FHC admite que sabia de esquema de corrupção na Petrobras e nada fez

24 maio

Helena Sthephanowitz,- RBA 

FHC admite que sabia de esquema de corrupção na Petrobras e nada fez
Fatos narrados em livro de memórias do ex-presidente o fazem candidato à alcunha de “pai do petrolão”

Moralista sem moral. FHC admite em livro que conhecia esquemas de corrupção na Petrobras quando foi presidente

O livro Diários da Presidência, de Fernando Henrique Cardoso, sobre seus anos como dirigente máximo da nossa república, precisa ser anexado aos autos da Operação Lava Jato. Entre outras revelações, o ex-presidente relata ter sido alertado, em 16 de outubro de 1996, que ocorria um “escândalo” dentro da Petrobras. Quem o alertou foi o dono da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, nomeado pelo ex-presidente para o Conselho de Administração da estatal. Nunca é demais lembrar que hoje seu próprio partido, o PSDB, chama as denúncias de corrupção dentro da estatal de “petrolão”.

Esse trecho reproduzido do livro é revelador: “Eu queria ouvi-lo sobre a Petrobras. Ele me disse que a Petrobras é um escândalo. Quem manobra tudo e manda mesmo é o Orlando Galvão Filho, embora Joel Rennó tenha autoridade sobre Orlando Galvão (…) todos os diretores da Petrobras são os mesmos do Conselho de Administração (…) São sete diretores e sete membros do conselho. Uma coisa completamente descabida (…) Acho que é preciso intervir na Petrobras. O problema é que eu não quero mexer antes da aprovação da lei de regulamentação do petróleo pelo Congresso".

Ou seja, FHC sabia que havia graves vícios na empresa, uma vez que o Conselho de Administração não controlava a diretoria. Pelo contrário, era a diretoria quem controlava o Conselho, que dava carta branca para fazerem o que quisessem – lembremos que diretores são funcionários de carreira, que ingressaram na Petrobras por concurso.

Mas FHC não fez nada. Fez vista grossa e engavetou o assunto, segundo ele, para não atrapalhar o plano de entrega das riquezas da Petrobras para multinacionais estadunidenses e europeias, que àquela altura tramitava no Congresso Nacional.

Para contextualizar: Joel Rennó era o presidente da Petrobras, ligado ao finado Antônio Carlos de Magalhães (ACM) desde 1992, no governo Itamar Franco. Eram amigos desde 1975, quando ACM presidiu a Eletrobras, em plena ditadura. Ao sair, em 1999, um dos nomes cogitados para substituí-lo era, pasmem, Eduardo Azeredo, então sem mandato, após ter perdido a eleição para o governo de Minas Gerais.

Muito do que vemos hoje poderia ter sido desbaratado antes ou ter sido evitado, se FHC tivesse assumido seu compromisso republicano de combater a corrupção, em vez de varrê-la para baixo do tapete.

Orlando Galvão Filho, aquele que mandava de fato, segundo o ex-presidente, era o manda-chuva da BR Distribuidora e diretor financeiro da Petrobras. Manteve-se lá até 1999. Tinha como diretor João Augusto Rezende Henriques, hoje preso na Operação Lava Jato como operador de propinas do PMDB junto à diretoria internacional e que delatou ter pago propina ao deputado Eduardo Cunha via contas na Suíça.

Ambos responderam processos de tomada de contas no Tribunal de Contas da União (TCU) e foram condenados a devolver R$ 46 milhões (em valores da época) aos cofres da estatal, dinheiro pago por um contrato irregular com o Instituto de Organização Racional do Trabalho do Rio de Janeiro (Idort-RJ). Também foi condenado no mesmo processo Djalma Bastos de Morais, vice-presidente da BR entre 1995 e 1999, quando saiu para ser presidente da Cemig, onde permaneceu durante os governos tucanos de Minas.

