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Não. Não é que você não tenha bandido de estimação.Por Vinicius Tavares

21 maio

 

eleitores de aécim

Não. Não é que você não tenha bandido de estimação.

Você votou no Aécio sabendo que ele era ladrão.

Afinal de contas, em 2014, já abundavam denúncias contra ele, notadamente em Furnas e no governo de Minas.

O Google e as redes sociais não te permitem esquivar-se desta responsabilidade.
Você fez vista grossa!

Você aplaudiu a ascensão do Cunha à presidência da Câmara apesar da notória e extensa folha corrida dele.
E depois de deflagrado o processo de impeachment, você passou a tratá-lo com o carinhoso epíteto, veja só!, de “malvado favorito.”
Você foi um dos “milhões de Cunhas”.
Você acoberta todos os desmandos e ilegalidades dos milenaristas de Curitiba.

Você foi pra rua, naquele fatídico 17 de abril de 2016, esperar a derrocada de uma presidente legítima, ao cabo de um processo fajuto, esperando comemorar a ascensão do homem que, hoje, soçobra sob o peso de denúncias de corrupção.

Aliás, não demorou muito pra você perceber a m que fez e, “mandando às favas todos os seus escrúpulos de consciência”, tentar jogar o seu lixo no quintal do vizinho.
Claro!
Pra você, na sua falta de coragem pra assumir o que fez, na sua covardia, quem colocou o temer no poder foram os eleitores da Dilma. Você aprendeu esta fala em alguma página do mbl e a repete ad nauseum com a desfaçatez de fazer corar as penteadeiras dos mais sórdidos prostíbulos.
Este mesmo mbl do qual você compartilha postagens apesar de saber das falcatruas que seus membros andam envolvidos.

Não. Você diz que não tem bandido de estimação mas não se trata mais disso.

O que você não tem é caráter.”

 

Vinicius Tavares

 

 

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Os jornalistas da Globo são tão responsáveis pelo golpe quanto seus patrões. Por Paulo Nogueira

10 maio

A voz dos patrões

 

Minha tolerância com qualquer coisa produzida pela Globo é baixíssima.

Tudo ali me provoca repugnância.

Mas acabei vendo alguns minutos da GloboNews no dia em que Waldir Maranhão anulou, ou tentou anular, a sinistra sessão em que bufões da Câmara aprovaram o golpe.

No pouco que aguentei ver, o que mais me impressionou foram as análises da comentarista Cristiana Lobo.

Ela acredita mesmo nas coisas absurdas que fala? Foi essa a pergunta imediata que me fiz.

Cristiana condenou a instabilidade que Maranhão trouxera para a cena política. Deus. Sob o comando descarado da Globo em que ela trabalha, a oposição vem promovendo uma brutal instabilidade no Brasil desde que Dilma se elegeu para um segundo mandato.

Aécio, o playboy do Leblon que se consagrou como o mais sórdido perdedor da história política nacional, colocou imediatamente em dúvida a lisura das eleições. Chegou a reivindicar, no primeiro grande espasmo golpista, que sua chapa fosse empossada no lugar da encabeça por Dilma e o traidor.

A Globo esteve por trás de todo o processo de desestabilização do governo eleito. Jamais serão esquecidos os circos montados pela emissora a cada etapa em que a Lava Jato perseguia os suspeitos de sempre – os petistas.

Também ficarão na memória as coberturas de protestos contra Dilma, tratados como grandes festas da sagrada família brasileira.

Isso para não falar na criminalização de pedalinhos em intermináveis minutos no Jornal Nacional.

A Globo virou a Veja. Abandonou completamente o jornalismo para se dedicar ao golpe todos os dias e todas as horas.

Com a diferença de que a Veja é uma revista semimorta, e a Globo, monopolista, infesta a cena de mídia nacional com jornais, rádios, emissoras de tevê etc etc.

Em seu cinismo bandido, a Globo fingiu se bater pela moralidade. Logo ela, símbolo da corrupção, uma empresa que faz qualquer coisa para que seus donos mandem no Brasil e, assim, multipliquem uma fortuna pessoal indecente.

