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A guerra de ‘4a. geração’ e a implantação do regime dominante de vigilantismo global. Entrevista com Pedro Rezende

2 jun

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“O modelo de Estado que nos legou a democracia representativa e os direitos civis vai sendo desmontado por dentro, para transição a uma nova ordem mundial, disparada pelo colapso financeiro que impulsiona a próxima destruição criativa do capitalismo”, adverte o pesquisador.

Por Patricia Fachin

A recente divulgação do maior vazamento de documentos sigilosos do mundo, que ficou conhecido como Panama Papers, e que expôs a relação de empresas e políticos com paraísos fiscais e offshores, mais do que euforicamente, deve ser analisada tendo em vista alguns detalhes, diz Pedro Rezende àIHU On-Line, ao comentá-la, na entrevista a seguir, concedida por e-mail.

De acordo com ele, em primeiro lugar, a extração dessas informações indica “tratar-se de hacking externo”, mas “para melhor alcançar seus objetivos, dos quais a credibilidade sobre autenticidade do material vazado é primordial, a mentoria da operação preferiu ofuscar-se e ocultar o agente da extração, por trás do jornal que recebeu o material, e da entidade que se incumbiu de examinar os documentos e de distribuir conteúdos selecionados”. Entre as questões que ainda precisam ser respondidas, Rezende menciona: “Como é que 400 pessoas em 80 países conseguem manter sigilo, durante um ano, sobre tantos documentos explosivos? Eram mesmo jornalistas? Quem pagou pelo trabalho? Por quais critérios de resumo? Por que o Süddeutsche Zeidung – SZ?”.

Entre as respostas possíveis, Rezende afirma que o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que repassou as informações ao jornal alemão Süddeutsche Zeidung, “é sustentado pelas fundações Open Society – OSF e pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional – USAID, conforme rodapé da sua página web”. Então, frisa, “para quem quiser espiar por trás da cortina nesse palco, a mentoria da operação Panama Papers se expõe: a OSF é dirigida e mantida por um globalista financeiro dos mais empenhados em surfar a transição para a ordem monetária que sucederá a atual, George Soros; e USAID é o front político da agência de três letras pioneira dentre as que executam a estratégia dos principais aspirantes ao comando do emergente Hegemon”.

Para Rezende, ações como essas podem ser entendidas como uma “psyop”, ou seja, “operações psicológicas” que fazem parte da “guerra híbrida que está sendo travada pela consolidação do emergente Hegemon”. Na avaliação dele, está em curso um “plano ofensivo de guerra híbrida posto em marcha para implantar um regime dominante de vigilantismo global, necessário para consolidar e sustentar uma nova ordem social e política de alcance mundial, a pretexto do inevitável jogo de espionagem das nações”.

Na entrevista a seguir, Rezende comenta as formas de vigilantismo na internet e o comportamento dos usuários, que contribui para a formulação e evolução cibernética da propaganda.

Pedro Rezende é Advanced to Candidacy for PhD em Matemática Aplicada pela Universidade da Califórnia em Berkeley, bacharel e mestre em Matemática pela Universidade de Brasília. No Vale do Silício, trabalhou com controle de qualidade do sistema operacional Macintosh na Apple Computer, com sistemas de consulta a bases de dados por voz digitalizada na DataDial e com as primeiras aplicações de hipertexto, precursoras da web, desenvolvendo HyperCard stacks para Macintosh.

Foi membro do Grupo de Padronização de Segurança da Comissão de Informatização do Conselho Nacional de Justiça, do Grupo Interministerial sobre Sociedade da Informação no Itamaraty, do Conselho do Instituto Brasileiro de Política e Direito de Informática, do Conselho da Free Software Foundation Latin América e do Comitê Gestor da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira, como representante da Sociedade Civil por designação do Presidente da República. Atualmente leciona no Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília – UnB.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Vivemos hoje numa sociedade do controle e vigilância? O que a caracteriza?

Pedro Rezende – Desde 2013, as denúncias de [Edward] Snowden nos revelam a parte essencial de um plano ofensivo de guerra híbrida posto em marcha para implantar um regime dominante de vigilantismo global, necessário para consolidar e sustentar uma nova ordem social e política de alcance mundial, a pretexto do inevitável jogo de espionagem das nações. Plano que até então vinha sendo camuflado como combate ao terrorismo, cibercrime, pirataria digital etc.

O vigilantismo assim implantado visa à coleta massiva de dados de todo tipo, não só para monitoramento, mas principalmente, em última instância, para instrumentar com eles o controle de valores, motivações e vontades abrigados ou desenvolvidos por indivíduos, através da manipulação ativa de nossa percepção da realidade. As chances de sucesso dessa instância repousam no fato de que nossa percepção é cada vez mais intermediada por tecnologias digitais, as chamadas TIC – Tecnologias da Informação e Comunicação, e também no aporte daquilo que podemos chamar de evolução cibernética da propaganda como ciência.

Esse regime se caracteriza pela concentração de poder semiológico em grandes fornecedoras de plataformas de TIC e de serviços mediados por estas, cooptadas para instrumentar essa dominância em troca de proteção normativa, concorrencial e política. O atual estado servil da mídia corporativa exemplifica tal cooptação. É a mesma lógica que Mussolini usou para definir o fascismo, ideologia que ganha preponderância e eficácia em períodos de crise, agora sob os esteroides da revolução digital.

IHU On-Line – Qual é o papel da internet neste controle e nesta vigilância?

Pedro Rezende – Duas características atuais da computação digital se combinam para delinear esse papel. A primeira é o patamar a que chegamos com a chamada lei de Moore, e a segunda, o nível de disseminação de dispositivos móveis. A lei de Moore é uma projeção empírica, baseada na evolução histórica das TIC, para estimar o custo futuro de armazenamento e de processamento eletrônico de dados.

Pelo nível atual de miniaturização, e dos respectivos custos fabris e operacionais, para a escala de um tal regime, parece de eficácia crescente a seguinte tática: interceptar globalmente e por atacado as comunicações digitais, armazenando em gigantescos data centers dados potencialmente importantes por algum tempo, para poder minerá-los em busca de informação valiosa quando necessário, do que buscar diretamente essas informações com monitoramento em tempo real. O modelo operacional do Google dá o exemplo.

Doutro lado, com a disseminação de dispositivos móveis conectáveis alcançando personalização inédita, com a popularização do uso de smartphones e da “internet das coisas”, as possibilidades para um tal regime intervir remotamente com programações individualmente calibradas, dissimuladas ou imperceptíveis como manipuladoras ou não, alcança patamares antes só imaginados em ficções como as de [Aldous ] Huxley, [George] Orwell ou [Franz] Kafka.

Resumindo com uma metáfora, o papel da Internet para um tal regime corresponde ao do aparelho circulatório para um organismo vertebrado.

“O domínio de desenvolvimento colaborativo e licenciamento permissivo que produz e distribui softwares livres é estratégico para a defesa da autonomia tecnológica”

IHU On-Line – Numa entrevista que nos concedeu em 2014, o senhor afirmou que iniciativas desenvolvidas colaborativamente, tais como software livre, podem dificultar a implantação de um regime de vigilantismo na rede. Qual tem sido a adesão a esse tipo de software livre?

Pedro Rezende – O domínio de desenvolvimento colaborativo e licenciamento permissivo que produz e distribui softwares livres é estratégico para a defesa da autonomia tecnológica, entre grupos aptos e comunidades com interesses convergentes no uso e evolução das TIC. No cenário atual de guerra híbrida, em que a captura desta autonomia é estratégica para dominação hegemônica, a decisão de escolher, por isso, alternativas livres, pode funcionar como tática de guerrilha nessa defesa, com o potencial efeito de pulverizar as ações cooptadoras necessárias à instrumentação desta dominância.

Os estrategistas da atual guerra híbrida certamente sabem disto, pois no planejamento para consolidação do emergente Hegemon estão incluídas ações que visam a neutralizar essa tática, como bem mostra um dos mais importantes documentos vazados por Snowden: No planejamento estratégico da NSA para signals intelligence no quadriênio 2012-2016, o item 2.1.4 prescreve “enfrentar softwares de criptografia domésticos ou alheios atingindo suas bases industriais com nossas capacidades em inteligência de sinais e humanas”; e o 2.1.5, “Influenciar o mercado global de criptografia por meio de relações comerciais e pessoais de inteligência, e por meio de parceiros diretos e indiretos”.

Doutro lado, quem tem visão geopolítica para entender a importância da autonomia tecnológica, como meio de resistência a esta consolidação, tem tido pouca influência decisória sobre as potenciais vítimas de um consolidado Hegemon, talvez devido à penetração já alcançada pela manipulação ativa de percepções. “Quem não tem nada a esconder, não teme”, e “se é de graça, não presta”, são exemplos de seus memes. Assim, em meio à cacofonia de valores numa luta que se acirra pela sobrevivência pessoal, vemos o ritmo de adoção de software livre inalterado após Snowden, enquanto se acirra a investida para cooptação de importantes desenvolvedores nesse domínio, como por exemplo na plataforma de anonimização Tor.

IHU On-Line – As cinco grandes empresas que “dominam” a rede, Google, Apple, Microsoft, Facebook e Amazon, desempenham algum papel nesta “vigilância”? Qual? O que essas empresas representam hoje?

Pedro Rezende – Observemos que o segmento em que essas empresas dominam seus nichos é o de serviços intermediados pela infraestrutura global de comunicação digital, com as três primeiras também no de fornecimento de software comoditizado para plataformas altas (smartphones, desktops etc.). Esse domínio representa controle nas camadas “mais de cima” da “rede”, onde as mercadorias são simbólicas e onde a cooptação — inicialmente clandestina — de empresas dominantes é essencial para o regime de vigilantismo global poder atuar no varejo.

Particularmente em instâncias de manipulação ativa, em que se encenam importantes operações psicológicas, conhecidas como psyops, na guerra híbrida sendo travada pela consolidação do emergente Hegemon, vejo uma dessas psyops na encenação de batalhas judiciais entre agências de três letras e essas empresas, em que as empresas posam de defensoras da privacidade de seus clientes, enquanto essa “defesa” já está derrotada por programas de cooptação entre elas mesmas e essas agências, como por exemplo no projeto Prism [1].

À guisa de investigar recente ataque “terrorista” em San Bernardino, por exemplo, o FBI tenta intimar a Apple a incluir “portas de fundo” (backdoors) no sistema operacional ou no firmware do iPhone, capazes de neutralizar a criptografia oferecida a clientes, enquanto os da área sabem que as agências de três letras já detêm vários meios para isso. Outro exemplo que podemos citar, este no combate que seria às drogas, mas que na verdade é contra a concorrência, é o da parceira pioneira no projeto Prism, resistindo a ordens para entregar emails.

Na fase inicial da guerra híbrida, tais encenações servem para dessensibilizar as pessoas e a sociedade quanto aos desdobramentos dessa consolidação hegemônica, rumo à transição para a fase seguinte. Na fase seguinte da guerra híbrida, cujo início talvez tenha sido sinalizado pelo episódio Snowden, a cooptação deixa de ser clandestina ou velada e se torna explícita, alcançando também entidades financeiras e estados periféricos.

Contudo, para atuar no atacado, por exemplo, contra uso eficaz de criptografia ou na interceptação e coleta, tal regime precisa cooptar nos segmentos “de baixo” da rede, onde predominam empresas como Intel, AMD, Cisco, Lenovo, Seagate e as de telecom globalizadas. E é aí, pela posição crítica dos alvos e instâncias, que as batalhas são mais obscuras e acirradas. Como ilustram, por exemplo, as investidas do equation group, comprometendo até o firmware nas linhas de montagem de HDs e pendrives, tornando esses dispositivos de armazenamento verdadeiros cavalos de Troia, indefensáveis por antivírus, EDS e firewalls, pois fora do alcance destes.

“A ciberguerra se caracteriza também por ações próprias, para captura ou controle de ativos importantes ao regime de vigilantismo global”

IHU On-Line – Existe uma ciberguerra hoje? Como a caracteriza e quais são os atores envolvidos nela?

Pedro Rezende – Entendo que ela existe entre as dimensões eletromagnética e informacional do teatro de guerra atual, conforme a doutrina militar para dominação de amplo espectro. O emergente Hegemon se consolida com os sucessos numa série de conflitos que vão sendo planejados e deflagrados seguindo uma estratégia de guerra “de 4ª geração”, em cujo front psicológico o alvo principal para captura é a indústria da mídia corporativa, e o final é o desmonte dos Estados-nação. Combinada à estratégia sistêmica (dos cinco anéis), que orienta revoluções coloridas com ações centrípetas, executadas em redes sociais de progressiva densidade, e/ou combates não convencionais com operações centrífugas, de atores sem nítida identidade, objetivos e logística, chega-se à forma de guerra batizada de híbrida, que já citei. Vejo então a ciberguerra como interface entre a guerra híbrida e a convencional.