REPRODUÇÃO

Acórdão do TCU inabilitava diretores da Petrobras para cargos na administração pública federal
Detalhe: um acórdão do TCU inabilitava todos eles para ocupação de cargos na administração pública federal por oito anos.

O jornalista Hélio Fernandes, da Tribuna da Imprensa, denunciou na edição de 15 de novembro de 2002: “Esses pagamentos não eram feitos a céu aberto, e sim creditados numa conta fantasma do Banco Itaú. Uma auditoria interna da própria BR descobriu coisas incríveis. Mas os que protestavam foram imobilizados pela palavra do vice-presidente da BR (ficou no cargo de 20 de julho de 1995 a 12 de janeiro de 1999), que disse aos diretores divergentes: ‘Seguimos ordens do presidente Orlando Galvão, que por sua vez recebe ordens do Planalto’”.
Um memorando de 1997 mostra que o poderoso Orlando Galvão Filho mantinha sob rédeas curtas até o fundo de pensão Petros, cobrando do presidente do fundo a íntegra de um “acordo” feito com o Banco Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, para gerir a carteira de ações. Chama atenção a palavra “acordo” aparecer entre aspas no memorando.
sair da BR, Orlando Galvão passou a trabalhar como consultor. Abriu a Ogefi – Serviços Financeiros, tendo como sócia Mary Nelma Galvão, funcionária aposentada do Tribunal de Justiça (TJ), envolvida no escândalo do inventário do ex-senador e antropólogo Darcy Ribeiro. Ao morrer, Darcy deixou sua metade de um apartamento para sua ex-mulher Berta Gleizer Ribeiro, que também faleceu nove meses depois, sem deixar filhos. Mary Galvão foi nomeada inventariante judicial e alugou o imóvel para funcionários do TJ por R$ 800 – quando o valor de mercado do aluguel era R$ 5 mil.

Paulo Ribeiro, sobrinho de Darcy, descobriu o golpe por acaso. A partir daí surgiram fortes indícios de que funcionários do TJ atrasavam o processo de inventário para usufruírem dos bens. Mary Galvão foi destituída do inventário e, em março deste ano, a Corregedoria-Geral da Justiça do Rio mandou lacrar a Central de Inventariantes do Tribunal de Justiça e afastou todos os serventuários do órgão para apurar as ocorrências.

A Ogefi – Serviços Financeiros é uma empresa discreta. Não tem site na internet e não há notícias de qual seja sua atuação. Dividia uma sala no centro do Rio com a Carioca Mineração, empresa baixada pela Receita Federal por omissão contumaz – quando pessoas jurídicas deixam de apresentar a declaração anual de imposto de renda por cinco ou mais anos.

Só uma observação: com este perfil, se fosse empresa de um petista logo diriam ser uma consultoria “de fachada”.

Como o mundo é pequeno! Orlando Galvão prestou depoimento ao lado de alguns nomes hoje famosos na Lava Jato. Foi na CPI da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro que investigou o afundamento da Plataforma P-36, em 2001. Depuseram o então gerente de engenharia Pedro Barusco Filho e o então engenheiro da Marítima Petróleo Hamylton Padilha, hoje delator que, segundo o Ministério Público, pagou propinas de US$ 31 milhões para diretores da Petrobras da área internacional e para João Augusto Henriques, que repassou a peemedebistas.

Detalhe: o então deputado estadual Eduardo Cunha foi o atuante vice-presidente da CPI da P-36 na Assembleia Legislativa do Rio.

Orlando Galvão, ao lado de João Augusto Henriques, Djalma Morais e outros também responderam no TCU pelo escândalo da compra de álcool acima do preço. Assinaram aditivos de contratos com várias usinas aceitando acréscimos quando o preço estava em queda.

Esses fatos, entre outros, mostra que os investigadores da Lava Jato só não verão se não quiserem que esquemas de corrupção detectados na Petrobras vieram dos tempos do governo FHC e até de antes. E que bancadas de parlamentares inescrupulosos, diplomados pela Justiça Eleitoral com a chancela de “fichas limpas”, exigiam nomeações para garantir a governabilidade no Congresso. Assim, procuraram manter seus antigos esquemas após a mudança de governo de 2003, quando o ex-presidente Lula assumiu seu primeiro mandato.

