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QUEM É VIOLENTO

25 maio

brasilia

QUEM É VIOLENTO

Trabalhadores massacrados no Pará.

Manifestantes reprimidos em Brasília.

Servidores brutalizados no Rio.

Dependentes químicos atacados em São Paulo.

As polícias fora de controle, ferindo e matando em nome da “ordem pública”.

Agora o exército contra o povo.

É o Estado de Direita, liderado por um corrupto apanhado em flagrante e apoiado por políticos de aluguel, mídia venal, empresariado escravista e classes médias idiotizadas.

É a ditadura de volta,

brutal como sempre,

cínica como nunca.

Por Gabriel Priolli –

Central de Notícias do Facebook

Ainda sobre o Templo de Salomão Ayala: por Antonio Celso Ferreira

3 ago

Ainda sobre o Templo de Salomão Ayala:

Há quem pergunte porque essa implicância pelo fato de Dilma e todos os políticos terem ido à inauguração do templo fake. Por que não nos incomodamos tanto quando essas mesmas autoridades frequentam a Basílica de Aparecida ou quando Dilma vai ao papa?
Creio que nesse caso pode-se evocar o mesmo argumento usado por Zizek recentemente ao explicar porque a violência de Israel tanto nos incomoda. Para ele, o que a guerra contra Gaza mostra ao vivo e em tempo real é algo que nós havíamos jogado para o fundo na nossa inconsciência: a violência que preside o nascimento de todos os Estados.

Só que isso ficou para trás na maioria dos outros. Já nos esquecemos das atrocidades passadas. Iludidos com a democracia liberal, pensamos que a paz e harmonia estavam asseguradas. Nada disso, toda violência do passado não resolvido voltou com a força do que foi escondido, reprimido.


A construção do Templo Fake de Salomão também nos traz ao vivo a violência, o horror, a exploração da ignorância, a corrupção moral, econômica e política que presidiram a criação de todas as religiões do passado, de todos os templos.


Já estávamos acostumados com uma Igreja Católica domada por dois ou três séculos de iluminismo, de laicidade, de ciência, branqueada pelos pedidos de desculpa dos papas quanto à Inquisição e suas fogueiras. O catolicismo já ganhara a forma de ritual descarnado.

As manchas de sangue das toalhas cristãs já haviam sido lavadas com detergentes eficazes. Os templos cristãos viraram objetos estéticos da História da Arte, pontos de turismo. A violência foi sublimada pela Arte e pelo Mercado. E o próprio papa se tornou, afinal, a consciência culpada e angustiada de seu reino terminal.


Eis que de repente todo o horror retorna do fundo do corpo histórico, fake, cínico, kitschie, aterrador.
Não podemos responder a ameaça do retorno da intolerância religiosa simplesmente com o receituário liberal norte-americano da tolerância e do respeito à diversidade religiosa. Temos de conter esse mal, domá-lo como a Igreja Católica foi domada.

 

Antonio Celso Ferreira

Antonio Celso Ferreira

DANIEL QUOIST: JOVENS MUMIFICADOS NÃO QUEREM COPA E NEM QUEREM O BRASIL

17 maio

Trágica a sociedade que tem uma juventude flertando perigosamente com o reacionarismo, claramente sendo manipulada por forças obscurantistas, com pés fincados no conservadorismo e que aquiesce bovinamente a palavras de ordens vindas de fanfarrões da extrema direita travestidos de “simples direita”.

Tenho encontrado alguns jovens assim: fascistas, arruaceiros trajando traje social e escuras gravatas e que quando abrem a boca é para dizer sandices assim: “Quero mais é que quebrem tudo! Torço para que sejam incendiados o maior número de ônibus! Vandalizar agências bancárias é tudo de bom! Tem que ter quebra-quebra senão não é protesto! Tem que ter violência ou do contrário fica parecendo romaria ao Sagrado Coração de Maria! Quanto mais lixeiras despejadas e queimadas em ruas e avenidas, melhor a resposta de uma manifestação popular!”

