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SERIA FERNANDO HENRIQUE CARDOSO UM TRAIDOR E CORRUPTO? Por Pedro Maciel

24 maio

 

FHC 1

Pedro Maciel

SERIA FERNANDO HENRIQUE CARDOSO UM TRAIDOR E CORRUPTO?
Não é exatamente segredo que após a 2ª. Guerra Mundial a CIA passou a financiar artistas e intelectuais de direita, mas o que eu não sabia (confesso que nem desconfiava) é que a CIA também financiou personalidades de centro e de esquerda, num esforço de cooptação e para afastar esses intelectuais do comunismo e aproximá-los do American way of life, transformando-os em divulgadores desse caminho.

Essa é a conclusão de Frances Stonor Sauders, formada em Oxford em 1987 e residente em Londres, no seu livro “Quem pagou a conta? A CIA na Guerra fria da Cultura”, ed. Record.

O livro é muito interessante e desmascara a Fundação Ford, que, dentre outras fundações, era usada pela CIA e pelo departamento de Estado dos EUA para o fim acima descrito. E, por isso é possível que que Fernando Henrique Cardoso, deixou-se corromper e vendeu-se à CIA por um punhado de dólares.

Frances Stonor Sauders detalha que a CIA promoveu congressos culturais, exposições e concertos, bem como as razões que levaram os EUA a estimular a publicação e tradução naquele país de autores alinhados com o governo americano a patrocinar arte abstrata, como tentativa de reduzir espaço para qualquer arte de conteúdo social.

Noutro livro, chamado “Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha), há a seguinte narração: “Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o CEBRAP”.

Esta história estaria contada na página 154 do citado livro de Brigitte Hersant, somada à densa pesquisa da inglesa Frances Stonor Saunders nos revela que possivelmente o Brasil tenha sido governado por oito anos por um intelectual corrupto, cooptado pela CIA em fevereiro de 1.969, e quem “pagava a conta” de Fernando Henrique e do seu CEBRAP era a CIA, através da Fundação Ford.

E não se pode esquecer que em dezembro de 1968 a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o Brasil no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos.

E enquanto centenas de cassações e suspensões de direitos políticos estavam em curso, com prisões lotadas, Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) de um total de quase 1 milhão de dólares.

E o jornalista Sebastião Nery afirma que “Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana”.

E não se pode esquecer que ao lado do economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, no qual os dois defendem a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes, ou alinhados, aos países mais ricos. Como os Estados Unidos?

Fato é que “cheio da grana”, fruto da venda de sua alma, Fernando Henrique logo se tornou uma “personalidade internacional” e passou a dar “aulas” e fazer “conferências” em universidades norte-americanas e europeias. Seria “um homem da Fundação Ford”, ou melhor, da CI
Registre-se que FHC, ameaçado de prisão pela ditadura militar, decidiu auto exilar-se, inicialmente no Chile e depois em Paris, tendo retornado ao país em 1968.

Algumas questões merecem ser feitas e respostas precisam ser dadas.

E o que era de fato a Fundação Ford? Uma instituição a serviço da CIA, um dos braços da CIA e do serviço secreto dos EUA?

Teria sido um FHC domesticado pela CIA em 1969 o Presidente do Brasil?

Enfim, FHC é um intelectual corrupto?

 

PEDRO MACIEL

Advogado, sócio da Maciel Neto Advocacia, autor de “Reflexões sobre o estudo do Direito”, Ed. Komedi, 2007

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Ocupação Cambridge une luta e arte pelo direito à cidade

19 out

 

Experiência de cinema colaborativo em São Paulo aproxima artistas e intelectuais de movimentos de sem-teto e refugiados. E explica o direito à cidade, na prática
por Carolina Caffé publicado 16/10/2016 11:00, última modificação 17/10/2016 06:40
JARDIEL CARVALHO/R.U.A FOTO COLETIVO
Ocupação Cambridge

Filme reúne atores consagrados, como José Dumont, e personagens da vida real, como a líder da ocupação Carmen