Se Eduardo Azeredo foi chamado de pai do “mensalão” por ter instaurado o mensalão tucano anos antes do valerioduto chegar aos petistas, as memórias de FHC o fazem candidato à alcunha de “pai do petrolão”.

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SERIA FERNANDO HENRIQUE CARDOSO UM TRAIDOR E CORRUPTO? Por Pedro Maciel

24 maio

 

FHC 1

Pedro Maciel

SERIA FERNANDO HENRIQUE CARDOSO UM TRAIDOR E CORRUPTO?
Não é exatamente segredo que após a 2ª. Guerra Mundial a CIA passou a financiar artistas e intelectuais de direita, mas o que eu não sabia (confesso que nem desconfiava) é que a CIA também financiou personalidades de centro e de esquerda, num esforço de cooptação e para afastar esses intelectuais do comunismo e aproximá-los do American way of life, transformando-os em divulgadores desse caminho.

Essa é a conclusão de Frances Stonor Sauders, formada em Oxford em 1987 e residente em Londres, no seu livro “Quem pagou a conta? A CIA na Guerra fria da Cultura”, ed. Record.

O livro é muito interessante e desmascara a Fundação Ford, que, dentre outras fundações, era usada pela CIA e pelo departamento de Estado dos EUA para o fim acima descrito. E, por isso é possível que que Fernando Henrique Cardoso, deixou-se corromper e vendeu-se à CIA por um punhado de dólares.

Frances Stonor Sauders detalha que a CIA promoveu congressos culturais, exposições e concertos, bem como as razões que levaram os EUA a estimular a publicação e tradução naquele país de autores alinhados com o governo americano a patrocinar arte abstrata, como tentativa de reduzir espaço para qualquer arte de conteúdo social.

Noutro livro, chamado “Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha), há a seguinte narração: “Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o CEBRAP”.

Esta história estaria contada na página 154 do citado livro de Brigitte Hersant, somada à densa pesquisa da inglesa Frances Stonor Saunders nos revela que possivelmente o Brasil tenha sido governado por oito anos por um intelectual corrupto, cooptado pela CIA em fevereiro de 1.969, e quem “pagava a conta” de Fernando Henrique e do seu CEBRAP era a CIA, através da Fundação Ford.

E não se pode esquecer que em dezembro de 1968 a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o Brasil no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos.

E enquanto centenas de cassações e suspensões de direitos políticos estavam em curso, com prisões lotadas, Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) de um total de quase 1 milhão de dólares.

E o jornalista Sebastião Nery afirma que “Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana”.

E não se pode esquecer que ao lado do economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, no qual os dois defendem a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes, ou alinhados, aos países mais ricos. Como os Estados Unidos?

Fato é que “cheio da grana”, fruto da venda de sua alma, Fernando Henrique logo se tornou uma “personalidade internacional” e passou a dar “aulas” e fazer “conferências” em universidades norte-americanas e europeias. Seria “um homem da Fundação Ford”, ou melhor, da CI
Registre-se que FHC, ameaçado de prisão pela ditadura militar, decidiu auto exilar-se, inicialmente no Chile e depois em Paris, tendo retornado ao país em 1968.

Algumas questões merecem ser feitas e respostas precisam ser dadas.

E o que era de fato a Fundação Ford? Uma instituição a serviço da CIA, um dos braços da CIA e do serviço secreto dos EUA?

Teria sido um FHC domesticado pela CIA em 1969 o Presidente do Brasil?

Enfim, FHC é um intelectual corrupto?