A ciberguerra se caracteriza não só por ações de espionagem e sabotagem convencionais, executadas por meio ou contra alvos eletrônicos, mas também por ações próprias, para captura ou controle de ativos importantes ao regime de vigilantismo global. Regime que, na guerra híbrida, corresponde à ocupação de “território virtual”. Considero as batalhas mais importantes nesse front aquelas pela radicalização de normas que regulam a virtualização de práticas sociais, sejam na área jurídica, técnica ou operacional, degradando direitos civis em prol da eficácia desse regime. Na minha área, que é a técnica, entramos numa fase de cerco explícito em processos de padronização digital, ou para a Internet, com os unlockable bootloarders no UEFI, o EME no W3C, o ETP no HTTP 2.0 etc., justamente como previsto para a ação 2.1.5 no citado planejamento estratégico da NSA.

Na área jurídica, o cerco global instalado com o Patriot Act aperta, com a CISPA, a Ordem Executiva 1.4.2015 e outras do gênero, mas é na esfera financeira que as ações de ciberguerra têm efeitos mais dramáticos. Nela, o planejamento bélico usa bancos centrais: os “mais centrais” emitem moeda fiat sem lastro cuja demanda como meio de pagamento é forçada em outras jurisdições, via pressão ou ação militar, em mercados globais com demanda inelástica. Países que emitem a moeda em que se origina sua própria dívida colhem então, em atividade econômica depreciada, por dívidas dos que não emitem a moeda em que se originou a sua. Donde há disparidade entre juros no mundo. Funciona enquanto a quantia emitida pelos primeiros para cobrir dívidas superar os gastos militares e políticos para sustentar essa coerção. Tempo que, historicamente, tem durado entre 70 e 200 anos.

Destruição criativa

Quando esse tempo se esgota, entra-se na fase crítica do ciclo capitalista que Schumpeter chama de “destruição criativa”. Nessa fase é que eclodem as grandes guerras convencionais, com os lados sempre financiados pelos mesmos operadores financeiros, alojados naqueles bancos mais centrais. Todavia, no ciclo em que hoje estamos, a passagem para esta fase vem sendo modulada por ações próprias da ciberguerra. Para dar sobrevida à moeda fiat que ainda atua como reserva global de valor, aspirantes ao comando do Hegemon ordenam manobras criminosas para manipular mercados: fraudando sua função e desvirtuando-a para oferta e demanda, acobertados pelo controle seja de informações privilegiadas, com o vigilantismo dirigido, seja da infraestrutura dos pregões eletrônicos, com seus operadores cooptados, usando por exemplo HFTs e derivativos desregulamentados.

Quanto aos envolvidos, os atores involuntários são os que detêm algum controle sobre recursos, sejam materiais, humanos ou simbólicos, de importância geopolítica ou estratégica para consolidação do emergente Hegemon. E os atores principais, os globalistas que estão ou tentam chegar ao topo da cadeia de comando pela consolidação de uma nova ordem mundial, entendo que gravitam em torno ou no poder dos mesmos operadores financeiros que se alojam nos bancos mais centrais. Estes, em dinastias formadas para isso nas treze casas bancárias que há mais de dois séculos controlam as finanças do planeta, e que planejam suas estratégias e decisões sob a clausura ou camuflagem de organizações como a ordem dos Illuminati, o grupo Bildeberg, o Council of Foreign Relations, o Clube de Roma, entre outros.

“Os afoitos, indiferentes e submissos desprezam o fato de que essa intermediação tecnológica empodera os fornecedores de plataformas e serviços com a capacidade de agregarem e cruzarem em massa os dados dessas interações, para recontextualizá-las e re-identificar interlocutores, perfilando-os”

IHU On-Line – Como o senhor compreende dois fenômenos que parecem ocorrer juntos: de um lado, um exibicionismo e fornecimento de informações pessoais nas redes e, de outro, uma crítica à vigilância e uma submissão que se dá pela rede? Não lhe parece contraditório as pessoas reclamarem da vigilância à qual estão submetidas na rede, mas, ao mesmo tempo, disponibilizarem uma série de informações pessoais por sua própria vontade?

Pedro Rezende – Também entendo que esse tipo de comportamento é comum e contraditório, mas ao mesmo tempo compreendo sua lógica interna. A natureza humana nos equipa com a faculdade da razão, mas pela mesma natureza só usamos essa faculdade quando nos convém. Nas pessoas em que predominam impulsos narcisistas, egoístas ou hedonistas, as de mais fácil submissão à propaganda subliminar e à manipulação pela ideologia dominante, esses comportamentos de risco à própria privacidade são racionalizados, quando muito acompanhados de perplexas, mas inócuas exclamações sobre um vago desconforto com vigilantismos, de varejo ou global. Como se uma tal contradição fosse típica, ou mesmo natural nos “tempos atuais”, apesar de inexplicável pela complexidade.

Tais pessoas, todavia, racionalizam ou com uma escolha deliberada, de permanecerem na ignorância sobre o lado sinistro do papel das TIC para a evolução social, ou com um atalho arrogante, de desqualificarem frivolamente esse lado, o lado das coisas que são perguntadas e respondidas aqui. O melhor antídoto que conheço para esse tipo de armadilha mental é bíblico e está no Salmo 1, mas as psyops de dessensibilização coletiva para a guerra de 4ª geração atuam também no caricaturismo da fé cristã e na sua desmoralização, em paralelo à naturalização da conduta criminosa de inspiração fascista na esfera financeira, e à legitimação do risco moral decorrentes delas.

Estamos navegando por inexploradas fronteiras técnicas e psicossociais, onde quem quiser detectar essas armadilhas precisa se esforçar para entender a função da privacidade e dos valores morais em nossas vidas. Privacidade, pela melhor definição que conheço, é a separabilidade de papéis sociais. Isto é, a capacidade de se exercer esses papéis de forma autônoma ou livre, independentes entre si. Alguém tem privacidade na medida em que decide, e controla, quais elos e traços componentes de seus papéis sociais — os de profissional, de pai, de cônjuge, de amigo, de ativista, de membro de uma entidade, por exemplo — transitam ou não de um desses papéis a outro. Podemos, assim, vê-la também como a manifestação semiológica do instinto de autopreservação.

Com a virtualização das práticas sociais em níveis compatíveis com a atual penetração da Internet, tem-se a ilusão de que a intermediação digital das interações entre papéis sociais nos dá mais autonomia para exercê-los, até anonimamente. Aí os afoitos, indiferentes e submissos desprezam o fato de que essa intermediação tecnológica empodera os fornecedores de plataformas e serviços com a capacidade de agregarem e cruzarem em massa os dados dessas interações, para recontextualizá-las e re-identificar interlocutores, perfilando-os. Esse “iceberg virtual” mostra então sua ponta visível na forma de propaganda comercial dirigida on-line, com o efeito-rede favorecendo modelos negociais concentradores. Enquanto abaixo, atores dominantes, cooptados pela estratégia fascista de consolidação hegemônica, monetizam esse perfilamento e atendem ao regime de vigilantismo global.

Assim, abaixo dessa “linha d’água” virtual, uma infraestrutura para tal regime “flutuar” como controle social vai se formando, fora de nossas vistas. Para o controle necessário à consolidação hegemônica em tempos de crise, ou de escassez, enquanto o cerco virtual desse regime se completa, na esfera institucional, com o cerco político-jurídico para formação de uma constituição global, com megacorporações acima dos Estados-nação. O modelo de Estado que nos legou a democracia representativa e os direitos civis vai sendo assim desmontado por dentro, para transição a uma nova ordem mundial, disparada pelo colapso financeiro que impulsiona a próxima destruição criativa do capitalismo. Compreendo então os fenômenos citados como uma forma de escravidão semiológica. E um sinal de sucesso dessa estratégia de consolidação hegemônica, executada com a atual guerra de 4ª geração.

IHU On-Line – Então os usuários contribuem de algum modo para que essa vigilância seja efetiva? Como?

Pedro Rezende – Contribuem com falta de senso crítico. Comportando-se como se as tecnologias digitais e seus magos fossem um bem em si mesmo, necessário para os tempos atuais. Ou panaceias progressivamente melhores para os problemas humanos. Ou sempre benévolas. Se esta minha opinião parecer exagerada, permita-me uma analogia: dados pessoais são como matéria radioativa. Enquanto espalhados na natureza, são inócuos; mas quando concentrados em escala industrial, podem provocar reações em cadeia, capazes de produzir muita sinergia ou destruição em volta. É por isso que, quando o serviço com TIC é gratuito, a mercadoria é você.

Volto a citar uma frase que usei na entrevista anterior que fizemos, escolhida na ocasião para subtítulo: A Internet é, ao mesmo tempo, um instrumento insuperável de liberdade e de controle. Eis que tal ambivalência sugere cautela. Quem acha que a dependência crescente no uso de TICs e Internet sinaliza, por si, o caminho para nossa sociedade se libertar dos crescentes problemas da humanidade, está deste modo contribuindo para que as mesmas se transformem em instrumento de controle social inédito, formidável e subreptício, nas mãos de quem vencer a corrida pela construção do futuro próximo, na disputa pelo comando do emergente Hegemon. Quem acha assim, estará contribuindo indiretamente, pelo menos enquanto a natureza humana não mudar.

“Quando o serviço com TIC é gratuito, a mercadoria é você”

IHU On-Line – Como compreende a divulgação do Panama Papers neste contexto de vigilância e controle que se dá pela internet?

Pedro Rezende – Entendo essa divulgação como psyop no teatro da ciberguerra, com inusitadas características e reveladoras leituras. Permita-me citar algumas. Detalhes inferíveis da extração, de 2.6 Terabytes, e da reação da empresa burlada indicam tratar-se de hacking externo.

Outro detalhe a chamar atenção, neste que foi o maior vazamento de documentos sigilosos sobre lavagem de dinheiro na história, é sobre autoria. Para melhor alcançar seus objetivos, dos quais a credibilidade sobre autenticidade do material vazado é primordial, a mentoria da operação preferiu — ao contrário de Snowden — ofuscar-se e ocultar o agente da extração, por trás do jornal que recebeu o material, e da entidade que se incumbiu de examinar os documentos e de distribuir conteúdos selecionados.

O jornal que havia recebido esse material, Süddeutsche Zeidung (SZ), relata ter solicitado ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos – ICIJ que coordenasse a análise e divulgação de conteúdos, a resumir, dos 11,5 milhões de documentos vazados. Alega o ICIJ ter acionado para isso cerca de 400 jornalistas em 80 países, que então trabalharam secretamente na tarefa, por cerca de um ano, após o qual o SZ recebeu a primeira resenha, para seu furo jornalístico, seguido de outros. Esses detalhes levantam algumas questões interessantes: Como é que 400 pessoas em 80 países conseguem manter sigilo, durante um ano, sobre tantos documentos explosivos? Eram mesmo jornalistas? Quem pagou pelo trabalho? Por quais critérios de resumo? Por que o SZ?

O SZ foi o primeiro jornal a receber, depois da 2ª Guerra Mundial, licença do exército de ocupação para circular na Alemanha Ocidental. Por sua vez o ICIJ, fundado oito anos após a queda do muro de Berlim, é sustentado pelas fundações Open Society – OSF e pela agência USAID, conforme rodapé da sua página web. Então, para quem quiser espiar por trás da cortina nesse palco, a mentoria da operação Panama Papers se expõe: a OSF é dirigida e mantida por um globalista financeiro dos mais empenhados em surfar a transição para a ordem monetária que sucederá a atual, George Soros; e USAID é o front político da agência de três letras pioneira dentre as que executam a estratégia dos principais aspirantes ao comando do emergente Hegemon. Fica faltando, para se entender a cena como psyop, uma leitura das motivações, que pode ser inferida dos critérios de resumo.

No dia seguinte ao furo, toda a mídia corporativa anglo-saxã ou sob sua tutela estampava fotos de Vladimir Putin, com manchetes garrafais denunciando gigantescos esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro. Dentre os nomeados nos milhões de documentos vazados, ele foi escolhido para as manchetes porque, como revelam letras miúdas, o nome de um colega de infância, que se fez violoncelista famoso, tinha dois milhões de dólares num paraíso fiscal. E porque também o tinha o dono do clube onde havia se casado uma filha. Esse incômodo de proporções nucleares, pedra no sapato da consolidação hegemônica, tinha que continuar sendo demonizado. E no rescaldo, exposto o único chefe de Estado que na crise de 2008 prendeu banqueiros por crimes financeiros: o primeiro ministro da Islândia. Forçado a renunciar, com os banqueiros presos lá, soltos dois dias depois.

E finalmente, o porquê do SZ: a Alemanha unificada é o principal parceiro comercial europeu das duas nações em condições de obstar, a favor de uma ordem alternativa multipolar, o projeto de consolidação do Hegemon. Então, com a aproximação do colapso que dispara a transição para a próxima fase de destruição criativa do capitalismo, na qual a guerra de 4ª geração tende a escalar para uma convencional terceira mundial, a concorrência em determinado turfe do crime organizado, aquele onde se manipula mercados e práticas fiscais, precisa de poda e disciplina. Leitura que vem sendo confirmada por desdobramentos posteriores a esse “escândalo”. Tudo indica, portanto, que esta psyop sinaliza um acirramento na disputa entre dinastias financeiras, polarizadas em torno dos Rothschild, Rockefeller e a do Dragão Branco, pelo comando da ordem mundial que disso tudo emergirá.

IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?

Pedro Rezende – Apenas que isso tudo constitui, a meu ver, sinais da segunda vinda de Jesus Cristo. São sinais de que o Seu retorno se aproxima.