São jovens mal resolvidos emocionalmente por nunca terem se arriscado em qualquer luta em que estivesse em jogo causas minimamente compromissadas com ideais de liberdade e justiça; jovens idiotizados que se acham o máximo replicando anseios das viúvas da ditadura militar; jovens que não hesitariam em derrubar o estado democrático de direito para estabelecer em seu lugar um retorno fúnebre dos militares ao Poder.

São jovens frustrados, filhos favoritos de pais neoliberais, aqueles pais que sempre quiseram tirar vantagem em tudo e ques empre se lixaram para os segmentos carentes da população – pretos, pobres, prostitutas, sem terra, sem teto, sem apoio algum dos poderes constituídos há muito tempo nas varandas das Casas Grandes.

São jovens ridiculamente envelhecidos, desses seres jovens apenas na aparência, curtidos no cinismo das ideias prontas e acabadas, vacilões contumazes e covardes em sua natureza mais íntima – esses que nunca amaram ninguém, que fazem concursos públicos como quem tomada água, nunca estão satisfeitos e querm dos sistema de poder apenas os gordos contracheques e o direito de exercitar sua hopocrisia moral e seu cretinismo como credo político.

São jovens que têm vergonha de seu país e que mal conseguem disfarçar suas existenciazinhas anêmicas e frustrantes, jovens que nunca sentiram o gosto da solidariedade, nunca se prontificaram para melhorar a educação, sendo alunos intessados, dedicados, presentes e ativos nas salas de aula; jovens que sempre tiveram planos de saúde de seus papais burocratas e que preferem demonizar o sistema público de saúde e estigmatizar a vinda de médicos estrangeiros para fazer o trabalho que seus colegas nacionais há vários séculos simplesmente se recusam a fazer.

São jovens tão vazios de utopias e tão secos de sonhos que uma simples chuva pode levá-los diretamente aos esgotos do conformismo canalha, esse tipo de conformismo que incita palavras de ordem às avessas – “Não à democracia! Não à meritocracia! Não ao governo constituído! Não ao primado da justiça! Não aos líderes ques surgem dos grotões do país! Não aos parlamentares e governantes que não tenham sólida formação universitária!”

São jovens que aprenderam desde sempre a idolatrar os valores consumistas, materialistas e venais da sociedade norteamericana, onde o dinheiro tudo paga e se não paga à vista, ao menos afiança o gozo de consumir desenfreadamemte; jovens que falam em justiça, mas que desejam um estado permanente de injustiça; jovens bipolares por decisão própria – querem destruir o sistema um dia e dependendo do interlocutor, no outro dia. são os primeiros a sustentá-lo,

São jovens que se insurgem contra a política de cotas para negros e índios, que proclamam em alto e bom som não apoiar quaisquer atitudes racistas, mas que são os primeiros a desfraldar bandeiras do “Sou branco, mas viro negro se isso me beneficiar no sistema de cotas! As cotas criam um racismo às avessas! É negro, mas tem alma branca!”

São jovens descompromissados com a busca da verdade – embarcam em qualquer canoa furada do reacionarismo, replicam preconceitos e hábitos elitistas que infestam a mídia tradicional mais empedernida que, no fundo, o que deseja mesmo é tão-some te manter seu monopolio, chantagear os governos de plantão caso não lhes conceda, anistia e desoneração fiscal, caso não figurem como seus maiores clientes e anunciantes de seu departamento comercial.

São jovems enfermos com o mais virulento preconceito social – esses que divulgam páginas canalhas como a TV Revolta e se oculta, no anonimato para atacar populações nordestinas; jovens que a pretexto de serem engraçados ridiculariza, seus semelhantes ao chamá-los “baianos”, “paraíba”, “cabeça chata”, “nortista”, “nordestino”, “mineirim”.

São jovens esses que agem e pensam assim ou esses seres cínicos e cafajestes não passam de parasitas adultos ainda travestidos de jovens, com caras e bocas de quem está na eterna casa dos 20 anos de idade, múmias carcomidas pelo ódio que tiveram de suportar dentro de casa e que por isso desejam se vingar do mundo?