 

PEDRO MACIEL

Advogado, sócio da Maciel Neto Advocacia, autor de “Reflexões sobre o estudo do Direito”, Ed. Komedi, 2007

Brincando com fogo.Por Geraldo Elísio M. Lopes

23 maio

 

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O governador Fernando Pimentel deve maiores explicações públicas referentes à exploração da jazida de nióbio situada na cidade de Araxá, no Alto Paranaíba, próximo ao Triângulo Mineiro. Maior do que ela só a existente em São Gabriel da Cachoeira, na Cabeça do Cachorro, no estado do Amazonas, região da tríplice fronteira com a Venezuela e Colômbia.

O Brasil produz 98% do nióbio existente no mundo, percentual que deve aumentar com a nova jazida descoberta em Catalão, no estado de Goiás, na região do Planalto Central do Brasil. Apesar do Brasil deter o recorde da produção mundial o produto é cotado na Bolsa de Londres e vendido a um preço muito aquém do seu valor. Este mineral é fundamental para as pesquisas aeroespaciais e tem profundo valor estratégico.

Afora isto encontra-se no âmbito das mil e uma denúncias que povoam a Lava Jato aquela que se refere ao contrabando de nióbio, envolvendo o senador afastado Aécio Neves, agora com um pedido de prisão nas costas, em percentuais que segundo se informa é desviado dos cofres do governo de Minas Gerais, não faltando comentários que o sistema é intocável ainda que aja ocorrido uma mudança de governo. O contrabando situa-se acima disto sabendo-se apenas render fortunas. E diz respeito a produto não processado (pedras) o que fez que potencias gigantescas perdessem o controle de qual material processado circula no mundo.

Estados Unidos da América do Norte, Rússia, China, Inglaterra, França, Israel, Paquistão, Índia e a Coreia do Norte compõem o seleto Clube Atômico do mundo com os seus arsenais nuclearizados. Como o potencial de eventuais guerras atômicas virem a ser deflagradas – recentemente o mundo se assustou com a possibilidade de um enfrentamento direto dos EUA com a Coreia do Norte – a questão ganhou maior profundidade.

Isto reflete a imprudência das transações comerciais entre países potencialmente inimigos, exigindo maiores cuidados. Lógico, País soberano o Brasil tem direito a explorar a comercialização das suas riquezas minerais, mas paradoxalmente isto exige um controle rígido sendo mais adequado num momento em que tanto se fala em privatização a criação da Nuclerbras, com sólido controle das Forças Armadas Brasileiras.

Há quem recomende uma profunda investigação retroativa no que diz respeito à exploração do nióbio, aferindo-se o quanto foi extraído e quanto os cofres brasileiros perderam diante das irregularidades praticas. A preocupação repito, interessa de perto a outras nações face ao perigo maior de eventuais guerras nucleares. Com a palavra a CBMM. –

Por Geraldo Elísio M. Lopes (Repórter)

Geraldo Elísio

Não. Não é que você não tenha bandido de estimação.Por Vinicius Tavares

21 maio

 

eleitores de aécim

Não. Não é que você não tenha bandido de estimação.

Você votou no Aécio sabendo que ele era ladrão.

Afinal de contas, em 2014, já abundavam denúncias contra ele, notadamente em Furnas e no governo de Minas.

O Google e as redes sociais não te permitem esquivar-se desta responsabilidade.
Você fez vista grossa!

Você aplaudiu a ascensão do Cunha à presidência da Câmara apesar da notória e extensa folha corrida dele.
E depois de deflagrado o processo de impeachment, você passou a tratá-lo com o carinhoso epíteto, veja só!, de “malvado favorito.”
Você foi um dos “milhões de Cunhas”.
Você acoberta todos os desmandos e ilegalidades dos milenaristas de Curitiba.

Você foi pra rua, naquele fatídico 17 de abril de 2016, esperar a derrocada de uma presidente legítima, ao cabo de um processo fajuto, esperando comemorar a ascensão do homem que, hoje, soçobra sob o peso de denúncias de corrupção.