NOTAS

[1] PRISM (programa de vigilância) é um dos programas do sistema de vigilância global da NSA que foi mantido secreto desde 2007 e até sua revelação na imprensa em 7 de junho de 2013. Sua existência veio a público por meio de publicações feitas pelo jornal britânico The Guardian, com base em documentos fornecidos por Edward Snowden. (Nota da IHU On-Line)

IHU – Unisinos

Instituto Humanitas Unisinos

DILMA ROUSSEFF, PRESIDENTA DO BRASIL, PAÍS MEMBRO DO GRUPO BRICS, É O PRÓXIMO ALVO DE WASHINGTON

3 mar

O artigo BRICS’ Brazil President Next Washington Target foi nos EUA em novembro. Mas a sua atualidade faz a gente reproduzir ele aqui no Blog.
DILMA ROUSSEFF, PRESIDENTA DO BRASIL, PAÍS MEMBRO DO GRUPO BRICS, É O PRÓXIMO ALVO DE WASHINGTON

Publicado no “NEO – New Eastern Outlook”. Escrito por F. William Engdahl, norte-americano, engenheiro (Princeton) e pós-graduado em economia comparativa (Estocolmo). Transcrito no “Patria Latina” com tradução de Renato Guimarães para a “Vila Vudu” e republicado do Blog Democracia e Política

BRICS’ Brazil President Next Washington Target
“O porquê do terceiro turno…
Para ganhar o segundo turno das eleições contra o candidato apoiado pelos Estados Unidos, Aécio Neves, em 26 outubro de 2014, a presidenta recém-reeleita do Brasil, Dilma Rousseff, sobreviveu a uma campanha maciça de desinformação do Departamento de Estado estadunidense. Não obstante, já está claro que Washington abriu uma nova ofensiva contra um dos líderes chave dos BRICS, o grupo não alinhado de economias emergentes – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Com a campanha de guerra financeira total dos Estados Unidos para enfraquecer a Rússia de Putin e uma série de desestabilizações visando a China, inclusive, mais recentemente, a “Revolução dos Guarda-Chuvas” financiada pelos Estados Unidos em Hong Kong, livrar-se da presidente “socialmente propensa” do Brasil é uma prioridade máxima para deter o polo emergente que se opõe ao bloco da Nova (des)Ordem Mundial de Washington.

A razão por que Washington quer se livrar de Rousseff é clara. Como presidente, ela é uma das cinco cabeças do BRICS que assinaram a formação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS, com capital inicial autorizado de 100 bilhões de dólares e um fundo de reserva de outros 100 bilhões de dólares. Ela também apoia uma nova Moeda de Reserva Internacional para complementar e eventualmente substituir o dólar. No Brasil, ela é apoiada por milhões de brasileiros mais pobres, que foram tirados da pobreza por seus vários programas, especialmente o Bolsa Família, um programa de subsídio econômico para mães e famílias da baixa renda. O Bolsa Família tirou uma população estimada de 36 milhões de famílias da pobreza através das políticas econômicas de Rousseff e de seu partido, algo que incita verdadeiras apoplexias em Wall Street e em Washington.
Líderes dos países BRICS

Apoiado pelos Estados Unidos, seu rival na campanha, Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), serve aos interesses dos magnatas e de seus aliados de Washington.

O principal assessor econômico de Neves, que se tornaria Ministro da Fazenda no caso de uma presidência de Neves, era Armínio Fraga Neto, [cidadão norte-americano e brasileiro] amigo íntimo e ex-sócio de Soros e seu fundo hedge “Quantum”. O principal conselheiro de Neves, e provavelmente seu Ministro das Relações Exteriores, tivesse ele ganhado as eleições, era Rubens Antônio Barbosa, ex-embaixador em Washington e hoje Diretor da ASG em São Paulo.

A ASG é o grupo de consultores de Madeleine Albright, ex-Secretária de Estado norte-americana durante o bombardeio da Iugoslávia em 1999. Albright, dirigente do principal grupo de reflexão dos Estados Unidos, o “Conselho sobre Relações Exteriores”, também é presidente da primeira ONG da “Revolução Colorida” financiada pelo governo dos Estados Unidos, o “Instituto Democrático Nacional” (NDI). Não é de surpreender que Barbosa tenha conclamado, numa campanha recente, o fortalecimento das relações Brasil-Estados Unidos e a degradação dos fortes laços Brasil-China, desenvolvidos por Rousseff na esteira das revelações sobre a espionagem norte-americana da Agência de Segurança Nacional (NSA) contra Rousseff e o seu governo.

Surgimento de escândalo de corrupção

Durante a áspera campanha eleitoral entre Rousseff e Neves, a oposição de Neves começou a espalhar rumores de que Rousseff, que até então jamais fora ligada à corrupção tão comum na política brasileira, estaria implicada num escândalo envolvendo a gigante estatal do petróleo, a Petrobras. Em setembro, um ex-diretor da Petrobras alegou que membros do governo Rousseff tinham recebido comissões em contratos assinados com a gigante do petróleo, comissões essas que depois teriam sido empregadas para comprar apoio congressional. Rousseff foi membro do conselho de diretores da companhia até 2010.

Agora, em 2 de novembro de 2014, apenas alguns dias depois da vitória arduamente conquistada por Rousseff, a maior firma de auditoria financeira dos Estados Unidos, a “Price Waterhouse Coopers” se recusou a assinar os demonstrativos financeiros do terceiro trimestre da Petrobras. A PWC exigiu uma investigação mais ampla do escândalo envolvendo a companhia petrolífera dirigida pelo Estado.


Dilma Rousseff

A Price Waterhouse Coopers é uma das firmas de auditoria, consultoria tributária e societária e de negócios mais eivadas de escândalos nos Estados Unidos. Ela foi implicada em 14 anos de encobrimento de uma fraude no grupo de seguros AIG, o qual estava no coração da crise financeira norte-americana de 2008. E a Câmara dos Lordes britânica criticou a PWC por não chamar atenção para os riscos do modelo de negócios adotado pelo banco “Northern Rock”, causador de um desastre de grandes proporções na crise imobiliária de 2008 na Grã-Bretanha, cliente que teve que ser resgatado pelo governo do Reino Unido.

Intensificam-se os ataques contra Rousseff, disso podemos ter certeza.

A estratégia global de Rousseff

Não foi apenas a aliança de Rousseff com os países dos BRICS que fez dela um alvo principal da política de desestabilização de Washington. Sob seu mandato, o Brasil está agindo com rapidez para baldar a vulnerabilidade à vigilância eletrônica norte-americana da NSA.

Dias após a sua reeleição, a companhia estatal Telebras anunciou planos para a construção de um cabo submarino de telecomunicações por fibra ótica com Portugal através do Atlântico. O planejado cabo da Telebras se estenderá por 5.600 quilômetros, da cidade brasileira de Fortaleza até Portugal. Ele representa uma ruptura maior no âmbito das comunicações transatlânticas sob domínio da tecnologia norte-americana. Notadamente, o presidente da Telebras, Francisco Ziober Filho, disse numa entrevista que o projeto do cabo será desenvolvido e construído sem a participação de nenhuma companhia estadunidense.

As revelações de Snowden sobre a NSA em 2013 elucidaram, entre outras coisas, os vínculos íntimos existentes entre empresas estratégicas chave de tecnologia da informática, como a “Cisco Systems”, a “Microsoft” e outras, e a comunidade norte-americana de inteligência. Ele declarou que:

“A questão da integridade e vulnerabilidade de dados é sempre uma preocupação para todas as companhias de telecomunicações”.

O Brasil reagiu aos vazamentos da NSA periciando todos os equipamentos de fabricação estrangeira em seu uso, a fim de obstar vulnerabilidades de segurança e acelerar a evolução do país rumo à autossuficiência tecnológica, segundo o dirigente da Telebras.

Até agora, virtualmente todo tráfego transatlântico de TI encaminhado via costa leste dos Estados Unidos para a Europa e a África representou uma vantagem importante para espionagem de Washington.


Espionagem! O Expresso está 100 por cento sob nosso controle.

Se verdadeiro ou ainda incerto, o fato é que sob Rousseff e seu partido o Brasil está trabalhando para fazer o que ela considera ser o melhor para interesse nacional do Brasil.

A geopolítica do petróleo também é chave

O Brasil também está se livrando do domínio anglo-americano sobre sua exploração de petróleo e de gás. No final de 2007, a Petrobras descobriu o que considerou ser uma nova e enorme bacia de petróleo de alta qualidade na plataforma continental no mar territorial brasileiro da Bacia de Santos. Desde então, a Petrobras perfurou 11 poços de petróleo nessa bacia, todos bem-sucedidos. Somente em Tupi e em Iara, a Petrobras estima que haja entre 8 a 12 bilhões de barris de óleo recuperável, o que pode quase dobrar as reservas brasileiras atuais de petróleo. No total, a plataforma continental do Brasil pode conter mais de 100 bilhões de barris de petróleo, transformando o país numa potência de petróleo e gás de primeira grandeza, algo que a Exxon e a Chevron, as gigantes do petróleo norte-americano, se esforçaram arduamente para controlar.

Em 2009, segundo cabogramas diplomáticos norte-americanos vazados e publicados pelo Wikileaks, a Exxon e a Chevron foram assinaladas pelo consulado estadunidense no Rio de Janeiro por estarem tentando, em vão, alterar a lei proposta pelo mentor e predecessor de Rousseff em seu Partido dos Trabalhadores, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, ou Lula, como ele é chamado.[Foi revelado pelo Wikileaks que José Serra, o então candidato do PSDB que competia contra Dilma pela presidência, prometera confidencialmente à Chevron que, se eleito, afastaria a Petrobras do pré-sal para dar espaço às petroleiras estadunidenses].

Essa lei de 2009 tornava a estatal Petrobras operadora-chefe de todos os blocos no mar territorial. Washington e as gigantes estadunidenses do petróleo ficaram furiosos ao perderem controles-chave sobre a descoberta da potencialmente maior jazida individual de petróleo em décadas.


Dilma Rousseff e Joe Biden

Para tornar as coisas piores aos olhos de Washington, Lula não apenas afastou a Exxon Mobil e a Chevron de suas posições de controle em favor da estatal Petrobras, como também abriu a exploração do petróleo brasileiro aos chineses. Em dezembro de 2010, num dos seus últimos atos como presidente, ele supervisionou a assinatura de um acordo entre a companhia energética hispano-brasileira Repsol e a estatal chinesa Sinopec. A Sinopec formou uma joint venture, a Repsol Sinopec Brasil, investindo mais de 7,1 bilhões de dólares na Repsol Brasil. Já em 2005, Lula havia aprovado a formação da Sinopec International Petroleum Service of Brazil Ltd, como parte de uma nova aliança estratégica entre a China e o Brasil, precursora da atual organização do BRICS.

Washington não gostou

Em 2012, uma perfuração conjunta, da Repsol Sinopec Brazil, Norway’s Stateoil e Petrobras, fez uma descoberta de importância maior em Pão de Açúcar, a terceira no bloco BM-C-33, o qual inclui Seat e Gávea, esta última uma das 10 maiores descobertas do mundo em 2011. As maiores [empresas] do petróleo estadunidenses e britânicas absolutamente sequer estavam presentes.

Com o aprofundamento das relações entre o governo Rousseff e a China, bem como com a Rússia e com outros parceiros do BRICS, em maio de 2013, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, veio ao Brasil com sua agenda focada no desenvolvimento de gás e petróleo. Ele se encontrou com a presidenta Dilma Rousseff, que havia sucedido ao seu mentor Lula em 2011. Biden também se encontrou com as principais companhias energéticas no Brasil, inclusive a Petrobrás.

Embora pouca coisa tenha sido dita publicamente, Rousseff se recusou a reverter a lei do petróleo de 2009 de maneira a adequá-la aos interesses de Biden e de Washington. Dias depois da visita de Biden, surgiram as revelações de Snowden sobre a NSA, de que os Estados Unidos também estavam espionando Rousseff e os funcionários de alto escalão da Petrobras. Ela ficou furiosa e, naquele mês de setembro, denunciou a administração Obama diante da Assembleia Geral da ONU por violação da lei internacional. Em protesto, ela cancelou uma visita programada a Washington. Depois disso, as relações Estados Unidos-Brasil sofreram grave resfriamento.


Dilma e Lula

Antes da visita de Biden em maio de 2013, Dilma Rousseff tinha uma taxa de popularidade de 70 por cento. Menos de duas semanas depois da visita de Biden ao Brasil, protestos em escala nacional convocados por um grupo bem organizado chamado “Movimento Passe Livre”, relativos a um aumento nominal de 10 por cento nas passagens de ônibus, levaram o país virtualmente a uma paralisação e se tornaram muito violentos. Os protestos ostentavam a marca de uma típica “Revolução Colorida”, ou desestabilização via Twitter, que parece seguir Biden por onde quer que ele se apresente. Em semanas, a popularidade de Rousseff caiu para 30 por cento.”

FONTE: publicado no “NEO – New Eastern Outlook”. Escrito por F. William Engdahl, norte-americano, engenheiro e jurisprudente (Princeton, EUA-1966), pós-graduado em economia comparativa (Estocolmo, Suécia-1969). Artigo transcrito no “Patria Latina” com tradução de Renato Guimarães para a “Vila Vudu” (http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=14736).[Título e trechos entre colchetes acrescentados por este blog ‘democracia&política’].

