificando como apologistas de Putin quem expressa dúvidas quanto às acusações de hackeamento e conluio. … Não precisamos de uma reprodução da histeria da Guerra Fria que paralise o debate, difame céticos e prejudique os esforços em explorar áreas de concordância com a Rússia em nome do nosso próprio interesse nacional”. Isso reflete exatamente o que Stone observou há 62 anos: a alegação de infiltração e onipresença russa é a “tese de que nenhum americano se atreverá novamente a contestar nada sem que se torne suspeito” (Stone não foi apenas considerado um colaborador do Kremlin durante sua vida, mas também foi chamado de agente stalinista depois de sua morte).

Escrevi exaustivamente sobre isso durante o ano passado à medida que a Febre Russa chegava ao seu ápice, ou para ser mais preciso, seu zênite. Não vou repetir tudo aqui.

 

MAS GOSTARIA DE CHAMAR a atenção para um excelente artigo no Guardian do jornalista americano, nascido na Rússia, Keith Gessen, em que examina — e refuta — de forma cirúrgica todas as alegações histéricas, ignorantes, alarmistas e manipulativas predominantes no discurso político americano sobre a Rússia, Putin e o Kremlin.

O artigo começa dizendo: “Vladimir Putin, você deve ter notado, está por toda a parte.” Por consequência, ele ressalta, a “Putinologia”, que define como “a produção de análises e comentários sobre Putin e suas motivações, baseados em informações necessariamente parciais, incompletas e, por vezes, completamente falsas”, tem tido muito destaque atualmente, mesmo que “tenha existido como um ramo intelectual distinto por mais de uma década”. Em síntese, ele escreve: “Em nenhum momento da história tantas pessoas com tão pouco conhecimento, e tamanha indignação, opinaram a respeito do presidente da Rússia.”

Não é exatamente raro que a mídia americana e seus comentaristas políticos opinem sobre adversários estrangeiros com uma mistura de ignorância e paranoia. Mas o papel desempenhado por Putin, acima de tudo, diz o autor, é o de estabelecer que os problemas americanos não são responsabilidade dos EUA, mas culpa de estrangeiros e, principalmente, eximir o Partido Democrata da necessidade de encarar seus próprios erros e fracassos.

Segundo uma pesquisa recente, Hillary Clinton e seu comitê de campanha ainda culpam os russos — e, por associação, Barack Obama, por não ter feito um drama sobre o hackeamento até novembro — por seu fracasso eleitoral. Nesse caso, pensar em Putin ajuda a não pensar em tudo que deu errado e no que precisa consertado.

Mas, enquanto o desencargo de consciência pode ser uma motivação importante, o grande perigo é o quanto essa obsessão distrai e deturpa a corrupção generalizada da classe dominante americana. Como diz Gessen:

Se Donald Trump sofrer um impeachment e for preso por conspirar com uma potência estrangeira visando prejudicar a democracia americana, vou comemorar tanto quanto qualquer americano. No entanto, no longo prazo, o argumento da [interferência da] Rússia não é apenas política de baixa qualidade, é falência moral e intelectual. É uma tentativa de culpar uma potência estrangeira por seus próprios, profundos e persistentes problemas. Conforme destacaram alguns comentaristas, é uma página da cartilha do próprio Putin.

Conforme explicou em detalhes Adam Johnson no Los Angeles Times na semana passada, o esforço constante em atribuir [a vitória de] Trump à dinâmica política externa visa ignorar a realidade de que foram a política e a cultura americanas que levaram à ascensão de Trump. Nada cumpre essa tarefa melhor do que continuar atribuindo Trump — e quaisquer outros resultados negativos — ao trabalho secreto de líderes do Kremlin.

O jogo dos democratas tradicionais e seus aliados não é apenas vulgar; é perigoso. As classes política, midiática, militar e os serviços de inteligência americanos ainda estão repletos de pessoas buscando um confronto com a Rússia; inclusive oficiais militares indicados por Trump para cargos importantes.