Você provavelmente deve conhecer pessoas com esse tipo de perfil público e pessoal. E deve facilmente reconhecê-los por suas postagens no Facebook, pelos comentários raivosos e insultuosos com que comentam pessoas que não perderam a fé nem a esperança na humanidade.

Mire-se no espelho de casa e responda:
Você é assim?
Você conhece alguém assim?
Você convive no trabalho com alguém assim?

Eduardo Guimarães:. The day after

22 jun

Estou muito indignado e revoltado não só pelos danos, pela vida humana que se perdeu – alguém leu quando eu escrevi sobre o “ponto final” das manifestações, que ocorreria quando o primeiro morresse? -, pelas mutilações, pela desmoralização internacional do Brasil, pelos danos à economia – o real é a moeda que mais se desvalorizou no mundo durante essas duas trágicas semanas e a bolsa derreteu -, mas pela possibilidade de os autores de tudo isso sairem à francesa. Contudo, para mim, “os autores” não têm nome, pois são a entidade que, mentindo e enganando, levou a tudo isso: o MPL.

Agora, sobre pessoas que opinaram favoravelmente sobre esse processo, não creio que ficar citando A ou B leve a algum lugar. O MPL já disse que não vai mais insuflar o caos. Meno male. O importante é tirarmos lições disso. Quem me ouviu ou leu bradar desesperadamente e me acusou de “direitista”, “reacionário”, “delirante”, “falso esquerdista”, “elitista” etc., teve a resposta. Vai refletir? Pouco importa.

Outros que leram e ouviram essas barbaridades sobre este cidadão que até fome já passou na vida e que luta pela sobrevivência – e não através de blog ou publicidade oficial de governos – e para manter viva uma filha que definha, pelo menos agora sabem quem é quem. De resto, tentemos fazer o caminho de volta e salvar alguma coisa. A sociedade se cansou e hoje está repudiando esse fascismo infanto-juvenil. Posso garantir a todos você e o tempo, mais uma vez, mostrará a verdade.

Estou cansado, não consegui dormir esta noite e em outras. Estou triste ao ver tanta gente boa ter caído nesse golpe – ou tentativa de… Isso me arrasou. Há duas semanas que durmo mal, como mal, tudo por ver meu país sendo sabotado e com a anuência de cidadãos decentes, enganados miseravelmente por gente que só visou, o tempo todo, ganhar fama e influência e, por isso, fez o que fez. O importante é que muitos, muitos mesmo despertaram do transe em que foram atirados. Agora é seguir em frente e combater os que vão tentar manter o monstro vivo.

Mídia golpista à frente.

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Quem pariu Mateus que o embale by Eduardo Guimarães

21 jun

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No começo da noite de quinta-feira (20), redes de televisão exaltavam a “beleza” de protestos violentos, ainda que mascarados de pacifistas, que, há quase duas semanas, esmagam o país com medo, incêndios, bombas, tiros, depredações, destruições de todos os tipos, mutilações e, agora, até com morte, como previsto aqui tantas vezes e tão inutilmente.

Todo o horror que se espalhou pelo país foi produto de exigência feita por um grupo de meninos e meninas embriagados com um poder imensurável que adquiriram em questão de dias e que pôs de joelhos um dos maiores impérios de comunicação do mundo e todo o resto do oligopólio comunicacional verde-amarelo, além de políticos, jornalistas e legiões de cidadãos comuns.

Muito poucos entre os que enxergaram o desastre que estava sendo construído tiveram coragem de denunciá-lo, intimidados por hordas de fanáticos que promoviam linchamentos na internet e até nos ambientes sociais e profissionais mais variados contra todo aquele que ousasse dissentir.

A maioria, porém, enxergou exatamente o oposto do que estava ocorrendo. E agora se espanta com o que estava diante de seus olhos e não viu.