Aliás, não demorou muito pra você perceber a m que fez e, “mandando às favas todos os seus escrúpulos de consciência”, tentar jogar o seu lixo no quintal do vizinho.
Claro!
Pra você, na sua falta de coragem pra assumir o que fez, na sua covardia, quem colocou o temer no poder foram os eleitores da Dilma. Você aprendeu esta fala em alguma página do mbl e a repete ad nauseum com a desfaçatez de fazer corar as penteadeiras dos mais sórdidos prostíbulos.
Este mesmo mbl do qual você compartilha postagens apesar de saber das falcatruas que seus membros andam envolvidos.

Não. Você diz que não tem bandido de estimação mas não se trata mais disso.

O que você não tem é caráter.”

 

Vinicius Tavares

 

 

Tudo o que você queria saber sobre Aécio Neves O Mineirinho.

20 maio

aécim para o blog

 

Por Francisco Costa

Não gostos de tucanos e isso não é novidade, mas é um não gostar político, um discordar ideológico, sem ódio.
Sem exagero, eu me sentaria com qualquer um deles para um bom papo, de preferência não sobre política, e sairíamos com a impressão de simpáticos, um ao outro.
Mas com Aécio qualquer relação seria impossível. Aécio é o mau caráter nato, é o vagabundo profissional que viveu da fortuna familiar e, por uma desgraça, herdou o patrimônio político do avô e, ao invés de usar para o bem do próximo e da pátria, usou para multiplicar a própria fortuna.

Vindo estudar no Rio de Janeiro, logo mergulhou nas drogas e na baderna. Recentemente um delegado de polícia aposentado, um velhinho, contou a um jornalista que cansou de prender Aécio, por baderna e vandalismo, mas logo o telefone tocava na Delgacia, era um poderoso, e ele tinha que soltar o moleque.

Esta impunidade, este tudo poder, por conta da fortuna familiar e o prestígio político do avô é que o levou a não admitir ser contrariado nunca, e o resultado foi o não conformismo democrático, quando derrotado por Dilma, começou a desestabilizar o país logo que saiu o resultado da eleição, nos trazendo à situação atual.

No histórico de Aécio há uma surra na ex-esposa e atendimentos em CTI, por overdose de cocaína.
Em uma das vezes ele escapou por pouco, mas a mulher que estava com ele, em um motel, foi a óbito.
Tudo isso foi sempre escondido do público, graças a uma violenta milícia sustentada por Aécio, onde se incluíam muitos policiais mineiros, intimidando jornalistas e testemunhas.

Um policial, no entanto, Lucas Arcanjo, com destemor anunciava aos quatro ventos todos os crimes de Aécio, inclusive homicídios, a mando dele, chegando a protocolar denúncias no Ministério Público mineiro e federal, em Brasília, sem conseqüências, graças à blindagem de Aécio.

Lucas Arcanjo apareceu enforcado, em sua própria casa.
Quando governador, com dinheiro público construiu dois aeroportos em fazendas da sua família, fora da rota dos vôos comerciais, mas na rota do narcotráfico, além de um terceiro, no município de Montezuma, também numa fazenda da família dele, uma fazenda de milhares de hectares de eucaliptos, longe de qualquer aglomerado urbano e que no entanto tem intenso tráfego de pequenos aviões.

Na escuta feita pela Polícia Federal, Aécio falou que o emissário que pegaria, e pegou, a mala de dinheiro teria quue ser alguém que “a gente mate” antes dele nos delatar.
Coincidentemente foi encontrada uma ossada humana enterrada em uma de suas fazendas, sem que até hoje a polícia comprada por Aécio identificasse quem foi o assassinado.

A mídia omitiu, mas o helicóptero apreendido com quase meia tonelada de pasta de cocaína é de propriedade do Senador Perrela mas presta serviço à Agropecuária Neves, sendo que o filho do Perrela é sócio de Aécio em negócios obscuros, não tão obscuros, como ficou demonstrado na carga do helicóptero.

O acidente da Samarco, em Mariana, está impune porque tem o dedo de Aécio e da Cemig. O Ministério Público mineiro sabe de tudo isso, mas existe para perseguir e punir os que denunciam isso. O Ministério Público Federal sabe de tudo isso, por denúncias chegadas de Minas.