Ocupar está em voga na cidade de São Paulo. Secundaristas, massa crítica, hortelões comunitários, Ministério da Cultura (MinC), fábricas de cultura, Minhocão, jornadas de junho, ­rolezinhos foram e são fenômenos que apontaram para movimentos de apropriação e ressignificação dos espaços públicos e da vida pública. São insurgências distintas, na maioria um pontapé da juventude. E que, apesar de separadas no mapa, possuem pontos comuns: resistência, prática autônoma e discurso apartidário. Uma experiência chama especial atenção nesse fluxo, principalmente pelo cruzamento entre diferentes tribos urbanas – militantes, artistas, jornalistas, psicanalistas, arquitetos, médicos e refugiados: a Ocupação Cambridge, fruto de um movimento não tão novo, mas importante na história das lutas sociais da cidade, pela moradia digna.

PAULO CÉSAR LIMA/ERA O HOTEL CAMBRIDGEEliana
A diretora Eliane Caffé conviveu com moradores durante quase três anos

Situado no primeiro quarteirão da Avenida 9 de Julho, vizinho do Vale do Anhangabaú, o Hotel Cambridge é dos tempos da “terra da garoa”, inaugurado em 1951. Cerrou as portas em 2002, resistindo ainda algum tempo – antes de fechar de vez – como espaço de festas e eventos, num lobby agitado encimado por andares abandonados. Acabou ocupado na noite de 22 de novembro de 2012 pelo Movimento dos Sem Teto do Centro (MSTC). O edifício sem elevador tem 15 pavimentos e 241 quartos. Após a ocupação, um mutirão de limpeza removeu 15 toneladas de lixo em caçambas de quase 60 caminhões. A reciclagem não era apenas do lixo, mas também do espaço, que deixava de ser um lugar sem função social para abrigar mais de 170 famílias, cerca de 500 pessoas.

“Além de moradia, aqui promovemos ações e debates, para que o direito constitucional que garante a moradia seja cumprido pelo Estado, corrigindo as falhas cometidas há décadas pelo poder público na distribuição urbanística e habitacional das cidades brasileiras”, afirma Carmen Silva, líder da ocupação e da Frente de Luta por Moradia (FLM). O movimento atuou no centro, pois entende que a morada digna não é apenas “telhado e quatro paredes”, mas estar cercada por serviços públicos como transporte, escola, posto de saúde, creches, faculdades e oportunidades de trabalho. A luta é pelo direito à cidade.

CAROLINA CAFFÉCrianças
Horta no telhado, participação de crianças e continuidade do intercâmbio social e cultural depois das filmagens

Shopping rua

Chamam a atenção na ocupação diversos aspectos, entre os quais a gestão coletiva do espaço. As famílias dividem a limpeza e se responsabilizam pelas áreas comuns do prédio. Quando há um morador novo, uma força tarefa busca nas ruas móveis e objetos que possam ser reutilizados (o que eles chamam de “shopping rua”). Há horários limitados para visita, não se tolera o uso de drogas e todos devem participar das assembleias e ações do movimento pela cidade. Para quem vem de fora, impressiona o nível de participação dos moradores em assembleias, fóruns, conferências municipais, passeatas e decisões sobre o orçamento público da cidade. Uma verdadeira aula de cidadania e cuidado com o bem comum.

A liderança feminina também se destaca. “Temos muitas heroínas por aqui”, conta Carmen. “As mulheres ocupam cada vez mais o espaço de luta, defendendo suas famílias e a moradia digna.” Ela própria é uma dessas. Cansada das agressões domésticas, trocou Salvador por São Paulo. Deixou com a família os sete filhos e voltou para buscá-los anos depois. Chegou em São Paulo com as mãos vazias e cheia de esperança no peito. Morou de favor na casa de amigos até saber de uma ocupação no centro. Começava ali a emocionante trajetória de uma vida política marcada por lutas e conquistas, até se tornar líder do movimento que abriga, em mais de 60% dos casos, mães solteiras como ela.