Parece ocioso repetir o tamanho do desastre que se produziu no país algumas dezenas de horas após o Estado brasileiro, em suas mais diversas instâncias, ficar de quatro para pouco mais do que adolescentes mimados, que passaram a emitir ultimatos de que iriam “parar” cidades e depois o país se não fossem atendidos.

Por ficar de quatro, entenda-se as autoridades ignorarem todas as condições técnicas de orçamentos municipais e estaduais porque a garotada “não queria nem saber”.

Organizando manifestações de dezenas de milhares de pessoas mesmo lendo em sua página no Facebook as atrocidades que vândalos prometiam promover, um tal de Movimento Passe Livre assumiu o risco de colocar nas ruas hordas de jovens de classe média que têm tempo para passar 15 dias só se dedicando a “parar cidades” e, como se viu depois, o pais.

Algo que possa ser definido como “o povo” pode chegar todo dia, no meio da tarde, a praças públicas e permanecer nas ruas até a madrugada paralisando a vida de quem levanta cedo para trabalhar e, após extensas jornadas laborais, ainda enfrenta outro tanto em salas de aula?

Não a grande maioria deste povo. O brasileiro trabalha duro. Não tem tempo para isso. Nem que fosse por uma causa concreta e racional conseguiria fazê-lo. Temos que sobreviver.

Parece ocioso relatar no que deu o Estado, as autoridades, enfim, a República ficar de quatro para essa criançada e seu novo brinquedo: o poder. E não um poder qualquer, mas um poder discricionário que, após humilhar e impor caprichos a autoridades e aos Poderes constituídos, arrogou a si o direito de impedir liberdades individuais.

Relatei, no primeiro dia útil desta semana trágica, como os “manifestantes pacíficos” passaram a decidir quem poderia ocupar o espaço público usando uma roupa ou portando um símbolo de partido político como bem lhe aprouvesse. Sobretudo sendo de um partido em especial, que, nos dias seguintes, passaria a ser a Geni da República: o Partido dos Trabalhadores.

Na segunda-feira, vi, a centímetros de meu corpo, a única pessoa humilde de verdade em um agrupamento de milhares de pessoas ser atirada ao chão, chutada, agredida, insultada. Uma garota negra de nem 1,6 metro de altura e pesando, no máximo, uns cinquenta quilos.

Por que? Por usar uma camiseta vermelha e portar uma bandeira do mesmo tom com a sigla de seu partido.

Legiões de garotos e garotas se encantaram pelo clima de “Queda da Bastilha” e pelo poder discricionário recém-adquirido, estimulado por impérios de comunicação e por partidos político ditos de esquerda.

Esse conclave, mesmo após ter suas exigências atendidas, inundou as ruas com fascistas de ultradireita que bem sabia que levaria consigo, pois os via postando sua truculência em frases na internet que mais se assemelhavam a hieróglifos, de tão ininteligíveis em nosso idioma.

Agora, com a República de quatro, como sempre ocorre com o fascismo – e como se tornou pior com o fascismo infanto-juvenil – o tal “passe-livre” (para o caos?) passou a determinar até que cor de roupa as pessoas podem usar na rua. E o vermelho-PT foi “proibido”.

A pena para quem ousasse desafiar o desígnio dos novos donos do país? Espancamento, no mínimo.

Um amigo fraterno, militante da CUT, assim como a Central Sindical e o PT acreditou ainda viver numa democracia e foi com um pequeno grupo à manifestação da avenida Paulista e lá, assim como no resto do país, foi espancado juntamente com seus companheiros, alguns dos quais foram parar no hospital.

Enquanto isso, cerca de cem cidades brasileiras tiveram, cada qual, seu quinhão de ditadura infanto-juvenil. Petistas, sindicalistas, sedes do PT, todos foram atacados nas maiores, nas médias e até em pequenas cidades por usarem a cor ou o símbolo de suas organizações.

