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O silêncio suspeito do MPF diante do caso Globo

16 nov

Por Tereza Cruvinel ( Brasil247)

Ao longo da Operação Lava Jato, tornou-se evidente a existência de uma aliança entre o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a mídia, que fez a sua parte com uma cobertura espetaculosa, desprezando a presunção da inocência dos investigados e executando a divulgação seletiva das delações premiadas vazadas por procuradores ou delegados federais. Os veículos do grupo Globo foram parceiros especiais desta aliança, comparecendo com suas equipes na hora exata para documentar prisões e conduções coercitivas. Até agora, o Ministério Público Federal fez silêncio absoluto sobre as revelações do empresário argentino Alejandro Burzaco a uma corte de Justiça de Nova York, apontando a TV Globo como um dos veículos que teriam pago propina para garantir exclusividade na compra de direitos de transmissão dos jogos da Copa Libertadores da América e da Copa Sulamericana de Futebol. Passado o feriado desta quarta-feira, a persistência do silêncio do Ministério Público sobre o assunto será suspeita, fortalecendo a percepção de que sua vigilância também é seletiva.
A TV Globo – que recentemente reestruturou toda a área de esportes, entregando seu comando a Roberto Marinho Neto, filho de José Roberto Marinho, negou as acusações, alegou a realização de sindicância interna que não encontrou irregularidades e colocou-se à disposição da justiça americana. Como todas as pessoas físicas e jurídicas, faz jus à presunção da inocência mas, agora, a situação exige que o assunto seja examinado também pelas autoridades nacionais. A situação complicou-se nesta quarta-feira com novo depoimento de Buzarco afirmando que a Globo participou de um esquema de propinas da ordem de US$ 15 milhões, o equivalente a R$ 50 milhões, para garantir a exclusividade nas transmissões das Copas de 2026 e 2030. Forneceu detalhes sobre a operação, que teria envolvido depósitos numa conta na Suíça em favor de um ex-dirigente da Fifa, Julio Grondona, já falecido. A empresa de Buzarco teria sido intermediária do pagamento, segundo informação do site Buzzfeed, que tem feito a cobertura mais aguerrida do escândalo no futebol global, investigado pela justiça americana. Delatores mentem ou podem mentir, em busca de proteção judicial, não podendo suas delações ser tomadas como base para condenação. Mas aqui no Brasil, especialmente em relação a alvos do PT, a mídia em bloco, Globo incluída, sempre tomou as delações como base para condenações midiáticas antes do proferimento de sentença.
Outro elemento fundamental para o êxito da Lava Jato foi a cooperação internacional com autoridades judiciárias estrangeiras de combate à corrupção. Tanto o juiz Sergio Moro como o ex-procurador-geral Rodrigo Janot estabeleceram uma sólida aliança com juízes e procuradores dos Estados Unidos. Se o Ministério Público resolver demonstrar seu interesse pelo assunto, pode começar pedindo a cooperação da Justiça americana neste caso. No tribunal do Brooklyn, em Nova York, terá seguimento nos próximos dias o julgamento da acusação de procuradores americanos, que acusam dirigentes mundiais de futebol de terem recebido R$ 500 milhões em propinas nas últimas décadas. Os procuradores brasileiros certamente vêm acompanhando o assunto. O que os silencia é o desconforto de ter que investigar um parceiro nacional tão estratégico, observando o devido processo legal, embora não o tenham feito em relação a muitos investigados da Lava Jato.

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Millenium e o neoliberalismo golpista

21 ago

O Millenium chegou para tentar sustentar teoricamente a luta dos que ainda defendem o neoliberalismo à brasileira.

Não lembra o IPES e o IBAD por acaso.

O Millenium acompanha uma tradição golpista existente no Brasil, tradição da nossa velha mídia inclusive. Não aceita, não engole um governo que, pela via democrática, e com parâmetros distintos do neoliberalismo, esteve mudando o Brasil.
Não se iludam…Faria de tudo para derrotar esse projeto.

Ele tem a orientação de homens, como: Alexandre Schwartsman, Armínio Fraga, Gustavo Franco, Ives Gandra, João Roberto Marinho, Jorge Gerdau Johannpeter, Ricardo Diniz, entre vários outros.

O gestor do Fundo Patrimonial é ninguém menos que Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, mas ao seu lado está Henrique Meirelles. Sim, ele mesmo.