Também nas ocupações do centro vários refugiados encontraram base para nova vida. A ausência de políticas públicas para imigrantes e refugiados faz das ocupações uma alternativa de adaptação e integração com a cidade. Vindos do Congo, Haiti, Senegal, Togo, Camarões, Benin, Colômbia, Peru, Bolívia, República Dominicana e Palestina, procuram, além de uma vida melhor, emprego e um meio de enviar dinheiro para seus familiares nos países de origem. “Quando o refugiado chega na cidade não tem onde dormir. O Brasil abriga cerca de 9 mil refugiados, e em São Paulo são apenas 340 leitos no centro de acolhida”, afirma Pitchou Luambo, refugiado da guerra pelo minério na República Democrática do Congo – e morador da Ocupação Cambridge.

ERA O HOTEL CAMBRIDGE/DIVULGAÇÃOfilmagens.jpg
Tanto os refugiados como os trabalhadores de baixa renda dividem esse problema em comum: a falta da moradia

Cinema colaborativo

A diversidade cultural resultante desse encontro entre brasileiros de diferentes regiões, imigrantes e refugiados, inspirou a cineasta Eliane Caffé a produzir o filme Era o Hotel Cambridge. “O que me interessava retratar era o choque cultural entre refugiados e brasileiros, e aí apareceu o tema das ocupações. Mas no lugar do choque encontramos semelhanças: tanto os refugiados como os trabalhadores de baixa renda dividem esse problema em comum: a falta da moradia”, diz.

Nas oficinas preparatórias, em que Eliane reuniu os refugiados para o estudo e escolha dos “personagens”, foi formado o Grupo dos Refugiados e Imigrantes Sem Teto (Grist), que decidiu expandir os encontros para além do filme. Hoje, o Grist promove debates e palestras sobre refúgio, história africana, xenofobia, racismo e descriminação e promove cursos, campanhas, festivais e shows para difusão e valorização da cultura. Em um ano, o grupo realizou o 1º Fórum dos Refugiados e Imigrantes Sem-Teto de São Paulo, o 1º Festival Musical dos Refugiados de São Paulo (no Largo da Batata, tradicional palco de manifestações na zona oeste) e o evento Conexão Cultural (no Museu da Imagem e do Som, o MIS).

E não foi o único coletivo que se originou no contexto da gravação de Era o Hotel Cambridge. O filme inspirou a formação e o cruzamento de novas ações e movimentos. Um verdadeiro laboratório social e cultural, fazendo São Paulo despertar para uma forma incomum de pensar o cinema: como um legado social. A experiência desafiou as estruturas hierárquicas e tradicionais de direção e produção, propondo uma forma participativa, colaborativa e inclusiva.

O filme mistura ficção e documentário e narra a trajetória de um grupo de refugiados recém-chegados, que se unem aos sem-teto e dividem a ocupação de um antigo edifício no centro de São Paulo. Foi realizado por meio de um processo colaborativo entre a Aurora Filmes, um grupo de estudantes de arquitetura da ­Escola da Cidade e o MSTC. O elenco reúne atores profissionais, como José Dumont e Suely Franco, e atores sociais: os moradores, que interpretam a própria história.

Durante a fase de criação do roteiro, pesquisa e seleção dos personagens, além dos encontros dominicais com o grupo dos refugiados, foram realizadas oficinas de vídeo com os moradores da ocupação, e o observatório web, com exibições e debates. Toda a produção artística envolveu moradores, não apenas como parte da equipe, mas usando dos seus saberes e tecnologias, como o shopping rua.

A professora de Desenho e Arquitetura Carla Caffé, da Escola da Cidade, também diretora de arte de Era o Hotel Cambridge, elaborou um curso para que os alunos colaborassem com o desenho e produção de arte, como na definição de cores, tecidos, imagens, animações, figurinos e cenários. A ideia foi fazer um “cinema de intervenção”em vez de um “cinema de passagem”. Tudo o que fosse construído para os cenários não deveria ser desfeito, e sim ter uma função, um legado, enquanto a ocupação existir.