A Globo sonega. A Globo paga propina para transmitir Copa do Mundo e outras coisas que lhe trazem um dinheiro colossal. A Globo se encharca de recursos públicos via BNDES. A Globo é um monstro moral.

E se faz de virgem.

Os jornalistas da Globo, no golpe em curso, contribuíram decisivamente para a causa abjeta dos patrões.

Um caso exemplar é o de Erick Bretas, que se fantasiou de Sérgio Moro no Facebook para defender histericamente o golpe. Não é a única fantasia de Bretas: ele também se vestiu e se veste de jornalista.

Não é apenas a Globo que deve ser combatida impiedosamente pela sociedade pelos males que fez, faz e fará contra o país.

Também seus jornalistas devem receber o justo castigo por ajudarem a transformar o Brasil num imenso, num desolador Paraguai.

Ou o Brasil acaba com a Globo ou a Globo acaba com o Brasil. Os Marinhos sempre tramarão para que sejamos uma república dos plutocratas, desigual, em que uns poucos tenham muito para que a imensa maioria divida o resto.

O bilionário Jorge Paulo Lemann disse que o Brasil jamais será estável enquanto houver desigualdade.

Acrescentemos: e jamais será iguialitário enquanto existir a Globo.

Uma das raras coisas boas dessa crise é que nunca isto ficou tão claro.

A Globo boicotou a democracia a cada instante neste golpe. Ela tem que ser combatida nesta mesma medida: a cada minuto, compreendidos aí os Marinhos e seus cúmplices jornalistas.

 

Por Paulo Nogueira – DCM (Diário do Centro do Mundo )

Entrevista de Glenn Greenwald – CNN

21 abr

Porque o Sen. Aloysio Nunes foi a Washington um dia depois da votação do impeachment?

19 abr

Porque o Sen. Aloysio Nunes foi a Washington um dia depois da votação do impeachment_

A CÂMARA DOS DEPUTADOS do Brasil votou a favor da admissibilidade do impeachment da presidente do país, Dilma Rousseff, encaminhando o processo de afastamento para o Senado. Em um ato simbólico, o membro da casa que deu o voto favorável nº 342, mínimo para admitir o processo, foi o deputado Bruno Araújo, mencionado em um documento que demonstra que ele teria recebido fundos ilegais de uma das principais empreiteiras envolvidas no atual escândalo de corrupção do país. Além disso, Araújo pertence ao partido de centro-direita PSDB, cujos candidatos perderam quatro eleições seguidas contra o PT, de esquerda moderada, partido de Rousseff, sendo a última delas há apenas 18 meses atrás, quando 54 milhões de brasileiros votaram pela reeleição de Dilma como presidente.

Esses dois fatos sobre Araújo sublinham a natureza surreal e sem precedentes do processo que ocorreu ontem em Brasília, capital do quinto maior país do mundo. Políticos e partidos que passaram duas décadas tentando — e fracassando — derrotar o PT em eleições democráticas encaminharam triunfalmente a derrubada efetiva da votação de 2014, removendo Dilma de formas que são, como o relatório do The New York Times de hoje deixa claro, na melhor das hipóteses, extremamente duvidosas. Até mesmo a revista The Economist, que há tempos tem desprezado o PT e seus programas de combate à pobreza e recomendou a renúncia de Dilma, argumentou que “na falta da prova de um crime, o impeachment é injustificado” e “parece apenas um pretexto para expulsar um presidente impopular. ”

Os processos de domingo, conduzidos em nome do combate à corrupção, foram presididos por um dos políticos mais descaradamente corruptos do mundo democrático, o presidente da Câmara Eduardo Cunha (em cima, ao centro) que teve milhões de dólares sem origem legal recentemente descobertos em contas secretas na Suíça, e que mentiu sob juramento ao negar, para os investigadores no Congresso, que tinha contas no estrangeiro. O The Globe and Mail noticiou ontem dos 594 membros da Câmara, “318 estão sob investigação ou acusados” enquanto o alvo deles, a presidente Dilma, “não tem nenhuma alegação de improbidade financeira”.