Entre os “membros convidados”: Ali Kamel, André Franco Montoro Filho, Carlos Alberto Di Franco, Carlos Alberto Sardenberg, Cláudia Costin, ,Eugênio Bucci, Demétrio Magnoli, Denis Rosenfield, Guilherme Fiuza, Gustavo Franco, José Padilha, José Roberto Guzzo, Mailson da Nóbrega, Marcos Cintra, Merval Pereira, Nelson Motta,Paulo Brossard, Pedro Malan. Especialistas colaboradores:Arnaldo Niskier, Bolivar Lamounier, Hélio Beltrão, Jose Neumanne Pino, José Álvaro Moisés, Leôncio Martins Rodrigues, Roberto Da Matta, Rodrigo Consrtantiino, Rolf Kuntz, Salomon Schwartzman.

Com notória competência, o sistema financeiro e os empresários souberam agir de forma coordenada, assumindo o controle absoluto dos meios de comunicação, de pressão e de exercício do lobby. Controlam o Poder Executivo, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário, assentados nas poltronas confortáveis do Supremo Tribunal Federal. Manipulam o Tribunal Superior Eleitoral, com a figura lastimável de Gilmar Mendes e transformaram o Tribunal de Contas da União em câmara de uma Santa Inquisição.

Tudo o que você queria saber sobre Aécio Neves O Mineirinho.

20 maio

aécim para o blog

 

Por Francisco Costa

Não gostos de tucanos e isso não é novidade, mas é um não gostar político, um discordar ideológico, sem ódio.
Sem exagero, eu me sentaria com qualquer um deles para um bom papo, de preferência não sobre política, e sairíamos com a impressão de simpáticos, um ao outro.
Mas com Aécio qualquer relação seria impossível. Aécio é o mau caráter nato, é o vagabundo profissional que viveu da fortuna familiar e, por uma desgraça, herdou o patrimônio político do avô e, ao invés de usar para o bem do próximo e da pátria, usou para multiplicar a própria fortuna.

Vindo estudar no Rio de Janeiro, logo mergulhou nas drogas e na baderna. Recentemente um delegado de polícia aposentado, um velhinho, contou a um jornalista que cansou de prender Aécio, por baderna e vandalismo, mas logo o telefone tocava na Delgacia, era um poderoso, e ele tinha que soltar o moleque.

Esta impunidade, este tudo poder, por conta da fortuna familiar e o prestígio político do avô é que o levou a não admitir ser contrariado nunca, e o resultado foi o não conformismo democrático, quando derrotado por Dilma, começou a desestabilizar o país logo que saiu o resultado da eleição, nos trazendo à situação atual.

No histórico de Aécio há uma surra na ex-esposa e atendimentos em CTI, por overdose de cocaína.
Em uma das vezes ele escapou por pouco, mas a mulher que estava com ele, em um motel, foi a óbito.
Tudo isso foi sempre escondido do público, graças a uma violenta milícia sustentada por Aécio, onde se incluíam muitos policiais mineiros, intimidando jornalistas e testemunhas.

Um policial, no entanto, Lucas Arcanjo, com destemor anunciava aos quatro ventos todos os crimes de Aécio, inclusive homicídios, a mando dele, chegando a protocolar denúncias no Ministério Público mineiro e federal, em Brasília, sem conseqüências, graças à blindagem de Aécio.

Lucas Arcanjo apareceu enforcado, em sua própria casa.
Quando governador, com dinheiro público construiu dois aeroportos em fazendas da sua família, fora da rota dos vôos comerciais, mas na rota do narcotráfico, além de um terceiro, no município de Montezuma, também numa fazenda da família dele, uma fazenda de milhares de hectares de eucaliptos, longe de qualquer aglomerado urbano e que no entanto tem intenso tráfego de pequenos aviões.

Na escuta feita pela Polícia Federal, Aécio falou que o emissário que pegaria, e pegou, a mala de dinheiro teria quue ser alguém que “a gente mate” antes dele nos delatar.
Coincidentemente foi encontrada uma ossada humana enterrada em uma de suas fazendas, sem que até hoje a polícia comprada por Aécio identificasse quem foi o assassinado.

A mídia omitiu, mas o helicóptero apreendido com quase meia tonelada de pasta de cocaína é de propriedade do Senador Perrela mas presta serviço à Agropecuária Neves, sendo que o filho do Perrela é sócio de Aécio em negócios obscuros, não tão obscuros, como ficou demonstrado na carga do helicóptero.

O acidente da Samarco, em Mariana, está impune porque tem o dedo de Aécio e da Cemig. O Ministério Público mineiro sabe de tudo isso, mas existe para perseguir e punir os que denunciam isso. O Ministério Público Federal sabe de tudo isso, por denúncias chegadas de Minas.