Conforme observou Stone nos anos 50, de um lado, a agressão e o alarmismo quanto ao Kremlin e, do outro, a acusação de deslealdade aos críticos domésticos dessa abordagem estão intrinsecamente vinculados. Quando um é enraizado, se torna muito difícil evitar o outro. Não é possível reproduzir a retórica de demonização de um adversário estrangeiro por muito tempo sem que sejam desencadeados, consciente ou inconscientemente, confrontos perigosos entre os dois.

Foto principal: Retrato do jornalista I. F. Stone em seu escritório. Washington, 1966.

Donald Trump é mais do mesmo

29 jan

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Nos últimos dias , muitas pessoas estão destilando um sentimento de ódio e desinformação contra Donald Trump.

Por influência da grande mídia , as pessoas esquecem da história recente dos Estados Unidos , principalmente das ”ações” dos seus antecessores , e fazem questionamentos sem embasamento algum.
Segue:

– ”Donald Trump vai construir um muro separando o México dos Estados Unidos. Um verdadeiro absurdo”.
Pra quem não sabe , o muro já existe , tem mais de mil quilômetros de extensão e foi construído pelo ex-presidente Bill Clinton. Donald Trump , na verdade , vai concluir a obra do ex-presidente do Partido Democrata.
– ”Donald Tramp odeia imigrantes. É um xenófobo”.
Sim. Donald Trump é xenófobo. Só que ninguém colocou mais estrangeiros ”para fora” dos Estados Unidos do que Barack Obama. O ex-presidente deportou dois milhões e meio de seres humanos.
– ”Donald Trump odeia os negros. É um racista”
Sim , ele é racista. Mas , durante o governo Barack Obama , negros eram alvejados nas ruas pelas forças policiais do estado , à luz do dia , inclusive crianças. Nunca se assassinou e se encarcerou tantos negros desde os tempos do “tolerância zero” de Rudolph Giuliani. Não que Barack Obama tenha mandado matar os negros , o que digo é que o racismo institucional não será inventado por Donald Trump. Hoje , há mais negros encarcerados nos Estados Unidos do que escravos nas fazendas de algodão.
– ”Donald Trump irá declarar guerra a diversos países”.
Barack Obama ganhou um Nobel da Paz preventivo e a primeira coisa que fez foi jogar o prêmio no porão e começar uma guerra. O exército americano , chefiado por Barack Obama , matou na Líbia , na Síria , no Iraque, no Afeganistão , no Iêmen , na Somália e no Paquistão.
– ”Donald Trump é o fim dos tempos. Como os Estados Unidos elegeu um homem tão despreparado como esse?”
Oras , os americanos elegeram Ronald Reagan , um ator medíocre de filmes de faroeste. Qual é o ineditismo disso?
– ”Donald Trump é um bilionário , que só vai pensar nos próprios negócios.”
Oras , os americanos elegeram George Bush Pai e depois elegeram George Bush Filho por duas vezes seguidas , e ambos não fizeram mais do que cuidar dos próprios negócios , encheram seus barris de petróleo e aumentaram a riqueza familiar , à custa da invasão e destruição de país.
Não estou defendendo Donald Trump. Estou dizendo que esse ódio só faz com que ele tenha razão ao ”meter o pau” na mídia.
Porque é a mídia que faz com que você ache que Donald Trump é um ”demônio” comparado aos anjos que governaram o império.

Donald Trump é o mais do mesmo.
Por Leandro Scala

Globo festeja presença de Janot em Davos

21 jan

 

Em plena crise econômica, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, meganha-mor do golpe, torra dinheiro do contribuinte brasileiro indo a Davos, um fórum de empresários e governos.

O que ele estava fazendo lá?

Para a Globo, a presença de Janot em Davos mostra “avanço institucional” do Brasil. O chapa-branquismo da Globo já ultrapassou as raias do ridículo. Parodiando um dos slogans que Carmen Lucia, presidente do STF, criou de graça para a Globo: primeiro o cinismo venceu a esperança, depois o escárnio superou o cinismo, e agora o patético triunfou sobre o escárnio.

A Globo, como sempre, está na contramão da história.

Não há nada mais patético, mais antidemocrático, mais emblemático da decadência e caos institucional que vive o Brasil, do que termos o procurador-geral representando o país num fórum econômico internacional, e ainda mais um procurador que esteve à frente de um golpe de Estado, e de uma operação que, literalmente, liquidou a economia nacional.