Meet the Americans Who Put Together the Coup in Kiev By Steve Weissman, Reader Supported News

19 abr

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f the US State Department’s Victoria Nuland had not said “Fuck the EU,” few outsiders at the time would have heard of Ambassador Geoffrey Pyatt, the man on the other end of her famously bugged telephone call. But now Washington’s man in Kiev is gaining fame as the face of the CIA-style “destabilization campaign” that brought down Ukraine’s monumentally corrupt but legitimately elected President Viktor Yanukovych.

“Geoffrey Pyatt is one of these State Department high officials who does what he’s told and fancies himself as a kind of a CIA operator,” laughs Ray McGovern, who worked for 27 years as an intelligence analyst for the agency. “It used to be the CIA doing these things,” he tells Democracy Now. “I know that for a fact.” Now it’s the State Department, with its coat-and-tie diplomats, twitter and facebook accounts, and a trick bag of goodies to build support for American policy.

A retired apparatchik, the now repentant McGovern was debating Yale historian Timothy Snyder, a self-described left-winger and the author of two recent essays in The New York Review of Books – “The Haze of Propaganda” and “Fascism, Russia, and Ukraine.” Both men speak Russian, but they come from different planets.

On Planet McGovern – or my personal take on it – realpolitik rules. The State Department controls the prime funding sources for non-military intervention, including the controversial National Endowment for Democracy (NED), which Washington created to fund covert and clandestine action after Ramparts magazine and others exposed how the CIA channeled money through private foundations, including the Ford Foundation. State also controls the far-better-funded Agency for International Development (USAID), along with a growing network of front groups, cut-outs, and private contractors. State coordinates with like-minded governments and their parallel institutions, mostly in Canada and Western Europe. State’s “democracy bureaucracy” oversees nominally private but largely government funded groups like Freedom House. And through Assistant Secretary of State for European and Eurasian Affairs Victoria Nuland, State had Geoff Pyatt coordinate the coup in Kiev.

The CIA, NSA, and Pentagon likely provided their specialized services, while some of the private contractors exhibited shadowy skill sets. But if McGovern knows the score, as he should, diplomats ran the campaign to destabilize Ukraine and did the hands-on dirty work.

Harder for some people to grasp, Ambassador Pyatt and his team did not create the foreign policy, which was – and is – only minimally about overthrowing Ukraine’s duly elected government to “promote democracy.” Ever since Bill Clinton sat in the Oval Office, Washington and its European allies have worked openly and covertly to extend NATO to the Russian border and Black Sea Fleet, provoking a badly wounded Russian bear. They have also worked to bring Ukraine and its Eastern European neighbors into the neoliberal economy of the West, isolating the Russians rather than trying to bring them into the fold. Except for sporadic resets, anti-Russian has become the new anti-Soviet, and “strategic containment” has been the wonky word for encircling Russia with our military and economic power.

Nor did neoconservatives create the policy, no matter how many progressive pundits blame them for it. NED provides cushy jobs for old social democrats born again as neocons. Pyatt’s boss, Victoria Nuland, is the wife and fellow-traveler of historian Robert Kagan, one of the movement’s leading lights. And neocons are currently beating the war drums against Russia, as much to scupper any agreements on Syria and Iran as to encourage more Pentagon contracts for their friends and financial backers. But, encircling Russia has never been just a neocon thing. The policy has bi-partisan and trans-Atlantic support, including the backing of America’s old-school nationalists, Cold War liberals, Hillary hawks, and much of Obama’s national security team.

No matter that the policy doesn’t pass the giggle test. Extending NATO and Western economic institutions into all of a very divided Ukraine had less chance of working than did hopes in 2008 of bringingGeorgia into NATO, which could have given the gung-ho Georgian president Mikheil Saakashvilli the treaty right to drag us all into World War III. To me, that seemed like giving a ten-year-old the keys to the family Humvee.

Western provocations in Ukraine proved more immediately counterproductive. They gave Vladimir Putin the perfect opportunity for a pro-Russian putsch in Crimea, which he had certainly thought of before, but never as a priority. The provocations encouraged him to stand up as a true Russian nationalist, which will only make him more difficult to deal with. And they gave him cover to get away with that age-old tool of tyrants, a quickie plebiscite with an unnecessary return to Joseph Stalin’s old dictum once popular in my homestate of Florida: “It’s not the votes that count, but who counts the votes.”

Small “d” democrats should shun such pretense. Still, most journalists and pollsters on the scene report that – with the exception of the historic Tatar community – the majority of Crimeans want to join the Russian Federation, where they seem likely to stay.

Tensions will also grow as the US-picked interim prime minister Arseniy Yatsenyuk – our man “Yats” – joins with the IMF to impose a Greek, Spanish, or Italian style austerity. Hard-pressed Ukranians will undoubtedly fight back, especially in the predominantly Russian-speaking east. According to Der Spiegel, a whopping three quarters of the people there do not support the coup or government. What a tar patch! A domestic conflict that could split Ukraine in two will inevitably become even further embroiled in the geo-strategic struggle between Russia and the West.

On Planet Snyder, as in most Western media, these realistic considerations make absolutely no difference. Ideology rules, masked as idealism. Fine sounding abstractions fill the air. Ukrainians are making their own history. They are acting with great courage. They are seeking the rule of law and their rightful place in “European Civilization.” They are defending “sovereignty” and “territorial integrity.” Russians remain vicious. Big bad Vlad is the new Hitler. He is seeking his own Eurasian empire (as opposed to NATO’s), which could soon include parts of Moldova, Belarus, and Kazakhstan that the West needs like a “lok in kop,” a hole in the head. And those watching in the West must abandon what Snyder calls “our slightly self-obsessed notions of how we control or don’t control everything.”

“It was a classic popular revolution,” proclaims the professor. An undeniably popular uprising against “an unmistakably reactionary regime.”

Writing in The Nation, Professor Stephen Cohen shreds Snyder’s argument. My concern is more pointed. Popular uprisings deserve our support or opposition depending on who comes to control them and to what ends. As McGovern puts it, “The question is: Who took them over? Who spurred them? Who provoked them for their own particular strategic interests?”

Detailed evidence provides the answers. For all the courage of the Ukrainian minority who took to the barricades, US Ambassador Geoffrey Pyatt and his team spurred the protests in Kiev and exercised extensive – though never complete – control over them. Tactically, Pyatt and his fellow diplomats showed unexpected skill. Strategically, they should have stayed home.

Revolution on Demand

Arriving in the Ukrainian capital on August 3, Pyatt almost immediately authorized a grant for an online television outlet called Hromadske.TV, which would prove essential to building the Euromaidan street demonstrations against Yanukovych. The grant was only $43,737, with an additional $4,796 by November 13. Just enough to buy the modest equipment the project needed.

Many of Hromadske’s journalists had worked in the past with American benefactors. Editor-in-chief Roman Skrypin was a frequent contributor to Washington’s Radio Free Europe / Radio Liberty and the US-funded Ukrayinska Pravda. In 2004, he had helped create Channel 5 television, which played a major role in the Orange Revolution that the US and its European allies masterminded in 2004.

Skrypin had already gotten $10,560 from George Soros’s International Renaissance Foundation (IRF), which came as a recommendation to Pyatt. Sometime between December and the following April, IRF would give Hromadske another $19,183.

Hromadske’s biggest funding in that period came from the Embassy of the Netherlands, which gave a generous $95,168. As a departing US envoy to the Hague said in a secret cable that Wikileaks later made public, “Dutch pragmatism and our similar world-views make the Netherlands fertile ground for initiatives others in Europe might be reluctant, at least initially, to embrace.”

For Pyatt, the payoff came on November 21, when President Yanukovych pulled back from an Association Agreement with the European Union. Within hours Hromadske.TV went online and one of its journalists set the spark that brought Yanukovych down.

“Enter a lonely, courageous Ukrainian rebel, a leading investigative journalist,” writes Snyder. “A dark-skinned journalist who gets racially profiled by the regime. And a Muslim. And an Afghan. This is Mustafa Nayem, the man who started the revolution. Using social media, he called students and other young people to rally on the main square of Kiev in support of a European choice for Ukraine.”

All credit to Nayem for his undeniable courage. But bad, bad history. Snyder fails to mention that Pyatt, Soros, and the Dutch had put Web TV at the uprising’s disposal. Without their joint funding of Hromadske and its streaming video from the Euromaidan, the revolution might never have been televised and Yanukovych might have crushed the entire effort before it gained traction.

For better or for worse, popular uprisings have changed history long before radio, television, or the Internet. The new technologies only speed up the game. Pyatt and his team understood that and masterfully turned soft power and the exercise of free speech, press, and assembly into a televised revolution on demand, complete with an instant overdub in English. Soros then funded a Ukrainian Crisis Media Center “to inform the international community about events in Ukraine,” and I’m still trying to track down who paid for Euromaidan PR, the website of the Official Public Relations Secretariat for the Headquarters of the National Resistance.

Orange Revolution II

Preparing the uprising started long before Pyatt arrived in country, and much of it revolved around a talented and multi-lingual Ukrainian named Oleh Rybachuk, who had played several key roles in the Orange Revolution of 2004. Strangely enough, he recently drew attention when Pando, Silicon Valley’s online news site, attacked journalist Glenn Greenwald and the investor behind his new First Look Media, eBay founder Pierre Omidyar. Trading brickbats over journalistic integrity, both Pando and Greenwald missed the gist of the bigger story.

In 2004, Rybachuk headed the staff and political campaign of the US-backed presidential candidate Victor Yushchenko. As the generally pro-American Kyiv Post tells it, the shadowy Rybachuk was Yushchenko’s “alter ego” and “the conduit” to the State Security Service, which “was supplying the Yushchenko team with useful information about Yanukovych’s actions.” Rybachuk went on to serve under Yushchenko and Tymoshenko as deputy prime minister in charge of integrating Ukraine into NATO and the European Union. In line with US policy, he also pushed for privatization of Ukraine’s remaining state-owned industries.

Despite US and Western European backing, the government proved disastrous, enabling its old rival Yanukovych to win the presidency in the 2010 election. Western monitors generally found the election “free and fair,” but no matter. The Americans had already sowed the seeds either to win Yanukovych over or to throw him over, whichever way Washington and its allies decided to go. As early as October 2008, USAID funded one of its many private contractors – a non-profit called Pact Inc. – to run the “Ukraine National Initiatives to Enhance Reforms” (UNITER). Active in Africa and Central Asia, Pact had worked in Ukraine since 2005 in campaigns against HIV/AIDS. Its new five-year project traded in bureaucratic buzzwords like civil society, democracy, and good governance, which on the public record State and USAID were spending many millions of dollars a year to promote in Ukraine.

Pact would build the base for either reform or regime change. Only this time the spin-masters would frame their efforts as independent of Ukraine’s politicians and political parties, whom most Ukrainians correctly saw as hopelessly corrupt. The new hope was “to partner with civil society, young people, and international organizations” – as Canada’s prestigious Financial Post later paraphrased no less an authority than Secretary of State Hillary Clinton.

By 2009, Pact had rebranded the pliable Rybachuk as “a civil society activist,” complete with his own NGO, Center UA (variously spelled Centre UA, Tsenter UA, or United Actions Center UA). Pact then helped Rybachuk use his new base to bring together as many as 60 local and national NGOs with activists and leaders of public opinion. This was New Citizen, a non-political “civic platform” that became a major political player. At the time, Pact and Soros’s IRF were working in a joint effort to provide small grants to some 80 local NGOs. This continued the following year with additional money from the East Europe Foundation.

“Ukraine has been united by common disillusionment,” Rybachuk explained to the Kyiv Post. “The country needs a more responsible citizenry to make the political elite more responsible.”

Who could argue? Certainly not Rybachuk’s Western backers. New Citizen consistently framed its democracy agenda as part of a greater integration within NATO, Europe, and the trans-Atlantic world. Rybachuk himself would head the “Civil Expert Council” associated with the EU-Ukraine Cooperation Committee.

Continuing to advise on “strategic planning,” in May 2010 Pact encouraged New Citizen “to take Access to Public Information as the focus of their work for the next year.” The coalition campaigned for a new Freedom of Information law, which passed. Pact then showed New Citizen how to use the law to boost itself as a major player, organize and train new activists, and work more closely with compliant journalists, all of which would seriously weaken the just-elected Yanukovych government. Part of their destabilization included otherwise praiseworthy efforts, none more so than the movement to “Stop Censorship.”

“Censorship is re-emerging, and the opposition is not getting covered as much,” Rybachuk told theKyiv Post in May 2010. He was now “a media expert” as well as civic activist. “There are some similarities to what Vladimir Putin did in Russia when he started his seizure of power by first muzzling criticism in the media.”

One of Rybachuk’s main allies in “Stop Censorship” was the journalist Sergii Leshchenko, who had long worked with Mustafa Nayem at Ukrayinska Pravda, the online newsletter that NED publicly took credit for supporting. NED gave Leshchenko its Reagan Fascell Democracy Fellowship, while New Citizen spread his brilliant exposés of Yanukovych’s shameless corruption, focusing primarily on his luxurious mansion atMezhyhirya. Rybachuk’s Center UA also produced a documentary film featuring Mustafa Nayem daring to ask Yanukovych about Mezhyhirya at a press conference. Nothing turned Ukrainians – or the world – more against Yanukovych than the concerted exposure of his massive corruption. This was realpolitik at its most sophisticated, since the US and its allies funded few, if any, similar campaigns against the many Ukrainian kleptocrats who favored Western policy.