A disciplina foi realizada com 21 estudantes e o professor Luís Felipe Abbud. A atividade experimental uniu ensino de arquitetura ao de direção de arte cinematográfica. A disciplina trouxe à tona problemáticas urbanas como a compreensão e atuação com um movimento social de luta por moradia (MSTC) e o reúso inteligente de materiais descartados, em oficinas com o Coletivo Basurama. “Equipamos a biblioteca, o brechó, a área das costureiras e o saguão de entrada do hotel”, diz Carla. “Equipamos os pontos de encontro e interação dos espaços comuns do edifício, para incentivar o espírito de coletividade do movimento.”

Os encontros de pesquisa e criação com os personagens sociais começaram a reunir entusiastas de todos os campos e ganhar vida própria. Mesmo depois de as gravações terminarem, o intercâmbio social e cultural era tão forte que muitos da equipe do filme resolveram continuar­ suas ações e oficinas, e novos movimentos começaram a brotar na ocupação: a fome dos paulistanos em ocupar, sair das bolhas, cruzar fronteiras e desafiar a ordem.

A construção da horta comunitária no telhado do prédio – com o Coletivo Habitacidade –, aulas de dança africana, intervenções de jornalistas independentes, grupos de trabalho em psicanálise – conduzidos por profissionais do Instituto Sedes Sapientiae –, a formação do Centro de Assistência à Saúde dos Imigrantes e Refugiados (Casir) e ações do coletivo interdisciplinar Linha de Frente e da Residência Artística Cambridge são algumas das ações que acontecem hoje no local.

Era o Hotel Cambridge ganhou prêmio e foi lançado em setembro deste ano no Festival San Sebastián, na Espanha, um dos mais importantes do mundo. Ganhou reconhecimento internacional em exposições como no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (o MIT, nos Estados Unidos), em março. No Brasil, deve entrar em cartaz no início de 2017.

“Eu gostaria de seguir esta experiência de um filme expandido também na fase de comercialização”, diz Eliane. “Os festivais convidam, pagam passagem ­aérea geralmente para diretor e produtor. Quando você chega lá no tapete vermelho tem a mídia imensa esperando você passar, e quando a gente fala em lançamento expandido, quer dizer não deixar o pessoal do movimento fora dessa, e aproveitar a oportunidade para fazer novas articulações similares em evento que estão acontecendo no mundo, de ocupação e de refugiados.”

Na Espanha, Carmen Silva, do MSTC, conheceu e fez alianças com lideranças da Plataforma de Afetados pela Hipoteca (PAH), associação surgida em fevereiro de 2009 em Barcelona. “Estamos conseguindo levar para fora a nossa luta”, celebra Carmen. “É uma grande oportunidade de dar visibilidade ao movimento que sempre foi muito discriminado pela mídia. O filme permitiu mostrar que não somos vândalos, e sim famílias e trabalhadores lutando pelos direitos garantidos na nossa Constituição.”

PAULO CÉSAR LIMAocupacao12_foto_paulo_cesar_lima.jpg

Fachada do Cambrige, no centro de São Paulo: ocupação em hotel fechado em 2002 reúne 500 pessoasDireito de ocupar

Em tempos em que o espaço público das cidades se vê ultrajado por bombas de efeito moral e balas de borracha, ocupar virou palavra de ordem para quem defende a democracia e a vida. Como diz o poeta Hamilton Faria, sociólogo do Instituto Pólis: “É preciso desobedecer as práticas antidemocráticas: na vida cotidiana, nas instituições e na sociedade em geral. Ocupar não é invadir. É entrar pacificamente e dizer ‘olha, eu tenho voz e isso me pertence’. A Funarte não é do Ministério da Cultura, as escolas não são do governo estadual, os espaços públicos não são do governo. Eles são públicos”.