A presença de Janot em Davos é um acinte. Ele sequer vai para lá como representante do Brasil e sim como como capitão-do-mato do Departamento de Justiça dos EUA, visto que a Lava Jato agora se gaba de ser uma operação de cooperação internacional, embora sem explicar como uma operação internacional tenha como meta aniquilar única e exclusivamente empresas brasileiras.

Ontem, o blog Divergentes lembrou que a Lava Jato repassou um monte de informações sensíveis de empresas estratégicas do Brasil para o Departamento de Justiça dos EUA, sem receber nada em troca.

A gente fica imaginando se os EUA seriam tão generosos com o Brasil, se repassariam informações sensíveis de suas empresas estratégicas para a nossa Procuradoria Geral da República.

Não. Não fariam. O governo americano trabalha para suas empresas. Espiona outros países e outras empresas em favor delas. O Pentágono destrói países inteiros, matando milhões de pessoas, para que as empreiteiras americanas ganhem contratos bilionários de reconstrução.

É interessante notar ainda que, nos EUA e no resto do mundo, os governos eleitos exercem um controle absoluto sobre qualquer cooperação de nível internacional. Aqui, não. Aqui no Brasil, a cooperação internacional fica a cargo de meganhas birutas, marajás da burocracia, deslumbrados com a Globo e com as passagens e hotéis de
 graça que recebem para viajar o mundo, a serviço da destruição de empresas brasileiras.

Ao mesmo tempo, o fato do presidente Michel Temer não ter ido, e o procurador-geral da república sim, desvela muito sobre a conjuntura nacional e sobre quem exerce o poder, de fato, no país. Não é o presidente, que nem eleito é: é a burocracia jurídica, da qual Janot é um dos principais representantes.

Depois do golpe, o Brasil é governado por uma espécie de junta burocrática jurídico-policial. O presidente Temer é apenas um idiota servil, um morto-vivo mantido no cargo sob vigilância estrita (o processo de cassação do TSE + delações da Lava Jato servem para isso) da meganhagem da burocracia e da mídia.

A gente entendeu errado a presença de Gilmar Mendes no avião presidencial que levou Michel Temer a Portugal, para o enterro do Mario Soares.

Quem pegou carona ali foi Michel Temer, não Gilmar, porque o poder está nas mãos das castas jurídicas, não do governo. O absurdo não era a presença de Gilmar no avião, e sim a de Michel Temer! Tanto que agora, em Davos, as coisas se ajeitaram. Temer ficou em casa, Janot foi passear.

O suspense com a “mega-delação” de Marcelo Odebrecht serve para isso, para lembrar ao governo quem manda, visto que Marcelo falará exatamente o que a burocracia jurídica quiser que ele fale, porque, em caso contrário, é prisão perpétua.

Não contente em expor sua ridícula presença em Davos, Janot ainda tem o desplante de dar entrevistas. Segundo o Globo, ele teria dito que a “Lava Jato é pró-mercado”.

Pausa para engasgar, rir, chorar e depois ficar pensativo.

Que mercado? O brasileiro é que não é, visto a devastação econômica que a operação provocou no país.

Então, de repente tudo fica tão claro que cega a vista.

Claro, é o mercado internacional. Os ativos brasileiros estão sendo todos vendidos na bacia das almas do mercado internacional, por um governo ilegítimo, a preços vis, sob o olhar cúmplice, complacente, feliz, da burocracia jurídica.

É muito interessante essa transformação da Lava Jato numa espécie de “ser político”. A Lava Jato agora tem ideias políticas próprias: é pró-mercado, por exemplo.

Ontem ficamos sabendo que até mesmo a rede de comunicação do espaço aéreo brasileiro será privatizada. Se houver um problema no espaço aéreo brasileiro, o procedimento não será mais contatar a Aeronáutica e sim ligar o SAC da empresa que houver vencido a… (tosses) licitação.

A Lava Jato é pró-mercado…

Essa frase de Janot tem reverberações quase poéticas.

No sentido dantesco de poesia, claro.