Um por um, legisladores manchados pela corrupção foram ao microfone para responder a Cunha, votando “sim” pelo impeachment enquanto afirmavam estarem horrorizados com a corrupção. Em suas declarações de voto, citaram uma variedade de motivos bizarros, desde “os fundamentos do cristianismo” e “não sermos vermelhos como a Venezuela e Coreia do Norte” até “a nação evangélica” e “a paz de Jerusalém”. Jonathan Watts, correspondente do The Guardian, apanhou alguns pontos da farsa:

Sim, votou Paulo Maluf, que está na lista vermelha da Interpol por conspiração. Sim, votou Nilton Capixaba, que é acusado de lavagem de dinheiro. “Pelo amor de Deus, sim!” declarou Silas Câmara, que está sob investigação por forjar documentos e por desvio de dinheiro público.

É muito provável que o Senado vá concordar com as acusações, o que resultará na suspensão de 180 dias de Dilma como presidente e a instalação do governo pró-negócios do vice-presidente, Michel Temer, do PMDB. O vice-presidente está, como o The New York Times informa, “sob alegações de estar envolvido em um esquema de compra ilegal de etanol”. Temer recentemente revelou que um dos principais candidatos para liderar seu time econômico seria o presidente do Goldman Sachs no Brasil, Paulo Leme.

Se, depois do julgamento, dois terços do Senado votarem pela condenação, Dilma será removida do governo permanentemente. Muitos suspeitam que o principal motivo para o impeachment de Dilma é promover entre o público uma sensação de que a corrupção teria sido combatida, tudo projetado para aproveitar o controle recém adquirido de Temer e impedir maiores investigações sobre as dezenas de políticos realmente corruptos que integram os principais partidos.

 

OS ESTADOS UNIDOS têm permanecido notavelmente silenciosos sobre esse tumulto no segundo maior país do hemisfério, e sua postura mal foi debatida na grande imprensa. Não é difícil ver o porquê. Os EUA passaram anos negando veementemente qualquer papel no golpe militar de 1964 que removeu o governo de esquerda então eleito, um golpe que resultou em 20 anos de uma ditadura brutal de direita pró-EUA. Porém, documentos secretos e registros surgiram, comprovando que os EUA auxiliaram ativamente no planejamento do golpe, e o relatório da Comissão da Verdade de 2014 no país trouxe informações de que os EUA e o Reino Unido apoiaram agressivamente a ditadura e até mesmo “treinaram interrogadores em técnicas de tortura.”

epa04149938 Legislator Jair Bolsonaro, who supports the dictatorship, participates in a session held at Chamber of Legislators in Brasilia, Brazil, 01 April 2014. Brazilian Chamber of Legislators abruptly stoped the session in rejection of the 50 year anniversary of the military coup at the moment that Bolsonaro wanted to start his speech. Members of Parliament jeered at him and turned their backs in way of protest.  EPA/FERNANDO BIZERRA JR. (Newscom TagID: epalive129917.jpg) [Photo via Newscom]

Dep. Jair Bolsonaro

Photo: Fernando Bizerra/EPA/Newscom

O golpe e a ditadura militar apoiadas pelos EUA ainda pairam sobre a controvérsia atual. A presidente Rousseff e seus apoiadores chamam explicitamente de golpe a tentativa de removê-la. Um deputado pró-impeachment de grande projeção e provável candidato à presidência, o direitista Jair Bolsonaro (que teve seu perfil traçado por The Intercept no ano passado), elogiou ontem explicitamente a ditadura militar e homenageou o Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe de tortura da ditadura (notavelmente responsável pela tortura de Dilma). Filho de Bolsonaro, Eduardo, também na casa, afirmou que estavadedicando seu voto pelo impeachment “aos militares de ’64”: aqueles que executaram o golpe e impuseram o poder militar.

A invocação incessante de Deus e da família pelos que propuseram o impeachment, ontem, lembrava o lema do golpe de 1964: “Marcha da Família com Deus pela Liberdade.” Assim como os veículos de comunicação controlados por oligarquias apoiaram o golpe de 1964, como uma medida necessária contra a corrupção da esquerda, eles estiveram unificados no apoio e na incitação do atual movimento de impeachment contra o PT, seguindo a mesma lógica.