O conceito do Direito à Cidade tem ganhado visibilidade e reconhecimento, não apenas entre a sociedade civil mas também dos governos mundiais (como a inclusão do termo na Nova Agenda Urbana, documento oficial da Organização das Nações Unidas). A arquiteto e curador Guilherme Wisnik lembra que a ideia de Direito à Cidade para Henri Lefebvre (filósofo francês, autor do conceito) implicava não em um direito aos serviços da cidade exatamente, mas um direito de transformar a cidade. Inventar uma nova cidade a partir do real.

Segundo Wisnik, o pensamento ficou esquecido por no mínimo duas décadas (de 1980 e 1990) de predominância do pensamento neoliberal de que tudo aquilo que foi postulado como possibilidade transformadora nos anos 60 tinha se revelado impossível, segundo o raciocínio pragmático. “Mas na virada do século aconteceu por diversas frentes uma espécie de ataque ao coração do sistema, e essas manifestações se desdobraram em possibilidades reais de que o sistema pudesse ser mudado”, afirma.

A Ocupacão Cambridge não é apenas um marco de resistência ao modelo individualista, competitivo e alienado das cidades modernas capitalistas. É, ao mesmo tempo, um modelo a ser observado e aprendido como paradigma de cidade e relações humanas. As soluções para os grandes problemas que vivemos nas cidades não precisam ser inventadas, mas reconhecidas e fortalecidas. Era o Hotel Cambridge é um exemplo de apropriação das tecnologias e saberes produzidos nas ocupações.Assista à reportagem da TVT sobre o filme

RBA

Para meus amigos músicos, um adendo.

17 abr

Lula_rio
Para meus amigos músicos que ainda tem dúvida, do que está acontecendo no país, vou deixar uma relação de sites e blogs progressivos nacionais e internacionais para que aja uma consulta nesses sites, que os ajudem a elucidar e principalmente discernir todo esse massivo e dioturno ataque nos noticiários da mídia conservadora(Globo,Veja,Folha/Uol e Estadão) contra o governo Dilma.
Sei como é difícil para a “geração JornalNacional”,aceitar ou acreditar que exista uma outra versão, para o que acontece não somente agora, mas desde Getulio,passando por Jango,Juscelino,Brizola e agora Lula e Dilma.
A história do Brasil nos conta que todos os governos(desde de Vargas até hoje) que ousaram lutar contra a desigualdade social e contra a mãe de todas as desigualdades que é a mídia nacional(braço direito do capital internacional) pagaram um preço muito alto.
Então parafraseando Gregório Duvivier, a geração JornalNacional são vítimas, não golpistas.
Não tem a mínima idéia do que está acontecendo nas profundezas dessa crise.
Vai um atalho.
Não tem nada a ver com corrupção.
Essa infelizmente vai continuar a céu aberto caso o impeachment da presidenta Dilma acontecer.
Os que querem o impeachment(mídia,empresariado,políticos,judiciário e corporações internacionais) não querem acabar com a corrupção pois o combate a tempos está acontecendo nos governos petistas, que deu toda a liberdade e autonomia para a PF, procuradores,judiciário,STF etc.. trabalharem sem nenhuma intromissão.
__Ah mais porque a corrupção só apareceu agora nos governos Lula e Dilma?
__Porque durante a ditadura havia a censura e a mídia(Globo,Folha,Estadão etc..)que apoiava a ditadura e nos governos tucanos de FHC eles engavetavam e blindavam na mídia(Globo e Folha) todos os processos que envolviam os tucanos(que acontecem até hoje).
A própria Lava Jato de Moro é uma farsa pois êles são seletivos:. só valem empresários e políticos que delatarem petistas,mais precisamente Lula e Dilma.
Saiu uma lista enorme de políticos do PSDB (Aécio,Aloysio Nunes,Anastasia,Carlos Sampaio,José Serra,Fernando Henrique,Sergio Guerra e outros) e do PMDB que o probo juiz Moro escondeu , ou melhor, engavetou mesmo, assim como êle fez com o processo do Banestado que envolvia tucanos; Globo simplesmente silenciou ou deu uma notinha de 3 a 5 segundos.
Agora o maior exemplo de que a Lava Jato é uma farsa, é o caso de “Eduardo Cunha” presidente do Congresso Nacional.
Sergio Moro sabia desde 2006 das falcatruas de Cunha, mas precisou um procurador da Suiça explodir com as noticias das contas secretas dele na Suiça.Daí foi só lama; uma atrás da outra e Moro nada, caladinho da silva.
Moro tem a pachorra de perseguir uma velhinha(mãe de Dirceu) de 94 anos, mas não prende a mulher e filha de Cunha que são cumplices em vários crimes.
Daí eu faço a pergunta:.
__Meus amigos músicos, vocês realmente acreditam num processo de impeachment, ou melhor numa paralização da democracia e num tapa na nossa tão jovem Constituição,patrocinado por um SINDICATO DE LADRÕES.( 60% dos políticos da comissão do impeachment estão com problemas na justiça).
E Dilma, nada. Nenhuma mancha na vida dessa grande e guerreira mulher.
Nada,nada.
Então meus amigos, se vocês querem ainda acreditar nos Williams(Bonner e Waack) da vida,na GloboNews,no Bolsonaro, na Folha/Uol,na Band, na Sheherazade,no Olavo de Carvalho ou no Pondé etc.., problema seu.
”Eu tô fora” a muito tempo.
Carlos Roberto Rocha III