Por Miguel do Rosário – O Cafezinho

Obama comuta sentença de Chelsea Manning, delatora do WikiLeaks

18 jan

WASHINGTON – A poucos dias de deixar o cargo, o presidente americano Barack Obama comutou nesta terça-feira a sentença de prisão de Chelsea Manning, ex-analista de inteligência do Exército americano que vazou informações sigilosas sobre ação militar do país através do Wikileaks. A pena original dela é de 35 anos. Com a redução da pena, a sentença vai expirar em 17 de maio ao invés de 2045.

No total, Obama comutou 209 sentenças na terça-feira, e concedeu 64 perdões presidenciais.

Chelsea já tentou cometer suicídio duas vezes no ano passado diante do futuro incerto como transgênero em uma prisão militar masculina em Fort Leavenworth, Kansas. Ela está presa há quase sete anos e foi condenada em 2013 por ter fornecido mais de 700 mil documentos, vídeos, comunicações diplomáticas e relatos de guerras ao Wikileaks, no maior vazamento de material secreto da História dos EUA.

A sentença de 35 anos foi a punição mais longa já imposta nos Estados Unidos pelo crime de vazamento de informações sigilosas.

Chelsea ainda era conhecida como Bradley Manning em 2010, quando atuava como analista de inteligência em Bagdá, Iraque. Naquele ano, ela passou ao Wikilieaks a vasta documentação que revelava atividades sigilosas dos Estados Unidos no país e no Afeganistão.

Ela decidiu revelar o material na esperança de incitar uma “discussão global, debates, e reformas”. Foi nesse período que o Wikileaks e seu fundador, Julian Assange, ganharam notoriedade.

Em seu pedido de comutação, Chelsea disse que não imaginava que receberia a sentença “extrema” de 35 anos, “sem precedente histórico”:

“Eu assumo responsabilidade integral pela minha decisão de revelar esse material ao público”, escreveu. “Nunca tinha pedido quaisquer desculpas pelo que fiz. Assumi culpa sem proteção de um acordo de conformidade porque acreditei que o sistema judiciário militar entenderia minha motivação para a revelação e determinaria uma sentença justamente. Estava errada”.

A comutação também reduz a pressão sobre o Departamento de Defesa pela responsabilidade do encarceramento, já que Chelsea pressiona por tratamento diante da intenção de passar por uma cirurgia de mudança de sexo — algo que o órgão não tem experiência.

CHELSEA X SNOWDEN

Na sexta-feira, o porta-voz do governo americano, Josh Earnest, chegou a sinalizar a possibilidade da redução de pena de Chelsea era possível, em contraste com uma solicitação de perdão de outro whistle-blower, Edward Snowden, ex-funcionário da CIA que revelou arquivos sobre vigilância e que atualmente vive como foragido na Rússia.

Earnest explicou que há uma “forte diferença” entre os dois casos, apesar de crimes similares.

“Chelsea Manning é alguém que passou por um processo criminal de justiça, foi exposta ao processo e considerada culpada, sentenciada pelos crimes, e ela reconheceu má conduta”, disse. “Já Snowden fugiu para os braços do adversário, e buscou refúgio em um país que recentemente fez esforço para minar a confiança em nossa democracia”.

Na véspera, Assange tinha dito que aceitaria ser extraditado aos Estados Unidos se Chelsea fosse libertada. Assange mora na embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012 para evitar a extradição à Suécia, onde enfrenta acusação de agressão sexual.

Snowden comemorou muito a libertação pendente da ex-analista de inteligência:

“Obrigado pelo que fez a todos, Chelsea. Fique firme um pouquinho a mais”, escreveu no Twitter o ex-agente da CIA que revelou segredos sobre a vigilância internacional em massa praticada pela Agência de Segurança Nacional (NSA).

O jornalista Glenn Greenwald, que expôs ao mundo o drama de Snowden, ressaltou os feitos da militar e de sua “coragem por ter anunciado a transição de gênero durante a prisão”.

“Visitei Chelsea Manning e passei incontáveis horas com ela ao telefone. O dano é palpável. A ONU diz que ela foi alvo de abuso. A clemência é a única opção moral”, disse Greenwald no Twitter. “Ele é provavelmente a pessoa mais empática que já conheci”.