Por anos, o relacionamento de Dilma com os EUA foi instável, e significativamente afetado pelas declarações de denúncia da presidente à espionagem da NSA, que atingiu a indústria brasileira, a população e a presidente pessoalmente, assim como as estreitas relações comerciais do Brasil com a China. Seu antecessor, Lula da Silva, também deixou de lado muitos oficiais norte-americanos quando, entre outras ações, juntou-se à Turquia para negociar um acordo independente com o Irã sobre seu programa nuclear, enquanto Washington tentava reunir pressão internacional contra Teerã. Autoridades em Washington têm deixado cada vez mais claro que não veem mais o Brasil como seguro para o capital.

Os EUA certamente têm um longo — e recente — histórico de criar instabilidade e golpes contra os governos de esquerda Latino-Americanos democraticamente eleitos que o país desaprova. Além do golpe de 1964 no Brasil, os EUA foram no mínimo coniventes com a tentativa de depor o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em 2002; tiveram papel central nadestituição do presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide em 2004; e a então Secretária de Estado, Hillary Clinton, prestou apoio vital para legitimar o golpe 2009 em Honduras, apenas para citar alguns exemplos.

Muitos na esquerda brasileira acreditam que os EUA estão planejando ativamente a instabilidade atual no país com o propósito de se livrar de um partido de esquerda que se apoiou fortemente no comércio com a China, e colocar no lugar dele um governo mais favorável aos EUA que nunca poderia ganhar uma eleição por conta própria.

 

EMBORA  NÃO TENHA surgido nenhuma evidência que comprove essa teoria, uma viagem aos EUA, pouco divulgada, de um dos principais líderes da oposição brasileira deve provavelmente alimentar essas preocupações. Hoje — o dia seguinte à votação do impeachment — o Sen. Aloysio Nunes do PSDB estará em Washington para participar de três dias de reuniões com várias autoridades norteamericanas, além de lobistas e pessoas influentes próximas a Clinton e outras lideranças políticas.

O Senador Nunes vai se reunir com o presidente e um membro do Comitê de Relações Internacionais do Senado, Bob Corker (republicano, do estado do Tennessee) e Ben Cardin (democrata, do estado de Maryland), e com o Subsecretário de Estado e ex-Embaixador no Brasil, Thomas Shannon, além de comparecer a um almoço promovido pela empresa lobista de Washington, Albright Stonebridge Group, comandada pela ex-Secretária de Estado de Clinton, Madeleine Albright e pelo ex-Secretário de Comércio de Bush e ex-diretor-executivo da empresa Kellogg, Carlos Gutierrez.

A Embaixada Brasileira em Washington e o gabinete do Sen. Nunes disseram ao The Intercept que não tinham maiores informações a respeito do almoço de terça-feira. Por email, o Albright Stonebridge Group afirmou que o evento não tem importância midiática, que é voltado “à comunidade política e de negócios de Washington”, e que não revelariam uma lista de presentes ou assuntos discutidos.

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O Senador Aloysio Nunes (esquerda) com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (direita) e o Senador José Serra (Foto: Marcos Alves/Agencia O Globo, via AP Images)

Nunes é uma figura da oposição extremamente importante — e reveladora — para viajar aos EUA para esses encontros de alto escalão. Ele concorreu à vice-presidência em 2014 na chapa do PSDB que perdeu para Dilma e agora passa a ser, claramente, uma das figuras-chave de oposição que lideram a luta doimpeachment contra Dilma no Senado.

Como presidente da Comissão de Relações e Defesa Nacional do Senado, Nunes defendeu repetidas vezes que o Brasil se aproxime de uma aliança com os EUA e o Reino Unido. E — quase não é necessário dizer — Nunes foi fortemente apontado em denúncias de corrupção; em setembro, um juiz ordenou uma investigação criminal após um informante, um executivo de uma empresa de construção, declarar a investigadores ter oferecido R$ 500.000 para financiar sua campanha — R$ 300.000 enviados legalmente e mais R$ 200.000 em propinas ilícitas de caixa dois — para ganhar contratos com a Petrobras. E essa não é a primeira acusação do tipo contra ele.

A viagem de Nunes a Washington foi divulgada como ordem do próprio Temer, que está agindo como se já governasse o Brasil. Temer está furioso com o que ele considera uma mudança radical e altamente desfavorável na narrativa internacional, que tem retratado o impeachment como uma tentativa ilegal e anti-democrática da oposição, liderada por ele, para ganhar o poder de forma ilegítima.