Under the watchful eye of Pact, Rybachuk’s New Citizen developed a project to identify the promises of Ukrainian politicians and monitor their implementation. They called it a “Powermeter” (Vladometer), an idea they took from the American website “Obamameter.” Funding came from the US Embassy, through its Media Development Fund, which falls under the State Department’s Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor. Other money came from the Internews Network, which receives its funding from the State Department, USAID, the United States Institute of Peace (USIP) and a wide variety of other government agencies, international organizations, and private donors. Still other money came from Soros’s IRF.

New Citizen and its constituent organizations then brought together 150 NGOs from over 35 cities, along with activists and journalists like Sergii Leschchenko, to create yet another campaign in 2011. They called it the Chesno Movement, from the Ukrainian word for “honestly. ” Its logo was a garlic bulb, a traditional disinfectant widely believed to ward off evil. The movement’s purpose was “to monitor the political integrity of the parliamentary candidates running in the 2012 elections.”

This was a mammoth project with the most sophisticated sociology. As expected, the Chesno monitoring found few honest politicians. But it succeeded in raising the issue of public integrity to new heights in a country of traditionally low standards and in building political interest in new areas of the country and among the young. The legislative elections themselves proved grim, with President Yanukovych’s Party of the Regions taking control of parliament.

What then of all New Citizen’s activism, monitoring, campaigning, movement-building, and support for selective investigative journalism? Where was all this heading? Rybachuk answered the question in May 2012, several months before the election.

“The Orange Revolution was a miracle, a massive peaceful protest that worked,” he told Canada’sFinancial Post. “We want to do that again and we think we will.”

He Who Pays the Piper

Rybachuk had good reason for his revolutionary optimism. His Western donors were upping the ante. Pact Inc. commissioned a financial audit for the Chesno campaign, covering from October 2011 to December 2012. It showed that donors gave Rybachuk’s Center UA and six associated groups some $800,000 for Chesno. PACT, which regularly got its money from USAID, contributed the lion’s share, $632,813, though part of that came from the Omidyar Network, a foundation set up by Pierre and his wife.

In a March 12th press release, the network tried to explain its contributions to Rybachuk’s Center UA, New Citizen, and the Chesno Movement. These included a two-year grant of $335,000, announced in September 2011, and another $769,000, committed in July 2013. Some of the money went to expand Rybachuk’s technology platforms, as New Citizen explained.

“New Citizen provides Ukrainians with an online platform to cooperatively advocate for social change. On the site, users can collectively lobby state officials to release of public information, participate in video-advocacy campaigns, and contribute to a diverse set of community initiatives,” they wrote. “As a hub of social justice advocates in Kiev, the organization hopes to define the nation’s ‘New Citizen’ through digital media.”

Omidyar’s recent press release listed several other donors, including the USAID-funded Pact, the Swiss and British embassies, the Swedish International Development Cooperation Agency, the National Endowment for Democracy, and Soros’s International Renaissance Foundation. The Chesno Movement also received money from the Canadian International Development Agency (CIDA).

Figures for fiscal year 2013 are more difficult to track. Washington’s foreignassistance.gov shows USAID paying PACT in Ukraine over $7 million under the general category of “Democracy, Human Rights, and Governance.” The data does not indicate what part of this went to Center UA, New Citizen, or any of their projects.

What should we make of all this funding? Some of it looks like private philanthropy, as back in the days when the CIA channeled its money through foundations. Was the Soros and Omidyar money truly private or government money camouflaged to look private? That has to remain an open question. But, with Rybachuk’s campaigns, it makes little difference. USAID and other government funding dominated. The US Embassy, through Pact, coordinated most of what Rybachuk did. And, to my knowledge, neither Soros nor Omidyar ever broke from the State Department’s central direction.

Strategic Containment, OK?

When Ambassador Pyatt arrived in Kiev, he inherited Pact and its Rybachuk network well on its way to a second Orange Revolution, but only if they thought they needed it to win integration into Europe. That was always the big issue for the State Department and the Ukrainian movement they built, far more telling than censorship, corruption, democracy, or good governance. As late as November 14, Rybachuk saw no reason to take to the streets, fully expecting Yanukovych to sign the Association Agreement with the European Union at a November 28-29 summit in Vilnius. On November 21, Yanukovych pulled back, which Rybachuk saw as a betrayal of government promises. That is what “brought people to the streets,” he told Kyiv Post. “It needed to come to this.”

Euromaidan would become a “massive watchdog,” putting pressure on the government to sign the association and free trade deal with the EU, he said. “We’ll be watching what the Ukrainian government does, and making sure it does what it has to do.”

That is where the State Department’s second Orange Revolution started. In my next article, I’ll show where it went from there and why.

 


A veteran of the Berkeley Free Speech Movement and the New Left monthly Ramparts, Steve Weissman lived for many years in London, working as a magazine writer and television producer. He now lives and works in France, where he is researching a new book, “Big Money and the Corporate State: How Global Banks, Corporations, and Speculators Rule and How to Nonviolently Break Their Hold.”

Reader Supported News is the Publication of Origin for this work. Permission to republish is freely granted with credit and a link back to Reader Supported News.

http://readersupportednews.org/opinion2/277-75/22758-meet-the-americans-who-put-together-the-coup-in-kiev

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Tradução para o português by “Uncle G.”

Conheça os americanos que reuniu o golpe em Kiev

Por Steve Weissman, Leitor Apoiado Notícias

25 março 14

 

f do Departamento de Estado dos EUA Victoria Nuland não disse “Foda-se a UE,” poucas pessoas de fora no momento teria ouvido do embaixador Geoffrey Pyatt, o homem do outro lado de sua famosa telefonema grampeado. Mas agora o homem de Washington em Kiev está ganhando fama como a face da CIA em estilo “campanha de desestabilização” que derrubou o presidente monumentalmente corrupto mas legitimamente eleito Viktor Yanukovych da Ucrânia.

“Geoffrey Pyatt é um desses altos funcionários do Departamento de Estado que faz o que ele disse e se imagina como uma espécie de um operador da CIA”, ri Ray McGovern , que trabalhou por 27 anos como analista de inteligência para a agência. “Ela costumava ser a CIA fazer essas coisas”, ele diz Democracy Now. “Eu sei que é um fato.” Agora é o Departamento de Estado, com os seus diplomatas casaco e gravata, Twitter e Facebook contas, e um saco de guloseimas truque para construir o apoio para a política norte-americana.

Um apparatchik aposentado, o McGovern agora arrependido estava debatendo Yale historiador Timothy Snyder, que se descreve como esquerdista e autor de dois ensaios recentes em The New York Review of Books – ” A neblina da Propaganda “e” fascismo, Rússia e Ucrânia “. Ambos os homens falam russo, mas eles vêm de planetas diferentes.

No Planeta McGovern – ou a minha opinião pessoal sobre ele – Regras realpolitik. O Departamento de Estado controla as fontes de financiamento principais para a intervenção não militar, incluindo o controversoNational Endowment for Democracy (NED), que Washington criado para financiar a ação secreta e clandestina após revista Ramparts e outras pessoas expostas como a CIA canalizou o dinheiro através de fundações privadas, inclusive a Fundação Ford. Estado controla também a Agência-melhor-financiado longe para o Desenvolvimento Internacional (USAID), juntamente com uma crescente rede de grupos de frente, cut-outs, e empresas privadas. Estado coordena com os governos da mesma opinião e as suas instituições paralelas, principalmente no Canadá e na Europa Ocidental. “Estado burocracia democracia “supervisiona grupos nominalmente privados, mas em grande parte financiados pelo governo, como a Freedom House. E através de Secretário de Estado Adjunto dos Assuntos Europeus e da Eurásia Victoria Nuland, Estado teve coordenar Geoff Pyatt o golpe em Kiev.

A CIA, NSA, eo Pentágono provavelmente desde que os seus serviços especializados, enquanto alguns dos empreiteiros privados exibiu habilidades sombrias. Mas se McGovern sabe o resultado, como deveria, os diplomatas correu a campanha para desestabilizar a Ucrânia e fez o trabalho hands-on sujo.

Mais difícil para algumas pessoas a entender, o embaixador Pyatt e sua equipe não criou a política externa, que era – e é – “. Promover a democracia” apenas minimamente sobre derrubar o governo eleito da Ucrânia Desde que Bill Clinton estava sentado no Salão Oval, Washington e seus aliados europeus têm trabalhado de forma aberta e secretamente para estender NATO para a fronteira russa e da Frota do Mar Negro, provocando um urso russo gravemente ferido. Eles também têm trabalhado para trazer a Ucrânia e os seus vizinhos do Leste Europeu na economia neoliberal do Ocidente, isolando os russos ao invés de tentar trazê-los para o rebanho. Exceto para resets esporádicos, anti-russo tornou-se o novo anti-soviética e “contenção estratégica” tem sido a palavra vacilante para cercar a Rússia com nosso poder militar e econômico.

Nem neoconservadores criar a política, não importa quantos especialistas progressiva culpá-los por isso. NED oferece empregos cómodos para os social-democratas de idade nascidos de novo como neocons.O chefe de Pyatt, Victoria Nuland, é a esposa e companheiro de viagem do historiador Robert Kagan, um dos expoentes do movimento. E neocons estão batendo os tambores de guerra contra a Rússia, tanto para inviabilizar qualquer acordo sobre a Síria eo Irã a incentivar mais contratos do Pentágono para os seus amigos e financiadores. Mas, cercando a Rússia nunca foi apenas uma coisa neocon. A política tem apoio bipartidário e trans-Atlântico, incluindo o apoio dos nacionalistas da velha escola dos Estados Unidos, os liberais da Guerra Fria, falcões Hillary, e grande parte da equipe de segurança nacional de Obama.

Não importa o que a política não passa no teste risadinha. Estendendo a NATO e as instituições econômicas ocidentais em tudo de uma Ucrânia muito divididos tinham menos chance de trabalhar do que em 2008, as esperanças de trazer a Geórgia na NATO , o que poderia ter dado o presidente entusiasta da Geórgia, Mikheil Saakashvili o direito tratado a todos nos arrastar para Mundial War III. Para mim, isso parecia dar um prazo de dez anos, as chaves para o Humvee família.

Provocações ocidentais na Ucrânia revelou-se mais imediatamente contraproducente. Deram Vladimir Putin a oportunidade perfeita para um golpe pró-russa na Criméia, que ele certamente tinha pensado antes, mas nunca como uma prioridade. As provocações encorajou-o a levantar-se como um verdadeiro nacionalista russo, que só vai torná-lo mais difícil de lidar. E deram-lhe cobrir de fugir com essa ferramenta milenar de tiranos, um plebiscito rapidinha com um retorno desnecessário de Joseph Stalin velho ditado que já foi popular na minha homestate da Flórida: “Não são os votos que contam, mas quem conta os votos . “

Pequenos “d” democratas devem evitar tal pretensão. Ainda assim, a maioria dos jornalistas e pesquisadores sobre o relatório cena que – com exceção da comunidade histórica tártaro – a maioria dos Crimeans querem aderir à Federação Russa, onde eles parecem propensos a permanecer.

As tensões também irá crescer à medida que o ministro pegou US-interino principal Arseniy Yatsenyuk – o nosso homem “Yats” – se junta com o FMI para impor uma, espanhol ou italiano austeridade estilo grego. Ukranians duramente pressionado, sem dúvida, lutar para trás, especialmente no leste de língua russa predominantemente. Segundo a Der Spiegel , um colossal três quartos das pessoas lá não apoiar o golpe ou o governo. O que um patch de alcatrão! Um conflito interno que poderia dividir a Ucrânia em dois inevitavelmente se tornará ainda mais envolvido na luta geo-estratégica entre a Rússia eo Ocidente.

No Planeta Snyder, como na maioria dos meios de comunicação ocidentais, estas considerações realistas fazer absolutamente nenhuma diferença. Regras Ideologia, mascarado como idealismo. Abstrações Belas som encher o ar. Ucranianos estão fazendo sua própria história. Eles estão agindo com muita coragem.Eles estão buscando o Estado de direito e seu lugar na “civilização europeia”. Eles estão defendendo a “soberania” e “integridade territorial”. Russos permanecem vicioso. Big bad Vlad é o novo Hitler. Ele está buscando seu próprio império eurasiático (em oposição à OTAN), que em breve poderá incluir partes da Moldávia, Belarus, Cazaquistão e que o Ocidente precisa como um ” lok em Kop “, um buraco na cabeça. E aqueles que nos vêem no Ocidente deve abandonar o que Snyder chama de “nossas noções um pouco de auto-obcecado de como podemos controlar ou não controlar tudo.”

“Foi uma revolução popular clássico”, proclama o professor. Um levante popular contra inegavelmente “um regime inequivocamente reacionário.”