O site Wikileaks considerou a comutação uma vitória:

“VITÓRIA: Obama comuta a pena de Chelsea Manning de 35 anos a sete. A data de liberação a partir de agora é 17 de maio”, escreveu a organização no Twitter.

Entre os perdões presidenciais concedidos nesta terça-feira, Obama eliminou a pena do general aposentado James Cartwright, que admitiu culpa de perjúrio ao fazer falsos testemunhos para o FBI durante uma investigação sobre vazamentos de material confidencial. Cartwright foi vice-chefe do Estado-Maior e era investigado após a publicação de um livro que expunha um software feito para hacker o programa nuclear do Irã — com quem os EUA e outras nações chegaram a um acordo para diminuir o poder atômico do país persa.

Globo

6 homens têm a mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros juntos, diz a ONG

17 jan

 

Os seis homens mais ricos do Brasil concentram a mesma riqueza que toda a metade mais pobre da população do país (mais de 100 milhões de brasileiros), segundo o relatório da ONG Oxfam divulgado nesta semana.
A ONG britânica de assistência social e combate à pobreza usa como base levantamentos sobre bilionários da revista “Forbes” e dados sobre a riqueza no mundo de um relatório do banco Credit Suisse.

De acordo com a “Forbes”, as seis pessoas mais ricas do Brasil são:

Jorge Paulo Lemann, sócio da Ambev (dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica) e dono de marcas como Budweiser, Burger King e HeinzJoseph Safra, dono do banco SafraMarcel Herrmann Telles, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e HeinzCarlos Alberto Sicupira, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e HeinzEduardo Saverin, cofundador do FacebookJoão Roberto Marinho, herdeiro do grupo Globo

A fortuna somada desses seis empresários era de US$ 79,8 bilhões (cerca de R$ 258 bilhões) em 2016, de acordo com a “Forbes

Na sexta posição entre os mais ricos do país, João Roberto Marinho aparece empatado com seus dois irmãos, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho, com patrimônio estimado em R$ 13,92 bilhões cada um. Se fosse considerado o patrimônio dos três irmãos juntos, a desigualdade seria ainda maior, segundo a Oxfam.

Melhora entre 2001 e 2012

No caso do Brasil, a ONG afirma que os salários dos 10% mais pobres da população brasileira aumentaram mais que os salários pagos aos 10% mais ricos entre 2001 e 2012.

“Em muitos países em desenvolvimento nos quais as disparidades salariais estão crescendo, a diferença de remuneração entre trabalhadores com diferentes habilidades e níveis de formação é um grande impulsionador da desigualdade”, diz o relatório da Oxfam, intitulado “Uma economia para 99%”.

Desigualdade é semelhante no mundo

A desigualdade é praticamente a mesma no cenário global. No mundo, apenas oito bilionários acumulam a mesma quantidade de dinheiro que a metade mais pobre da população do planeta, ou seja, 3,6 bilhões de pessoas juntas, segundo a ONG.

Entre os oito mais ricos do mundo estão o cofundador da Microsoft Bill Gates, o dono da rede de moda Zara, Amancio Ortega, e o cofundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg.

É isso que eu sei e sinto pelo resto de todos os meus dias.( Francisco Costa)