Contam-se em dezenas os casos de sentenças vendidas pelos juízes mineiros, sempre em favor da família Neves. Preso o tio de Aécio, por produção e venda de cocaína, um juiz que havia sido nomeado por Aécio foi quem deu o Habeas Corpus e o colocou na rua. A negociata do HC aconteceu num alambique (fábrica de cachaça) de propriedade da família Neves.
O Secretário de Segurança, no governo de Aécio, era o advogado de Fernandinho Beira Mar, e isto não é segredo para ninguém, em Minas e na cúpula brasiliense.

E de onde vem todo esse poder e todo esse dinheiro, capaz de comprar autoridades nos três poderes e em todos os níveis de poder, capaz de comprar a mídia nacional?
De várias fontes, a começar pela apropriação indébita, através da corrupção, passando pelo uso do dinheiro público mineiro, para corromper autoridades.

Tudo começou com o dinheiro da família, muito, e o prestígio político proporcionado por Tancredo Neves, o chefe do clã, multiplicando-se em muito quando a mãe de Aécio casou-se, em segundas núpcias com o herdeiro do Banco Moreira Sales, que foi incorporado ao Itaú, excetuando-se as jazidas de Nióbio, no município de Araxá, um minério raríssimo e caro, de propriedade do banco, por doação da ditadura militar, em troca dos serviços prestados (financiamento do golpe de 64).

Com o casamento da Dona Neves, 98% do Nióbio existente no mundo caiu no colo da família Neves, rendendo bilhões/ano.

E chegamos ao verdadeiro Aécio: basta nos lembrarmos dos discursos e pronunciamentos de Aécio para percebê-lo medíocre; basta nos lembrarmos dos debates com Dilma para o entendermos medíocre, despreparado, limitado; diante das atuais acusações, enquanto Temer e outros acusados vieram a público soltar os cachorros, Aécio se limitou a notinhas à mídia, através de intermediários.

Aécio já foi flagrado chapado de cocaína no plenário do Congresso, diversas vezes; o próprio Serra, seu correligionário, se manifestou temeroso quanto à candidatura de Aécio à presidência, por causa do “vício”; há um laudo, oficial, assinado por um médico do CTI, que o atendeu, com overdose de cocaína, onde afirma: “o paciente não tem condições de administrar nem a própria vida, que dirá um estado.”

Quero avisar aos Aeçófilos, coxinhas e congêneres que não sou detetive, vidente ou adivinho, menos ainda caluniador. Tudo isso está nas redes sociais, basta ir ao Google Busca e digitar a informação que quer obter.

Como, então, com tantas limitações, Aécio pode ter a projeção que teve?
Aécio é um produto, uma embalagem, um rótulo necessário porque vivemos numa sociedade machista, onde o machismo é levado às últimas conseqüências nas organizações criminosas.

O Rio de Janeiro tem o Comando Vermelho e o cérebro é Fernandinho Beira Mar; São Paulo tem o PCC e o cérebro é o Marcola; Minas Gerais tem os Neves e o cérebro é Andréa Neves. Aécio é só o robô, a fachada.
Por isso a preocupação do PGR e do STF em prendê-la, para deixar a organização acéfala e Aécio perdido, órfão, sem orientação, de maneira a facilitar a retirada de mais um bandido de circulação.
Não basta a justiça brasileira apurar a corrupção na família Neves, tem que apurar o narcotráfico e os homicídios.

Francisco Costa ( Facebook Via Dislene Lemos Perrote)

 

Rio, 20/05/2017.

Os jornalistas da Globo são tão responsáveis pelo golpe quanto seus patrões. Por Paulo Nogueira

10 maio

A voz dos patrões

 

Minha tolerância com qualquer coisa produzida pela Globo é baixíssima.

Tudo ali me provoca repugnância.

Mas acabei vendo alguns minutos da GloboNews no dia em que Waldir Maranhão anulou, ou tentou anular, a sinistra sessão em que bufões da Câmara aprovaram o golpe.

No pouco que aguentei ver, o que mais me impressionou foram as análises da comentarista Cristiana Lobo.

Ela acredita mesmo nas coisas absurdas que fala? Foi essa a pergunta imediata que me fiz.

Cristiana condenou a instabilidade que Maranhão trouxera para a cena política. Deus. Sob o comando descarado da Globo em que ela trabalha, a oposição vem promovendo uma brutal instabilidade no Brasil desde que Dilma se elegeu para um segundo mandato.

Aécio, o playboy do Leblon que se consagrou como o mais sórdido perdedor da história política nacional, colocou imediatamente em dúvida a lisura das eleições. Chegou a reivindicar, no primeiro grande espasmo golpista, que sua chapa fosse empossada no lugar da encabeça por Dilma e o traidor.

A Globo esteve por trás de todo o processo de desestabilização do governo eleito. Jamais serão esquecidos os circos montados pela emissora a cada etapa em que a Lava Jato perseguia os suspeitos de sempre – os petistas.