O pretenso presidente enviou Nunes para Washington, segundo a Folha, para lançar uma “contraofensiva de relações públicas” e combater o aumento do sentimento anti-impeachment ao redor do mundo, o qual Temer afirma estar “desmoraliz[ando] as instituições brasileiras”. Demonstrando preocupação sobre a crescente percepção da tentativa da oposição brasileira de remover Dilma, Nunes disse, em Washington, “vamos explicar que o Brasil não é uma república de bananas”. Um representante de Temer afirmou que essa percepção “contamina a imagem do Brasil no exterior”.

“É uma viagem de relações públicas”, afirma Maurício Santoro, professor de ciências políticas da UFRJ, em entrevista ao The Intercept. “O desafio mais importante que Aloysio enfrenta não é o governo americano, mas a opinião pública dos EUA. É aí que a oposição está perdendo a batalha”.

Não há dúvida de que a opinião internacional se voltou contra o movimento dos partidos de oposição favoráveis ao impeachment no Brasil. Onde, apenas um mês atrás, os veículos de comunicação da mídia internacional descreviam os protestos contra o governo nas ruas de forma gloriosa, os mesmos veículos agora destacam diariamente o fato de que os motivos legais para o impeachment são, no melhor dos casos, duvidosos, e que os líderes do impeachment estão bem mais envolvidos com a corrupção do que Dilma.

Temer, em particular, estava abertamente preocupado e furioso com adenúncia do impeachment pela Organização de Estados Americanos, apoiada pelo Estados Unidos, cujo secretário-geral, Luis Almagro, disse que estava “preocupado com [a] credibilidade de alguns daqueles que julgarão e decidirão o processo” contra Dilma. “Não há nenhum fundamento para avançar em um processo de impeachment [contra Dilma], definitivamente não”.

O chefe da União das Nações Sul-Americanas, Ernesto Samper, da mesma forma, disse que o impeachment é “um motivo de séria preocupação para a segurança jurídica do Brasil e da região”.

A viagem para Washington dessa figura principal da oposição, envolvida em corrupção, um dia após a Câmara ter votado pelo impeachment de Dilma, levantará, no mínimo, dúvidas sobre a postura dos Estados Unidos em relação à remoção da presidente. Certamente, irá alimentar preocupações na esquerda brasileira sobre o papel dos Estados Unidos na instabilidade em seu país. E isso revela muito sobre as dinâmicas não debatidas que comandam o impeachment, incluindo o desejo de aproximar o Brasil dos EUA e torná-lo mais flexível diante dos interesses das empresas internacionais e de medidas de austeridade, em detrimento da agenda política que eleitores brasileiros abraçaram durante quatro eleições seguidas.

 

ATUALIZAÇÃO: Antes desta publicação, o gabinete do Sen. Nunes informou ao The Intercept que não tinha mais informações sobre a viagem dele à Washington, além do que estava escrito no comunicado de imprensa, que data de 15 de abril. Subsequente à publicação, o gabinete do Senador nos indicou informação publicada no Painel do Leitor (Folha de S. Paulo, 17.04.2016) onde Nunes afirma — ao contrário da reportagem do jornal — que a ligação do vice-presidente Temer não foi o motivo para sua viagem a Washington.

Traduzido por: Beatriz Felix, Patricia Machado e Erick Dau

Foto em cima: deputados brasileiros celebram depois de atingir os votos suficientes para autorizar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, no Congresso em Brasília, 17 de abril de 2016.

Para meus amigos músicos, um adendo.