8 jan

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“Lula está velho, debilitado por um câncer que ainda é um
fantasma para ele, caluniado de todas as maneiras, tendo que se defender, desviando energias da luta coletiva para a luta pessoal, assustado.
No evento da ABI, aqui no Rio, eu estive a pouco mais de dois metros do Lula e é evidente a preocupação dele, procurando sair rapidamente do meio da multidão, com os olhos percorrendo todos os cantos, como se procurasse francos atiradores, como se amarrado pelos inimigos,…”
Acredito que ninguém neste país tenha sofrido uma tão impiedosa e cruel tortura psicológica, pública, quanto Lula.
Talvez quem mais tenha se aproximado foi Luis Carlos Prestes, mas teve a alternativa de se afastar, indo para a Rússia, ao contrário de Lula, que aqui resiste, bravamente.
Desde a ditadura militar Lula é investigado, tem a vida esmiuçada, fuçada, virada ao avesso, na busca de ilícitos, com uma única prisão, logo relaxada, na ditadura, por subversão, incitação à desordem pública, quando sindicalista. Nada previsto no Código Penal, capaz de caracterizar crime comum, desonestidade.
Candidato contra Collor, o que se viu foi ser atribuído a ele os mesmos pecados do adversário, com a mídia omitindo, escondendo os do adversário.
No debate final, na tevê, a Globo entregou sinopses, no ar, ao vivo, aos dois candidatos. A de Collor, altamente detalhada, com informações capazes de desestabilizar eleitoralmente o adversário. A de Lula, folhas de papel em branco, sem nada escrito.
Nas eleições seguintes, as mesmas histórias, as mesmas mentiras, as mesmas calúnias, com o adversário blindado pela mídia, com os seus crimes e pecados sob o tapete.
Finalmente Lula foi eleito e, contrariando prognósticos, chegou a ter mais de 80% da confiança do povo brasileiro, nos tirando da condição de devedor para credor, expandindo o mercado interno, fortalecendo o parque industrial do país, a rede de comércio varejista e atacadista, multiplicando o PIB e as reservas cambiais, tudo com justiça social, aumentando a fatia dos até então deserdados, através de aumentos reais nos salários e programas sociais, um tiro nos conservadores, na burguesia, na classe dominante, que se julga proprietária desse país.
Talvez tenha sido o único mandatário, em toda a História Universal, a fazer o seu país saltar de décima sexta economia do planeta para oitava, em oito anos, superando um país por ano, na média.
Foi preciso desconstruí-lo, destruí-lo, desmoralizá-lo, arrancá-lo dos corações e mentes dos brasileiros, e começou a covardia, o ódio cego e animalesco, e nasceu o processo do Mensalão.
Joaquim Barbosa, inteligentíssimo, pertinaz, determinado, fazendo o seu próprio códido de leis e processo penal, tinha objetivo único: acabar com a carreira de Lula.
Omitiu documentos, alterou textos nos autos do processo, invalidou depoimentos… Fez o que os bandidos fazem nos morros cariocas, ao justiçarem os das facções rivais.
Atingiu a tudo e a todos, aos mais próximos de Lula, sem conseguir sequer indícios que incriminassem o presidente.
Para mais dessesperar o fascismo pátrio, Lula fez a sua sucessora, o bastante para tornar-se dono da Friboi, da Esalq, uma universidade pública, de mega empresas e latifúndios espalhados por todo esse país, com os filhos proprietários de jatinhos, iates, mansões… Só existentes na mídia, nas passeatas financiadas no exterior e nas cabeças de inocentes úteis e assalariados da infâmia.
Foi pouco, a dimensão de Lula sobrepôs-se, e veio a Lava Jato, e todo o bilionário patrimônio da família Lula da Silva reduziu-se a um modesto sítio e um apartamento, triplex, em uma praia.
Sérgio Fernando Moro, um arremedo de Joaquim Barbosa piorado, porque de primeira instância e não ministro do STF, como se supõe, com muito menos inteligência e escrúpulos, reteve documentos, desqualificou testemunhas chave, direcionou depoimentos, fez alardes midiáticos, com prestimosa ajuda da banda fétida, deteriorada, corrompida, do Ministério público, e o máximo que conseguiram foi “convicções”, alguma coisa ligada às religiões, às crendices, menos à inteligência e à jurisprudência.
Impossibilitados de imputar culpas em território nacional, a Lula, a Polícia Federal e os serviços de inteligência norte-americanos e suíços debruçaram-se sobre o submundo da corrupção e da roubalheira internacionais, em busca de contas secretas de Lula, de empresas fantasmas, de Lula, em paraísos fiscais, e quanto mais vasculharam mais esterco dos seus encontraram, e de Lula, nada.
Por fim, chegaram na Odebrecht, quartel general da corrupção, segundo a nazijustiça brasileira, e nas planilhas, dossiês e borderôs toda a direita brasileira, todos os golpistas brasileiros, todos os norte-americanos casualmente nascidos no Brasil figurando como beneficiários de roubos, a começar pelo atual e ilegítimo presidente, passando por boa parte dos seus ministros, arrastando boa parte do Legislativo e até coroadas cabeças do judiciário, mas sobre Lula… Que torce para o Corinthians.
Das onze testemunhas de acusação, das falcatruas, desmandos e opróbrios cometidos por Lula, onze depoimentos inocentando-o, “não sei, excelência”, “não tive conhecimento, excelência”, “não acredito, excelência”… Com a excelência, funcionária dos serviços de inteligência norte-americanos, nadando nas pedras.
Esgotado todo o repertório, um insígne e desconhecido deputado apresentou uma PEC alterando a Constituição, impedindo que a Presidência da República seja exercida por uma mesma pessoa por mais de duas vezes, consecutivas ou não, lei que apropriadamente já está sendo chamada de “Barra Lula”, e para qualquer um que tenha pelo menos resquícios de miúda e limitada inteligência está tudo muito claro: “usando as leis, burlando as leis, adaptando as leis não conseguimos acabar com o cara. É preciso criarmos leis novas, destinadas exclusivamente a acabar com ele”.
Tudo isto seria maravilhoso numa peça de ficção, num romance ou filme de perseguição implacável, com todas as nuances da sordidez de que é capaz a maldade humana, mas aconteceu e está acontecendo na vida real, com um senhor, já idoso, com netos, um ser humano como eu e você.
Lula não tem paz, imagino que já não consiga dormir direito, com ideia única, atormentando-o: defender-se, pois sabe que esta famigerada PEC Barra Lula é a penúltima tentativa de neutralizá-lo.
A última poderá ser um tiro.”