Também ficarão na memória as coberturas de protestos contra Dilma, tratados como grandes festas da sagrada família brasileira.

Isso para não falar na criminalização de pedalinhos em intermináveis minutos no Jornal Nacional.

A Globo virou a Veja. Abandonou completamente o jornalismo para se dedicar ao golpe todos os dias e todas as horas.

Com a diferença de que a Veja é uma revista semimorta, e a Globo, monopolista, infesta a cena de mídia nacional com jornais, rádios, emissoras de tevê etc etc.

Em seu cinismo bandido, a Globo fingiu se bater pela moralidade. Logo ela, símbolo da corrupção, uma empresa que faz qualquer coisa para que seus donos mandem no Brasil e, assim, multipliquem uma fortuna pessoal indecente.

A Globo sonega. A Globo paga propina para transmitir Copa do Mundo e outras coisas que lhe trazem um dinheiro colossal. A Globo se encharca de recursos públicos via BNDES. A Globo é um monstro moral.

E se faz de virgem.

Os jornalistas da Globo, no golpe em curso, contribuíram decisivamente para a causa abjeta dos patrões.

Um caso exemplar é o de Erick Bretas, que se fantasiou de Sérgio Moro no Facebook para defender histericamente o golpe. Não é a única fantasia de Bretas: ele também se vestiu e se veste de jornalista.

Não é apenas a Globo que deve ser combatida impiedosamente pela sociedade pelos males que fez, faz e fará contra o país.

Também seus jornalistas devem receber o justo castigo por ajudarem a transformar o Brasil num imenso, num desolador Paraguai.

Ou o Brasil acaba com a Globo ou a Globo acaba com o Brasil. Os Marinhos sempre tramarão para que sejamos uma república dos plutocratas, desigual, em que uns poucos tenham muito para que a imensa maioria divida o resto.

O bilionário Jorge Paulo Lemann disse que o Brasil jamais será estável enquanto houver desigualdade.

Acrescentemos: e jamais será iguialitário enquanto existir a Globo.

Uma das raras coisas boas dessa crise é que nunca isto ficou tão claro.

A Globo boicotou a democracia a cada instante neste golpe. Ela tem que ser combatida nesta mesma medida: a cada minuto, compreendidos aí os Marinhos e seus cúmplices jornalistas.

 

Por Paulo Nogueira – DCM (Diário do Centro do Mundo )

De Paulo Teixeira para Paulo Skaf

7 abr

http://www.sensacionalista.com.br/wp-content/uploads/2015/10/

Prezado Paulo Skaf:

Vi minha foto no jornal, numa publicação paga pela FIESP. Ela estava acompanhada por meu email, meu telefone e meu Facebook num anúncio de página inteira no jornal Valor Econômico. “Estes são os deputados que representam São Paulo na comissão do impeachment”, dizia o título do anúncio, impresso em tinta preta sobre fundo amarelo. Logo abaixo, uma questão dirigida ao leitor do jornal: “Pergunte diretamente a eles de que lado eles estão. Você tem o direito de saber quem é contra ou a favor do impeachment.” A página trazia ainda a frase “Impeachment Já!” e o bordão “chega de pagar o pato.”

Votarei contra o impeachment, Skaf. Assim agirei por duas singelas razões:

1) Não há base jurídica para o impeachment da presidenta Dilma. Para se tirar um presidente legitimamente eleito, por meio de impeachment, há que se ter comprovado crime de responsabilidade. Sem a existência de crime, é golpe. Na democracia, o respeito à Constituição é sagrado. O último golpe apoiado pela FIESP foi um pesadelo que durou 21 anos. Muitas pessoas morreram, outras foram para o exílio, políticos foram cassados e direitos civis foram suprimidos.

2) O impeachment não é o caminho para acalmar o país. Os problemas que temos serão resolvidos pelo diálogo e não jogando gasolina para apagar a fogueira. Não posso deixar de lembrar que o setor representado pela FIESP foi o maior beneficiado pelas desonerações na folha de pagamento e pelos subsídios concedidos pelo Tesouro ao BNDES durante o governo Dilma. Tais benesses são responsáveis pelo déficit orçamentário que alcançamos em 2014 e 2015. E você liderava essa pauta.

Você tem militância política, é filiado ao PMDB, e isso é bom. Porém, não podemos esconder que dois dos seus companheiros de partido são beneficiários diretos do impeachment, uma vez que Michel Temer aspira à Presidência da República e Eduardo Cunha assumiria a condição de primeiro sucessor. Essa condição tira a imparcialidade que o teu cargo requer.