A mídia, que num primeiro momento sentiu medo daquelas crianças armadas de tanto poder, vendo possibilidade que tanto almejou durante a última década para destruir um grupo político ao qual se opõe e não consegue derrotar nas urnas, passou a estimular que as massas descontroladas fossem às ruas, em seguida passando a minimizar o caos resultante, atribuindo-o a “pequeno grupo” que, de tão pequeno, conflagrou um país continental de ponta a ponta.

Como não podia deixar de ser – e estava demorando –, veio o primeiro cadáver.

Ao fim da noite, os telejornais, após todo o caos, toda destruição de palácios, espancamento de pessoas vestidas com cores ou portando símbolos proibidos sob o mote do tal “MPL” que proscreveu partidos políticos das ruas ocupadas, comemorava.

O semblante de alegria midiático se acentuou com a notícia veiculada pela rádio CBN de que o Brasil poderá ser punido se a Copa das Confederações não puder ser realizada até o fim por aqui devido à convulsão social desencadeada por crianças armadas de bombas atômicas.

Melhor que isso, para a mídia que atirou o Brasil em duas décadas de ditadura, só se a Copa do Mundo no país for cancelada, fazendo com que amargue prejuízo financeiro e de imagem irrecuperável, sem falar na crise econômica que a conflagração deverá render, pois as expectativas sobre o futuro pioraram muito em míseras duas semanas.

Ao fim da noite fatídica de quarta-feira, o mesmo movimento que atirou o Brasil em um processo que se espera que a maioria silenciosa saiba repudiar – até porque não aguenta mais –, horrorizou-se com sua obra e, em protesto contra si mesmo, abandonou a manifestação na avenida Paulista. Indignado

Caos urbano para livrar a cidade do caos, que lógica é essa! by Edu Franco

19 jun

18fogon
A Dilma vem fazendo um governo brilhante, promovendo vários projetos sociais, conduzindo a economia com uma coragem absurda frente à uma crise global terrível, resistindo a todas as pressões dos capitalistas por recessão, desemprego e aumento de juros, é claro que não foi bem sucedida em tudo, é claro que cometeu erros.
Quem peita essa bancada ruralista, quem, quem tem o poder de de consertar essa política complexa e viciada há tantos anos, cheia de fisiologismos, currais eleitorais familiares de 300 anos, quem pode abrir mão de votos estranhos quando a esquerda está sempre contra e o principal aliado é o PMDB, o partido mais fisiologista do país, é claro que ela cometeu erros.
Como não cometer nenhum deslize nesse emaranhado de interesses da política brasileira, de repente um surto de descontentamento sem a menor razão na administração dela, problemas do país de 500 anos, esse descontentamento alimentado há anos pela mídia mais suja e oposicionista do país, alavancada por um movimento de garotos que nada temem por crescerem na liberdade que quase custou a vida da presidente, esse descontentamento, nova versão do “cansei” da direita, promove uma convulsão social sem tamanho paralisando as principais cidades do pais.

Símbolos do estado democrático, chega à população de direita, de esquerda, inclusive do eleitorado da própria presidente, criando uma caos urbano sem controle, sem cabimento, a culpa é dos infiltrados da direita, jura, nossa né, não sabiam que essas situações são um prato cheio para criar crises institucionais e justificar o que eles querem.
Ninguém sabe que a corda estoura para quem está no cargo mais alto, ninguém sabe que tem gente puta da vida com o governo endereçado as classes populares, ninguém sabe que uma massa heterogênea, que nem sabe direito pelo que se junta, que abriga extrema esquerda, extrema direita, punks, grupos paramilitares infiltrados, que uma massa de 60 mil pessoas andando sem trajeto pelas maiores cidades do país sem comando, apenas alguns garotos sem maturidade e vivencia pra segurar uma coisa dessas proporções, garotos radicais inclusive.
A tática deles de pressão é o caos urbano, é o caos urbano para livrar a cidade do caos, que lógica é essa, tenho ouvido de tudo, a democracia virou uma baladinha inconsequente de adolescentes sem causa, o que se quer com isso, que se conserte tudo do dia para a noite por que eu to andando pela rua falando coisas desconexas.

