Tag Archives: repressão

QUEM É VIOLENTO

25 maio

brasilia

QUEM É VIOLENTO

Trabalhadores massacrados no Pará.

Manifestantes reprimidos em Brasília.

Servidores brutalizados no Rio.

Dependentes químicos atacados em São Paulo.

As polícias fora de controle, ferindo e matando em nome da “ordem pública”.

Agora o exército contra o povo.

É o Estado de Direita, liderado por um corrupto apanhado em flagrante e apoiado por políticos de aluguel, mídia venal, empresariado escravista e classes médias idiotizadas.

É a ditadura de volta,

brutal como sempre,

cínica como nunca.

Por Gabriel Priolli –

Central de Notícias do Facebook

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Pirateiem meus livros_Paulo Coelho via OlhoNoTexto

22 jan

Nestas duas semanas “bicudas” por conta do SOPA(Stop Online Piracy Act em tradução livre, Lei de Combate à Pirataria Online) naqual os congressistas norte-americanos pressionados pelas empresas de entretenimento  The Walt Disney Company, Universal Music Group, Motion Picture Association of America, Recording Industry Association of America, Wal-Mart, Toshiba, Time Warner e CBS, quase que aprovaram esta lei absurda para a despeito de combater a pirataria online estaria cerceando a liberdade de ir e vir na Web e o direito a informação e compartilhamento.

E o principal ao meu ver é que os usuários de todo mundo ao fazerem downloads de seus produtos(mp3,filmes,games)estão propagando os seus produtos.

Esta mesma opinião é tambem compartilhada por um usuário ilustre, o escritor Paulo Coelho que num artigo em seu blog(http://paulocoelhoblog.com/2011/05/30/pirateiem-meus-livros/) anteviu todo “este barulho”; segue o artigo abaixo

Em meados do século 20, começaram a circular na antiga União Soviética vários livros mimeografados questionando o sistema político. Seus autores jamais ganharam um centavo de direitos autorais.
Pelo contrário: foram perseguidos, desmoralizados na imprensa oficial, exilados para os famosos gulags na Sibéria. Mesmo assim, continuaram escrevendo.

Por quê? Porque precisavam dividir o que sentiam. Dos Evangelhos aos manifestos políticos, a literatura permitiu que ideias pudessem viajar e, eventualmente, transformar o mundo.

Nada contra ganhar dinheiro com livros: eu vivo disso. Mas o que ocorre no presente? A indústria se mobiliza para aprovar leis contra a “pirataria intelectual”. Dependendo do país, o “pirata” -ou seja, aquele que está propagando arte na rede- poderá terminar na cadeia.

E eu com isso? Como autor, deveria estar defendendo a “propriedade intelectual”. Mas não estou. Piratas do mundo, uni-vos e pirateiem tudo que escrevi!

A época jurássica, em que uma ideia tinha dono, desapareceu para sempre. Primeiro, porque tudo que o mundo faz é reciclar os mesmos quatro temas: uma história de amor a dois, um triângulo amoroso, a luta pelo poder e a narração de uma viagem. Segundo, porque quem escreve deseja ser lido -em um jornal, em um blog, em um panfleto, em um muro.

Quanto mais escutamos uma canção no rádio, mais temos vontade de comprar o CD. Isso funciona também para a literatura: quanto mais gente “piratear” um livro, melhor. Se gostou do começo, irá comprá-lo no dia seguinte -já que não há nada mais cansativo que ler longos textos em tela de computador.

1 – Algumas pessoas dirão: você é rico o bastante para permitir que seus textos sejam divulgados livremente.

É verdade: sou rico. Mas foi a vontade de ganhar dinheiro que me levou a escrever?
Não. Minha família, meus professores, todos diziam que a profissão de escritor não tinha futuro. Comecei a escrever -e continuo escrevendo- porque me dá prazer e porque justifica minha existência. Se dinheiro fosse o motivo, já podia ter parado de escrever e de aturar as invariáveis críticas negativas.

2 – A indústria dirá: artistas não podem sobreviver se não forem pagos.

A vantagem da internet é a divulgação gratuita do seu trabalho.
Em 1999, quando fui publicado pela primeira vez na Rússia (tiragem de 3.000 exemplares), o país logo enfrentou uma crise de fornecimento de papel. Por acaso, descobri uma edição “pirata” de “O Alquimista” e postei na minha página. Um ano depois, a crise já solucionada, eu vendia 10 mil cópias.
Chegamos a 2002 com 1 milhão de cópias; hoje, tenho mais de 12 milhões de livros naquele país.

Quando cruzei a Rússia de trem, encontrei várias pessoas que diziam ter tido o primeiro contato com meu trabalho por meio daquela cópia “pirata” na minha página.
Hoje, mantenho o “Pirate Coelho”, colocando endereços (URLs) de livros meus que estão em sites de compartilhamento de arquivos. E minhas vendagens só fazem crescer -cerca de 140 milhões de exemplares no mundo.
Quando você come uma laranja, precisa voltar para comprar outra. Nesse caso, faz sentido cobrar no momento da venda do produto.

No caso da arte, você não está comprando papel, tinta, pincel, tela ou notas musicais, mas, sim, a ideia que nasce da combinação desses produtos.
A “pirataria” é o seu primeiro contato com o trabalho do artista.
Se a ideia for boa, você gostará de tê-la em sua casa; uma ideia consistente não precisa de proteção.

O resto é ganância ou ignorância.

PAULO COELHO , escritor e compositor, é membro da Academia Brasileira de Letras. É autor de, entre outros livros, “O Alquimista” e “A Bruxa de Portobello”.

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