Escrevendo em The Nation, Professor Stephen Cohen destrói o argumento de Snyder . Minha preocupação é mais pontiagudo. Levantes populares merecem o nosso apoio ou oposição, dependendo de quem vem para controlá-los e para que fins. Como McGovern coloca, “A pergunta é: Quem os tomou conta Quem os estimulou Quem os provocada por seus próprios interesses estratégicos particulares??”

Evidência detalhada fornece as respostas. Por toda a coragem da minoria ucraniano que levou para as barricadas, o embaixador dos EUA Geoffrey Pyatt e sua equipe estimulou os protestos em Kiev e exerceu amplo – embora nunca completa – controle sobre eles. Taticamente, Pyatt e seus colegas diplomatas mostrou habilidade inesperada. Estrategicamente, eles devem ter ficado em casa.

Revolution on Demand

Chegando na capital ucraniana em 3 de agosto, Pyatt quase que imediatamente autorizou uma subvenção para uma rede de televisão on-line chamado Hromadske.TV, que iria provar essencial para a construção das manifestações de rua contra Euromaidan Yanukovych. A concessão foi apenas 43.737 dólares , com um adicional de $ 4.796 por 13 de novembro. Apenas o suficiente para comprar o equipamento modesto do projeto necessário.

Muitos dos jornalistas do Hromadske tinha trabalhado no passado com os benfeitores americanos.Editor-in-chief Skrypin romano era um colaborador freqüente de Washington Radio Free Europe / Radio Liberty e financiado pelos EUA Ukrayinska Pravda . Em 2004, ele ajudou a criar o Canal 5 de televisão, que desempenhou um papel importante na Revolução Laranja que os EUA e seus aliados europeus idealizou em 2004.

Skrypin já tinha conseguido $ 10.560 a partir de Fundação George Soros Internacional Renascença (IRF), que veio como uma recomendação para Pyatt. Em algum momento entre dezembro e abril do ano seguinte, IRF daria Hromadske outro 19183 dólares .

Maior financiamento do Hromadske nesse período veio da Embaixada dos Países Baixos, o que deu um generoso $ 95.168 . Como um enviado dos EUA para a partida Hague, disse em um telegrama secretoque o Wikileaks depois tornado público, “pragmatismo holandês e nossas visões de mundo semelhantes tornar o terreno fértil para iniciativas Holanda outros na Europa pode estar relutante, pelo menos inicialmente, a abraçar.”

Para Pyatt, a recompensa veio em 21 de novembro, quando o presidente Yanukovych se afastou de um Acordo de Associação com a União Europeia. Poucas horas depois Hromadske.TV fui em linha e um de seus jornalistas definir a faísca que trouxe Yanukovych para baixo.

“Enter, um rebelde ucraniano corajoso solitário, um jornalista investigativo que conduz”, escreve Snyder. “Um jornalista de pele escura que fica racialmente perfilado pelo regime. E um muçulmano. E um afegão. Esta é Mustafa Nayem, o homem que começou a revolução. Usando a mídia social, ele chamou os alunos e outros jovens para reunir na principal praça de Kiev, em apoio de uma opção europeia para a Ucrânia “.

Todo o crédito para Nayem por sua inegável coragem. Mas mau, mau história. Snyder não menciona que Pyatt, Soros, e os holandeses tinham posto TV Web à disposição do levante. Sem o seu financiamento conjunto de Hromadske e seu streaming de vídeo a partir do Euromaidan, a revolução poderia nunca ter sido televisionado e Yanukovych poderia ter esmagado todo o esforço antes que ele ganhou força.

Para melhor ou para pior, revoltas populares mudaram a história muito antes de rádio, televisão, ou na Internet. As novas tecnologias só acelerar o jogo. Pyatt e sua equipe entendeu que magistralmente e virou soft power eo exercício da liberdade de expressão, de imprensa e de reunião em uma revolução na televisão sob demanda, com um overdub instante em Inglês. Soros então financiou uma crise ucraniana Media Center“para informar a comunidade internacional sobre os acontecimentos na Ucrânia”, e eu ainda estou tentando rastrear quem pagou por Euromaidan PR, o site da Secretaria de Relações Públicas do oficial para o quartel-general da Resistência Nacional .

Revolução Laranja II

Preparando o levante começou muito antes Pyatt chegou a país, e muito do que girava em torno de um talentoso e multi-lingual ucraniano chamado Oleh Rybachuk, que havia tocado várias funções-chave na Revolução Laranja de 2004. Estranhamente, ele recentemente chamou a atenção quando Pando , site de notícias do Vale do Silício, o jornalista atacou Glenn Greenwald eo investidor por trás de sua nova First Look Mídia , fundador do eBay, Pierre Omidyar,. Pedradas de negociação mais de integridade jornalística, tanto Pando e Greenwald perdeu a essência da história maior.

Em 2004, chefiou a equipe Rybachuk e campanha política do candidato presidencial apoiado pelos EUA Victor Yushchenko. Como o geralmente pró-americano Kyiv Mensagem diz ele, o Rybachuk sombrio foi Yushchenko de “alter ego” e “o canal” para o Serviço de Segurança do Estado, que “estava fornecendo a equipe Yushchenko com informações úteis sobre as ações de Yanukovych.” Rybachuk passou a servir sob Yushchenko e Tymoshenko como primeiro-ministro-adjunto encarregado da integração da Ucrânia na NATO e da União Europeia. Em linha com a política dos EUA, ele também empurrou para a privatização de restantes indústrias estatais da Ucrânia.

Apesar dos EUA e da Europa Ocidental apoio, o governo revelou-se desastrosa, permitindo que o seu antigo rival Yanukovych para ganhar a presidência na eleição de 2010. Monitores ocidentais geralmente encontrada a eleição “livre e justa”, mas não importa. Os norte-americanos já havia semeado as sementes quer ganhar Yanukovych cima ou para jogá-lo mais, do jeito que Washington e seus aliados decidiram ir. Já em outubro de 2008, a USAID financiou uma das suas muitas empresas privadas – sem fins lucrativos chamado Pacto Inc. – para executar os “Iniciativas Nacionais Ucrânia para melhorar Reformas” (unificador).Ativo na África e na Ásia Central, Pacto havia trabalhado na Ucrânia desde 2005, em campanhas contra o HIV / AIDS. Seu projeto novo de cinco anos negociadas em buzzwords burocráticas, como a sociedade civil, democracia e boa governação, que no registro público do Estado e da USAID foram gastos muitos milhões de dólares por ano para promover, na Ucrânia.

Pacto iria construir a base para qualquer reforma ou mudança de regime. Só que desta vez os spin-mestres iria enquadrar seus esforços, independente de políticos da Ucrânia e dos partidos políticos, aos quais a maioria dos ucranianos viram corretamente como irremediavelmente corruptos. A nova esperança era “a parceria com a sociedade civil, os jovens e as organizações internacionais” – como prestigioso Financial Post do Canadá depois parafraseou nada menos do que uma autoridade a secretária de Estado Hillary Clinton.

Até 2009, o Pacto tinha remarcado a Rybachuk flexível como ” um ativista da sociedade civil “, completo com sua própria ONG, Centro UA (variadamente escrito Centre UA, Tsenter UA, ou Ações United Center UA). Pacto depois ajudou Rybachuk usar sua nova base de reunir cerca de 60 ONGs locais e nacionais com os ativistas e líderes de opinião pública. Este foi Cidadão novo , uma “plataforma cívica” não-político que se tornou um importante ator político. Na época, o Pacto e IRF de Soros estavam trabalhando em um esforço conjunto para fornecer pequenas doações para cerca de 80 ONGs locais. Isto continuou no ano seguinte com o dinheiro adicional da Fundação Europa de Leste .

“A Ucrânia tem sido unidos pela desilusão comum”, explicou à Rybachuk Kyiv Mensagem . “O país precisa de uma cidadania mais responsável para fazer a elite política mais responsável.”

Quem poderia argumentar? Certamente não aliados ocidentais do Rybachuk. Cidadão novo consistentemente enquadrada sua agenda a democracia como parte de uma maior integração no âmbito da NATO, da Europa e do mundo trans-Atlântico. Se Rybachuk iria dirigir o ” Conselho de Especialistas Civil“associado Comité de Cooperação UE-Ucrânia.

Continuando a aconselhar sobre ” planejamento estratégico “, maio 2010 Pacto encorajados Cidadão novo” para levar o acesso à informação pública como foco de seu trabalho para o próximo ano. ” A coalizão fez campanha para uma nova lei de Liberdade de Informação, que passou. Pacto então mostrou Cidadão novo como usar a lei para impulsionar-se como um grande jogador, organizar e treinar novos ativistas, e trabalhar mais estreitamente com os jornalistas complacentes, os quais seria enfraquecer seriamente o governo Yanukovych recém-eleito. Parte de sua desestabilização incluiu esforços louváveis ​​de outra forma, ninguém mais do que o movimento de “Stop Censorship”.

“A censura é re-emergente, ea oposição não está sendo coberto tanto”, disse o Rybachuk Kyiv Publicar em maio 2010. Ele era agora “um especialista em mídia”, bem como ativista cívico. “Há algumas semelhanças com o que Vladimir Putin fez na Rússia, quando ele começou a sua tomada do poder pela primeira amordaçar críticas nos meios de comunicação “.

Um dos principais aliados de Rybachuk em “Stop Censorship” foi o jornalista Sergii Leshchenko, que por muito tempo trabalhou com Mustafa Nayem em Ukrayinska Pravda, o jornal on-line que NED assumiu publicamente o crédito para apoio. NED deu Leshchenko sua Reagan Fascell Democracia Fellowship, enquanto Cidadão novo estendeu as denúncias de corrupção descarada brilhantes Yanukovych, concentrando-se principalmente em sua luxuosa mansão em Mezhyhirya . Rybachuk do Centro UA também produziu um documentário com Mustafa Nayem ousar perguntar Yanukovych sobre Mezhyhirya numa conferência de imprensa. Nada virou ucranianos – ou do mundo – mais contra Yanukovych do que a exposição concertada de sua enorme corrupção. Este foi realpolitik, na sua mais sofisticada, já que os EUA e seus aliados financiado poucos, se houver, campanhas semelhantes contra os muitos cleptocratas ucranianos que favoreceu a política ocidental.

Sob o olhar atento do Pacto, Nova Cidadão Rybachuk desenvolveu um projeto para identificar as promessas de políticos ucranianos e monitorar sua implementação. Chamavam-lhe um ” Powermeter “(Vladometer), uma ideia que teve a partir do site americano” Obamameter “. O financiamento veio daEmbaixada dos EUA , através do seu Fundo de Desenvolvimento dos Media, que está sob Bureau de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado. Outros dinheiro veio da Rede Internews , que recebe financiamento do Departamento de Estado, USAID, do United States Institute of Peace (USIP) e uma grande variedade de outras agências do governo, organizações internacionais e doadores privados. Ainda outro dinheiro veio do IRF de Soros.

Cidadão novo e suas organizações constituintes, em seguida, reuniu 150 ONGs de mais de 35 cidades, junto com ativistas e jornalistas como Sergii Leschchenko , para criar mais uma campanha em 2011. Chamavam-lhe o Movimento Chesno, da palavra ucraniana para “honestamente”. Sua logotipo era um bulbo do alho , um desinfetante tradicional acredita-se afastar o mal. O objetivo do movimento era “para monitorar a integridade política dos candidatos parlamentares em execução nas eleições de 2012.”

Este foi um projeto gigantesco com a sociologia mais sofisticado . Como esperado, o monitoramento Chesno encontrado poucos políticos honestos. Mas conseguiu levantar a questão da integridade pública a novas alturas em um país de normas tradicionalmente baixa e na construção de interesse político em novas regiões do país e entre os jovens. As próprias eleições legislativas provou sombrio, com o Partido das Regiões, assumindo o controle do parlamento do presidente Yanukovych.

O que, em seguida, do activismo de tudo Cidadão novo, monitoramento, campanhas, construção de movimento e suporte para o jornalismo investigativo seletivo? Onde estava todo esse título? Rybachuk respondeu a pergunta em Abril 2012, vários meses antes da eleição.

“A Revolução Laranja foi um milagre, um protesto pacífico em massa que funcionou”, disse ele do Canadá Financial Mensagem . “Nós queremos fazer isso de novo e achamos que vamos.”

Quem paga o gaiteiro

Rybachuk tinha uma boa razão para seu otimismo revolucionário. Seus doadores ocidentais foram aumentando as apostas. Pacto Inc. encomendou uma auditoria financeira para a campanha Chesno, cobrindo desde Outubro de 2011 a Dezembro de 2012. Ele mostrou que os doadores deram de Rybachuk Centro UA e seis grupos associados cerca de US $ 800.000 para Chesno. PACT, que tem regularmente o seu dinheiro da USAID, contribuiu com a parte do leão, $ 632.813, embora parte do que veio da Omidyar Network, uma fundação criada por Pierre e sua esposa.

Em 12 de março de imprensa , a rede tentou explicar suas contribuições para o Rybachuk Centro UA, Cidadão novo, eo Movimento Chesno. Estes incluíram uma doação de 335 mil dólares, anunciou em setembro de 2011, e outro $ 769,000, comprometida em julho de 2013 de dois anos. Parte do dinheiro foi para expandir plataformas tecnológicas de Rybachuk , como New Citizen explicou .