Segue abaixo uma lista se Sites e Blogs Progressivos Nacionais e Internacionais 

É só colocar na busca do “UncleGoogle” 

 

Brasil 247__Diario do Centro do Mundo__JornalGGN (Luis Nassif)__

Carta Capital__Carta Maior__ Rede Brasil Atual__Brasil de Fato__

Observatório da Imprensa__Opera Mundi__ Cafezinho__Diplomatique.org.br__Tijolaço__Blog da Cidadania__
Viomundo__Portal Revista Forum__Paulo Moreira Leite__Outras Palavras.net__
Tereza Cruvinel __Janio de Freitas na Folha__Rogerio Cerqueira Leite__

Blog do Miro ____Ricardo Melo (Folha e Portal EBC__)Alex Solnik( Brasil 247)__
Bob Fernandes(TerraBlogs)__Diplo.org.br__Blog do Sakamoto__

Outras Palavras.net_Diplo.org.br__O Escrevinhador-Rodrigo Viana__

__Conversa Afiada( Paulo H. Amorim)_
_Blog do Rovai__Luiz Muller__BR29__ Brasil Debate__Leonardo Boff__
_Conexao jornalismo__ Contexto Livre__Claudia Wallin__Novas Cartas Persas__
_Democracia e Conjuntura__Ligia Deslandes__Marcelo Mirisola Blog__
_Wanderlei Guilerme dos Santos__José Luiz Quadros de Magalhães__
Evandro Carvalho(sobre a China)__Buteco do Edu__

Olho No Texto.wordpress.com_
Zé Dirceu__APublica.org__TVT.Org.br_Adital__Sul21__
Sites Internacionais Progressivos 1

Wikileaks___Moon of Alabama__Voltairenet.org__Actualidad.rt __
Telesurtv.net__The Guardian__TheGuardian.com/uk__Salon.com___
BBC.co.uk/portuguese/__Voltaire Net__NewLeftReview.org__
Sputniknews.com__OrienteMidia.org__The Intercept__
ThisCantBeHappening.net__Gazeta Russa__Counter Punch__
Iran News__Iran.Ru__IPE-Paul Craig Roberts__Asia Times__
What They Say about __NEO New Eastern Outlook__
Steve Lendman Blog__Jornal of Democracy__
Global I.Journalism Network__Axi Sof Logic__
Awd News__Uruknet__Lahaine.org__Bloco.org__Monthly Review.org__
Xatoo__Lenta.ru__The Free Thought Project__Mundo.Sputnik__
RT.com__Sana.Sy__Diario Liberdade__Mondialisation.ca__Global Research.ca__
Nodal.am__Rebelion.org__Esquerda.net__Socialismo-o-Barbarie.org__
La Jornada.Unam.mx__Punto Final.cl__Pagina12__TheRealNewsNetwork__
Activist Post__Antiwar__Boiling Frogs Post__Blacklisted News__
Counter Punch__Global Research.__Land Destroyer__Info Wars__
Tarpley__Tom Dispatch__Foreign Policy Journal__Information Clearing House__
Modern Tokyo Times__