17 abr

Lula_rio
Para meus amigos músicos que ainda tem dúvida, do que está acontecendo no país, vou deixar uma relação de sites e blogs progressivos nacionais e internacionais para que aja uma consulta nesses sites, que os ajudem a elucidar e principalmente discernir todo esse massivo e dioturno ataque nos noticiários da mídia conservadora(Globo,Veja,Folha/Uol e Estadão) contra o governo Dilma.
Sei como é difícil para a “geração JornalNacional”,aceitar ou acreditar que exista uma outra versão, para o que acontece não somente agora, mas desde Getulio,passando por Jango,Juscelino,Brizola e agora Lula e Dilma.
A história do Brasil nos conta que todos os governos(desde de Vargas até hoje) que ousaram lutar contra a desigualdade social e contra a mãe de todas as desigualdades que é a mídia nacional(braço direito do capital internacional) pagaram um preço muito alto.
Então parafraseando Gregório Duvivier, a geração JornalNacional são vítimas, não golpistas.
Não tem a mínima idéia do que está acontecendo nas profundezas dessa crise.
Vai um atalho.
Não tem nada a ver com corrupção.
Essa infelizmente vai continuar a céu aberto caso o impeachment da presidenta Dilma acontecer.
Os que querem o impeachment(mídia,empresariado,políticos,judiciário e corporações internacionais) não querem acabar com a corrupção pois o combate a tempos está acontecendo nos governos petistas, que deu toda a liberdade e autonomia para a PF, procuradores,judiciário,STF etc.. trabalharem sem nenhuma intromissão.
__Ah mais porque a corrupção só apareceu agora nos governos Lula e Dilma?
__Porque durante a ditadura havia a censura e a mídia(Globo,Folha,Estadão etc..)que apoiava a ditadura e nos governos tucanos de FHC eles engavetavam e blindavam na mídia(Globo e Folha) todos os processos que envolviam os tucanos(que acontecem até hoje).
A própria Lava Jato de Moro é uma farsa pois êles são seletivos:. só valem empresários e políticos que delatarem petistas,mais precisamente Lula e Dilma.
Saiu uma lista enorme de políticos do PSDB (Aécio,Aloysio Nunes,Anastasia,Carlos Sampaio,José Serra,Fernando Henrique,Sergio Guerra e outros) e do PMDB que o probo juiz Moro escondeu , ou melhor, engavetou mesmo, assim como êle fez com o processo do Banestado que envolvia tucanos; Globo simplesmente silenciou ou deu uma notinha de 3 a 5 segundos.
Agora o maior exemplo de que a Lava Jato é uma farsa, é o caso de “Eduardo Cunha” presidente do Congresso Nacional.
Sergio Moro sabia desde 2006 das falcatruas de Cunha, mas precisou um procurador da Suiça explodir com as noticias das contas secretas dele na Suiça.Daí foi só lama; uma atrás da outra e Moro nada, caladinho da silva.
Moro tem a pachorra de perseguir uma velhinha(mãe de Dirceu) de 94 anos, mas não prende a mulher e filha de Cunha que são cumplices em vários crimes.
Daí eu faço a pergunta:.
__Meus amigos músicos, vocês realmente acreditam num processo de impeachment, ou melhor numa paralização da democracia e num tapa na nossa tão jovem Constituição,patrocinado por um SINDICATO DE LADRÕES.( 60% dos políticos da comissão do impeachment estão com problemas na justiça).
E Dilma, nada. Nenhuma mancha na vida dessa grande e guerreira mulher.
Nada,nada.
Então meus amigos, se vocês querem ainda acreditar nos Williams(Bonner e Waack) da vida,na GloboNews,no Bolsonaro, na Folha/Uol,na Band, na Sheherazade,no Olavo de Carvalho ou no Pondé etc.., problema seu.
”Eu tô fora” a muito tempo.
Carlos Roberto Rocha III

Segue abaixo uma lista se Sites e Blogs Progressivos Nacionais e Internacionais 

É só colocar na busca do “UncleGoogle” 

 

Brasil 247__Diario do Centro do Mundo__JornalGGN (Luis Nassif)__

Carta Capital__Carta Maior__ Rede Brasil Atual__Brasil de Fato__

Observatório da Imprensa__Opera Mundi__ Cafezinho__Diplomatique.org.br__Tijolaço__Blog da Cidadania__
Viomundo__Portal Revista Forum__Paulo Moreira Leite__Outras Palavras.net__
Tereza Cruvinel __Janio de Freitas na Folha__Rogerio Cerqueira Leite__

Blog do Miro ____Ricardo Melo (Folha e Portal EBC__)Alex Solnik( Brasil 247)__
Bob Fernandes(TerraBlogs)__Diplo.org.br__Blog do Sakamoto__