Meus amigos viraram um bando de loucos, deixa os meninos brincarem, vocês acham realmente que a liberdade e a democracia é uma brincadeira, como um governo pode se manter com 60 manifestações por semana, com essas multidões descontroladas por todo canto, em São Paulo quatro vezes por semana com esse prefeito sonso e tecnocrata no meio da maior crise que já se viu discutindo detalhes tecnocratas da tarifa.
Vejam a festa da democracia sem responsabilidade, democracia não é baladinha, não é transe psicótico de massa, não é um monte de gente sem identidade andando sem controle pela cidade.

Onde vocês aprenderam política, o resultado de hoje foi pior do que o de ontem, vários carros virados, incendiados, lojas saqueadas no centro da cidade, bancos, caixas eletrônicos, lojas incendiadas,prefeitura destruída com um grupo claramente paramilitar na frente tentando arrombar a porta, ontem foi o congresso, a Assembleia do Rio, hoje a prefeitura de São Paulo, Belo Horizonte em chamas, estamos no meio de um caos.

Que governo que sobrevive a isso!

Ah estamos contra a corrupção, queremos saúde, educação, somos contra a copa, contra o bolsa família e bla bla bla, vejam os números do que tem se investido nisso, vejam se alguém investiu tanto em saúde e educação como Dilma, vcs querem mágica seu bando de loucos, mágico em política chama-se Ditador, mas a mágica dele não é a que você tá esperando não.Não quero saber quem discorda de mim, poupem-me, to usando o meu mural para desabafar, se alguém vier aqui me encher o saco eu mando a merda e deleto, ando me sentindo um louco falando sozinho com um monte de gente rindo da minha cara, vocês querem mágica, talvez ela venha, mas dessa vez eu não vou por minha vida para reverter nada, quem cansou fui eu.

Edu Franco-jornalista e músico

direto do Central Facebook Break News
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Vladimir Aras: Pior que o naufrágio do comandante Schettino

25 jan


São José dos Campos é conhecida por sua fábrica de aviões, não por seus navios. A cidade nem tem mar. Mas foi lá que se viu esta semana (22/jan) um dos piores naufrágios da história judiciária do Brasil. Foi lá que a “justiça” afundou e pôs a pique mais um tanto de sua já pouca credibilidade. Numa condução pior do que a do comandante Schettino, o Judiciário e o Executivo pisotearam direitos de milhares de cidadãos.

Com a costumeira firmeza que a Justiça brasileira (não) age contra os seus próprios abusos – os desvios de conduta apontados pelo CNJ só são a ponta desse iceberg –, vimos uma ordem judicial ser cumprida com rigor. Normalmente, quando um colarinho branco se vê nas barras dos tribunais, logo aparece alguma teoria extraterrestre para limpar “sua barra”, permitindo que siga em águas calmas. Em geral, valem os salamaleques para a cobertura e os chicotes na favela.

O naufrágio do Pinheirinho horrorizou o País. As pessoas desalojadas pelo Judiciário paulista, mediante uso de força policial militar, ficaram a deriva em meio aos petardos, sem saber o que ocorria. Depois viram-se como náufragos em terra “firme”, privados de suas moradas, da proteção de seus tetos humildes e do pouco conforto que aquelas cabines-choupanas lhes propiciavam para navegar nos mares bravios de suas vidas atribuladas.

Todos sabiam da disputa judicial sobre o terreno. Mas ninguém ali esperava um maremoto. Os dois poderes não “entraram de gaiatos no navio”; comandaram o naufrágio e escreveram uma página tenebrosa da “justiça” brasileira. Neste caso não teve “katchanga” nem jeitinho. Não houve desculpologia nem cafuné processual, teorias tão comuns no dia-a-dia forense. Valeu o “Cumpra-se”, com armas e tratores, que cruzaram as ruas do Pinheirinhos como torpedos e destroyers.