Francisco Costa ( Via René Amaral -Facebook)

Análise e  tendências sobre o golpe .Por Stanley Burburinho 

23 dez

Resultado de imagem para golpe no Brasil

O que penso. Posso estar enganado: o PSDB encomendou e pagou pelo golpe, mas não levou, se enfraqueceu, c omeçaram as brigas internas (ontem no Senado, Tasso, aliado de Aécio, quase saiu no tapa com Serra, que tem Aécio como desafeto), não tem candidato forte para 2018, predeu a presidência da República que pretendia com o golpe, virou minoria no Senado e na Câmara e ficará estigmatizado para sempre como golpista. O tiro saiu pela culatra. O PSDB e seus aliados, incluindo a Globo, são os grandes perdedores do golpe que pode ter sido tiro no próprio pé dos tucanos. Poderá ser o fim do PSDB que sempre fez tudo para acabar com o PT.
No final do golpe, o PMDB ficou com a presidência da República, com a presidência do Senado e com a presidência da Câmara. O PSDB ficou sem nada e não tem forças para derrotar o PMDB. Os golpistas não contavam com o fator Cunha que domina mais de 2/3 dos 513 deputados e grande parte dos senadores. Qualquer presidente que entrar agora será refém de Cunha e sua turma no Congresso.
A partir de hoje, a Globo pisará em ovos com o PMDB que ela sempre bateu. A Globo sabe que quem concede, renova e cassa concessão de mídias é o Senado e não o presidente da República.