Contam-se em dezenas os casos de sentenças vendidas pelos juízes mineiros, sempre em favor da família Neves. Preso o tio de Aécio, por produção e venda de cocaína, um juiz que havia sido nomeado por Aécio foi quem deu o Habeas Corpus e o colocou na rua. A negociata do HC aconteceu num alambique (fábrica de cachaça) de propriedade da família Neves.
O Secretário de Segurança, no governo de Aécio, era o advogado de Fernandinho Beira Mar, e isto não é segredo para ninguém, em Minas e na cúpula brasiliense.

E de onde vem todo esse poder e todo esse dinheiro, capaz de comprar autoridades nos três poderes e em todos os níveis de poder, capaz de comprar a mídia nacional?
De várias fontes, a começar pela apropriação indébita, através da corrupção, passando pelo uso do dinheiro público mineiro, para corromper autoridades.

Tudo começou com o dinheiro da família, muito, e o prestígio político proporcionado por Tancredo Neves, o chefe do clã, multiplicando-se em muito quando a mãe de Aécio casou-se, em segundas núpcias com o herdeiro do Banco Moreira Sales, que foi incorporado ao Itaú, excetuando-se as jazidas de Nióbio, no município de Araxá, um minério raríssimo e caro, de propriedade do banco, por doação da ditadura militar, em troca dos serviços prestados (financiamento do golpe de 64).

Com o casamento da Dona Neves, 98% do Nióbio existente no mundo caiu no colo da família Neves, rendendo bilhões/ano.

E chegamos ao verdadeiro Aécio: basta nos lembrarmos dos discursos e pronunciamentos de Aécio para percebê-lo medíocre; basta nos lembrarmos dos debates com Dilma para o entendermos medíocre, despreparado, limitado; diante das atuais acusações, enquanto Temer e outros acusados vieram a público soltar os cachorros, Aécio se limitou a notinhas à mídia, através de intermediários.

Aécio já foi flagrado chapado de cocaína no plenário do Congresso, diversas vezes; o próprio Serra, seu correligionário, se manifestou temeroso quanto à candidatura de Aécio à presidência, por causa do “vício”; há um laudo, oficial, assinado por um médico do CTI, que o atendeu, com overdose de cocaína, onde afirma: “o paciente não tem condições de administrar nem a própria vida, que dirá um estado.”

Quero avisar aos Aeçófilos, coxinhas e congêneres que não sou detetive, vidente ou adivinho, menos ainda caluniador. Tudo isso está nas redes sociais, basta ir ao Google Busca e digitar a informação que quer obter.

Como, então, com tantas limitações, Aécio pode ter a projeção que teve?
Aécio é um produto, uma embalagem, um rótulo necessário porque vivemos numa sociedade machista, onde o machismo é levado às últimas conseqüências nas organizações criminosas.

O Rio de Janeiro tem o Comando Vermelho e o cérebro é Fernandinho Beira Mar; São Paulo tem o PCC e o cérebro é o Marcola; Minas Gerais tem os Neves e o cérebro é Andréa Neves. Aécio é só o robô, a fachada.
Por isso a preocupação do PGR e do STF em prendê-la, para deixar a organização acéfala e Aécio perdido, órfão, sem orientação, de maneira a facilitar a retirada de mais um bandido de circulação.
Não basta a justiça brasileira apurar a corrupção na família Neves, tem que apurar o narcotráfico e os homicídios.

Francisco Costa ( Facebook Via Dislene Lemos Perrote)

 

Rio, 20/05/2017.

A Globo é o golpe. Sempre será, enquanto existir. por Maria Luiza Quaresma Tonelli

16 maio

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Em tempos de normalidade democrática, numa sociedade civilizada, a condenação moral se dá após uma condenação judicial justa, de acordo com o devido processo legal, com o direito constitucional da ampla defesa.