Num domingo de aparente calmaria, a maré da injustiça virou, cuspiu na cara desses dois mil brasileiros e os lançou no sentimento abissal da perda do teto, da expulsão de seus lares. Roubaram-lhes a dignidade em poucas horas, conquanto a União, o Estado e o Município tenham tido anos, anos, anos, anos, anos, para resolver o grave problema social que se anunciava, diante da inevitável (?) desocupação para reintegração de posse.

Não sou desses que demonizam o “especulador” Naji Nahas, por estar do outro lado dessa convulsão. Se a área realmente lhe pertencia, seria justo privá-lo dela e ponto final? Não creio. O problema não está, portanto, em saber se o terreno era de Nahas ou da massa falida de sua empresa. A propriedade deve mesmo ser protegida, mediante reintegração (quando possível) ou por justa indenização, para fins sociais. A questão é: por que a área não foi desapropriada pelo governo a tempo para o assentamento daquelas famílias? Por que a Justiça paulista não providenciou junto ao Executivo, antes da desocupação, locais condignos para a relocação dos moradores? Por que o Estado e a Prefeitura não forneceram meios materiais (aluguel social ou a construção de casas populares) para aquela população antes da retirada? Por quê? A resposta é simples. Porque aquelas pessoas não importam. São pobres e marginais. Não entram na cartografia do poder. Não frequentam rivieras nem marinas. Suas canoas e jangadas singram esgotos a céu aberto, poças insalubres e fossas infectas.

Tudo foi um festival de desacertos. Entraram todos “numa barca furada”. E não se mediu o tamanho da tempestade. Publicamente, dizem que estavam seguros de suas decisões. Em suas casas, não sei o que dizem..

O Judiciário estadual determinou o cumprimento imediato da ordem de reintegração parapreservar o “prestígio e a autoridade” do Tribunal. Mas se lixou para a decisão liminar do TRF da 3ª Região em sentido contrário e mandou para o lixo a dignidade daqueles jurisdicionados. Muitos abordaram o tema nas redes sociais como se tudo fosse uma disputa de poder entre a Justiça estadual e a Justiça federal. Outros apegaram-se a tecnicalidades de competência ou falta dela. No meio dessa briga titânica do mar com o rochedo, ficaram os cidadãos desassistidos e espremidos, também sem voz nem expressão. A vaidade rugiu no horizonte e direitos ruíram aos seus pés.

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo é o homem da lei que autorizou a Polícia Militar a tolher qualquer oposição à reintegração de posse, ainda que vinda de força policial federal. Sua decisão é alarmante: “Autorizo, para tanto, requisição ao Comando da Polícia Militar do Estado, para o imediato cumprimento da ordem da 6ª Vara Cível de São José dos Campos, repelindo-se qualquer óbice que venha a surgir no curso da execução, inclusive a oposição de corporação policial federal, somente passível de utilização quando de intervenção federal decretada nos termos do art. 36 da Constituição Federal e mediante requisição do Supremo Tribunal Federal, o que inexiste”. Quase o prenúncio de um duelo.

Algo semelhante a isto aconteceu há 100 anos em Salvador. Por desobediência a uma ordem sua, o então juiz federal da Bahia, Paulo Fontes, mandou o Exército atacar a Polícia Militar baiana, que sitiava o prédio do Legislativo estadual, numa crise de governabilidade. O general Sotero de Menezes ordenou que o Forte do Mar abrisse fogo contra a capital baiana e pôs em chamas o Palácio do Governo, a Biblioteca Pública e o Teatro São João. Pelo menos, em janeiro de 1912, o comando militar avisou a população civil para que desocupasse o centro da cidade horas antes do lançamento dos obuses. Foi o “Bombardeio a Salvador”, grave evento que opôs o senador Ruy Barbosa ao ministro J. J. Seabra. “Comemorei” a data, o 10 de janeiro de 1912, com um post neste blog (“O Verão de 1912”).