Você repete o bordão “chega de pagar o pato”. Faz sentido, embora seja recomendável pagar pelo menos os direitos autorais ao autor desse pato. Penso que esse bordão ganharia credibilidade se a entidade que você dirige desse o exemplo, assumindo uma postura de austeridade e equilíbrio. Sobretudo de equilíbrio. Parece estar sobrando dinheiro do sistema S para bancar a publicação desses caros anúncios. Se destinados à previdência social, esses recursos poderiam evitar o déficit anunciado.

Votarei contra o impeachment e, imediatamente após superar essa pauta no Congresso Nacional, vou sugerir à presidenta que promova um diálogo nacional para incentivar o crescimento econômico, a proteção do emprego e da renda das famílias brasileiras, a retomada das reformas de que o Brasil precisa. Esse debate deve ser feito com aqueles que cultivam o diálogo e defendem a democracia, e não com aqueles que repetem os erros do passado e querem fraturar o país.

Paulo Teixeira, deputado federal (PT/SP).

Agora para a Globo é matar ou morrer, por Wilson Ferreira

5 abr

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Por Wilson Ferreira

Depois de servir como um substituto midiático a uma incompetente oposição parlamentar, agora a Globo parte para o desespero: matar ou morrer, isto é, ou o sucesso do impeachment que lhe garanta sobrevivência num mundo de hegemonia dos dispositivos de convergência tecnológica ou ser engolida pelo Google. Desde que a presidenta Dilma apareceu nas mídias dentro de uma carro automático do Google controlado por GPS no ano passado, a Globo radicalizou contra um governo que promete favorecer seus adversários tecnológicos e comerciais – Facebook e Google. Nem que seja ao custo de perder anunciantes, cada vez mais preocupados com a crescente rejeição ao Grupo Globo estampado em redes sociais e manifestações de rua. Mas a Globo vive um cenário complexo: está entre a “guerra híbrida” produzida pela estratégia geopolítica dos EUA para esfacelar os BRICS e a inevitabilidade do fim do tradicional perfil de publicidade com a entrada do Google com tudo no País.

Na semana passada o programa esportivo Globo Esporte mostrou imagens de torcedores invadindo o treino do Palmeiras com narizes de palhaço e conduzindo uma faixa louvando o juiz Sérgio Moro em uma manifestação anti-Dilma. Por outro lado, nas últimas transmissões ao vivo dos campeonatos regionais de futebol vêm ignorando faixas com mensagens “Não Vai Ter Golpe” ou “Cadê a Minha Merenda” da torcida Gaviões da Fiel – relacionado a escândalos das merendas escolares envolvendo o governo Alckmin.

O apoio das Organizações Globo ao movimento de impeachment contra a presidenta torna-se nos últimos meses cada vez mais explícito com o aumento da temperatura política que indica que se aproxima o momento final do tudo ou nada para a oposição formada pelo espectro jurídico-parlamentar-midiático.

 O que mais impressiona analistas de mídia e jornalistas é que a ação política atual da Globo (capaz de politizar até mesmo a pauta do jornalismo esportivo)  estaria abandonando o próprio pragmatismo que marcou a carreira do patriarca Roberto Marinho, que sempre soube, nas suas cavalgadas políticas, o momento certo de mudar de direção quando a militância prejudicava os negócios.

Foi assim quando a Globo abandonou a ditadura militar, que ajudou a mantê-la em troca da ajuda para a construção do seu monopólio, quando o movimento Diretas Já ganhou as ruas. Ou quando ajudou a derrubar Fernando Collor apoiando seu impeachment, depois que ela própria ajudou a elegê-lo  presidente em 1989, quando percebeu a mudança de direção dos ventos da política nas ruas.

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Sidney Rezende: anunciantes preocupados com rejeição à Globo

Hoje, os filhos de Roberto Marinho (como diz o jornalista Paulo Henrique Amorim, “eles não têm nome próprio”) parecem mergulhar de cabeça em uma espécie de tudo ou nada, ignorando os crescentes protestos e críticas à sua parcialidade, inclusive internas de jornalistas e atores da emissora nas redes sociais.

Um tiro no pé?

Um estranhamento que parece estar chegando aos próprios anunciantes da Globo. Segundo Sidney Rezende, ex-jornalista do canal fechado Globo News, a multiplicação de palavras de ordem, faixas e a rejeição contra o Grupo Globo estampada nas redes sociais e em manifestações nas ruas estaria preocupando anunciantes. 

Tanto que na semana passada ocorreu uma reunião formada por dois presidentes que representam os interesses de companhias que estão entre os 30 maiores anunciantes do Brasil, seis vice-presidentes de empresas de áreas diversas que atuam em higiene e limpeza, setor automotivo e varejo. No final do encontro foi decidido encomendar uma análise a uma agência internacional de acompanhamento de postagens na internet para avaliar a percepção dos consumidores em relação aos produtos e serviços dos patrocinadores da Globo.