A Globo também sabe que as concessões de todos os veículos de mídia da Globo começam a vencer em 2018 até 2022. Eis um dos motivos do medo da Globo do Lula se reeleger em 2018. O que impede o PMDB do Senado a qualquer momento colocar em votação a cassação da concessão da Globo? Nada. Se o PMDB fizer isso, com certeza, contará com o apoio dos senadores do PT e seus aliados e o PSDB, que será minoria, nada poderá fazer.
O Procurador-Geral, Rodrigo Janot, chefe do MPF, que bateu muito no PMDB e no Cunha, também pisará em ovos, a partir de hoje, quando tratar com o PMDB. O PGR sabe que só o Senado poderá destituí-lo e o PMDB tem maioria e poderá contar com a ajuda do PT e seus aliados. O PSDB não poderá fazer nada para impedir.
O MPF, que bateu muito no PMDB e no Cunha, também pisará em ovos com o PMDB a partir de hoje porque sabe que, a qualquer momento, o PMDB pode resolver exumar a PEC37, projeto de um petista do Maranhão, que retira o poder de investigação dos MPs e deixa somente com as polícias, que foi adquirido durante as manifestações de junho de 2013, com a derrubada da PEC37 que teve enorme apoio da Globo.
Outra coisa: se o deputado Waldir Maranhão renunciar da presidência da Câmara, Cunha já tem o candidato substituto. O PSDB nada poderá fazer.
Qual a chance do PSDB derrotar o PMDB na eleição para o novo presidente da Câmara? Somente se o PSDB pedir ajuda ao PT e seus aliados e formar maioria para derrotar o PMDB na Câmara. E se o PMDB não quiser abrir mão da presidência da Câmara? Terá que pedir ajuda ao PT e seus aliados para formar maioria e derrotar o PSDB. E, por incrível que pareça, o próximo presidente da Câmara poderá não ser do PMDB nem do PSDB, mas poderá ser do PT ou de algum partido aliado do PT
O PMDB ou Cunha poderão, a qualquer momento, colocar em votação o pedido de impeachment de Temer, conforme solicitado pelo Marco Aurélio de Mello do STF. Temer será refém de Cunha e terá que ignorar a Globo e o PSDB. Se isso ocorrer, Temer, além de ser refém de Cunha, teria o PT ou algum aliado do PT, na presidência da Câmara para engavetar todos os projetos dele.
Gilmar Mendes, que desde ontem é o novo presidente do TSE poderá cassar o mandato de Temer? Sim, mas não fará isso. Se fizer isso ainda em 2016, haverá eleição direta e o serrista Gilmar não vai querer ver Aécio, desafeto de Serra, concorrendo aproveitando o recall da eleição presidencial de 2014. Então Gilmar poderá deixar para 2017? Sim, mas também não fará isso porque sabe que depois de 2016, a eleição será indireta e, por ter maioria, o PMDB fará o novo presidente do Brasil indiretamente e são grandes as chances de ser alguém indicado por Cunha. Para evitar que o PDMB faça o novo presidente via eleição indireta, o PSDB precisará da ajuda o PT e seus aliados para formar maioria. Por outro lado, para o PMDB eleger o novo presidente via eleição indireta, precisará da ajuda do PT e seus aliados para formar maioria.
Muita gente estranhou o fato de ontem Gilmar Mendes ter aberto inquérito para investigar Aécio, presidente do PSDB. Claro. Aécio é desafeto de Serra, grande amigo de Gilmar. O PSDB e seus apoiadores sabem que o enfraquecimento do PSDB, em grande parte, é devido à infantilidade de Aécio. Querem se livrar dele porque, ao que tudo indica, a carreira política de Aécio acabou. Ele não consegue votos em MG, seu estado natal, nem no RJ, onde mora. Serra é o candidato da velha mídia e dos EUA porque é entreguista. Já vimos na velha mídia matérias atacando os tucanos Aécio e Alckmin, mas nunca vimos nada atacando o tucano Serra. Vimos Aécio e Alckmin serem vaiados na manifestação da direita na av Paulista, mas Serra não foi vaiado.
Nos próximos 180 dias, até a votação final no Senado, veremos muita gente arrependida com o golpe, sem falar no povo. Não estranhe se na votação final, os golpistas, liderados pelo PSDB e com apoio da velha mídia, desistirem do golpe e votarem a favor de Dilma permanecer no cargo. Se isso não acontecer, quanto mais tempo os golpistas ficarem no poder, até 2018, se queimarão mais ainda e o PSDB e a velha mídia serão culpados pelo povão. Se isso acontecer, o PT retornará fortalecido. Temer já começou a fazer um monte de besteiras. Empresários de SP já disseram que Temer está jogando a eleição de 2018 no colo de Lula.
Com o fim das doações de empresas para campanhas políticas, o PSDB e o PMDB vão passar apertado nas próximas eleições. O PT tem militância que doará. Até hoje eu nunca vi um militante do PMDB. O PSDB tem militantes, mas poucos filiados e que doariam.
O Lewandowski do PSDB disse que o STF poderá analisar o mérito do golpe travestido de impeachment, bastando ser provocado pelo PT. Por que o PT ainda não provocou o STF? Sacou?

*Stanley Burburinho

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