Não estamos vivendo esse tempo. Para ser generosa, digo que estamos no limiar entre a democracia e a ditadura. Desde o famigerado “mensalão” a mídia (Globo à frente) vem promovendo uma cultura do ódio antipetista.

Lá começou o golpe, que continua e ainda não terminou. Desde então a condenação moral precede a condenação judicial, com provas ou sem provas. A condenação moral nessas condições é a mais perversa, pois destrói reputações. Desumaniza, nada respeita, nem as famílias.

É próprio de uma sociedade que se caracteriza cada vez mais pelo pensamento fascista. Contra a injustiça da condenação moral não há a quem recorrer, não há reparação possível. É a quintessencia da injustiça.

Toda a minha solidariedade ao ex-ministro Guido Mantega e a sua família e a todos os nossos que são vítimas dessa ignomínia patrocinada pela rede Globo, a inimiga da democracia e do sofrido povo brasileiro. Digo e repito: a Globo é o golpe. Sempre será, enquanto existir.

 Maria Luiza Quaresma Tonelli
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Caráter, artigo raro no Brasil

13 maio

 

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A Bancoop, cooperativa do Sindicato dos bancários de São Paulo, adquiriu um terreno e resolveu construir apartamentos em condomínio, para venda.
Dona Marisa Letícia Lula da Silva, falecida, decidiu comprar uma cota, referente a um apartamento, o que fez, com a anuência de Lula, claro.
Posteriormente a cooperativa não deu conta das obras, acumulando dívidas, e a empreiteira OAS, que vinha realizando as obras, assumiu o empreendimento.
Nesta transferência, da Bancoop para a OAS, abriu-se juridicamente a possibilidade de rescisão do contrato de compra e venda da cota (apartamento) ou renegociação de preço, o que comercialmente se chama janela.
Contra, a família Lula tinha que as obras estavam atrasadas e mais o argumento do ex-presidente, de que não poderia desfrutar da praia em frente, por causa do assédio.
Lembro que na ocasião Lula foi criticado pelos coxas, chamando-o de pop star e estrela, porque Lula afirmou que se fosse morar lá o local se tornaria ponto turístico e ele não teria paz.
O negócio foi desfeito, a rescisão contratual celebrada.
Esta é a história original, repetida por Dona Marisa Letícia, por Lula e que consta na documentação em poder do Moro.
Não há nem nunca houve nenhum documento no nome do Lula, quem comprou o apartamento foi Dona Marisa, quem desfez o negócio foi Dona Marisa
Esta foi a história que Lula contou em Moritiba, no dia 10, e que bate certinho com o que o casal Lula sempre falou e que foi amplamente noticiado pela mídia.
A partir daí, em surto de amnésia, a mídia mau caráter está noticiando que Lula jogou a culpa na mulher, comentarista$ de aluguel estão vomitando que Lula pôs a culpa na mulher e a beócia massa de energúmenos pautados pela mídia está repetindo.
Aí a Polícia Federal, a insuspeita Polícia Federal do Japonês Bonzinho, a Polícia Federal que descobriu em tempo recorde de quem era a meia tonelada de pasta de cocaína transportada pela Perrela’s Airlines, com um monte de delegados cabos eleitorais de Aécio, resolveu processar Lula porque ele insinuou que um contrato sem assinaturas, atribuindo a ele a propriedade de um triplex, foi plantado em sua casa.
As palavras plantado e forjado fazem parte do vocabulário policial em todos os estados, e pelo menos aqui no Rio de Janeiro não há quem não saiba de flagrantes plantados em blits de trânsito e batidas policiais.
Não há quem não saiba de armas postas nas mãos de cadáveres ou drogas nos bolsos de cadáveres, para justificar o assassinato de inocentes ou autos de resistência (assassinato em troca de tiros), inclusive com vídeos no Youtube, feitos clandestinamente, é só baixar.
Caráter vai se tornando coisa cada vez mais rara no Brasil.

Francisco Costa
Rio, 12/05/2017.

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