Ainda segundo Rezende, o estudo será concluído em 90 dias e se restringirá a marcas anunciadas nos veículos do Grupo Globo.

Tudo levaria a crer que a Globo estaria dando um tiro no próprio pé, num mergulho kamikaze onde a Organização estaria abandonando o pragmatismo dos negócios para dedicar-se a ação política em tempo integral e mandando às favas a sua credibilidade e profissionalismo.

O primeiro momento histórico da Globo

As Organizações Globo vivem um momento histórico tão decisivo quanto foram os tempos das décadas de 1960-70 – época da implementação da primeira network brasileira enfrentando as audiências das grandes emissoras da época: Tupi e a Record.

Naquele momento Roberto Marinho equilibrava seus interesses empresariais entre o projeto político da ditadura militar e os interesses geopolíticos dos EUA em plena Guerra Fria.

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Em julho de 1962 Roberto Marinho assinava acordo com o grupo norte-americano de comunicações Time-Life. Um contrato que vigoraria até 1966, período em que a emissora pagaria ao grupo norte-americano (pelo investimento financeiro e know how tecnológico e profissional) 3,5% do seu faturamento e 49% do lucro. Marinho sabia do interesse dos EUA na criação de uma primeira network no Brasil, capaz de disseminar o american way of life em um país estratégico para o xadrez geopolítico na América Latina.

Um ano após o golpe militar, Marinho inaugurava no Rio de Janeiro a TV Globo e a TV Paulista em São Paulo, praticando uma ilegalidade diante da legislação das telecomunicações que vetava a participação estrangeira.

Com apoio de um lado da norte-americana Time-Life e, do outro, dos esforços dos governos militares em pavimentar o caminho da Globo com um moderno sistema de micro-ondas via satélite, Marinho criou um incrível monopólio midiático que nesse momento começa a ser ameaçado. Uma nova recomposição de forças políticas e tecnológicas está em andamento. E dessa vez, para os filhos de Roberto Marinho, é uma questão de matar ou morrer.

Globo, Guerra Híbrida e Google

Hoje os filhos do patriarca Marinho vivem um cenário onde os interesses do Grupo estão novamente entre duas variáveis, só que dessa vez são forças que podem destruí-los: de um lado a estratégia geopolítica dos EUA de aplicar no Brasil a tática de “guerra híbrida” com o objetivo político de tornar ingovernável um país membro dos BRICS; e do outro o adversário ameaçador das tecnologias de convergência, redes sociais e, principalmente, o Google.

“Guerra Híbrida” é uma tática sutil de induzir por meio da grande mídia local, ONGs e grupos de interesses empresariais associados conflitos políticos, éticos, religiosos etc. a partir da manipulação da percepção de uma “população média não engajada”. Por meio da promoção de “primaveras” como a árabe, egípcia ou brasileira desacreditar governos através do discurso da “revolução colorida” (flash mobs, militância em redes sociais, manifestações apartidárias etc.) da “luta contra a corrupção em defesa da democracia” – sobre mais informações desse conceito clique aqui.

Com essa tática, os EUA visariam esfacelar lideranças regionais que possam confrontar a geopolítica do petróleo – onde a descoberta do Pré-sal brasileiro é uma perigosa variável.

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A grande mídia brasileira liderada pela Globo e seguida pela Folha, Abril e Estado, engajaram-se nessa agenda internacional, principalmente porque viram nesse cenário a oportunidade de derrubar um governo que é francamente favorável à consolidação no Brasil dos projetos do Google e do Facebook.

Assim como a Rússia, o Brasil passou a ser alvo da guerra híbrida norte-americana a partir da primeira reunião de cúpula dos BRICS em 2009, com a intensificação das “primaveras” brasileiras nas ruas a partir do anúncio em 2013 do projeto da criação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS, o que significou um golpe à hegemonia do FMI. 

A origem do desespero: Dilma no carro do Google

Mas a guerra da grande mídia contra o governo federal definitivamente chegou ao desespero quando, no ano passado, a presidenta Dilma fez uma visita à sede do Google e deixou-se fotografar em um passeio num carro high tech controlado por GPS. E na pauta daquela visita, um encontro com o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, e outras empresas do Vale do Silício.

A guerra Globo versus Google, que está por trás dessa adesão à agenda da guerra híbrida internacional, segue a mesma fórmula do chefão da News Corporation ( estúdio e canais Fox, Sky e jornais e revistas) o australiano Rupert Murdoch. Após falhar na sua tentativa de criar um modelo de negócios na Internet e ser derrotado pelos puro sangue Google e Facebook, Murdoch levou a guerra para o campo político.