#AbaixoAoFascismo

#NãoVaiTerGolpe

#ForaCunha

#ForaAécio

#ForaTemer

#OPovoNãoÉBoboAbaixoARedeGlobo

A PRAGA DO JABÁ by Sergio Ricardo

5 mar

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O vírus desta praga começou na era dos Disque Jóqueis no longínquo passado das emissoras de rádio, onde o produtor dos programas das paradas de sucesso recebia das gravadoras multi nacionais um “presentinho” para executar determinadas gravações, e passavam por cima dos lançamentos de outros artistas, manipulando o sucesso. O vírus desenvolveu-se a tal ponto, que foi incorporado pelos donos das emissoras em seu faturamento , e uma tabela de preços oficializa abertamente o jabá, cobrado mecanicamente, com direito até, a nota fiscal. Hoje, tanto no rádio, como na TV.

No passado, a Rádio Nacional, e outras rádios do pais, investiam nos artistas da música, (músicos, maestros, arranjadores, cantores etc) com contratos em escala compatível com o parâmetro de escolha advinda da aceitação popular e da opinião da crítica. O respeito à música como matéria prima de sua audiência, favorecia a sustentação de sua programação, atraindo o volume de anúncios de propaganda de produtos, e com isso o metabolismo da cultura musical brasileira, ia muito bem, obrigado. Seu elo unificante permanecia inalterado. Enrijecia-se assim a corrente de nossa evolução musical. Como o veículo era dirigido ao ouvido do cidadão, e a melhor coisa a ser oferecida aos “caros ouvintes” era a música, nada mais justo que fosse remunerada. Nada mais natural. Com o advento da praga, hoje se paga por isto.

As gravadoras do produto, com matriz no exterior, pagavam, primeiramente, pela execução de seus artistas de origem. Inundado nosso mercado com uma cultura estrangeira, forçavam o consumo de seus artistas, investindo, de quebra, no artista nacional, que absorvia essas culturas por osmose. Com isto, fortaleceram a sua disseminação, fazendo sucumbir os valores voltados ao desenvolvimento de nosso processo cultural.

Não é atoa que a maioria das rádios pertence a políticos. Faturam tanto com anúncios, como com a matéria prima nas quais deveriam investir. E pensar que as concessões do canal de uma rádio ou TV é cedida pelo governo. Por falta de leis e medidas, favorece a proliferação do vírus. Com uma simples canetada ele poderia curar essa praga. Na Esplanada, todos sabem disso, mas…

Prestes a romper o ano novo, ouvi de um artista descuidado, uma postulação a favor do jabá, confessando-se forçado a entrar no jogo, como fulano e beltrano que vivem se dando bem em alimentar a moléstia. Fiquei estarrecido ante a inflamante argumentação do colega, inteiramente contaminado. Meus argumentos só conseguiam exalta-lo a tal ponto, que entre seus largos gestos, um quase me acerta o quengo. O que dizer frente aquele Brasil imenso que fluía de sua empolgação? Um Brasil obrigado a engolir as deformações, abrigando em sua conduta a moral dos contemplados, perseguidores de uma volta sem caminho, mascando sua culpa como a um chiclete de bola.

Espocavam no céu de Copacabana Jabás coloridos nos fogos da passagem, enquanto eu pensava seriamente em focar, neste ano que se inicia, uma campanha no GRITA para se discutir a erradicação desta praga maligna que se instalou no sistema nervoso de nossa música.

Com a palavra os pacientes, curandeiros, acumpunturistas, homeopatas e alopatas entendidos no assunto. Manifestem-se através dos comentários ou encaminhem seus textos, para que possamos, a exemplo de algumas vitórias alcançadas no ano velho, erradicar essa maldita praga do JABÁ, neste feliz ano novo que se inicia.