“Novo Cidadão oferece ucranianos com uma plataforma on-line para defender de forma cooperativa para a mudança social. No site, os usuários podem pressionar coletivamente funcionários do Estado a liberação de informações públicas, participar em campanhas de vídeo-defesa, e contribuir para um conjunto diversificado de iniciativas comunitárias”, eles escreveram. “Como um centro de defensores da justiça social, em Kiev, a organização espera a definição da nação ‘Novo Cidadão” através de meios digitais. “

Recente comunicado de imprensa da Omidyar listados vários outros doadores, incluindo o Pacto financiado pela USAID, as embaixadas da Suíça e do Reino Unido, a Agência de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da Suécia, a National Endowment for Democracy, e Fundação Internacional Renascimento de Soros. O Movimento Chesno também recebeu dinheiro da Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (CIDA).

Figuras para o ano fiscal de 2013 são mais difíceis de controlar. Washington foreignassistance.govmostra USAID pagar PACT na Ucrânia mais de $ 7 milhões de acordo com a categoria geral de “Democracia, Direitos Humanos e Governança”. Os dados não indicam que parte desta foi a Centro UA, Cidadão novo, ou qualquer um dos seus projetos.

O que devemos fazer de tudo este financiamento? Alguns dos que se parece com a filantropia privada, de volta nos dias em que a CIA canalizados seu dinheiro através de fundações. Foi o dinheiro Soros e Omidyar dinheiro verdadeiramente privada ou do governo camuflou a olhar particular? Isso tem que continuar a ser uma questão em aberto. Mas, com as campanhas de Rybachuk, faz pouca diferença. Outro financiamento governamental USAID e dominado. A Embaixada dos EUA, através do Pacto, coordenado mais do que Rybachuk fez. E, que eu saiba, nem Soros nem Omidyar nunca rompeu com direção central do Departamento de Estado.

Contenção Estratégico, OK?

Quando o embaixador Pyatt chegou em Kiev, ele herdou Pacto e sua rede Rybachuk bem no seu caminho para uma segunda Revolução Laranja, mas somente se eles achavam que precisava para ganhar integração na Europa. Esse sempre foi o grande problema para o Departamento de Estado e do movimento ucraniano eles construíram, muito mais revelador do que a censura, a corrupção, a democracia, ou da boa governação. Ainda em 14 de novembro de Rybachuk viu nenhuma razão para ir para as ruas, esperando Yanukovych a assinar o Acordo de Associação com a União Europeia na cimeira 28-29 novembro em Vilnius. Em 21 de novembro, Yanukovych puxado para trás, o que Rybachuk viu como uma traição das promessas do governo. Isso é o que “trouxe as pessoas para as ruas”, disse à Kyiv Post. “É necessário para chegar a isso.”

Euromaidan se tornaria um “cão de guarda enorme”, colocando pressão sobre o governo para assinar a associação e de comércio livre acordo com a UE, disse ele. “Vamos ver o que o governo ucraniano faz, e ter certeza que ele faz o que tem de fazer.”

É aí que a segunda Revolução Laranja do Departamento de Estado começou. No meu próximo artigo, vou mostrar para onde foi de lá e por quê.


Um veterano da Berkeley Movimento Free Speech e da Nova Esquerda mensais Baluartes, Steve Weissman viveu por muitos anos em Londres, trabalhando como produtor escritor de revistas e televisão. Ele agora vive e trabalha na França, onde ele está pesquisando um novo livro, “Big Money eo Estado Corporativo: Como os bancos globais, empresas e especuladores regra e Como quebrar nonviolently seu domínio.”

Las reformas de Obama en la NSA no convencen en EEUU

19 jan

Las reformas de Obama en la NSA no convencen en EEUU

18 ENERO 2014 

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Las reformas en la Agencia de Seguridad Nacional (NSA) anunciadas ayer por el presidente de EE.UU., Barack Obama, no han convencido en su país, donde legisladores demócratas y republicanos, las empresas tecnológicas y los grandes medios las han considerado poco concretas.

Obama, que defendió ayer en un esperado discurso el equilibrio entre seguridad y privacidad, no ha logrado satisfacer ni a los unos ni a los otros: ni a quienes piden mantener intactos los programas de espionaje de la NSA para evitar ataques a EE.UU. ni a los que creen que éstos han ido demasiado lejos.

El Congreso, a quien Obama ha dejado la última palabra en este asunto, será por tanto un terreno nada fácil de conquistar para el presidente, pues legisladores de todas las tendencias se han mostrado críticos con sus propuestas sobre la NSA.

El presidente de la Cámara de Representantes, el republicano John Boehner, dijo que Obama “no ha sabido explicar de manera adecuada la necesidad de esos programas”.

“La Cámara analizará toda reforma legislativa propuesta por la Administración. Pero no minaremos la integridad operativa de estos programas cruciales que han ayudado a mantener a EE.UU. seguro”, sentenció.

Los dos grandes cambios propuestos por Obama son el fin del espionaje a mandatarios de países aliados y reformas en la vigilancia telefónica de la NSA, entre ellas que el Gobierno deje de controlar esos datos y que sea una corte especial la que autorice su acceso.

La senadora demócrata Dianne Feinstein y el legislador republicano Mike Rogers subrayaron en un comunicado conjunto que la recolección de datos de la NSA es “legal y efectiva”, y pidieron a la Casa Blanca que envíe al Congreso sus propuestas en “lenguaje legislativo” para poder pronunciarse sobre ellas.

Más crítico fue el senador republicano Marco Rubio, que suena como posible candidato a las elecciones de 2016, al asegurar que “algunas de las propuestas del presidente han ido demasiado lejos”.

Además del Congreso, otro de los actores principales en este debate es el sector tecnológico del país, que se puso en pie de guerra después de que las revelaciones del exanalista de la NSA Edward Snowdensobre el espionaje en EE.UU. erosionaran la confianza de los usuarios nacionales y extranjeros.

Google, Microsoft, Facebook, Yahoo y otras compañías publicaron una declaración conjunta tras conocer las propuestas de Obama en la que consideran que “faltan por abordar detalles cruciales sobre este asunto”.

“Deben darse además pasos adicionales en otros importantes temas, por lo que continuaremos trabajando con la Administración y el Congreso para mantener el impulso y abogar por reformas en la línea de los principios que detallamos en diciembre”, añadieron.

Más contundente fue Alex Fowler, el director de políticas globales de Mozilla, creadora del navegador Firefox, quien defendió que “Internet merece más”.

“Sin un cambio significativo, Internet continuará por un camino que lleva a la desconfianza, muy distinto de sus orígenes de apertura y oportunidad”, agregó.

Las reformas anunciadas ayer por el presidente Obama tampoco contentaron a las principales cabeceras de la prensa del país, que en líneas generales las consideraron insuficientes y poco precisas.

El New York Times dedica a este tema un crítico editorial en el que califica los cambios propuestos por el presidente como “frustrantemente escasos en lo específico y vagos en su implementación”.

“Una de sus mayores omisiones fue su negativa a reconocer que ni su discurso ni todos los importantes cambios en la NSA que él defiende ahora habrían ocurrido sin las revelaciones de Snowden, que continúa en el exilio y bajo la amenaza de décadas en prisión si vuelve a su país”, opina el prestigioso rotativo.

El influyente The Wall Street Journal considera que Obama intentó “contentar a todos de manera retórica” y critica que algunas de sus nuevas propuestas “harán muy poco por la privacidad y quizás hagan el país menos seguro”.

Asimismo, The Washington Post estima que el presidente ha abordado la reforma desde una “estrecha definición de lo que es el espionaje” y el USA Today sentencia que “se ha quedado corto” en los cambios en la NSA.

(Tomado de El Diario, de España)

Por que o novo projeto de Glenn Greenwald é importante

14 dez

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Por Henry Farrell em 22/10/2013 na edição 769

Tradução de Jô Amado, edição de Leticia Nunes. Informações de Henry Farrell [“Why Glenn Greenwald’s new media venture is a big deal”, Washington Post, 17/10/13]

Glenn Greenwald, que publicou muitos dos principais furos sobre os vazamentos de Edward Snowden, está saindo do Guardian e começando um novo empreendimento jornalístico com os veteranos jornalistas Laura Poitras e Jeremy Scahill, do semanário The Nation. A iniciativa é patrocinada por Pierre Omidyar, fundador do site eBay, que disse estar preparado para investir mais de 250 milhões de dólares no novo projeto.

Isso é uma grande notícia para o jornalismo. E também é uma grande notícia para quem se interessa na relação entre a tecnologia da informação e a política. Martha Finnemore e eu esboçamos um texto, há uns dois anos, sobre como as organizações do tipo do WikiLeaks estavam mudando a relação entre conhecimento, política e hipocrisia. Nossas ideias sobre hipocrisia desembocaram num artigo sobre as verdadeiras consequências dos vazamentos de Snowden que vai ser publicado na próxima edição da revista Foreign Affairs. E nossas ideias sobre conhecimento e política talvez digam alguma coisa sobre as consequências deste novo empreendimento (mas tenham paciência comigo; nossa argumentação é um pouco complicada).

Essencialmente, nós achamos que boa parte dos comentários sobre o WikiLeaks e as revelações de Snowden está errada. A maioria das pessoas acha que o WikiLeaks, Snowden etc são politicamente importantes porque revelam informações confidenciais até então desconhecidas. Muitos dos defensores do WikiLeaks – e isso, inicialmente, incluía o próprio Julian Assange – achavam que, ao revelar informações que o governo pretendia esconder, a organização mudaria a política e contribuiria para a deposição de regimes corruptos. E, na verdade, os críticos de Snowden e do WikiLeaks concordam com isso – eles alegam que os EUA (e talvez o mundo) foram feridos ao serem reveladas informações que deveriam continuar secretas.

Quando a informação se torna conhecimento

Nenhum deles tem razão. Assim como nem o WikiLeaks nem Snowden revelaram alguma informação surpreendente ou prejudicial. Os governos europeus e sul-americanos já sabiam que os EUA os espionavam. É claro que a China tinha consciência de que agências norte-americanas estavam tentando invadir seus sistemas. Por outro lado, a esperança inicial de Assange – que mudaria o mundo ao publicar informações prejudiciais – revelou-se sem fundamento algum. O WikiLeaks passou por uma grande frustração tentando conseguir que alguém (exceto blogueiros) desse atenção a suas primeiras revelações. Ninguém parecia se preocupar com isso.

O motivo do por quê é importante. Existe informação demais para que a maioria das pessoas possa prestar atenção – muito menos, decidir se acreditam ou não. Portanto, a maioria das pessoas confia em outras instituições, como as organizações jornalísticas, que lhes digam quais as informações que merecem atenção. As pessoas não só deixam de dar atenção às informações antes que estas sejam reconhecidas por uma instituição de autoridade, como as transformam, pois todo mundo sabe que todo mundo está prestando atenção a elas. E aí as coisas deixam de ser informações e passam a ser conhecimento – fatos aceitos, de maneira geral, que as pessoas usam para construir sua compreensão daquilo que todo mundo sabe sobre política.

Jornais bem montados, como o New York Times, o Washington Post e o Financial Times, desempenham um papel sociológico fundamental ao decidirem qual a informação que é importante e confiável e qual não é. Quando um desses jornais publica uma informação, ela é legitimada como conhecimento – o que as próprias pessoas não só irão provavelmente levar a sério, como terão que levar a sério porque sabem que outras pessoas estão levando a sério. Os governos da União Europeia sabiam perfeitamente que os EUA vinham violando suas comunicações (e se você tivesse acesso a fontes especializadas, também o saberia). Entretanto, esses governos consideraram politicamente mais conveniente desconhecer a espionagem norte-americana do que fazer um espalhafato. Quando essa informação se tornou conhecimento – quando foi publicada e tratada como informação oficial pelos principais jornais –, ficou impossível continuar a desconhecê-la.

Parceria com a imprensa

Assange e o WikiLeaks descobriram uma versão disto há bastante tempo. Foi por isso que começaram a trabalhar em conjunto com jornais importantes, como o Guardian e o New York Times – pois somente dessa maneira conseguiam atrair uma atenção sistemática para a informação que revelavam, transformando-a num conhecimento aceito por todos. Nada tem de surpreendente, entretanto, que essa relação tenha se tornado difícil. Os jornais – mesmo os pioneiros – têm relações políticas com os governos, que os deixam nervosos por publicar (e, portanto, validar) alguns tipos de informações. Isso também ajuda a explicar a grosseria que muitos jornalistas têm para com Greenwald. Embora reconheçam que ele revelou muito furos valiosos, não o veem vinculado às mesmas regras a que obedecem.

Por um lado, pessoas como Assange, Greenwald e Snowden precisam de jornais ou veículos de mídia semelhantes. Sem um tal veículo, ficam falando sozinhos. Por outro lado, e justamente porque os jornais desempenham um papel essencial em validar o conhecimento, eles têm relações complicadas com governos e políticos. Isso os leva a ações que pessoas como Assange e Greenwald provavelmente veem como concessões ao poder.