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Globo imita Murdoch

Tal como Murdoch, a Globo tentou criar um modelo de negócio rentável na Internet. Além disso,  modernizou a linguagem televisiva da TV Globo como muita metalinguagem, auto-referencialidade e “efeitos Heisenberg” (sobre esse conceitoclique aqui) ao apropriar-se de eventos esportivos como basquete e futebol. E ainda livrou-se do visual platinado-kitsch de Hans Donner que marcou por décadas a emissora, para no lugar criar uma visualidade mais “orgânica”, interativa,  tentando incorporar vídeos de redes sociais na pauta de telejornais e programas – sobre issoclique aqui.

Mas nada adiantou. As audiências continuaram derretendo nos principais produtos de sustentação da Globo: telejornais, esporte e telenovelas.

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A guerra suja de Murdoch contra Obama

De substituto midiático para uma oposição parlamentar incompetente, a Globo agora partiu para matar ou morrer, nem que seja ao custo de “queimar gorduras”- perder anunciantes tanto pela crise econômica autorrealizável promovido pelo cartel jurídico-midiático (Lava Jato – Moro – Ministério Público – Globo) quanto pela explícita partidarização no seu Jornalismo que paradoxalmente produz rejeição tanto para a esquerda quanto para a paranoica direita – para eles, a Globo não estaria mostrando ainda “toda a verdade” por estar “de rabo preso” com Lula.

O filhos de Roberto Marinho esperam pela possível era pós-impeachment: apesar de aceitar como irreversível a hegemonia das redes sociais e tecnologias de convergência acreditam ainda no poder da Globo de pautar a opinião pública e o Estado.

Com um possível cenário político futuro novamente nas suas mãos, acredita que fará aquilo que garantiu sua sobrevivência nos anos 1990 com a chegada no Brasil das tecnologias de TV paga a cabo, MMDS e DTH: uma legislação que garantiu a Globo propriedade cruzada e o domínio, na época, não só da TV aberta como também da fechada.

CineGnose

A manipulação de contextos na montagem de notícias

19 mar

http://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9s/6a/y2/

Por Carlos Castilho

Se há um veículo de comunicação na imprensa brasileira que costuma levar a manipulação da informação ao seu estágio mais sofisticado, este é o principal telejornal de Rede Globo de Televisão. Há muito tempo que o JN reduziu a prioridade pela notícia para enfatizar programas e eventos envolvendo interesses comerciais da empresa , bem como o proselitismo aberto em favor das causas político-financeiras apoiadas pelas Organizações Globo.

No terreno comercial a emissora dedica cada vez mais espaço em seus noticiários para promover novelas, shows musicais, eventos esportivos e iniciativas de seu interesse direto. O espaço para informações sobre problemas comunitários e formas de resolvê-los está sendo substituído por preocupações comerciais da empresa, travestidas de notícia jornalística.

A emissora é suficientemente hábil e inteligente para perceber que é necessário dar atenção aos problemas sociais das comunidades para não perder mais audiência. A questão é que ela trata temas como saúde, moradia, corrupção, segurança e desemprego sob o viés político em vez de buscar o engajamento de seus repórteres e editores com a prática co chamado jornalismo de soluções, onde os profissionais participam da busca de alternativas em vez de se limitarem à pratica das reportagens declaratórias, estilo “ele disse, ela disse”.

Mas é no terreno político que o contexto torna-se mais importante na análise do noticiário “Global”. Um jurista interessado em abrir um processo judicial contra a Globo terá muita dificuldade para enquadrar a emissora nas leis vigentes porque a maior rede de televisão do país tem a necessária expertise para contornar os dispositivos legais.

O que a Globo sabe fazer magistralmente é manipular contextos, como por exemplo, a alocação de tempos para acusação e defesa. Uma denúncia feita por algum delator no processo Lava Jato recebe um detalhamento que toma vários minutos enquanto a defesa merece rápidas e burocráticas menções do tipo “todas as doações foram registradas de acordo com a lei eleitoral”, “não comentamos inquéritos em andamento”, ou “ainda não tivemos acesso aos autos do processo”, sem falar no lacônico “não conseguimos contato com,,,,”.

Discutir a legalidade de tal processo é chover no molhado porque a emissora sempre vai alegar que seguiu o preceito jornalístico da consulta à parte atacada ou agredida. A questão é a diferença de tempo e detalhamento. Na maioria dos casos de divulgação de denúncias por delação premiada não houve da parte dos telejornais da TV Globo a preocupação em apresentar de forma detalhada os argumentos da outra parte. Assim, o telespectador acabou sempre ficando sob o efeito do impacto da denúncia, mesmo aqueles que não acreditaram nela.