O episódio de São Paulo mostra que as ações dos nossos governantes continuam iguais depois de um século. Um desembargador encorajar uma força armada contra outra, desta vez a Polícia Militar contra a Federal, é algo de um risco tremendo! Jogar de uma só vez milhares de pessoas na sarjeta na maior cidade brasileira não dá para compreender nem tolerar.

Felizmente, em São Paulo, os palácios permaneceram intactos (ufa…) e não houve combate entre corporações “legalistas”, mas chegou-se perto de um massacre. Na verdade, houve um massacre aos direitos fundamentais daquela gente do Pinheirinho. Moradia, dignidade da pessoa humana, direito à propriedade, direito à integridade física, tudo foi rasgado a bala por policiais e riscado com canetas judiciais. A PM, com seu poder reforçado pela presidência do TJ/SP, atirou balas de borracha a esmo e lançou bombas de efeito (i)moral contra jovens, crianças, bebês, velhos, doentes, deficientes, toda a gente.

O prestígio da Justiça, que se quis preservar, agora está em águas mais profundas do que as que engoliram o centenário Titanic. O estrago no costado do Judiciário é mais extenso do que o rombo do Costa Concordia. A vergonha de todos nós, do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia, deveria ser maior que a do incauto Schettino. Não espanta que a resistência ao CNJ e às ações de “faxina ética” promovidas pela ministra Eliana Calmon tenham vindo justamente da maior Corte estadual do País, a de São Paulo, e que também lá tenha ocorrido esse rigor excessivo e essa insensibilidade contra tantas pessoas humildes.

A visão das cenas do que realmente se passou no Pinheirinho não produzem outros sentimentos senão os de horror e da mais profunda indignação. O que fizeram com essas crianças, com esses idosos, com esses doentes, com esses homens e mulheres de bem?! Inacreditável!

Essa grave e vergonhosa violação de direitos fundamentais precisa ser reparada. Se não o for mediante uma intervenção federal (art. 34, inciso VI ou VII, alínea `b`, da CF) ou num incidente de deslocamento de competência (art. 109, V-A, da CF), que o seja perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos, numa ação de responsabilização internacional do País. Por menos do que isso, o Brasil já foi condenado pela Corte da Organização dos Estados Americanos, em São José, na Costa Rica. Veja aqui (“Mais uma batalha do Araguaia“).

Pode ser que nada disso ocorra. O Brasil é um paraíso de impunidades. Porém, o mínimo que se espera é que sejam imediatamente implantados programas sociais para atendimento daqueles milhares de brasileiros. Um trabalho que deve ser acompanhado pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública e pelas comissões de direitos humanos da OAB e da Assembleia Legislativa. Esses órgãos tardaram a agir e, quando o fizeram, a tropa de choque já atropelara direitos dos artigos 5º e 6º da Constituição. O MPF, que acompanhava o problema por meio de um inquérito civil, propôs uma ação civil pública (aqui), mas a competência federal foi rechaçada.

Por ora, o rescaldo para todo o sistema judicial é lamentável. Primeiro, no plano geral, a Justiça perdeu o rumo. Depois, tantos que são os escândalos e tamanha que é a morosidade, essa nau começou a fazer água. Veio o inevitável afogamento da crença dos cidadãos de que algo de bom pode vir de nós, profissionais do Direito. No fim, afundamos até essa região pelágica em que se acha agora toda a Justiça do País. Não há farol, tampouco bússola. Sequer há como voltar a bordo. Também não há embarcações seguras. Tampouco há terra a vista. Nem temos bons comandantes. Hora de recolher o periscópio e emergir. Assim talvez enxerguemos alguma coisa. A Justiça não devia ser cega. Mas ainda é.

*VLADIMIR ARAS é mestre em Direito Público pela UFPE, professor assistente de Processo Penal da Ufba e membro do Ministério Público Federal.

http://www.viomundo.com.br/politica/vladimir-aras-pior-que-o-naufragio-do-comandante-schettino.html

http://blogdovladimir.wordpress.com/2012/01/25/o-pinheirinho-e-o-naufragio-da-justica/

 

 

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