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QUEM É VIOLENTO

25 maio

brasilia

QUEM É VIOLENTO

Trabalhadores massacrados no Pará.

Manifestantes reprimidos em Brasília.

Servidores brutalizados no Rio.

Dependentes químicos atacados em São Paulo.

As polícias fora de controle, ferindo e matando em nome da “ordem pública”.

Agora o exército contra o povo.

É o Estado de Direita, liderado por um corrupto apanhado em flagrante e apoiado por políticos de aluguel, mídia venal, empresariado escravista e classes médias idiotizadas.

É a ditadura de volta,

brutal como sempre,

cínica como nunca.

Por Gabriel Priolli –

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Vannuchi: ‘Melar a Copa pode ser motivo da postura de Alckmin com metroviários’

10 jun
Analista diz que governo tucano agiu pensando em segmento da população ‘órfão do período ditatorial’ em contraposição ao ‘exemplo democrático’ utilizado pelo governo federal com o MTST
por Redação RBA publicado 10/06/2014 14:44, última modificação 10/06/2014 15:47


 
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Alckmin acionou PM para reprimir trabalhadores e se negou a readmitir metroviários com volta ao trabalho

São Paulo – Para o analista político Paulo Vannuchi, a intransigência do governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), na negociação com os metroviários, indica interesse político em “melar” a inauguração da Copa do Mundo. Ele aponta ainda que a truculência policial contra a greve é reflexo da defesa do eleitorado “órfão da ditadura” que o tucano representa, em contraponto à postura de diálogo que o governo federal adotou com as demandas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

“A dúvida que fica é se haveria algum interesse do governo de São Paulo escondido em melar a festa da Copa para poder emanar o brilho durante o evento que acaba sendo do governo federal, da presidenta Dilma.”

Vannuchi considera que, embora Alckmin não seja diretamente vinculado a períodos ditatoriais, é uma liderança política que se tornou herdeira do segmento da sociedade que pede mais repressão, ordem e disciplina e que, em vésperas de eleições, o tucano não quer correr o risco de perder esse eleitorado. “O que o governo tucano fez nas negociações com os grevistas? ‘Não vamos recuar’. Talvez pensando nesse segmento da população, que é órfão do período ditatorial, que, na hora da eleição, tende a votar em Geraldo Alckmin”, pontuou, recordando que o tucano não aceitou nem mesmo readmitir os 42 metroviários demitidos ontem (9), apesar do compromisso da categoria de voltar ao trabalho.

Segundo o comentarista, o governo federal tem 48 horas para tentar dialogar e pressionar o governo estadual para negociar com os metroviários. “O Conlutas não é o poder público. O poder público em São Paulo é Geraldo Alckmin e está com a palavra para responder se vai seguir o exemplo democrático de diálogo, acordo e intermediação que o governo federal acaba de fazer com os sem-teto ou se vai persistir e lembrar, mais uma vez, a intransigência da ditadura”, reflete, lembrando as medidas anunciadas pelo governo federal para atender às reivindicações do MTST, principalmente no terreno batizado “Copa do Povo”, próximo à Arena Corinthians, o Itaquerão, na zona leste d capital.

Vannuchi acredita que há duas conduções políticas para lidar com os movimentos – a do diálogo, ou a policial, “das balas, do processo, e da demissão”. O analista também questiona a estratégia de greve da CSP-Conlutas, central sindical que representa os metroviários, ligada ao PSTU. Na opinião dele, a ação tem a intenção política de abalar o evento, levando em conta que a data-base para reajuste salarial da categoria seria em 1º de maio e a greve ocorreu perto da abertura da Copa.

“Fazer a greve chegar às vésperas do 12 de junho, da abertura da Copa do Mundo no Brasil, tem um evidente toque político, em que a direção dos metroviários entendeu que isso era bom, pois aumentava o poder de pressão.”

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