Na atual batalha da informação a propósito da continuidade ou não de Dilma Rousseff na Presidência da República, os fatos e dados perderam importância em favor da forma como cada parte os inseriu num contexto que lhe é favorável. A cultura tradicional do jornalismo enfatiza a veracidade e exatidão de fatos e dados, mas ainda não desenvolveu o mesmo grau de especificidade e detalhamento em relação aos procedimentos editoriais sobre como contextualizar corretamente uma noticia. Um dado não existe fora de um contexto. Ele pode ser exato mas manipulado conforme a imagem do copo meio cheio ou meio vazio.

Um editor ou jornalista pode criar um contexto sem alterar dados, fatos ou eventos. O copo é o mesmo, o volume de água idem, mas o profissional pode descrever o fato de maneiras diferentes o que vai induzir o leitor, telespectador ou internauta a desenvolver percepções e opiniões condicionadas pela descrição jornalística.

Outro exemplo da manipulação de contextos foi dado pela TV Globo no caso da hostilização de funcionários da empresa por desafetos políticos na atual conjuntura política no país. A emissora enquadrou os eventos como agressões à liberdade de imprensa quando na realidade eles são uma consequência da polarização político-ideológica na qual a Globo é parte. Atirar ovos e tomates, ou xingar funcionários tem tudo a ver com irritação e divergências políticas, e nada a ver com violações do direito de expressar opiniões.

Os manuais de redação descrevem com exatidão os procedimentos para coleta, edição e preparação de fatos, dados e eventos de interesse jornalístico mas não abordam com o mesmo detalhamento à contextualização, um processo que normalmente acontece na fase da edição onde ocorre a montagem das várias peças componentes de uma noticia.

As redações não são um ambiente democrático onde se discutem posições e atitudes. Prevalece no dia a dia o ritmo industrial de produção. Assim, a cultura política acaba sendo fortemente influenciada por quem comanda a operação jornalística. Os editores organizam a pauta que é passada aos repórteres que vão a campo já com um roteiro preestabelecido e com tempo marcado para regressar. Ao chegar no local da matéria, o repórter não tem tempo de buscar visões diversificadas. Ele se limita a ouvir o protagonista e a parte contrária, sem poder levar em conta que a esmagadora maioria dos fatos, dados e eventos não se resumem a apenas dois lados. Além disso o profissional não tem tempo e, muitas vezes nem preparo teórico, para avaliar se um dado, fato ou evento está corretamente contextualizado.

Como a TV pode distorcer uma notícia

A plataforma televisão é especialmente suscetível a induzir no telespectador percepções descontextualizadas porque o tempo de transmissão de uma notícia é muito curto e porque as imagens geralmente são apresentadas por um único ângulo (copo meio cheio ou meio vazio) simplificando a visão da realidade. A manipulação da imagem como notícia num telejornal provoca no telespectador reações mais emocionais do que as geradas pela leitura de um jornal ou revista, onde a postura é mais analítica, pela própria natureza do veículo ou plataforma de comunicação.

Num mundo marcado pela avalanche diária de informações, onde a complexidade dos fatos, dados e eventos se torna cada vez mais evidente, é muito difícil tomar decisões num curto espaço de tempo, entre sair da redação e voltar com o material recolhido. Tudo isto induz a que o produto final, a informação publicada, seja enviesada por conta da cultura política predominante na redação ou então repassada de forma bruta para o leitor, como é o caso dos indicadores econômicos. O repórter não teve tempo ou não quis questionar o entrevistado e repassa direto para o público uma informação que já veio condicionada pelos interesses e objetivos da fonte.

Esta breve descrição do processo de distorção informativa provocado pela manipulação de contextos permite perceber como é importante tentar identificar o DNA de uma notícia. De mesma forma que você só compra um produto no supermercado depois de checar o prazo de validade e a informação nutricional, uma notícia não pode ser consumida sem uma checagem mínima da sua exatidão, veracidade e contexto. Esta é uma tarefa que o leitor, telespectador, ouvinte ou internauta terá que fazer sozinho porque a maioria dos veículos não disponibiliza este tipo de dado.

É muito improvável uma mudança na política editorial do Jornal Nacional porque são rotinas e valores entranhados há décadas no telejornal que serve de guia para todos os demais noticiários da TV Globo. Por paradoxal que pareça, é mais possível o surgimento de uma nova atitude entre os telespectadores na medida em que eles descobrirem como funciona o enviesamento da informação transmitida por meio da manipulação dos contextos onde está inserida a notícia.

Carlos Castilho é jornalista e editor do Observatório da Imprensa

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