E é por isso que este novo empreendimento é tão interessante. Provavelmente irá desenvolver-se como uma empresa jornalística séria. Um capital de 250 milhões de dólares pode contratar gente muito boa. A iniciativa tem o potencial para tornar-se uma fonte de informação que pode transformar informação em conhecimento. No entanto, não parece que venha a estar vinculada aos tipos de relações políticas nas quais está embutida a maioria dos jornais. A Columbia Journalism Review ressalta bem esse aspecto quando descreve o empreendimento como o semanário de I.F. Stone, caso este tivesse contado com o pródigo patrocínio de um bilionário amigo.

Conhecimento público sem as velhas regras

Se a iniciativa der certo, é provável que mude a relação entre informação, conhecimento e política de maneiras bastante interessantes. O mais óbvio é que torne ainda mais difícil para o governo norte-americano o controle da política de vazamentos por meio de pressões sobre os jornais para que não publiquem matérias que entende como prejudiciais ao interesse nacional. A esse respeito, Bill Keller, ex-editor-chefe do New York Times, diz o seguinte:

“A tensão entre nossa obrigação de informar e a obrigação do governo de proteger obedece a uma série de rituais. Como escreveu um de meus antecessores no cargo, Max Frankel, “para a grande maioria dos ‘segredos’, desenvolveu-se entre o governo e a imprensa (e o Congresso) uma regra muito simples: o governo esconde o que pode, alegando necessidade enquanto o consiga fazer, e a imprensa bisbilhota tudo o que pode, alegando necessidade e direito à informação. Cada lado neste ‘jogo’ ‘ganha’ ou ‘perde’ uma ou duas jogadas. Cada um luta com as armas de que dispõe. Quando o governo perde um ou dois segredos, ajusta-se, simplesmente, a uma nova realidade.”

É difícil imaginar que Greenwald (ou Laura Poitras) tenha interesse em envolver-se nestes rituais. Se os governos começarem a perder o controle sobre o conhecimento público na era da informação, certamente não será porque a informação “quer ser livre”. Será devido à criação de novos empreendimentos como este, que criam conhecimento público sem aderir às velhas regras de como o governo tem voz na decisão sobre o que vai e o que não vai ser publicado.

Henry Farrell é professor de Ciência Política e Assuntos Internacionais na Universidade George Washington. Além de seu trabalho acadêmico, ele já contribuiu com as publicações Foreign Affairs, Foreign Policy, Financial Times, Democracy, Washington Monthly e The American Prospect

 

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ALERTA: EUA E que o rodeia todas as bases militares 76 AMÉRICA LATINA E CARIBE

30 set

Sob o pretexto de combate ao tráfico de drogas Forças Especiais do país norte-venture para a América Latina. Você está 76 bases militares em torno da América Latina e do Caribe.

De acordo com um relatório do Centro de Política Internacional (CIP), o Grupo de Trabalho sobre a América Latina (LAWGEF) eo Escritório de Washington sobre a América Latina (Wola), sob o pretexto de defender as políticas de segurança para a região e a luta contra o narcotráfico, EUA cada vez mais utilizados os comandos especiais para treinamento e trabalho de inteligência em solo sul-americano.

Este posicionamento estratégico militar dinâmica responde a mesma intenção que os Estados Unidos usaram como desculpa na questão das armas de destruição em massa no Irã e agora a Síria. Só neste caso é mais assustador, porque de acordo com o relatório, uma vez em território latino-americano, e recolher informação secreta a partir de pontos estratégicos, os militares gringos se familiarizar com as peculiaridades de cada lugar, da cultura e funcionários-chave países em que eles poderiam operar mais tarde.

Muitos cientistas políticos, especialistas, pensadores críticos que vêem claramente como instalações dos EUA na América Latina não são para controlar o tráfico de drogas, mas para espionar.

Pablo Ruiz, membro de Observadores Escola das Américas, disse que o caso especial que ocorre no Peru, um país com um governo desenvolve política de direita é aliado dos Estados Unidos, onde de acordo com as queixas dos agricultores da região Cusco, sua propriedade foi desapropriada para a construção de um aeródromo militar para combater as drogas com a ajuda dos Estados Unidos.
ativista Pablo Ruiz, disse que os EUA tem uma forte presença “governos que são pró-americano” militares, Panamá, Peru, Chile e México.

Além disso, Ruiz afirmou que “estas bases militares são usados ​​para espionar contra países. ‘S A justificativa para militarizar a América Latina com outros propósitos ocultos. EUA treina oficiais latino-americanos no Peru sob a mesma doutrina e sob o lógica do Comando Sul dos EUA para tentar semear a suposta luta contra o terrorismo “, mas sublinhou que” a guerra contra as drogas tem sido um fracasso no México e será certamente no Peru “.

Mesmo o filósofo, sociólogo e cientista político Atilio Boron, deixou sua advertência sobre o assunto: “Temos de nos preparar. Para algo que tem sido cercado por bases militares. ”

Boron insistiu que “vem da água, vem do petróleo” em uma entrevista que foi realizada recentemente por ocasião da 68 Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas.

Está se tornando cada vez mais claro que a interferência externa dos EUA entra em declínio após as gafes, onde a questão da ameaça de guerra para a Síria, sob as mesmas desculpas sempre enseada já não crenças de ninguém. Ninguém come a história que o North Country tem altruísta em suas ações ao redor do mundo, mais e mais povos insurgentes, como seria o comandante Chávez, e até mesmo representantes da direita política reconhecida.

Isto é o que é conhecido como “a lei da queda dos impérios”, onde os processos mais violentos ocorreram durante a decadência do mesmo.

Neste sentido, o cientista político argentino disse Estratégia Yankee “, de modo que eles estão olhando para ele em torno da Aliança do Pacífico para ver se enfraquecer Unasul se a Argentina se isolar espionando Brasil. Eles estão vendo como consertar a situação que consideram ideal, que é a situação que tinha América Latina final do ano 50 dC “.

Nesse sentido, o doutor em ciência política pela Universidade de Harvard, Atilio Boron, disse que mesmo “os teóricos mais importantes do direito norte-americano, todos reconhecem que se iniciou uma fase de declínio do poder global dos Estados Unidos” e portanto, “tornar-se mais belicoso”.

Assim, a cada dia, o mundo está expondo as políticas hegemônicas dos Estados Unidos, fazendo com que as políticas visíveis e neocolonial de olho como militarme é o posicionamento em torno da área com mais recursos naturais, água, petróleo, gás, minerais estratégicos, alimentos, biodiversidade , América Latina, um continente que tem um grande potencial.

http://laiguana.tv/noticias/2013/09/28/8668/ALERTA-ESTADOS-UNIDOS-YA-TIENE-76-BASES-MILITARES-RODEANDO-TODA-AMERICA-LATINA-Y-EL-CARIBE.html

Todas as guerras dos Estados Unidos – Parte III

20 set

Todas as guerras dos Estados Unidos – Parte III

Terceira e última parte dedicada às guerras dos Estados Unidos.
Esta é a vez das operações encobertas desde o fim da Guerra Fria até hoje.

As acções encobertas: 1964 – 1986

1992-1995: Iraque

Saddam Hussein

De acordo com ex-agentes da intelligence dos EUA entrevistados pelo The New York Times, a CIA orquestrou uma campanha de bombas e sabotagem entre 1992 e 1995 no Iraque, através de uma das organizações revoltosas, o Iraqi National Accord, liderado por Iyad Allawi. A campanha não teve efeito na tentativa de derrubar o governo de Saddam Hussein.

De acordo com o governo iraquiano na época e com o testemunho do ex-agente da CIA Robert Baer, a campanha de bombardeios contra Bagdad incluiu tanto o governo quanto alvos civis: um cinema e um atentado contra um autocarro escolar (o que provocou a morte de estudantes). Iyad Allawi foi depois nomeado primeiro-ministro interino pela coligação internacional liderada pelos EUA que invadiu o Iraque em 2003.

1993: Guatemala

Em 1993, a CIA ajudou a derrubar o governo de Jorge Serrano Elías. Jorge, então, tentou um segundo golpe, suspendeu a constituição, dissolveu o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, instituiu a censura. Foi substituído por Ramiro de León Carpio.

2000: Sérvia 

Os Estados Unidos são acusados de ter feito esforços secretos para derrubar o socialista Slobodan Milosevic na Sérvia, durante e após os eventos da Guerra do Kosovo. A Revolução de 5 de Outubro removeu Milošević e instalou um governo pró-ocidental que permitiu a extradição de Milosevic e outros suspeitos de crimes de guerra.

2001: Afeganistão

Em 2001, as unidades da Special Activities Division (Divisão de Actividades Especiais, SAD) da CIA foram as primeiras forças norte-americanas a entrar no Afeganistão. Organizaram a Aliança do Norte para a chegada posterior das novas forças das expedição internacional. O plano da invasão do Afeganistão foi desenvolvido pela CIA e foi a primeira vez na história dos Estados Unidos que uma operação militar tão importante foi planeada pela central da intelligence.

2002: Venezuela 

Pedro Carmona

Em 2002, Washington foi acusada de ter aprovado e apoiado um golpe contra o governo venezuelano. Os golpistas, incluindo Pedro Carmona, o homem instalado durante o golpe como o novo presidente, visitaram a Casa Branca meses e semanas antes do golpe.

Sempre segundo as acusações, os EUA também financiaram os grupos da oposição no ano que antecedeu ao golpe, centenas de milhares de Dólares teriam sido canalizados em doações dos EUA para os grupos de oposição, incluindo os grupos trabalhistas cujos protestos desencadearam o golpe. Os fundos, alegadamente, foram fornecidos pela National Endowment for Democracy (NED), uma organização sem fins lucrativos. Oficiais da administração Bush e fontes anónimas reconheceram a reunião com alguns dos golpistas nas semanas que antecederam o 11 de Abri (data do golpe), mas negaram veementemente o suporte directo. O relatório do Gabinete do Inspector-Geral do Departamento de Estado dos Estados Unidos não encontrou nenhuma irregularidade acerca do assunto, nem nos ficheiros da embaixada dos EUA na Venezuela..

2002-2003: Iraque 

Tal como na invasão do Afeganistão do ano anterior, equipas da SAD foram as primeiras forças norte-americanas a entrar no Iraque, em Julho de 2002. Uma vez no território, prepararam as condições para a chegada das Forças Especiais do Exército dos EUA.

As equipas SAD realizaram missões atrás das linhas inimigas para identificar alvos, tal como greves contra o regime. Ataques contra generais iraquianos foram bem sucedidos e degradou significativamente a capacidade de comando dos iraquianos. Oficiais da SAD também foram bem sucedidos em convencer elementos-chave do exército iraquiano a entregar as suas unidades uma vez que a luta começou.

2004: Haiti

A revolta contra o governo do presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide foi alegadamente apoiada pelos Estados Unidos: Aristide afirma que foi fisicamente retirado do País pelo pessoal dos EUA, contra a sua vontade.

2005-hoje: Irão

O presidente George W. Bush autorizou a CIA a empreender operações encobertas no Irão, num esforço para desestabilizar o governo local. Um artigo de 2005 do The New York Times afirmou que a administração Bush estava a aumentar os esforços para influenciar a política interna do Irão, com a ajuda de grupos pró-democracia exteriores e da oposição interior. Funcionários do governo (não identificados) afirmaram que o Departamento de Estado também estava a estudar dezenas de propostas para investir 3 milhões de Dólares “para o benefício dos iranianos que vivem dentro do Irão”.

Em 2006, o Congresso dos Estados Unidos aprovou o Iran Freedom and Support Act (Lei de Liberdade e Suporte para o Irão), que canalizou 10 milhões de Dólares para os grupos de oposição ao governo iraniano.
Em 2007, a ABC News relatou que o presidente Bush havia autorizado uma operação secreta de 400.000.000 de Dólares para criar instabilidade no Irão. De acordo com o The Daily Telegraph, a CIA também prestou apoio a uma organização militante sunita chamada Jundullah, que lançou ataques contra o Irão a partir de bases no Paquistão. O The New Yorker alegou que os EUA forneceram fundos e treino para a People’s Mojahedin Organization of Iran e o Party for a Free Life in Kurdistan, ambos grupos militantes de oposição ao atual governo iraniano. Até 2012, o Departamento de Estado dos EUA considerava a People’s Mojahedin Organization of Iran como uma organização terrorista.

2006-2007: Somália

Embora os Estados Unidos sempre tiveram um particular interesse na Somália, só no início de 2006 a CIA começou um programa de financiamento em favor duma coligação anti-islâmica de “senhores da guerra”. Isto envolveu a CIA para canalizar os pagamentos de centenas de milhares de Dólares para a aliança para aAlliance for the Restoration of Peace and Counter-Terrorism, adversária da Islamic Court Union.

2006-hoje: Faixa de Gaza

Depois de vencer as eleições legislativas em 2006, Hamas e Fatah formaram a Autoridade Palestina, o governo de unidade nacional de 2007 liderado por Ismail Haniya. Em Junho do mesmo ano, Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza e os elementos do Fatah removidos, mas as autoridades americanas prometeram continuar a financiar esta última com 84 milhões Dólares, na tentativa de melhorar a capacidade de combate da Guarda Presidencial Abbas leal ao Fatah. Os EUA justificaram-se afirmando que a ajuda era “não-letal”, consistindo em treino, uniformes e materiais bem como o pagamento de infra-estruturas.

2011: Líbia
2012: Somália

Esta é história dos nossos dias.

Ipse dixit.

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