Um apelo aos jovens talentos voltados à preservação de nosso patrimônio agonizante dos NOSSOS valores populares e eruditos: resistam à tentação das evocações dos vencidos e vacinem-se contra esta moléstia corrosiva de nosso tesouro cultural. Esta filosofia pseudo globalizante nada mais é do que um embuste, eleito pelo poder econômico, pra sugar o nosso sangue. “OLHO ABERTO, OUVIDO ATENTO E A CABEÇA NO LUGAR”.

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Sergio Ricardo

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Texto publicado originalmente por Sergio Ricardo no GRITA __

http://gritabr.wordpress.com/2012/01/01/a-praga-do-jaba/

A depressão de Van Gogh

16 maio

Todo artista tem algum desvio de normalidade, certo? E o que dizer de artistas como Johann Sebastian Bach e Carlos Drummond de Andrade?
por Menalton Braff — publicado 13/05/2013 11:03

Alguns biógrafos de Vincent van Gogh afirmam que sua loucura foi conseqüência do constante contato do pintor com trigais. Pelas descrições que nos chegam de seu comportamento, hoje se pode afirmar com segurança que se tratava de um caso de depressão. Suponho que os psiquiatras da época ainda não tivessem, com sua pouca ciência, grande conhecimento da doença. Cá entre nós, não me inclino a crer na causa apontada nem dela duvido. Emanações do trigo maduro? Algum tipo de defensivo? Não importa. Demos de barato que tudo aconteceu assim mesmo.

Então quando olho em volta, fico cismando: será que do canavial não emana algum fluido malévolo, causador de algum tipo de transtorno? Acredito que não. Pelo menos os cientistas atuais, com muito mais ciência do que no século XIX, até hoje não acusaram as plantações de cana de causarem moléstia alguma. É bem verdade que o efeito psicológico da monotonia da paisagem também não pode ser desprezado. Alguns ecologistas acrescentariam que o carvão a que submetemos o aparelho respiratório durante as queimadas é um subproduto da cana prejudicial à saúde. Mas dizer que da cana, da cana como está agora, aquela imensa mancha parada, toda ela verde clara, cobrindo as colinas da região, dizer que dela emana alguma coisa, até hoje ninguém disse. Pelo menos que eu saiba.

Fico imaginando a família Van Gogh transferindo-se para Ribeirão Preto. Uma das conclusões a que chego é que o Vincent poderia não sofrer de depressão e, por isso, é bem provável que não se suicidasse. Mas também é possível que, livre da “loucura”, não pintasse tela nenhuma.

Como saber? Algumas pessoas defendem a ideia de que todo artista tem algum desvio da normalidade, ou seja, é portador de alguma espécie de perturbação mental. E para usar um termo antigo, eles querem dizer que todo artista é meio louco. E citam exemplos, pois exemplos é que não nos faltam. Tudo que se queira provar vai encontrar sempre exemplos comprobatórios. E isso me leva fatalmente à conclusão de que o exemplo não comprova coisa nenhuma.

E para rebater a ideia de que todo artista é meio louco (com seus devidos exemplos), chamo em meu socorro nomes como Johann Sebastian Bach, organista de igreja, pai de dezoito filhos (no século dezessete essa quantidade era perfeitamente normal). De que loucura ele poderia ser acusado? Pai exemplar, esposo amantíssimo (muito amantíssimo), compositor mais do que sereno. E o Carlos Drummond de Andrade? Funcionário público exemplar, um dos diretores da Biblioteca Nacional, cumpriu pela vida fora todos os expedientes que a função lhe exigia, marido nem tão exemplar, mas isso, nos dias que correm, é indício de normalidade e não do contrário.

Querem mais? Existem aos milhares artistas que foram seres comuns, isto é, que qualquer psiquiatra atestaria como vivendo dentro dos limites do que se costuma chamar de normalidade.

Mas isso também não prova nada.
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