Outras Palavras.net_Diplo.org.br__O Escrevinhador-Rodrigo Viana__

__Conversa Afiada( Paulo H. Amorim)_
_Blog do Rovai__Luiz Muller__BR29__ Brasil Debate__Leonardo Boff__
_Conexao jornalismo__ Contexto Livre__Claudia Wallin__Novas Cartas Persas__
_Democracia e Conjuntura__Ligia Deslandes__Marcelo Mirisola Blog__
_Wanderlei Guilerme dos Santos__José Luiz Quadros de Magalhães__
Evandro Carvalho(sobre a China)__Buteco do Edu__

Olho No Texto.wordpress.com_
Zé Dirceu__APublica.org__TVT.Org.br_Adital__Sul21__
Sites Internacionais Progressivos 1

Wikileaks___Moon of Alabama__Voltairenet.org__Actualidad.rt __
Telesurtv.net__The Guardian__TheGuardian.com/uk__Salon.com___
BBC.co.uk/portuguese/__Voltaire Net__NewLeftReview.org__
Sputniknews.com__OrienteMidia.org__The Intercept__
ThisCantBeHappening.net__Gazeta Russa__Counter Punch__
Iran News__Iran.Ru__IPE-Paul Craig Roberts__Asia Times__
What They Say about __NEO New Eastern Outlook__
Steve Lendman Blog__Jornal of Democracy__
Global I.Journalism Network__Axi Sof Logic__
Awd News__Uruknet__Lahaine.org__Bloco.org__Monthly Review.org__
Xatoo__Lenta.ru__The Free Thought Project__Mundo.Sputnik__
RT.com__Sana.Sy__Diario Liberdade__Mondialisation.ca__Global Research.ca__
Nodal.am__Rebelion.org__Esquerda.net__Socialismo-o-Barbarie.org__
La Jornada.Unam.mx__Punto Final.cl__Pagina12__TheRealNewsNetwork__
Activist Post__Antiwar__Boiling Frogs Post__Blacklisted News__
Counter Punch__Global Research.__Land Destroyer__Info Wars__
Tarpley__Tom Dispatch__Foreign Policy Journal__Information Clearing House__
Modern Tokyo Times__

#AbaixoAoFascismo

#NãoVaiTerGolpe

#ForaCunha

#ForaAécio

#ForaTemer

#OPovoNãoÉBoboAbaixoARedeGlobo

Gabeira está gagá?

15 mar

FHC, GABEIRA_SERRA

por Fernando Morais do Facebook BreakNews

Diante da foto patética do fernando gabeira, envelhecido e barrigudo como eu, trepado num caminhão de som e discursando a favor do golpe, em copacabana, alguém aqui no foicebook bradou: “gabeira está gagá!”

Gabeira está gagá?

acho que não. o juízo generoso do internauta desenterrou uma história de amarga memória dos anos 70. não me agrada escrever sobre essas coisas, mas vai que eu morro de uma hora para a outra e isso se esvai na poeira do tempo…

dias após o assassinato de Vladimir Herzog no Doi-Codi, o correspondente da Veja na Bahia, Talvane Guedes da Fonseca, militante do partidão, publicou um artigo num jornal local corroborando a tese dos milicos: Vlado não fora assassinado, mas se suicidara.

A Veja mandou a Salvador o editor Paulo Totti – um dos jornalistas mais dignos que conheci – para averiguar que cazzo havia levado Talvane a escrever tamanha barbaridade. generoso, incapaz de fazer um julgamento apressado a respeito de quem quer que fosse, o gaúcho Totti voltou a São Paulo e, cheio de cuidados, disse a um grupo de jornalistas da revista:
“a única explicação que encontro para o caso é que o Talvane pirou”.

Ao ouvi-lo, Renatão Pompeu obtemperou: “desculpe, Totti, mas pirar pirei eu, que passei oito meses num hospício tomando “haloperidol” na veia todos os dias.

Talvane não pirou.
Talvane é um filho da puta.”

Todo esse relambório hiperbólico é para dizer o seguinte ao caríssimo seguidor do foicebook que acha que o Gabeira está gagá.
Não está.

Gagá estou eu, às portas dos setenta anos.
Gabeira virou um filho da puta.

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