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Na base do “achismo” por Maria Luiza Quaresma tonelli

5 maio

Estamos vivendo uma época na qual as pessoas afirmam certas coisas sem terem a mínima noção do funcionamento das instituições.

Emitem opiniões na base do achismo.

Seria muito bom que as pessoas tivessem um mínimo de conhecimento antes de saírem deitando falação sobre determinadas questões.

Opinião é o ponto de vista de cada um.

Portanto, não há opinião verdadeira ou falsa. Mas mesmo assim, uma opinião tem que ter um mínimo de coerência.

Defender coisas que não são plausíveis só serve para desinformar e arrebanhar seguidores incautos ou ingênuos. Democracia (a esfera da política, dos poderes eleitos, legislativo e executivo) e Direito (a esfera do judiciário, do poder não majoritário, não eleito) não se confundem. São poderes cujo processo decisório são totalmente distintos.

O primeiro, por ser eleito, está sujeito à opinião pública. O segundo, por não ser exercido por representates do povo, nunca.

Pressão, clamor popular, gritaria, não tem qualquer influência sobre as decisões do poder judicial, seja para o bem, seja para o mal.

Ao poder judicial não se “exige” coisa alguma. Pede-se. A luta, portanto, tem que ser política. Se consegui me fazer entender, muito que bem. Para quem não quer entender, que passe bem.

Maria Luiza Quaresma Tonelli

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Há dois tipos de pessoas no mundo. Por Maria Luiza Quaresma Tonelli

26 jun
Há dois tipos de pessoas no mundo. Há aqueles que enxergam as desigualdades e as injustiças do mundo e há aqueles que pensam em si mesmos como os únicos injustiçados do mundo. 
As primeiras são pessoas solidárias, generosas, leais e capazes de sair de si mesmas e se colocar na pele do outro. Esse tipo de pessoa é capaz de dar a própria vida por justiça. Porque são generosas, são dotadas do dom do perdão.
As segundas são pessoas ressentidas, traiçoeiras, egoístas, solitárias, não querem justiça; são justiceiras. São pessoas vingativas, incapazes de se colocar no outro. São destituídas de qualquer traço de compaixão, característica dos que são dotados de sentimento de humanidade. Colocar-se acima de tudo e de todos é a forma que encontram para negar a própria pequenez.
As pessoas generosas lutam incansavelmente por liberdade, porque são livres, em qualquer circunstância.
São o exemplo dos fortes. As pessoas egoístas e justiceiras, ao contrário, são prisioneiras de suas frustrações e ressentimentos. São o exemplo dos fracos.
O generoso olha os outros e a vida de frente. Este diz sim à vida.O ressentido dá as costas para para própria vida. Sua missão neste mundo é atravancar caminhos.
Como diz o Poema do Contra do grande Quintana,
“Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!”
Maria Luiza Quaresma Tonelli
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